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Vacinas

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Duda Guerra 
1 Vacinas 
Imunógeno: antígenos que podem desencadear uma resposta do 
sistema imune. Todo imunógeno é um antígeno, mas nem todo 
antígeno é um imunógeno. Uma substancia que indez uma resposta 
imune específica. 
Antígeno: uma substancia que reage com os produtos de uma 
resposta imune específica. Um imunógeno é capaz de induzir uma 
resposta imunitária, ao passo que um antígeno é capaz de combinar 
com os produtos de uma resposta imune, uma vez que são feitas. 
Anticorpo: proteína específica que é produzida em resposta a um 
imunógeno e que reage com um antígeno. 
Princípio ativo: molécula responsável pelo efeito terapêutico. 
Composto responsável pelo efeito farmacológico. 
Adjuvante: substancias capazes de aumentar a resposta imune 
específica e auxiliar o antígeno a desencadear uma resposta imune 
precoce, elevada e duradoura. Formulações de vacinas com 
potentes adjuvantes são bastante atraentes para melhorar o 
desempenho de antígenos purificados. Os mais usados em vacinas 
de humanos são os sais de alumínio, hidróxido ou fosfato. 
Imunização ativa: a imunidade ocorre após o contato com um 
antígeno ou agente infeccioso, seja por uma infecção natural, seja 
pela induzida por vacinação. Quando a imunização decorre de uma 
infecção natural, a imunidade gerada é denominada de imunidade 
ativa natural. Em paralelo, a resposta imune induzida por vacinas 
estimula o sistema imune a produzir anticorpos específicos sem 
causar doença no indivíduo, gerando a imunidade ativa artificial. 
Tanto a imunidade natural quanto a artificial geram imunidade 
duradoura, que pode durar a vida toda. 
Confere imunidade mediante administração de antígenos: 
 Natural: consequência de uma infecção 
 Artificial: consequência de uma vacinação 
Imunização passiva: decorre da administração ou transferência de 
anticorpos contra antígenos ou agentes infecciosos específicos. É 
imediata, ou seja, administram-se anticorpos prontos que conferem 
a imunidade prontamente. Por não haver reconhecimento de 
antígeno, não ocorre a ativação de célula de memória. Algumas 
semanas depois, o nível de anticorpos diminui, o que dá a esse tipo 
de imunidade um caráter temporário. É utilizada quando há 
necessidade de uma resposta imediata e não se pode aguardar o 
tempo para a produção de anticorpos em quantidade adequada. 
Pode ser natural, através da passagem de imunoglobulinas de 
classe IgG via placenta e da classe IgA pelo leite materno. E 
também pode ser artificial quando decorre da administração de 
imunoglobulinas e soros. 
Os anticorpos colhidos do plasma de seres humanos são chamados 
de imunoglobulinas, enquanto os colhidos do plasma de animais 
são chamados de soros. 
Confere imunidade mediante a administração de anticorpos 
específicos. 
 Natural: consequência de passagem passiva de 
anticorpos da mãe para o feto (pela placenta IgG e pelo 
leite materno IgA). 
 Artificial: transferência de anticorpos de uma pessoa 
imune para outra não imune (aplicação de 
imunoglobulina). 
Imunização ativa-passiva combinada: usada quando se deseja 
uma proteção que seja imediata, mas que também seja durável, 
como contra a raiva e o tétano. 
As respostas imunes adaptativas podem ser induzidas com vacinas 
profiláticas. 
A vacinação é o processo de estimular respostas imunes 
adaptativas protetoras contra microrganismos, por meio da 
exposição a formas não patogênicas ou a componentes dos 
microrganismos. 
Vários tipos de vacinas estão em uso e em desenvolvimento. 
Algumas vacinas mais efetivas são compostas por 
microrganismos atenuados, que são tratados de modo a abolir a 
patogenicidade e, ao mesmo tempo, reter sua infectividade e 
antigenicidade. Essas vacinas utilizam o microrganismo vivo, mas 
enfraquecido. Tem como principal vantagem a reprodução da 
infecção natural, produzindo um bom nível de proteção. Outra 
vantagem é que normalmente só uma dose é necessária. 
A imunização com estes microrganismos atenuados estimula a 
produção de anticorpos neutralizantes, contra antígenos 
microbianos, que protegem os indivíduos vacinados contra 
infecções subsequentes. 
Para certas infecções, como a pólio, as vacinas são administradas 
por via oral, para estimular as respostas de IgA de mucosa que 
protegem os indivíduos contra a infecção natural, a qual se dá pela 
via oral. 
As vacinas compostas por polissacarídeos e proteínas 
microbianas, chamadas vacinas de subunidades, atuam do 
mesmo modo. Alguns antígenos polissacarídicos microbianos (que 
não podem estimular o auxílio da célula T) são quimicamente 
acoplados a proteínas, de modo a ativar células T auxiliares e 
promover a produção de anticorpos de alta afinidade contra os 
polissacarídeos. Essas são as vacinas conjugadas. 
A imunização com toxinas microbianas inativadas e com proteínas 
microbianas sintetizadas em laboratório estimula anticorpos que se 
ligam e neutralizam, respectivamente, as toxinas nativas e 
microrganismos. 
As principais vacinas em uso na atualidade são formuladas 
baseando-se em tres categorias principais: 
Duda Guerra 
2 Vacinas 
 Contendo uma versão enfraquecida do patógeno original 
(vacinas vivas atenuadas) 
 Contendo o patógeno morto (vacinas inativadas) 
 Contendo parte do patógeno (vacinas de subunidade) 
O uso do agente patogênico vivo, inativado, ou mesmo de seus 
fragmentos antigênicos, objetiva induzir uma resposta imune 
efetiva, simulando uma infecção natural e produzindo uma memória 
capaz de proteger o organismo hospedeiro diante de um desafio 
real com maior rapidez e eficiência. 
Vacinas virais 
As vacinas virais podem ser classificadas como atenuadas, 
inativadas ou de subunidades. 
 Atenuadas: contêm agentes infecciosos vivos, mas 
enfraquecidos. 
 Inativadas e de subunidades: usam agentes mortos ou 
apenas partículas deles. 
A vacina atenuada é aquela em que o vírus encontra-se ativo, 
porém, sem capacidade de produzir a doença (ex. caxumba, febre 
amarela, poliomielite viral, rubéola, sarampo, varicela). Vacinas 
contraindicadas para imunodeprimidos e gestantes. 
Vírus atenuados levam a essa denominação pois passam por um 
processo no qual sua virulência é reduzida a níveis considerados 
seguros para a aplicação clínica. O método mais utilizado para a 
obtenção de vírus atenuados baseia-se em promover infecções 
sequenciais de vírus patogênicos em culturas celulares in vitro, ou 
em ovos embrionados. O que se obtém após a série de passagens 
são cepas virais menos virulentas (atenuadas), as quais sofreram 
mutações genéticas pontuais que comprometem o funcionamento 
de fatores virais necessários à patogenicidade, sem, no entanto, 
gerar prejuízos à capacidade “replicativa” do vírus. 
Quando aplicado no corpo de um indivíduo, o vírus atenuado é 
capaz de se replicar, porém de maneira lenta, sem causar maiores 
danos ao organismo. A prolongada exposição ao vírus durante a 
lenta replicação viral induz uma resposta imune. Esta resposta leva 
à produção de células de memória (linfócito B e T), as quais 
garantem o estabelecimento de imunidade contra o vírus em 
questão. 
A vacina inativada contém o vírus inativado por agentes químicos 
ou físicos. Já as vacinas de subunidades são fragmentos do vírus 
(antígenos) purificados. As vacinas inativadas e de subunidade não 
chegam a “imitar” a doença como as atenuadas, o que fazem é 
“enganar” o sistema imune, pois este acredita que o agente 
infeccioso morto, ou uma partícula dele, representa perigo real e 
desencadeia o processo de proteção. 
São vacinas sem risco de causar infecção em pessoas 
imunodeprimidas ou em gestantes e seu feto. Exemplos de vacinas 
inativadas: 
 Poliomielite injetável (VIP) 
 Hepatite A 
 Gripe 
 Raiva 
Por trabalhar com microrganismos completamente incapacitados 
de provocar sintomas de uma doença, as vacinas inativas, que de 
modo geral são formuladas com adjuvantes

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