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RESUMO DE INTRODUÇÃO A CIENCIA DO DIREITO - FONTES DO DIREITO, ORDENAMENTO JURIDICO,

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REVISÃO PARA PROVA – INTRODUÇÃO A CIÊNCIA DO DIREITO 
➢ TEORIA DAS FONTES DO DIREITO (SLIDE 08) 
Fonte do Direito: são os processos ou meios em virtude dos quais as regras jurídicas se positivam com legítima 
força obrigatória, isto é, se manifestam como ordenamento vigente e eficaz. 
➢ Pressupostos das fontes do direito, segundo Miguel Reale: 
Presença de uma estrutura de poder: as fontes são dotadas de vigência e eficácia, por isso é necessário que 
haja um poder capaz de especificar o conteúdo. 
Capacidade de inovar: capaz de introduzir algo novo com caráter obrigatório; 
 FONTES DO DIREITO 
O que são as fontes do direito, classificação dos costumes, costume segunda a lei, costumes além da lei, 
e contrária a lei. 
LEI (processo legislativo): expressão do PODER LEGISLATIVO. São mais rápidas na elaboração, são de 
mais fácil conhecimento e precisão, além de oferecer maior segurança às relações sociais 
COSTUMES: É a expressão do poder Social. Trata-se da repetição habitual de um comportamento e a 
consciência social a obrigatoriedade desse comportamento. Art. 569. O locatário é obrigado: a pagar 
pontualmente o aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o costume do lugar; 
➢ SECUNDUM LEGEM (segundo a lei): É o costume que está previsto na lei, a qual reconhece a sua 
eficácia obrigatória. 
➢ PRAETER LEGEM (além da lei): É aquela que intervém na falta ou omissão de lei. O costume 
pode ser mencionado, embora não exista na lei. 
➢ CONTRA LEGEM (contrário a lei): É aquele que se forma em sentido contrário a lei. A lei além de 
cair no desuso, possui um costume com eficácia social que é contrária a lei vigente. Para a legislação, 
eles não são aceitos: Art. 2º da LINB: A lei terá vigor até que outra a modifique. Ou seja, nenhum 
costume poderá prevalecer sobre uma lei. 
JUSPRUDÊNCIA: expressão do PODER JUDICIÁRIO. Entendimento formado por determinado tribunal 
sobre assuntos com demandas que se repetem. Tem caráter obrigatório e capacidade de inovar. Discursão 
sobre se a jurisprudência é considerada fonte do direito. Mesmo ela não sendo obrigatória (poder vinculante). 
Súmulas vinculantes e decisões de repercussão geral. 
FONTE NEGOCIAL: expressão do Poder Negocial ou da autonomia de vontade das partes (Negócios 
jurídicos). Poder negocial é a forma de explicitar ou exteriorizar a autonomia da vontade e estipular negócios 
para a realização de fins lícitos, com base em um acordo de vontades. 
Para haver fonte negocial é necessário: 
a) Manifestação de vontade de pessoas legitimas; 
b) Forma de querer que não seja contrária a lei; 
c) Objeto lícito. 
Na doutrina não é existente uma força obrigatória. Possui forma convincente e não vinculante. 
 
 
 
 
 SLIDE 09 
Direito Objetivo: O complexo das regras impostas aos indivíduos nas suas relações externas, com caráter de 
universalidade, emanadas dos órgãos competentes segundo a Constituição e tornadas obrigatórias mediante a 
coação. O homem se antecipa, e com base nesses comportamentos previstos e regulares cria modelos jurídicos 
prescritos, ou seja, norma, estamos diante do Direito enquanto ciência, estamos diante do Direito Objetivo. 
(Científico, previsível, estado de necessidade, valorado socialmente). “Criado pelo Estado” 
Direito Positivo: O direito objetivo também é positivo quando ele é protegido pelo Estado Não é 
necessariamente criada pelo estado, mas o estado deve proteger. Exemplo: as normas negociais: não decorrem 
do Estado, mas são protegidas e aplicadas pelo Estado. (Inconstitucionalizado pelo Estado, direito que regula 
a vida social, direito protegido pelo Estado). 
ORDENAMENTO JURÍDICO (Direito Positivo) possui as seguintes características: 
A) Plenitude: O ordenamento não pode deixar de dar uma solução a qualquer conflito que possa abalar 
o equilíbrio, a ordem e a segurança jurídica. 
B) Princípio do entrelaçamento: Todos os elementos estão de forma sistemática no ordenamento, isso 
significa que as normas não estão isoladas ou soltas, mas sim conectadas de modo harmônico. 
C) Princípio da fundamentação/derivação: Isso quer dizer que toda norma se funda ou deriva de outra, 
sendo que todas derivam da norma maior que a é Constituição Federal. 
PLURALIDADE DOS ORDENAMENTOS INTERNOS 
Existem os “ordenamentos menores” com menor grau de positividade. Como as organizações esportivas, os 
grupos profissionais, sindicatos, igrejas, todos com um conjunto de normas. Todavia, somente o Estado 
representa o ordenamento jurídico soberano, ao qual todos recorrem para dirimir os conflitos recíprocos. 
Diferenças: 
1. Universalidade: a sanção do Direito Estatal é universal; 
2. Intensidade ou última instância: embora aja várias normas jurídicas internas próprias, apenas o Estado 
é Soberano, fazendo com que todos possam recorrer a ele para dirimir seus conflitos. 
PARNORÂMA DO DIREITO POSITIVO: Direito Público: Externo e Interno; 
DIREITO PÚBLICO EXTERNO: 
a) Direito Internacional Público (relações estatais) 
b) Direito Internacional Privado (relações pessoais) 
DIREITO PÚBLICO INTERNO: 
a) Público: Direito Constitucional, Administrativo, Penal, Processual, Tributário; 
b) Privado: Civil, Empresarial, Trabalho, Consumidor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SLIDE 10 
Só interessa ao direito aqueles fatos naturais ou humanos que são passíveis de valoração humana. Que se 
estabeleça uma relação jurídica, ou seja, a atuação do direito. No plano social dos comportamentos temos a 
realização concreta daquilo que estava previsto na lei, ou seja, no fato-tipo, temos o fato jurídico. 
Fato-Tipo: É o fato valorado e inserido numa estrutura normativa, ou seja, é a hipótese normativa, que se for 
verificada irá implicar algumas consequências. Fato social inserido na estrutura normativa. Exemplo: Pagar 
imposto IPTU, comprar a casa gera obrigação de pagar o imposto. Está previsto na norma jurídica. Homicídio 
é um fato social, e eu só posso punir poque existe previsão normativa. 
Fato jurídico: ato natural ou humano capaz de criar, modificar ou extinguir relações jurídicas. Exemplo: a 
morte é um fato natural que está previsto como fato tipo e é considerado um fato jurídico, porque extingue 
relações jurídicas no direito penal, por exemplo. 
Fato jurídico em sentido amplo: Todo acontecimento, natural ou humano que corresponder ao modelo 
configurado pela norma jurídica implicando consequências de direito, ou seja, é todo fato natural ou humano 
capaz de criar, modificar ou extinguir relações jurídicas. (fato jurídico implica em um efeito jurídico). 
 Fato jurídico em sentido estrito: Vem a ser aquele que advém, em regra, de fenômeno natural, sem 
intervenção da vontade humana e que produz efeito jurídico. Classifica-se em ordinário e extraordinário 
Ato jurídico em sentido amplo: É aquele que depende da vontade humana. É exclusivamente decorrente da 
vontade humana que gere efeitos jurídicos. Que realiza um fato por mero desejo em sua realização, com a 
intenção de produzir algum efeito jurídico. Seja com a intenção de produzir esses efeitos ou não. 
Ato jurídico em sentido estrito: Diz respeito aos atos humanos cujos efeitos jurídicos não são determinados 
pela vontade do agente, mas sim por determinação legal. Ele pode até em algumas situações ter a intenção de 
produzir efeitos jurídicos, mas esses efeitos são determinados por lei e não podem ser objeto de sua escolha 
ou delimitação. Exemplo: Reconhecimento da paternidade. 
O fato narrado encontra sustentação no fato tipo 
Imputação: punição caso o não cumprimento do dever jurídico 
Fato material: Não possuem relevância para o direito, pois não produzem efeitos jurídicos. 
Negócio Jurídico: Ação humana que gera efeito jurídico, que podem ser controlados pelas partes, usam das 
vontades pra criar efeitos jurídicos que não estão necessariamente na lei. Para sua validez reque: 
➢ Agente capaz; 
➢ Objeto lícito, possível, determinado ou determinável