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[res] FRATURAS DO ÚMERO

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Fraturas do Úmero
− As fraturas de úmero são divididas em: 
▪ Fraturas do úmero proximal (fraturas do ombro) = 
cabeça, os tubérculos maior e menor, e cristas 
tuberculares 
▪ Fraturas diafisárias 
▪ Fraturas do úmero distal (fraturas do cotovelo) = côndilo 
do úmero (capitulo + troclea) e epicôndilos medial e 
lateral do úmero. 
− A maioria das fraturas do úmero proximal e da diáfise não 
são deslocadas e podem ser tratadas de forma 
conservadora.. 
 
Anatomia do Úmero 
 
 
− A tuberosidade maior, localizada lateralmente à cabeça do 
úmero e na face superior, fornece a fixação de três músculos 
do manguito rotador: supraespinhal, infraespinhal e redondo 
menor. 
− A tuberosidade menor está localizada na superfície anterior 
do úmero e fornece a fixação para o músculo subescapular. 
− A tuberosidade menor marca o limite entre o úmero 
proximal e a diáfise. 
− O úmero proximal recebe seu suprimento sanguíneo de 
ramos da artéria axilar. Dois ramos, as artérias circunflexas 
umeral anterior e posterior, originam-se distalmente ao colo 
anatômico e viajam proximalmente para suprir a cabeça 
umeral. 
− Assim, as fraturas que ocorrem no colo anatômico podem 
interromper o suprimento de sangue e resultar em 
osteonecrose (necrose avascular) da cabeça do úmero. 
− A diáfise do úmero é suprida pela artéria axilar e braquial, 
que se ramifica distalmente para se tornar as artérias radial 
e ulnar. Esse suprimento vascular pode ser interrompido por 
uma fratura da diáfise do osso se houver um deslocamento 
considerável dos fragmentos. 
 
Traumatismos do ombro– luxações 
 
Diagnóstico: 
E xa m e f í si c o 
− Sinal da dragona: 
▪ É a ausência da cabeça do úmero em seu lugar 
anatômico, estando luxado ant ou posteriormente 
− Palpação da artéria radial 
− Pesquisa de sensibilidade e motricidade dos nervos axilar, 
musculocutâneo, radial, mediano e ulnar 
E xa m e r ad iol óg i co 
− Pedir a série do trauma, isto é, RX de: 
▪ AP verdadeira = possui 30º de lateralização → para ver 
a art glenoumeral 
▪ Lateral de escápula = avaliar se há luxações ant e post 
da cabeça do úmero 
▪ Axilar = analisar as fraturas-luxações, colo da cavidade 
glenoidal 
▪ Adicionalmente, pode pedir a AP com rotação interna 
(Paciente em posição supina – membro superior 
flexionado em abdução, com elevação de 90 a 120° – 
mão espalmada sob a cabeça) do úmero para avaliar a 
lesão de Hill-Sachs. 
▪ Paciente em pé com membro superior em abdução 
máxima – raio X central posicionado no centro do cavo 
axilar → avaliar instabilidade articular glenoumeral e 
lesões de Bankart. 
 
Lesões anatômicas associadas 
 
L e s ão d e B a nk a rt 
− É a desinserção da capsula art ant e do lábio junto à borda 
da cavidade glenoide. 
− Ocorre na luxação anterior 
− Presente em 85% dos casos de 
luxação recidivante, pois a 
cicatrização do lábio não ocorre. 
 L e s ão de Hi l l -S a c h s 
− Afundamento do osso cortical do canto superolateral da 
cabeça do úmero. 
− Ocorre em luxação anterior 
− O osso cortical duro da cavidade glenoide bate no osso 
cortical mole da cabeça do úmero, criando um afundamento. 
− Quanto maior o afundamento, maior a probabilidade de 
recidiva da luxação. 
− Em um mesmo mecanismo pode ser observado a lesão de 
Hill-Sachs (1) e Bankart (2). 
Fr a tu r a s 
− As luxações de ombro estão associadas em 10% a fraturas. 
− Estão principalmente no tubérculo maior do úmero. 
− Deslocamento 5mm → cirurgia. 
− Podem vir associadas à ruptura do manguito rotador → 
imobilizar por 5-10 dias (fase dolorosa) 
L e s ão neu ro va s c ul a r 
− As lesões de a. axilar são raras → mais frequente em fraturas 
de diáfise. 
− As lesões nervosas são mais recorrentes → neuropraxia 
(leve); axonotmese e neurotmese (graves = secção nervosos 
total) 
− Nervo axilar → contorna a a art glenouemral → seujeito a 
lesões de estiramento durante as luxações. 
− Redução da luxação imediata → exame físico neurológico 
completo do membro 
− Acompanhamento semanal por 5-6 semanas, período para s 
obter uma eletroneuromiografia → fisioterapia 
 
Tratamento 
− Dor intensa → é caso de emergência 
− Redução incruenta: 
▪ Tração e contratração = desvie a 
atenção do pcte enquanto realiza 
uma tração contínua do membro 
luxado e suaves movimentos de 
rotação externa e interna. Use um 
lençol para ajudar. 
▪ Método de Milch = utiliza as forças de abdução, rotação 
externa e pressão do polegar, conduzindo a cabeça do 
úmero para dentro da articulação 
− A imobilização deve ser em tipoia por 7-10 dias, usando a 
tipoia de modo não contínuo. 
 
Fraturas proximais do úmero 
− São comuns – 4-5% de todas a fraturas 
− Em idosos → devido a osteoporose 
− Em jovens → devido a traumas de alta energia 
− Mecanismo de lesão: 
▪ Principal= traumatismo direto ocorre com queda no solo 
apoiando-se com a mão ou com o cotovelo. 
▪ Crise convulsiva 
▪ Choque elétrico 
▪ Metástase 
− 80% tem são minimamente desviadas, estáveis e de tto 
conservador 
− Envolvem: 
▪ Diáfise proximal 
▪ Colo anatômico 
▪ Colo cirúrgico 
▪ Tubérculo maior 
▪ Tubérculo menor 
▪ Cabeça do úmero 
− Complicações: 
▪ Pseudoartrose 
▪ Consolidação viciosa 
− A proximidade do osso aos nervos → probabilidade de 
lesões nervosas 
− Ordem de incidência de nervos lesados: 
1) N. axilar → deltoide e redondo menor 
2) N. supraescapular → mm. infra e supraespinhais 
3) N. musculocutâneo → mm. bíceps e coracobraquial 
− A fratura cominutiva, principalmente a de 4 partes, pode 
causar necrose avascular, pois a vascularização do úmero 
pode ser prejudicada: 
▪ A. axilar → a. circunflexa anterior 
 → a. circunflexa posterior 
▪ Pelo manguito rotador → a. supraescapular 
 → a. subescapular 
− Os músculos que agem sobre os fragmentos ósseos puxam 
eles para si. Portanto: 
▪ Diáfise (parte 1 de Neer) → peitoral maior → sentido 
medial 
▪ Tubérculo menor (parte 2 de Neer) → m. subescapular → 
sentido medial 
▪ Tubérculo maior (parte 3 de Neer) → mm. supraespinhal, 
infraespinal e redondo menor → sentido póstero-
superior 
▪ Cabeça do úmero (parte 4 de Neer) 
− Esse movimento dos fragmentos provoca a 
desvascularização da cabeça do úmero 
− Manifestações: 
▪ Quadro agudo 
▪ Dor 
▪ Edema 
▪ Crepitação local 
▪ Impotência funcional 
▪ Equimose entre 24-36h 
▪ Braço em rotação interna e abdução apoiado no tórax 
− Realizar o exame neurovascular da extremidade → ausência 
de pulso radial e alteração de sensibilidade, principalmente 
no deltoide, → trauamatismo grave 
− Radiografia: 
▪ AP verdadeira → relação entre a cabeça do úmero, a cav 
glenoide e o acrômio 
▪ Escapular e axilar → avalia as luxações e deslocamento 
dos tubérculos 
 
 
 
Classificação AO 
− Se baseia no risco de necrose avascular da cabeça. 
− Ordem crescente de gravidade 
− Úmero = 1 / proximal = 1 → 1.1 
− A = extra-articulares unifocais / B = extra-articulares bifocais 
/ C = articulares 
 
Classificação de Neer 
− Fratura com deslocamento mínimo ou em 1 parte: 
▪ Deslocamento < 1cm ou ângulo < 45º, podendo existir 
de 2-4 fragmentos distintos. 
▪ 80% das fraturas 
▪ Tto = repouso e tipoia por 3 semanas → fisioterapia 
− Fraturas e fraturas-luxações em duas partes no colo 
cirúrgico: 
▪ Redução incruenta → se estáveis = via percutânea 
▪ RAFI (redução aberta com fixação interna) → instáveis 
− Fraturas e fraturas-luxações em duas partes no colo 
anatômico: 
▪ RAFI → amarria com Ethibond 
▪ Hemiartroplastia 
 
 
 
 
− Fraturas e fraturas-luxações em duas partes no tubérculo 
MAIOR: 
▪ Deslocamento > 5-10mm → RAFI = parafusos + amarria 
com fio inabsorvível 
▪ São raras e podem ser acompanhadas ou não de luxação 
post do úmero 
− Fraturas e fraturas-luxações em duas partes no tubérculo 
menor: 
▪ Sem deslocamento → tto conservador 
▪ Deslocamento do fragmento impede a rotação interna 
→ RAFI 
− Fraturas e fraturas-luxações

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