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RESUMO GERAL DE ELETROCARDIOGRAMA E EMERGÊNCIAS (COMPLETO)

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e sim um
alentecimento da condução, já que o normal é que dure
só 0,20s
● Aqui o estímulo nasce no nó sinusal → desce → demora,
demora, demora e desce, por isso que não acha nenhuma
onda P sem QRS
COMO SEI QUE É BAV: o intervalo PR vai ser maior do que 5
quadradinhos
O estímulo nasce no nó sinusal → passa → para que o
ventrículo se encha de sangue e contraia. A pequena pausa
tem uma medida que é o INTERVALO PR
● O começo/início da onda P até chegar no QRS =
intervalo PR - importante para dizer se há bloqueio
● TODO ECG deve contar os quadradinhos - o local de
contagem é o D2 LONGO
● normal: do início da onda P até o início do QRS só tenha
duração menor que 5 quadradinhos
● 5 ou + quadradinhos = BAV 1º grau
8 quadradinhos logo já passou dos 5 quadradinhos
BAV 1º GRAU: NÃO TEM PROBLEMA
o coração está envelhecendo apenas
BLOQUEIO AV 2º grau Mobitz I
Há alentecimento gradual a cada estímulo, até que ocorre
bloqueio (ou seja há onda P sem QRS correspondente).
TEM bloqueio, logo em algum momento não vai ter QRS
MOBITZ I: INTERVALO PR SEMPRE AUMENTANDO
GRADUAL ATÉ TER O BLOQUEIO
QUANDO OCORRE BLOQUEIO AV 2º: já tem bloqueio, logo
alguma onda P vai estar sem QRS.
O estímulo passou até o nó AV, ou seja, passou até o átrio,
logo tem onda P. Mas o estímulo não desceu (círculo azul)
assim não tem QRS, ou seja, o ventrículo não bateu → não
saiu sangue do ventrículo naquele batimento
ausência do QRS
MOBITZ I: a passagem do batimento fica cada vez mais difícil,
até que chega uma hora que bloqueia total
**risco preto na 2ª imagem: intervalo PR
ex: andré é o estímulo → passa rapidinho → logo tem
batimento normal (intervalo PR < 5 quadradinhos), Mariana
demora, demora e passa, (intervalo PR ↑). Beatriz não passa
(bloqueio)
● a cada estímulo o intervalo PR vai aumentando até ter o
bloqueio, após o bloqueio início tudo igual
● intervalo PR é progressivo (vai ↑ ) → até chegar o bloqueio
● ↑ gradual até que haja o bloqueio e após o bloqueio volta do
início
BLOQUEIO AV 2º grau Mobitz II
Há bloqueio do estímulo de forma súbita – sem aumento
progressivo do intervalo PR – (intervalo PR constante)
TEM bloqueio, logo em algum momento não vai ter QRS
O INTERVALO PR NÃO ↑ PROGRESSIVAMENTE
O INTERVALO PR É CONSTANTE / IGUAL
QUANDO OCORRE BLOQUEIO AV 2º: tem bloqueio, logo
em algum momento não vai ter QRS, contudo o intervalo PR
não ↑ progressivamente
MOBITZ II: o intervalo PR é constante, ao fazer a medida dos
intervalos PR são iguais
bloqueio acontece do nada: batimento normal → batimento
normal → bloqueio
ex: o estímulo não passa (bloqueio logo de cara)
ventrículo não contraiu porque está bloqueado
2 batimentos seguidos no qual o ventrículo não contraiu
(coração não bateu). Mas continua sendo Mobitz II
CASO CLÍNICO: DR. Bruno atendeu uma senhorinha com
tontura ao andar + apagão há 6 meses
● 1ª hipótese: labirintite → tomar labirin → paciente está
na UTI precisando de marca passo de urgência porque
caiu no meio da rua
● No ECG: tem um BAV Mobitz II → não bate o ventrículo
→ não vai sangue para aorta, carótida e cérebro → fica 1
batimento sem sangue para cabeça, o outro sem sangue
na cabeça → tontura → no 3º batimento volta o fluxo →
andar de novo → tontura x normal fazendo um ciclo
● Nesse caso: o resultado final vai ser marcapasso devido
ao diagnóstico errôneo de labirintite
● Quando confirma labirintite: no ECG não tiver bloqueio
● Não bateu o ventrículo uma, duas, tres vezes vai dar
hipofluxo cerebral → tontura → pré síncope ou desmaio
TRATAMENTO: várias ondas bloqueadas + síncope =
marcapasso
CASO CLÍNICO: Dr. Bruno atende paciente jovem (20 anos)
que relata apagão (escurecimento da vista) + tontura +
formigamento → não é para pensar em Bloqueio AV 2º grau
porque essa doença acomete + idosos, no qual a parte eletrica
já envelheceu. Nesse caso pensar em ansiedade ou outras
hipóteses
CASO CLÍNICO: vó relara que quebrou o femur 3 vezes /
sempre cai ou se vive reclamando de tontura → pode estar
fazendo um bloqueio → hipofluxo cerebral→ desmaio
TRATA QUANDO TIVER SINTOMAS
**obs: geralmente quando tem apenas uma onda bloqueada
dificilmente a pessoa vai ter sintomas, se tiver várias tem
gravidade maior
BLOQUEIO AV 3º grau (BAVT)
Todos os estímulos originados no átrio são bloqueados
(não ativam o miocárdio ventricular).
Outro foco assume o comando para que haja o estímulo e
contração ventricular.
Bloqueio AV TOTAL: nenhum estímulo passa, tudo fica
bloqueado, não passa nada.
● tem 2 focos trabalhando: o normal (sinusal) e o foco
acessório (que manda o estímulo)
● quem ativa o átrio: nó sinusal
● quem ativa o ventrículo: foco/nó acessório ou ectópico
O corpo desenvolve um novo foco e esse foco começa a
mandar o estímulo para o ventrículo. Esse foco é totalmente
independente, o objetivo desse foco é fazer com que a pessoa
não morra
● esse foco é localizado abaixo da região onde está
bloqueado
● esse foco faz o ventrículo contrair → ativa o ventrículo →
ativa a onda QRS
ECG: por exclusão:
● A frequência vai estar bem BAIXA (25-45)
● descartar sinusal: não tem onda bloqueada e nesse caso
tem
● descartar bloqueio AV 1º grau: não tem onda bloqueada
e nesse caso tem
● descartar mobitz I: o intervalo PR não vai aumentando
antes de bloquear
● descartar mobitz II: o intervalo PR não é constante / igual
DIAGNÓSTICO DE BAVT: comprovar a DISSOCIAÇÃO (que
o batimento atrial está completamente dissociado do
ventricular / não tem nada a ver um com o outro) porque são
oriundos de lugares diferentes.
● marcar 2 ondas P no ECG e transferir provando que a
onda P está vindo sempre do mesmo lugar (nó sinusal)
● marcar QRS: se for BAVT todos QRS devem estar
batendo a distância provando que QRS está saindo do
mesmo lugar (no ectópico / foco acessório)
● se o intervalo PR for diferente: tem dissociação
PORQUE O QRS É ALARGADO NA 2ª IMAGEM E ESTREITO
NA 1ª: se o foco acessório estiver próximo do átrio = QRS
estreito, se o foco estiver lá embaixo = QRS alargado
QUANTO + PARA BAIXO + GRAVE E MENOR A FREQUÊNCIA
O NORMAL: onda P ter a mesma distância, QRS mesma
distância, intervalo PR mesma distância / igual
PASSO A PASSO DO ECG
1º CALCULAR A FREQUÊNCIA (normal,bradicardia,
taquicardia)
2º DETERMINAR SE O RITMO É SINUSAL (olhar em D1,
D2 e AVF se onda P é +)
3º OLHAR EM D2 O INTERVALO PR (bloqueio AV ou não)
CASO CLÍNICO: médico da UBS orienta seu José (68 anos) a
procurar o ambulatório de cardiologia do integrado com
urgência por causa do seguinte ECG:
● não tem sintomas; é ativo ( joga xadrez e truco)
● apenas foi ao médico para prevenção
● Antecedente fisiológico: HAS (atenolol e captopril)
● BRADICARDIA SINUSAL POR CAUSA DO ATENOLOL
● só trata se tiver sintomas
1. FC: 43 (bradicardia)
2. D1 onda P +; D2 onda P +; AVF onda P + = Bradicardia
Sinusal (resposta fisiológica do organismo). CONDUTA:
qual medicamento que toma? TSH (hipotireoidismo),
Potássio (hipercalemia), vagotônico
3. Olhar D2 longo para checar intervalo PR: ↑ (>5
quadradinhos) o normal é ser menor que 5 =
INTERVALO ↑ isso significa que é um bloqueio = BAV 1º
grau
R= BRADICARDIA SINUSAL . BAV 1º GRAU
CASO CLÍNICO: vozinha caiu na Usina Mourão com o ECG
abaixo: caiu porque tem 2 ondas P bloqueadas → não foi fluxo
para o cérebro → síncope / queda
CASO CLÍNICO: paciente hipertensa 78 anos chega ao PA
após quadro de síncope no mercado. No momento sem
queixas - acha que foi episódio de hipotensão e quer ir pra
casa
● “minha pressão abaixou tava lá no mercadinho, agora
estou boa, quero ir pra casa”
● FC: 33
● D2: tem bloqueio
● QUAL BLOQUEIO AV COM CERTEZA NÃO É: BAV de 1º
grau porque nesse caso tem onda P bloqueada
● BAV de 2º mobitz I: o intervalo PR é progressivo /
aumentando até acontecer o bloqueio logo não é
● BAV de 2º mobitz II: o intervalo PR é constante não é o
caso desse
● QUAL BLOQUEIO NESTE CASO: BAVT (marcar 2 ondas
P e QRS mostrando que são 2 focos independentes e
intervalo PR irregular)
FREQUÊNCIA ↓
ONDA P e QRS vão bater
INTERVALO PR desregulado / não constante
TAQUIARRITMIAS
TAQUICARDIA SINUSAL

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