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PUERPÉRIO E AMAMENTAÇÃO

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infecção; 
 
☆ Involução uterina; 
 
☆ Função vesical: se está urinando bem, quantidade, incomodo; 
 
☆ Vida sexual: se a mulher não tiver lesão perineal, pode voltar à vida sexual a hora que quiser, sempre lembrando 
que a decisão deve ser tomada por elas e não por seus maridos ou companheiros. 
 
☆ Alta: avaliar necessidade de toque, receitar medicações para casa; 
 
☆ Revisão: 7-15 dias para retirar os pontos da cesárea e em 6 semanas para orientação a cerca de anticoncepção (a 
literatura diz que até 6 semanas não precisa fazer anticoncepção e, depois desse período, não devem usar estrogênio 
devido à amamentação e ao maior risco tromboembólico). 
 
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Amamentação 
 
Cuidados com as mamas/amamentação: 
Existem algumas dúvidas muito comuns sobre esse tema, vamos falar sobre algumas delas agora... 
 
1) Devemos lavar as mamas antes das mamadas? Não 
2) Oferecer as 2 mamas em todas as mamadas? Não. 
3) Intercalar a mama do inicio da mamada? Não. 
4) Esvaziar um mama por completo para depois passar para a outra mama devido ao leite anterior, mais rico em 
água, e leite posterior, mais rico em gorduras e normalmente ocorre no final da mamada? Não. A secreção do 
leite anterior e posterior não é matemática, durante a amamentação os dois leites podem sair 
concomitantemente. Não existe isso que um sai no inicio e outro no final da mamada. Depende de fatores 
como a sucção do bebê, psicológico da paciente, entre outros. 
5) É preciso expor a mama ao sol? Não, além disso, não precisamos usar bucha de banho, nem toalha de banho, 
manobras de Hoffman não são indicadas. 
6) É importante usar a concha mamária? Não, ela esquenta e umidifica a região, aumentando a chance de 
infecção no local. 
7) É importante o uso de intermediário de silicone? Pode ser uma alternativa para mamas que estão muito 
machucadas, porém, deve ser feito com data para colocar e para retirar, como forma de resguardar aquela 
amamentação. 
8) O que aplicar nas mamas? Passar o próprio leite é uma boa alternativa para hidratar aquela mama e em 
alguns casos podemos recorrer à medicações. 
9) É importante o uso de sutiã? Não. Inclusive devemos tomar cuidado com aqueles que possuem uma haste de 
metal ou silicone mais duro, pois eles podem dobrar a mama e dificultar a saída do leite. 
10) Devemos amamentar de 3 em 3 horas? Não. A amamentação é feita por livre demanda, o bebê não vai ao 
peito só quando tem fome, ele também vai porque precisa vivenciar a exterogestação (a criança demora 
aproximadamente 1 mês para entender que já saiu do útero, por isso precisa de colo e aconchego). 
11) Pega e posição: as vezes pode até ter influência, mas tem muita coisa além. 
12) Sucção nutritiva X sucção não nutritiva: na nutritiva você consegue ouvir a deglutição, já a não nutritiva é 
quando ele só quer sugar; 
13) Apojadura das mamas: é a descida do leite, ocorre até o terceiro dia pós-parto. Quando acontece, devemos 
orienta a mãe a esvaziar a mama e fazer compressas frias (ajudam a diminuir um pouco a produção). 
Importante lembrar que as compressas não podem ser geladas, pois pode acontecer um efeito rebote, depois 
que a mama esquentar vai voltar a produzir muito. 
 
OBS: alguns consultores de amamentação indicam o uso de folha de repolho, ela tem o formato de uma concha, 
cortamos o espaço para o mamilo e leva ao congelador. Um tempo depois colocamos sobre a mama, dura cerca 
de 20 a 30 segundos, podemos usar 3 folhas após o esvaziamento na apojadura. 
 
Patologias da lactação: 
☆ Hipogalactia: é uma diminuição da produção de leite, que pode ser primária (hipogenesia mamaria, ou seja, 
pouco tecido mamário; questão hormonal da mulher) ou secundária (mulheres que fizeram reduação mamária, 
obstrução de ductos). 
☆ Ingurgitamento mamário: todo leite que fica parado na mama sofre um processo de transformação que faz 
com que ele fique mais viscoso e passa a ter uma dificuldade de drenagem, formando um ciclo vicioso. É aquela 
mama grande, endurecida e avermelhada. Pode ter uma febre mais expressiva. 
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 Importante: o que marca a diferença entre o ingurgitamento e a apojadura é que na apojadura o leite 
mamário flui, já no ingurgitamento existe uma intensa dificuldade para retirá-lo. 
☆ Bloqueio de ducto: os ácinos e alvéolos mamários vão se confluir em ductos e depois em um único ducto que 
vai sair no mamilo, se eu tenho algum processo mecânico que bloqueie esses caminhos, ocorre uma reação local, 
ficando mais endurecido e avermelhado. 
☆ Fissuras mamilares: muito relacionada à pega e a posição do bebê, por isso, precisamos rever essas posições, 
procurar alguma alteração anatômica na cavidade oral. 
 
☆ Mastite: muitas vezes decorrente do ingurgitamento não tratado. O leite fica muito tempo parado ali, sendo 
um importante meio para proliferação de bactérias, gerando infecção. Resultando em uma mama quente, 
vermelha, dolorosa, pode apresentar aspecto de casca de laranja e sinais de infecção (febre alta, astenia). 
☆ Abscesso mamário: quando a mastite não é tratada de forma adequada pode evoluir para abscesso, que 
muitas vezes são cirúrgicos e precisam ser drenados, dificultando o processo de amamentação. 
 
OBS: posso colocar o bebê para mamar na mama com mastite? Sim. A sucção do bebê é a melhor bomba de 
esvaziamento mamário. No abscesso também podemos colocar a criança para mamar. 
 
 
Bloqueio de ducto (lembra a mastite, porém só 
em uma área da mama). 
 
 
Fissuras mamárias 
 
 
 
 
Mastite Abscesso 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mastite com uma área de fissura mamilar 
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Caso clínico: 
 
No dia seguinte, ao olhar as mamas, ainda não apresentava nenhum sinal flogístico. Nesses casos, devemos 
trabalhar com interdisciplinaridade. A consultora de amamentação sugeriu que talvez a prótese estivesse 
encapsulada. Foi pedido uma ultrassonografia de mama, que apresentou o seguinte laudo: 
 
 
Na mama direita foi evidenciada uma área complexa cístico sólida, sugestiva de abscesso corelacionada com 
mastite próximo à prótese, com isso, o indicado seria abrir a mama e retirar a prótese. Durante a cirurgia, foram 
tiradas fotos (autorizadas pela paciente), sendo elas: 
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Na primeira foto, notamos a diferença de tamanho entre as mamas, foi possível retirar 500 ml de líquido da 
mama dessa paciente, além da retirada da prótese. O liquido foi encaminhado para avaliação da histologia, 
citologia e cultura (não apresentou nada) e os outros ainda aguardamos resultados. 
 
 
Mama com dreno logo após a cirurgia. 
 
Nessa parte da aula o professor mostrou um vídeo de como a drenagem 
da mama aumentou e melhorou após a cirurgia, o leite saia com muita 
facilidade. Então, o que possivelmente aconteceu ali é que todo o liquido 
presente na mama estava pressionando os ductos e impedindo a passagem 
do leite, além das lesões anteriormente citadas. 
 
 
 
Relatos de mulheres incríveis: 
1) 
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2) 
 
 
3) A paciente Bianca teve um parto muito complicado, tinha dificuldade na aceitação, 
problemas financeiros, queria muito um parto vaginal e teve descolamento prévio de 
placenta. O bebê nasceu bem naquele momento, porém, fez uma sondrome de aspiração 
meconial e foi para UTI neonatal, a criança ficou em estado gravíssimo, a ponto da equipe 
chamar a família por pensar que ele não sobreviveria, mas não desacreditaram em sua 
recuperação. Segue o relato dessa mãe: 
 
 
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Palavras do professor: “Hoje eu vou a todas as festas de aniversário do Benjami, e choro em todas 
elas, porque ele quase morreu.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4) 
Puerpério patológico 
 
Infecção puerperal: 
➢ Fatores de risco: 
 
☆ Cesariana: é o principal 
 
☆ Amniorrexe prolongada: quando rompe a bolsa 
 
☆ Trabalho de parto prolongado: colo aberto por muito tempo 
 
☆ Exames pélvicos excessivos; 
 
☆ Debilidade imunológica; 
 
☆ Desnutrição; 
 
☆ Obesidade; 
 
☆ Trauma cirúrgico; 
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☆ Retenção de restos placentários;