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4 - Planejamento classe I e II

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Planejamento em prótese parcial removível classe I e II Letícia S Moda Silva / @leticia_odontolover 
 Classe I e classe II são as que possuem extremidade livre. 
 Suporte deve ter sempre, pois a prótese deve ter uma posição definida de assentamento. Se ela não tiver essa 
condição, haverá com pressão na mucosa, resultando em machucado e reabsorção óssea. 
 A estabilidade vai ser dada pelo máximo contato de partes rígidas da prótese com os dentes do paciente, sendo 
que, quanto mais dentes, mais área de estrutura em contato, e mais estável a prótese tende a ser. Dessa forma, 
próteses classe 1, especialmente na mandíbula, naturalmente têm estabilidade comprometida (poucos dentes 
pilares disponíveis). 
 É importante sim essas partes metálicas, entretanto não devo utilizá-las em excesso, pois devemos considerar 
que o paciente de prótese removível não foi um bom cuidador da saúde bucal, então muito provavelmente se 
manterá dessa forma e quanto mais cobertura a prótese tiver mais dificuldade de higienização e maior risco de 
cárie 
 A retenção é indispensável 
 Função mastigatória, fonética e estética 
 Todo planejamento segue a sequência lógica de execução, alterando alguns detalhes, como os tipos de grampo, 
retenção indireta e conectores 
 Quando o paciente morde na área da extensão distal da prótese, o movimento permitido é geralmente 10x maior 
do que o permitido pelo ligamento periodontal, então eu devo tentar equilibrar isso, de modo que eu não posso 
jogar toda a carga para a fibromucosa, nem toda a carga para o dente pilar. 
Planejamento Classe I Inferior 
 
1. Seleção dos dentes pilares 
2. Determinação dos apoios 
 Regra geral: adjacentes a área anodôntica 
 Exceções: extremidades livres e interferência oclusal (se mesmo preparando o nicho eu coloco o apoio e 
há a presença de interferência oclusal, eu devo mudar o local do apoio - não sendo algo ideal, mas evito a 
interferência oclusal) 
 Nas próteses de extremidade livre os apoios devem ser posicionados na mesial dos dentes pilares e 
Associados a grampos tipo barra 
 
 
 
 
Alavanca de primeira classe e de segunda classe em prótese dento-muco-suportada 
Sabemos que, se existe uma extremidade livre, existe uma alavanca, podendo ser de 1 classe (como uma gangorra), 
sendo que a potência é a carga mastigatória o fulcro é o apoio e a resistência é o braço de retenção. A alavanca de 1° 
classe em funcionamento puxa o dente pilar para cima e para trás, causando um efeito danoso e, se esse dente já não 
tiver uma condição periodontal boa, irá ficar ainda pior. Na mandíbula, não existe qualquer impedimento para alterar 
a alavanca de primeira classe para alavanca de segunda classe, ou seja, sempre devemos fazer essa mudança. Essa 
mudança da alavanca de primeira classe para alavanca de segunda classe é importante, porque direciona a carga no 
longo eixo do dente e eu quero evitar com que forças laterais possam incidir sobre o dente e causar seu deslocamento 
(o ligamento periodontal ameniza cargas verticais, porém não suporta cargas laterais). Para ter alavanca classe dois, 
devo colocar o apoio distante da área anodôntica, associado a um grampo tipo barra. 
De forma diferente na maxila, quando eu coloco o apoio distante da área anodôntica (alavanca de segunda classe), ou 
seja, na mesial do dente pilar, haverá um comprometimento estético, especialmente levando em consideração a linha 
do sorriso. Na maxila eu tenho toda a área do palato duro que oferece suporte adicional para a prótese, dessa forma, 
o efeito da alavanca tipo 1 na maxila não é tão danoso. Entretanto, usar a alavanca tipo 1 na maxila só é aceitável se 
o resultado estético for melhor, se não, a alavanca tipo 2 deve ser usada sempre. 
 
Alavanca de primeira classe: apoio distal + grampo circunferencial 
Alavanca de segunda classe: apoio mesial + grampo tipo Barra 
Colocar apoio mesial com grampo circunferencial está errado, assim como, se eu colocar um apoio distal com um 
grampo barra também está errado! 
 
 
 Aquilo que não tem contato com o dente não precisa ser polido, pois será envolto por resina depois. O conector 
maior sempre deve ser polido, mas a parte interna em contato com o dente não é polida. Nos grampos, o polimento 
da parte interna também pode ser desvantajoso, já que ele pode ficar distante do dente. 
 Próteses com menos dentes têm menos estabilidade e garantem menos trajetória única de inserção e remoção, 
então quanto menos dentes pilares (classe 1), pior a condição. 
 Notar na foto ao lado (com o x) que existe um apoio no cíngulo, conectado ao 
conector maior, entretanto esse conector está descendo reto. Isso é 
desvantajoso, pois causa desconforto ao paciente, já que o metal passa pela 
cervical (que é a área de maior contorno lingual). Portanto, os conectores 
menores nunca devem descer sobre o dente, mas sim no espaço interdental 
(ameias), diminuindo a sensação de volume da prótese ao paciente. 
 Devemos sempre conferir o enceramento feito pelo laboratório 
 
Nicho para dentes anteriores: no cíngulo 
Se eu não faço nenhum tipo de preparo, a força exercida fará a prótese ser deslocada nessa face inclinada do dente 
além de deslocar o dente para vestibular. Na foto do canino preparado abaixo, o preparo está um pouco exagerado, 
mas mostra a importância de se fazer no cíngulo (“pré-molarização”) 
 
Deve-se prevenir o aparecimento de alavancas e planos inclinados 
As alavancas eu não consigo eliminar, apenas controla-las (alterando quando necessário). Já o plano inclinado eu tenho 
obrigação de eliminar e, para fazer essa eliminação, basta fazer um preparo sobre o dente, no qual eu vou colocar o 
apoio da prótese impedindo esse deslocamento, fazendo com que a força em seguida nessa prótese fique o mais perto 
possível do longo eixo do dente. Nos dentes anteriores nunca a força ficará no longo eixo do dente mas devo tentar o 
mais perto possível. 
 
3. Seleção dos retentores diretos (grampos) 
 Regra geral: adjacentes à área anodôntica 
 Exceções: quando há comprometimento periodontal 
 O desenho do grampo é decidido com base no modelo e na estética clínica do paciente, lembrando que 
os grampos devem estar em pelo menos um ponto de retenção que Eu verifiquei (não precisa estar nos 
três pontos) 
 Utiliza-se mais grampos tipo Barra 
 
 Em um dente Pilar da classe 1, se eu vier com grampo pela região mesial / anterior à ele, haverá problema de 
desconforto / machucar o paciente, além do aspecto estético. Portanto se eu chegar com o grampo pela parte distal 
da vestibular, irei evitar essa área de maior contorno, ele ficará mais escondido (estética) e ainda assim conseguirá a 
circunscrição 180°. 
  IMPORTANTE - Regra absoluta: Na vestibular (caninos e pré-molares, tanto da maxila quanto da mandíbula), 
NUNCA pode fazer grampo circunferencial saindo da mesial por conta da estética, pois a parte mais volumosa do 
grampo estará na região anterior do arco (desconforto e estética comprometida)! 
 
4. Determinação da linha de fulcro e dos retentores indiretos 
 Eixo imaginário determinado pelos apoios mais posteriores da PPR, em torno do qual a prótese tem a 
tendência de rotacionar 
 Determinada a existência de uma linha de fulcro, deve-se posicionar os retentores indiretos na maior 
perpendicular para impedir o movimento de rotação da prótese (distante da linha de fulcro e o mais anterior 
possível) 
 O que pode funcionar como retentor indireto: 
 Apoio, grampo, parte do conector maior, conector menor 
 
 
 
A retenção Indireta não é a mesma coisa que a retenção da prótese 
 A retenção da prótese é a capacidade de impedir a saída da prótese de posição, após colocada na boca 
 A retenção indireta não está relacionada com a saída da prótese, mas sim em impedir a rotação da prótese (girando 
sobre o fulcro). Se eu identificar portanto que existe esse ponto em

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