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2 TRATAMENTO DE DIABETES MELLITUS

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essa forma de medicação 
- quanto aos benefícios terapêuticos, não 
possuem grandes diferenças 
- efeitos colaterais: flatulências e diarreia 
 
- a metformina possui também efeitos 
antiinflamatórios (redução do risco CV), inibe a 
lipogênese hepática também (diminui a 
hipertrigliciridemia – reduz triglicérides), auxilia 
no tratamento de fígado gordurosa; modula a flora 
intestinal e traz um perfil incretínico benéfico 
(melhora a secreção de GIP e GLP-1); ação no 
“cérebro-intestino-hepático” 
 
- foi usada por muito tempo sem se saber o efeito 
exato 
- sabe-se, hoje, que ela atua na AMP quinase 
(AMP-K) 
 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
- glibenclamida = daonil > era muito utilizado no 
SUS, hoje mais em desuso pelo surgimento de 
novas sulfoniluréias 
- GLICAZIDA > de liberação prolongada, disponível 
no SUS – uso de uma dose diária, perfil de 
proteção CV melhor que glibenclamida 
- glipizida e glimepirida > são igualmente boas 
mas a GLICAZIDA é disponível pelo SUS e é mais 
barata, optando-se por ela 
- efeitos colaterais: 
> são secretagogos de insulina e podem 
promover ganho de peso e hipoglicemia 
 
- gli entra na célula beta pelo canal GLUT, forma 
ATP, relação ATP/ADP aumentada fecha o canal 
de potássio, o que despolariza a célula, abre o 
canal de Ca, promovendo um influxo de Ca e a 
célula secreta a insulina 
- SUR = sulfoniluréia receptor – quando a 
sulfonilureia se liga ao seu SUR, promove o 
fechamento do canal de potássio, despolariza a 
célula e estimula a secreção de insulina 
 > mecanismo independente de glicose – a 
sulfoniluréia vai direto no canal de K, o fecha, 
despolariza a célula e permite a secreção de 
insulina 
 > trata-se de um hipoglicemiante, que vai 
abaixar a glicemia independente do nível de 
glicemia circulante >> isso promove riscos de 
hipoglicemia 
 > cuidado com a prescrição de 
sulfoniluréias: deve-se prescrever doses mais 
baixas e ir gradativamente aumentando as doses 
 
- são drogas secretagogas e têm efeitos 
semelhantes às sulfonilureias 
- podem ser tomadas antes das principais 
refeições e podem produzir melhores efeitos na 
glicemia pós prandial 
- risco de hipoglicemia e ganho de peso 
- são pouco utilizadas, pois são muito parecidas 
com as gliclazidas, que são ofertadas pelo SUS, 
logo, são mais escolhidas para prescrição médica 
 
- troglitazona (“troglodita” - 1º glitazona 
desenvolvida) > antidiabético oral que abaixa a 
glicemia, mas piora a qualidade CV e muitos 
pacientes morriam ao uso dessa droga 
- rosiglitazona (“amiga falsa”) > aumenta a 
mortalidade CV 
- PIOGLITAZONA (única que continua sendo 
utilizada) > é segura do ponto de vista CV; efeito 
colateral de ganho de peso (massa gorda, às 
custas de ganho de massa subcutânea e reduz 
gordura visceral – muda o padrão de distribuição 
da gordura corporal, diminuindo a gordura 
visceral), edema (pode descompensar quadro de 
IC – não utilizar para pacientes com IC), evitar em 
pacientes com história de CA de bexiga 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
 
- as glitazonas se ligam ao PPAR-gama, que 
encontra-se no núcleo das células e é ligada a 
fatores de transcrição de genes alvo 
 > medicamento ultrapassa a MC, 
ultrapassa a Mnuclear, se liga ao PPAR-gama e 
vai induzir a expressão de genes dessa célula, que 
vai promover a produção de proteínas que irão 
modular o funcionamento da célula: 
 | no fígado: melhora a gordura hepática 
 | no tecido adiposo: reduz a lipólise e altera 
o padrão de distribuição da gordura 
 | no músculo: melhora a resistência à 
insulina 
 | no osso: diminui formação óssea > 
aumento do risco de osteoporose 
- é um medicamento bom para pacientes que têm 
várias alterações metabólicas (fígado gorduroso, 
hipertrigliceridemia, hiperglicemia) 
 
- ACARBOSE > inibe a alfa glicosidase > trata-se 
de uma enzima expressa no epitélio intestinal que 
quebra os pequenos sacarídeos em sacarídeos 
menores, para que sejam absorvidos 
 > com a ausência da função dessa enzima, 
os sacarídeos não são quebrados em partículas 
absorvíveis, não sendo, então, passíveis de 
absorção > melhora de perfil e controle glicêmico 
do paciente 
 > melhora de padrão metabólico e de perfil 
lipídico 
 > o açúcar não digerido fica por mais tempo 
pelo intestino passa a ser digerido pelas bactérias 
fermentadoras (promove uma hiperproliferação 
bacteriana), de forma que há problemáticas GI 
associadas (diarreia importante – tolerabilidade 
baixa) 
- custo alto e tem baixo poder de redução da Hb 
glicada 
 > é menos usada 
 
- inibidores do SGLT-2 > são glicosúricos 
- dapagliflozina (forxiga) foi o primeiro a ser 
criado > forçava a bexiga a urinar – diurese 
osmótica por glicosúria – atua sobre a porção que 
realiza a reabsorção de glicose, diminuindo essa 
reabsorção, levando à excreção de glicose 
- canaglifozina (invokana) > promove aumento do 
risco de amputação 
|| atualmente, a forxiga e a invokana são utilizadas 
com objetivo de cardioproteção, independente do 
DM 
- EMPAGLIFLOZINA (jardiance) > primeira 
gliflozina que mostrou benefício na ICC 
(diminuição de morbidade, mortalidade e 
internação) > escolha para pacientes com IC 
 > efeito renal benéfico 
 > efeito colateral de ITU (principalmente 
candidíase) 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
 
- a glicose é reabsorvida toda no túbulo proximal 
> se não for aqui reabsorvida, ela sairá na urina 
- o TP reabsorve a gli por meio dos canais de 
sódio-glicose (SGLT), expressos no lúmen tubular 
 > o mais expresso no lúmen do TP é a 
SGLT-2 (90%) 
 > o inibidor do SGLT-2 promove uma 
glicosúria – paciente tem diurese osmótica 
 > a glicose puxa o sódio junto – gera um 
aumento do fluxo hidrossalino no TD, o que gera 
uma inibição do sistema renina-angiotensina-
aldosterona 
- efeito diurético (promove redução da PA); 
inibição do SRAA (melhora perfil de pacientes com 
ICC) 
 
- podem ser utilizadas em pacientes com DRC; 
têm efeito neutro no peso 
- atuam no sistema incretínico do octeto 
destruidor 
 
- o intestino secreta as incretinas (importantes 
pela melhora da secreção de insulina – atuação na 
célula beta e inibição da secreção do glucagon – 
atuação na célula alfa) 
 > as incretinas são rapidamente 
degradadas por enzimas denominadas DPP4 – 
possuem meia vida curta (em torno de 5 min) 
 > quando o paciente toma o inibidor do 
DPP4 há inibição da enzima, o que promove uma 
permissão de que o GLP-1 e o GIP fiquem ativos 
por mais tempo, promovendo uma melhora do 
efeito incretínico, com impacto positivo no 
controle glicêmico 
 
 
- LIRAGLUTIDA (VICTOZA) > uso diário – análogo 
ao GLP-1, com produção de efeito incretínico 
- SEMAGLUTIDA (OZEMPIC) é de uso SEMANAL 
- há pacientes que têm náuseas e vômitos muito 
intensos ao uso desses medicamentos e não 
conseguem utilizá-los 
- produzem efeitos mais intensos do que os do 
GLP-1 já existentes no organismo 
 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
 
- efeitos do uso de análogos e miméticos da 
insulina: 
> melhora na secreção de insulina 
> diminui secreção de glucagon 
> diminui a apoptose das células beta 
> produz neogênese de célula beta – 
interessante para o DM tipo 2, que vai tendo 
perdas de células beta ao longo do tempo 
> melhora da captação de gli periférica 
> diminui produção hepática de glicose 
> diminuição do esvaziamento gástrico – 
efeito importante na motilidade gástrica > melhora 
a hiperglicemia pós prandial > redução de peso 
(paciente fica saciado por mais tempo) – podem 
ser utilizadas também no tto de obesidade, 
independente do paciente ter DM ou não – ótimo 
para pacientes com DM tipo 2 – efeito colateral de 
náuseas e vômitos 
> efeito neuroprotetor – pacientes 
diabéticos têm maior risco de AVC 
> atua nos centros de fome e saciedade – 
diminui apetite 
> efeitos cardioprotetores – melhora no DC