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INTRODUÇÃO À CIENCIA DO DIREITO - IMPERATIVIDADE, HETERONOMIA, COERCIBILIDADE, BILATERALIDADE ATRIBUTIVA, SANÇÃO E COAÇÃO

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1- Sanção: Consequência que surge para o sujeito por não ter cumprido a norma. Pode ser
observada em outras esferas de controle social. Como por exemplo: Religiosa, moral e de
família. A sanção disciplinar ocorre por exemplo por meio de uma multa.
2- Coação é ato de ameaça, de intimidação, pelo qual se obriga alguém a praticar determinado
negócio jurídico. Esse defeito pode manifestar-se pela violência ou pelo simples
constrangimento psicológico. A coação é a concretização da sanção, sendo a aplicação jurídica
da norma.
LEIS FÍSICAS CULTURAIS/ÉTICAS.
Características da Lei Física:
Determinismo Rigoroso: Causa e efeito (princípio da causalidade);
É descritiva: A relação causal é conhecida através da explicação ou descrição. Explicar é
analisar a relação de causa e efeito;
São subordinadas ao fato: Entre lei e fato, o fato sempre prevalece. Pois as leis são
subordinadas ao fato. Se modificar a teoria daquele fato altera-se a lei.
Características das leis culturais:
Leis Culturais: A passagem do fato para a lei é necessário a interferência de outro elemento,
que é o “valor”. As leis culturais se caracterizam por se referirem a valores, por adequarem
“meios a fins” intuídos como “valiosos”.
Lei puramente compreensiva: Também chamada de explicativa. São leis que, com base nos
fatos, é gerado apreciações valorativas, porém não implica no reconhecimento obrigatório, ou
seja, não a uma imposição obrigatória de envolver a normatividade. Ex: lei econômica (“agora,
todos devem investir em ações da bolsa de valores”). Ou todos devem ser obrigados a serem
educados e darem “bom dia”.
Leis compreensivo-normativas: São leis que não envolvem apenas um juízo de valor sobre o
fato, mas implica no reconhecimento de um comportamento OBRIGATÓRIO.
CARACTERÍSTICAS DA NORMA ÉTICA
Imperatividade: Determina, manda, “deve ser assim e pronto”. Há uma determinação, uma
ordem.
Possibilidade de violação: A norma ética determina um dever, entretanto esse dever pode ser
que NÃO seja cumprido (Dever suscetível de não ser cumprido). Toda norma ética se liga a uma
sanção, isto é uma forma de garantir a sua aplicação.
Impõe-se ao fato: A violação da norma ética não atinge a sua validade. A norma continua válida
fixando sua responsabilidade ao transgressor. Elas possuem critério de permanência, eternidade
e durabilidade.
ESPÉCIES DE NORMAS ÉTICAS
Regras religiosas, Regras morais, Etiquetas sociais (regras de trato social), Regras jurídicas.
Todas visam criar condições para a realização de uma ordem, de uma boa convivência em
sociedade.
IMPORTANTE: O que faz o Direito ser mais eficaz e diferente das demais normas
éticas/culturais? São elemento específicos do direito, como:
IMPERATIVIDADE
O Direito é essencialmente imperativo, pois sua norma traduz um comando, uma ordem, uma
imposição para se fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Cria-se uma obrigação jurídica, um
DEVER JURÍDICO. Sujeito a sanção pelo não cumprimento da norma. A norma não pode ser
interpretada como a expressão da vontade do Estado ou Chefe, pois não se trata de algo que é
decorrente da força de autoridade. A norma jurídica traz uma obrigação, pois o seu preceito visa
um valor, um bem a ser protegido. Esse valor dá às normas éticas o seu caráter obrigatório.
HETERONOMIA
A obrigatoriedade da norma jurídica existe, sem levar em consideração a concordância
(pensamento) daquele que está submetido à norma. Isso significa que a norma tem validade
objetiva, independente da opinião ou aceitação dos sujeitos. Você não precisa concordar com a
norma, apenas cumpri-la.
COERCIBILIDADE
É a possibilidade de invocar o uso da força para se valer, se necessário. O estado tem de impor
as normas jurídicas através da força (dentro dos limites legais).
● Força em ato (coação): que significa a força acontecendo em determinado caso
concreto, a força está se realizando de modo efetivo. Na hipótese da coação, a norma foi
desrespeitada e o Direito efetivamente se serve da força, seja para a realização do que
foi ordenado (por exemplo, se o devedor não pagou a dívida, o pagamento será feito à
força por execução judicial), seja para reparação do seu não cumprimento (punição,
indenização dos prejuízos ou anulação do ato violador).
● Força em potência (coerção): significa a possibilidade da força acontecer, há previsão.
Pressão sobre a vontade, levando-o a respeitar a norma.
BILATERALIDADE ATRIBUTIVA
É a possibilidade que uma pessoa tem de pretender ou exigir algo de outrem, possuindo para
isso amparo legal objetivo.
Relação intersubjetiva: toda relação jurídica ocorre entre pessoas, por isso bilateral.
Proporção objetiva: nenhuma das partes envolvidas na relação está a mercê da outra. Há uma
relação clara entre eles que não está sobre o crivo de uma das partes, não pode ser decidido
unilateralmente. Se diz que aqui a bilateralidade ganha seu sentido axiológico, valorativo, tendo
em vista o valor, o bem que está sendo protegido.
Exigibilidade: Como a proporção é objetiva, consequentemente resulta na possibilidade de
pretender, exigir, ou fazer alguma coisa.
Garantia: Essa atribuição de poder exigir algo, nasce porque está garantida. Há uma previsão
legal, há a possibilidade da coercibilidade. Termos um exigir garantido pelo Direito. O Direito
goza da “coercibilidade”: da possibilidade de recurso à força que emana da soberania do Estado,
capaz de impor respeito a uma norma jurídica.
Círculos Distintos
Segundo Christian Thomasius, o direito e a moral são diferentes. Direito: ação exteriorizada (foro
externo - O direito é tudo que diz respeito a questões externas). Moral: tudo relacionado ao
plano da consciência (foro íntimo). Todavia, essa teoria não prevaleceu, pois o Direito também
leva em consideração questões relacionadas ao plano da consciência.Exemplo: Crime doloso e
culposo; Vícios do negócio jurídico.
Círculos Concêntricos (Teoria do mínimo Ético)
O Direito representa o mínimo de moral necessário para a sobrevivência da sociedade,
representando o mínimo obrigatório. Pegar somente o que é mais importante na moral. Exemplo:
Contrato trabalhista entre o sócio e o filho, no qual o filho não trabalha e recebe dinheiro (não é
moral). Porém é uma relação jurídica só que contrária à moral vigente. George Jellinek e Jeremy
Bentham (juristas ingleses)
● Na pensão alimentícia a moral e a jurídica se separam com a coerção.
Círculos Secantes
Claude du Pasquier (jurista francês). Existem as normas jurídicas que são jurídicas e as normas
morais que são morais. (É possível distingui-las sem separá-las) Elas se SEPARAM COM A
COERÇÃO.
b) Direito e Moral possuem aspectos comuns e distintos;
c) É possível distinguir sem separar.
d) Até qual momento a regra moral coexiste com a regra jurídica? Não há previsão de punição.
SANÇÃO E COAÇÃO
SANÇÃO: medida que se apresenta junto a norma jurídica para provocar a sua aplicabilidade:
Pode ser: Sanção Positiva ou Sanção Negativa.
COAÇÃO: possibilidade do uso da força.
Teoria tridimensional do direito: FATO, NORMA E VALOR.
O Estado tutela o direito; O fato é normatizado pelo Estado (a valoração é feita pelo Estado);
Teoria pura do direito: Tem que estar em consonância com a maior autarquia, que é a
Constituição Federal.
CLASSIFICAÇÃO DA NORMA JURÍDICA
1- QUANTO AO TERRITÓRIO OU EXTENSÃO ESPACIAL:
Leis nacionais e leis internacionais
- Leis municipais
- Leis estaduais
- Leis federais
Há hierarquia entre as leis municipais, estaduais e federais? Não há relação hierárquica entre
normas oriundas de entes estatais distintos, isto é, não se pode falar em hierarquia entre leis
federais, estaduais, distritais e municipais. O que prevalece a lei federal ou a estadual?
Lei estadual e lei municipal não podem contrariar a lei federal (norma geral), mas entre a lei
estadual e a lei municipal não existe hierarquia, ou seja, a lei municipal não está “abaixo” da lei
estadual, o que significa que a lei estadual não é “mais importante” ou “mais válida” do que a lei
municipal.
2- QUANTO A SUA VIOLAÇÃO OU SANÇÃO:
a) Mais que perfeitas. São as cuja violação determina duas