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1 FACULDADE MARIA MILZA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA ROZANA CERQUEIRA DE OLIVEIRA CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA GOVERNADOR MANGABEIRA-BA 2021 1 ROZANA CERQUEIRA DE OLIVEIRA CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade Maria Milza (FAMAM) como requisito parcial para obtenção do título de graduação. Orientadora: Profª MSc. Simone Santana Damasceno de Carvalho GOVERNADOR MANGABEIRA-BA 2021 2 Ficha catalográfica elaborada pela Faculdade Maria Milza, com os dados fornecidos pelo(a) autor(a) Bibliotecárias responsáveis pela estrutura de catalogação na publicação: Marise Nascimento Flores Moreira - CRB-5/1289 / Priscila dos Santos Dias - CRB-5/1824 Oliveira, Rozana Cerqueira de O48c Concepções docentes acerca do processo de adaptação escolar de crianças na educação infantil: uma revisão integrativa / Rozana Cerqueira de Oliveira. – Governador Mangabeira - BA , 2021. 45 f. Orientadora: Simone Santana Damasceno de Carvalho. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) - Faculdade Maria Milza, 2021. 1. Educação Infantil. 2. Adaptação Escolar. 3. Concepções Docentes - Educação Infantil. I. Carvalho, Simone Santana Damasceno de, II. Título. CDD 372.21 3 ROZANA CERQUEIRA DE OLIVEIRA CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Aprovado em / / BANCA DE APRESENTAÇÃO Orientador: Profª MSc. Simone Santana Damasceno de Carvalho Faculdade Maria Milza Elipaula Marques da Cruz Carvalho Faculdade Maria Milza Simone Sacramento dos Santos Silva Faculdade Maria Milza GOVERNADOR MANGABEIRA 2021 4 Dedico este trabalho inicialmente a Deus, aos meus pais, aos meus irmãos, sobrinhos, meu namorado e a toda minha família, que sempre me ajudou nos momentos de dificuldades. Ainda, dedico a todos e todas que direta ou indiretamente contribuíram para o meu crescimento pessoal e profissional, dando apoio até aqui. 5 AGRADECIMENTOS Agradecer primeiramente a Deus, pela vida, e por ajudar a ultrapassar todos os obstáculos encontrados ao longo do curso. Aos meus pais Roque e Raimunda com toda simplicidade me orientou para o caminho do bem e sempre se esforçando para oferecer o melhor para todos os filhos. Meus irmãos e sobrinhos, que estiveram presente nesse momento e sempre compreenderam minha ausência, e sempre buscou entender esse momento. Ao meu companheiro que esteve sempre comigo, trouxe a calmaria que precisava nos momentos de angústia e tristeza, buscando sempre me apoiar e incentivar. Aos colegas que tive a honra de viver momentos maravilhosos e mesmo em um momento difícil de Pandemia estivemos juntos, em especial a Márcio e Denilson pela troca de conhecimento e trabalhos no decorrer do curso. E não poderia de deixar de agradecer a Rosana, minha irmã, minha amiga e xará por todos os momentos vividos, por não soltar a minha mão nos dias difíceis, sem você não estaria realizando esse sonho, o nosso sonho, obrigada por tanto em minha vida. A todos os professores que estiveram comigo nessa jornada e toda a troca de conhecimento e aprendizagem, a minha orientadora Simone Carvalho, que foi uma pessoa que não me deixou desistir e fez com que acreditasse que daria certo, muito obrigada, Deus continue abençoando sua vida. Às pessoas cоm quem convivi aо longo desses anos de curso, que me incentivaram e que certamente tiveram impacto na minha formação acadêmica, muita gratidão por ter vocês em minha vida. 6 “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe”. Jean Piaget 7 RESUMO A criança tem sido a principal protagonista no que diz respeito à conceituação de infância e isso consequentemente ressignifica a visão de Educação Infantil nas escolas. Por isso, é importante a preparação de um ambiente para receber os pequeninos, pensando que nessa fase tudo, em um primeiro momento, pode acabar parecendo hostil, e no espaço escolar é necessário que seja bem recebida e de uma forma diferenciada para que se sintam à vontade e acolhidas. Diante da perspectiva de entender a importância do processo de adaptação para o desenvolvimento das crianças na Educação Infantil é que se fundamenta esta pesquisa, intitulada de “Concepções Docentes acerca do Processo de Adaptação Escolar de Crianças na Educação Infantil: Uma Revisão Integrativa”. Desta forma, definiu-se como objetivo geral: Identificar as concepções docentes quanto ao processo de adaptação das crianças na Educação Infantil. O percurso metodológico do estudo pauta-se no campo de natureza qualitativa de caráter exploratório, tendo como instrumentos de coleta de informações a Revisão de Literatura Integrativa com busca na base de dados Google Acadêmico. Os critérios de inclusão definidos para a triagem dos trabalhos foram: estudos nacionais empíricos sobre, adaptação escolar da criança tendo como recorte temporal o período de 2015-2020, nos idiomas português e indexados na base de dados selecionada com resumos disponíveis e acessados na íntegra por meio online, tendo como referência os descritores: Adaptação da Criança na Educação Infantil, Processo de adaptação o e acolhimento da criança, Adaptação da criança na escola. A busca na base de dados estabelecida foi realizada a partir do cruzamento dos descritores, totalizando 05 trabalhos científicos selecionados. Os resultados apontam que é possível identificar que os docentes tem consciência desse processo de adaptação e afirmam que há uma necessidade de abordar esses assuntos durante o processo de formação profissional, sem esquecer que a escola também precisa dar o suporte e oferecer recursos para que a adaptação ocorra de forma adequada. Conclui-se que quando o processo de adaptação é bem assistido, as crianças tem um melhor desenvolvimento, e se sentem seguras e confortáveis no ambiente escolar contribuindo no melhor e maior desempenho do aprendizado. Palavras- chave: Educação Infantil; Processo de Adaptação Escolar; Concepções Docentes. 8 ABSTRACT The child has been the main protagonist with regard to the concept of childhood and this consequently re-signifies the view of Early Childhood Education in schools. Therefore, it is important to prepare an environment to receive the little ones, thinking that at this stage everything, at first, can end up seeming hostile, and in the school space it needs to be well received and in a different way so that they feel at ease and welcomed. From the perspective of understanding the importance of the adaptation process for the development of children in Kindergarten, this research is based on, entitled “Teachers' Conceptions about the School Adaptation Process of Children in Kindergarten: An Integrative Review”. The inclusion criteriadefined for the screening of the works were: national empirical studies on, school adaptation of the child having as a time frame the period 2015-2020, in Portuguese and indexed in the selected database with abstracts available and accessed in full by online medium, having as reference the descriptors: Adaptation of the Child in Early Childhood Education, Adaptation process and childcare, Adaptation of the child at school. The search in the established database was carried out by crossing the descriptors, totaling 05 selected scientific works. The results show that it is possible to identify that teachers are aware of this adaptation process and state that there is a need to address these issues during the professional training process, without forgetting that the school also needs to support and offer resources for adaptation. occurs properly. It was noted that when this is done correctly, children have better development, and feel safe and comfortable in the school environment, contributing to better and greater learning performance. Keywords: Early Childhood Education; School Adaptation Process; Teaching Concepts. 9 LISTA DE QUADROS Quadro 01- Distribuição da produção científica publicada na base de dados Google Acadêmico entre os anos de 2015-2020...................................................... 26 10 LISTA DE SIGLAS BNCC Base Nacional Comum Curricular CEB Câmera de Educação Básica CNE Conselho Nacional de Educação LDBEN Lei De Diretrizes e Bases da Educação Nacional RCNEI Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 12 2 REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL .................................................................... 16 2.1 BREVE PERCURSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: CRIANÇA, INFÂNCIA E A FAMÍLIA ....................................................................... 16 2.2 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PLANO LEGAL ................................................................................................................... 18 2.3 ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PAPEL DO PROFESSOR E O PAPEL DA ESCOLA ............................................. 22 3 AS CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE E DISCUSSÂO DE DADOS ......................................................................................... 26 3.1 A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÂO E ACOLHIMENTO ESCOLAR DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE REVELAM OS ESTUDOS ENCONTRADOS ................................................................................................... 26 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 36 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 38 APÊNDICES...............................................................................................................42 12 1 INTRODUÇÃO A adaptação escolar é o momento em que a criança vai se habituando à nova rotina, longe dos familiares e dos hábitos que tinham em casa, para dia após dia, estabelecer um vínculo com todos envolvidos no novo espaço de socialização da criança e a partir disso, se familiarizar com os professores, colegas de turma, bem como, envolver-se com as atividades propostas no ambiente escolar. Assim, a escola deve preparar-se para acolher tanto as crianças quanto os seus familiares, oferecendo-as uma atenção especial logo nos primeiros dias, afim de que as crianças percam o medo de permanecer na escola e se sintam seguras para aprender e conviver com os outros e a família tenha tranquilidade com esse novo ambiente de socialização de seus filhos/as. Logo, a escola também poderá orientar as famílias sobre as melhores estratégias para preparar a adaptação dos seus filhos, e ambos devem compreender que cada criança possui um processo individual de adaptação na escola. Algumas crianças podem se acostumar rápido com o convívio entre outros colegas e adultos, mas com outras podem acontecer ao contrário vindo a chorar para ganhar a atenção ou pelo simples fato de estranhar esse novo ambiente. Por isso, o cuidado nessa fase de adaptação é essencial, porque é nesse momento que acontecerá a inserção dos pequenos à vida em comunidade. E a escola e a família precisam respeitar o tempo de cada criança para que esse processo seja saudável para elas. Desse modo, o professor tem uma participação importante nesse processo de adaptação das crianças. Ele não só prepara os alunos para a rotina escolar, mas também transmite conhecimentos e valores que são imprescindíveis para o desenvolvimento integral da criança como ser humano e como cidadão dentro da sociedade. Assim, o docente deve proporcionar aos seus alunos um ambiente agradável e acolhedor, ajudando-os a familiarizar-se com o contexto que envolve a instituição escolar. Neste sentido, ao iniciar o período escolar, o cuidado do professor, a escuta e o olhar sensível fará toda a diferença, visto que esse é um período de mudança na vida da criança, do professor e da família. Diante do exposto, a pesquisa intitulada de “Concepções Docentes acerca do Processo de Adaptação Escolar de Crianças na Educação Infantil: Uma Revisão 13 Integrativa” traz como questionamento: Quais têm sido as concepções docentes acerca do processo de adaptação das crianças na Educação Infantil? Partindo deste questionamento, este estudo tem como objetivo geral Identificar as concepções docentes quanto ao processo de adaptação das crianças na Educação Infantil. Especificamente, pretende-se descrever as concepções e práticas docentes sobre o processo de adaptação e acolhimento da criança na da Educação Infantil; destacar como os documentos legais fundamentam a temática da adaptação escolar na Educação infantil e a adequação didática pedagógica dos docentes a essas orientações; e verificar as dificuldades encontradas pelos docentes com relação ao processo de adaptação escolar das crianças. Nesse propósito essa pesquisa justifica-se socialmente devido ao fato de que no processo de adaptação escolar na Educação Infantil, se inicia a inserção da criança na sociedade como um todo. E a escola, sendo um espaço de vivência social, diferente do meio familiar, devem traçar estratégias e planejar com sua equipe práticas adequadas voltadas a socialização e ao pleno desenvolvimento da criança. Somam-se a isso, à relevância acadêmica, visto que este trabalho tem o intuito de contribuir com conhecimentos sobre a temática no curso de Licenciatura em Pedagogia uma vez que dentro do curso, principalmente nos componentes de prática, aprende-se lidar com a criança no seu primeiro contato com o ambiente escolar e para aqueles que intentam novos estudos nessa área. A pesquisa em questão caracteriza-se por uma abordagem qualitativa, pois procura compreender o caráter subjetivo do objeto em questão, não se preocupando com a representatividade numérica. Para Minayo (2001, p. 22) a pesquisa qualitativa “[...] trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis”. Tendo em vista o alcance dos objetivos propostos realizou-se uma pesquisa exploratória, a qual “têm como objetivo proporcionarmaior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito" (GIL, 2002, p.41). A pesquisa bibliográfica, "baseia-se na consulta a textos, livros, documentos publicados a respeito do problema levantado e que gerou o interesse pela pesquisa" (BELLIA, 2008, p.21). O presente estudo é uma revisão integrativa, “[...] que se fundamenta em coletar dados disponíveis, na literatura e compará-los para aprofundar o 14 conhecimento do tema investigado” (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO apud COSTA, 2012, p.17). Assim sendo, para o procedimento de coleta e análise de informações, foi realizada uma Revisão de Literatura Integrativa com buscas inicialmente nas bases virtuais Portal Capes, Scielo e Google Acadêmico. Os critérios utilizados para a escolha dessas bases foi ser de domínio nacional e incluírem produções científicas relacionadas à “Adaptação escolar de crianças na Educação Infantil. Os descritores utilizados para pesquisa foram 1) Adaptação da Criança na Educação Infantil, 2) Processo de adaptação e acolhimento da criança, 3) Adaptação da criança na escola O processo de coleta de dados foi realizado de março a maio de 2021. O procedimento inicial de busca foi feito excluindo os trabalhos científicos que não estiveram dentro do tema tratado, trabalhos duplicados e que não estavam disponíveis para acesso na íntegra, pesquisas internacionais. Os critérios de inclusão definidos para a triagem dos trabalhos foram: estudos nacionais empíricos sobre Adaptação da Criança na Educação Infantil, publicados entre o período de 2015-2020, nos idioma português e indexado nas bases de dados selecionado com resumos disponíveis e acessado na íntegra por meio online, tendo como referência os descritores citados acima. Os trabalhos selecionados foram submetidos aos critérios de inclusão e à leitura do título e resumo, analisando se constavam informações sobre ações relativas Adaptação escolar de crianças na Educação Infantil. A busca nas bases de dados resultou na identificação inicial de 453 artigos, no Portal Periódico Capes e 10 artigos na base de dados Scielo. Após a primeira etapa de seleção, todos os estudos foram excluídos nas referidas bases, pois apesar de apresentarem nos títulos os descritores utilizados para pesquisa o estudo central não estava dentro do tema tratado, referiam-se a: adaptação escolar de crianças autistas e estimulação cognitivo motor nas creches, entre outros. Desta forma, nenhum artigo atendeu aos descritores em questão. No Google Acadêmico, foram encontrados 13.600 trabalhos após a primeira etapa de seleção, destes foram excluídos 5.000 após realizar uma sondagem dos descritores e termos prováveis de serem utilizados pela literatura nacional, tendo em vista um repertório de palavras para se referir a conceitos correspondentes ou semelhantes, ficando um total de 8.6000 estudos os quais foram submetidos aos 15 critérios de inclusão. A partir da utilização de tal procedimento, foram selecionadas 60 publicações, que tiveram seus títulos e resumos lidos para identificar se correspondiam a este estudo. Considerando o objetivo de pesquisa, 05 trabalhos científicos, foram selecionados, por atenderem todos os critérios de inclusão da pesquisa. Esses trabalhos foram lidos na íntegra para o desenvolvimento dos resultados, alcançando-se assim, os objetivos elencados. O presente trabalho está organizado em três capítulos. No primeiro, a contextualização do objeto de estudo e a descrição metodológica. No segundo capítulo, buscou-se refletir sobre o processo de adaptação e acolhimento escolar na Educação Infantil, discorrendo sobre Histórico da Educação Infantil no Brasil: Criança, Infância e a Família, os documentos educacionais legais que legitimam e organizam a modalidade da Educação Infantil; e o papel do professor e da escola na adaptação e acolhimento escolar. No capitulo três são considerados os resultados encontrados na pesquisa através da discussão das informações obtidas na Revisão de Literatura Integrativa, assim discorre-se acerca do perfil dos participantes das pesquisas e concepções docentes acerca do processo de adaptação e acolhimento da criança na educação infantil. Posteriormente foram apresentadas algumas considerações, analisadas a partir dos resultados obtidos na pesquisa. 16 2 REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL 2.1 BREVE PERCURSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: CRIANÇA, INFÂNCIA E A FAMÍLIA A educação das crianças está ligada com a entrada de mulheres no mercado de trabalho na década de 40, através da necessidade de deixar seus filhos sob cuidados de um adulto para poderem trabalhar. Como as famílias não tinham onde deixar as crianças, as “criadeiras”, ganharam espaço nesse período histórico, essas mulheres pertenciam à comunidade e assumiam a função de cuidar das crianças enquanto as suas mães iriam trabalhar. Assim, cabe destacar que “[...] no período precedente à proclamação da República observam-se iniciativas isoladas de proteção à infância, muitas delas orientadas ao combate das altas taxas de mortalidade infantil da época” (OLIVEIRA 2002, p. 92). Vale ressaltar que a educação da criança em séculos passados, foi de total responsabilidade da família durante muitos anos, era na convivência com os adultos e outras crianças que ela participava das tradições e aprendia as normas e regras da sua cultura. Mas posteriormente com a criação das creches, as crianças tiveram a oportunidade de frequentar um ambiente de socialização, convivendo e aprendendo sobre sua cultura interagindo com outras crianças e com o meio ao seu redor. No século XIX sugiram as primeiras creches no Brasil, a partir da necessidade da mulher inserir-se no mercado de trabalho, deixando seus filhos aos cuidados de outra pessoa, desde então discute-se a Educação Infantil voltada a ambientação própria para o atendimento das crianças e por sua vez, o cuidar e o educar. Assim sendo, as primeiras creches surgiram para atender as crianças que eram filhos de trabalhadores e operários, sendo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal pioneiros nessa oferta. Como retrata Kuhlmann Jr. (2000): No estado de São Paulo, desde dezembro de 1920, a Legislação previa a instalação de Escolas Maternais, com a finalidade de prestar cuidados aos filhos de operários, preferencialmente junto às fábricas que oferecesse local e alimento para crianças. As poucas empresas que se propunham a atender os filhos de suas trabalhadoras o faziam desde o berçário, ocupando-se 17 também da instalação de creches (KUHLMANN JR., 2000, p.8). Assim, com a expansão da industrialização e a forte presença do capitalismo, no final do século XIX, cada vez mais creches foram surgindo, e obteve no “seu início, o objetivo assistencialista, cujo enfoque era a guarda, higiene, alimentação e os cuidados físicos das crianças” (PASCHOAL E MACHADO, 2009, p.81). A Educação Infantil se configura nesse período voltada estritamente para o assistencialismo. O surgimento das instituições infantis revela segundo Bujes (2001, p. 15) “[...] o que se pode perceber é que existiu para justificar o surgimento das escolas infantis uma série de ideias sobre o que constituía uma natureza infantil, que, de certa forma, traçava o destino social das crianças”. Assim, percebe-se que o surgimento de escolas infantis foram marcadas por mudanças no interior da organização familiar, e ao desenvolvimento de concepções voltadas para a compreensão da natureza da criança, considerando-as como indivíduos importantes para a dinâmica em sociedade. Evidencia-se ainda mais esses pressupostos, no que segundo Bujes (2001, p.15) ainda destaca, que as creches e pré-escolas surgiram a partir de mudanças econômicas, políticas esociais que ocorreram na sociedade: pela incorporação das mulheres à força de trabalho assalariado, na organização das famílias e no novo papel da mulher. O surgimento das escolas infantis trouxe um conjunto de novos conhecimentos e ideias sobre a infância, sobre o papel da criança na sociedade e de como ela se tornará no futuro, através da educação recebida, objetivando que se torne um sujeito produtivo e ajustado às exigências das esferas sociais. Segundo Andrade (2010, p. 129), uma das primeiras instituições surgidas na Europa foi a escola de tricotar ou escola de principiantes, criada na França, em Oberlin, no ano de 1769, e tinha como objetivos a formação de hábitos morais e religiosos, bem como o conhecimento das letras e a pronúncia das sílabas. Posteriormente, em 1840, foi criado o jardim de infância na Alemanha por Froebel, “para o atendimento das crianças de 3 a 7 anos, e contrapõe- -se às demais instituições por ser detentor exclusivo de uma proposta pedagógica que visava à educação integral da infância e defendia um currículo centrado na criança” (ANDRADE, 2010, p. 130). Quando refere-se sobre a criação de jardins de infâncias no Brasil, Kuhlmann 18 Júnior (2001, p.84) retrata que as primeiras iniciativas foram do setor privado para o atendimento às crianças da elite. No Rio de Janeiro foi fundado em 1875 o jardim de infância do Colégio Menezes Vieira, e em São Paulo, em 1877, o da Escola Americana. No ano de 1896 foi criado, pelo setor público, o jardim de infância Caetano de Campos para o atendimento às crianças da burguesia paulistana. Com o passar de muitos anos, depois de uma longa história de luta para melhorias, a Educação Infantil foi reconhecida na Constituição Federal de 1988, que definiu a educação das crianças de zero a seis anos, tem direito à educação e é dever do Estado oferecê-la, como mostra a Constituição Federal no seu artigo 208, inciso I e IV é dever do Estado: I-educação básica obrigatória e gratuita dos 04 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; IV- educação infantil em creche e pré-escola, às crianças até 05 (cinco) anos de idade (BRASIL, 1998). A Educação Infantil também foi reconhecida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDBEN (1996), que estabeleceu em seu art. 11, inciso V, que os municípios incumbir-se-ão de oferecer a Educação Infantil em creches e pré- escolas, e, com prioridade, o Ensino Fundamental, sendo permitida a atuação em outros níveis de ensino apenas quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência. Tornando assim, a educação infantil como etapa inicial da educação básica, sendo uma grande conquista para o sistema educacional, reconhecendo o trabalho pedagógico com a criança, suas especificidades e desta forma trazendo contribuições para a construção e o exercício de sua cidadania. Portanto, cabe ressaltar nesse percurso histórico, os avanços que direcionaram a uma nova perspectiva para Educação das crianças, na qual a creche no contexto atual objetiva o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social. 2.2 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PLANO LEGAL Ao longo dos tempos os documentos educacionais vieram se modificando de acordo com as transformações sociais, políticas e econômicas, ocorridas dentro da 19 nossa sociedade. Evidenciou-se que a Educação na creche ou pré-escola tinha um caráter assistencialista, cuja função era cuidar das crianças enquanto suas mães trabalhavam. Posteriormente, essa concepção foi mudando e a Educação Infantil foi oficializada. Verçosa (2016, p.20-21) relata que, Durante o século XX, no Brasil, surge um novo momento, precisamente em 1961, é aprovada a LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) que defende e organiza a criação de escolas maternais ou jardins de infância. No ano de 1996, é constituída a Lei 9394/96, a qual propõe que os municípios sejam responsáveis por ofertarem educação infantil e reconhece essa modalidade de ensino como primeira etapa da educação básica (VERÇOSA, 2016, p.20-21). Diante disso, houve necessidade de que documentos fossem criados para a regular, organizar e direcionar o trabalho nas instituições de Educação Infantil no Brasil. Dentre vários documentos pode-se citar o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), documento que foi elaborado pelo Ministério da Educação em 1998, cujo objetivo foi auxiliar o professor da educação infantil no trabalho com as crianças pequenas. Esse documento não possui caráter obrigatório, porém possui um caráter didático muito rico acerca do trabalho pedagógico infantil e nele foram apresentados direcionamentos e concepções diretamente ligados ao processo de adaptação na Educação Infantil. Com base no Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil- RCNEI (BRASIL, 1998, p. 82): O professor pode planejar a melhor forma de organizar o ambiente nestes primeiros dias, levando em consideração os gostos e as preferências das crianças, repensando a rotina em função de sua chegada e oferecendo-lhes atividades atrativas. Ambientes organizados com materiais de pintura, desenho e modelagem, brinquedos de casinha, baldes, pás, areia, água etc. Sendo assim, evidencia-se que o RCNEI, apresentou grandes contribuições para o professor na sua atuação durante o processo de adaptação, trazendo alternativas relevantes ao ingresso da criança na instituição de Educação Infantil. No que diz respeito à necessária e fundamental parceria com as famílias na Educação Infantil, O Conselho Nacional de Educação a partir do Parecer CNE/CEB nº 20/2009 destaca que um ponto inicial de trabalho integrado da instituição de 20 Educação Infantil com as famílias pode ocorrer no período de adaptação e acolhimento dos novatos. Neste sentido, o trabalho com as famílias requer que as equipes de educadores as compreendam como parceiras, reconhecendo-as como criadoras de diferentes ambientes e papéis para seus membros, que estão em constante processo de modificação de seus saberes, fazeres e valores em relação a uma série de pontos, dentre eles o cuidado e a educação dos filhos. O importante é acolher as diferentes formas de organização familiar e respeitar as opiniões e aspirações dos pais sobre seus filhos (BRASIL, 2009, p. 13). O referido parecer ainda destaca a importância de professores “darem oportunidade para os pais falarem sobre seus filhos e as expectativas que têm em relação ao atendimento na Educação Infantil” (BRASIL, 2009, p. 13). Diante disso, o parecer destaca o período de adaptação e acolhimento das crianças na Educação Infantil como um momento de oportunizar as crianças e famílias em todas as formas de organização, o estabelecimento de uma relação de confiança para integra-se ao novo espaço de convívio para ambas. Outro documento relevante são as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil trazem fundamentos e princípios pedagógicos que norteiam esse campo, como nos afirma Brasil (2010): As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articulam-se às Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, para orientar as políticas públicas e a elaboração, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares de Educação Infantil (BRASIL, 2010, p, 11). Nessas diretrizes, segundo Brasil (2010, p.16), as propostas pedagógicas de Educação Infantil devem respeitar os seguintes princípios: Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas,identidades e singularidades; Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais. Desta forma, as instituições escolares infantis fundamentam o seu currículo, abrangendo todos os aspectos fundamentais neste documento, para que ocorra a 21 aprendizagem significativa no desenvolvimento de todas as áreas do saber para as crianças. No contexto atual o documento que rege o sistema educacional é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), esse documento norteia os currículos de todo o sistema educacional. Segundo a BNCC (Brasil, 2017) as crianças são sujeitos ativos, que constroem seus saberes interagindo com as pessoas e culturas do seu tempo histórico. Nessas relações, elas exercem seu protagonismo e, assim, desenvolvem sua autonomia - fundamentos importantes para um trabalho pedagógico que respeita suas potências e singularidades. Nas interações com culturas e saberes, elas constroem suas identidades, suas preferências e seus modos de ver o mundo. A organização curricular da Educação Infantil na BNCC, quando se refere ao campo de experiência “O eu, o outro e o nós”, destaca saberes e conhecimentos fundamentais neste campo, a ser propiciados às crianças e associados às suas experiências, tais quais aponta que, é na interação com os pares e com adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando- se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo em que participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de reciprocidade e de interdependência com o meio (BRASIL, 2017, p.40). Assim sendo, cabe destacar que o período de adaptação da criança à escola é o momento em que acontecem suas primeiras experiências na instituição escolar, com pessoas diferentes do seu contexto familiar e para tanto é essencial que ela se sinta segura e acolhida no novo ambiente, construa relações afetivas e se sintam livres para suas manifestações pessoais. Portanto, desde a inserção da vida escolar de uma criança, esses fatores devem ser abordados e considerados relevantes dentro do processo de ensino- aprendizagem, fazendo assim com que o processo de adaptação escolar na Educação Infantil possua grande significância a todos os sujeitos envolvidos. 22 2.3 ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PAPEL DO PROFESSOR E O PAPEL DA ESCOLA Pensar no processo de adaptação da criança na escola implica, antes de tudo consultar informações para entender o seu significado em sua origem. Assim, segundo Seabra e Sousa (2010, p.210), o termo “adaptação”, significa uma acomodação ou um ajustamento, subtendendo-se uma submissão a uma determinada situação, seja ela favorável ou não. Ainda referente ao termo, Novaes (2002, p. 18), destaca que a adaptação consiste, pois, num processo que leva o indivíduo a dominar as exigências do meio, através de diversas modalidades, havendo sempre expectativas em torno das suas formas de adaptação nos diversos sistemas de relações. Logo, pode-se entender por adaptação, as mudanças e circunstâncias enfrentadas por um individuo para vincular-se a aquele meio. Neste sentido, pode-se evidenciar que a adaptação escolar, é o período no qual a criança e seus familiares passam a criar relações afetivas e sociais com a escola, conhecem o novo espaço e tornam-se familiarizadas e pertencentes a ele. Diante disso, “a entrada da criança pequena em creches e pré-escolas é carregada de muita expectativa, porque tem um grande significado social pela importância que a escola assume para a sociedade e parece significar, também, o encerramento de um ciclo, de bebê para criança” (VERÇOSA, 2016, p. 14). No passado, o papel das instituições de Educação Infantil era somente do “cuidar“, sem nenhum objetivo pedagógico. Carreta e Moraes (2018, p.101), relata sobre isto afirmando: O processo de adaptação foi ao longo da história da educação infantil, visto pelos profissionais como um período de fazer as crianças pararem de chorar. Assim, era visto o referido período, nas creches, as quais tinham como principal tarefa o cuidar. Não se percebia todo o processo de desenvolvimento, o qual é valorizado atualmente. Nos tempos atuais, os profissionais estão cada vez mais preparados profissionalmente para atuar na Educação Infantil (CARRETA E MORAES, 2018, p.101), Assim, percebe-se que hoje a função das escolas para as crianças tem um caráter fortemente educativo, onde os saberes pedagógicos contribuem para o desenvolvimento pleno do aluno, como traz as Diretrizes curriculares nacionais Brasil (2010, p. 18) a escola objetiva “[...] garantir o acesso a processos de 23 apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças”. Sendo assim, o processo de adaptação escolar na Educação Infantil, é um momento marcado por inúmeras situações complicadas que necessitam de atenção especial por parte de todos os envolvidos nesse processo, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor, pois até o momento em sua casa que tinha o único convívio social e ao entrar na escola, a criança terá contato com um novo mundo, de infinitas possibilidades, onde irá ter convivência e interação com outras pessoas em um ambiente novo e rico em conhecimento. Segundo Rapoport e Piccinini (2001, p. 93) afirmam que, a adaptação à creche é um processo gradual em que cada criança precisa de um período de tempo diferente para se adaptar, sendo importante respeitar o ritmo próprio de cada criança e não impor um período pré- determinado para adaptação (RAPOPORT E PICCININI, 2001, p. 93). Nesse sentido, a adaptação da criança na Educação infantil requer muita cautela, uma vez que vai para além do ensinar e aprender. O período do acolhimento é muito importante para que ela não se sinta frustrada, em consequência que se torna um processo muito doloroso para todos os envolvidos. No processo de adaptação na educação infantil, cada criança se expressa em diferentes reações durante o período de adaptação. O choro é a primeira forma de manifestação dos bebês e das crianças para demonstrarem sua insatisfação descontentamento com algo, e na adaptação isso não será diferente, é um comportamento esperado pelas crianças, já que, conforme afirma Silvia (2010, p. 3) “toda situação nova, tanto para crianças como para os adultos é uma posição incômoda, pois tira o indivíduo da sua zona de conforto. Enfrentar o desconhecido é sempre uma condição estressante independentemente da idade”. Sendo assim, o professor precisa estar atento para acolher a criança na chegada à escola, fazendo-a sentir-se segura e confortável nesse novo ambiente, e utilize estratégias que possibilite uma melhor aceitação e adaptação da criança no 24 ambiente escolar. Segundo as colocações de Carretta e Moraes (2018, p.109), o professor é o principal mediador e tem que atender as expectativas dos pais, ganhar a confiança das crianças e de seus familiares, atender as demandas, exigências da escola, além de trabalhar seus próprios sentimentos. Para o desenvolvimento de um bom trabalho docente, o professor precisa ser um constante pesquisador para compreender comose dá o processo de adaptação e poder cada vez mais colaborar no bem- estar da criança por estar disposto a procurar entender cada uma como um sujeito único que tem a sua história com seus medos, angústias, emoções, gostos e aos poucos vai constituindo laços de confiança e afetividade para que no trabalho coletivo na escola tenha êxito (LADWIG E SILVA, 2018, p.07). Desta forma a adaptação ocorrerá de maneira flexível e segura, onde vínculos serão criados contribuindo significantemente para a mediação realizada pelo professor e para as aprendizagens adquiridas pelas crianças, à medida que se adaptam no novo âmbito. Cabe destacar que não é nada fácil a tarefa de adaptação das crianças, e exige-se muito não somente dos professores, mas de todos os envolvidos da comunidade escolar. A esse respeito Oliveira (2002, p. 38) corrobora quando afirma que “quem trabalha com crianças pequenas sabe o quanto elas mudam e progridem mês a mês e como muitas vezes é difícil adaptar-se a essas mudanças tão rápidas e repentinas”. Sobre isso, segundo Davini (1999 p.45) “a intensidade com que cada um vai experimentar, ou a forma como vai atravessar esse período, vai depender dos aspectos particulares de cada personalidade participante do processo e, também, da dinâmica familiar”. Cada criança vai reagir de uma forma própria quando entra em contato com o espaço escolar, por isso suas subjetividades devem ser consideradas e trabalhadas para que assim possa desenvolver suas competências e habilidades, passando à interagir nesse novo espaço de vivência. Também é fundamental que a afetividade esteja presente nesse processo de adaptação, uma vez em que as crianças são muitos sensíveis à sentimentos e emoções. Segundo Reda e Ujiie (2009, p.06), criar um clima propício de aproximação não é tão simples. É preciso um olhar cuidadoso e atento para perceber o que aproxima as crianças. Esse tipo de ação contribui para a 25 consolidação de vínculos afetivos e de vivência. Sem afetividade, o processo de adaptação não fluirá de forma positiva e prazerosa. Em concordância, segundo Dias (2018, p.03), a escola deve moldar sua didática em favor dos interesses da criança por meio de experiências prazerosas que exigem sem muita dificuldade o envolvimento da afetividade, pois sem afeto nada fluirá espontaneamente. [...] a interação professor e aluno se dão o tempo todo; essa ligação afetiva ajuda na construção do conhecimento. As crianças necessitam de amor, aceitação e acolhimento para que se despertem para a aprendizagem, por isso necessitam encontrar na sala de aula objetos, atividades e jogos que sirvam aos seus interesses, ou seja, que lhes atraiam (DIAS, 2018, p.03). Portanto, diante dos pressupostos, é explícito que a adaptação e acolhimento escolar na educação infantil é um processo na maioria das vezes intenso, o que implica em um trabalho mais pontual dos educadores e da família nesse período do primeiro contato das crianças no ambiente escolar, sendo imprescindível o desenvolvimento de um bom trabalho, afetivo e efetivo, voltado à socialização, para possibilitar aos alunos terem mais facilidade em se adaptar e acostumar-se a nova rotina. 26 3 AS CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE E DISCUSSÂO DE DADOS Neste capítulo serão apresentados os resultados da pesquisa de revisão de literatura integrativa, a fim de conhecer através da literatura científica disponível, as concepções docentes acerca do processo de adaptação das crianças na Educação Infantil. Na seção subsequente, será apresentada a descrição dos periódicos online selecionados, mostrando sua associação com o objeto de estudo. Posteriormente buscou-se descrever as concepções e práticas docentes sobre o processo de adaptação e acolhimento da criança na Educação Infantil e as dificuldades encontradas quanto ao processo de adaptação escolar das crianças. 3.1 A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÂO E ACOLHIMENTO ESCOLAR DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE REVELAM OS ESTUDOS ENCONTRADOS Este estudo caracteriza-se como uma Revisão Integrativa, levantando conhecimentos difundidos na literatura acerca da adaptação e acolhimento escolar das crianças na Educação Infantil a partir de um processo de coleta e análise de dados bibliográficos. Neste sentido, o percurso metodológico conduziu a pesquisa ao responder a pergunta inicial que deu origem ao trabalho. Assim, as fontes utilizadas para a elaboração do estudo foram publicações sobre a temática, reunidas em trabalhos científicos. Na presente Revisão Integrativa analisou-se a amostra de 13.600 trabalhos científicos na base de dados do Google acadêmico os quais foram avaliados e selecionados considerando os critérios de inclusão e exclusão, descritos na metodologia do capitulo 1, da introdução desse trabalho. A amostra final desta revisão foi constituída por 05 (cinco) trabalhos científicos, selecionados pelos critérios de inclusão previamente referidos. Após esta seleção, todos os resumos dos trabalhos foram lidos, observando objetivos, metodologia, participantes, instrumentos, principais resultados/conclusões e observações do pesquisador no decorrer do texto. Os trabalhos selecionados para a revisão foram organizados em um quadro com os seguintes itens: identificação 27 dos autores, ano, título e periódico de publicação. Abaixo a síntese dos trabalhos incluídos na revisão integrativa (Quadro 1). QUADRO 1- Distribuição da produção científica publicada na base de dados Google Acadêmico entre os anos de 2015-2020 Nº AUTORES ANO TÍTULO BASE DE DADOS 01 LEITZKE, Karina de Lamare. 2015 Adaptação e inserção escolar: uma pesquisa com crianças Google Acadêmico 02 COSTA, Francisca Vânia Soares Praxedes Da. 2016 Adaptação na educação infantil: uma relação entre criança, família e escola Google Acadêmico 00 ---------------------- 2017 ------------------- --------------- 03 OLIVEIRA, Suélen Cristiane Marcos De. 2018 O processo de adaptação das crianças na Educação infantil: os desafios das famílias e dos educadores da infância Google Acadêmico 04 NETO, Benjamim Machado de Oliveira. 2019 Políticas educacionais e organização no período de acolhimento e da adaptação na educação infantil Google Acadêmico 05 FARIA, Larissa Monteiro. 2020 O professor e a criança no processo de adaptação na Google Acadêmico 28 educação infantil Fonte: Dados da Pesquisa (2021) Ao analisar os dados das produções científicas publicadas nas bases de dados Google Acadêmico dos 05 (cinco) trabalhos listados no Quadro 1, foi possível conhecer as concepções docentes acerca do processo de adaptação e acolhimento das crianças na Educação Infantil. O recorte temporal foi de 2015-2020, porém no período do ano de 2017 não foram achados artigos que contemplassem este estudo, percebendo assim, a necessidade de estudos que abordem essa temática de tamanha importância no cenário educacional visto que, o período de adaptação escolar é um momento relevante para crianças, professores e famílias. Cabe ainda mencionar, que o número reduzido de publicações em torno dessa temática durante o recorte temporal, chama a atenção para a importância de reflexões acerca da Educação Infantil em uma série de pontos, dentre eles a educação em sua integralidade, entendendo a “adaptação e o acolhimento” como algo indissociável ao processo educativo. Assim sendo, em relação ao compreender o que é a adaptação e acolhimento de crianças foi encontrado a partir das informações coletadas no estudo do artigo denº 02, publicado no ano de 2016, que “[...] devemos entender a adaptação sob o aspecto de acolher, aconchegar, procurar oferecer bem-estar, conforto físico e emocional, amparar, esses aspectos ampliam significativamente o papel e a responsabilidade da escola e dos professores” (COSTA, 2016, p.09). Assim, foi considerado pelos docentes que o processo de adaptação é fundamental no contato inicial da criança com a escola, e que todos os aspectos emocionais e físicos devem ser considerados. A esse respeito, Verçosa (2016), destaca que, precisamos estarmos atentos às características de cada criança, observando as suas especificidades e singularidades, para melhor atendê- las. A partir desse entendimento, podemos ajudar a criança em adaptação, prestando atenção em seus comportamentos, ou seja, se ela está interagindo e de que forma acontece essa interação, se está se alimentando; se está brincando, se está realizando as atividades compatíveis a sua faixa etária. Também é de grande valor realizar uma entrevista com os pais, conversar sobre as vivências em casa, para que a partir disso possamos planejar e mediar atividades considerando suas necessidades, interesses e principalmente sua realidade (VERÇOSA, 2016, p. 13). 29 Com isto, verifica-se a importância de estratégias, mecanismos e uma atenção total para as peculiaridades de cada aluno, adequando as atividades pedagógicas à sua realidade e as suas necessidades, através de conhecimentos prévios com a ajuda dos pais, sobre suas vivências. Sendo assim, para que o processo de adaptação ocorra de maneira satisfatória, deve-se estar atento ao comportamento das crianças, à como está interagindo naquele meio, para que assim o trabalho pedagógico seja voltado as suas necessidades naquele momento, contribuindo para essa nova fase de desenvolvimento da criança. Analisando o trabalho de nº 02, foi destacado nos resultados apresentados pela pesquisa que, a adaptação escolar deve ser compreendida como um processo natural e singular de construção de vínculos entre a escola, à criança e a família. Algumas crianças encontram maiores dificuldades em separar-se emocionalmente e fisicamente de seus pais; sendo assim, é preciso estar ciente de que a família e a criança compartilham das mesmas ansiedades diante deste novo desafio, que se deve dar segurança e atenção para ambos os lados, família e criança, que acabam tornando-se apenas um (COSTA, 2016, p.10). Pode-se verificar a partir dos resultados apresentados nas pesquisas dos trabalhos de nº 01 e nº 02, posicionamentos semelhantes quando foi destacada a importância do processo de adaptação da criança na Educação Infantil, tendo em vista o acolhimento das crianças, a construção de vínculos entre a escola, a criança e a família. A família deve ter uma relação de amizade com a escola, para que ambos transmitam confiança à criança, mostrando a ela que o espaço escolar é um segundo espaço de vivência da sua vida e que elas devem sentir-se confortáveis nesse meio, e todos devem respeitar e entender esse período de mudanças, deixando prevalecer sempre os interesses da criança. Relacionado a isso Craidy e Kaercher (2001, p. 25), retrata que a pré-escola/ educação infantil têm, portanto, uma função de complementação e não de substituição da família como muitas vezes foi entendido. Assim, elas deverão integrar-se com a família e com a comunidade para que juntas possam oferecer o que a criança necessita para seu desenvolvimento e para sua felicidade. No estudo do artigo de nº 03 ficaram evidentes nos resultados apresentados 30 as mesmas considerações em relação o fortalecimento dos vínculos entre a escola, crianças e as famílias quando o autor destaca como resultado que “ambas as instituições devem se unir, para oferecer à criança as condições adequadas para o seu desenvolvimento” (OLIVEIRA, 2018, p.70.). Também em seus resultados a autora traz a fala de uma educadora retratando sobre a relação entre a família e a escola no processo de adaptação: [...] É complicado falar, porque, na realidade que eu trabalho, onde eu trabalho o que falta realmente é um pouco mais de atenção da família, assim... Eu diria consideração, porque, às vezes, os pais não entendem o que a gente transmite, o que a gente passa: para os pais, tem que ficar pronto e acabou, não importa o que aconteça, então, não tem essa consideração com o próprio filho, principalmente com nosso trabalho. E, às vezes, as crianças ficam tão revoltadas por serem obrigadas a ficar e não ter essa compreensão dos pais que, às vezes, as crianças não querem vir para a escola, não querem ficar com a gente e os pais acham que é a gente que tá maltratando, acontece muito isso, culpabilizam a gente. A gente tenta, assim, no primeiro momento, na primeira reunião do ano, a gente começa a conversar muito sobre isso, apesar de não ser todos os pais que vêm pra reunião, são poucos que comparecem, a gente faz num horário diferente pra ver se têm mais pais pra gente tá podendo fazer entender como é o trabalho, como é feito, mas são poucos que vêm. É através de reunião, de conversar, que a gente vai tentando passar a situação pra eles, tem a entrevista também que a gente faz, eu pelo menos falo bastante, eu explico pros pais que a gente faz a adaptação, não porque a gente não quer ficar com a criança, na escola, é pela situação deles, é pelo sentimento deles, porque os pais acham que a criança tá chorando logo acostuma, tudo bem, mas a gente tem que fazer esse processo de adaptação, eles têm que acostumar gradativamente, não é assim um choque, um trauma, aquela revolta, a criança cresce com problema depois, isso é o que eu penso (OLIVEIRA, 2018, p.163-164). Ao analisar essa fala da professora percebe-se o quanto é difícil ter a participação da família na escola, e isto acaba atrapalhando e prejudicando o processo na adaptação da criança. Assim, ressalta-se a importância da relação escola-criança-família, é extremamente importante que a família participe desse processo, estando sempre em parceria com a escola, contribuindo para que as crianças enfrentem o desafio de estar num ambiente novo, com pessoas novas. Neste sentido, Dias et al. (2018, p.06) destaca, como de fundamental importância: Manter um vínculo de parceria com a família por estar sempre em posição de desconforto ao deixar seu filho na escola. A entrada da criança na escola precisa ser pensada com muito cuidado pelos educadores, pois se configura também como um momento de separação de seus pais. Se a adaptação for feita da maneira adequada a permanência da criança na instituição de Educação 31 Infantil tende a ser tranquila, o que colabora também para o seu crescimento afetivo, motor, cognitivo e social (DIAS, 2018, p;06). Assim, a parceria da escola com a família faz com que, ambos envolvidos no processo sintam segurança em relação à adaptação de forma adequada da criança na Educação Infantil. O acolhimento não deve ser somente voltado à criança, mas também aos seus pais que estão enfrentando algo novo, confiar seus filhos à outras pessoas, e num espaço diferente do seu lar. O Conselho Nacional de Educação a partir do Parecer CNE/CEB nº 20/2009 destaca que “o trabalho com as famílias requer que as equipes de educadores as compreendam como parceiras, reconhecendo-as como criadoras de diferentes ambientes e papéis para seus membros” (BRASIL, 2009, p.13). Contudo, no trabalho de nº 01, quando foi perguntando aos professores como se dá o processo de adaptação na escola ficou ratificado que, a inserção à escola apresenta para a criança inúmeras situações potencialmente estressantes, com as quais ela vai lidar utilizando-se de estratégias de enfrentamento. Entre estas situações destaca-se a despedida dos familiares, o ambiente novo, as relações estabelecidas com os educadores e seus pares, as novas rotinas instituídas,a necessidade de compartilhar brinquedos, de dividir as atenções, as refeições coletivas e o sono com horários preestabelecidos (LEITZKE, 2015, p. 08). Nesse estudo encontra-se ainda uma colocação importante sobre a adaptação das crianças, evidenciando que é fundamental “favorecer o estabelecimento de relações com os colegas, permitindo a exploração do ambiente, incentivando a curiosidade pelos materiais, jogos e brinquedos disponíveis. É preciso mostrar para as crianças o quanto o ambiente escolar pode ser tão ou mais interessante que o doméstico” (LEITZKE, 2015, p. 10), para que assim a criança se familiarize com a escola e se sinta confortável para a convivência no ambiente novo. Evidencia-se o quão é fundamental despertar a curiosidade da criança nesse período de adaptação. Os jogos, as brincadeiras e os brinquedos ajudam nesse despertar, pois nessa faixa etária tudo que é divertido com o brincar contribui para o desenvolvimento da criança e fazem assim, com que se familiarizem, e se sintam bem ao estar nesse novo ambiente. De acordo com os resultados apresentados na a pesquisa de Leitzke (2015, p. 06) o processo de adaptação, 32 Não se resume aos primeiros dias, uma vez que pode durar semanas e até mesmo meses. Faltas frequentes por parte das crianças ou irregularidades nos horários de entrada e saída dificultam o processo. Existem muitos outros fatores, por vezes pouco estudados, que interferem nas reações e, consequentemente na adaptação. Entre eles podemos destacar sentimentos dos pais sobre o ingresso do filho na instituição, a idade e temperamento da criança e a qualidade do atendimento na creche ou escola. Na maioria das vezes, estes fatores relacionam-se entre si sendo difícil examinar o papel específico de cada um no processo. Diante do exposto, sobre o período de duração da adaptação Carretta e Moraes (2018, p.107) afirmam que, “para algumas crianças o processo de adaptação pode ser de um período breve e já para outras pode ser um período mais longo e dolorido”. Sendo assim, o tempo é incerto para as crianças se adaptarem, depende de inúmeros de fatores, como comportamento, sentimentos, de como a instituição escolar está agindo, entre outros que influenciam diretamente. Corroborando com os citados acima em relação ao papel da escola, o trabalho nº 03, destaca em seus resultados que é necessário a escola programar, um período de adaptação, que poderá constar de atividades atraentes que possibilitem à criança fazer a opção de ficar na escola, apesar disso representar, o afastamento de sua mãe. O tipo de adaptação varia muito de criança para criança, pois depende de suas características afetivo- emocionais e de sua idade. Ao organizar o conhecimento e as inter- relações, a escola contribui efetivamente para o processo de socialização da criança (OLIVEIRA, 2018, p.81). Os aspectos afetivo-emocionais devem ser sempre considerados no ambiente escolar, eles influenciam na socialização e na adaptação. Sendo assim, é possível estabelecer um paralelo com Verçosa (2016, p.19) quando reafirma “que a afetividade é um dos fatores principais para a conquista de uma boa adaptação, uma vez que a criança é um ser essencialmente afetivo”. Por esse motivo o emocional das crianças deve ser trabalhado para que se amplie e floresça, contribuindo assim para que ela se sinta acolhida naquele espaço. Para ocorrer uma adaptação significativa através do papel da escola, segundo a pesquisa de Neto (2019, p.09) no estudo de nº 04, os docentes afirmaram que, a escola deve planejar um ambiente flexível, com base nas experiências e vivências das crianças, devendo promover o bem estar, a autonomia e a confiança, onde o aluno sinta-se acolhido e desperte o sentimento de pertencimento do lugar em que está inserido, sendo uma situação que permita desenvolver novas 33 habilidades, saberes e aprendizados (NETO, 2019, p.09). Assim sendo, em relação ao papel da escola, Reda e Ujiie (2009, p.05) destacam que, cada instituição de Educação Infantil deve planejar-se para esse processo de adaptação de acordo com as concepções de educação e da criança que direcionam sua prática. Cada instituição tem a sua realidade específica. A função da escola da primeira infância e dos profissionais que nela atuam é receber a criança e para isso é necessário um trabalho cuidadosamente planejado. A instituição deve causar boa impressão, apresentar-se como um ambiente seguro, com um espaço que propicie o desenvolvimento e uma aprendizagem significativa (REDA E UJIIE, 2009, p.05). Neste contexto, a organização do ambiente escolar, deve ser atraente, agradável de forma que desperte a curiosidade da criança, e possibilite a ela se sentir segura e à vontade naquele espaço, utilizando-o para o desenvolvimento de suas aprendizagens. Neste sentido, para que isso seja possível no planejamento do ambiente se deve levar em consideração o tamanho do espaço da sala de aula, a área de lazer, a higiene, a iluminação, a segurança, a climatização, se há espaços para as atividades livres, se é agradável o visual físico, dentre outros (SOUSA, 2006 apud MATOS, 2015, p.06). Percebe-se que um espaço mal organizado, mal estruturado e sem materiais para o desenvolvimento do trabalho pedagógico, não possibilitará a construção de conhecimento e o desenvolvimento da aprendizagem das crianças, além de dificultar no seu processo de adaptação escolar. Acerca das dificuldades no período de adaptação no artigo número 02, as educadoras entrevistadas relataram que “além da inadequação dos espaços, as necessidades infantis, a falta de recursos e o número excessivo de crianças para as educadoras são fatores dificultosos para a adaptação das crianças” (OLIVEIRA, 2016, p.158). Por isso a escola deve planejar como ocorrerá o processo de adaptação e “o espaço tem que ser organizado para promover a adaptação e o desenvolvimento de atitudes e habilidades indicadas para cada fase do desenvolvimento infantil” (ABELEIRA, 2008 apud MENON E CORSO, 2012, p.07). Sobre a Educação Infantil nesse período adaptacional, o trabalho de nº 05, apresenta importantes considerações acerca da finalidade da Educação Infantil e da importância do olhar atento para as crianças em suas particularidades. Neste sentido, 34 a finalidade da educação infantil não é alfabetizar as crianças, ou seja, não é para as crianças saírem das instituições sabendo ler e escrever, mas sim o cuidar da criança nesses locais formais, com limpeza, alimentação e lazer. Mas também com o sentido de educar, sempre respeitando o caráter lúdico das atividades, dando prioridade no desenvolvimento integral da criança, com o olhar totalmente voltado para ela (FARIA, 2020, p.24). Desta forma, a Educação Infantil no primeiro período da vida escolar da criança, por ser pequena e precisar de cuidados, vai, além disso, deve ser também proporcionado às crianças saberes pedagógicos através da ludicidade, que é considerada uma ferramenta importante no processo de ensino-aprendizagem aos alunos dessa modalidade educacional. Ao analisar a pesquisa de nº 05 foi identificada a necessidade dos docentes compreenderem as orientações da BNCC (BRASIL, 2017) para o currículo da Educação infantil, visto que os direcionamentos pedagógicos da referida Base, só se efetivarão a partir das vivências propiciadas na escola. Neste sentido, a importância do professor mediar o desenvolvimento da criança através do planejamento, e sendo assim, faz-se necessário pensar em estratégias para o acolhimento e adaptação das crianças. Assim a BNCC destaca que, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabeleceu cinco campos de experiência para o desenvolvimento da criança: Eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação e Espaço, tempo, quantidades,relações e transformações, nos quais as crianças irão se desenvolver através de brincadeiras e interações (BRASIL, 2017, p.40). Assim a partir dessas orientações que constam nesse documento educacional, que os professores vão traçando e planejando suas ações pedagógicas, buscando organizar o cotidiano da criança na Educação Infantil, e contribuindo para essa nova fase da sua vida, que é a fase escolar, onde deve se adaptar à nova rotina, ao novo ambiente e as novas pessoas que não são da sua família. No trabalho de n º 05, a autora frisa que o professor da Educação Infantil com todo o seu conhecimento de mundo e saberes científicos não pode ignorar que sua prioridade é a criança, ou seja, ele dever voltar a sua prática para o brincar e o educar, indissociavelmente, para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, 35 “sendo assim, o processo de adaptação da criança exige atenção, cuidado e planejamento, e necessita, também, de profissionais capacitados para contribuir no desenvolvimento do e ensino e aprendizagem dos pequenos” (FARIA, 2020, p.27). Desta forma, cabe destacar a importância de uma formação docente que contemple conhecimentos didático-pedagógicos que instrumentalize o professor para o desenvolvimento de um trabalho que faça a diferença nas salas de aulas da Educação infantil. Neste sentido, um trabalho em que o planejamento pedagógico da ação docente envolva as crianças ativamente em toda proposta. Assim, ao planejar cuidadosamente as atividades, o professor faz uma reflexão crítica do seu trabalho pedagógico através do contexto incorporado por cada criança em suas especificidades. Ainda em seu artigo, a autora traz uma informação relevante de sua pesquisa, argumentando que “[...] embora ainda existam muitos educadores atuando na área da educação sem formação superior e que assumem este papel” (FARIA 2020, 28). Com isto percebe-se que na prática há uma falha quando há profissionais sem capacitação atuando, pois o período da Educação Infantil é a fase escolar que precisa mais de atenção em relação a um ensino significativo. Diante disso, entende-se que o professor ao estar bem preparado é capaz de realizar a sua função no processo de adaptação escolar da criança: a de receber o aluno, auxiliando-o para que o processo de ensino-aprendizagem se dê de forma positiva. Sem uma formação apropriada esse trabalho positivo não será possível, pois só os saberes experienciais não dão conta de concretizar o processo de ensino- aprendizagem, deve haver uma relação indissociável ente teoria e prática. Portanto, apesar de os estudos demonstrarem que os docentes são conscientes da importância do processo de adaptação e acolhimento escolar vale ressaltar a necessidade de ter uma formação profissional sólida, da parceria entre escola e família e de um bom planejamento. Diante da revisão integrativa desse trabalho, foi possível perceber nas falas e colocações dos profissionais da educação o quanto as crianças se desenvolvem quando suas particularidades e sua realidade são levadas em conta, quando a família ajuda no processo e quando o ambiente escolar é propício à construção de conhecimentos, a criança se sentirá segura e confortável. 36 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir do estudo em questão, compreendeu-se que o processo de inserção das crianças no ambiente escolar e muito importante e deve ser planejado, as crianças precisam se adaptar ao novo, às rotinas da escola e às separações diárias da família, principalmente em relação à ausência da mãe e daqueles que convivem diariamente desde o seu nascimento, esse elo contribui para o crescimento social e emocional dos pequenos. A adaptação dos alunos na educação infantil é um trabalho que deve ser executado em conjunto, entre a família e a escola para que possibilite com mais facilidade e em um curto prazo a confiança e segurança necessária, daquele aluno para frequentar o espaço com naturalidade. Os adultos que participarem desse processo inicial de adaptação devem traspor alegria e empolgação em ter a presença da criança ali e mostrar a elas que a sua presença é bem-vinda e desejada. O desdobramento desse estudo possibilitou o levantamento de algumas considerações relacionadas ao entendimento das concepções docentes quanto ao processo de adaptação das crianças na Educação Infantil. Assim sendo, compreendeu-se que ao ser bem acolhida a criança se sentirá segura, amada e protegida naquele novo ambiente, valorizando a socialização e as trocas entre os envolvidos nesse processo de adaptação. Dessa forma, por meio das informações coletadas, os resultados apontam que é possível identificar que os docentes tem consciência desse processo de adaptação e afirmam que há uma necessidade de abordar esses assuntos durante o processo de formação profissional, sem esquecer que a escola também precisa dar o suporte e oferecer recursos para que a adaptação ocorra de forma adequada e em parceria com a família, e para que isso seja alcançado deve haver um planejamento do docente junto à direção escolar. Portanto, foi possível perceber a importância desse processo inicial e quando o mesmo tem o direcionamento correto às crianças tem um melhor desenvolvimento, pois, a adaptação e o acolhimento fazem toda a diferença e, é preciso verdadeiramente enxergar o estudante, as necessidades dele, entender os seus medos e anseios possibilitando a eles o entendimento de que os seus sentimentos e necessidades estão sendo compreendidos. Dessa forma cada criança ali se sentirá 37 segura e confortável no ambiente caminhando em direção ao melhor desempenho do aprendizado. Esta Revisão de Literatura Integrativa provocou o interesse para novos encaminhamentos nesta área, mostrou a importância do desenvolvimento de pesquisas em torno do estudo adaptação escolar na Educação Infantil, visto que essa discussão incide diretamente na vida escolar da criança. Espera-se que esta pesquisa contribua de forma significativa para todos que tenham o interesse por esta temática, especialmente os profissionais da Educação Infantil. 38 REFERÊNCIAS ABELEIRA, Maria Isabel Reis. Processo de Adaptação Escolar na Instituição de Educação Infantil. 2008. In: MENON, Aline; CORSO, Angela Maria. Adaptação Infantil: A Relação Entre A Instituição Infantil e a Familia. 2012. Disponível em: < https://anais.unicentro.br/seped/pdf/iiiv3n1/165.pdf>. Acesso em 02/06/2021. ANDRADE, LBP. 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Assim como, aprofundar as referências da bibliografia sobre o assunto, constatando se estes achados condizem com os resultados das impressões dos alunos. Por último, demonstrar a visão das crianças envolvidas direta e indiretamente neste processo. A instituição escolhida foi uma escola particular de Educação Infantil e Anos Iniciais localizada na cidade de Porto Alegre. A turma escolhida foi a última etapa da Educação Infantil, com alunos entre 5 e 6 anos de idade. Não foi possível ouvir a todos, pois o tempo para coleta e análise dos dados é reduzido. Portanto, dois alunos serão entrevistados, individualmente, e dez alunos farão parte de rodas de conversa, onde os tópicos que foram discutidos abordaram a adaptação de cada um, além dos sentimentos e postura diante dos colegas novos, os quais estão vivenciando o momento. Tendo em vista alguns autores, o termo adaptação escolar foi substituído, ao longo do processo de estudo, pelo termo inserção, no presente estudo, considerando o papel e as relações estabelecidas entre a criança e a instituição escolar. Dentre os teóricos citados a fim de embasar tal investigação, em se tratando da adaptação e/ou inserção escolar, trouxe Rapoport, Piccinini (2001) e Reis (2013) para dissertar sob o ponto de vista teórico do tema. Já a respeito das pesquisas realizadas com crianças, Muller (2006), Demartini (2002) e Rocha (2008) enfatizaram a importância de escutá-las, reconhecendo-as como agentes sociais. Nesteestudo, as crianças ouvidas puderam falar de suas experiências dentro da temática da inserção escolar, a partir de diversos aspectos. Pude considerar que para as mesmas o processo em pauta é comum, algo “normal”, mas que passa e se resolve em si mesmo. De maneira geral, elas dissertaram acerca do assunto, citando certos sentimentos como vergonha e timidez, abordaram a solidariedade como algo mais marcante e determinante. Cabe acrescentar o quanto foi fundamental realizar-se pesquisa com crianças, com o intuito de estabelecer ações institucionais no sentido de facilitar este processo e/ou amenizar impressões negativas a partir do olhar infantil, sob outra perspectiva que não a do adulto. Palavras-chave: Adaptação escolar. Educação Infantil. Pesquisa com crianças. 42 APÊNDICE B- RESUMO DO ARTIGO Nº 2 RESUMO O presente artigo tem por objetivo expor os principais desafios que as crianças, os pais e os educadores enfrentam durante o processo de adaptação na educação infantil. Por meio de pesquisa bibliográfica, e leituras em torno do tema: Adaptação e Educação Infantil: Uma relação entre criança, família e escola, verificou-se que o processo de inserção, de adaptação, da criança, no ambiente escolar bastante discutido, mas ainda muito delicado. É um período cauteloso, especial e imprevisível, que provoca uma série de mudanças, uma etapa marcante na vida da criança, pois exige dela uma adaptação a um novo contexto, antes desconhecido. Entendemos que apesar de todos os fatores de surpresa e ansiedade, a adaptação é também um período de aprendizagem. Família, escola e crianças descobrem sobre convívio, segurança, confiança e exploração de novos caminhos, buscam estratégias e encontram juntos os melhores caminhos. Para tanto, o texto a seguir discute a adaptação como um grande desafio a ser devidamente enfrentado e debatido pela escola e pela família, encontrando os meios de passar para a família e a criança a confiança necessária e fundamental para que estejam abertas para a possibilidade de criar novos vínculos afetivos com outros adultos e principalmente com outras crianças, possibilitando assim os meios para que a criança enfrente essa fase de adaptação da melhor forma possível. PALAVRAS-CHAVE: Educação Infantil. Adaptação. Família. Escola. 43 APÊNDICE C- RESUMO DO TRABALHO Nº 3 RESUMO Esta pesquisa vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT – UNESP) e à linha de pesquisa Processos Formativos, Infância e Juventude. Tem por objetivo geral discutir o processo de adaptação das crianças às creches e o papel dos profissionais e das famílias, nesse contexto. São seus objetivos específicos: identificar as concepções, sentimentos e sugestões das famílias a respeito do processo de adaptação das crianças às instituições de Educação Infantil, averiguar quais são as estratégias de adaptação utilizadas pelos profissionais da Educação Infantil e se existe, nesse processo, a parceria com as famílias. A pesquisa enquadra-se numa abordagem qualitativa, envolvendo discussões sobre a inserção das crianças na creche e o estabelecimento da parceria entre as famílias e as instituições de Educação Infantil, para o sucesso da adaptação das crianças pequenas e para a qualidade da Educação Infantil, a partir da abordagem teórico-metodológica da “Rede dinâmica de fatores ou de significações”. O campo de investigação foi uma instituição de Educação Infantil pública de Presidente Prudente, situada no interior do estado de São Paulo, que atende a um número expressivo de crianças de 4,5 meses a 3 anos, num total de182 e suas famílias. Os procedimentos de recolha de dados foram entrevistas semiestruturadas dirigidas às 11educadoras infantis, 7 professoras e a 30 famílias das crianças. Os dados foram sistematizados, com base nas seguintes categorias: Concepções das educadoras e professoras sobre a adaptação das crianças; Concepções das famílias sobre a adaptação das crianças. Os resultados obtidos elucidaram que as educadoras e professoras entendem o processo de adaptação como complexo e delicado para todos os envolvidos (crianças, famílias e profissionais), apontam como imprescindível para o sucesso da adaptação o tempo reduzido de permanência da criança na instituição, que deve ir aumentando gradativamente, de acordo com as reações e necessidades infantis. A presença das famílias, no espaço creche, no período de adaptação, não é uma prática defendida pelos profissionais, os quais a definem como impeditiva para o sucesso da adaptação das crianças à instituição. Quanto às concepções das famílias acerca da adaptação das suas crianças, verificou-se que estão fortemente relacionadas às reações infantis a esse processo, considerando que as crianças que não demonstraram um grande sofrimento ou adoecimento vivenciaram uma boa adaptação, todavia, as famílias cujas crianças manifestaram doenças, choro intenso e relutância em dormir definem as suas crianças como difíceis de adaptarem à creche. Os familiares demonstraram sentir predominantemente insegurança quanto aos cuidados oferecidos às crianças pelos profissionais e o desejo de auxiliarem no processo de adaptação, permanecendo com as crianças no espaço creche, por acreditarem poder transmitir para a criança confiança no ambiente e nos profissionais, minimizando o sofrimento infantil. Concluiu-se que existe uma parceria 44 precária entre as instituições de Educação Infantil e as famílias, durante o processo de adaptação das crianças à creche, assim como além desse período. Palavras-chave: Adaptação à creche; Família; Formação de professores e educadoras. 45 APÊNDICE D- RESUMO DO ARTIGO Nº 4 RESUMO A proposta visa desenvolver um estudo sobre as políticas educacionais e organização no período de acolhimento e da adaptação na Educação Infantil, sendo um trabalho que aborda a necessidade das crianças adaptarem-se à nova realidade e a importância da instituição oferecer as condições adequadas. O objetivo do trabalho é apresentar uma pesquisa que abrange o estudo acerca da acolhida das crianças na instituição e refletir sobre a complexidade do processo de adaptação, a fim de mostrar que é um momento ímpar para o desenvolvimento afetivo e social. Conhecer as teorias sobre o contexto histórico da concepção da criança e da infância, as políticas nacionais e a organização do ambiente escolar. Analisar o nível de complexidade do processo de acolhimento e adaptação no período que os alunos começam a estudar, já que é um momento onde as crianças se deparam com um mundo novo e tem que lidar com diversas situações. O procedimento metodológico tem como base a investigação bibliográfica e de materiais específicos, como a leitura de artigos científicos, teses, monografias e livros, tais como: Ahmad (2009); Aries (1981); Kramer (2006); Ortiz (2000); Oliveira (2002). A evolução histórica da concepção da criança e da infância é um estudo que se desenvolveu em diferentes conceitos no decorrer do tempo, já que no primeiro momento era considerado a vida do sujeito, enquanto na segunda etapa, analisou-se a história, o meio social e a cultura do indivíduo. Após a escola virar um lugar regulamentado por leis, com base em direitos e garantias, as instituições passaram a ser um local administrativo e da responsabilidade do governo, com um modelo de ensino que possibilitaria um maior acesso à população e com um funcionamento amplo para atender à demanda da sociedade. Desse modo, o período do acolhimento e adaptação na educação infantil é um momento difícil, seja para a relação dos pais com os filhos quanto para os educadores e os alunos, tendo em vista que é uma situação que afeta a todos que estãoenvolvidos e mostra a importância da parceria entre a família e a escola para criar um ambiente que possibilite atender às demandas das crianças. Por fim, a pesquisa é composta por seguintes tópicos: linhas históricas sobre a concepção de criança e infância; as políticas nacionais; a organização do âmbito escolar; o valor do período de acolhimento e da adaptação. Palavras Chave: Políticas Educacionais. Organização. Acolhimento. Adaptação. Educação Infantil. 46 APÊNDICE E- RESUMO DO TRABALHO Nº 5 RESUMO O estudo analisa como se dá o processo de adaptação de crianças e professores na educação infantil. Utiliza as modalidades de pesquisa bibliográfica e documental e a fundamentação teórica teve como principais suportes: Ariés (1978), Vigotskii (1998), Ostetto (2000), Balaban (1988) e Oliveira (2002) entre outros. Reconhece que a adaptação da criança na instituição é um momento que necessita de atenção e cuidado, pois para um significativo contingente é uma experiência dolorosa devido ao novo que se apresenta e desafia as rotinas. Admite que o processo de adaptação requer muito da criança que não está acostumada com ambientes diversificados e a convivência com a pessoas para diante do ambiente doméstico, portanto, sujeitada a alterações em sua estrutura física e emocional, e o choro é a forma mais clara de demonstrar tamanho incômodo. Assinala que, no caso dos professores, esse momento pode ser de muita tensão e insegurança, principalmente para os profissionais iniciantes. Conclui pela necessidade do acolhimento competente no processo da adaptação da criança na educação infantil, e isto envolve a atuação conjunta do professorado e da família, e para que aconteça dentro da normalidade exige planejamento, reflexão e crítica ao engessamento das práticas ou vinculação apenas às teorias, assim, é preciso melhorar cada vez mais a atuação através da formação continuada e mediação reflexiva, pois o profissional da educação nunca deve parar de obter conhecimento. PALAVRAS-CHAVE: Adaptação. Educação infantil. Criança. Formação de professores. 1 INTRODUÇÃO 2 REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL 2.1 BREVE PERCURSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: CRIANÇA, INFÂNCIA E A FAMÍLIA 2.2 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PLANO LEGAL 2.3 ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PAPEL DO PROFESSOR E O PAPEL DA ESCOLA 3 AS CONCEPÇÕES DOCENTES ACERCA DO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE E DISCUSSÂO DE DADOS 3.1 A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÂO E ACOLHIMENTO ESCOLAR DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE REVELAM OS ESTUDOS ENCONTRADOS 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS