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COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
Unidade IV
7 COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL E AS APRESENTAÇÕES PROFISSIONAIS
A comunicação interpessoal é a que ocorre entre duas pessoas, olho no olho, como se costuma dizer, 
ou nos contextos de grupos, nos quais as pessoas são tratadas como indivíduos. As informações são 
trocadas conforme a experiência de vida de cada um.
Por outro lado, para falarmos bem em público, precisamos ter as habilidades pessoais para essa 
atividade. Nós nos comunicamos o tempo todo; atendemos clientes, falamos com pessoas, conversamos 
com nossa família. De fato, a comunicação pessoal é uma das aptidões mais importantes nas empresas.
Falar bem, seja nas relações pessoais, seja na empresa, é uma habilidade que pode ser aprendida, 
afinal, ninguém nasce sabendo.
7.1 Falar bem em público
Você está o tempo todo sujeito a ter que falar em público, tanto em sua vida pessoal como profissional. 
Empresários, executivos, técnicos e profissionais liberais necessitam cada vez mais da boa comunicação. Todos 
precisam falar bem para enfrentar as mais diferentes situações, como comandar subordinados, dirigir 
reuniões ou participar delas, apresentar relatórios, presidir solenidades, vender ou expor produtos e 
serviços, negociar com grevistas e líderes sindicais, dar entrevistas para emissoras de rádio e televisão, 
fazer palestras, ministrar cursos, fazer homenagens e agradecer por elas, desenvolver contatos 
sociais, representar a empresa ou entidade a que pertence. Enfim, é algo presente nos mais diversos 
acontecimentos e em tantas outras possibilidades.
7.2 Apresentações pessoais profissionais
Para fazer uma apresentação de sucesso, devemos buscar a empatia com os ouvintes, oferecendo 
sinais corporais e gestuais para atingir os objetivos propostos.
Figura 48 – O mundo globalizado exige comunicações assertivas
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Unidade IV
O que é uma apresentação?
É uma forma de comunicação que serve para informar e/ou persuadir uma audiência. Uma 
apresentação bem-sucedida:
•	 Produz o efeito desejado (persuade e influencia). 
•	 Desperta a atenção da plateia. 
•	 Mostra claramente os objetivos pretendidos. 
•	 Enfatiza a importância do assunto que está sendo exposto. 
•	 Expõe o assunto de forma clara e interessante. 
•	 Busca a compreensão dos ouvintes. 
Já que é inevitável falar em público, vamos aprender algumas técnicas importantes sobre o assunto. 
Essa parte do trabalho é desenvolvida a partir das ideias de Polito (2005) e Blikstein (2006).
Conhecimento da matéria
Essa é a primeira condição para uma boa apresentação. É preciso conhecer o assunto para falar bem 
sobre ele. Outro ponto vital é ter claro quais são seus objetivos. Quando estiver se preparando para falar 
em público, deverá responder aos seguintes questionamentos: 
•	 O que pretende comunicar?
•	 Quem é o seu ouvinte?
É preciso que se tenha isso bem claro para não fugir do assunto nem falar de temas que não 
deveriam ser tratados no momento de sua apresentação. Tenha um cuidado especial com o vocabulário. 
Pense nas palavras que irá dizer.
Análise da audiência
Quem é o seu público? Para falar em público, é preciso saber para quem se dirigirá a sua comunicação; 
com quem falará. É importante saber as seguintes informações:
•	 Quem são meus ouvintes?
•	 O que sabem a respeito do tema?
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•	 Qual o posicionamento deles sobre o assunto?
•	 Como a audiência o vê como apresentador?
•	 Como se formou o grupo?
•	 Qual a faixa etária?
•	 Qual o nível educacional dos ouvintes? 
•	 Quantos ouvintes serão?
•	 Quais as expectativas da audiência?
•	 O público sabe mais do que você?
•	 Sabe menos do que você?
•	 São subordinados?
•	 São pares?
•	 São da diretoria?
O público que o ouvirá sabe mais do que você sobre o assunto tratado? Se sim, tenha o cuidado de 
falar em uma linguagem mais técnica, porém clara. Não tente impressionar. Fale sobre o que domina, 
assim não cometerá erros.
 Observação
Precisamos saber como se formou esse público. Foi de livre e espontânea 
vontade ou estão ali por serem obrigados? Se estiverem ali livremente, 
significa que estão abertos às informações que você apresentará.
Se as pessoas sabem menos do que você, então tenha o cuidado de não esnobá-las com palavreado 
técnico e difícil para elas. Fale a mesma língua de seus ouvintes. 
Plateias formadas por subordinados tendem a ser mais carinhosas e receptivas (por que será, não?), 
os colegas do mesmo nível tendem a ser mais críticos com sua apresentação e os elementos superiores 
tendem a ser profissionais, mas exigem um bom trabalho. Fique atento a sua plateia!
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7.3 Quais recursos de apoio serão utilizados?
Sempre defina com antecedência os materiais de apoio que utilizará em sua apresentação. Eles 
devem estar funcionando adequadamente e serem testados com antecedência para, no caso de algum 
problema, ser acionado o plano B. Entre os mais comuns estão:
•	 Datashow e telão.
•	 Flipchart.
•	 Filmes.
•	 Computadores.
•	 Lousa e giz.
•	 Papéis impressos.
•	 Folhetos.
•	 Produtos.
Sobre a entrega de materiais para a plateia, defina o momento em que isso ocorrerá para evitar 
tumultos e conversas em sua apresentação. Faça-o no início, ou no fim, nunca enquanto estiver falando, 
o que só pode ser feito se você for experiente no domínio da plateia.
Ao usar os recursos audiovisuais, preste atenção à postura em relação à tela de projeção:
•	 Posturas incorretas: diante da tela de projeção, de lado e virado para a tela.
•	 É inadequada a falta de contato com a plateia ou ficar de costas para o público.
No tocante à apresentação dos slides, lembre-se sempre de usar letras legíveis, sem erros gramaticais, 
e com boa disposição gráfica. O uso das cores é importante, mas no máximo três. 
Conheça as dez regras básicas para produzir um bom visual (POLITO, 2005):
•	 Coloque um título:
— Um bom título deve ser simples, de poucas palavras e muito esclarecedor. Normalmente, o 
título deve ser colocado na parte superior do visual.
•	 Faça legendas.
•	 Escreva com letras legíveis:
— De preferência, grandes o suficiente para serem lidas por todas as pessoas da sala.
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•	 Limite a quantidade de tamanho das letras:
— No máximo três tamanhos de letra por visual.
•	 Componha frases curtas:
— Seis ou sete palavras são suficientes para mostrar uma ideia completa, a essência do que 
pretende dizer. Frases curtas, portanto.
•	 Use poucas linhas:
— Na horizontal, o visual pode ter seis ou sete linhas. Na vertical, oito ou nove linhas.
•	 Use cores:
— Use, mas não abuse. Utilize cores contrastantes para destacar bem as informações. Estabeleça 
um limite de três a quatro cores por visual.
•	 Use apenas uma ideia em cada visual:
— Identifique a ideia central da mensagem e restrinja-se a ela no visual.
•	 Utilize apenas uma ilustração em cada visual:
— Uma única ilustração que realmente contribua para deixar clara a mensagem.
•	 Retire tudo o que prejudicar a compreensão da mensagem:
— Ficam no visual apenas os dados que facilitem a compreensão da mensagem.
Figura 49 – Retire tudo o que for supérfluo de sua apresentação para que fique com um visual limpo
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7.4 Sugestões para organizar a apresentação
Para Blikstein (2006), para organizar uma apresentação, é essencial um ponto de honra da 
comunicação, como ele chama, fazer um planejamento, uma ficha mental e ensaiar. 
Se as ideias, por melhores que sejam, não estiverem articuladas com os 
objetivos e a lógica da apresentação, de nada adianta jogá-las no fluxo 
do discurso, sob pena de o orador criar uma imagem de desorganização, 
gerando ruídos ou efeitos negativos junto à plateia (BLIKSTEIN, 2006, p. 52). 
Segundo o autor, montar uma ficha mental deve ser uma maneira corrente para planejar apresentações 
em público, pois possui três vantagens:
•	 Segurança, clareza e objetividade, por causa da sequência lógica proposta.
•	 Possibilita a persuasão, “vender a ideia” em tempo adequado

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