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Métodos contraceptivos

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Métodos contraceptivos 
· A eficácia de um método contraceptivo é aferida por meio do número de gestações em 100 mulheres utilizando o método em um ano, também conhecido como índice de Pearl. Ou seja, a eficácia avalia o número de falhas e quanto menor o índice, maior a eficácia do método. O método é avaliado de duas formas: forma costumeira (sujeita a erros – chamada de efetividade) e forma perfeita.
· Critérios de elegibilidade clínica: de acordo com as condições que afetam a elegibilidade para uso de cada método podem ser classificadas 4 categorias. Em geral, categorias 1 e 2 podem ser usados e 3 e 4 não devem. 
· Como regra geral, gravidez é contraindicada para qualquer método contraceptivo, exceto de barreira e comportamental. Antes de iniciar qualquer método contraceptivo deve-se verificar a possibilidade de gravidez na paciente. 
· Estrogênio: interfere na foliculogênese, estabilidade ao endométrio e evitar prescrever nos primeiros 2 anos pós-menarca. 
· PG: atrofia endometrial, aumenta peristaltismo tubário, inibe pico de LH, torna muco espesso e afina o endométrio. 
Métodos comportamentais
· São chamados também de métodos de abstinência periódica e resumem-se em observar sinais e sintomas que caracterizam o ciclo menstrual. Devem ser abolidos na perimenopausa e junto à menarca devido a irregularidade dos ciclos. 
· O tempo de meia vida do sptz dentro do trato genital feminino é de 72h e o ovulo possui tempo médio de vida de 48h. assim, a abstinência deve ocorrer de 3-4 dias antes e depois do dia esperado para ovulação.
· Tais métodos incluem: tabelinha, temperatura corporal basal, Billings, sintotérmico e coito interrompido 
· Método Ogino-Knaus (tabela) – somente pode ser utilizado em mulheres com ciclos de 26-32 dias. O período fértil é calculado com base no registro dos ciclos durante 6 meses e determina-se o período onde deve-se haver abstinência sexual. 
· Temperatura corporal basal – após a ovulação, se tem aumento dos níveis séricos de progesterona que atua no centro termorregulador promovendo a elevação da temperatura basal entre 0,5 e 0,8ºC. Esse fenômeno denuncia a postura ovular. A ovulação normalmente ocorre 1 dia antes da elevação da temperatura, que permanece de 11 a 16 dias. O registro da temperatura deve ser diário e pela manhã antes de qualquer atividade. A temperatura deve ser aferida por via oral, retal ou vaginal. A mulher deverá se abster durante toda a primeira fase do ciclo até o 4 dia em que se verificou aumento de temperatura. 
· Billings ou muco cervical – deve-se ter abstinência da percepção do muco ou sensação de lubrificação da vagina até o 4 dia após a percepção da máxima umidade.
· Método sintotérmico – combinação entre os métodos de temperatura, muco cervical e outros parâmetros que possam indicar a ovulação
· Coito interrompido – não deve ser recomendada como método sistemático, mas pode ser útil em situações atípicas. Requer controle por parte do parceiro. Além disso, a ejaculação é precedida da liberação de muco que pode ter sptz. 
Métodos de barreira
· Possuem como mecanismo de ação a interposição de uma barreira mecânica ou química que impeça a ascensão do sptz da vagina para o útero. A associação de 2 tipos de métodos aumenta sua eficácia.
· São eles: preservativo masculino; preservativo feminino; diafragma; capuz cervical; espermicida; esponja. 
Dispositivos intrauterinos
· São artefatos de polietileno com ou sem adição de substancias metálicas ou hormonais que exercem efeito contraceptivo quando colocados na cavidade uterina. São classificados em:
1. DIUs não medicados – unicamente constituídos de polietileno 
2. DIUs medicados – além da matriz de polieliteno, possuem metais ou hormônios que exercem ação bioquímica local aumentando a eficácia contraceptiva. Os mais utilizados são o de cobre ou progesterona. 
· O DIU exerce seu efeito contraceptivo de formas variadas, podendo interferir antes do óvulo atingir a cavidade uterina. Estimula reação inflamatória pronunciada no útero, por ser corpo estranho (especialmente o DIU de cobre) e provoca alterações bioquímicas que interferem no transporte do sptz no aparelho genital, bem como altera os espermatozoides e ovulo impedindo a fecundação. 
· SIU (Sistema intrauterino de levonorgestrel):
1. Dispositivo com reservatório de 52mg de progestagênio. Libera 20mcg diariamente de levonorgestrel. A liberação diária pode diminuir até 12mcg. 
2. A duração do efeito contraceptivo é 5-7 anos. 
3. Mecanismo de ação: torna o muco cervical espesso e hostil; a alta concentração de levonorgestrel no endométrio impede a resposta ao estradiol circulante; forte efeito antiproliferativo no endométrio; mantém a produção estrogênica (vagina lubrificada). 
4. O endométrio é incapaz de ficar espesso o suficiente para possibilitar uma gravidez. 
5. Provoca anovulação em 25% das mulheres.
6. Em resumo: devido aos níveis elevados de levonorgestrel na cavidade uterina, tem-se supressão dos receptores de estradiol no endométrio, atrofia endometrial e inibição da passagem do sptz da cavidade uterina.
7. Efeitos colaterais – sangramentos irregulares nos primeiros 3-5 meses; cefaleia; náuseas; depressão. As queixas menos comuns são ganho de peso, mastalgia e acne. 
8. Reduz a quantidade e a duração do fluxo menstrual, além de diminuir dismenorreia. 
9. Pode ser utilizado em qualquer faixa etária da menarca à menopausa, independente da paridade. As principais contraindicações são as alterações locais como câncer de colo uterino, endometrial, mioma submucoso ou alguma malformação uterina (septo, útero bicorno) com distorção da cavidade, estenose cervical, doença inflamatória pélvica e infecção puerperal. Também não deve ser utilizado em mulheres na vigência de câncer de mama.
I. Mirena – mais levonogestrel e maior tamanho do que o kylena. Causa mais efeitos colaterais – acne, mastalgia. Indicando para contracepção, endometriose, sangramento menstrual excessivo. 
II. Kylena – menos LNG e é indicado exclusivamente para contracepção. 
· DIU de cobre: 
1. Feito de plástico com filamento de cobre em sua haste vertical. Consiste em um fio de prata corado com cobre.
2. Depende de uma reação de corpo estranho para sua ação contraceptiva ocorrer, sendo uma reação inflamatória estéril com lesão tecidual mínima o suficiente para ser espermicida. 
3. Provoca mudanças no muco cervical, diminui a motilidade espermática por meio dos íons de cobre, mudanças bioquímicas e morfológicas no endométrio.
4. A ovulação não é afetada no DIU de cobre. 
5. Causas de abandono: sangramento aumentado e dor. 
6. Dura pelo menos 10 anos, sendo um método eficaz que não apresenta os efeitos colaterais do uso de hormônios. É imediatamente reversível e a fertilidade é retomada imediatamente. 
7. Pode ser inserido imediatamente após o parto. 
· Intercorrências com o uso do DIU:
1. Perfuração 
2. Expulsão 
3. Dismenorreia e sangramento anormal – DIU de cobre 
4. Doença inflamatória pélvica – há controvérsias (preexistência) 
5. Gravidez ectópica – entre as raras gravidezes que ocorrem com DIU, existe maior chance de serem ectópicas.
· A inserção pode ser feita em qualquer momento do ciclo menstrual desde que se tenha certeza de que a mulher não esteja grávida. Há uma preferência para a inserção no período de sangramento, pois afasta gravidez e facilita a colocação do método.
· Contraindicações: gravidez; infecção puerperal; imediatamente após aborto asséptico; sangramento vaginal inexplicado; câncer de colo uterino aguardando tratamento; câncer do endométrio; DIP; cervicite purulenta, clamídia ou gonorreia; fatores de risco para ISRs; alterações anatômicas da cavidade uterina; mioma uterino com distorção da cavidade; etc. 
Contracepção hormonal combinada
· O Anticoncepcional hormonal combinado (AHC) é resultado da associação entre um componente estrogênico e outro progestogênico, sendo esse último o principal responsável pela eficácia contraceptiva, visto que provoca anovulação por inibição do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. 
· Podemos classificar
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