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CHEP III

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CHEP III UC9 		Evelin Salvi TXIV 
Tecido muscular
· Músculo estriado esquelético – contração forte, rápida, descontínua e voluntária
· Músculo estriado cardíaco – bandas mais finas, grande núcleo mais centralizado, com disco intercalar, contração forte, rápida, contínua e involuntária
· Musculo liso – sem estriações, contração fraca, lenta e involuntária, região urogenital
TENDÃO tecido conjuntivo Fibroso (denso modelado) que liga o músculo ao osso, transmite a força de contração muscular necessária para mover o osso
LIGAMENTO tecido conjuntivo denso modelado (fibroso) nas articulações, que liga osso a osso (duas cabeças ósseas). Fibras colágenas ordenadas em feixes compactos e paralelos constituindo grande resistência mecânica
TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES
Fibras de contração lenta (tipo I)
· Sistema de energia aeróbico
· Contração muscular lenta – capacidade oxidativa (utiliza o oxigênio como principal fonte de energia)
· Coloração vermelha (devido ao grande número de mioglobina e mitocôndrias)
· Altamente resistentes à fadiga
· Mais apropriadas para exercícios de longa duração
· Predomina em atividades aeróbicas de longa duração como natação, corrida
Fibras de contração rápida (Tipo II)
· Sistema de energia anaeróbico
· Alta capacidade para contrair rapidamente (a velocidade de contração e tensão gerada é 3 a 5 vezes maior comparada às fibras lentas)
· Capacidade glicolítica (utiliza a fosfocreatina e glicose)
· Coloração branca
· Fadigam rapidamente
· Gera movimentos rápidos e poderosos
· Predomina em atividades anaeróbicas que exigem paradas bruscas, arranques com mudança de ritmo, saltos
ORGANIZAÇÃO DA FIBRA MUSCULAR
Epimisio camada de tecido conjuntivo envolvendo um músculo
Perimisio tecido conjuntivo que delimita um feixe de fibras de músculo estriado
Endomisio camada de tecido conjuntivo que encobre uma fibra muscular
SISTEMA ACTINA-MIOSINA
CELULAR
DIVISÃO CELULAR E MOBILIDADE
CONTRAÇÃO MUSCULAR
FASES DO REPARO DA LESÃO MUSCULAR
FASE 1 – DESTRUIÇÃO ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias
Processo inflamatório para reorganizar e resolver a necrose tecidual
FASE 2 – REPARO aprox 10 dias após o trauma
· Fagocitose do tecido necrótico 
· Proliferação de novas células (mioblastos – células mais jovens do músculo) para reparo das miofibrilas 
· Produção de tecido cicatricial conectivo (fibronectina, fibroblastos) 
· Neoangiogênese para que haja nutrição ao novo tecido
· Nova inervação da região (tecido de contração voluntária – altamente inervado para responder aos estímulos)
FASE 3 – REMODELAÇÃO 
· Maturação das miofibrilas reparadas
· Contração e reorganização do tecido cicatricial
· Recuperação da capacidade funcional muscular
Músculo em si não fica com cicatriz, comprometimento do movimento depende do nível de reparo, se reparado 100% é para ficar normal. Tecido cartilaginoso ao redor fica com processo cicatricial.
Músculo estriado esquelético é considerado permanente, assim como os neurônios, não tem capacidade mitótica. Não são as miofibrilas que irão recompor o músculo, mas sim as células satélites (células-tronco) repousando abaixo delas, “reserva de células indiferenciadas” - pool de reserva. elas mesmas se renovam, reserva não acaba!
PATOLOGIAS
DISTENSÃO MUSCULAR
Alongamento excessivo das fibras musculares, gerando estiramento ou rompimento parcial/total das fibras do músculo/tendão. 
Local: ocorre principalmente na coxa e na panturrilha e o seu principal sintoma é a DOR no músculo afetado, com consequente comprometimento da função muscular, costuma estar mais próxima ao tendão.
Mais comum aguda, mas pode ser crônica
Função muscular até pode estar preservada, mas gera muita dor, uma vez que na ruptura há necrose e processo inflamatório
· Causa: uma tensão muscular acentuada é produzida durante o esforço físico sobre o músculo, a qual ele não pode suportar
· Geralmente acontece entre o músculo e o tendão, por ser a porção menos resistente do músculo
· Diagnóstico é clínico, no exame físico (dor na palpação daquele músculo, dor ao contrair o músculo, especialmente contra resistência)
Tratamento
· O que vai ser preciso para o reparo do tecido é o tempo e não uso daquela musculatura e movimento, podendo romper mais fibras ainda
· PRICE proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido (medidas não-farmacológicas)
· Imobilização, fisioterapia
· Se distensão completa pode ser necessária cirurgia reparativa, nos casos mais graves
· Sintomáticos: AINEs
CONTUSÃO MUSCULAR
É considerada uma lesão traumática aguda/força súbita, sem corte decorrente de trauma direto aos tecidos moles (músculo) e que provoca dor, edema e rigidez.
Afeta também tecidos circundantes, vasos sanguíneos (grande infiltração de sangue no rompimento pelo impacto), tecido conjuntivo ao redor hematomas, em casos graves síndrome compartimental
Diagnóstico clínico/exame físico. Sintomas: dor, inchaço, rigidez, sem cortes, dificuldade de movimentação, diminuição da força e da mobilidade articular, hematoma dependendo da gravidade
Tratamento: PRICE, repouso, imobilização, fisioterapia, cirurgia nos casos graves. Sintomáticos: AINEs
Síndrome compartimental: hemorragia com aumento de pressão num espaço anatômico restrito (compartimento fascial ou loja anatômica) com queda da perfusão sanguínea dos músculos e órgãos nele contidos, levando a isquemia
Necrose do tipo isquêmica ISQUEMIA: perda da oxigenação local, gerando parestesia, dor contínua, hipoestesia, edema, enrijecimento da região acometida. Urgência: Fasciotomia
ENTORSE
Torção de ligamento lesão (estiramento ou ruptura parcial ou total) dos ligamentos articulares devido distensão ou torção brusca, sem deslocamento das superfícies articulares
Graduadas: grau I leve, grau II lesão parcial - mais de 50% afetado, grau III grave
Mais comuns: tornozelo e joelho
Diagnóstico é clínico, exame físico. Sintomas: dor na articulação gradual ou imediata, edema articular, incapacidade de movimento da articulação imediata ou gradual (perda de função)
Tratamento
· PRICE proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido
· Imobilização, fisioterapia
· Pode ser necessária cirurgia reparativa, nos casos mais graves
· Sintomáticos: AINEs
TENDINITE
Inflamação ou irritação do tendão (parte final do músculo que o liga ao osso) por movimentação repetitiva ou abrupta intensa, enfraquecimento dos tendões, doenças articulares crônicas, processos degenerativos nas articulações
Diagnóstico é clínico e exame físico Dor inflamatória (não mecânica) por isso a movimentação ajuda na dor durante o dia, e os sintomas pioram durante a noite, podendo gerar edema
Tratamento
· PRICE proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido
· Imobilização, fisioterapia
· Pode ser necessária cirurgia reparativa, nos casos mais graves
· Sintomáticos: AINEs
LESÃO POR ESFORÇO REPETITIVO (LER)
Síndrome constituída por grupo de doenças que afetam músculos, nervos, ósseos, tendões (MMSS principalmente) e sobrecarrega o sistema ME. Provoca dor e inflamação e pode alterar a capacidade funcional da região comprometida
Espectro:
· DORT distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho
· LTC lesão por trauma cumulativo
· AMERT afecções musculares relacionadas ao trabalho
Diagnóstico clínico/exame físico sintomas são dor, dificuldade para movimentação, formigamento, fadiga muscular e redução na amplitude do movimento
Tratamento
· PRICE proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido
· Imobilização, fisioterapia
· Pode ser necessária cirurgia reparativa, nos casos mais graves
· Sintomáticos: AINEs
· AFASTAMENTO se necessário
BURSITE
Inflamação ou irritação de uma “Bursa” (bolsa sinovial) pequena bolsa entre osso e estruturas móveis, como músculos e tendões, permite e facilita