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1 - Delineamento prótese removível - PPR

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Delineamento PPR Letícia S Moda Silva / @leticia_odontolover 
 
Delineamento é o conjunto de procedimentos de diagnóstico, que visa obter informações a respeito do padrão, da 
forma e do contorno dos dentes pilares e tecidos adjacentes. Como o procedimento de diagnóstico, é fundamental 
para a PP, e é de responsabilidade exclusiva do dentista, pois constitui uma das etapas do exame do paciente (análise 
dos modelos de estudo). 
 
Por que delinear 
Para complementar o exame clínico, determinar o diagnóstico, planejamento e plano de tratamento, a execução das 
modificações do sistema de suporte e o prognóstico. 
 
O que é usado para delinear: Delineador 
 Paralelômetro, tangenciômetro, paralelímetro 
 Responsável pela Identificação do paralelismo 
relativo entre duas ou mais superfícies dentais ou de 
estruturas adjacentes na construção de uma PPR. 
 Tem sua concepção baseada no princípio geométrico 
de que, todas as perpendiculares a um mesmo plano 
são paralelas entre si. 
 Junto com o delineador, há estruturas anexas como: 
 Pontas recortadores de cera (1), porta grafites ou cera (2), 
pontas calibradoras de retenção (3) e mesa porta modelos. 
 A mesa porta modelos deve sempre ser mantida apoiada 
completamente na base do delineador 
 
 
 Exame dos modelos de estudo no delineador 
O posicionamento dos braços de retenção dos grampos em áreas retentivas é o que garante a manutenção da prótese 
em posição sobre o sistema de suporte, quando em função. Para permitir o correto posicionamento dos componentes 
da estrutura metálica (que são rígidos e não podem ser colocados em áreas retentivas), durante o delineamento deve 
ser identificado o Equador protético. 
 
1. Equador protético 
Linha de maior contorno do dente pilar em relação aos demais dentes remanescentes e estruturas adjacentes 
 Divide o dente em área retentiva (cervical) e a área expulsiva (oclusal) 
 É obtido pelo tangenciamento das paredes axiais dos dentes pilares, 
por meio da ponta de grafite ou cera, que fica presa na haste vertical 
do delineador 
 Importância de posicionar corretamente a ponta, evitando 
inclinações que vão repercutir na incorreta identificação do 
Equador protético 
 A extremidade da ponta da cera ou do grafite deve estar sempre 
posicionada ao nível da cervical ou abaixo enquanto contorna o 
dente pilar. 
 O Equador anatômico não tem importância Protética Pois é apenas uma linha de contorno do dente isoladamente 
 O traçado do Equador protético é resultante da inclinação assumida pelo modelo. No laboratório, quando o modelo 
é inclinado para a direita obtivemos um traçado bem próximo da face oclusal na face vestibular e bem próximo da 
cervical na face lingual ou palatina. Já quando a inclinação do modelo era para o lado esquerdo, verificou-se que na 
vestibular o traçado passou a ser cervical e que na face lingual ou palatina o traçado assumiu uma posição mais oclusal. 
Se a cada inclinação do modelo (inclinação relativa dos dentes) varia o traçado do Equador protético, podemos afirmar 
que esse Equador somente deverá ser identificado quando a trajetória de inserção e remoção da prótese for definida 
portanto a sua definição será realizada como objetivo final do processo de delineamento do modelo de estudo, já 
que, se para cada inclinação for feito um traçado, haverá vários equadores definidos, dificultando a identificação do 
que efetivamente irá se utilizar. 
 
 
2. Trajetória de Inserção / Remoção 
É a trajetória a ser seguida pela prótese, desde o primeiro contato com o sistema de suporte 
até a posição de assentamento final, ou seja, desde o contato da estrutura metálica com os 
dentes até o assentamento no rebordo. 
 Durante o processo de delineamento, a movimentação da haste vertical do 
delineador representa a trajetória de inserção e remoção da prótese. Desse modo, 
a cada inclinação do modelo, também ocorre uma trajetória diferente. 
 
 
 
 Portanto o objetivo do processo de delineamento é a definição da trajetória de inserção e remoção para cada 
caso e, na sequência, a obtenção do traçado do Equador protético. 
 
Métodos de determinação da trajetória de inserção e remoção da PPR 
 Método de Roach: plano oclusal (três pontos) 
 Método das bissetrizes (Roth) 
 Método das conveniências (Applegate) 
 
Para a determinação do plano oclusal do modelo o método mais utilizado é o de Roach. 
 
 
Método de Roach: plano oclusal (três pontos): 
Recordando a análise experimental citada anteriormente, na qual foram determinadas inclinações acentuadas do 
modelo de estudo tanto para o lado direito, quanto esquerdo, é possível imaginar que uma determinada inclinação 
intermediária poderia equalizar o traçado do Equador protético obtido. Essa posição intermediária é a que mantém o 
plano oclusal do modelo perpendicular à haste vertical do delineador. Fica determinada, assim, uma trajetória de 
inserção perpendicular ao plano oclusal ou inclinação zero (em relação ao plano oclusal). 
Passos: 
1) Sobre o modelo, são determinados e marcados com uma lapiseira de ponta fina, 3 pontos, um anterior e dois 
posteriores, formando um triângulo equilátero (ou o que mais se aproxima disso). 
 Maxila: 
 ponto anterior: entre os terços incisal e 
médio do incisivos centrais superiores 
 pontos posteriores: cúspide MV do 
molar 
 
 Mandíbula: 
 ponto anterior: na borda incisal do 
incisivo central inferior 
 pontos posteriores: cúspide MV do 
molar 
 
 Esses pontos também devem ser realizados nas bases de registro, quando há muito espaço anodôntico. 
 
2) Obter a orientação do plano oclusal perpendicular à haste do delineador, por meio da ponta analisadora que 
deve tocar os 3 pontos escolhidos em uma mesma altura (tentativa e erro). 
 
Ah, professor, mas precisa tocar igualzinho em cada ponto? não pode ficar quase? 
NÃO, pois haverá inclinação do plano oclusal! 
 
 
Inclinação de dentes remanescentes e trajetória de inserção 
Relaciona-se com a retenção e estética. 
Dependendo da inclinação anterior dos dentes remanescentes, o 
traçado do Equador protético estaria posicionado próximo a 
oclusal incisal. 
Com a trajetória de inserção perpendicular ao plano oclusal, os 
elementos retentivos (como grampos) ficam em uma área de 
retenção adequada. Entretanto, nessa situação, tem-se uma 
interferência estética. 
 
A fim de tentar resolver esse problema estético, tenta-se, como 
na imagem ao lado, posicionar o grampo mais próximo da 
cervical. 
Entretanto, com a trajetória de inserção perpendicular ao plano 
oclusal, esse posicionamento pode comprometer a função do 
retentor (do grampo), por superar a sua capacidade de flexão 
(retenção além da necessária ou mesmo por gerar uma grande 
interferência no momento em que o paciente for assentar a 
prótese na boca (podendo causar fraturas ou mobilidade 
dentária). 
 
Desse modo, em casos em que há inclinação dos dentes 
remanescentes, pode-se determinar uma trajetória de inserção 
inclinada em relação ao plano oclusal. 
Nesse caso, portanto, o posicionamento mais cervical dos 
retentores garante estética e retenção. 
 
 
 A observação de dentes remanescentes com inclinações normais em relação ao plano oclusal favorece a utilização 
da trajetória de inserção/remoção perpendicular ao plano oclusal ou de zero inclinação. Entretanto, se os dentes 
remanescentes tiverem outra disposição e angulação, novas trajetórias devem ser analisadas até que encontremos a 
ideal. 
 
3. Trajetória potencial de deslocamento 
Durante a função mastigatória, ocorre o que chamamos de trajetória potencial de deslocamento (que é sempre 
perpendicular ao plano oclusal). Assim, caso algum alimento fique aderido à 
prótese, haverá o tracionamento da mesma no sentido de removê-la da 
posição de assentamento. Com isso, independente de como

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