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Sistema Digestório do RN - Anatomia

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ANATOMIA	[Data]
	
	
Sistema Digestório do RN
Cavidade Oral
 A cavidade oral do recém-nascido é virtual. Está totalmente preenchida por uma língua relativamente grande, que fica em contato com as gengivas, lateralmente, e com o palato, cranialmente. Mais tarde, o terço posterior da língua desce e transforma - se em parte da parede anterior da faringe. Essa descida inicia - se no primeiro ano de vida e só se completa com 4 ou 5 anos de idade.
 O palato duro é curto, largo, pouco arqueado ao nascimento e apresenta em sua mucosa pregas transversais (cinco ou seis) que servem para apoiar o mamilo (ou o bico da mamadeira), durante a sucção. Essas pregas vão se atenuando e quase desaparecem no adulto.
 Todos os tipos de papilas linguais estão presentes desde o nascimento, embora o recém-nascido tenha discernimento apenas para o paladar doce. A tonsila lingual começa a se formar ao nascimento. 
 Como a epiglote adere diretamente à língua, a abertura da laringe fica diretamente abaixo da cavidade oral, enquanto a língua não desce para a faringe. Essa posição alta da epiglote ao nascer a mantém em contato direto com o palato mole. Quando as estruturas da boca do recém-nascido e lactente se colocam em posição de sugar, úvula e a epiglote se tocam, formando dois espaços laterais que permitirão que os líquidos passem para a faringe. Formam - se dois canais no istmo das fauces, um de cada lado do ponto de contato entre a epiglote e a úvula
 O fluxo dos líquidos passa de cada lado do ponto de contado da epiglote e do palato mole, ficando então, com a laringe elevada, mais alta que as duas passagens laterais que drenam o líquido pela faringe. A elevação da laringe direciona a sua abertura para a nasofaringe, de modo que a criança pode respirar livremente enquanto líquido passa para a faringe e o esôfago
 O recém-nascido respira, obrigatoriamente, pelo nariz. Uma obstrução nasal, por qualquer motivo, produz uma reação estressante e obriga o recém-nascido a respirar pela boca excepcionalmente. ' Assim, as sondas gástricas no recém-nascido devem ser passadas pela boca. A elevação da laringe no recém-nascido impede qualquer articulação de palavras, que é o que acontece nos animais que emitem sons, mas não articulam palavras.
Glândulas Salivares
 As glândulas salivares tanto no RN quanto no adulto tem um peso proporcional, porém, no adulto a parótida é mais leve e a submandibular e a sublingual mais pesadas. Elas triplicam seu peso nos primeiros seis meses de vida e quintuplicam nos primeiros dois anos. 
 Todas as glândulas salivares adquirem o aspecto histológico das glândulas do adulto aos 2 anos de idade
 A parótida do RN ocupa o espaço que fica entre o masseter e a orelha
 A anatomia topográfica das glândulas submandibular e sublingual é similar no adulto e no RN, exceto pelo fato de que a porção profunda da submandibular é continua com a glândula sublingual no RN. Essa continuidade tem grande importância cirúrgica.
Esôfago
 Da cartilagem cricóide até a cárdia, o esôfago do RN mede em torno de 9 cm. Esse comprimento dobra nos primeiros três anos de vida.
 Seu limite superior fica entre C4, e C5, e o inferior na altura de T9.
 A constrição mais estreita no RN é a da junção do esôfago com a laringe. Esse é o local mais frequente de traumatismos por ocasião de passagem de tubos e sondas.
 As glândulas esofagianas estão presentes ao nascimento, mas só se tornam mais complexas mais tarde.
Estômago
 Todas as subdivisões do estômago adulto já estão presentes antes do nascimento. Sua disposição anatômica é no sentido transversal ao nascer e vai se encurvando com a idade, chegando à forma " em anzol " dos 7 aos 9 anos.
 A secreção ácida começa antes do nascimento e a atividade proteolítica das glândulas gástricas no RN é cerca de 20 % menor que o valor encontrado em crianças de 2-3 meses de idade.
 A pepsina pode ser encontrada no suco gástrico de fetos de 4 meses. Essa enzima aumenta do nascimento até os 4 meses e se mantém então em níveis constantes
 A musculatura do estômago e piloro estão pouco desenvolvidos ao nascimento, mas são já bem definidos. A camada muscular longitudinal é fina e pode mesmo faltar na grande curvatura. O tecido elástico também é pouco desenvolvido. 
 Embora o estômago já se contraia na vida fetal, essa atividade peristáltica é anormal. A onda de contração peristáltica progressiva está ausente no RN. Há uma contração simultânea não peristáltica em quase toda musculatura gástrica.
Trato Intestinal
 A disposição geral do trato intestinal do RN e lactente é completamente diferente da do adulto. Por causa da largura maior que a dimensão longitudinal do abdome e o grande tamanho do fígado, a massa intestinal está disposta no RN de modo transversal, enquanto no adulto, de maneira longitudinal.
 As únicas porções do colo visíveis anteriormente são parte do transverso, que não é coberta pelo fígado (lobo esquerdo), e parte do sigmoide, que é redundante.
 O comprimento do intestino no adulto é de duas vezes o do RN
 A área de superfície do trato intestinal aumenta de quatro vezes entre o nascimento e a idade adulta, no RN, as vilosidades estão distribuídas por todo o delgado do mesmo modo que no adulto
 O tecido linfático está presente em todo o trato intestinal, até mesmo no apêndice, já desde o nascimento
 A parede do trato intestinal do RN é extremamente fina decorrência, principalmente, do pouco desenvolvimento de sua musculatura
 O RN tem uma mucosa intestinal bem desenvolvida para secretar e para absorver. Um feto próximo ao nascimento deglute aproximadamente 750 ml de líquido amniótico a cada 24 horas. Também com a deglutição do líquido amniótico, outros tipos de substâncias são conduzidos em direção ao colo, assim, formando o mecônio 
 Com a absorção de água feita pela mucosa intestinal, principalmente do colo o mecônio passa a ter consistência firme, sólida, escurecido em sua cor
 Embora haja peristaltismo suficiente para permitir certo desenvolvimento e um certo treinamento da musculatura intestinal fetal, ele é fraco, lento e descontinuo. Normalmente, o feto não evacua até o nascimento.
 Usualmente, a criança faz sua primeira evacuação em dez horas após o nascimento e 94 % devem ter evacua do nas primeiras 24 horas de vida.
 Anoxia perinatal ou mesmo pré-natal é, em geral, estimuladora da atividade motora intestinal de tal modo que a presença de mecónio no fluido amniótico é frequentemente sinal de sofrimento fetal
 Não há no RN um limite muito nítido entre ceco e apêndice vermiforme, a transição entre ambos é em forma cônica.
 O apêndice é mais longo em relação ao resto do intestino grosso no RN do que no adulto
 As tênias do ceco estão presentes no nascimento, mas as saculações não, elas aparecem somente no quarto ou quinto ano de vida
 O reto é relativamente mais comprido no RN, ao nascimento, a parte mais superior do reto está usualmente distendida com mecônio
 A musculatura do reto é relativamente fina ao nascimento
 Uma diferença importante entre o reto adulto e da criança é que nessa área a mucosa é exuberante e frouxamente fixada a parede muscular do intestino
 Em razão do pequeno tamanho da cavidade pélvica ao nascimento, as vísceras que no futuro ocupam a pélvis têm no RN uma posição praticamente abdominal como é o caso da bexiga, útero e ovário, por exemplo. O reto ocupa quase toda a cavidade pélvica
Fígado
 O fígado de uma criança a termo pesa entre 90 g a 140 g (média de 120 g). O seu peso dobra no primeiro ano, triplica no terceiro ano e aumenta de dez vezes até a puberdade
 Embora o fígado pareça ser estruturalmente madure ao nascimento, funcionalmente ainda está imaturo. Por exemplo, a icterícia do RN por deficiências enzimáticas (não conjuga a bilirrubina); o fígado do RN também não fabrica quantidades suficientes dos fatores que permitem à vitamina K agir efetivamente na coagulação.
Vesícula Biliar
 A vesícula biliar do RN é relativamente pequena e cresce rapidamente em tamanho nos primeiros dois anos de vida. A vesícula biliar pode estar, no recém-nascido, cruzada