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N1 Prova- Psicoterapia Breve

Psicologia

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QUESTÕES OBJETIVAS (1,0 PONTO CADA UMA) 
1. “A psicoterapia breve tem se constituído, nas últimas décadas, numa das principais opções para se tentar 
estender o atendimento psicoterápico a parcelas mais amplas da população. Isto não significa que sua 
utilização se restrinja à situação institucional ou que ela se dirija necessariamente a populações carentes. O 
uso desta modalidade de atendimento em consultórios particulares também vem se ampliando, em função da 
demanda dos pacientes, que muitas vezes buscam ajuda para problemas específicos, mas não têm condições 
ou motivação para se envolver num processo psicoterápico prolongado. ” (OLIVEIRA, 1999, p. 9) 
Fonte: OLIVEIRA, I.T. Psicoterapia psicodinâmica breve: dos percursores aos modelos atuais. Psicologia: 
Teoria e Prática, v.1, n.2, p. 9-19, 1999. 
A partir dessa constatação, podemos afirmar que as psicoterapias breves psicodinâmicas: 
a) Foram desenvolvidas por Freud para ampliar a atuação da psicanálise e responder à 
complexidade das exigências e pressões sociais de sua época. 
b) Têm ampliado seu campo de atuação na medida em que substituem os efeitos de processos 
psicoterápicos prolongados em um breve período de tempo. 
c) Foram lançadas como forma alternativa da psicanálise para serem aplicadas em instituições, e 
ampliaram seu campo de atuação para os consultórios particulares. 
d) Foram lançadas na tentativa de abreviar o sofrimento dos pacientes e introduziram algumas 
modificações técnicas na psicanálise. 
e) Foram lançadas a partir de uma preocupação em encontrar formas de abreviar o sofrimento dos 
pacientes sem modificar as técnicas da psicanálise. 
 
2. Tão importante quanto saber se um paciente dispõe de recursos adaptativos para fazer frente à terapia é 
conhecer o grau de consciência que tem de seu problema e o empenho demonstrado para enfrentá-lo. 
Conforme apontado em trabalho anterior (Yoshida, 1999b), essa condição corresponde ao conceito de estágios 
de mudança desenvolvido empiricamente por pesquisadores transteóricos (Prochaska, 1995; McConnaughy 
& Cols, 1989) e destaca a natureza dinâmica do processo de mudança. ” (YOSHIDA, 2001, p. 47). 
YOSHIDA, E.M.P. Psicoterapia breve psicodinâmica: critérios de indicação. I Congresso de psicologia 
clínica, universidade presbiteriana Mackenzie, 2001, pp. 43-51. 
Considerando o texto apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: 
A. Um paciente que chegue a procurar espontaneamente uma psicoterapia breve encontra-se usualmente no 
estágio de contemplação. 
 Porque 
B. No estágio de contemplação a situação-problema foi totalmente superada e não há evidências de retorno 
do padrão mal adaptativo anterior. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
a) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
b) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
c) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I . 
d) As asserções I e II são proposições falsas. 
e) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 
 
3. Messer e Warren (1995, apud OLIVEIRA, 1999) agruparam as várias abordagens de psicoterapias breves 
psicodinâmicas de acordo com modelos teóricos e técnicos, dividindo em três modelos principais: o estrutural 
ou do impulso; o relacional e o integrativo ou eclético. 
Referência: OLIVEIRA, I.T. Psicoterapia psicodinâmica breve: dos percursores aos modelos atuais. 
Psicologia: Teoria e Prática, v.1, n.2, p. 9-19, 1999. 
Considerando essa classificação, avalie as afirmações a seguir: 
I. O modelo estrutural ou do impulso dá prioridade aos conflitos interpessoais e traz maiores 
preocupações técnicas. 
II. O modelo relacional apresenta menos preocupações técnicas e prioriza padrões de 
relacionamento interpessoal. 
III. O modelo integrativo ou eclético procura apresentar uma abordagem que seja adequada para 
todos os casos. 
É correto o que se afirma em: 
a) II e III. 
b) III, apenas. 
c) I, apenas. 
d) I e II. 
e) II, apenas. 
 
4. Algumas características das psicoterapias psicodinâmicas são compartilhadas com as características das 
psicoterapias breves, outras são mais específicas e diferenciam suas propostas de trabalho. 
Dentre as características que diferenciam as psicoterapias psicodinâmicas breves e as psicoterapias 
psicodinâmicas, podemos citar: 
 
a) A aliança terapêutica, que na psicoterapia breve é mais intensa para que possa promover o 
tratamento em menor tempo. 
b) As relações interpessoais, que são analisadas na psicoterapia breve como padrões de 
comportamentos estabelecidos na atualidade. 
c) A identificação de temas e padrões de pensamento e relacionamento que irão contribuir para 
delimitar os objetivos do atendimento. 
d) A atuação do psicoterapeuta breve, que costuma ser menos ativo para que o paciente aproveite 
melhor o tempo de atendimento. 
e) As relações de transferência e contratransferência, que na psicoterapia breve não devem ser 
analisadas. 
 
5. Decidir para que casos determinada modalidade psicoterapêutica é ou não indicada é um problema que tem 
despertado a preocupação da grande maioria dos autores no campo das psicoterapias breves. A preocupação 
é compreensível, uma vez que essa forma de trabalho tem sua origem ligada à busca de melhores resultados 
com menor ônus. A importância atribuída ao assunto varia, e vai desde o reconhecimento da necessidade de 
se buscar, para cada paciente, um tipo de intervenção compatível com suas necessidades e possibilidades, ao 
cuidado com riscos iatrogênicos, ou para se evitar perda de esforço e recursos com indicações inadequadas, 
até, muitas vezes, à expectativa de que se possa encontrar qual é efetivamente a melhor forma de intervenção 
para determinado tipo de paciente, ou para determinada categoria diagnóstica. ” (OLIVEIRA, 2021, p. 65) 
OLIVEIRA, I.T.de. Psicoterapia Breve Infantil: planejamento do processo. 3ª edição. Belo Horizonte: Artesã, 
2021. 
Levando em consideração as indicações e contraindicações das psicoterapias breves, avalie as 
afirmações a seguir: 
I. A psicoterapia breve de crianças é indicada quando a criança apresenta confiança básica 
suficiente para que o término dos atendimentos não seja vivido como um novo abandono. 
II. As psicoterapias breves psicodinâmicas não são indicadas para quadros de surtos psicóticos ou 
de desorganização psíquica mais profundamente arraigada. 
III. As psicoterapias breves psicodinâmicas não são indicadas para adolescentes com dificuldades de 
manejar a temporalidade. 
É correto o que se afirma em: 
a) I, II e III. 
b) III, apenas. 
c) I e II. 
d) I, apenas. 
e) II, apenas. 
 
QUESTÃO DISSERTATIVA (5,0 PONTOS) 
6. (5,0 pontos) “Psicoterapia passou a ser sinônimo de processo com tempo razoavelmente longo. Se o prazo 
é menor (menor em relação a quê?), parece que algo se perdeu, o psicoterapeuta pode ficar inseguro, sente a 
obrigação de se justificar. Profundidade é confundida com temporalidade. Será que psicoterapias longas são 
necessariamente profundas? Por que uma Psicoterapia Breve ou uma única sessão não podem ser profundas? 
Qual o conceito de profundidade que se utiliza? Existiria apenas um modo de se considerar profunda uma 
psicoterapia?” (HEGENBERG, 2010, p. 12) 
Fonte: HEGENBERG, M. Psicoterapia breve: clínica psicanalítica. 3 ed. Casa do Psicólogo 2010. 
Ao longo de nossas aulas abordamos as principais características de uma psicoterapia breve 
psicodinâmica. Escreva sobre pelo menos duas características necessárias para definir uma psicoterapia 
breve, que as diferenciem das psicoterapias não-breves. 
Critérios: 
- Sua resposta deve incluir uma definição de foco em psicoterapia breve psicodinâmica (1,0); 
- As características devem diferenciar a psicoterapia brevedas psicoterapias não-breves (3,0); 
- Deverá ter coesão e coerência e o uso correto da grafia e pontuação (1,0). 
Resposta: 
 
 A principal característica será o trabalho em torno de um foco – que será desenvolvido pelo psicoterapeuta 
nas primeiras sessões, tanto a partir da história e das queixas do paciente, quanto em suas hipóteses 
psicodinâmicas de embasamento. O foco é o que permite que se oriente o trabalho do psicoterapeuta durante 
o processo de uma psicoterapia breve, que possibilita a delimitação de objetivos e do tempo do processo. 
 
 Outras características que podem ser abordadas nessa resposta: na psicoterapia breve o psicoterapeuta 
costuma ser mais ativo; os objetivos também são limitados e podem estar ligados a mudanças de um padrão 
de relacionamento, alívio de sintomas; delimitação de tempo e objetivos para o processo psicoterapêutico; um 
planejamento do processo psicoterapêutico; estratégias específicas utilizadas.