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3 - Preparo do sistema de suporte

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Preparo do sistema de suporte Letícia S Moda Silva / @leticia_odontolover 
 
Tanto quanto o delineamento e planejamento da PPR, o preparo é de suma importância e quando bem 
realizado é o que realmente promoverá a verdadeira integração biomecânica entre a prótese e os dentes pilares, além 
da preservação das estruturas remanescentes, garantindo a saúde do sistema estomatognático. 
 
Fases do preparo de boca para receber uma PPR 
 Pré-protética: cirurgias dentárias e de tecidos moles indicadas, tratamento periodontal, endodôntico e 
restaurador 
 
 Protética: preparo dos elementos que irão atuar como suportes, a fim de propiciar estabilidade, retenção, 
suporte e reciprocidade para a PPR 
 
Preparos nos elementos suportes 
 Facilitar a inserção e remoção da PPR 
 Eliminar interferências nas superfícies dentais 
 Promover assentamento para os apoios da PPR 
 Criar áreas de retenção 
 Garantir o êxito a longo prazo da reabilitação 
 
Planejamento dos preparos 
 Os modelos de estudo devem estar delineados 
 O desenho da estrutura metálica deve estar elaborado 
 Os modelos devem estar montados em articulador para verificar interferências oclusais 
 
Tipos de preparo 
1. Preparo dos planos-guia 
2. Preparo para modificação do equador protético ou alteração de contorno 
3. Preparo dos nichos oclusais e no cíngulo 
4. Preparo para confecção de retenção adicional 
 
 Todos os preparos devem ser confeccionados somente em esmalte dentário sem propiciar exposição dentinária. 
Caso aconteça, é fundamental que o profissional recubra a dentina com material restaurado 
 Após a realização de qualquer tipo de preparo dental, o profissional deve realizar o polimento e alisamento das 
superfícies alteradas e faça a aplicação tópica de flúor, evitando assim que os dentes fiquem susceptíveis a acúmulo 
de resíduos alimentares, biofilme e consequente processo carioso. 
 
 
 
 
 
 
1. Preparo dos planos-guia 
 Os planos-guia são superfícies naturais ou preparadas paralelas entre si e à trajetória de inserção selecionada 
para a PPR 
 Devem ter comprimento de 3 a 4 mm 
 Quando não existirem naturalmente, deverão ser criados nas superfícies proximais e linguais ou palatinas 
 Para prover correta adaptação de elementos rígidos, como as placas proximais (estabilizadores), 
conectores menores e braços de reciprocidade dos grampos, às paredes dos dentes suportes.) 
 Os planos-guia permitem melhor estabilização e retenção da prótese, porque determinam uma única direção 
de inserção e remoção da PPR. 
 Proporcionam reciprocidade efetiva durante a inserção e remoção da prótese porque permitem que 
o braço de reciprocidade se mantenha em íntimo contato com o dente quando a prótese for deslocada 
 Propiciam melhorias em casos de ausência de dentes anteriores, porque reduzem espaços indesejáveis entre 
a prótese e os dentes pilares 
 Aumentam a retenção por meio de resistência fricional, além de restabelecerem a largura normal do espaço 
edêntulo, criando aparência mais natural entre os dentes artificiais, base de resina acrílica e dentes naturais 
Como transferir a trajetória de inserção do modelo de estudo para a boca do paciente? 
 Passos: 
1) Colocar o modelo de estudo na mesa porta-modelos de acordo com a trajetória selecionada para a 
prótese 
2) Posicionar a menor ponta recortadora (faca recortadora lateral) no mandril da haste vertical do 
delineador 
3) Realizar o desgaste paralelo à trajetória de inserção da prótese 
4) Isolar o dente preparado e os dentes adjacentes com isolante 
5) Posicionar a ponta recortadora maior para atuar como um anteparo da resina 
6) Confeccionar uma muralha de resina acrílica autopolimerizável 
 A resina atuará como um guia de referência de desgaste na boca 
 Posicionada sobre a face oclusal do dente abrangendo as faces vestibular e palatina/lingual 
 Não entrar em área retentiva (não ultrapassar o Equador protético) 
7) Após a polimerização da resina, levar o guia de transferência para a boca para realizar os preparos 
 Ponta diamantada cilíndrica (no 3098 ou 4103) 
 Movimentos leves e contínuos no sentido vestíbulo-lingual 
 A superfície deve seguir a curvatura natural da superfície do dente (não deve ter forma 
semelhante a uma fatia reta quando visualizada pelas faces oclusal ou incisal) 
 
2. Preparo para modificação do equador protético ou alteração de contorno 
 Quando o equador protético de um dente pilar de uma PPR apresenta localização muito alta (Fig.5A) faz com 
que a porção inicial do braço de retenção fique acima dele e cause contato prematuro, prejudicando a oclusão 
do paciente. Deste modo, é necessário alterar o contorno deste dente, ou seja, realizar ameloplastia para 
localizar os componentes da PPR em uma posição mais favorável. 
 A ameloplastia é realizada de maneira aleatória, diretamente na boca do paciente, para somente minimizar a 
convexidade da face do dente em questão e abaixar o equador protético 
 Ponta diamantada tronco-cônica ou cilíndrica 
 Muito comum fazer em molares inclinados 
 
 
3. Preparo para ajuste do plano oclusal 
 O ajuste do plano oclusal é feito com o intuito de equilibrar a oclusão, visando a eliminação de interferências 
de dentes girovertidos, extruídos ou mal posicionados na oclusão do paciente 
 Deve-se fazer o ajuste oclusal com ponta diamantada tronco-cônica ou cilíndrica, sempre de acordo com os 
modelos de estudo montados em articulador 
 Caso seja necessário desgastar dentina, deve-se optar pela confecção de uma restauração metálica fundida 
para prevenção de patologias e preservação dos dentes em questão (muito invasivo) 
 
 
4. Preparo dos nichos oclusais e no cíngulo 
 Os apoios são elementos que fazem parte da estrutura metálica e que garantem suporte vertical à PPR e 
propiciam distribuição das tensões sobre a PPR de modo a proporcionar maior eficiência com menor dano aos 
dentes suportes 
 Nichos ou descansos são cavidades preparadas para alojar os apoios, evitam interferência oclusal e evitam 
com que o apoio deslize na superfície oclusal, orientam a força mastigatória e aumentam o suporte e 
estabilidade 
 O preparo de nichos é obrigatório, pois caso os apoios sejam posicionados sobre superfícies não preparadas e 
não apresentem espessura adequada é provável que se deformem ou fraturem quando sujeitos à ação de 
força mastigatória ou então criem interferências oclusais 
 Devem apresentar espessura mínima de pelo menos 1 mm 
 Sempre fazer o preparo dos planos guia primeiro e só depois fazer o preparo dos nichos 
 O apoio não pode ficar preso no nicho, deve ter liberdade de movimentação (articulação esferoide) 
 Vantagens: 
 Direciona as forças para o longo eixo do dente pilar 
 Cria espaço suficiente p/ prevenir interferências oclusais 
 Evitar a intrusão da PPR nos tecidos subjacentes 
 Manter os demais componentes da prótese em posição, assegurando a relação oclusal pré-
estabelecida. 
 
 Nichos oclusais: 
 
 Todos os ângulos internos e externos devem ser arredondados 
 Pontas diamantadas esféricas (no 1013, 1014 ou 1015) 
 Devem ter formato triangular com o ápice do triângulo voltado para o centro do dente 
 Apresentar forma aconcavada de maneira a permitir a rotação do apoio 
 
 Em casos de molares mesializados: 
 Alguns autores sugerem a confecção de dois nichos oclusais, um na fosseta mesial e outro 
na fosseta distal 
 Grampo anelar! 
 Lembrar que não é feito o plano guia em molares inclinados, mas sim alteração de contorno 
e, após alterar o contorno, é que são feitos os nichos 
 
 O preparo das superfícies proximais deve sempre preceder o preparo de nichos para evitar que após 
o preparo dos planos-guia haja necessidade de aumentar as dimensões dos nichos pelo fato da crista 
marginal ter ficado muito próxima ao centro do assoalho do nicho. Assim,

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