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1 
 
 
FACULDADE MARIA MILZA 
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA 
 
 
ROZANA CERQUEIRA DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO 
ESCOLAR DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO 
INTEGRATIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOVERNADOR MANGABEIRA-BA 
2021
1 
 
ROZANA CERQUEIRA DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO 
ESCOLAR DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO 
INTEGRATIVA 
 
Monografia apresentada ao Curso 
de Licenciatura em Pedagogia da 
Faculdade Maria Milza (FAMAM) 
como requisito parcial para obtenção 
do título de graduação. 
 
 
 
 
 
 
Orientadora: Profª MSc. Simone Santana Damasceno de Carvalho 
 
 
 
 
 
 
 
GOVERNADOR MANGABEIRA-BA 
2021 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficha catalográfica elaborada pela Faculdade Maria Milza, com 
os dados fornecidos pelo(a) autor(a) 
 
 
Bibliotecárias responsáveis pela estrutura de catalogação na publicação: 
Marise Nascimento Flores Moreira - CRB-5/1289 / Priscila dos Santos Dias - CRB-5/1824 
 
 
 
 
 
Oliveira, Rozana Cerqueira de 
O48c 
Concepções docentes acerca do processo de adaptação escolar de crianças na educação 
infantil: uma revisão integrativa / Rozana Cerqueira de Oliveira. – 
 Governador Mangabeira - BA , 2021. 
 
45 f. 
 
Orientadora: Simone Santana Damasceno de Carvalho. 
 
Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) - Faculdade Maria Milza, 
2021. 
 
1. Educação Infantil. 2. Adaptação Escolar. 3. Concepções Docentes - Educação Infantil. I. 
Carvalho, Simone Santana Damasceno de, II. Título. 
 
 
CDD 372.21 
3 
 
ROZANA CERQUEIRA DE OLIVEIRA 
 
 
 
CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO 
ESCOLAR DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO 
INTEGRATIVA 
 
 
 
 
Aprovado em / / 
 
 
 
 
BANCA DE APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientador: Profª MSc. Simone Santana Damasceno de Carvalho 
Faculdade Maria Milza 
 
 
 
 
 Elipaula Marques da Cruz Carvalho 
 Faculdade Maria Milza 
 
 
 
 
 
 
 Simone Sacramento dos Santos Silva 
 Faculdade Maria Milza 
 
 
GOVERNADOR MANGABEIRA 
2021 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho inicialmente a Deus, 
aos meus pais, aos meus irmãos, sobrinhos, 
meu namorado e a toda minha família, que 
sempre me ajudou nos momentos de 
dificuldades. Ainda, dedico a todos e todas 
que direta ou indiretamente contribuíram 
para o meu crescimento pessoal e 
profissional, dando apoio até aqui.
5 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Agradecer primeiramente a Deus, pela vida, e por ajudar a ultrapassar todos os 
obstáculos encontrados ao longo do curso. 
 Aos meus pais Roque e Raimunda com toda simplicidade me orientou para o 
caminho do bem e sempre se esforçando para oferecer o melhor para todos os filhos. 
 Meus irmãos e sobrinhos, que estiveram presente nesse momento e sempre 
compreenderam minha ausência, e sempre buscou entender esse momento. 
 Ao meu companheiro que esteve sempre comigo, trouxe a calmaria que precisava 
nos momentos de angústia e tristeza, buscando sempre me apoiar e incentivar. 
 Aos colegas que tive a honra de viver momentos maravilhosos e mesmo em um 
momento difícil de Pandemia estivemos juntos, em especial a Márcio e Denilson pela 
troca de conhecimento e trabalhos no decorrer do curso. 
E não poderia de deixar de agradecer a Rosana, minha irmã, minha amiga e xará 
por todos os momentos vividos, por não soltar a minha mão nos dias difíceis, sem você 
não estaria realizando esse sonho, o nosso sonho, obrigada por tanto em minha vida. 
 A todos os professores que estiveram comigo nessa jornada e toda a troca de 
conhecimento e aprendizagem, a minha orientadora Simone Carvalho, que foi uma 
pessoa que não me deixou desistir e fez com que acreditasse que daria certo, muito 
obrigada, Deus continue abençoando sua vida. 
Às pessoas cоm quem convivi aо longo desses anos de curso, que me 
incentivaram e que certamente tiveram impacto na minha formação acadêmica, muita 
gratidão por ter vocês em minha vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A principal meta da educação é criar 
homens que sejam capazes de fazer 
coisas novas, não simplesmente repetir o 
que outras gerações já fizeram. Homens 
que sejam criadores, inventores, 
descobridores. A segunda meta da 
educação é formar mentes que estejam 
em condições de criticar, verificar e não 
aceitar tudo que a elas se propõe”. 
Jean Piaget 
 
7 
 
RESUMO 
 
A criança tem sido a principal protagonista no que diz respeito à conceituação de 
infância e isso consequentemente ressignifica a visão de Educação Infantil nas 
escolas. Por isso, é importante a preparação de um ambiente para receber os 
pequeninos, pensando que nessa fase tudo, em um primeiro momento, pode acabar 
parecendo hostil, e no espaço escolar é necessário que seja bem recebida e de uma 
forma diferenciada para que se sintam à vontade e acolhidas. Diante da perspectiva 
de entender a importância do processo de adaptação para o desenvolvimento das 
crianças na Educação Infantil é que se fundamenta esta pesquisa, intitulada de 
“Concepções Docentes acerca do Processo de Adaptação Escolar de Crianças na 
Educação Infantil: Uma Revisão Integrativa”. Desta forma, definiu-se como objetivo 
geral: Identificar as concepções docentes quanto ao processo de adaptação das 
crianças na Educação Infantil. O percurso metodológico do estudo pauta-se no 
campo de natureza qualitativa de caráter exploratório, tendo como instrumentos de 
coleta de informações a Revisão de Literatura Integrativa com busca na base de 
dados Google Acadêmico. Os critérios de inclusão definidos para a triagem dos 
trabalhos foram: estudos nacionais empíricos sobre, adaptação escolar da criança 
tendo como recorte temporal o período de 2015-2020, nos idiomas português e 
indexados na base de dados selecionada com resumos disponíveis e acessados na 
íntegra por meio online, tendo como referência os descritores: Adaptação da Criança 
na Educação Infantil, Processo de adaptação o e acolhimento da criança, Adaptação 
da criança na escola. A busca na base de dados estabelecida foi realizada a partir 
do cruzamento dos descritores, totalizando 05 trabalhos científicos selecionados. Os 
resultados apontam que é possível identificar que os docentes tem consciência 
desse processo de adaptação e afirmam que há uma necessidade de abordar esses 
assuntos durante o processo de formação profissional, sem esquecer que a escola 
também precisa dar o suporte e oferecer recursos para que a adaptação ocorra de 
forma adequada. Conclui-se que quando o processo de adaptação é bem assistido, 
as crianças tem um melhor desenvolvimento, e se sentem seguras e confortáveis no 
ambiente escolar contribuindo no melhor e maior desempenho do aprendizado. 
 
Palavras- chave: Educação Infantil; Processo de Adaptação Escolar; Concepções 
Docentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
ABSTRACT 
 
The child has been the main protagonist with regard to the concept of childhood and 
this consequently re-signifies the view of Early Childhood Education in schools. 
Therefore, it is important to prepare an environment to receive the little ones, thinking 
that at this stage everything, at first, can end up seeming hostile, and in the school 
space it needs to be well received and in a different way so that they feel at ease and 
welcomed. From the perspective of understanding the importance of the adaptation 
process for the development of children in Kindergarten, this research is based on, 
entitled “Teachers' Conceptions about the School Adaptation Process of Children in 
Kindergarten: An Integrative Review”. The inclusion criteriadefined for the screening 
of the works were: national empirical studies on, school adaptation of the child having 
as a time frame the period 2015-2020, in Portuguese and indexed in the selected 
database with abstracts available and accessed in full by online medium, having as 
reference the descriptors: Adaptation of the Child in Early Childhood Education, 
Adaptation process and childcare, Adaptation of the child at school. The search in 
the established database was carried out by crossing the descriptors, totaling 05 
selected scientific works. The results show that it is possible to identify that teachers 
are aware of this adaptation process and state that there is a need to address these 
issues during the professional training process, without forgetting that the school also 
needs to support and offer resources for adaptation. occurs properly. It was noted 
that when this is done correctly, children have better development, and feel safe and 
comfortable in the school environment, contributing to better and greater learning 
performance. 
 
Keywords: Early Childhood Education; School Adaptation Process; Teaching 
Concepts. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
LISTA DE QUADROS 
 
 
Quadro 01- Distribuição da produção científica publicada na base de dados 
Google Acadêmico entre os anos de 2015-2020...................................................... 
 
 
 
 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
LISTA DE SIGLAS 
 
 
BNCC Base Nacional Comum Curricular 
CEB Câmera de Educação Básica 
 
CNE Conselho Nacional de Educação 
 
LDBEN Lei De Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
RCNEI Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 12 
2 REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO 
ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL .................................................................... 16 
2.1 BREVE PERCURSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: 
CRIANÇA, INFÂNCIA E A FAMÍLIA ....................................................................... 16 
2.2 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PLANO 
LEGAL ................................................................................................................... 18 
2.3 ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O 
PAPEL DO PROFESSOR E O PAPEL DA ESCOLA ............................................. 22 
3 AS CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO 
E ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE E 
DISCUSSÂO DE DADOS ......................................................................................... 26 
3.1 A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÂO E ACOLHIMENTO ESCOLAR DAS 
CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE REVELAM OS ESTUDOS 
ENCONTRADOS ................................................................................................... 26 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 36 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 38 
APÊNDICES...............................................................................................................42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A adaptação escolar é o momento em que a criança vai se habituando à nova 
rotina, longe dos familiares e dos hábitos que tinham em casa, para dia após dia, 
estabelecer um vínculo com todos envolvidos no novo espaço de socialização da 
criança e a partir disso, se familiarizar com os professores, colegas de turma, bem 
como, envolver-se com as atividades propostas no ambiente escolar. 
Assim, a escola deve preparar-se para acolher tanto as crianças quanto os 
seus familiares, oferecendo-as uma atenção especial logo nos primeiros dias, afim 
de que as crianças percam o medo de permanecer na escola e se sintam seguras 
para aprender e conviver com os outros e a família tenha tranquilidade com esse 
novo ambiente de socialização de seus filhos/as. Logo, a escola também poderá 
orientar as famílias sobre as melhores estratégias para preparar a adaptação dos 
seus filhos, e ambos devem compreender que cada criança possui um processo 
individual de adaptação na escola. 
Algumas crianças podem se acostumar rápido com o convívio entre outros 
colegas e adultos, mas com outras podem acontecer ao contrário vindo a chorar 
para ganhar a atenção ou pelo simples fato de estranhar esse novo ambiente. Por 
isso, o cuidado nessa fase de adaptação é essencial, porque é nesse momento que 
acontecerá a inserção dos pequenos à vida em comunidade. E a escola e a família 
precisam respeitar o tempo de cada criança para que esse processo seja saudável 
para elas. 
Desse modo, o professor tem uma participação importante nesse processo de 
adaptação das crianças. Ele não só prepara os alunos para a rotina escolar, mas 
também transmite conhecimentos e valores que são imprescindíveis para o 
desenvolvimento integral da criança como ser humano e como cidadão dentro da 
sociedade. 
Assim, o docente deve proporcionar aos seus alunos um ambiente agradável 
e acolhedor, ajudando-os a familiarizar-se com o contexto que envolve a instituição 
escolar. Neste sentido, ao iniciar o período escolar, o cuidado do professor, a escuta 
e o olhar sensível fará toda a diferença, visto que esse é um período de mudança na 
vida da criança, do professor e da família. 
Diante do exposto, a pesquisa intitulada de “Concepções Docentes acerca do 
Processo de Adaptação Escolar de Crianças na Educação Infantil: Uma Revisão 
13 
 
Integrativa” traz como questionamento: Quais têm sido as concepções docentes 
acerca do processo de adaptação das crianças na Educação Infantil? 
Partindo deste questionamento, este estudo tem como objetivo geral 
Identificar as concepções docentes quanto ao processo de adaptação das crianças 
na Educação Infantil. Especificamente, pretende-se descrever as concepções e 
práticas docentes sobre o processo de adaptação e acolhimento da criança na da 
Educação Infantil; destacar como os documentos legais fundamentam a temática da 
adaptação escolar na Educação infantil e a adequação didática pedagógica dos 
docentes a essas orientações; e verificar as dificuldades encontradas pelos 
docentes com relação ao processo de adaptação escolar das crianças. 
Nesse propósito essa pesquisa justifica-se socialmente devido ao fato de que 
no processo de adaptação escolar na Educação Infantil, se inicia a inserção da 
criança na sociedade como um todo. E a escola, sendo um espaço de vivência 
social, diferente do meio familiar, devem traçar estratégias e planejar com sua 
equipe práticas adequadas voltadas a socialização e ao pleno desenvolvimento da 
criança. Somam-se a isso, à relevância acadêmica, visto que este trabalho tem o 
intuito de contribuir com conhecimentos sobre a temática no curso de Licenciatura 
em Pedagogia uma vez que dentro do curso, principalmente nos componentes de 
prática, aprende-se lidar com a criança no seu primeiro contato com o ambiente 
escolar e para aqueles que intentam novos estudos nessa área. 
A pesquisa em questão caracteriza-se por uma abordagem qualitativa, pois 
procura compreender o caráter subjetivo do objeto em questão, não se preocupando 
com a representatividade numérica. Para Minayo (2001, p. 22) a pesquisa qualitativa 
“[...] trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e 
atitudes, corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e 
dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis”. 
Tendo em vista o alcance dos objetivos propostos realizou-se uma pesquisa 
exploratória, a qual “têm como objetivo proporcionarmaior familiaridade com o 
problema, com vistas a torná-lo mais explícito" (GIL, 2002, p.41). A pesquisa 
bibliográfica, "baseia-se na consulta a textos, livros, documentos publicados a 
respeito do problema levantado e que gerou o interesse pela pesquisa" (BELLIA, 
2008, p.21). 
O presente estudo é uma revisão integrativa, “[...] que se fundamenta em 
coletar dados disponíveis, na literatura e compará-los para aprofundar o 
14 
 
conhecimento do tema investigado” (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO apud COSTA, 
2012, p.17). 
Assim sendo, para o procedimento de coleta e análise de informações, foi 
realizada uma Revisão de Literatura Integrativa com buscas inicialmente nas bases 
virtuais Portal Capes, Scielo e Google Acadêmico. Os critérios utilizados para a 
escolha dessas bases foi ser de domínio nacional e incluírem produções científicas 
relacionadas à “Adaptação escolar de crianças na Educação Infantil. Os descritores 
utilizados para pesquisa foram 1) Adaptação da Criança na Educação Infantil, 2) 
Processo de adaptação e acolhimento da criança, 3) Adaptação da criança na 
escola 
O processo de coleta de dados foi realizado de março a maio de 2021. O 
procedimento inicial de busca foi feito excluindo os trabalhos científicos que não 
estiveram dentro do tema tratado, trabalhos duplicados e que não estavam 
disponíveis para acesso na íntegra, pesquisas internacionais. 
Os critérios de inclusão definidos para a triagem dos trabalhos foram: estudos 
nacionais empíricos sobre Adaptação da Criança na Educação Infantil, publicados 
entre o período de 2015-2020, nos idioma português e indexado nas bases de dados 
selecionado com resumos disponíveis e acessado na íntegra por meio online, tendo 
como referência os descritores citados acima. 
Os trabalhos selecionados foram submetidos aos critérios de inclusão e à 
leitura do título e resumo, analisando se constavam informações sobre ações 
relativas Adaptação escolar de crianças na Educação Infantil. 
A busca nas bases de dados resultou na identificação inicial de 453 artigos, 
no Portal Periódico Capes e 10 artigos na base de dados Scielo. Após a primeira 
etapa de seleção, todos os estudos foram excluídos nas referidas bases, pois 
apesar de apresentarem nos títulos os descritores utilizados para pesquisa o estudo 
central não estava dentro do tema tratado, referiam-se a: adaptação escolar de 
crianças autistas e estimulação cognitivo motor nas creches, entre outros. Desta 
forma, nenhum artigo atendeu aos descritores em questão. 
 No Google Acadêmico, foram encontrados 13.600 trabalhos após a primeira 
etapa de seleção, destes foram excluídos 5.000 após realizar uma sondagem dos 
descritores e termos prováveis de serem utilizados pela literatura nacional, tendo em 
vista um repertório de palavras para se referir a conceitos correspondentes ou 
semelhantes, ficando um total de 8.6000 estudos os quais foram submetidos aos 
15 
 
critérios de inclusão. A partir da utilização de tal procedimento, foram selecionadas 
60 publicações, que tiveram seus títulos e resumos lidos para identificar se 
correspondiam a este estudo. Considerando o objetivo de pesquisa, 05 trabalhos 
científicos, foram selecionados, por atenderem todos os critérios de inclusão da 
pesquisa. Esses trabalhos foram lidos na íntegra para o desenvolvimento dos 
resultados, alcançando-se assim, os objetivos elencados. 
 O presente trabalho está organizado em três capítulos. No primeiro, a 
contextualização do objeto de estudo e a descrição metodológica. No segundo 
capítulo, buscou-se refletir sobre o processo de adaptação e acolhimento escolar na 
Educação Infantil, discorrendo sobre Histórico da Educação Infantil no Brasil: 
Criança, Infância e a Família, os documentos educacionais legais que legitimam e 
organizam a modalidade da Educação Infantil; e o papel do professor e da escola na 
adaptação e acolhimento escolar. 
 No capitulo três são considerados os resultados encontrados na pesquisa 
através da discussão das informações obtidas na Revisão de Literatura Integrativa, 
assim discorre-se acerca do perfil dos participantes das pesquisas e concepções 
docentes acerca do processo de adaptação e acolhimento da criança na educação 
infantil. Posteriormente foram apresentadas algumas considerações, analisadas a 
partir dos resultados obtidos na pesquisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
2 REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO 
ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
2.1 BREVE PERCURSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: 
CRIANÇA, INFÂNCIA E A FAMÍLIA 
 
 A educação das crianças está ligada com a entrada de mulheres no mercado 
de trabalho na década de 40, através da necessidade de deixar seus filhos sob 
cuidados de um adulto para poderem trabalhar. Como as famílias não tinham onde 
deixar as crianças, as “criadeiras”, ganharam espaço nesse período histórico, essas 
mulheres pertenciam à comunidade e assumiam a função de cuidar das crianças 
enquanto as suas mães iriam trabalhar. 
 Assim, cabe destacar que “[...] no período precedente à proclamação da 
República observam-se iniciativas isoladas de proteção à infância, muitas delas 
orientadas ao combate das altas taxas de mortalidade infantil da época” (OLIVEIRA 
2002, p. 92). 
 Vale ressaltar que a educação da criança em séculos passados, foi de total 
responsabilidade da família durante muitos anos, era na convivência com os adultos 
e outras crianças que ela participava das tradições e aprendia as normas e regras 
da sua cultura. Mas posteriormente com a criação das creches, as crianças tiveram 
a oportunidade de frequentar um ambiente de socialização, convivendo e 
aprendendo sobre sua cultura interagindo com outras crianças e com o meio ao seu 
redor. 
No século XIX sugiram as primeiras creches no Brasil, a partir da necessidade 
da mulher inserir-se no mercado de trabalho, deixando seus filhos aos cuidados de 
outra pessoa, desde então discute-se a Educação Infantil voltada a ambientação 
própria para o atendimento das crianças e por sua vez, o cuidar e o educar. Assim 
sendo, as primeiras creches surgiram para atender as crianças que eram filhos de 
trabalhadores e operários, sendo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o 
Distrito Federal pioneiros nessa oferta. Como retrata Kuhlmann Jr. (2000): 
 
No estado de São Paulo, desde dezembro de 1920, a Legislação previa a 
instalação de Escolas Maternais, com a finalidade de prestar cuidados aos 
filhos de operários, preferencialmente junto às fábricas que oferecesse local 
e alimento para crianças. As poucas empresas que se propunham a atender 
os filhos de suas trabalhadoras o faziam desde o berçário, ocupando-se 
17 
 
também da instalação de creches (KUHLMANN JR., 2000, p.8). 
 
 
Assim, com a expansão da industrialização e a forte presença do capitalismo, 
no final do século XIX, cada vez mais creches foram surgindo, e obteve no “seu 
início, o objetivo assistencialista, cujo enfoque era a guarda, higiene, alimentação e 
os cuidados físicos das crianças” (PASCHOAL E MACHADO, 2009, p.81). A 
Educação Infantil se configura nesse período voltada estritamente para o 
assistencialismo. 
O surgimento das instituições infantis revela segundo Bujes (2001, p. 15) “[...] 
o que se pode perceber é que existiu para justificar o surgimento das escolas infantis 
uma série de ideias sobre o que constituía uma natureza infantil, que, de certa 
forma, traçava o destino social das crianças”. Assim, percebe-se que o surgimento 
de escolas infantis foram marcadas por mudanças no interior da organização 
familiar, e ao desenvolvimento de concepções voltadas para a compreensão da 
natureza da criança, considerando-as como indivíduos importantes para a dinâmica 
em sociedade. 
Evidencia-se ainda mais esses pressupostos, no que segundo Bujes (2001, 
p.15) ainda destaca, que as creches e pré-escolas surgiram a partir de mudanças 
econômicas, políticas esociais que ocorreram na sociedade: pela incorporação das 
mulheres à força de trabalho assalariado, na organização das famílias e no novo 
papel da mulher. O surgimento das escolas infantis trouxe um conjunto de novos 
conhecimentos e ideias sobre a infância, sobre o papel da criança na sociedade e de 
como ela se tornará no futuro, através da educação recebida, objetivando que se 
torne um sujeito produtivo e ajustado às exigências das esferas sociais. 
Segundo Andrade (2010, p. 129), uma das primeiras instituições surgidas na 
Europa foi a escola de tricotar ou escola de principiantes, criada na França, em 
Oberlin, no ano de 1769, e tinha como objetivos a formação de hábitos morais e 
religiosos, bem como o conhecimento das letras e a pronúncia das sílabas. 
 Posteriormente, em 1840, foi criado o jardim de infância na Alemanha por 
Froebel, “para o atendimento das crianças de 3 a 7 anos, e contrapõe- -se às 
demais instituições por ser detentor exclusivo de uma proposta pedagógica que 
visava à educação integral da infância e defendia um currículo centrado na criança” 
(ANDRADE, 2010, p. 130). 
Quando refere-se sobre a criação de jardins de infâncias no Brasil, Kuhlmann 
18 
 
Júnior (2001, p.84) retrata que as primeiras iniciativas foram do setor privado para o 
atendimento às crianças da elite. No Rio de Janeiro foi fundado em 1875 o jardim de 
infância do Colégio Menezes Vieira, e em São Paulo, em 1877, o da Escola 
Americana. No ano de 1896 foi criado, pelo setor público, o jardim de infância 
Caetano de Campos para o atendimento às crianças da burguesia paulistana. 
Com o passar de muitos anos, depois de uma longa história de luta para 
melhorias, a Educação Infantil foi reconhecida na Constituição Federal de 1988, que 
definiu a educação das crianças de zero a seis anos, tem direito à educação e é 
dever do Estado oferecê-la, como mostra a Constituição Federal no seu artigo 208, 
inciso I e IV é dever do Estado: 
 
I-educação básica obrigatória e gratuita dos 04 (quatro) aos 17 (dezessete) 
anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a 
ela não tiveram acesso na idade própria; IV- educação infantil em creche e 
pré-escola, às crianças até 05 (cinco) anos de idade (BRASIL, 1998). 
 
 
A Educação Infantil também foi reconhecida na Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional- LDBEN (1996), que estabeleceu em seu art. 11, inciso V, que 
os municípios incumbir-se-ão de oferecer a Educação Infantil em creches e pré-
escolas, e, com prioridade, o Ensino Fundamental, sendo permitida a atuação em 
outros níveis de ensino apenas quando estiverem atendidas plenamente as 
necessidades de sua área de competência. 
Tornando assim, a educação infantil como etapa inicial da educação básica, 
sendo uma grande conquista para o sistema educacional, reconhecendo o trabalho 
pedagógico com a criança, suas especificidades e desta forma trazendo 
contribuições para a construção e o exercício de sua cidadania. 
Portanto, cabe ressaltar nesse percurso histórico, os avanços que 
direcionaram a uma nova perspectiva para Educação das crianças, na qual a creche 
no contexto atual objetiva o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos 
físico, psicológico, intelectual e social. 
2.2 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PLANO 
LEGAL 
 
 Ao longo dos tempos os documentos educacionais vieram se modificando de 
acordo com as transformações sociais, políticas e econômicas, ocorridas dentro da 
19 
 
nossa sociedade. Evidenciou-se que a Educação na creche ou pré-escola tinha um 
caráter assistencialista, cuja função era cuidar das crianças enquanto suas mães 
trabalhavam. 
Posteriormente, essa concepção foi mudando e a Educação Infantil foi 
oficializada. Verçosa (2016, p.20-21) relata que, 
 
Durante o século XX, no Brasil, surge um novo momento, precisamente em 
1961, é aprovada a LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) 
que defende e organiza a criação de escolas maternais ou jardins de 
infância. No ano de 1996, é constituída a Lei 9394/96, a qual propõe que os 
municípios sejam responsáveis por ofertarem educação infantil e reconhece 
essa modalidade de ensino como primeira etapa da educação básica 
(VERÇOSA, 2016, p.20-21). 
 
Diante disso, houve necessidade de que documentos fossem criados para a 
regular, organizar e direcionar o trabalho nas instituições de Educação Infantil no 
Brasil. Dentre vários documentos pode-se citar o Referencial Curricular Nacional 
para a Educação Infantil (RCNEI), documento que foi elaborado pelo Ministério da 
Educação em 1998, cujo objetivo foi auxiliar o professor da educação infantil no 
trabalho com as crianças pequenas. 
Esse documento não possui caráter obrigatório, porém possui um caráter 
didático muito rico acerca do trabalho pedagógico infantil e nele foram apresentados 
direcionamentos e concepções diretamente ligados ao processo de adaptação na 
Educação Infantil. Com base no Referencial Curricular Nacional para Educação 
Infantil- RCNEI (BRASIL, 1998, p. 82): 
O professor pode planejar a melhor forma de organizar o ambiente nestes 
primeiros dias, levando em consideração os gostos e as preferências das 
crianças, repensando a rotina em função de sua chegada e oferecendo-lhes 
atividades atrativas. Ambientes organizados com materiais de pintura, 
desenho e modelagem, brinquedos de casinha, baldes, pás, areia, água etc. 
 
Sendo assim, evidencia-se que o RCNEI, apresentou grandes contribuições 
para o professor na sua atuação durante o processo de adaptação, trazendo 
alternativas relevantes ao ingresso da criança na instituição de Educação Infantil. 
No que diz respeito à necessária e fundamental parceria com as famílias na 
Educação Infantil, O Conselho Nacional de Educação a partir do Parecer CNE/CEB 
nº 20/2009 destaca que um ponto inicial de trabalho integrado da instituição de 
20 
 
Educação Infantil com as famílias pode ocorrer no período de adaptação e 
acolhimento dos novatos. Neste sentido, 
 
o trabalho com as famílias requer que as equipes de educadores as 
compreendam como parceiras, reconhecendo-as como criadoras de 
diferentes ambientes e papéis para seus membros, que estão em constante 
processo de modificação de seus saberes, fazeres e valores em relação a 
uma série de pontos, dentre eles o cuidado e a educação dos filhos. O 
importante é acolher as diferentes formas de organização familiar e respeitar 
as opiniões e aspirações dos pais sobre seus filhos (BRASIL, 2009, p. 13). 
 
O referido parecer ainda destaca a importância de professores “darem 
oportunidade para os pais falarem sobre seus filhos e as expectativas que têm em 
relação ao atendimento na Educação Infantil” (BRASIL, 2009, p. 13). Diante disso, o 
parecer destaca o período de adaptação e acolhimento das crianças na Educação 
Infantil como um momento de oportunizar as crianças e famílias em todas as formas 
de organização, o estabelecimento de uma relação de confiança para integra-se ao 
novo espaço de convívio para ambas. 
Outro documento relevante são as Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação Infantil trazem fundamentos e princípios pedagógicos que norteiam esse 
campo, como nos afirma Brasil (2010): 
 
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articulam-se 
às Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e reúnem 
princípios, fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de 
Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, para orientar as 
políticas públicas e a elaboração, planejamento, execução e avaliação de 
propostas pedagógicas e curriculares de Educação Infantil (BRASIL, 2010, 
p, 11). 
 
 
 Nessas diretrizes, segundo Brasil (2010, p.16), as propostas pedagógicas de 
Educação Infantil devem respeitar os seguintes princípios: 
 
Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito 
ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas,identidades e 
singularidades; Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da 
criticidade e do respeito à ordem democrática; Estéticos: da sensibilidade, 
da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes 
manifestações artísticas e culturais. 
 
 
Desta forma, as instituições escolares infantis fundamentam o seu currículo, 
abrangendo todos os aspectos fundamentais neste documento, para que ocorra a 
21 
 
aprendizagem significativa no desenvolvimento de todas as áreas do saber para as 
crianças. 
 
 No contexto atual o documento que rege o sistema educacional é a Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC), esse documento norteia os currículos de todo o 
sistema educacional. Segundo a BNCC (Brasil, 2017) as crianças são sujeitos 
ativos, que constroem seus saberes interagindo com as pessoas e culturas do seu 
tempo histórico. Nessas relações, elas exercem seu protagonismo e, assim, 
desenvolvem sua autonomia - fundamentos importantes para um trabalho 
pedagógico que respeita suas potências e singularidades. Nas interações com 
culturas e saberes, elas constroem suas identidades, suas preferências e seus 
modos de ver o mundo. 
A organização curricular da Educação Infantil na BNCC, quando se refere ao 
campo de experiência “O eu, o outro e o nós”, destaca saberes e conhecimentos 
fundamentais neste campo, a ser propiciados às crianças e associados às suas 
experiências, tais quais aponta que, 
 
é na interação com os pares e com adultos que as crianças vão 
constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão 
descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, 
com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras 
experiências sociais (na família, na instituição escolar, na 
coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si e 
sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando-
se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo em que 
participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças 
constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de reciprocidade 
e de interdependência com o meio (BRASIL, 2017, p.40). 
 
 Assim sendo, cabe destacar que o período de adaptação da criança à escola 
é o momento em que acontecem suas primeiras experiências na instituição escolar, 
com pessoas diferentes do seu contexto familiar e para tanto é essencial que ela se 
sinta segura e acolhida no novo ambiente, construa relações afetivas e se sintam 
livres para suas manifestações pessoais. 
 Portanto, desde a inserção da vida escolar de uma criança, esses fatores 
devem ser abordados e considerados relevantes dentro do processo de ensino-
aprendizagem, fazendo assim com que o processo de adaptação escolar na 
Educação Infantil possua grande significância a todos os sujeitos envolvidos. 
22 
 
2.3 ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O 
PAPEL DO PROFESSOR E O PAPEL DA ESCOLA 
 
Pensar no processo de adaptação da criança na escola implica, antes de tudo 
consultar informações para entender o seu significado em sua origem. Assim, 
segundo Seabra e Sousa (2010, p.210), o termo “adaptação”, significa uma 
acomodação ou um ajustamento, subtendendo-se uma submissão a uma 
determinada situação, seja ela favorável ou não. 
Ainda referente ao termo, Novaes (2002, p. 18), destaca que a adaptação 
consiste, pois, num processo que leva o indivíduo a dominar as exigências do meio, 
através de diversas modalidades, havendo sempre expectativas em torno das suas 
formas de adaptação nos diversos sistemas de relações. Logo, pode-se entender 
por adaptação, as mudanças e circunstâncias enfrentadas por um individuo para 
vincular-se a aquele meio. 
Neste sentido, pode-se evidenciar que a adaptação escolar, é o período no 
qual a criança e seus familiares passam a criar relações afetivas e sociais com a 
escola, conhecem o novo espaço e tornam-se familiarizadas e pertencentes a ele. 
Diante disso, “a entrada da criança pequena em creches e pré-escolas é 
carregada de muita expectativa, porque tem um grande significado social pela 
importância que a escola assume para a sociedade e parece significar, também, o 
encerramento de um ciclo, de bebê para criança” (VERÇOSA, 2016, p. 14). 
No passado, o papel das instituições de Educação Infantil era somente do 
“cuidar“, sem nenhum objetivo pedagógico. Carreta e Moraes (2018, p.101), relata 
sobre isto afirmando: 
 
O processo de adaptação foi ao longo da história da educação infantil, visto 
pelos profissionais como um período de fazer as crianças pararem de 
chorar. Assim, era visto o referido período, nas creches, as quais tinham 
como principal tarefa o cuidar. Não se percebia todo o processo de 
desenvolvimento, o qual é valorizado atualmente. Nos tempos atuais, os 
profissionais estão cada vez mais preparados profissionalmente para atuar 
na Educação Infantil (CARRETA E MORAES, 2018, p.101), 
 
 
Assim, percebe-se que hoje a função das escolas para as crianças tem um 
caráter fortemente educativo, onde os saberes pedagógicos contribuem para o 
desenvolvimento pleno do aluno, como traz as Diretrizes curriculares nacionais 
Brasil (2010, p. 18) a escola objetiva “[...] garantir o acesso a processos de 
23 
 
apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de 
diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à 
confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com 
outras crianças”. 
Sendo assim, o processo de adaptação escolar na Educação Infantil, é um 
momento marcado por inúmeras situações complicadas que necessitam de atenção 
especial por parte de todos os envolvidos nesse processo, proporcionando um 
ambiente seguro e acolhedor, pois até o momento em sua casa que tinha o único 
convívio social e ao entrar na escola, a criança terá contato com um novo mundo, de 
infinitas possibilidades, onde irá ter convivência e interação com outras pessoas em 
um ambiente novo e rico em conhecimento. 
Segundo Rapoport e Piccinini (2001, p. 93) afirmam que, 
 
a adaptação à creche é um processo gradual em que cada criança precisa 
de um período de tempo diferente para se adaptar, sendo importante 
respeitar o ritmo próprio de cada criança e não impor um período pré-
determinado para adaptação (RAPOPORT E PICCININI, 2001, p. 93). 
 
Nesse sentido, a adaptação da criança na Educação infantil requer muita 
cautela, uma vez que vai para além do ensinar e aprender. O período do 
acolhimento é muito importante para que ela não se sinta frustrada, em 
consequência que se torna um processo muito doloroso para todos os envolvidos. 
 No processo de adaptação na educação infantil, cada criança se expressa 
em diferentes reações durante o período de adaptação. O choro é a primeira forma 
de manifestação dos bebês e das crianças para demonstrarem sua insatisfação 
descontentamento com algo, e na adaptação isso não será diferente, é um 
comportamento esperado pelas crianças, já que, conforme afirma Silvia (2010, p. 3) 
“toda situação nova, tanto para crianças como para os adultos é uma posição 
incômoda, pois tira o indivíduo da sua zona de conforto. Enfrentar o desconhecido é 
sempre uma condição estressante independentemente da idade”. 
Sendo assim, o professor precisa estar atento para acolher a criança na 
chegada à escola, fazendo-a sentir-se segura e confortável nesse novo ambiente, e 
utilize estratégias que possibilite uma melhor aceitação e adaptação da criança no 
24 
 
ambiente escolar. Segundo as colocações de Carretta e Moraes (2018, p.109), o 
professor é o principal mediador e tem que atender as expectativas dos pais, ganhar 
a confiança das crianças e de seus familiares, atender as demandas, exigências da 
escola, além de trabalhar seus próprios sentimentos. 
Para o desenvolvimento de um bom trabalho docente, 
 
o professor precisa ser um constante pesquisador para compreender comose dá o processo de adaptação e poder cada vez mais colaborar no bem-
estar da criança por estar disposto a procurar entender cada uma como um 
sujeito único que tem a sua história com seus medos, angústias, emoções, 
gostos e aos poucos vai constituindo laços de confiança e afetividade para 
que no trabalho coletivo na escola tenha êxito (LADWIG E SILVA, 2018, 
p.07). 
 
 
 
 Desta forma a adaptação ocorrerá de maneira flexível e segura, onde 
vínculos serão criados contribuindo significantemente para a mediação realizada 
pelo professor e para as aprendizagens adquiridas pelas crianças, à medida que se 
adaptam no novo âmbito. 
Cabe destacar que não é nada fácil a tarefa de adaptação das crianças, e 
exige-se muito não somente dos professores, mas de todos os envolvidos da 
comunidade escolar. A esse respeito Oliveira (2002, p. 38) corrobora quando afirma 
que “quem trabalha com crianças pequenas sabe o quanto elas mudam e progridem 
mês a mês e como muitas vezes é difícil adaptar-se a essas mudanças tão rápidas e 
repentinas”. 
Sobre isso, segundo Davini (1999 p.45) “a intensidade com que cada um vai 
experimentar, ou a forma como vai atravessar esse período, vai depender dos 
aspectos particulares de cada personalidade participante do processo e, também, da 
dinâmica familiar”. Cada criança vai reagir de uma forma própria quando entra em 
contato com o espaço escolar, por isso suas subjetividades devem ser consideradas 
e trabalhadas para que assim possa desenvolver suas competências e habilidades, 
passando à interagir nesse novo espaço de vivência. 
Também é fundamental que a afetividade esteja presente nesse processo de 
adaptação, uma vez em que as crianças são muitos sensíveis à sentimentos e 
emoções. Segundo Reda e Ujiie (2009, p.06), criar um clima propício de 
aproximação não é tão simples. É preciso um olhar cuidadoso e atento para 
perceber o que aproxima as crianças. Esse tipo de ação contribui para a 
25 
 
consolidação de vínculos afetivos e de vivência. Sem afetividade, o processo de 
adaptação não fluirá de forma positiva e prazerosa. 
Em concordância, segundo Dias (2018, p.03), 
 
a escola deve moldar sua didática em favor dos interesses da criança por 
meio de experiências prazerosas que exigem sem muita dificuldade o 
envolvimento da afetividade, pois sem afeto nada fluirá espontaneamente. 
[...] a interação professor e aluno se dão o tempo todo; essa ligação afetiva 
ajuda na construção do conhecimento. As crianças necessitam de amor, 
aceitação e acolhimento para que se despertem para a aprendizagem, por 
isso necessitam encontrar na sala de aula objetos, atividades e jogos que 
sirvam aos seus interesses, ou seja, que lhes atraiam (DIAS, 2018, p.03). 
 
 
 Portanto, diante dos pressupostos, é explícito que a adaptação e acolhimento 
escolar na educação infantil é um processo na maioria das vezes intenso, o que 
implica em um trabalho mais pontual dos educadores e da família nesse período do 
primeiro contato das crianças no ambiente escolar, sendo imprescindível o 
desenvolvimento de um bom trabalho, afetivo e efetivo, voltado à socialização, para 
possibilitar aos alunos terem mais facilidade em se adaptar e acostumar-se a nova 
rotina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
3 AS CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO 
E ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE E 
DISCUSSÂO DE DADOS 
 
Neste capítulo serão apresentados os resultados da pesquisa de revisão de 
literatura integrativa, a fim de conhecer através da literatura científica disponível, as 
concepções docentes acerca do processo de adaptação das crianças na Educação 
Infantil. 
Na seção subsequente, será apresentada a descrição dos periódicos online 
selecionados, mostrando sua associação com o objeto de estudo. Posteriormente 
buscou-se descrever as concepções e práticas docentes sobre o processo de 
adaptação e acolhimento da criança na Educação Infantil e as dificuldades 
encontradas quanto ao processo de adaptação escolar das crianças. 
3.1 A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÂO E ACOLHIMENTO ESCOLAR DAS 
CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE REVELAM OS ESTUDOS 
ENCONTRADOS 
 
Este estudo caracteriza-se como uma Revisão Integrativa, levantando 
conhecimentos difundidos na literatura acerca da adaptação e acolhimento escolar 
das crianças na Educação Infantil a partir de um processo de coleta e análise de 
dados bibliográficos. Neste sentido, o percurso metodológico conduziu a pesquisa 
ao responder a pergunta inicial que deu origem ao trabalho. Assim, as fontes 
utilizadas para a elaboração do estudo foram publicações sobre a temática, reunidas 
em trabalhos científicos. 
Na presente Revisão Integrativa analisou-se a amostra de 13.600 trabalhos 
científicos na base de dados do Google acadêmico os quais foram avaliados e 
selecionados considerando os critérios de inclusão e exclusão, descritos na 
metodologia do capitulo 1, da introdução desse trabalho. A amostra final desta 
revisão foi constituída por 05 (cinco) trabalhos científicos, selecionados pelos 
critérios de inclusão previamente referidos. 
Após esta seleção, todos os resumos dos trabalhos foram lidos, observando 
objetivos, metodologia, participantes, instrumentos, principais resultados/conclusões 
e observações do pesquisador no decorrer do texto. Os trabalhos selecionados para 
a revisão foram organizados em um quadro com os seguintes itens: identificação 
27 
 
dos autores, ano, título e periódico de publicação. Abaixo a síntese dos trabalhos 
incluídos na revisão integrativa (Quadro 1). 
 
QUADRO 1- Distribuição da produção científica publicada na base de dados Google 
Acadêmico entre os anos de 2015-2020 
Nº 
AUTORES 
 
 
 ANO 
 
 
TÍTULO 
 
 
BASE DE 
DADOS 
 
01 
 
LEITZKE, Karina de Lamare. 
 
2015 
 
Adaptação e 
inserção escolar: 
uma pesquisa com 
crianças 
 
Google 
Acadêmico 
 
02 
 
COSTA, Francisca Vânia 
Soares Praxedes Da. 
 
2016 
 
 
Adaptação na 
educação infantil: 
uma relação entre 
criança, família e 
escola 
 
 Google 
Acadêmico 
 
00 
 
---------------------- 
 
2017 
 
------------------- 
 
--------------- 
 
 
03 
 
 
OLIVEIRA, Suélen Cristiane 
Marcos De. 
 
 
2018 
 
O processo de 
adaptação das 
crianças na 
Educação infantil: 
os desafios das 
famílias e dos 
educadores da 
infância 
 
 
Google 
Acadêmico 
 
04 
 
NETO, Benjamim Machado 
de Oliveira. 
 
2019 
 
Políticas 
educacionais e 
organização no 
período de 
acolhimento e da 
adaptação na 
educação infantil 
 
Google 
Acadêmico 
 
05 
 
FARIA, Larissa Monteiro. 
 
2020 
 
O professor e a 
criança no 
processo de 
adaptação na 
 
Google 
Acadêmico 
28 
 
educação infantil 
Fonte: Dados da Pesquisa (2021) 
 
Ao analisar os dados das produções científicas publicadas nas bases de 
dados Google Acadêmico dos 05 (cinco) trabalhos listados no Quadro 1, foi possível 
conhecer as concepções docentes acerca do processo de adaptação e acolhimento 
das crianças na Educação Infantil. O recorte temporal foi de 2015-2020, porém no 
período do ano de 2017 não foram achados artigos que contemplassem este estudo, 
percebendo assim, a necessidade de estudos que abordem essa temática de 
tamanha importância no cenário educacional visto que, o período de adaptação 
escolar é um momento relevante para crianças, professores e famílias. Cabe ainda 
mencionar, que o número reduzido de publicações em torno dessa temática durante 
o recorte temporal, chama a atenção para a importância de reflexões acerca da 
Educação Infantil em uma série de pontos, dentre eles a educação em sua 
integralidade, entendendo a “adaptação e o acolhimento” como algo indissociável ao 
processo educativo. 
Assim sendo, em relação ao compreender o que é a adaptação e acolhimento 
de crianças foi encontrado a partir das informações coletadas no estudo do artigo denº 02, publicado no ano de 2016, que “[...] devemos entender a adaptação sob o 
aspecto de acolher, aconchegar, procurar oferecer bem-estar, conforto físico e 
emocional, amparar, esses aspectos ampliam significativamente o papel e a 
responsabilidade da escola e dos professores” (COSTA, 2016, p.09). 
Assim, foi considerado pelos docentes que o processo de adaptação é 
fundamental no contato inicial da criança com a escola, e que todos os aspectos 
emocionais e físicos devem ser considerados. A esse respeito, Verçosa (2016), 
destaca que, 
precisamos estarmos atentos às características de cada criança, 
observando as suas especificidades e singularidades, para melhor atendê-
las. A partir desse entendimento, podemos ajudar a criança em adaptação, 
prestando atenção em seus comportamentos, ou seja, se ela está 
interagindo e de que forma acontece essa interação, se está se 
alimentando; se está brincando, se está realizando as atividades 
compatíveis a sua faixa etária. Também é de grande valor realizar uma 
entrevista com os pais, conversar sobre as vivências em casa, para que a 
partir disso possamos planejar e mediar atividades considerando suas 
necessidades, interesses e principalmente sua realidade (VERÇOSA, 2016, 
p. 13). 
29 
 
Com isto, verifica-se a importância de estratégias, mecanismos e uma 
atenção total para as peculiaridades de cada aluno, adequando as atividades 
pedagógicas à sua realidade e as suas necessidades, através de conhecimentos 
prévios com a ajuda dos pais, sobre suas vivências. 
Sendo assim, para que o processo de adaptação ocorra de maneira 
satisfatória, deve-se estar atento ao comportamento das crianças, à como está 
interagindo naquele meio, para que assim o trabalho pedagógico seja voltado as 
suas necessidades naquele momento, contribuindo para essa nova fase de 
desenvolvimento da criança. 
Analisando o trabalho de nº 02, foi destacado nos resultados apresentados 
pela pesquisa que, 
 
a adaptação escolar deve ser compreendida como um processo natural e 
singular de construção de vínculos entre a escola, à criança e a família. 
Algumas crianças encontram maiores dificuldades em separar-se 
emocionalmente e fisicamente de seus pais; sendo assim, é preciso estar 
ciente de que a família e a criança compartilham das mesmas ansiedades 
diante deste novo desafio, que se deve dar segurança e atenção para 
ambos os lados, família e criança, que acabam tornando-se apenas um 
(COSTA, 2016, p.10). 
 
 
Pode-se verificar a partir dos resultados apresentados nas pesquisas dos 
trabalhos de nº 01 e nº 02, posicionamentos semelhantes quando foi destacada a 
importância do processo de adaptação da criança na Educação Infantil, tendo em 
vista o acolhimento das crianças, a construção de vínculos entre a escola, a criança 
e a família. 
A família deve ter uma relação de amizade com a escola, para que ambos 
transmitam confiança à criança, mostrando a ela que o espaço escolar é um 
segundo espaço de vivência da sua vida e que elas devem sentir-se confortáveis 
nesse meio, e todos devem respeitar e entender esse período de mudanças, 
deixando prevalecer sempre os interesses da criança. Relacionado a isso Craidy e 
Kaercher (2001, p. 25), retrata que a pré-escola/ educação infantil têm, portanto, 
uma função de complementação e não de substituição da família como muitas vezes 
foi entendido. Assim, elas deverão integrar-se com a família e com a comunidade 
para que juntas possam oferecer o que a criança necessita para seu 
desenvolvimento e para sua felicidade. 
 No estudo do artigo de nº 03 ficaram evidentes nos resultados apresentados 
30 
 
as mesmas considerações em relação o fortalecimento dos vínculos entre a escola, 
crianças e as famílias quando o autor destaca como resultado que “ambas as 
instituições devem se unir, para oferecer à criança as condições adequadas para o 
seu desenvolvimento” (OLIVEIRA, 2018, p.70.). Também em seus resultados a 
autora traz a fala de uma educadora retratando sobre a relação entre a família e a 
escola no processo de adaptação: 
 
 
[...] É complicado falar, porque, na realidade que eu trabalho, onde eu 
trabalho o que falta realmente é um pouco mais de atenção da família, 
assim... Eu diria consideração, porque, às vezes, os pais não entendem o 
que a gente transmite, o que a gente passa: para os pais, tem que ficar 
pronto e acabou, não importa o que aconteça, então, não tem essa 
consideração com o próprio filho, principalmente com nosso trabalho. E, às 
vezes, as crianças ficam tão revoltadas por serem obrigadas a ficar e não 
ter essa compreensão dos pais que, às vezes, as crianças não querem vir 
para a escola, não querem ficar com a gente e os pais acham que é a gente 
que tá maltratando, acontece muito isso, culpabilizam a gente. A gente 
tenta, assim, no primeiro momento, na primeira reunião do ano, a gente 
começa a conversar muito sobre isso, apesar de não ser todos os pais que 
vêm pra reunião, são poucos que comparecem, a gente faz num horário 
diferente pra ver se têm mais pais pra gente tá podendo fazer entender 
como é o trabalho, como é feito, mas são poucos que vêm. É através de 
reunião, de conversar, que a gente vai tentando passar a situação pra eles, 
tem a entrevista também que a gente faz, eu pelo menos falo bastante, eu 
explico pros pais que a gente faz a adaptação, não porque a gente não quer 
ficar com a criança, na escola, é pela situação deles, é pelo sentimento 
deles, porque os pais acham que a criança tá chorando logo acostuma, tudo 
bem, mas a gente tem que fazer esse processo de adaptação, eles têm que 
acostumar gradativamente, não é assim um choque, um trauma, aquela 
revolta, a criança cresce com problema depois, isso é o que eu penso 
(OLIVEIRA, 2018, p.163-164). 
 
 
 Ao analisar essa fala da professora percebe-se o quanto é difícil ter a 
participação da família na escola, e isto acaba atrapalhando e prejudicando o 
processo na adaptação da criança. Assim, ressalta-se a importância da relação 
escola-criança-família, é extremamente importante que a família participe desse 
processo, estando sempre em parceria com a escola, contribuindo para que as 
crianças enfrentem o desafio de estar num ambiente novo, com pessoas novas. 
Neste sentido, Dias et al. (2018, p.06) destaca, como de fundamental 
importância: 
Manter um vínculo de parceria com a família por estar sempre em 
posição de desconforto ao deixar seu filho na escola. A entrada da 
criança na escola precisa ser pensada com muito cuidado pelos 
educadores, pois se configura também como um momento de 
separação de seus pais. Se a adaptação for feita da maneira 
adequada a permanência da criança na instituição de Educação 
31 
 
Infantil tende a ser tranquila, o que colabora também para o seu 
crescimento afetivo, motor, cognitivo e social (DIAS, 2018, p;06). 
 
 Assim, a parceria da escola com a família faz com que, ambos envolvidos no 
processo sintam segurança em relação à adaptação de forma adequada da criança 
na Educação Infantil. O acolhimento não deve ser somente voltado à criança, mas 
também aos seus pais que estão enfrentando algo novo, confiar seus filhos à outras 
pessoas, e num espaço diferente do seu lar. O Conselho Nacional de Educação a 
partir do Parecer CNE/CEB nº 20/2009 destaca que “o trabalho com as famílias 
requer que as equipes de educadores as compreendam como parceiras, 
reconhecendo-as como criadoras de diferentes ambientes e papéis para seus 
membros” (BRASIL, 2009, p.13). 
 Contudo, no trabalho de nº 01, quando foi perguntando aos professores como 
se dá o processo de adaptação na escola ficou ratificado que, 
 
a inserção à escola apresenta para a criança inúmeras situações 
potencialmente estressantes, com as quais ela vai lidar utilizando-se de 
estratégias de enfrentamento. Entre estas situações destaca-se a 
despedida dos familiares, o ambiente novo, as relações estabelecidas com 
os educadores e seus pares, as novas rotinas instituídas,a necessidade de 
compartilhar brinquedos, de dividir as atenções, as refeições coletivas e o 
sono com horários preestabelecidos (LEITZKE, 2015, p. 08). 
 
 
 Nesse estudo encontra-se ainda uma colocação importante sobre a 
adaptação das crianças, evidenciando que é fundamental “favorecer o 
estabelecimento de relações com os colegas, permitindo a exploração do ambiente, 
incentivando a curiosidade pelos materiais, jogos e brinquedos disponíveis. É 
preciso mostrar para as crianças o quanto o ambiente escolar pode ser tão ou mais 
interessante que o doméstico” (LEITZKE, 2015, p. 10), para que assim a criança se 
familiarize com a escola e se sinta confortável para a convivência no ambiente novo. 
 Evidencia-se o quão é fundamental despertar a curiosidade da criança nesse 
período de adaptação. Os jogos, as brincadeiras e os brinquedos ajudam nesse 
despertar, pois nessa faixa etária tudo que é divertido com o brincar contribui para o 
desenvolvimento da criança e fazem assim, com que se familiarizem, e se sintam 
bem ao estar nesse novo ambiente. 
 De acordo com os resultados apresentados na a pesquisa de Leitzke (2015, 
p. 06) o processo de adaptação, 
 
32 
 
Não se resume aos primeiros dias, uma vez que pode durar semanas e até 
mesmo meses. Faltas frequentes por parte das crianças ou irregularidades 
nos horários de entrada e saída dificultam o processo. Existem muitos 
outros fatores, por vezes pouco estudados, que interferem nas reações e, 
consequentemente na adaptação. Entre eles podemos destacar 
sentimentos dos pais sobre o ingresso do filho na instituição, a idade e 
temperamento da criança e a qualidade do atendimento na creche ou 
escola. Na maioria das vezes, estes fatores relacionam-se entre si sendo 
difícil examinar o papel específico de cada um no processo. 
 
Diante do exposto, sobre o período de duração da adaptação Carretta e 
Moraes (2018, p.107) afirmam que, “para algumas crianças o processo de 
adaptação pode ser de um período breve e já para outras pode ser um período mais 
longo e dolorido”. Sendo assim, o tempo é incerto para as crianças se adaptarem, 
depende de inúmeros de fatores, como comportamento, sentimentos, de como a 
instituição escolar está agindo, entre outros que influenciam diretamente. 
Corroborando com os citados acima em relação ao papel da escola, o 
trabalho nº 03, destaca em seus resultados que é necessário a escola programar, 
 
um período de adaptação, que poderá constar de atividades atraentes que 
possibilitem à criança fazer a opção de ficar na escola, apesar disso 
representar, o afastamento de sua mãe. O tipo de adaptação varia muito de 
criança para criança, pois depende de suas características afetivo-
emocionais e de sua idade. Ao organizar o conhecimento e as inter-
relações, a escola contribui efetivamente para o processo de socialização 
da criança (OLIVEIRA, 2018, p.81). 
 
 Os aspectos afetivo-emocionais devem ser sempre considerados no ambiente 
escolar, eles influenciam na socialização e na adaptação. Sendo assim, é possível 
estabelecer um paralelo com Verçosa (2016, p.19) quando reafirma “que a 
afetividade é um dos fatores principais para a conquista de uma boa adaptação, uma 
vez que a criança é um ser essencialmente afetivo”. Por esse motivo o emocional 
das crianças deve ser trabalhado para que se amplie e floresça, contribuindo assim 
para que ela se sinta acolhida naquele espaço. 
 Para ocorrer uma adaptação significativa através do papel da escola, 
segundo a pesquisa de Neto (2019, p.09) no estudo de nº 04, os docentes afirmaram 
que, 
 
a escola deve planejar um ambiente flexível, com base nas 
experiências e vivências das crianças, devendo promover o bem 
estar, a autonomia e a confiança, onde o aluno sinta-se acolhido e 
desperte o sentimento de pertencimento do lugar em que está 
inserido, sendo uma situação que permita desenvolver novas 
33 
 
habilidades, saberes e aprendizados (NETO, 2019, p.09). 
 
Assim sendo, em relação ao papel da escola, Reda e Ujiie (2009, p.05) 
destacam que, 
cada instituição de Educação Infantil deve planejar-se para esse processo 
de adaptação de acordo com as concepções de educação e da criança que 
direcionam sua prática. Cada instituição tem a sua realidade específica. A 
função da escola da primeira infância e dos profissionais que nela atuam é 
receber a criança e para isso é necessário um trabalho cuidadosamente 
planejado. A instituição deve causar boa impressão, apresentar-se como um 
ambiente seguro, com um espaço que propicie o desenvolvimento e uma 
aprendizagem significativa (REDA E UJIIE, 2009, p.05). 
 
 
 Neste contexto, a organização do ambiente escolar, deve ser atraente, 
agradável de forma que desperte a curiosidade da criança, e possibilite a ela se 
sentir segura e à vontade naquele espaço, utilizando-o para o desenvolvimento de 
suas aprendizagens. Neste sentido, 
 
para que isso seja possível no planejamento do ambiente se deve 
levar em consideração o tamanho do espaço da sala de aula, a área 
de lazer, a higiene, a iluminação, a segurança, a climatização, se há 
espaços para as atividades livres, se é agradável o visual físico, 
dentre outros (SOUSA, 2006 apud MATOS, 2015, p.06). 
 
 Percebe-se que um espaço mal organizado, mal estruturado e sem materiais 
para o desenvolvimento do trabalho pedagógico, não possibilitará a construção de 
conhecimento e o desenvolvimento da aprendizagem das crianças, além de dificultar 
no seu processo de adaptação escolar. 
 Acerca das dificuldades no período de adaptação no artigo número 02, as 
educadoras entrevistadas relataram que “além da inadequação dos espaços, as 
necessidades infantis, a falta de recursos e o número excessivo de crianças para as 
educadoras são fatores dificultosos para a adaptação das crianças” (OLIVEIRA, 
2016, p.158). Por isso a escola deve planejar como ocorrerá o processo de 
adaptação e “o espaço tem que ser organizado para promover a adaptação e o 
desenvolvimento de atitudes e habilidades indicadas para cada fase do 
desenvolvimento infantil” (ABELEIRA, 2008 apud MENON E CORSO, 2012, p.07). 
 Sobre a Educação Infantil nesse período adaptacional, o trabalho de nº 05, 
apresenta importantes considerações acerca da finalidade da Educação Infantil e da 
importância do olhar atento para as crianças em suas particularidades. Neste 
sentido, 
34 
 
 
a finalidade da educação infantil não é alfabetizar as crianças, ou seja, não 
é para as crianças saírem das instituições sabendo ler e escrever, mas sim 
o cuidar da criança nesses locais formais, com limpeza, alimentação e lazer. 
Mas também com o sentido de educar, sempre respeitando o caráter lúdico 
das atividades, dando prioridade no desenvolvimento integral da criança, 
com o olhar totalmente voltado para ela (FARIA, 2020, p.24). 
 
 
 
 Desta forma, a Educação Infantil no primeiro período da vida escolar da 
criança, por ser pequena e precisar de cuidados, vai, além disso, deve ser também 
proporcionado às crianças saberes pedagógicos através da ludicidade, que é 
considerada uma ferramenta importante no processo de ensino-aprendizagem aos 
alunos dessa modalidade educacional. 
 Ao analisar a pesquisa de nº 05 foi identificada a necessidade dos docentes 
compreenderem as orientações da BNCC (BRASIL, 2017) para o currículo da 
Educação infantil, visto que os direcionamentos pedagógicos da referida Base, só se 
efetivarão a partir das vivências propiciadas na escola. Neste sentido, a 
importância do professor mediar o desenvolvimento da criança através do 
planejamento, e sendo assim, faz-se necessário pensar em estratégias para o 
acolhimento e adaptação das crianças. Assim a BNCC destaca que, 
 
a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabeleceu cinco campos de 
experiência para o desenvolvimento da criança: Eu, o outro e o nós; Corpo, 
gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, 
pensamento e imaginação e Espaço, tempo, quantidades,relações e 
transformações, nos quais as crianças irão se desenvolver através de 
brincadeiras e interações (BRASIL, 2017, p.40). 
 
 Assim a partir dessas orientações que constam nesse documento 
educacional, que os professores vão traçando e planejando suas ações 
pedagógicas, buscando organizar o cotidiano da criança na Educação Infantil, e 
contribuindo para essa nova fase da sua vida, que é a fase escolar, onde deve se 
adaptar à nova rotina, ao novo ambiente e as novas pessoas que não são da sua 
família. 
No trabalho de n º 05, a autora frisa que o professor da Educação Infantil com 
todo o seu conhecimento de mundo e saberes científicos não pode ignorar que sua 
prioridade é a criança, ou seja, ele dever voltar a sua prática para o brincar e o 
educar, indissociavelmente, para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, 
35 
 
“sendo assim, o processo de adaptação da criança exige atenção, cuidado e 
planejamento, e necessita, também, de profissionais capacitados para contribuir no 
desenvolvimento do e ensino e aprendizagem dos pequenos” (FARIA, 2020, p.27). 
Desta forma, cabe destacar a importância de uma formação docente que 
contemple conhecimentos didático-pedagógicos que instrumentalize o professor 
para o desenvolvimento de um trabalho que faça a diferença nas salas de aulas da 
Educação infantil. Neste sentido, um trabalho em que o planejamento pedagógico da 
ação docente envolva as crianças ativamente em toda proposta. Assim, ao planejar 
cuidadosamente as atividades, o professor faz uma reflexão crítica do seu trabalho 
pedagógico através do contexto incorporado por cada criança em suas 
especificidades. 
Ainda em seu artigo, a autora traz uma informação relevante de sua pesquisa, 
argumentando que “[...] embora ainda existam muitos educadores atuando na área 
da educação sem formação superior e que assumem este papel” (FARIA 2020, 28). 
Com isto percebe-se que na prática há uma falha quando há profissionais sem 
capacitação atuando, pois o período da Educação Infantil é a fase escolar que 
precisa mais de atenção em relação a um ensino significativo. 
Diante disso, entende-se que o professor ao estar bem preparado é capaz de 
realizar a sua função no processo de adaptação escolar da criança: a de receber o 
aluno, auxiliando-o para que o processo de ensino-aprendizagem se dê de forma 
positiva. Sem uma formação apropriada esse trabalho positivo não será possível, 
pois só os saberes experienciais não dão conta de concretizar o processo de ensino-
aprendizagem, deve haver uma relação indissociável ente teoria e prática. 
Portanto, apesar de os estudos demonstrarem que os docentes são 
conscientes da importância do processo de adaptação e acolhimento escolar vale 
ressaltar a necessidade de ter uma formação profissional sólida, da parceria entre 
escola e família e de um bom planejamento. 
Diante da revisão integrativa desse trabalho, foi possível perceber nas falas e 
colocações dos profissionais da educação o quanto as crianças se desenvolvem 
quando suas particularidades e sua realidade são levadas em conta, quando a 
família ajuda no processo e quando o ambiente escolar é propício à construção de 
conhecimentos, a criança se sentirá segura e confortável. 
 
36 
 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A partir do estudo em questão, compreendeu-se que o processo de inserção 
das crianças no ambiente escolar e muito importante e deve ser planejado, as 
crianças precisam se adaptar ao novo, às rotinas da escola e às separações diárias 
da família, principalmente em relação à ausência da mãe e daqueles que convivem 
diariamente desde o seu nascimento, esse elo contribui para o crescimento social e 
emocional dos pequenos. 
A adaptação dos alunos na educação infantil é um trabalho que deve ser 
executado em conjunto, entre a família e a escola para que possibilite com mais 
facilidade e em um curto prazo a confiança e segurança necessária, daquele aluno 
para frequentar o espaço com naturalidade. Os adultos que participarem desse 
processo inicial de adaptação devem traspor alegria e empolgação em ter a 
presença da criança ali e mostrar a elas que a sua presença é bem-vinda e 
desejada. 
O desdobramento desse estudo possibilitou o levantamento de algumas 
considerações relacionadas ao entendimento das concepções docentes quanto ao 
processo de adaptação das crianças na Educação Infantil. Assim sendo, 
compreendeu-se que ao ser bem acolhida a criança se sentirá segura, amada e 
protegida naquele novo ambiente, valorizando a socialização e as trocas entre os 
envolvidos nesse processo de adaptação. 
Dessa forma, por meio das informações coletadas, os resultados apontam 
que é possível identificar que os docentes tem consciência desse processo de 
adaptação e afirmam que há uma necessidade de abordar esses assuntos durante o 
processo de formação profissional, sem esquecer que a escola também precisa dar 
o suporte e oferecer recursos para que a adaptação ocorra de forma adequada e em 
parceria com a família, e para que isso seja alcançado deve haver um planejamento 
do docente junto à direção escolar. 
Portanto, foi possível perceber a importância desse processo inicial e quando 
o mesmo tem o direcionamento correto às crianças tem um melhor desenvolvimento, 
pois, a adaptação e o acolhimento fazem toda a diferença e, é preciso 
verdadeiramente enxergar o estudante, as necessidades dele, entender os seus 
medos e anseios possibilitando a eles o entendimento de que os seus sentimentos e 
necessidades estão sendo compreendidos. Dessa forma cada criança ali se sentirá 
37 
 
segura e confortável no ambiente caminhando em direção ao melhor desempenho 
do aprendizado. 
Esta Revisão de Literatura Integrativa provocou o interesse para novos 
encaminhamentos nesta área, mostrou a importância do desenvolvimento de 
pesquisas em torno do estudo adaptação escolar na Educação Infantil, visto que 
essa discussão incide diretamente na vida escolar da criança. Espera-se que esta 
pesquisa contribua de forma significativa para todos que tenham o interesse por esta 
temática, especialmente os profissionais da Educação Infantil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
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41 
 
APÊNDICES 
 
APÊNDICE A – RESUMO DO TRABALHO Nº 1 
 
RESUMO 
 Este trabalho tratou da temática da Educação Infantil, mais especificamente, da 
adaptação escolar. Contudo, este assunto sob a óptica das crianças, será o foco 
principal. E, como questão que foi levantada nesta pesquisa, verificar a visão das 
próprias crianças a respeito deste processo denominado adaptação escolar. Ao 
tratarmos da adaptação escolar, é sabido que, este processo envolve não somente 
as crianças, mas também os pais e a própria instituição. No entanto, muitos dos 
referenciais encontrados são provenientes de relatos e vivências de professores, ou 
seja, dos adultos. Mas, o que pensam as crianças sobre este momento? Como 
objetivos gerais deste estudo pretendem averiguar a percepção das crianças acerca 
da adaptação escolar. Assim como, aprofundar as referências da bibliografia sobre o 
assunto, constatando se estes achados condizem com os resultados das 
impressões dos alunos. Por último, demonstrar a visão das crianças envolvidas 
direta e indiretamente neste processo. A instituição escolhida foi uma escola 
particular de Educação Infantil e Anos Iniciais localizada na cidade de Porto Alegre. 
A turma escolhida foi a última etapa da Educação Infantil, com alunos entre 5 e 6 
anos de idade. Não foi possível ouvir a todos, pois o tempo para coleta e análise dos 
dados é reduzido. Portanto, dois alunos serão entrevistados, individualmente, e dez 
alunos farão parte de rodas de conversa, onde os tópicos que foram discutidos 
abordaram a adaptação de cada um, além dos sentimentos e postura diante dos 
colegas novos, os quais estão vivenciando o momento. Tendo em vista alguns 
autores, o termo adaptação escolar foi substituído, ao longo do processo de estudo, 
pelo termo inserção, no presente estudo, considerando o papel e as relações 
estabelecidas entre a criança e a instituição escolar. Dentre os teóricos citados a fim 
de embasar tal investigação, em se tratando da adaptação e/ou inserção escolar, 
trouxe Rapoport, Piccinini (2001) e Reis (2013) para dissertar sob o ponto de vista 
teórico do tema. Já a respeito das pesquisas realizadas com crianças, Muller (2006), 
Demartini (2002) e Rocha (2008) enfatizaram a importância de escutá-las, 
reconhecendo-as como agentes sociais. Nesteestudo, as crianças ouvidas puderam 
falar de suas experiências dentro da temática da inserção escolar, a partir de 
diversos aspectos. Pude considerar que para as mesmas o processo em pauta é 
comum, algo “normal”, mas que passa e se resolve em si mesmo. De maneira geral, 
elas dissertaram acerca do assunto, citando certos sentimentos como vergonha e 
timidez, abordaram a solidariedade como algo mais marcante e determinante. Cabe 
acrescentar o quanto foi fundamental realizar-se pesquisa com crianças, com o 
intuito de estabelecer ações institucionais no sentido de facilitar este processo e/ou 
amenizar impressões negativas a partir do olhar infantil, sob outra perspectiva que 
não a do adulto. 
Palavras-chave: Adaptação escolar. Educação Infantil. Pesquisa com crianças. 
42 
 
APÊNDICE B- RESUMO DO ARTIGO Nº 2 
 
RESUMO 
 
 O presente artigo tem por objetivo expor os principais desafios que as crianças, os 
pais e os educadores enfrentam durante o processo de adaptação na educação 
infantil. Por meio de pesquisa bibliográfica, e leituras em torno do tema: Adaptação e 
Educação Infantil: Uma relação entre criança, família e escola, verificou-se que o 
processo de inserção, de adaptação, da criança, no ambiente escolar bastante 
discutido, mas ainda muito delicado. É um período cauteloso, especial e 
imprevisível, que provoca uma série de mudanças, uma etapa marcante na vida da 
criança, pois exige dela uma adaptação a um novo contexto, antes desconhecido. 
Entendemos que apesar de todos os fatores de surpresa e ansiedade, a adaptação 
é também um período de aprendizagem. Família, escola e crianças descobrem 
sobre convívio, segurança, confiança e exploração de novos caminhos, buscam 
estratégias e encontram juntos os melhores caminhos. Para tanto, o texto a seguir 
discute a adaptação como um grande desafio a ser devidamente enfrentado e 
debatido pela escola e pela família, encontrando os meios de passar para a família e 
a criança a confiança necessária e fundamental para que estejam abertas para a 
possibilidade de criar novos vínculos afetivos com outros adultos e principalmente 
com outras crianças, possibilitando assim os meios para que a criança enfrente essa 
fase de adaptação da melhor forma possível. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Educação Infantil. Adaptação. Família. Escola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
APÊNDICE C- RESUMO DO TRABALHO Nº 3 
 
RESUMO 
 
Esta pesquisa vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação da 
Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT – UNESP) e à linha de pesquisa 
Processos Formativos, Infância e Juventude. Tem por objetivo geral discutir o 
processo de adaptação das crianças às creches e o papel dos profissionais e das 
famílias, nesse contexto. São seus objetivos específicos: identificar as concepções, 
sentimentos e sugestões das famílias a respeito do processo de adaptação das 
crianças às instituições de Educação Infantil, averiguar quais são as estratégias de 
adaptação utilizadas pelos profissionais da Educação Infantil e se existe, nesse 
processo, a parceria com as famílias. A pesquisa enquadra-se numa abordagem 
qualitativa, envolvendo discussões sobre a inserção das crianças na creche e o 
estabelecimento da parceria entre as famílias e as instituições de Educação Infantil, 
para o sucesso da adaptação das crianças pequenas e para a qualidade da 
Educação Infantil, a partir da abordagem teórico-metodológica da “Rede dinâmica de 
fatores ou de significações”. O campo de investigação foi uma instituição de 
Educação Infantil pública de Presidente Prudente, situada no interior do estado de 
São Paulo, que atende a um número expressivo de crianças de 4,5 meses a 3 anos, 
num total de182 e suas famílias. Os procedimentos de recolha de dados foram 
entrevistas semiestruturadas dirigidas às 11educadoras infantis, 7 professoras e a 
30 famílias das crianças. Os dados foram sistematizados, com base nas seguintes 
categorias: Concepções das educadoras e professoras sobre a adaptação das 
crianças; Concepções das famílias sobre a adaptação das crianças. Os resultados 
obtidos elucidaram que as educadoras e professoras entendem o processo de 
adaptação como complexo e delicado para todos os envolvidos (crianças, famílias e 
profissionais), apontam como imprescindível para o sucesso da adaptação o tempo 
reduzido de permanência da criança na instituição, que deve ir aumentando 
gradativamente, de acordo com as reações e necessidades infantis. A presença das 
famílias, no espaço creche, no período de adaptação, não é uma prática defendida 
pelos profissionais, os quais a definem como impeditiva para o sucesso da 
adaptação das crianças à instituição. Quanto às concepções das famílias acerca da 
adaptação das suas crianças, verificou-se que estão fortemente relacionadas às 
reações infantis a esse processo, considerando que as crianças que não 
demonstraram um grande sofrimento ou adoecimento vivenciaram uma boa 
adaptação, todavia, as famílias cujas crianças manifestaram doenças, choro intenso 
e relutância em dormir definem as suas crianças como difíceis de adaptarem à 
creche. Os familiares demonstraram sentir predominantemente insegurança quanto 
aos cuidados oferecidos às crianças pelos profissionais e o desejo de auxiliarem no 
processo de adaptação, permanecendo com as crianças no espaço creche, por 
acreditarem poder transmitir para a criança confiança no ambiente e nos 
profissionais, minimizando o sofrimento infantil. Concluiu-se que existe uma parceria 
44 
 
precária entre as instituições de Educação Infantil e as famílias, durante o processo 
de adaptação das crianças à creche, assim como além desse período. 
 
Palavras-chave: Adaptação à creche; Família; Formação de professores e 
educadoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APÊNDICE D- RESUMO DO ARTIGO Nº 4 
 
RESUMO 
 
 A proposta visa desenvolver um estudo sobre as políticas educacionais e 
organização no período de acolhimento e da adaptação na Educação Infantil, sendo 
um trabalho que aborda a necessidade das crianças adaptarem-se à nova realidade 
e a importância da instituição oferecer as condições adequadas. O objetivo do 
trabalho é apresentar uma pesquisa que abrange o estudo acerca da acolhida das 
crianças na instituição e refletir sobre a complexidade do processo de adaptação, a 
fim de mostrar que é um momento ímpar para o desenvolvimento afetivo e social. 
Conhecer as teorias sobre o contexto histórico da concepção da criança e da 
infância, as políticas nacionais e a organização do ambiente escolar. Analisar o nível 
de complexidade do processo de acolhimento e adaptação no período que os alunos 
começam a estudar, já que é um momento onde as crianças se deparam com um 
mundo novo e tem que lidar com diversas situações. O procedimento metodológico 
tem como base a investigação bibliográfica e de materiais específicos, como a 
leitura de artigos científicos, teses, monografias e livros, tais como: Ahmad (2009); 
Aries (1981); Kramer (2006); Ortiz (2000); Oliveira (2002). A evolução histórica da 
concepção da criança e da infância é um estudo que se desenvolveu em diferentes 
conceitos no decorrer do tempo, já que no primeiro momento era considerado a vida 
do sujeito, enquanto na segunda etapa, analisou-se a história, o meio social e a 
cultura do indivíduo. Após a escola virar um lugar regulamentado por leis, com base 
em direitos e garantias, as instituições passaram a ser um local administrativo e da 
responsabilidade do governo, com um modelo de ensino que possibilitaria um maior 
acesso à população e com um funcionamento amplo para atender à demanda da 
sociedade. Desse modo, o período do acolhimento e adaptação na educação infantil 
é um momento difícil, seja para a relação dos pais com os filhos quanto para os 
educadores e os alunos, tendo em vista que é uma situação que afeta a todos que 
estãoenvolvidos e mostra a importância da parceria entre a família e a escola para 
criar um ambiente que possibilite atender às demandas das crianças. Por fim, a 
pesquisa é composta por seguintes tópicos: linhas históricas sobre a concepção de 
criança e infância; as políticas nacionais; a organização do âmbito escolar; o valor 
do período de acolhimento e da adaptação. 
 
 Palavras Chave: Políticas Educacionais. Organização. Acolhimento. Adaptação. 
Educação Infantil. 
 
 
 
 
46 
 
APÊNDICE E- RESUMO DO TRABALHO Nº 5 
 
RESUMO 
 
O estudo analisa como se dá o processo de adaptação de crianças e professores na 
educação infantil. Utiliza as modalidades de pesquisa bibliográfica e documental e a 
fundamentação teórica teve como principais suportes: Ariés (1978), Vigotskii (1998), 
Ostetto (2000), Balaban (1988) e Oliveira (2002) entre outros. Reconhece que a 
adaptação da criança na instituição é um momento que necessita de atenção e 
cuidado, pois para um significativo contingente é uma experiência dolorosa devido 
ao novo que se apresenta e desafia as rotinas. Admite que o processo de adaptação 
requer muito da criança que não está acostumada com ambientes diversificados e a 
convivência com a pessoas para diante do ambiente doméstico, portanto, sujeitada a 
alterações em sua estrutura física e emocional, e o choro é a forma mais clara de 
demonstrar tamanho incômodo. Assinala que, no caso dos professores, esse 
momento pode ser de muita tensão e insegurança, principalmente para os 
profissionais iniciantes. Conclui pela necessidade do acolhimento competente no 
processo da adaptação da criança na educação infantil, e isto envolve a atuação 
conjunta do professorado e da família, e para que aconteça dentro da normalidade 
exige planejamento, reflexão e crítica ao engessamento das práticas ou vinculação 
apenas às teorias, assim, é preciso melhorar cada vez mais a atuação através da 
formação continuada e mediação reflexiva, pois o profissional da educação nunca 
deve parar de obter conhecimento. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Adaptação. Educação infantil. Criança. Formação de 
professores. 
	1 INTRODUÇÃO
	2 REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
	2.1 BREVE PERCURSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: CRIANÇA, INFÂNCIA E A FAMÍLIA
	2.2 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PLANO LEGAL
	2.3 ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PAPEL DO PROFESSOR E O PAPEL DA ESCOLA
	3 AS CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE E DISCUSSÂO DE DADOS
	3.1 A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÂO E ACOLHIMENTO ESCOLAR DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE REVELAM OS ESTUDOS ENCONTRADOS
	4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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