A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
38 pág.
0010207_Aula_1_Fisiologia_na_gestacao

Pré-visualização | Página 1 de 2

Adaptações fisiológicas 
da gestação
Como a Nutrição está relacionada
à fertilidade?
INFERTILIDADE 
Extremos do 
IMC
Exposição 
ambiental a 
poluentes 
Tabagismo
Consumo de 
álcool 
Controle do peso 
corpóreo 
Aporte adequado 
de nutrientes 
(suplementados 
se necessário) 
Folato, vit. D, 
ferro, ômega 3 
As alterações durante o período gestacional
FUNCIONAIS
METABÓLICAS
FÍSICAS
EMOCIONAIS
COMPORTAMENTAIS
ALIMENTARES
GESTAÇÃO TRABALHO DE PARTO LACTAÇÃO 
O ciclo menstrual e a ação de hormônios
O ciclo menstrual e a ação de hormônios
A concepção 
Envolve uma série de eventos do sistema endócrino em que um
espermatozóide saudável fertiliza um óvulo saudável no prazo de 24h
da ovulação, não garantindo, resultado de uma gestação bem-
sucedida.
A endocrinologia da gestação 
Fase ovariana Fase placentária 
Até a 8ª 
semana 
Esteróides e ↑↑ h.gonadotrofina
coriônica humana (hCG) 
Produção suficiente e 
autônoma para produção 
hormonal com queda de hCG
AÇÃO DOS PRINCIPAIS HORMÔNIOS NO ORGANISMO MATERNO
HORMÔNIO
FONTE 1ária DE 
SECREÇÃO
PRINCIPAIS EFEITOS 
Gonadotrofina 
coriônica humana 
(hCG)
Células do 
trofoblasto e 
placenta 
- Impede rejeição 
imunológica ao
embrião; 
- Estimula produção 
de relaxina (ovário)
- Estimula o corpo 
lúteo a produzir 
estrogênio.
Progesterona Placenta 
- Hipotonia TGI 
- Deposição materna de 
gordura
- natriurético 
- Estimula apetite 1°
metade da gestação
HORMÔNIO
FONTE 1ária DE 
SECREÇÃO
PRINCIPAIS EFEITOS 
Estrogênio Placenta 
- ↓ Ptn séricas
- ↑ Função tireoidiana
- Alterações mamárias
- Hiperpigmentação
Lactogênio
placentário humano 
(hLP)
Placenta 
- Ação mamotrófica
- Estimula glicogenólise
- Promove lipólise
- ↓ consumo de glicose 
e glicogênese
Tireotropina coriônica
humana (hCT)
Placenta 
- ↑ produção de 
hormônios tireoidianos
Tireoxina Tireóide
- Regula taxa metabólica 
basal 
Hormônio do 
crescimento 
Hipófise anterior 
- Hiperglicemia 
- Retenção de N
A placenta e a circulação materno-fetal
Grande vascularização (anexo fetal)
com funções de nutrição (+ síntese de
glicogênio, colesterol e AG), respiração,
proteção, excreção e produção de
hormônios.
A placenta e a circulação materno-fetal
Transferência de nutrientes 
- Mecanismos pelos quais nutrientes entram e atravessam a
placenta podem ser classificados como: difusão passiva,
difusão facilitada e transporte ativo.
- A exigência mais imediata do concepto é pelo oxigênio. O
mecanismo de transferência dos gases respiratórios implica
uma difusão essencialmente simples sob um gradiente de
pressão.
- Em geral, a membrana placentária é livremente permeável à
água e eletrólitos.
Transferência de nutrientes 
- Entre os elementos inorgânicos importantes (ex. cálcio,
fósforo, iodo e ferro), existe uma preferência direcional da
mãe para o feto.
- Isto é especialmente característico para o ferro: não há
transferência retrógrada de ferro do feto para a mãe. Na
placenta o ferro é absorvido da hemoglobina e de alimentos
ferrosos no fluxo sanguíneo materno
Transferência de nutrientes 
- A transferência de substâncias orgânicas é mais complexa.
A glicose, principal combustível metabólico para o feto,
seguida do lactato, possui difusão facilitada e é parcialmente
convertida para frutose pela placenta, e os dois açúcares são,
então, transferidos independentemente.
- Lipídios também são parcialmente alterados ou divididos
pelas enzimas placentárias durante a passagem.
- Aminoácidos são rapidamente transferidos, também são
transportados ativamente contra um gradiente e são
especialmente importantes para a síntese proteica no feto.
Transferência de nutrientes 
MECANISMO DE TRANSPORTE DE NUTRIENTES 
DIFUSÃO 
SIMPLES
DIFUSÃO 
FACILITADA 
TRANSPORTE 
ATIVO
PINOCITOSE
Oxigênio Carboidratos Aminoácidos Gds proteínas
Gás carbônico
Ca, Fe, I, Na e 
fosfato 
Lipoproteínas
Água
Vit
hidrossolúveis 
Fosfolípídeos
AGL IgG
Eletrólitos
Vit lipossolúveis
Ajustes fisiológicos maternos 
✓Volemia e composição sanguínea: 
↑ de volume plasmático (expansão
máxima de 50% por volta da 32ª sem) ;
↑ da massa de hemoglobina (20%); 
HEMODILUIÇÃO
↑ n° de leucócitos (defesa materna e fetal);
↑ de enzimas e hormônios; 
↑ de lipídeos;
↓ proteínas (principalmente a albumina) 
✓Dinâmica cardiovascular:
↑ da área cardíaca como um todo;
↑ da frequência cardíaca por volta da 28ª a 32ª semana gestacional
(10bpm). OBS. Ao final da gestação tem-se a ↓ da frequencia
chegando a valores pré-gestacionais;
↑ do débito cardíaco (comporta-se semelhante a frequencia com a
normalização deste próximo ao parto);
OBS. Gestantes podem apresentar ligeira queda da pressão arterial em 
função da dilatação periférica, especialmente no início da gravidez 
Respiração mais profunda e acelerada 
potencializando as trocas gasosas
✓Função respiratória:
↑ do volume uterino
elevação diafragmática e redução do tônus pulmonar (progesterona)
> ventilação pulmonar pelo aumento da troca gasosa
↑ movimentação do diafragma e tórax 
pCO2
pO2
✓Função renal:
↑ na frequência da micção (hormônios e mudança física) com relativa
ocorrência de infecção urinária;
↑ na taxa de filtração glomerular (depuração de ácido úrico, uréia e
creatinina – apesar da ↓ degradação proteica). Possível glicosúria.
A progesterona possui um efeito natriurético.! O balanço do Na é
equilibrado pela maior secreção de renina.
Preservação da 
homeostase materna
✓Função digestiva: Grandes efeitos da progesterona !
- Boca: Gengivas hiperemiadas e edemaciadas resultando em
maior suscetibilidade a doença periodontal. Resultado da secreção
de progesterona, estrógeno e hCG.
- Aumento de secreção salivar com possível redução do pH .
- Esôfago, estômago e intestino: Hipotonia muscular !!!
Possíveis quadros de pirose, refluxo gastroesofágico, hérnia de hiato,
náuseas, obstipação intestinal (desencadeamento de hemorróidas).
- Fígado e vesícula: fígado gravídico (aumentado) e vesícula biliar
hipotônica “vesícula preguiçosa”.
✓Pele:
Ocorre um aumento da perfusão sanguínea, ademais observa-se um
período de maior pigmentação favorecendo o surgimento de
cloasmas ou melasma.
✓ Aparelho locomotor :
Alteração do centro de gravidade ;
Marcha anserina (“andar de pata”).
✓ Tecido mamário:
Escurecimento da 
aréola 
↑ volume mamário com reflexo no peso e tamanho dos seios 
Estrogênio
Estimula proliferação de tecido glandular;
Propicia aumento do numero e calibre dos ductos
lactíferos
Progesterona 
Maturação dos ácinos mamários para futura
produção láctea
Metabolismo dos macronutrientes
✓Metabolismo glicídico:
GLICOSE
Necessidade 
contínua 
Resistência 
periférica à 
insulina
HIPERGLICEMIA E 
HIPERINSULINEMIA 
hPL, glucagon, GH, cortisona, 
estrógeno e progesterona
✓Metabolismo lipídico:
LIPÓLISE
hPL, glucagon, GH, 
epinefrina
↑ AG
↑ Colesterol
↑ TG
↑ Fosfolipídeos
ATENÇÃO
jejum prolongado !!! 
✓Metabolismo proteico:
↓ das proteínas plasmáticas que favorece o surgimento de
edema.
Na gliconeogênese aumentada, poupa-se aa’s para a síntese fetal
e tecidos maternos.
Grande requerimento de aa’s
provenientes do organismo materno para 
a síntese proteica
Modificações comportamentais 
Progesterona
Catecolaminas 
Corticosteróides 
Fatores 
socioculturais 
Períodos de crescimento fetal 
✓Blastogênese: da fecundação até a 2ª semana gestacional
É o período de implantação! Período de grande hiperplasia onde o
óvulo fecundado dá origem ao embrião.
Os nutrientes indispensáveis para esta fase são: ácido fólico e B12.
✓Embrionário ou organogênese: da 2ª até 8ª semana gestacional
A replicação celular continua com a diferenciação de células para a
origem de órgãos. Nesta fase o embrião já adquire aspecto fetal
humano.
Os nutrientes indispensáveis para esta fase são: aa’s, B2, B3, B6, B12,
ácido fólico, vit A, Mn. (Cuidado com sintomatologia digestiva !!)
✓Fetal : até o final da gestação
O feto aumenta grandemente a sua massa (de 6g a 3000g

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.