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1 - Delineamento prótese removível - PPR

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é a trajetória de 
inserção, devemos impedir com que haja esse deslocamento da prótese 
durante a função mastigatória. Portanto, a trajetória potencial de 
deslocamento deve coincidir com a trajetória perpendicular ao plano oclusal 
ou de inclinação zero e, se essa trajetória não inclinada favorece a obtenção 
de áreas retentivas suficientes, o correto funcionamento da prótese fica 
adequado, sendo determinada então como uma posição de delineamento. 
4. Planos guia: 
São as paredes axiais dos dentes pilares, que devem ser planas e paralelas 
entre si e com a trajetória de inserção e remoção definida para a PPR 
 2 – 4mm 
 Devem estar presentes nas faces proximais (mesial e distal) e 
linguais ou palatinas 
 Sempre que possível, deve-se usar o maior número de planos guia 
possíveis. 
 O plano guia promove uma trajetória de inserção e remoção da 
prótese individualizada, havendo casos em que ele pode ser 
confeccionado com uma broca, fazendo um desgaste mínimo 
apenas no esmalte do dente. 
 O posicionamento dos braços de reciprocidade sobre o plano dos planos guia permite a obtenção da 
reciprocidade efetiva, mantendo o dente pilar rigidamente apoiado, quando a prótese está sendo removida 
e o braço de retenção estiver passando pelo Equador protético até a área expulsiva. Com isso, haverá uma 
neutralização das cargas laterais sobre o dente pilar 
 
 
5. Retenção: 
É a capacidade da prótese em resistir ao deslocamento vertical no sentido 
de sua remoção do sistema de suporte. 
 Entretanto se as áreas retentivas (abaixo do Equador protético) 
forem muito grandes, podem representar uma interferência à 
colocação da prótese, exigindo flexão excessiva do braço de 
retenção, ocasionando deformação permanente e ou fratura do 
elemento dental ou mesmo colocando o braço de retenção em uma 
posição que impeça a inserção adequada da prótese 
 Devemos fazer a sua calibragem dos dentes pilares, por meio das pontas calibradores de retenção, que são 
fixadas ao mandril da haste vertical do delineador e são posicionados de modo que toquem lateralmente o 
dente pilar no Equador protético. Na extremidade das pontas calibradoras há a presença do disco calibrador, 
que apresenta as medidas de retenção: 
i. P = 0,25mm* 
ii. M = 0,5mm 
iii. G = 0,75mm 
 Para localizar o ponto exato da retenção, devemos utilizar uma 
lapiseira de ponta fina e marcar no modelo o ponto que a ponta 
calibradora ficou no dente Pilar. 
i. 3 pontos: na M, no centro e na D da vestibular 
 Se ao calibrar: 
i. Se a haste da ponta calibradora toca lateralmente o 
dente pilar, mas o disco não, a retenção encontrada é maior do que a indicada pelo disco. 
ii. Se o disco toca o dente pilar, mas a haste não, a retenção encontrada é menor do que aquela 
indicada pelo disco 
iii. O ideal é que ambos toquem o dente 
Incorreto Correto 
 A quantidade de retenção também é determinada pelo ângulo de 
convergência ou ângulo de retenção (formado entre a haste da 
ponta calibradora e a parede dental) 
 Quanto maior for o ângulo maior a efetividade do braço 
de retenção. O ideal é que a distância do braço de 
reciprocidade seja igual ou maior que a do braço de 
retenção 
 A medida de retenção P é a mais utilizada 
 Estruturas metálicas de Cobalto-Cromo, geralmente utilize-se a retenção P* e M. Já estruturas de titânio ou liga de 
titânio, utilize-se a retenção P, M e G*. 
 
6. Estabilidade: 
É a capacidade da prótese de resistir aos deslocamentos horizontais e verticais 
no sentido ocluso-gengival. 
 Contribui para a retenção da prótese, por manter o correto 
posicionamento dos braços de retenção sobre os pilares. 
 A estabilidade vertical é garantida principalmente pelos apoios 
 A estabilidade horizontal da prótese é garantida pelo contato das 
partes rígidas das estruturas metálicas (por exemplo os braços de 
reciprocidade) com as paredes axiais dos dentes pilares. Essa rigidez, 
no entanto, limita o posicionamento destes constituintes, devendo ficar apenas na porção expulsiva (acima 
do Equador protético) da coroa. Em condições normais, essa condição determina que o contato dessas partes 
rígidas da estrutura metálica da PPR com o dente ocorre apenas com a prótese totalmente assentada. 
 
7. Reciprocidade: 
Bom funcionamento dos grampos, durante a inserção e remoção da prótese. 
 
Braços de retenção e reciprocidade dos grampos durante a remoção da prótese 
Posicionando os braços dos grampos e assumindo que a relação entre 
eles é constante durante a inserção e remoção da prótese, pode-se 
facilmente visualizar que, após um pequeno deslocamento vertical 
no sentido da remoção, o braço de reciprocidade fica afastado do 
dente, permitindo com que o braço de retenção, ainda em contato, 
fica exercendo uma força sobre o dente. Nesse caso, o princípio de 
reciprocidade (estabelecido pelo bom funcionamento dos grampos) 
não está funcionando efetivamente, havendo a geração de cargas 
laterais sobre os dentes pilares (não há reciprocidade efetiva). 
 
No entanto, se o posicionamento dessas partes rígidas da estrutura 
metálica estiver nas paredes axiais dos dentes pilares (determinadas 
pelo plano guia, com paredes planas e paralelas entre si), a condição 
é outra, pois mesmo havendo o deslocamento vertical do grampo, 
haverá a preservação da estabilidade, já que os braços de retenção e 
reciprocidade ficarão em contato com o dente, garantindo uma 
reciprocidade efetiva. 
Interferências: 
As interferências podem ocorrer devido: 
 Retenção excessiva 
 Obstáculos durante a inserção da PPR 
 Áreas de tecido mole (tórus, rebordo residual da pré-maxila) 
Em casos com um rebordo inclinado, a inserção da prótese numa trajetória perpendicular ao plano oclusal implicará 
na necessidade de confecção de grandes alívios na PPR, que vão comprometer o assentamento do lábio (estética), 
assim como a prótese não ficará bem apoiada no rebordo. Nesse caso, podemos alterar a trajetória de inserção, 
deixando-a inclinada em relação ao plano oclusal, de modo a acompanhar a inclinação do rebordo, permitir contato 
com a fibromucosa de revestimento e promovendo retenção adicional contra a trajetória potencial de deslocamento 
(que é sempre perpendicular ao plano oclusal). 
 
 
Estética 
 De nada adianta oferecer ao paciente uma prótese mecanicamente perfeita, mas deficiente do ponto de vista 
estético. 
 Lembrando que por ser uma PPR, há limitações devido à localização dos grampos, no entanto durante o 
delineamento, se a análise de todos os detalhes for criteriosa é possível chegar a resultados favoráveis. 
 
Trajetória de inserção ideal 
 É a trajetória que melhor combina os quatro fatores determinantes: 
 Plano guia (estabilidade) 
 Retenção 
 Mínima interferência 
 Estética 
... reduzindo ao mínimo indispensável as intervenções a serem realizadas no sistema de suporte. 
 
 Didaticamente pode-se ter 2 trajetórias de inserção: 
 Inicial ou de diagnóstico: que pode ser perpendicular ao plano oclusal ou 0 (pode ser alterada ao longo do 
planejamento) 
 Definitiva: pode coincidir ou não com a trajetória inicial 
 Quando os dentes pilares são naturais, geralmente a trajetória de inserção Inicial também é a 
definitiva, no entanto nem sempre é isso que ocorre. 
 
 Registro da trajetória de inserção 
 Utilização de um pino rígido ou parafuso cimentado ao modelo fora 
da área de desenho da estrutura metálica 
Reposicionamento do modelo no delineador para reanálise 
Com modelo na mesa porta modelos, totalmente solta, prende-se o pino de registro no mandril da haste vertical. Ao 
apertar o mandril, a mesa se reorienta. Travada, ela reposiciona o modelo na inclinação determinada. 
 
Inclinar o modelo de estudo para criar retenção é uma solução viável para os casos de PPR? 
Depende do caso! 
Na presença de pilares sem áreas retentivas + trajetória de inserção inicial / perpendicular