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Hemorragias da segunda metade da gravidez

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O diagnóstico também pode ser feito 
durante o parto (visualização de hemoâmnio) 
ou no exame anatomopatológico (mais difícil) 
Rápido e baseado no quadro clínico 
• Toque vaginal (não é para tocar pois 
pode ser uma placenta prévia, mas 
caso fosse tocar sentiria os seguintes 
fatores): bolsa tensa, ausência de 
placenta 
• Hemoâmnio: amniotomia ou 
amnioscopia 
• USG: não tem boa resolutividade (é 
perda de tempo 
• Temos 2 minutos para resolver o 
sofrimento fetal -> leva para o parto 
de via mais rápida 
o se estiver em TP pode ser 
via vaginal (apenas se 
dilatação total e 
apresentação +3) 
o Se não estiver em TP - 
cesárea 
Quadro clínico 
Tríade: sangramento vaginal + hipertonia 
uterina (pela irritação que coágulo causa no 
útero) + bradicardia fetal (o coágulo 
compromete as trocas de oxigênio – 
sofrimento fetal) -> tem que agir 
independentemente da idade gestacional 
 
Outros sinais e sintomas: palidez (pela dor ou 
pelo sangramento), hipotensão, queda de 
débito urinário, irritabilidade uterina (contrai 
com qualquer estímulo, como colocar a mão) 
Exames 
• Hemograma com plaquetas, tipagem 
sanguínea (para caso seja necessário 
realizar transfusão), coagulograma, 
ureia e creatinina, fibrinogênio, 
produtos de degradação da fibrina 
• Esses exames te dão o prognóstico 
da paciente 
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Quando a paciente chegar já solicita bolsa de 
sangue pois pode ser que ela precise 
rapidamente 
Tratamento 
Medidas gerais: dados vitais, sonda vesical, 
veia calibrosa, hidratação agressiva, transfusão 
 
Se feto vivo -> essa é a maior 
emergência da obstetrícia 
O rompimento da bolsa reduz a 
pressão intrauterina e a passagem de fatores 
de coagulação para a circulação materna 
(reduz as chances de coagulopatia posterior) 
Feto morto e mãe estável: se estiver 
caminhando para TP esperamos o parto 
vaginal em até 4 horas, se passar do tempo 
ou não estiver em condições de TP levamos 
para cesárea e preparamos 
hemocomponentes (o quadro com feto 
morto tem mais complicações, o coágulo já 
está a mais tempo dentro do útero, tendo 
maiores chances de coagulopatia materna) 
Amniotomia 
• Auxilia no diagnóstico 
• Reduz hemorragia 
• Reduz passagem de tromboplastina 
para circulação materna e a ativação 
da cascata da coagulação (CIVD – 
coagulação intravascular disseminada) 
• Acelera o trabalho de parto 
(multíparas) 
• Realiza-se independentemente da IG 
 
Complicações 
• Função cardiovascular 
• Função renal (insuficiência renal pré-
renal) 
• Coagulopatia 
• Necrose hipofisária: geralmente é 
uma necrose parcial (anterior ou 
posterior) – síndrome de Sheehan 
• Apoplexia uterina = útero de 
couvelaire 
Apoplexia uterina 
Útero de Couvelaire 
• O sangue que estava na região de 
trocas placentárias infiltra na 
musculatura uterina 
• Atonia irreversível, pois o sangue não 
deixa o útero se contrair 
normalmente (não se contrai após o 
parto) 
• Deve ser feita a histerectomia 
 
 
Coagulopatia 
• 20-30% das pacientes 
• Mais frequente em óbito fetal (OF) 
• Ativação: via intrínseca, extrínseca, 
sistema fibrinolítico 
• Depende do descolamento (tempo e 
extensão) 
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Normalmente os vasos do cordão 
umbilical chagam na massa placentária e se 
abrem (ramificam). Existem situações em que 
os vasos que saem do cordão e se abrem 
antes de chegar na massa placentária, se 
ramificando nas membranas ovulares antes 
de chegarem na massa placentária. Isso faz 
com quando membrana rompe, isso causa 
uma grande hemorragia. 
 
Tipo 1: Os vasos se abrem antes de chegar 
na massa placentária (tem apenas um lobo 
placentário). No rompimento da bolsa começa 
uma hemorragia extensa que vem do feto (o 
feto sofre muito rapidamente – é a forma 
mais comum, quadro clínico mais grave 
Tipo 2: presença de 2 lobos placentários 
separados por uma membrana (é nessa 
membrana que os vasos correm antes de 
chegar na 2ª massa placentária) – mais raro, 
quadro clínico mais tranquilo 
 
 
Quadro clínico 
Quadro parecido com DPP, só que 
não tem hipertonia uterina 
 
Geralmente vai para cesárea de urgência -> 
se tiver sofrimento fetal e com mínima 
possibilidade de sobrevivência 
Se o diagnóstico é feito durante a 
gravidez: internar no hospital, deixa-la de 
repouso e avisa-la que se houver algum tipo 
de sangramento (mesmo que seja um 
sangramento mínimo) ela deve avisar a 
enfermagem imediatamente. Fica internada a 
gestação inteira.

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