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Implantação de Módulo Demonstrativo de Recuperação em Fazenda Experimental

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METODOLOGIA 
 
A pesquisa será desenvolvida na Fazenda Experimental da Universidade 
Federal do Tocantins, localizada no município de Gurupi, coordenadas geográficas 
11.77 e 11.78° Sul, 49.04 e 49.06° Oeste, região sul do Tocantins. Na área de reserva 
legal da fazenda será selecionada uma área de 17.705 m2 para implantação do módulo 
demonstrativo de recuperação (MDR). Deverá se feita a classificação dos solos da 
área. O clima da região segundo a classificação de Köppen e do tipo mesotérmico com 
inverno seco (Cwa). A localização apresenta precipitação média anual de 1776,4 mm, 
temperatura média de 26,1ºC e altitude de 284,27 m. 
Para implantação do modulo será realizado o preparo da área sendo: a limpeza 
do terreno, combate as formigas, aderir ao projeto aceiros para prevenção ao fogo, 
correção do solo, subsolagem, abertura das covas e adubação de base na cova. 
A limpeza da área será mecanizada com trator agrícola em toda a área do 
módulo. A correção do solo realizada conforme a análise de solo feita na área. A 
subsolagem feita na linha de plantio com trator agrícola e subsolador monohaste. A 
abertura das covas realizada de forma manual nos tamanhos 40 x 40 x 40 cm e o adubo 
químico, aplicado na cova, conforme a recomendação da análise de solo. 
Após o preparo então o projeto caminha para fase de plantio onde a 
recomendação de manejo permanece, como: combate a formigas e coroamentos. 
Planeja-se ser implantadas diferentes espécies de cerrado de uso múltiplo em 
espaçamento 2x2 m. As espécies possuem uso múltiplo, mas para este estudo se 
objetiva sua principal utilidade, separando-as em dois grupos (madeireiras e não 
madeireiras). As madeireiras são espécies que tem como principal finalidade a 
produção de madeira com valor de mercado. As espécies não madeireiras são aquelas 
que permitem a extração de produtos utilizados na alimentação, medicina, extração de 
óleos, mel, artesanato e fonte de alimento para fauna. 
O plantio terá início nas primeiras precipitações de dezembro, após 30 dias 
realizara uma vistoria avaliando a necessidade de replantio e aos 60 dias do plantio 
realizado as primeiras coletas de dados e após feita as próximas a cada 3 meses. O 
projeto tem a duração de dois anos após o plantio para avaliar o desenvolvimento. 
Na Tabela 1 é apresentada as espécies florestais implantadas no MDR da área 
de reserva legal da Fazenda Experimental da UFT., 
 
Tabela 1- Espécies de cerrado de uso múltiplo implantadas no MDR. 
Espécies Nome Científico Uso 
Angico-
vermelho 
Anadenanthera colubrina (Vell.) 
Brenan. 
Madeireiro 
Bacaba Oenocarpus bacaba Mart. Não 
madeireiro 
Cachamorra Tachigali vulgaris L.G.Silva & 
H.C.Lima 
Não 
madeireiro 
Cajuzinho Anacardium humile A.St.-Hil. Não 
madeireiro 
Candeia Plathymenia foliolosa Benth. Madeireiro 
Caroba Jacaranda brasiliana (Lam.) Pers. Madeireiro 
Cega-machado Physocalymma scaberrimum Poh. Madeireiro 
Chichá Sterculia striata A.St.-Hil. & Naudin Não 
madeireiro 
Embaúba Cecropia pachystachya Trécul Não 
madeireiro 
Falso-
barbatimão 
Cassia leiophylla Vogel Não 
madeireiro 
Farinha-seca Albizia niopoides (Spruce ex Benth.) 
Burkart 
Madeireiro 
Fava-de-bolota Parkia platycephala Benth. Não 
madeireiro 
Gonçalo-alves Astronium fraxinifolium Schott. Madeireiro 
Guatambu Aspidosperma macrocarpon Mart. & 
Zucc. 
Madeireiro 
Ingá Inga vera Willd. Não 
madeireiro 
Ipê-amarelo Handroanthus serratifolius (Vahl) 
S.Grose 
Madeireiro 
Ipê-roxo Handroanthus impetiginosus (Mart. 
ex DC.) Mattos 
Madeireiro 
Jacarandá Jacaranda Cuspidifolia Mart. Madeireiro 
Jenipapo Genipa americana L. Não 
madeireiro 
Lixeira Curatella americana L. Não 
madeireiro 
Mulungu Erythrina verna Vell. Não 
madeireiro 
Tingui Magonia pubescens A.St.-Hil. Não 
madeireiro 
 
 
O crescimento das espécies nativas serão avaliados a partir do primeiro mês de 
estabelecimento dos tratamentos, em todas as plantas da parcela amostral, tomando-se 
informações de: 
Altura total (Ht): deverá ser mensurada verticalmente do solo até o meristema 
apical, com o auxílio de uma régua graduada em centímetros. Conforme o crescimento 
das espécies, passará a ser utilizado o hipsômetro de Blume-Leiss. 
Diâmetro: obtido a partir do diâmetro altura do coleto (DAC), com auxílio de 
paquímetro. Conforme o crescimento das espécies, passou-se a medir o diâmetro a 
1,30 m de altura (DAP) do solo, com o auxílio de uma trena centimetrada. Foram 
realizadas quatro coletas de dados para quantificar o desenvolvimento das espécies 
implantadas, diâmetro do coleto e altura total, com intervalo de 3 meses entre as 
avaliações. A 1ª avaliação foi feita após 30 dias de implantação das espécies na área. 
Os valores médios de diâmetro do coleto e altura de cada espécie por avaliação são 
apresentados no Gráfico 1 e 2. O tempo total do experimento é de dois anos. 
A presença de animais na área será avaliada por tabela onde constara a forma 
de observação, onde pode consta se foi observado rastro do animal que utilizou a área 
como passagem, visto a olho nu e ate mesmo uso da área como refúgio / ninho e 
classificando os animais conforme seu filo.

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