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ESTUDO DE UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA_UM ESTUDO SOBRE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA EM ESCOLAS PÚBLICAS

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espaços 
(ruas, praças, museus, prédios, edificações, etc), as vivências, os significados e as relações 
que permeiam a coletividade; dentre outros aspectos que constituem um território, 
representam uma potencialidade educativa bem como sinalizam para o papel dos diferentes 
agentes para que tal potencial se efetive. Para Villar (2007, p.14): 
As propostas educativas que se suscitam no território devem surgir do acordo entre 
os diferentes agentes, da sintonia entre instituições e recursos, pois que a educação 
não é só uma preocupação do sistema educativo, mas sim um instrumento social e 
cultural imprescindível para a coesão comunitária e pessoal. 
Nesse contexto, a referida autora faz alusão ao ideário da Cidade Educadora no qual: 
[...] estão implícitos uma série de elementos que convergem na delimitação de um 
território educativo, ao qual aportam a transcendência e múltiplos significados de 
caráter pedagógico e social: Sistema Formativo Integrado, associativismo, 
desenvolvimento cultural, políticas socioculturais, participação, acesso a recursos, 
sociedade civil, animação sociocultural, coordenação, descentralização, organização e 
intervenção comunitária, trabalho em rede, etc. (VILLAR, 2007, p.14). 
 
Segundo Castro (1998), algumas teorias foram desenvolvidas em relação à 
aprendizagem da língua estrangeira. A autora faz uma síntese sobre as pesquisas publicadas 
até então, e destaca que certas teorias que estudam a aprendizagem da língua estrangeira 
consideram a primeira língua como um instrumento concretizado, partindo da primeira língua, 
como estudo para a segunda. 
Em algumas teorias de Aquisição de Linguagem considera-se a língua materna, 
basicamente nos estudos em aquisição de uma segunda língua, como um objeto cuja realidade 
parece certa e precisa. Usualmente definida no centro de uma cronologia, ela é aí reconhecida 
como primeira língua. Castro (1998, p. 135) 
Esta pesquisa é de natureza teórico-empírica, baseia-se em bibliografias e dados 
coletados em campo. Apresenta alguns dados estatísticos, porém esta é uma pesquisa de 
abordagem quantitativa/qualitativa, uma vez que descreve, o mais detalhadamente possível o 
processo de aprendizagem de Língua Inglesa de alunos de escola pública da cidade de 
Montenegro-RS 
 
 
2.1. O PROFESSOR DE INGLÊS 
Na rotina profissional de hoje é comum o sentimento de decepção com “soluções dos 
teóricos” diante do pouco progresso visível da qualidade do ensino de línguas frente aos olhos 
e expectativas crescentes de alunos e autoridades. 
Percebe-se que para alguns professores de inglês, não há a preocupação pela 
construção social do educando. As discussões nem sempre giram em torno dos 
comportamentos dos alunos na sua vida social, muitas vezes o dever de educar está delegado 
às disciplinas básicas no ensino regular e as famílias. Isso acontece basicamente nas escolas 
públicas onde, a relação ensino aprendizagem do inglês é visto com preconceito, onde os 
professores na maioria das vezes consideram que os alunos não são capazes de aprender um 
novo idioma, devido às dificuldades que tem em aprender o próprio português. 
As observações realizadas em sala de aula para esta pesquisa, aliadas ao discurso dos 
professores e dos gestores públicos participantes deste estudo, tornaram possível identificar os 
principais obstáculos ao ensino do inglês hoje no Brasil. 
Segundo os professores de inglês, os recursos didáticos têm uma relevância maior no 
ensino de sua disciplina do que em outras matérias. Na opinião desses docentes, o inglês é 
uma disciplina que requer mais atividades lúdicas, coletivas e interativas para gerar 
engajamento dos alunos e envolvimento prático com a língua. Por isso, os recursos didáticos, 
especialmente os tecnológicos, são a principal demanda dos professores. Portanto, para os 
professores a maior dificuldade enfrentada em sala de aula é a falta ou a inadequação dos 
materiais didáticos. 
Apesar de a realidade apresentada ser um tanto desoladora para o professor de escola 
pública, existem motivações que mantêm os professores na carreira. A estabilidade do cargo 
público, a possibilidade de mudar a realidade dos alunos e a liberdade dentro da sala de aula 
são os principais motivos. Por outro lado, o baixo reconhecimento do seu trabalho e a baixa 
remuneração são as principais razões de descontentamento dos profissionais da rede pública. 
2.2. O ALUNO DE INGLÊS DA ESCOLA PÚBLICA 
Podemos destacar que o ensino na rede pública é marcado pela desigualdade social, 
econômica e cultural, muitas vezes algumas metodologias usadas estão inadequadas ao 
contexto, a desvalorização e o despreparo de alguns dos educadores as tecnologias 
ultrapassadas e falta de investimentos políticas e públicas estão mal dirigidas. 
Descreve Barcelos (2006) que em geral, a experiência de aprendizagem em escolas 
públicas é caracterizada como ruim e sem motivação. Esta situação é constituída por 
problemas pedagógicos, desinteresse dos alunos, a falta de prática da língua e muitas vezes 
professores faltam a competência necessária para o ensino de língua estrangeira, visto que 
muitos deles, estão formados em outras graduações, e por faltar professores nesta área acabam 
atuando. 
 Kelly (2000) afirma que a aprendizagem do inglês, ocorre muitas vezes da falta de 
interesse do aluno, onde nota-se a falta de integração com a pronúncia, com a gramática e 
vocabulário. É válido ressaltar que a falta de tempo, complica a comunicação do aluno com o 
idioma. 
Além do mais, por se tratar de um idioma totalmente diferente ao seu, o aluno muitas 
vezes, se sinta envergonhado para expressar-se, deste modo a falta de convívio com o idioma 
afetam ainda mais a associação ensino-aprendizagem. 
 
3. CONCLUSÕES 
Através desta pesquisa, podemos ter uma visão a respeito deste tema no qual foi 
abordado, pois notavelmente percebemos que por mais que assistíssemos as aulas de inglês 
por toda a nossa vida escolar seria insuficiente para aprender este idioma, a não ser que, se 
tiver a oportunidade de fazer algum curso dedicado a aprendizagem do idioma, contando 
assim, com professores mais capacitados, turmas com menor número de alunos, onde o 
professor pede atender cada um individualmente, metodologias adequadas, até mesmo uma 
experiência de um intercambio. 
Tanto os autores que sustentam a teoria inatista não estavam errados, tampouco os que 
defendem a aprendizagem em exposição ao meio ambiente. Pois todas as línguas são capazes 
de aquisição e aprendizagem, vai depender da situação ao qual o aprendiz for submetido. 
Tais são os desafios para o ensino do inglês e provém de várias origens, sejam 
institucionais, formativas, ligadas à infraestrutura das escolas ou mesmo à vulnerabilidade 
social das famílias atendidas pelo sistema público. Os professores anseiam em se aprimorar e 
oferecer uma melhor condição de aprendizado para seus alunos, mas se deparam com a falta 
de incentivos. Afirmam não ter acesso a capacitações e melhores recursos didáticos e, quando 
o têm, consideram o que é oferecido inadequado para a sua realidade e a de seus alunos. É 
possível ressaltar a falta de uma união maior entre as bases políticas e as reais necessidades 
daqueles que estão diretamente ligados aos serviços públicos de educação básica, ao menos 
quanto das aulas de língua inglesa. Tais professores gostariam de pelo menos, serem ouvidos 
e integrados na formulação dessas políticas. A pesquisa também aponta a relevância de se 
colocar em pauta um debate amplo sobre o papel do ensino do inglês na formação dos jovens. 
Os dados apontam um ambiente em que o inglês não tem uma função objetiva, não há uma 
estratégia comum para o aprendizado da língua e tampouco ela é considerada relevante dentro 
da base curricular. Enquanto for visto como uma disciplina complementar, o inglês não será 
desenvolvido de forma adequada nas escolas públicas, o que prejudica a

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