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Melhoramento Animal Aplicado

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E ENDOGAMIAE ENDOGAMIAE ENDOGAMIA
homozigoto com IBD (probabilidade = F)
homozigoto sem IBD (probabilidade = 1 - F)
A probabilidade de Donald ter recebido quaisquer dois
alelos IBD:
p(CC) = 0,5 * 0,5 * 0,5 * 0,5 = 6,25%
p(DD) = 0,5 * 0,5 * 0,5 * 0,5 = 6,25%
A probabilidade de Donald ter genótipo IDB é:
p(CC) + p(DD) = 6,25% + 6,25% = 12,5%
A probabilidade de Donald NÃO ter genótipo IDB é:
100% - (p(CC) + p(DD)) = 100% - (6,25% + 6,25%)
100% - 12,5 = 87,5%
Coeficiente de endogamia:
FDonald = 0,125 = 12,5%
Esse coeficiente representa a probabilidade que o
indivíduo tem de possuir dois alelos IBD. Pode-se
dizer que 12,5% dos loci de Donald terão dois alelos
idênticos, que são cópias de um dos alelos do Odie.
 
A ENDOGAMIA ALTERA A HOMOZIGOSIDADE:
Sem endogamia, segue o equilíbrio de Hardy-
Weinberg:
p² : 2pq : q²
em que: p² e q² são a possibilidade de ser homozigoto
HOMOZIGOTO = p² + q² = 1
Ex: considere que p = 0,33 e q = 0,67
p² + q² = 0,55
Probabilidade = 55%
Com endogamia, existem dois componentes:
P(homozigoto)= F + (1 - F) * (p² + q²)
P(homozigoto)= 0,125 + 0,875 * (0,33² + 0,67²) = 0,61
Probabilidade = 61%
 
CONSEQUÊNCIAS DA ENDOGAMIA =
DEPRESSÃO ENDOGÂMICA
Os indivíduos têm qualidade pior, são menores, vivem
menos, têm saúde e fertilidade reduzida. Há maior
chance de desenvolver doenças genéticas recessivas
O animal possui menor valor adaptativo.
A cada 1% extra de endogamia, a consequência é 6,7
dias a menos de vida e menos 24% de leite
produzido.
A taxa ideal de endogamia é de 7%.
Um animal será endogâmico quando seus pais possuí-
rem alguma forma de parentesco. A endogamia
aumenta a homozigosidade e tem conotação negativa.
Sem saber o parentesco, não se pode confirmar a
endogamia de um indivíduo, mesmo que este apresente
homozigosidade,
No exemplo ao lado,
Donald é endogâmico pois
seus pais são parentes. Jim
e Jill possuem o alelo C. 
Os dois alelos deste gene
são idênticos por
descendência (IBD) em
Donald.
É uma tabela onde cada linha e cada coluna
representam um animal.
Na diagonal principal, está representada a semelhan-
ça genética de um indivíduo com ele mesmo. Fora
dessa diagonal estão todas as relações genéticas
aditivas da população.
A relação a ser evitada é aquela com maior índice, ex:
FH = 0,8125
indivíduos mais semelhantes geneticamente
aumento do nível de parentesco entre indivíduos
Em termos populacionais, a endogamia está relacio-
nada com a perda da diversidade, principalmente em
populações pequenas, casos de gargalo populacional e
na seleção dos animais.
As consequências são:
RELAÇÃO DE PARENTESCO E
COEFICIENTE DE ENDOGAMIA
O coeficiente de endogamia mede a probabilidade de
um indivíduo receber o mesmo alelo dos seus pais, por
estes serem aparentados. Por isso, é importante saber
grau de parentesco dos genitores - quanto mais aparen-
tados forem, maior será seu coeficiente de endogamia.
medida de parentesco entre dois animais = Relação
Genética Aditiva
 
CALCULO DO COEFICIENTE DE ENDOGAMIA
Para isso, é necessário saber: pedigree, regras de
cálculo e grau de parentesco dos pais.
Para o cálculo, a relação genética aditiva será
representada com "A".
Ex: relação genética aditiva pai e filho = Apf = 0,5
pai e filho = 0,5
mãe e filho = 0,5
irmãos = 0,5
meio irmãos = 0,25
Os elementos da matriz são formados pela junção de
uma coluna + uma linha.
DIAGONAL PRINCIPAL = Ai,i
OUTROS ELEMENTOS = Ai,j
s = pai
d = mãe
RELAÇÕES ENTRE ANIMAIS, SENDO UM
DESCONHECIDO, É IGUAL A 0
a ?,? = 0
a i,? = 0
a ?, j = 0
NÃO SE SABE OS PAIS = 1
Extensão onde as diferenças observadas no desem-
penho dos animais são devidas à hereditariedade. É
uma proporção da variância fenotípica que é atribuída
às diferenças nos valores genéticos dos indivíduos.
 o valor da herdabilidade pode variar de 0 a 1
é representada por h²
 
 
 
P = desempenho do animal
Essa grandeza diz respeito à característica e não ao
animal. Uma característica sem herdabilidade não
pode ser melhorada geneticamente.
A herdabilidade é um parâmetro populacional, sendo
que cada população pode possuir herdabilidade
diferente para a mesma característica.
+ variabilidade + herdabilidade + rapidez no programa
Os efeitos D e I nos pais não se apresentarão da
mesma forma nos filhos. Enquanto isso, o A é uma
junção dos fatores que vêm dos pais, sendo metade
da mãe e metade do pai.
Não é possível contar que o gene de dominância dos
pais sejam repassados para os filhos.
Ex: A1A2 x A2A3 = A1A3
 
P = G + E
G = A + D + I
A = D + I + E
P = A + E ou seja
O FENÓTIPO É RESULTADO DO VALOR DO
GENÉTICO E DO RESÍDUO AMBIENTAL
A variância é determinada por
 
 
em que Ω²a é a soma dos genes aditivos dos alelos
de todos os genes que afetam uma característica.
Leva em conta dados estatísticos populacionais,
como média e variabilidade dos dados (desvio
padrão)
Ω²e refere aos efeitos ambientais, sendo que
qualquer efeito que não temos controle pode afetar o
fenótipo do animal.
Serve para distinguir os efeitos genéticos dos efeitos
não genéticos que influenciam o fenótipo, uma vez que
o efeito do ambiente pode ser diferente em cada animal.
Utiliza-se dados fenotípicos e as informações de
parentesco para informar o valor genético (VG) dos
animais.
O animal que foi avaliado geneticamente como bom
para a característica a ser selecionada possui maior
valor comercial (sêmen).
Esse teste genético é caro, pois dura cerca de 7-8 anos,
logo, os animais que participam do teste são pré-
selecionados.
fenótipo = genética + ambiente
Variância ambiental = parte da variabilidade devido às
diferenças no ambiente em que cada indivíduo se
desenvolve. A variância será maior em sistemas
extensivos, pois o controle do ambiente é menor.
extensivo > confinamento
Em ambientes controlados, existem "microambientes"
que causam variância, porém muito reduzida. Geral-
mente, os animais usam a hierarquia para organizar
quem ficará nos ambientes melhores.
Em diferentes fases da vida, os efeitos ambientais vão
interferir de forma diferente no fenótipo. Os eventos que
influenciam o inicio da vida, podem produzir respostas
na vida adulta.
Diferentes características são afetadas de forma
diferente pelo mesmo ambiente.
OBS: grupo de contemporâneo
MODELO GENÉTICOMODELO GENÉTICOMODELO GENÉTICO
P = G + E
G = soma de todos os alelos e suas interações, valor
genotípico
G = A + D + I
A = valor genético aditivo, o efeito médio de cada alelo
D = valor genético de desvio de dominância; interação
entre alelos do mesmo locus
I = valor genético de epistasia; interação entre alelos de
loci diferentes
O EFEITO GENÉTICO ADITIVO É O QUE É
HERDADO PELA PROGÊNIE
Define a similaridade genética entre pais e filhos, e
irmãos dos mesmos pais.
O VG da progênie é a média do VG dos pais.
AMBIENTE COMUM X AMBIENTE PERMANENTE
Os efeitos de ambiente comum, permanente ou
temporário devem ser levados em consideração no
modelo genético ou a importância da contribuição
genética na variabilidade será superestimada, pois o
ambiente em que os animais foram criados influencia
no fenótipo. 
P = A + C + E
C = efeito de ambiente comum, igual para todos os
irmãos
Ex: grupo de leitões irmãos, criados na mesma baia
com a mesma mãe. 
O efeito de ambiente permanente revela a
repetibilidade de uma característica e considera o
quanto da variância fenotipica é controlada por fatores
presentes em todas as mensuraçoes.
Repetibilidade = características repetidas, como
lactação, gestação, produção de ovos...
Ex: uma galinha teve uma doença viral que afetou a
produção de ovos (efeito ambiente permanente),
porém os ovos pode ser menores ou maiores
conforme a incidência de luz (efeito temporario)
carac. reprodutivas = herd. baixa (<0,15)
carac. produtivas = herd. média (0,15 - 0,35)
carac. de carcaça = herd. alta (>0,35)
Herdabilidade igual a 1 não é possível de ser
alcançada.
Quanto maior a herdabilidade, maior será a média de
fenótipos de uma população conforme os melhores
animais de reproduzem.
HERDABILIDADE ALTA
HERDABILIDADE BAIXA
Em um programa de melhoramento com várias
fazendas