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Sistemas Ciber- Físicos Unidade I- Aspectos Gerais dos Sistemas Ciber- Físicos A importância da industrialização para sistemas ciber- físicos Aspectos Gerais dos Sistemas Ciber- Físicos Cyber Physical System ou CPS são sistemas constituintes de uma rede de agentes integrados e inter-relacionados física e computacionalmente (hardware e software) Os sistemas ciber-físicos surgem a partir da integração de elementos computacionais e físicos os quais possuem autonomia e funcionalidade condicionas a outros sistemas sincronizados A importância da industrialização para sistemas ciber- físicos Conteúdo A Indústria 1.0 ou primeira fase da Revolução Industrial Máquina a vapor A Segunda fase da Revolução Industrial ou Indústria 2.0 Fordismo A Indústria 3.0 ou Terceira Fase da Revolução Industrial automação parcial usando controles e computadores programáveis por memórias A Indústria 4.0 ou Quarta Fase da Revolução Industrial Revolução Industrial Fonte: Site Pahc soluções em automação Industrial, 2020. Indústria 4.0 Emprego de tecnologias de informação e comunicação à indústria O vocábulo Industrie 4.0 A Indústria 4.0 tornou-se o tema de partida para o incremento de fábricas inteligentes (Smart Factories) no EUA A indústria 4.0 introduz uma sucessão de mudanças de normas que mudam a maneira do trabalho da indústria e do andamento de chegada do produto até o consumidor É baseada nos seguintes pilares: Big Data, robôs autônomos, realização de simulações, associação de sistemas, Internet das Coisas, segurança cibernética, sistemas em nuvem, manufatura aditiva e realidade aumentada Título do slide, quando houver Fonte: Site Pahc soluções em automação Industrial, 2020. Internet das Coisas (IoT) Título do slide, quando houver Internet dos Serviços Internet das Coisas os dispositivos físicos estão conectados à Internet, de modo que uma grande parte dos dados são coletados e transmitidos ao longo da rede Fonte: ATZORI; IERA; MORABITO, 2010. Big Data Título do slide, quando houver Ampla quantidade de dados, incluindo dados estruturados, semi-estruturados e não estruturados Serve para especificar uma grande parte de dados criados por diversas fontes de dados. Volume Velocidade Variedade Veracidade Validade Volatividade Valor Fonte: Site Future, 2018. Sistemas Ciber- Físicos Título do slide, quando houver Um sistema ciber-físico (Cyber-Physical Systems ou CPS) é uma ordem que combina e coordena elementos computacionais e físicos. Esses sistemas pretendem incorporar objetos do mundo físico e sistemas de informação, realizando interconexões, bem como o compartilhamento de informação. Espaço Real Domínio dos objetos Espaço virtual Fonte: ROARKE, 2014. Os sistemas ciber-físicos, juntamente à Internet das Coisas, facilitam o olhar e execução de “Fábricas Inteligentes” Título do slide, quando houver Considerados um sistema distribuído que possivelmente devem lidar com eventos aperiódicos e periódicos com diversos requisitos Apresentam extensiva multiplicidade sem setores como descrição, projeção e implementação Os sistemas ciber-físicos são constituídos em sua maioria por dispositivos ou componentes embarcados, os quais possuem ciclos de retro- alimentação nos quais os processos físicos afetam os cálculos predeterminados, diminuindo a confiabilidade do sistema. As plataformas físicas com apoio para CPS oferecem cinco capacidades: Computacional Comunicativa Precisa em comandos Colaborativa remota Autônoma. Particularização de Sistemas Ciber- Físicos Fonte: Site E- Aware Technologies, 2015. Propriedades de Sistemas Ciber- Físicos Título do slide, quando houver É formado por características, as quais são as responsáveis pela identificação das propriedades e de certa subjetividade dos sistemas, e são resultado das diversas análises de pesquisas, as quais desejam definir, caracterizar e apresentar projetos mais similares aos CPS Exigências: Confiável Usual Móvel Privado Seguro Sistemas Ciber- Físicos e a Indústria 4.0 Título do slide, quando houver Produto da Indústria 4.0, o sistema ciber-físico proporciona concomitantemente ao processo industrial direcionamentos mais assertivos na questão produtiva Podemos pensar em como ele influenciará na planta, ou seja, o controle da planta será realizado por meio da automação industrial, de modo que o sistema de automação ao receber os dados coletados pelos sensores da planta física, executarão seu controle e envio de informações para os atuadores Fonte: Adaptado de (PEREIRA, 1996). Sistemas Ciber- Físicos e Digital Twin Título do slide, quando houver Cada dispositivo físico terá uma representação virtual em um sistema ciber-físico, o que nos permite entender o conceito de digital twin ou gêmeo digital Menores componentes de um sistema ciber-físico, uma vez que representam um elemento ou uma máquina dentre dele. São vistos também, como peças centrais de seus sistemas, se tornando imprescindíveis para levar informações, as quais otimizarão o negócio ou produção Fonte: Schroeder, 2018. Digital Twins e o clico de vida dos produtos Título do slide, quando houver Product Lifecycle Management (PLM) ou ciclo de vida do produto se relaciona diretamente ao digital twin, uma vez que este gerencia esse ciclo O PLM assume papel significativo, principalmente no que tange a sustentabilidade da empresa, por permitir que as diretrizes de descarte de resíduos sólidos sejam acompanhados e registrados a partir dele Beginning of life (BOL) ou início da vida Middle of life (MOL) ou meio da vida End of life (EOL) ou fim da vida Digital Twin e o ciclo de vida dos produto Título do slide, quando houver Unidade II- Ambientes Inteligentes Sistemas ciber- físicos na atualidade Em CPS surgem as primeiras aplicações que visam delimitar um sistema ciber-físico, surgindo perspectivas da sua aplicação para: Verificação de energia Auxílio de segurança QoS (qualidade de serviço) Aplicações práticas de SCFs Os SCFs podem ser amplamente aplicados em setores como transporte, agricultura, saúde, automação industrial, dentre outros: Ambiente de fabricação Ambiente de saúde Ambiente de energia renovável Ambiente inteligentes Ambiente de transporte Agricultura Redes de computadores Modelagem de sistemas de variáveis contínuas e sistemas a eventos discretos Não é possível analisar a computação sem avaliar o comportamento físico, e esse por sua vez, depende da dinâmica do ambiente da aplicação. Quando um sistema tem como principal característica sua continuidade no tempo, pensamos em Sistemas de Variáveis Contínuas (SVC). Esse tipo de sistema interage de acordo com as leis físicas, por meio de fenômenos na natureza, e é um dos principais objetos de estudos, tendo como estrutura o uso de sistemas de equações diferencias. Integrando-se sistemas de manufatura por computador, redes comunicativas, entre outras; trazemos como característica principal, a dinâmica. É a partir da modificação de seu estado em função de eventos discretos, que se instaura os Sistemas de Eventos Discretos (SED). A identificação e separação de um sistema em SED ou SVC dependerá da intenção para qual ele é estabelecido e indicado. Modelagem de sistemas híbridos A palavra híbrida se refere como a existência simultânea tanto de características SVC quanto de SED; nos permitindo diversas definições para o sistema híbrido, as quais o caracteriza de acordo com a interação entre a fração dinâmica contínua e a fração evolutiva dos estados regidos por eventos discretos instantâneos. Respeitando-se a hierarquia de organização a parte híbrida corresponde à integração dos níveis superiores utilizando-se as abstrações de sistemas a eventos discretos com níveis inferiores representados por modelos de sistemas de variáveis contínuas. Cidades Inteligentes Podemos definir uma cidade inteligente como aquela que: Otimiza a utilização de recursos para melhor servir aos seus cidadãos Otimiza suas informações de maneira interconectada para melhor compreender e controlar suas operações e recursos,em termos de dados. Possui mobilidade limpa e acessível no que diz respeito às suas tecnologias Ou ainda, Está diretamente ligada à qualidade de vida dos cidadãos É planejada minuciosamente É bem relacionada aos stakeholders, ou seja, às pessoas e organizações fundamentais para as bases de gestão de comunicação, planejamento e execução de projetos Otimiza o uso de seus recursos (físicos e tecnológicos). Cidades Inteligentes As cidades inteligentes podem ser classificadas por meio de suas abordagens, ou seja, como foram instituídas Se de baixo para cima: bottom-up Trabalha com seus dados de sensores instalados em seu perímetro, câmeras de monitoramento, redes sociais, e muito mais, de modo integrado e uma única plataforma a qual gerencia seus serviços. Nesse caso, as tomadas de decisões são acordadas com os pensamentos e atitudes dos usuários De cima para baixo: top-down permite a criação da estrutura edificadora da cidade inteligente a partir de suas intenções Fábricas Inteligentes SCFs junto à IoT permite que processos físicos sejam passíveis de monitoramento, que cópias virtuais sejam criadas do mundo físico e que essas tomem decisões descentralizadas O termo fábricas inteligentes é derivado das relações estabelecidas entre os avanços tecnológicos que afetaram tanto as indústrias quanto seu mercado, integrando automação, internet das cosias, máquinas de ponta, big data, e outros. A intencionalidade de uma fábrica inteligente se instaura a partir do desenvolvimento de recursos digitais que permitem maior produção de dados e autonomia da máquina. Alguns recursos que corroborem para essa inteligência: Softwares de Automação Big Data Analytics IoT SCFs com sensores e atuadores inteligentes O uso destes dispositivos resulta no incremento da produtividade, fornecendo autonomia, confiança e integração com o recebimento e tratamento de informações sensoriais dos processos. Os sensores carregam as informações exclusivas do meio físico que é monitorado. A arquitetura de uma plataforma sensorial é comumente organizada pela associação de dispositivos juntamente a recursos de computação embarcada, sensores e comunicação. Gerando um sistema proficiente em análises de padrões e comportamentos, como o controle inteligente do processo. SCFs com sensores e atuadores inteligentes O projeto de tais sistemas requer o entendimento da dinâmica conjunta de determinados elementos. Dentre estes elementos estão os do tipo: computacionais, agentes inteligentes, redes de comunicação e processos físicos. De modo que um sistema ciber-físico pode ser determinado como: a ponte entre os mundos real e virtual. Para melhor atendimento dos sistemas ciber-físicos é necessária uma infraestrutura de sensoriamento com capacidade dinâmica de topologia, auto ajustável, permitindo um sistema eficiente de interpretação e execução. Além disso, devem ser considerados: A variedade no tipos de dados, sendo essencial o tratamento e processamento apropriado para cada circunstância. A seleção de sensores apropriados (tipo e características) é a segunda consideração essencial para o primeiro nível. O nível cibernético atua como hub central de informações nesta arquitetura. Arquitetura de hardware e software Hardware é denominada a parte física do computador e para definir o conjunto de equipamentos conectados a produtos que necessitam de algum tipo de processamento computacional. Sendo a arquitetura de computadores a ciência responsável pelo estudo dos hardwares. Software é responsável pela parte lógica do computador. Então, entendemos que o software será responsável por manipular, instruir as execuções necessárias, redirecionar e executar atividades lógicas computacionais. Softwares de Sistemas Softwares Aplicativos Arquitetura de software, esta estará intrinsecamente ligada ao programa ou sistema de computação, as quais são responsáveis pela estrutura ou estruturas do sistema, que compreendem elementos de software, elementos externos e visíveis, e as relações entre eles. Arquitetura de hardware e software Padrão arquitetural Conjunto de elementos ou componentes Topologia estrutural de seus elementos Conjunto de mecanismos de interações, ou seja, de conectores Conjunto de restrições semânticas para seu uso Os padrões arquiteturais são diversos como abstração de dados e organização orientada a objetos ou eventos, repositórios, sistemas distribuídos, dentre outros. Porém o mais utilizado em sistemas embarcados é o do tipo sistema em camadas. Um sistema em camadas está organizado segundo uma hierarquia Fonte: Site Embarcados. Arquitetura de hardware e software O esquema a seguir especifica a arquitetura de software utilizada em um projeto, mostrando como o sistema seria visualizado pelo usuário. Segurança em Sistemas Ciber- Físicos Sabendo-se que o sistema ciber-físico é um conjunto de produtos conectados à uma rede de interação direta com o mundo físico, temos que os SCFs incluem, dentre outros empregos: a tecnologia vestível conectada (monitores de exercício); dispositivos implantáveis (como o marca-passos); veículos autônomos; robôs industriais; turbinas a gás, dentre outros. Ciberconectividade é uma rede pública ou privada de ataques a um dispositivo de modo que um invasor pode se conectar remotamente e explorar elementos vulneráveis em um sistema Cyber físico usando como ferramenta para causar danos físicos significativos. Segurança no ambiente operacional Um produto de internet das coisas organiza no mesmo dispositivo computacional as operações específicas de domínio, ou seja, um robô industrial consegue executar funções específicas de domínio em uma configuração industrial além de desempenhar funções interligadas de computação e armazenamento. Prioridades divergentes de segurança Proficiência inadequada de segurança cibernética Correção e atualização rotineira Limitações do sistema Segurança na conectividade da rede e interoperabilidade de terceiros A conectividade acaba por expor produtos seguros aos efeitos das interferências cibernéticas, como vemos na comunicação não criptografada; de modo que as ações de seguranças versam sobre o uso de firewalls e zoneamento. Interoperabilidade é a capacidade de um sistema (informatizado ou não) de se comunicar de forma transparente (ou o mais próximo disso) com outro sistema (semelhante ou não). Para um sistema ser considerado interoperável, é muito importante que ele trabalhe com padrões abertos. Modelo de quatro camadas A proteção desejada a um SCF e à IoT deve versar sobre uma pilha completa da segurança que aponte fluxos de trabalho que vão da ponta à nuvem, ou seja, uso de um modelo de quatro camadas como atenuador dos riscos. Para isso precisamos pensar em um projeto confiável de dispositivo, no qual seja desejável uma configuração à prova de violações, tais como: Uso de credenciais adequadas (nome de usuário/senha incomuns) ou certificados PKI (Public Key Infrastructure): as quais limitarão o acesso e as operações não autorizadas do dispositivo Emprego de Root-of-trust baseada no Trusted Platform Module (TPM) Inicialização e integridade do processo de inicialização; Provisão para atualizações seguras de firmware e software; Integridade dos dados armazenados e em trânsito. Modelo de quatro camadas O sistema operacional em tempo real (RTOS) e o isolamento de falhas a partir da conteinerização serão selecionados durante o tempo de execução, a fim de protegerem o terminal indicado. Além disso é a possível a aplicação de controle de acesso e identidade (credenciais de acesso à rede); ativação de recursos de segurança internos de protocolos comuns, protocolos como MQTT (Message Queue Telemetry Transport), CoAP (Constrained Application Protocol), Zigbee, TCP/ IP (Transmission Control Protocol/ Internet Protocol). Outra possibilidade é conformidade, no qual ao se identificar uma violação no sistema, este se projetará e fará uma transição minuciosa para um estado de falha estável com o menor impacto possível no ambiente; de forma aliadae entrelaçada aos regulamentos específicos do setor de interesse. Por fim, a segurança no gerenciamento e na hospedagem de dados e aplicações em nuvens, são essenciais para a implantação de produtos de IoT Unidade III- Sistemas Embarcados Conhecendo o termo sistema embarcado Em nosso país, o termo sistema embarcado foi adotado depois de 2007. E podemos definí-lo como: Processo de tratamento de dados e informações embarcadas em produtos eletrônicos. Por sua vez, o Software Embarcado é Software integrado com processos físicos Extensão da definição de Sistemas Embarcados A mudança de objetivo nos Sistemas Embarcados permitiu a introdução do SCFs como um novo meio da ciência e da tecnologia ou seja, conversão de setores industriais em produtores de SCFs. A National Science Foundation (NSF, 2010) apresenta os sistemas ciber-físicos como a união da computação em rede com sistemas físicos para criação de novas capacidades e aperfeiçoamento da qualidade dos produtos, também existentes. Elementos de um sistema embarcado Um sistema embarcado pode se apresentar de diferentes formas, não apresentando uma interface do utilizador, restringindo-se apenas à uma tarefa; ou com uma interface completa semelhante à de um sistema operacional desktop. Em sistemas embarcados simplificados se faz uso de botões, LED ou telas limitadas mostrando números ou quantidade reduzida de caracteres. Enquanto que para sistemas embarcados complexos, se utiliza uma tela gráfica completa, como a tátil. Apesar de os sistemas embarcados possuírem a capacidade de processamento reduzida, quando comparados aos desktops, é possível diversificar e usar periféricos de entrada de dados através das teclas, LEDs, LCD, USB (universal serial bus), dentre outros. Percebemos que, combinados ao processador, os sistemas embarcados podem gerar sistemas microcontrolados ou associados no sistema. Sistema de Interconexão em sistemas embarcados Um Sistema de interconexão ou barramento é responsável pela conexão estabelecida entre os módulos de um sistema embarcados, ou seja, é por meio deles que há comunicação e troca de informações, nas quais demos admitir determinados tipos de transferências: m Memória para processador ou registradores de dados Processador para memória ou acelerador/ endereçador de dados E/S para processador ou mapeamento de entrada e saída Processador para E/S E/S de ou para a memória Sistema de Interconexão em sistemas embarcados Tipos de barramento em sistemas embarcados: Barramento de dados que serve como caminho para movimentação de dados entre os módulos; tendo como largura / chave de desempenho de 8 a 32 bits Barramento de endereço Barramento de controle Vantagens de sistemas embarcados Sabendo-se que dispositivos contam com configuração necessária para máxima operação, algumas vantagens surgem diante da simplicidade de sistemas embarcados, tais como: Redução de custos Eficiência Facilidade de programação Disponibilidade Estrutura da unidade de processamento Em um sistema embarcado, internamente, há uma unidade central de processamento (processador), dividida em duas outras unidades: Unidade lógica e aritmética (ULA) Unidade de controle (UC) Fonte: Site Embarcados. Estrutura da unidade de processamento A CPU é composta por alguns elementos de memória com capacidade de armazenamento, os chamados registradores especiais e registradores de propósito geral. Arquiteturas específicas possuem apenas um registrador de propósito geral, o qual é conhecido como acumulador (estrutura operacional da ULA, responsável pelo armazenamento dos resultados de uma operação realizada; de modo que mesmo em grande número, como no caso de uma arquitetura específica, esses registradores terão a mesma função do acumulador). Registradores especiais terão funções específicas na unidade de controle: Controlador de programa Registrador de instrução Registrador de estado Processadores embarcados Os processadores embarcados são derivados dos processadores de processo geral, os quais possuem tecnologia de ponta, potência para aplicações simples de controle mais rentáveis financeiramente. Os processadores reconfiguráveis ou hardware configurável, são o tipo de dispositivo criado do zero ou a partir de um dispositivo lógico programável (PLD) e usados quando a velocidade e tamanho do circuito não são as principais preocupações do sistema. Processadores embarcados Processadores totalmente customizados ou hardware embarcado projetado sob encomenda são chip com recursos máximos, com consumo de memória, armazenamento e processamento desnecessários, tornando o chip mais lento em um circuito, além de aquecer e desperdiçar energia. Microcontroladores são programáveis e acessam ampla variedade de periféricos, processando a uma velocidade e com espaço endereçável de memória menores, além de não permitirem alterações realizadas pelo consumidor Requisitos do projeto em Sistemas Embarcados Um sistema embarcado trata de algumas ações do usuário as quais devem ser executadas pelo sistema, por meio de um projeto. O projeto em um sistema embarcado deve começar pela sua estruturação, começando com um diagrama em blocos do firmware para melhor visualização da interação, entre hardware e pilha de software, necessária para suportar e implementar os requisitos do sistema. Requisitos do projeto em Sistemas Embarcados Percebemos o que é necessário para o desenvolvimento dos drives e serviços Visualizamos as demais unidades de software que necessitam ser desenvolvidas para o gerenciamento de cada um dos blocos Fonte: Site Embarcados Requisitos do projeto em Sistemas Embarcados Diagrama de uso é um diagrama de camadas mais (integração de sistema em camadas e microcontrolador), e se dividindo cada uma das camadas em módulos, resinificaremos as responsabilidades e interfaces, deixando-as mais definidas. A seguir, temos exemplos de diagramas de uso de software sem RTOS e com RTOS: Percebemos os módulos funcionais do projeto e como eles se comunicam entre si, ou seja, é possível delegar melhor as tarefas por meio de seu uso (interface). Fonte: Site Embarcados. Desenvolvimento dos sistemas embarcados para os ciber- físicos Há duas maneiras de se organizar a memória de um sistema embarcado, diferenciando-as da organização de memórias de computadores de uso geral. 1) Sistemas embarcados não usam memória virtual (pois têm restrições de tempo); além de otimizarem o uso (a partir do consumo de memória e ciclos precisos de máquina). 2) Variabilidade e a diversidade de arquiteturas de memórias, nas quais há constante consciência dos tipos e tamanhos de memórias disponíveis., de modo que um único sistema embarcado pode comportar memórias de acesso randômico (RAM), ROM e flash. Classificação dos sistemas embarcados Os sistemas embarcados buscam funcionalidade e flexibilidade, além de se apresentarem menores, econômicos (baixo custo de desenvolvimento e manutenção) e preocupados com o gasto energético; os quais serão classificados em 3 categorias, as quais são inspiradas nesses requisitos de energia: Sistemas operados a bateria Sistemas de consumo fixo Sistemas de alta densidade Classificação dos sistemas embarcados Quando eventos precisam de tratamento de acordo com o nível de prioridade e preempção, é necessário o uso de RTOS, como visto anteriormente. E assim, podemos entender a interface de um sistema bare-metal, ocorrido por eventos ou chamadas de funções via API (conjunto de rotinas e padrões de programação necessários de acesso a um aplicativo de software ou plataforma baseado na Web). Sistema bare-metal é um sistema físico exclusivo de um inquilino, o qual otimiza de acordo com sua necessidade de desempenho, segurança e confiança. Esse tipo de servidor é conhecido como único ou dedicado, no qual o sistema operacional instalado direto no servidor, eliminando camadas e melhorando o desempenho. Classificação dos sistemas embarcados A interface entre os módulos usa uma API oferecida pelo sistema operacionalutilizado, que mesmo sendo um projeto simples, oferta diversas relações de uso; tornando as especificações da interface longas. Ao definirmos a interface entre os módulos, é possível gerenciar e coordenar os projetos em conjunto com um líder técnico ou arquiteto de softwares do projeto; determinando assim, os desenvolvedores atuantes na implementação de cada um dos módulos envolvidos. Fonte: Site Embarcados. Unidade IV- Sistemas Ciber- físicos e Sistemas Críticos Confiança e Sistemas críticos A confiança é a propriedade mais importante em sistemas críticos, pois sistemas não confiáveis geralmente são rejeitados pelos usuários, tem custos elevados e desnecessários devido as falhas, além de causarem perdas de informações. 4 dimensões de confiabilidade: Confiança e Sistemas críticos A confiança em sistemas críticos versa também na: terminologias de proteção Facilidade na manutenção do sistema Facilidade no reparo Tolerância a erros Capacidade de sobrevivência Terminologias de proteção atreladas à confiança: Exposição Vulnerabilidade Ataque Ameaça Controle Confiança e Sistemas críticos Especificações dirigidas a um sistema crítico: Identificação de riscos Decomposição de riscos Análise e Classificação de riscos Avaliação de redução de riscos Portanto, saber combinar os fatores são essenciais para a relevância de um sistema crítico, cabendo ao especificador o poder de adaptação às necessidades que surgirem em cada sistema crítico. Tipos de sistemas críticos Sistemas críticos têm grande influência em nossa segurança física, pessoal e financeira; e podem ser do tipo: Sistema crítico de segurança Sistema crítico de missão Sistema crítico de negócios Aspectos críticos de segurança Sistemas críticos primários de segurança Sistemas críticos secundários de segurança Tipos de sistemas críticos Ainda podemos selecionar os sistemas críticos segundo: Os requisitos de interfaces para sistemas críticos Especificações de requisitos e experiências anteriores Os requisitos em sistemas críticos versam sobre ergonomia de interfaces para esses sistemas: A ergonomia de interface ou ergonomia realística de usuário Propriedades de diálogo ou modelos de diálogos Formalismos Delimitação da análise dos sistemas A análise dos sistemas versa sobre processos que englobarão: A manutenção Testes Concepções Implementação Suportes a sistemas informatizados ou softwares Ou ainda, como os métodos e técnicas investigativas e específicas da solução de problemas, a partir dos quais, se pode levantar requisitos que possibilitarão a criação e implementação de softwares. Níveis de Intervenção da Análise de Sistemas No desenvolvimento de sistemas de informação, a evolução de um software ou sistemas informáticos ocupa um grande espaço. A análise de sistemas é capaz de estabelecer uma organização e intervenção em dois níveis principais, tantos quantos os impactes provocados pelos sistemas informáticos. No primeiro nível temos que o sistema organizacional O segundo nível diz respeito ao sistema de informação O terceiro e último nível é parte do processo de análise de sistemas Fonte: Site Análise de Sistemas. Importância da Análise de Sistemas A análise de sistemas é uma ação crítica no procedimento de incremento de sistemas, por ser uma etapa inaugural e cujas falhas terão efeitos em cadeia nas etapas subsequentes assim como no produto final. O início de falhas no desenvolvimento de sistemas ocorre grande parte das vezes ao longo do período de análise dos sistemas e, é essencial que se eliminem ou minimizem estas falhas o quanto antes, pois os gastos aumentam consideravelmente se corrigidas depois. Sabermos delimitar os requisitos será uma atividade essencial do desenvolvimento de SI, pois é aqui que o problemas e defeitos são identificados, e o processo analítico é estipulado e os requisitos de software são alocados. Dificuldades na Análise de Sistemas A análise de sistemas se refere ao empenho colaborativo entre analistas de sistemas e usuários. Duas características dos analistas de sistemas que contribuem para essa falha são: Baixo conhecimento do comércio Uma perspectiva analítica de sistemas exageradamente técnica e tecnológica Sabendo-se que as abordagens tradicionais de análise de sistemas são desenvolvidas de acordo com essas características, percebemos que elas influenciam todo o procedimento de maneira significativa. Dificuldades na Análise de Sistemas Para a segunda característica, os problemas são: Os métodos e os analistas de sistemas tendem a declarar que os requisitos são absolutamente conhecidos na abertura do processo de análise de sistemas e que jamais mudam. Os utilizadores não compreendem os modelos de requisitos construídos pelos analistas de sistemas O pouco cuidado prestado ao âmbito social e organizacional no qual funciona o sistema, que levará a muitas falhas nos sistemas. Dificuldades na Análise de Sistemas As técnicas tradicionais na conquista de requisitos usadas na prática são insuportáveis quanto à essência colaborativa. Os requisitos emergem a contar de interações junto a analistas de sistemas e utilizadores e são refinados durante o andamento de análise de sistemas. O cenário de um processo é o meio do mundo real no qual o sistema opera, incluindo a estrutura social e organizacional bem como as pessoas que fazem parte dela. Obrigada! Helena A. G. B. de Araujo prof.helenaaraujo@unyleya.edu.br