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contabilidade geral

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e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes
Escola Técnica Aberta do Brasil 
Contabilidade Geral 
Eliana Soares Barbosa Santos
Ministério da
Educação
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes
Escola Técnica Aberta do Brasil
Contabilidade Geral
Eliana Soares Barbosa Santos
Montes Claros - MG
2011
Ministro da Educação
Fernando Haddad
Secretário de Educação a Distância
Carlos Eduardo Bielschowsky
Coordenadora Geral do e-Tec Brasil 
Iracy de Almeida Gallo Ritzmann
Governador do Estado de Minas Gerais
Antônio Augusto Junho Anastasia
Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia 
e Ensino Superior
Alberto Duque Portugal
Reitor
Paulo César Gonçalves de Almeida
Vice-Reitor
João dos Reis Canela
Pró-Reitora de Ensino
Maria Ivete Soares de Almeida
Coordenadora do Ensino Médio e 
Fundamental
Rita Tavares de Mello
Diretor do Centro de Ensino Médio e 
Fundamental
Wilson Atair Ramos
Coordenador do e-Tec Brasil/CEMF/
Unimontes
Wilson Atair Ramos
Coordenadora Adjunta do e-Tec Brasil/
CEMF/Unimontes
Rita Tavares de Mello
Coordenadores de Cusos:
Coordenador do Curso Técnico em Agronegócio
Augusto Guilherme Dias
 
Coordenador do Curso Técnico em Comércio
Carlos A. Meira
 
Coordenador do Curso Técnico em Meio 
Ambiente
Edna Helenice Almeida
Coordenador do Curso Técnico em Informática
Frederico Bida de Oliveira
Coordenador do Curso Técnico em 
Vigilância em Saúde
Simária de Jesus Soares
Coordenador do Curso Técnico em Gestão 
em Saúde
Zaida Ângela Marinho de Paiva Crispim
CONTABILIDADE GERAL
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 
Elaboração
Eliana Soares Barbosa Santos
Projeto Gráfico
e-Tec/MEC
Supervisão 
Alcino Franco de Moura Júnior
Diagramação
Jamilly Julia Lima Lessa
Marcos Aurélio de Almeda e Maia
Impressão
Gráfica
Designer Instrucional
Kátia Vanelli Leonardo Guedes Oliveira
Revisão
Maria Ieda Almeida Muniz
Presidência da República Federativa do Brasil
Ministério da Educação
Secretaria de Educação a Distância
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
3
Prezado estudante,
Bem-vindo ao e-Tec Brasil/Unimontes!
Você faz parte de uma rede nacional pública de ensino, a Escola 
Técnica Aberta do Brasil, instituída pelo Decreto nº 6.301, de 12 de dezem-
bro 2007, com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico público, 
na modalidade a distância. O programa é resultado de uma parceria entre 
o Ministério da Educação, por meio das Secretarias de Educação a Distancia 
(SEED) e de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), as universidades e 
escola técnicas estaduais e federais.
A educação a distância no nosso país, de dimensões continentais e 
grande diversidade regional e cultural, longe de distanciar, aproxima as pes-
soas ao garantir acesso à educação de qualidade, e promover o fortalecimen-
to da formação de jovens moradores de regiões distantes, geograficamente 
ou economicamente, dos grandes centros.
O e-Tec Brasil/Unimontes leva os cursos técnicos a locais distantes 
das instituições de ensino e para a periferia das grandes cidades, incenti-
vando os jovens a concluir o ensino médio. Os cursos são ofertados pelas 
instituições públicas de ensino e o atendimento ao estudante é realizado em 
escolas-polo integrantes das redes públicas municipais e estaduais.
O Ministério da Educação, as instituições públicas de ensino téc-
nico, seus servidores técnicos e professores acreditam que uma educação 
profissional qualificada – integradora do ensino médio e educação técnica, 
– não só é capaz de promover o cidadão com capacidades para produzir, mas 
também com autonomia diante das diferentes dimensões da realidade: cul-
tural, social, familiar, esportiva, política e ética.
Nós acreditamos em você!
Desejamos sucesso na sua formação profissional!
Ministério da Educação
Janeiro de 2010
Apresentação e-Tec Brasil/Unimontes
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
5
Indicação de ìcones
Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas 
de linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual.
Atenção: indica pontos de maior relevância no texto.
Saiba mais: oferece novas informações que enriquecem o assunto ou 
“curiosidades” e notícias recentes relacionadas ao tema estudado.
Glossário: indica a definição de um termo, palavra ou expressão utilizada 
no texto.
Mídias integradas: possibilita que os estudantes desenvolvam atividades 
empregando diferentes mídias: vídeos, filmes, jornais, ambiente AVEA e 
outras.
Atividades de aprendizagem: apresenta atividades em diferentes níveis 
de aprendizagem para que o estudante possa realizá-las e conferir o seu 
domínio do tema estudado.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
Sumário
7
Palavra do professor conteudista .............................................9
Projeto instrucional ........................................................... 11
Aula 1 - Introdução à Contabilidade ....................................... 13
 1.1 Conceito de Contabilidade ......................................... 13
 1.2 História da Contabilidade através do tempo .................... 14
 1.3 Campo de aplicação da Contabilidade ........................... 15
 1.4 Usuários da Contabilidade ......................................... 15
 1.5 Princípios fundamentais de Contabilidade ....................... 16
 1.6 Utilização da informação contábil ............................... 17
 Resumo ................................................................... 18
 Atividades de aprendizagem ........................................... 18
Aula 2 - Sociedades ........................................................... 21
 2.1. Sociedade empresária ............................................. 22
 2.2 Tipos jurídicos ....................................................... 22
 2.3. Microempreendedor individual – MEI ............................ 25
 Resumo ................................................................... 25
 Atividades de aprendizagem ........................................... 26
Aula 3 - Patrimônio das entidades .......................................... 27
 3.1 Conceito de patrimônio ............................................ 27
 3.2 Escrituração contábil .............................................. 29
 Resumo ................................................................... 32
 Atividades de Aprendizagem ........................................... 32
Aula 4 - Variações patrimoniais ............................................. 33
 4.1 Situação líquida patrimonial ....................................... 33
 Resumo ................................................................... 36
 Atividades de aprendizagem ........................................... 36
Aula 5 - Elementos patrimoniais ............................................ 39
 5.1 Contas ................................................................ 39
 5.2 Plano de contas ..................................................... 40
 5.3 Apuração do resultado das empresas ........................... 42
 Resumo ................................................................... 43
 Atividades de aprendizagem ........................................... 43
Aula 6 - Capital ................................................................ 45
 6.1 Tipos de capital .................................................... 45
 Resumo ................................................................... 47
 Atividades de aprendizagem ........................................... 47
Aula 7 - Gestão patrimonial.................................................. 49
 7.1 Mutações patrimoniais .............................................. 49
 7.2 Fatos contábeis ...................................................... 50
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes8
 Resumo ................................................................... 54
 Atividades de aprendizagem ........................................... 54
Aula 8 - Demonstrações contábeis .......................................... 57
 8.1 Classificação das demonstrações contábeis ..................... 57
 Resumo ................................................................... 61
 Atividades de aprendizagem ........................................... 61
Aula 9 - Documentos contábeis ............................................. 63
 9.1 Títulos de crédito ................................................... 63
 9.2 Nota fiscal ............................................................ 63
 9.3 Nota fiscal eletrônica ............................................... 64
 9.4 Fatura ................................................................. 65
 9.5 Duplicata ............................................................. 66
 9.6 Conciliação bancária ................................................ 67
 9.7 Cheques .............................................................. 67
 9.8 Nota promissória .................................................... 70
 Resumo ................................................................... 71
 Atividades de aprendizagem ........................................... 71
Aula 10 - Controles administrativos ......................................... 73
 10.1 Controle de vendas ................................................ 73
 10.2 Controle de compras .............................................. 73
 10.3 Controle de despesas ............................................. 7 3 
 10.4 Controle de estoque .............................................. 73
 Resumo .................................................................. 78
 Atividades de aprendizagem ........................................... 78
Referências ..................................................................... 80
Curriculo do professor conteudista ......................................... 81
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
9
Palavra do professor conteudista
 
Prezado(a) Acadêmico(a),
Seja bem-vindo aos estudos da Disciplina Contabilidade Geral, do 
Curso Técnico em Administração do Comércio. 
Em nossa disciplina, vamos mostrar, através de conceitos e exem-
plos, que a Contabilidade está sempre presente em sua vida. Não confunda 
nossa disciplina com Matemática; apesar dela ser uma ferramenta no nosso 
aprendizado, você verá que a Contabilidade é muito mais que isso, ela é a 
base para se organizar e demonstrar as informações de natureza financeira 
das empresas e, assim, auxiliar no processo de tomada de decisões.
A Contabilidade faz parte do nosso dia-a-dia; ao conhecer os con-
ceitos contábeis, você vai observar que, ao ir ao Supermercado, acontecem 
várias situações que necessitam de ser registradas e que irão servir de in-
formação útil para compradores, vendedores, fornecedores, governos, entre 
outros. Com esse exemplo, queremos mostrar a você que a Contabilidade se 
faz necessária a todo instante, e que esta é uma oportunidade para que você 
comece a aprender a controlar as suas finanças e a sua vida econômica e, 
com certeza, levar este aprendizado para a sua vida profissional.
A nossa proposta é oferecer subsídios para o aprendizado da Con-
tabilidade de maneira bem fácil, por isso oferecemos recursos teóricos e 
práticos. Para tanto, oferecemos uma série de literaturas complementares, 
pois nosso estudo não se encerrar aqui, estamos apenas iniciando esta etapa. 
Para que este aprendizado tenha o efeito esperado, é preciso muita 
leitura e perseverança para se alcançar bons resultados.
Então, bons estudos e seja criativo, procure se informar, se atuali-
zar sempre e a colocar em prática os conceitos adquiridos. Faça as atividades 
propostas para cada unidade e não deixe de acessar o ambiente virtual do 
curso para ter acesso às atividades complementares, aulas, chats e fóruns.
Esta disciplina tem como objetivo desenvolver conhecimentos ne-
cessários e suficientes para a análise das informações contábeis como ins-
trumental de apoio para o processo de tomadas de decisões econômicas e 
financeiras nas organizações.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
11
Projeto instrucional
Disciplina: Contabilidade Geral (carga horária: 64h).
Ementa: Noções de Contabilidade geral; conceito de empresa, ativo, passivo 
e patrimônio líquido; planejamento e controle das rotinas administrativas; 
práticas comerciais: fatura, duplicata, cheque, nota promissória e nota fiscal; 
controles de contas a pagar e contas a receber: caixa, conciliação bancária, 
compras, estoque e vendas.
AULA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM MATERIAIS
CARGA 
HORÁRIA
1. Introdução 
à Contabili-
dade
Identificar os conceitos 
contábeis e conhecer a 
cronologia contábil
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual 3 h
2. Sociedades
Conhecer os tipos de 
sociedades mercantis e 
suas características
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
6 h
3. Patrimônio 
das entidades
Identificar a composição 
do patrimônio, sua for-
mação e características
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
9 h
4. Variações 
patrimoniais
Identificar as possíveis 
variações patrimoniais 
e suas interferências 
no patrimônio
Apostila do e-tec, textos e 
exercícios na página virtual
9 h
5. Elementos 
patrimoniais
Classificar os elemen-
tos patrimoniais e com-
preender sua formação
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
6 h
6. Capital
Identificar os tipos de 
capital e suas caracte-
rísticas
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
3 h
7. Gestão 
patrimonial
Identificar os registros 
contábeis e as opera-
ções de registros
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
6 h
8. Demonstra-
ções contá-
beis
Conhecer as demons-
trações contábeis e a 
aplicabilidade para as 
informações contábeis
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
9 h
9. Documen-
tos contábeis
Identificar os docu-
mentos contábeis e 
suas características.
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
8 h
10. Controles 
administra-
tivos
Identificar os tipos de 
controle administrativo 
e suas características
Apostila do e-tec e textos na 
página virtual; utilizar sites 
referentes ao conteúdo
6 h
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
13
Aula 1 - Introdução à Contabilidade
 
“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação 
para a vida, é a própria vida.”
John Dewey
 
Figura 1: Contabilizando o sucesso.
Fonte: http://goo.gl/bFtF. Acesso em 23/08/2010.
 
Veremos, nesta aula, um breve histórico da Contabilidade, objeto 
do nosso estudo, sua aplicabilidade, suas ramificações e principalmente sua 
importância como Ciência Social nos processos administrativos, compreen-
dendo os conceitos básicos, os princípios que norteiam a aplicação dos co-
nhecimentos voltados à estruturação dos demonstrativos contábeis.
1.1 Conceito de Contabilidade
Iniciaremos o nosso estudo com o conceito de Contabilidade para o 
autor Greco (2007 p.01), que nos diz que a Contabilidade registra, estuda e 
interpreta (por análise) os fatos financeiros e econômicos que afetam a situ-
ação patrimonial de determinada pessoa física ou jurídica.
Pessoa Física:
é a pessoa natural, 
isto é, todo indivíduo 
(homem oumulher), 
desde o nascimento 
até a morte. A 
personalidade civil 
da pessoa começa do 
nascimento com vida. 
Para efeito de exercer 
atividade econômica, a 
pessoa física pode atuar 
como autônomo ou 
como sócio de empresa 
ou sociedade simples, 
conforme o caso.
Pessoa jurídica: 
Conforme o Dicionário 
Michaelis, pessoa 
jurídica é a entidade 
abstrata com existência 
e responsabilidade 
jurídica como, 
por exemplo, uma 
associação, empresa, ou 
companhia legalmente 
autorizada. Podem 
ser de direito público 
(União, Unidades 
Federativas, autarquias 
etc.), ou de direito 
privado (empresas, 
sociedades simples, 
associações etc.). Vale 
dizer ainda que as 
empresas individuais, 
para os efeitos do 
imposto de renda, são 
equiparadas às pessoas 
jurídicas.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 14
1.2 História da Contabilidade através do tempo
Figura 2: Cronologia da Contabilidade.
Fonte: http://goo.gl/NXM0. Acesso em 23/08/2010.
Você já observou que é através do tempo que conseguimos adquirir 
o conhecimento sobre determinado assunto? Pois bem, vamos descrever os 
períodos da Contabilidade, desde a sua mais remota origem até os tempos 
atuais:
Origem do homem e a Bíblia (~ 4.000 a.C.)
• A contabilidade é tão antiga quanto a origem do homem.
• Livro de Gênesis.
• Rebanhos de ovelhas de Jacó e seu sogro Labão, Livro de Jó, 
considerado o mais antigo da Bíblia, descrição da sua riqueza. 
Egípcios e Babilônios (~3.000 a.C.)
• Transações em cerâmicas relatam pagamentos de salários e im-
postos.
Luca Pacioli (séculos XIII e XVI d.C.)
• A contabilidade atingiu sua maturidade entre os séculos XIII e 
XVI d.C. (comércio com as Índias, burguesia, renascimento, mer-
cantilismo, etc.).
• Trabalho do frade franciscano Luca Pacioli, Itália, 1494. A Escola 
Italiana de Contabilidade dominou o cenário mundial até o sé-
culo XX.
EUA (século XX e atualidade)
• A Contabilidade se desenvolveu notoriamente nos EUA, após a 
depressão de 1929, com inúmeras pesquisas na área, crescimen-
to do mercado de capitais e, consequentemente, a auditoria. A 
Escola Contábil Americana, voltada para a tomada de decisão, 
domina nosso cenário contábil atual.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 15
Então, conseguiu observar que nossa disciplina acompanha cada 
passo da Humanidade?
1.3 Campo de aplicação da Contabilidade
Como vimos, a Contabilidade está presente em todas as áreas sociais 
e o seu campo de atuação pode ser tanto no setor público (empresas públicas, 
prefeituras, estados, Federação, instituições financeiras públicas etc.) quanto no 
setor privado (indústria, comércio, prestadoras de serviços etc.), ou seja, nas 
empresas particulares. Para melhor entendermos como a Contabilidade aparece 
em todas as nossas atividades, vejamos o gráfico a seguir.
APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE
Gráfico1: Aplicação da Contabilidade.
Fonte: Marion (2002).
1.4 Usuários da Contabilidade
Bem, já vimos onde a Contabilidade atua, agora, vamos conhecer os 
usuários das informações contábeis.
Os usuários podem ser tanto internos como externos e, mais ainda, 
com interesses diversificados, razão pela qual as informações geradas pelas 
entidades devem ser amplas, verdadeiras e suficientes para a avaliação da 
situação patrimonial e das modificações sofridas pelo patrimônio, permitindo 
a realização de interferências sobre o seu futuro.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 16
Figura 3: Usuários da Contabilidade.
Fonte: http://migre.me/174Am. Acesso em 23/8/2010. 
Vejamos quem são eles: os usuários internos incluem os adminis-
tradores de todos os níveis que, usual mente, se valem de infor mações mais 
aprofundadas e específicas acerca da entidade, notadamente aquelas relati-
vas ao seu ciclo operacional. 
Já os usuários externos concen tram suas atenções, de forma geral, 
em aspectos mais genéricos, expressos nas demons trações contábeis. 
1.5 Princípios fundamentais de Contabilidade
Como dissemos anteriormente, a Contabilidade é uma Ciência e, 
para tanto, observa alguns princípios fundamentais, que foram editados pela 
resolução do Conselho Federal de Contabilidade n.º 750/93, de 29 de dezembro 
de 1993; não são leis cientí ficas, e sim estabelecidas e reconhecidas pelo 
consenso de opiniões de profissionais que atuam na área de Contabilidade.
O uso predominante dos princípios fundamentais de Contabilidade 
nas práticas contábeis proporciona uma interpretação uniforme das 
demonstrações financeiras, po rém, são suscetíveis de modi ficações, ou 
seja, podem ser modificados, sendo resultantes do desenvolvimento e da 
aplicação da técnica contábil. Os princípios contábeis são as diretrizes gerais e, 
para qualificar e delimitar a sua aplicação, surgem normas e procedimentos que 
são chamados de convenções. Os princípios fundamentais de Contabilidade são:
• da entidade;
• da continuidade;
• da oportunidade;
• do registro pelo valor original;
• da atualização monetária;
• da competência; 
• da prudência.
Ciclo operacional: 
período de atividade de 
determinada empresa.
Princípio:
característica 
determinante de 
alguma coisa; aquilo 
do qual alguma coisa 
procede na ordem do 
conhecimento ou da 
existência. 
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 17
1.6 Utilização da informação contábil
 
Figura 4: Uso da informação contábil.
Fonte: http://migre.me/174F8. Acesso em 23/08/2010.
Como observamos, a utilização tempestiva e fidedigna das informa-
ções contábeis pelos seus usuários demonstra ser a principal característica 
deste nosso estudo.
A informação contábil deve revelar dados suficientes sobre a 
entidade, de modo a facilitar a comunicação com o usuário sem deixar de 
ter os seguintes atributos: 
• confiabilidade;
• tempestividade;
• compreensibilidade; 
• comparabilidade.
Além disso, entende-se que a Contabilidade deve ter o sistema 
contábil estruturado de forma que atenda:
• a Lei das Sociedades por Ações (Lei n.º 11638/07);
• a Legislação do Imposto de Renda (preparação da declaração de 
rendimentos);
• os relatórios gerenciais internos;
• o acompanhamento orçamentário;
• os órgãos governamentais (Comissão de Valores Imobiliários – 
CVM -, Bolsa de Valores, etc.) e particulares (bancos, etc.).
Os principais órgãos e pessoas que utilizam as informações contábeis 
são os seguintes:
• acionistas, sócios ou proprietários: com o objetivo de saber a 
rentabilidade e a segurança do seu investimento;
• administradores da companhia: com a finalidade de tomada de 
decisões;
• credores de forma geral (bancos, fornecedores, etc.): com a pre-
tensão de avaliar a segurança do retorno dos recursos aplicados 
na companhia;
• órgãos do governo: para fins de tributação das companhias.
LEI Nº 11.638, DE 28 
DE DEZEMBRO DE 
2007. 
Altera e revoga 
dispositivos da Lei 
no 6.404, de 15 de 
dezembro de 1976, e da 
Lei no 6.385, de 7 de 
dezembro de 1976, e 
estende às sociedades 
de grande porte 
disposições relativas à 
elaboração e divulgação 
de demonstrações 
financeiras.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 18
Para as informações contábeis serem de forma clara e precisa 
aos usuários da informação, a Contabilidade utiliza-se das demonstrações 
contábeis obrigatórias pela Lei11638/07.
O Art. 176 da referida Lei normatiza que, ao fim de cada exercício 
social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da 
companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir 
com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas 
no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; 
IV – demonstração dos fluxos de caixa; 
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. 
Figura 5: Informação contábil.
Fonte: http://migre.me/174RF.Acesso em 23/08/2010.
Resumo
Nesta primeira aula, você pôde conhecer de forma sucinta a histó-
ria da Contabilidade, os princípios que a norteiam e a Lei que a rege, bem 
como os seus usuários e a sua aplicabilidade. Vimos como a Contabilidade 
faz parte do nosso dia-a-dia. Verificamos, também, que as informações con-
tábeis são colocadas para os usuários através das demonstrações contábeis.
Atividades de aprendizagem
Então, vamos verificar o aprendizado? 
Prezado(a) acadêmico(a), com base na apostila virtual e na bibliografia reco-
mendada, responda às questões a seguir.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 19
1) Defina os conceitos de:
Contabilidade 
Pessoa Jurídica 
Princípios Contábeis 
Qual o objeto da Contabilidade? 
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
21
Aula 2 - Sociedades
 
O objetivo desta nossa aula é conhecer as entidades que utilizam 
da informação contábil para tomada de decisão através das informações ge-
radas pela Contabilidade.
Bom, agora que já conhecemos a importância da Contabilidade no 
nosso dia-a-dia, trataremos, então, de conhecer um pouco mais da institui-
ção que movimenta o objeto da nossa disciplina. Iremos descobrir o universo 
das empresas e a composição do seu patrimônio.
Para entendermos o objeto de estudo da Contabilidade, identifica-
remos primeiro os tipos de entidades que utilizam a Contabilidade.
Figura 7: Sociedades comerciais.
Fonte: http://goo.gl/fnll. Acesso em 23/04/2010.
Tipos de sociedade
Segundo Iudícibus (2009, p. 9), a sociedade pode ser definida como 
um contrato em que duas pessoas ou mais se obrigam a conjugar esforços 
ou recursos para a consecução de um fim comum, ou celebram contrato de 
sociedade as pessoas que, reciprocamente, se obrigam a contribuir, com 
bens e serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre 
si, dos resultados.
Você já imaginou 
que todo o dinheiro 
que circula no seu 
patrimônio já esteve 
registrado pela 
Contabilidade em algum 
momento?
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 22
Sociedades personificadas
Considera-se sociedade personificada aquela que possui personali-
dade jurídica, obtida mediante o registro de seus atos constitutivos no órgão 
competente. As sociedades personificadas se subdividem em sociedade em-
presária e sociedade simples.
2.1. Sociedade empresária
É definida como sociedade empresária aquela que tem por objeto 
o exercício de atividade econômica organizada para a produção ou a circu-
lação de bens ou de serviços, ou seja, considera-se sociedade empresária a 
antiga sociedade comercial.
Antes de iniciar a atividade econômica, o empresário individual ou 
a sociedade empresária que a ela for se dedicar, deverá inscrever-se no Re-
gistro Público de Empresas Mercantis, a cargo das Juntas Comerciais (artigos 
967, 968 e 1.150 do Código Civil), tendo como elemento essencial o nome 
empresarial. 
2.2 Tipos jurídicos
Figura 8: Constituição de empresa.
Fonte: http://goo.gl/zx4o. Acesso em 22/08/2010.
A sociedade empresária deve se constituir segundo um dos seguin-
tes tipos jurídicos, elaborando sempre um contrato de constituição da em-
presa:
• sociedade em nome coletivo;
• sociedade em comandita simples; 
• sociedade limitada;
• sociedade anônima;
• sociedade em comandita por ações.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 23
2.2.1 Sociedade em nome coletivo
Exceto pelo fato de poder exercer atividade empresária, esse tipo 
de sociedade é praticamente idêntico ao da sociedade simples. Nessa so-
ciedade, somente podem participar pessoas físicas, respondendo todos os 
sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros, podem os só-
cios, no ato constitutivo ou por unânime convenção posterior, limitar entre si 
a responsabilidade de cada um.
2.2.2 Sociedade em comandita simples
Na sociedade em comandita simples, tomam parte sócios de duas 
categorias, a saber:
• os comanditados, pessoas físicas responsáveis solidária e ilimita-
damente pelas obrigações sociais; 
• os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota. 
As sociedades por comandita simples são regidas supletivamente 
pelas normas da sociedade em nome coletivo, cabendo aos sócios coman-
ditados os mesmos direitos e obrigações dos sócios em nome coletivo. Sem 
prejuízo da faculdade de participar das deliberações da sociedade e de fis-
calizar suas operações, não pode, o comanditário, praticar nenhum ato de 
gestão nem ter o nome da firma social, sob pena de ficar sujeito às respon-
sabilidades de sócio comanditado. 
Neste caso, o contrato deve discriminar os comanditados e os co-
manditários.
2.2.3 Sociedade limitada
Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita 
ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integra-
lização do capital social.
Este tipo de sociedade passa a ter um regime consolidado em ape-
nas um diploma legal, pois a sociedade antes denominada de sociedade por 
quotas de responsabilidade limitada tinha seu regime jurídico determinado 
pelo Decreto n° 3.708/19, revogado, e, subsidiariamente, pela Lei das Socie-
dades Anônimas (Lei n° 6.404/76).
A aplicação subsidiária da Lei das Sociedades Anônimas continua 
sendo possível, desde que haja previsão expressa no contrato social. 
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 24
2.2.4 Sociedade anônima
Figura 9: Sociedade Anônima.
Fonte: http://goo.gl/RSM. Acesso em 23/08/2010.
Na sociedade anônima ou companhia, o capital divide-se em ações, 
obrigando-se, cada sócio ou acionista, somente pelo preço de emissão das 
ações que subscrever ou adquirir. A sociedade anônima, como vimos ante-
riormente, rege-se por lei especial (Lei n° 11638/07 e disposições posterio-
res), aplicando-se, nos casos omissos, as disposições do Novo Código Civil 
(artigos 1.088 e 1.089). 
2.2.5 Sociedade em comandita por ações
Esta sociedade tem o capital dividido em ações, regendo-se pe-
las normas relativas à sociedade anônima. Todavia, neste tipo societário, 
somente o acionista tem qualidade para administrar a sociedade e, como 
diretor, responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade 
(artigos 1.090 a 1.092).
2.2.6 Sociedade simples
É considerada sociedade simples aquela cujo objeto social seja de-
corrente de profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artísti-
ca, ainda com concurso de auxiliares ou colaboradores, ou seja, considera-se 
sociedade simples a antiga sociedade civil.
A sociedade simples (exceto no caso das cooperativas e de determi-
nadas atividades reguladas por leis especiais que imponham a doação de tipo 
societário específico) poderá ser constituída em conformidade com um dos tipos 
examinados nos subitens anteriores (exceto como sociedade por ações), ou não o 
fazendo, subordina-se às normas que lhes são próprias (artigos 997 a 1.000).
Neste tipo de sociedade, os bens particulares dos sócios (inclusive 
daqueles que ingressarem em uma sociedade já constituída) poderão ser 
executados por dívidas da sociedade, mas apenas depois de executados os 
bens sociais, se estes forem insuficientes para saldar as dívidas. Nesse caso, 
os sócios respondem com o seu patrimônio social na proporção que partici-
pam das perdas sociais, salvo se houver, no contrato social, cláusula estipu-
lando a responsabilidade solidária. 
As cooperativas são consideradas sociedades simples, independen-
temente de seu objeto de funcionamento.
É importante lembrar 
que a sigla CEBRAE, 
grafada com “C”, foi 
utilizada até o final 
da década de 1990, 
referindo-se ao Centro 
Brasileiro de Apoio à 
Pequena Empresa e era 
vinculado ao Governo 
Federal. A partir dessa 
data, essa instituição 
foi privatizada e passou 
a serdenominada 
SEBRAE, grafada com 
S (Serviço Brasileiro 
de apoio à Pequena 
Empresa), vinculada às 
federações privadas.
O primeiro código 
de ética de que se 
tem conhecimento, 
sobretudo para quem 
possui formação 
católica cristã, são os 10 
mandamentos. Regras 
como “não matarás”, 
“não desejarás a 
mulher do próximo”, 
“não roubarás”, são 
apresentadas como 
propostas fundadoras 
da civilização ocidental.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 25
2.3. Microempreendedor individual – MEI
Figura 10: Micro empreendedor Individual.
Fonte: http://goo.gl/TJTk. Acesso em 24/08/2010.
O Empreendedor Individual é a pessoa que trabalha por conta pró-
pria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um empreendedor 
individual, é necessário faturar no máximo até R$ 36.000,00 por ano, não ter 
participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado 
contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
Essa categoria tem como objetivo legalizar um grande número de 
empreendedores que geram receita para a União, para os estados e para os 
municípios, mas que não tinham vinculo com a Previdência Social, deixando, 
assim, de obter os benefícios dessa geração de receita.
Resumo
Nesta aula conhecemos os tipos de sociedades, seus especificida-
des e suas características, para relembrarmos vejamos o quadro abaixo:
QUADRO II: Resumo dos tipos de sociedade
 
 
 
Sociedade 
personificada
 
 
 
Sociedade em conta de participação 
Sociedade simples
 
 
Sociedade empresária
 
Sociedade em nome coletivo 
Sociedade em comandita simples
Sociedade limitada
Sociedade anônima
Sociedade em comandita por 
ações
Microempreendedor individual 
Fonte: Próprio autor.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 26
Atividades de aprendizagem
Prezado(a) acadêmico(a), com base na apostila virtual e na biblio-
grafia recomendada, responda às questões a seguir.
Defina o que é uma Sociedade e descreva o conceito das principais empresas 
existentes em sua cidade.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
27
Aula 3 - Patrimônio das entidades
O objetivo desta nossa aula é conhecer o patrimônio das entidades 
com suas características, modificações e composição.
Então, observaram a diversidade de tipos de sociedades que pode-
mos ter?
Mas está faltando algo; precisamos conhecer, agora, como é forma-
do o patrimônio dessas sociedades que, como vimos, é o nosso objeto de es-
tudo, não é mesmo? Ele é o nosso ator principal no estudo da Contabilidade.
3.1 Conceito de patrimônio
Figura 12: Patrimônio público – Palácio do Planalto.
Fonte: http://goo.gl/E4dL. Acesso em 24/08/2010.
Como conceito de patrimônio, Greco (2007) define: 
 
Patrimônio é o conjunto de bens materiais e/ou imateriais, 
avaliáveis em dinheiro e vinculados à entidade pela proprie-
dade ou por cessão a qualquer título, dos quais se possa dis-
por no giro dos seus negócios.
Conceito este que podemos complementar após a Lei 11638/07: 
que, além de ter a propriedade, os bens que estejam sob o domínio da enti-
dade também compõem o seu patrimônio.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 28
3.1.1 Aspectos do patrimônio
Para a Contabilidade, os aspectos relevantes a se considerar são:
• qualitativo;
• quantitativo.
3.1.1.1 Aspecto qualitativo: consiste em qualificar, dar nomes 
aos elementos componentes dos respectivos rela tórios, permi-
tindo que se conheça a natureza de cada um. 
Exemplo: veículos, máquinas e equipamentos, fornecedores.
Figura 13: Imobilizado.
Fonte: http://migre.me/175aF. Acesso em 22/08/2010.
3.1.1.2 Aspecto quantitativo: consiste em atribuir os respec-
tivos valores em moeda, levando-nos a conhecer o valor do 
patrimônio da empresa. 
Exemplo: bens:
• veículos: R$15.000,00;
• máquinas e equipamentos: R$ 4.000,00.
Figura 14: Imobilizado.
Fonte: http://migre.me/175do - http://sitededicas.uol.com.br/gifs/clips. Acesso em 22/08/2010.
 R$15.000,00 R$4.000,00
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 29
Com essas informações, é possível ter uma ideia do tamanho do 
patrimônio e quanto a empresa tem em bens, direitos e obrigações.
Verificando o total de máquinas e veículos dessa empresa, pode-
-se observar que o mesmo é composto pelo montante de R$19.000,00, em 
imobilizado.
 E isso é só o começo do nosso aprendizado. 
Figura 16: Patrimônio mundial.
Fonte: http://migre.me/175LU. Acesso em 24/08/2010.
A representação gráfica do patrimônio demonstra a equidade do 
controle patrimonial:
• bens; 
• direitos;
• obrigações;
• patrimônio líquido. 
 
3.2 Escrituração contábil
Figura 17: Escrituração atual.
Fonte: http://goo.gl/lPEV. Acesso em 24/08/2010.
Na aula I, vimos que a Contabilidade, no século XIII, teve o seu mar-
co com os estudos do Frei Luca Pacioli que, em seus escritos, desenvolveu o 
método de registro da Contabilidade.
Você consegue, agora, 
quantificar e qualificar 
o seu patrimônio? Faça 
uma planilha e monte o 
seu gráfico patrimonial. 
Não se esqueça dos 
valores a receber e dos 
valores a pagar, ok?
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 30
Como definição do método das partidas dobradas tem-se:
Segundo a essência do método, hoje universalmente aceito, 
o registro de qualquer operação implica que a um débito ou 
a mais de um débito numa ou mais contas deve corresponder 
um crédito equivalente em uma ou mais contas, de forma 
que a soma dos valores debitados seja sempre igual à soma 
dos valores creditados. (Iudicibus, 2009, p.40).
Para escrituração dos componentes do Patrimônio, representamos 
os elementos positivos como ATIVO e os elementos negativos como PASSIVO.
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) conceitua os ele-
mentos patrimoniais como:
• ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de 
eventos passados e do qual se espera que resultem futuros be-
nefícios econômicos para a entidade;
• passivo é uma obrigação presente da entidade derivada de 
eventos já ocorridos cuja liquidação se espera que resulte em 
saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos;
• patrimônio líquido é o valor residual dos ativos da entidade 
depois de deduzidos todos os seus passivos.
 RECURSOS ECONÔMICOS = OBRIGAÇÕES
 
 
 
O que nos leva à construção da equação fundamental do patrimônio:
 
Para identificarmos melhor o patrimônio, temos a representação 
gráfica. Do lado esquerdo do gráfico, temos as aplicações em bens e direitos 
na empresa e, do lado direito, temos a origem dos recursos que foram apli-
cados.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 31
QUADRO III - Representação Gráfica do Patrimônio
Balanço Patrimonial
Ativo Passivo e PL
Bens
• Máquinas
• Veículos
• Estoque
• Disponibilidades
Direitos
• Títulos a receber
• Depósitos em bancos
Obrigações
• Fornecedores
• Salários a pagar
• Empréstimos bancários
• Impostos a pagar
Patrimônio Líquido
• Capital
• Subscrito
• Integralizado
• Reservas
Fonte: Próprio autor
Ao avaliarmos se um item se enquadra na definição de ativo, pas-
sivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência e realidade 
econômica, e não apenas para a sua forma legal.
Considerando-se que já conhecemos a composição do PATRIMÔNIO, 
precisamos,agora, identificar como ocorrem as variações patrimoniais, pois 
o estudo contábil trata-se da ciência que tem como objetivo orientar, con-
trolar, prestar informações e contabilizar os fatos ocorridos em um patrimô-
nio, observando os seus aspectos qualitativos e quantitativos.
As variações patrimoniais ocorrerão com o aumento ou a diminui-
ção das contas de resultados, representadas pelas despesas e receitas.
RECEITAS são aumentos nos benefícios econômicos, durante o pe-
ríodo contábil, sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou 
diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido e 
que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade.
Figura 18: Crescimento patrimonial.
Fonte: http://goo.gl/A6DQ . Acesso em 22/08/2010.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 32
DESPESAS são decréscimos nos benefícios econômicos, durante o 
período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou 
incrementos em passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido 
e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade.
Resumo
Nesta aula, você conheceu a formação do patrimônio das empresas. 
Identificou os elementos patrimoniais, Ativo e Passivo, e os elementos de 
resultado que influenciam nas variações patrimoniais, que são as despesas 
e as receitas. Verificou que, para o registro das modificações ocorridas no 
patrimônio, é utilizado o método das partidas dobradas: para toda aplicação 
feita na empresa, há sempre uma origem, uma fonte do recurso aplicado.
Bem, agora é hora de praticar, vamos lá! 
Atividades de Aprendizagem
Prezado(a) acadêmico(a), com base na apostila virtual e na bibliografia reco-
mendada, responda às questões a seguir.
1) Defina os conceitos de:
Ativo
Passivo
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
33
Aula 4 - Variações patrimoniais
O objetivo desta nossa aula é identificar as variações patrimoniais 
e como elas interferem nas informações contábeis para os seus usuários.
Vamos colocar os conceitos adquiridos anteriormente em prática. 
Iremos identificar as possíveis situações patrimoniais de uma entidade e 
como elas afetam o patrimônio da empresa; conhecer os registros através 
de lançamentos contábeis, bem como as aplicações e as origens de recursos 
e os seus registros.
 
Figura 20: Ativo.
Fonte: http://migre.me/175Sw. Acesso em 24/08/2010.
 
4.1 Situação líquida patrimonial
Para encontrarmos a situação líquida da empresa, aplicamos a se-
guinte fórmula:
(BENS)+(DIREITOS)=OBRIGAÇÕES=SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL
4.1.1 Tipos de situação líquida patrimonial
1.ª - Ativo maior que passivo = A > P, ou
 
 Bens e direitos Obrigações (para terceiros)
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 34
Exemplo:
QUADRO IV – Situação positiva
Ativo Passivo
Bens Obrigações
Caixa R$ 100,00 Fornecedores R$ 200,00
Mercadorias R$ 200,00 Salários a pagar R$ 500,00
Veículos R$ 400,00 Obrigações tribu-tárias R$ 100,00
Subtotal R$ 800,00
Direitos
Clientes R$ 600,00 Situação líquida positiva R$ 1.000,00
Títulos a receber R$ 500,00
Total R$ 1.800,00 Total R$ 1.800,00
Fonte: Próprio autor
É chamada de situação líquida positiva porque o total dos bens e 
direitos é maior do que o total das obrigações.
2.ª - Ativo menor que passivo = A < P, ou
 
 
Bens e direitos Obrigações (para terceiros)
QUADRO V – Situação negativa
Ativo Passivo
Bens Obrigações
Caixa R$ 100,00 Fornecedores R$ 1.200,00
Mercadorias R$ 200,00 Salários a pagar R$ 300,00
Veículos R$ 400,00 Obrigações tributárias R$ 400,00
Subtotal R$ 1.900,00
Na apuração da 
situação liquida 
patrimonial, 
só utilize as 
obrigações para 
com terceiros.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 35
Direitos
Clientes R$ 600,00 Situação líquida nega-tiva R$ 100,00
Títulos a receber R$ 500,00
Total R$ 1.800,00 Total R$ 1.800,00
Fonte: Próprio autor
É chamada de situação líquida negativa porque o total dos bens e 
direitos é menor do que o total das obrigações.
3.ª - Ativo igual ao Passivo: A = P, ou
 
Bens e direitos Obrigações (para terceiros)
Exemplo:
QUADRO VI – Situação nula
Ativo Passivo
Bens Obrigações
Caixa R$ 100,00 Fornecedores R$ 900,00
Mercadorias R$ 200,00 Salários a pagar R$ 300,00
Veículos R$ 400,00 Obrigações tributárias R$ 600,00
Subtotal R$ 1.800,00
Direitos
Clientes R$ 600,00 Situação líquida nula R$ 0,00
Títulos a receber R$ 500,00
Total R$ 1.800,00 Total R$ 1.800,00
Fonte: Próprio autor
É chamada de situação líquida nula porque o total dos bens e direi-
tos é igual ao total das obrigações.
DICA: A representação do patrimônio em dois lados tem por ob-
jetivo mostrar o equilíbrio, a igualdade entre a aplicação dos recursos e 
a origem desses recursos.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 36
Ativo: Aplicações de recursos (bens, direitos) em: caixa, mercado-
rias em esto que, vendas a prazo, etc.
Passivo: Recursos (obrigações são patrimônio líquido) provenientes 
dos pro prie tários (capital), de terceiros (obrigações), das vendas (lucros).
Por essa razão, a soma dos valores do ativo deve ser sempre igual 
à soma dos valores do passivo. O patrimônio líquido é o elemento que per-
mite que haja uma igualdade entre a soma do lado do ativo e a do lado do 
passivo. Representa o que os proprietários aplicaram na empresa (o capital), 
aumentado pelos lucros ou diminuído pelo prejuízo.
Resumo
Conhecemos, nesta aula, como é composto o nosso patrimônio, as 
variações ocorridas e como montar o gráfico com os elementos patrimoniais 
e as situações patrimoniais possíveis de uma empresa.
Então, como está o seu aprendizado? 
Atividades de aprendizagem
1) Represente graficamente e apure as situações possíveis, como dado no 
exemplo nº 1
Caixa..............................50,00 Duplicatas a pagar..................50,00
Duplicatas a receber ......100,00 Máquinas.............................300,00
Imposto a pagar...............50,00
Patrimônio
Ativo Passivo
Caixa..................................50,00 Duplicatas a pagar ...............50,00
Duplicatas a receber ............100,00 Impostos a pagar..................50,00
Máquinas.............................300,00 Situação líquida positiva........350,00
Total...................................450,00 Total...................................450,00
a) Caixa.......................200 Móveis e utensílios .........300 
Duplicatas a pagar.........170 Veículos...........................30 
Ordenados a pagar..........20 Duplicatas a receber.........70
b) Veículos..................4000 Móveis e utensílios........2000
Máquinas.....................1000 Caixa...........................1000 
Promissórias a pagar.....2000 Imposto a pagar............5000
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 37
Duplicatas a pagar........7000 Títulos a receber............500
Aluguéis a receber.........500
c) Imóveis....................6000 Veículos.......................1500
Títulos a pagar.............5000 Títulos a receber..........3000 
Aluguéis a pagar...........1000 Imposto a pagar ...........4500
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
39
Aula 5 - Elementos patrimoniais
Para compreendermos as variações patrimoniais estudadas, vamos 
conceituar os itens que afetam a construção do gráfico patrimonial. Nesta 
aula, identificaremos os elementos que compõem o patrimônio de uma em-
presa, suas características e sua classificação.
Primeiro, identificaremos os componentes do registro contábil, que 
são feitos através das contas.
Para entendermos essa questão melhor, vamos conceituar esses 
elementos.Figura 21: Elementos patrimoniais.
Fonte: http://goo.gl/qzLc. Acesso em 25/08/2010.
5.1 Contas
Conta é o nome técnico que identifica um componente patrimonial 
(bem, direito, obrigação ou patrimônio líquido) ou um componente de resul-
tado (despesa ou receita).
5.1.1 Classificação das contas
As contas podem ser classificadas em dois grupos: contas patrimo-
niais e contas de resultado. 
Conta patrimonial: representa os elementos componentes do pa-
trimônio. Dividem-se em ativas (bens e direitos) e passivas (obrigações e 
patrimônio líquido).
Não confunda “as 
contas utilizadas pela 
contabilidade, com 
os valores devidos 
geralmente pelas 
pessoas físicas, e 
que são chamadas de 
contas”.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 40
Contas de resultado: representam as despesas e as receitas da 
empresa. Despesa é todo gasto reali zado por uma empresa. Receita é todo 
recebimento efetuado em favor de uma empresa.
5.1.2 Características
As contas patrimoniais e de resultado possuem características que 
são importantes para a escri tu ração. Podem ser sintéticas e analíticas.
Contas sintéticas: são aquelas contas que resumem, sob um único 
título, uma série de fatos idênticos. Ex.: bancos com movimento; fornecedo-
res; despesas adminis trativas.
Contas analíticas: são aquelas contas que expressam os fatos com 
individua lidade, demonstrando cada um dos acontecimentos em separado. 
Ex.: Banco do Brasil S/A; Malu Ltda, material de escritório.
5.2 Plano de contas
Como vimos na aula 2, temos tipos diferentes de entidades. Para 
que sejam feitos os registros contábeis dessas empresas, é utilizado um Plano 
de Contas, onde são relacionadas todas as contas utilizadas pelas empresas.
Segundo Marion (2009), Plano de Contas é o conjunto de contas 
previamente estabelecido para orientar a execução da contabilidade de uma 
empresa.
Ele propicia a uniformização dos registros contábeis, evitando a 
utilização de diferentes contas para registros de ope ra ções de idêntica natu-
reza. O plano de contas é elaborado antes de as operações serem efetuadas 
pela empresa e é flexível, de acordo com a necessidade da empresa.
5.2.1 Classificação 
 
QUADRO IV – Grupos de contas do patrimônio
Ativo Passivo
Ativo circulante 
Compreende contas que estão cons-
tantemente em giro, em movimento; 
sua conversão em dinheiro ocorrerá, no 
máximo, até o próximo exercício social.
Passivo circulante 
Compreende as obrigações exigíveis que 
serão liquidadas no próximo exercício social
Não circulante Não circulante
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 41
Realizável a longo prazo
Incluem-se, nessa conta, bens e direitos 
que se transformarão em dinheiro após 
o exercício seguinte.
Exigível a longo prazo
Relacionam-se, nessa conta, obrigações 
exigíveis que serão liquidadas com prazo 
superior a um ano: dívidas a longo prazo.
Investimento
São as aplicações de caráter perma-
nente que geram rendimentos não 
necessários à manutenção da atividade 
principal da empresa.
Patrimônio líquido
São recursos dos proprietários aplicados na 
empresa. Os recursos significam o capital 
mais as reservas. Se houver prejuízo, o 
total dos investimentos dos proprietários 
será reduzido.
Imobilizado
Abarca itens de natureza permanente 
que serão utilizados para a manutenção 
da atividade básica da empresa.
Intangível
Neste grupo, são relacionados os bens 
incorpóreos destinados à manutenção 
da empresa.
Fonte: Próprio autor
Vamos entender cada grupo de contas e seus subgrupos.
Ativo circulante
 Representa valores numéricos para a livre e franca circulação, ou 
valores que ainda serão convertidos em dinheiro em curto prazo. Ex.: caixa; 
bancos com movimento; mercadorias.
Ativo Não circulante
Realizável a longo prazo: são direitos realizáveis após o término do 
exercício seguinte. Ex.: títulos a receber.
Imobilizado: são aplicações representadas por aquisições do imobi-
lizado de uso da empresa.
Investimentos: são aplicações representadas em aquisições de in-
vestimentos em outras empresas 
Intangível: neste grupo, são relacionados os bens incorpóreos des-
tinados à manutenção da empresa.
Exemplos de bens não circulantes: imóveis; veículos; máquinas e 
equipamentos, ações, marcas e patentes, etc.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 42
Passivo circulante
São contas representativas das obrigações da empresa para com 
terceiros exigíveis em curto prazo.
 Ex.: fornecedores; duplicatas a pagar, impostos a pagar.
Passivo não circulante
Passivo exigível a longo prazo: representa obrigações com venci-
mento após o término do exercício seguinte.
Patrimônio Líquido
Representa as contas de capital, as provisões e as reservas. Não 
representa as obrigações para com terceiros. 
Ex.: capital social; reservas de lucro, reservas de capital.
 Contas de resultado
Representa as contas de despesas e receitas efetivamente realiza-
das no exercício.
Exemplos: ordenados e salários, telefone, juros ativos, vendas à 
vista, vendas a prazo.
Sistema auxiliar: representa as contas de apuração de resultados 
parciais e finais do exercício.
 Ex.: apuração do resultado do exercício.
5.3 Apuração do resultado das empresas
A cada exercício social, a empresa deve apurar o resultado dos seus 
negócios, ou seja, ela precisa saber se durante o exercício social ela teve 
lucro ou prejuízo. Para saber se obteve lucro ou prejuízo, a contabilidade 
confronta as receitas com as despesas.
Na página virtual, você 
encontrará um modelo 
de Plano de Contas. 
Acesse e comece a 
identificar todos os 
tipos de contas de uma 
empresa comercial.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 43
Resumo
Nesta aula identificamos e conceituamos os itens que afetam as va-
riações patrimoniais, identificamos os elementos que compõem o patrimônio 
de uma empresa, suas características e sua classificação.
Atividades de aprendizagem
1) No quadro abaixo identifique as contas conforme a legenda abai-
xo, seguindo os exemplos:
Quanto ao grupo: P: Patrimonial ; R: De resultado
Quanto ao subgrupo: A: Ativo; P: Passivo; D: Despesa; R: Receita
Conta Grupo Subgrupo
Caixa P A
Conta de luz R D
Salários a pagar
Banco Conta movimento
Venda de mercadorias
Móveis e máquinas
Salários e ordenados
Veículos
Duplicatas a pagar
Conta de telefone
Títulos a receber
Juros a receber
Desconto concedido
Nota promissória a pagar
Mercadorias em estoque
ICMS a recolher
Máquinas e equipamentos
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
45
Aula 6 - Capital
O objetivo desta aula é compreender como se inicia uma empresa, 
conhecer os conceitos de capital e as suas variações.
Economicamente, capital é toda riqueza destinada a produzir ou-
tras ri que zas. Para que um bem ou riqueza seja caracterizado como capital, 
deverá possuir natureza econômica, isto é, ser destinado a produzir outros 
bens ou riquezas. Por exem plo, um produto para revenda (mercadoria) é ca-
pital e possui natureza econômica porque produz lucros; porém, um produto 
para consumo não tem característica econômica. Assim, não é considerado 
como capital.
Figura 22: Investimento Inicial.
Fonte: http://migre.me/1762A. Acesso em 22/08/2010.
6.1 Tipos de capital
Capital social: é o conjunto de recursos próprios mediante os quais 
a empresa adquire condições para iniciar e gerir suas atividades. Tem sua 
origem fora da empresa, através da participação dos sócios, ou dentro da 
empresa, através da incorporação das reservas, dos lucros, etc.
Capital subscrito: é a parcela escolhida pelo sócio que corresponde 
à sua parti cipação na formação do capital social. Cada sócio, por ocasião 
da assinatura do contrato social, escolherá, dentro de suas possibilidades, o 
valor como qual vai participar neste capital social. Como, por exemplo, uma 
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 46
empresa cujo capital social é de R$ 1.500.000,00; com a participação de três 
sócios, pode subscrever o capital social da seguinte maneira: 
• sócio A subscreveu R$ 500.000,00;
• sócio B subscreveu R$ 500.000,00;
• sócio C subscreveu R$ 500.000,00.
 
Figura 23. Capital Subscrito.
Fonte: http://migre.me/1766J . Acesso em 23/08/2010.
Capital integralizado: quando os sócios subscrevem o capital no 
contrato social, deter minam o valor, em Reais, com que cada um participa 
na formação do capital social da empresa. Assim, o capital subscrito passa a 
ser uma dívida líquida e certa dos sócios para com a empresa. Ao ato de li-
quidar o capital subscrito denominamos integralização de capital. Capital in-
tegralizado é a parte ou o total do capital subscrito que já foi liquidada pelos 
sócios. O capital subscrito pode ser integralizado total ou parceladamente.
Capital fixo ou permanente: consiste na aplicação de capitais, na 
aquisição de bens e equipamentos destinados ao uso próprio da empresa e 
que passarão a constituir o seu imobilizado, permanecendo vinculados ao 
patrimônio da empresa por tempo indeterminado.
Capital de giro ou circulante: consiste na aplicação de capitais 
na aquisição de bens destinados à venda ou à produção de outros bens que 
constituem objeto de negócio da empresa.
Capital próprio: é a parte do capital que pertence exclusivamente 
à empresa, não podendo ser exigido por terceiros, salvo em casos muito es-
peciais. Pode ser de origem externa, com a formação do capital pelos sócios, 
ou interna, através do lucro obtido, de reservas, de fundos e de provisões.
Capital alheio ou de terceiros: são valores pertencentes a outras 
pessoas aplicados na em pre sa. Esses capitais podem ser exigidos pelos res-
pectivos credores por ocasião do vencimento dos títulos representativos das 
obrigações. 
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 47
Exemplos: compra a prazo de mercadorias, empréstimos obtidos 
junto a instituições financeiras, etc.
Figura 24: Capital de terceiros.
Fonte: http://migre.me/176aN > 22/08/2010.
Resumo
Nesta aula, identificamos os tipos de capital investidos na empresa, 
como podem ser investidos e que eles são a primeira fonte de recursos de 
uma empresa.
Atividades de aprendizagem
Monte um contrato social de uma empresa de responsabilidade limitada, 
sendo o capital dividido entre três sócios com parcelas iguais.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
49
Aula 7 - Gestão patrimonial
Os objetivos desta aula são aprender sobre as operações contábeis nas 
empresas e como elas são registradas, identificar as fórmulas de lançamentos 
contábeis e a sua utilização para a elaboração dos demonstrativos contábeis.
Figura 25: Gestão patrimonial.
Fonte: http://goo.gl/T50K. Acesso em 23/08/2010.
Para início, vamos identificar o que é um ato administrativo e um 
fato administrativo.
Ato administrativo: é uma operação que não modifica o patrimô-
nio. Exemplo: a contratação de um funcionário pela empresa.
Fato administrativo: é toda operação que modifica o patrimônio. 
Exemplo: o pagamento do funcionário no final do mês.
7.1 Mutações patrimoniais
Dinâmica patrimonial: durante o exercício financeiro contábil da 
entidade, ocorrem operações que modificam a estrutura patrimonial, sejam 
de compras, sejam de vendas. Essa sucessão de operações diárias da entida-
de, que continuamente modifica a estrutura patrimonial, é denominada de 
aspecto dinâmico do patrimônio.
Estática patrimonial: o balanço representa o aspecto estático do 
patrimônio, isto é, a represen tação do que existe de bens, direitos e obriga-
ções e do resultado do exercício que está sendo encerrado.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 50
O resultado do exercício pode representar duas situações:
• quando a receita (+) for maior que a despesa (-), o resultado final 
do exercício será LUCRO;
• quando a despesa (-) for maior que a receita (+), o resultado final 
do exercício será PREJUÍZO.
7.2 Fatos contábeis
Quando uma empresa compra mercadorias, realiza um fato admi-
nistrativo. Quando contabiliza esse fato, isto é, atribui valor à operação, ele 
se torna um fato contábil. Segundo Almeida (2006), fato contábil é o registro 
de um fato administrativo acompanhado do valor monetário da operação 
realizada pela empresa. Ele pode se classificar em permutativo, modifi ca tivo 
e misto.
• Fatos permutativos: são aqueles que provocam uma permuta 
(troca) entre os ele mentos do ati vo e/ou do passivo, sem alterar 
o patrimônio líquido. A permuta pode ocor rer entre os elemen-
tos do ati vo, entre os elementos do passivo e entre ambos ao 
mes mo tempo. Exemplo: recebimento, em dinheiro, referente a 
uma duplicata de clien te.
• Fatos modificativos: são aqueles que provocam alterações de au-
mento ou diminuição no patri mônio líquido. Normalmente, esses 
fatos envolvem contas de resultado. Exemplo com aumento: re-
cebimento de aluguéis. Exemplo com diminuição: pagamento da 
conta de telefone.
• Fatos mistos: são aqueles que provocam, ao mesmo tempo, um 
fato permutativo e um fato modificativo. Além das alterações no 
ativo e/ou passivo, provocam alterações no patrimônio líquido. 
Exem plo com aumento: recebimento de duplicata de clientes 
acres cida de juros, devido ao atraso. Exem plo com diminui-
ção: pagamento de uma duplicata de fornecedores, já vencida, 
acrescida de juros, devido ao atraso no pagamento.
Conforme Iudícibus (2004), para o registro das contas nas entida-
des, é utilizado o mecanismo de lançamento contábil. 
Nos lançamentos são utilizados, convencionalmente, débito, para 
as aplicações de recursos, e crédito, para as origens, fontes dos recursos 
aplicados.
DICA: Na escrituração contábil, débito não é sinônimo de dívida, 
e sim de algo bom que acontece na empresa.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 51
Debitar = lançamento dos valores (lado esquerdo)
Creditar = lançamento dos valores (lado direito) 
Fique atento a este quadro!!!
Quadro resumo dos lançamentos
QUADRO VII – resumo dos lançamentos
Ativo Passivo e PL
Qualquer conta do Ativo Qualquer conta do Passivo e PL
Débito Crédito Débito Crédito
Aumento 
de conta do 
Ativo
Diminuição de conta 
do Ativo
Diminuição 
de conta do 
Passivo
Aumento de conta do 
Passivo
Fonte: Próprio autor
Nas contas de resultado, o esquema de contabilização será:
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 52
Resumo geral de contabilização
QUADRO VIII – Resumo geral de contabilização
1 – Para contas patrimoniais ativas:
. se representar aumento, DEBITAR a conta correspondente;
. se representar diminuição, CREDITAR a conta correspondente.
2 – Para contas patrimoniais passivas:
. se representar aumento, CREDITAR a conta correspondente;
. se representar diminuição, DEBITAR a conta correspondente.
3– Para contas de resultado de despesas:
. se acontecer uma despesa, DEBITAR a conta correspondente.
Obs.: As contas de despesas só serão CREDITADAS quando ocorrer estor-
no ou encerramento do exercício.
4 – Para contas de resultado de receitas:
. se acontecer uma receita, CREDITAR a conta correspondente.
Obs.: As contas de receitas só serão DEBITADAS quando ocorrer estorno 
ou encerramento do exercício.
Fonte: Próprio autor
Exemplo de formação do patrimônio por balanços sucessivos
1. Formação do patrimônio inicial da empresa Santos & Santos pela 
entrega de R$400.000,00 em dinheiro para a formação do capital social.
Ativo Passivo
Bens Obrigações
Caixa R$ 400.000,00 Capital social R$ 400.000,00
Total R$ 400.000,00 Total R$ 400.000,00
2. Depósito no Banco ABC S/A, em dinheiro, na abertura de conta 
corrente no valor de R$ 390.000,00.
Ativo PassivoBens Obrigações
Caixa R$ 10.000,00 Capital social R$ 400.000,00
Bancos R$ 390.000,00
Total R$ 400.000,00 Total R$ 400.000,00
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 53
3. Compra de mercadoria para estoque a prazo no valor de R$ 
60.000,00.
Ativo Passivo
Bens Obrigações
Caixa R$ 10.000,00 Fornecedores R$60.000,00
Bancos R$ 390.000,00
Estoque R$ 60.000,00 Capital social R$ 400.000,00
Total R$ 460.000,00 Total R$ 460.000,00
4. Venda de mercadoria a prazo no valor R$35.000,00.
Ativo Passivo
Bens Obrigações
Caixa R$ 10.000,00 Fornecedores R$60.000,00
Bancos R$ 390.000,00
Estoque R$ 25.000,00 Capital social R$ 400.000,00
Duplicata a rece-
ber R$35.000,00
Total R$ 460.000,00 Total R$ 460.000,00
5. Pagamento da duplicata no valor R$20.000,00, com cheque.
Ativo Passivo
Bens Obrigações
Caixa R$ 10.000,00 Fornecedores R$40.000,00
Bancos R$ 370.000,00
Estoque R$ 25.000,00 Capital social R$ 400.000,00
Duplicata a 
receber R$35.000,00
Total R$ 440.000,00 Total R$ 440.000,00
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 54
Resumo
Nesta aula, pudemos identificar todos os elementos que compõem 
o patrimônio de uma empresa, como são feitos os registros e o mecanismo 
de lançamento contábil.
Atividades de aprendizagem
Você entendeu o mecanismo do débito e do crédito? Então, vamos praticar. 
Faça os exercícios como no modelo 1.
1) Exemplo do lançamento contábil:
Venda de mercadoria a prazo à Eletrolux Ltda.
Débito: Clientes Crédito : Venda de mercadoria 
 Eletrolux Ltda Venda a prazo 
2) Depósito efetuado no Banco Brasil S/A, em dinheiro.
Débito _____________________ Crédito_____________________ 
 _____________________ _____________________
03) Compra de uma mesa para uso, a prazo, de Móveis ABC Ltda.
Débito _____________________ Crédito_____________________ 
 _____________________ _____________________
4) Compra de mercadoria a prazo de Zanet Perfumes S/A.
Débito _____________________ Crédito_____________________ 
 _____________________ _____________________
5) Pagamento de conta de telefone com cheque do Banco Brasil S/A.
Débito _____________________ Crédito_____________________ 
 _____________________ _____________________
6) Compra de um computador a prazo de Informaticolândia Ltda.
Débito _____________________ Crédito_____________________ 
 _____________________ _____________________
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 55
7) Pagamento da duplicata de Móveis ABC Ltda, em dinheiro.
Débito _____________________ Crédito_____________________ 
 _____________________ _____________________
08) Recebimento da duplicata de MM Móveis Ltda.
Débito _____________________ Crédito_____________________ 
 _____________________ _____________________
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
57
Aula 8 - Demonstrações contábeis
Já estamos contabilizando o nosso patrimônio. Como vimos nas uni-
dades anteriores, a informação contábil é uma das prioridades da Contabi-
lidade. 
Para que essas informações cheguem aos usuários, são emitidos 
demonstrativos que vamos identificar nesta aula, bem como os documentos 
registrados pela Contabilidade e a forma de controles administrativos para 
que as informações sejam claras, objetivas e, principalmente, fiéis aos prin-
cípios contábeis.
Segundo Marion (2004), as demonstrações contábeis são as extra-
ídas dos livros, registros e documentos que compõem o sistema contábil de 
qualquer tipo de entidade.
A atribuição e a responsabilidade técnica do sistema contábil da 
entidade cabem, exclusivamente, ao contabilista registrado no CRC.
As demonstrações contábeis observarão os princípios fundamentais 
de Contabi lidade aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
Devem especificar sua natureza, a data e/ou o período e a entidade 
a que se referem.
O grau de revelação das demonstrações contábeis deve propiciar o 
suficiente entendimento do que cumpre demonstrar, inclusive com o uso de 
notas explicativas que, entretanto, não poderão substituir as informações 
dadas nas demonstrações contábeis.
As demons trações financeiras “deverão exprimir com clareza a si-
tuação do patrimônio da companhia (entidade) e as mutações ocorridas no 
exercício” (BRASIL, Lei 11638/07). 
8.1 Classificação das demonstrações contábeis
Com a Lei 11638/07, as demonstrações obrigatórias para as socieda-
des anônimas e adotas pelas outras entidades são as seguintes:
• balanço patrimonial;
• demonstração do resultado do exercício - DRE;
• demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados - DLPA – 
• demonstração das mutações do patrimônio líquido - DMPL
• demonstração de fluxo de caixa - DFC;
• demonstração do valor adicionado – DVA.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 58
8.1.1 Balanço patrimonial
 
Figura 26: Balanço patrimonial.
Fontes: http://goo.gl/hYRr. Acesso em 24/08/2010.
 
 O balanço patrimonial é a demonstração contábil destinada a evi-
denciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, o patri-
mônio e o patrimônio líquido da entidade. O balanço é constituído pelo ativo, 
pelo passivo e pelo patrimônio líquido;
8.1.2 Demonstração do resultado - DRE
Figura 27: Demonstração do resultado.
Fonte:http://goo.gl/KSpwi. Acesso em 22/08/2010.
Demonstração do resultado - DRE: é a demonstração contábil 
desti nada a evidenciar a composição do resultado num determinado perí-
odo de operações da entidade. A demonstração do resultado, observado o 
princípio da compe tência, evidenciará a formação dos vários níveis de resul-
tados mediante o confronto entre as receitas e os correspondentes custos e 
despesas. 
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 59
8.1.3 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados 
- DLPA
Figura 28: DLPA.
Fonte: http://pt.dreamstime.com. Acesso em 22/08/2010.
Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados - DLPA: é a de-
monstração contábil destinada a evidenciar, num determinado período, as 
mutações nos resultados acumulados da entidade.
 
8.1.4 Demonstração das mutações do patrimônio líqui-
do - DMPL
Demonstração das mutações do patrimônio líquido - DMPL: é a de-
monstração contábil destinada a evidenciar, num deter minado período, a 
movimen tação de contas que integram o patrimônio da entidade. 
8.1.5 Demonstração de fluxo de caixa - DFC
Figura 29: Fluxo de Caixa.
Fonte: www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/figuras. Acesso em 22/08/2010.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 60
Demonstração de fluxo de caixa - DFC: para Hendriksen e Breda 
(2006), uma razão básica para o fornecimento de demonstrações de fluxos 
de caixa histórico é a sua possibilidade de uso para avaliação da empresa 
como entidade em andamento, por parte dos acionistas e dos credores.
8.1.6 Demonstração do valor adicionado – DVA
 
Figura 30: DVA.
Fonte: www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/figuras. Acesso em 22/08/2010.
Demonstração do valor adicionado – DVA : tem a função de divulgar 
e identificar o valor da riqueza gerada pela entidade e como essa riqueza 
foi distribuída entre os diversos setores que contribuíram, direta ou indireta-
mente, para a sua geração.
8.1.7 Notas explicativas
Figura 31: Notas explicativas.
Fonte: http://pt.dreamstime.com. Acesso em 22/08/2010.
Notas explicativas: contêm os critérios utilizados pelo contador 
para a elaboração das demons trações contábeis e de outras informações 
para o entendimento desses relatórios pelos leitores.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 61
Resumo
Nesta aula, verificamos que os relatórios contábeis, através das de-
monstrações financeiras, são as ferramentas dos usuários das informações 
contábeis para conhecer as empresas num determinado momento. Identifi-
camos cada uma das demonstrações e suas aplicações.
Resumo das demonstraçõesfinanceiras
Vamos colocar a casa em ordem e praticar. 
Atividades de aprendizagem
 
Prezado(a) acadêmico(a), com base na apostila virtual e na bibliografia reco-
mendada, responda à questão a seguir.
1) Identifique os tipos de demonstrações contábeis obrigatórias pela Lei 
11638/07 para as sociedades anônimas e comente sobre cada uma delas.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral
AULA 1
Alfabetização Digital
63
Aula 9 - Documentos contábeis
O objetivo desta aula é conhecer os documentos mais usuais para o 
registro contábil, a utilização de cada documento, e as suas particularidades.
 
9.1 Títulos de crédito
São documentos emitidos pelo devedor, em favor do credor, que 
comprovam a transação comercial. Títulos de crédito mais utilizados no co-
mércio: nota promissória; duplicata e fatura.
9.2 Nota fiscal
É o documento que comprova a existência de um ato comercial 
(compra e venda de mercadorias ou prestação de serviços); tem a necessida-
de maior de atender às exigências do Fisco, quanto ao trânsito das mercado-
rias e das operações realizadas entre adquirentes e fornecedores. 
Tipos de notas fiscais : 
• Mod. 1 - Nota fiscal de entrada e saída de mercadorias. 
• Mod. 2 - Nota fiscal de venda a consumidor (pode ser substituída 
pelo cupom fiscal). 
Figura 32: Notas fiscais.
Fonte: http://goo.gl/vexb. Acesso em 24/08/2010.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 64
Requisitos básicos para a emissão da NF: 
• denominação: Nota Fiscal; 
• número de ordem, série/subsérie e o número da via; 
• natureza da operação (venda, devolução, remessa para demons-
tração); 
• data da emissão; 
• nome do titular (pessoa física, pessoa jurídica),endereço, inscri-
ção estadual e CNPJ; 
• nome do destinatário (adquirente de produtos e serviços, ende-
reço , inscrição estadual e CNPJ); 
• data de saída das mercadorias; 
• discriminação das mercadorias (quantidade, marca, tipo, mode-
lo, espécie e discriminação possível de produtos); 
• classificação fiscal dos produtos, no caso de produtos industria-
lizados; 
• base de cálculo do ICMS; 
• nome do transportador, endereço e placa do veículo; 
• forma de acondicionamento dos produtos (quantidade, espécie, 
peso, etc.); 
• nome, endereço, inscrição estadual, CNPJ do impressor de no-
tas, data, quantidade da impressão, números de ordem, com 
respectiva série/ subsérie, bem como número da autorização 
para a impressão de documentos fiscais. 
9.3 Nota fiscal eletrônica
Figura 33: Nota fiscal eletrônica.
Fonte: http://migre.me/178bF. Acesso em 24/08/2010.
A nota fiscal eletrônica é o documento de existência digital, emi-
tido e armazenado eletronicamente com o intuito de documentar, para fins 
fiscais, uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de 
serviços, ocorrida entre as partes e cuja validade jurídica é garantida pela 
assinatura digital do remetente (garantia de autoria e de integridade) e pela 
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 65
recepção, pela Administração Tributária, do documento eletrônico, antes da 
ocorrência do Fato Gerador.
A implantação da NF-e constitui grande avanço para facilitar a vida 
do contribuinte e as atividades de fiscalização sobre operações e prestações 
tributadas pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e 
pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Num momento inicial, a 
NF-e será emitida apenas por grandes contribuintes e substituirá os modelos, 
em papel, tipo 1 e 1A. 
CF - cupom fiscal: é o documento fiscal emitido, qualquer que seja 
o valor da operação, pelo equipamento Emissor de Cupom Fiscal - ECF, nas 
vendas à vista, à pessoa natural ou jurídica não contribuinte do imposto em 
que a mercadoria for retirada ou consumida no próprio estabelecimento pelo 
comprador.
9.4 Fatura
 
Figura 34: Fatura.
Fonte: http://migre.me/178i2. Acesso em 24/08/2010.
É o documento que comprova a venda a prazo. Numa mesma fatu-
ra, podem ser incluídas várias notas fiscais. A duplicata tem esse nome por 
ser uma cópia da fatura. A lei permite a emissão de várias duplicatas para 
uma mesma fatura.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 66
9.5 Duplicata
É um título de crédito resultante da venda mercantil ou prestação 
de serviços. Trata-se, portanto, de título causal. Duplicata fria, sacador e 
aceitante incorrem em crime de estelionato. 
Figuras da duplicata: sacador (emitente, vendedor) e sacado (com-
prador, devedor, aceitante). 
Figura 35: Duplicata.
Fonte: http://migre.me/178n6. Acesso em 24/08/2010.
Requisitos: 
• denominação duplicata, data do saque e número de ordem; 
• número da fatura que a originou; 
• data certa do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à 
vista; 
• o nome e o domicílio do vendedor e do comprador; 
• praça de pagamento; 
• importância a pagar em algarismos por extenso; 
• cláusula “a ordem”; 
• declaração de reconhecimento de sua exatidão e a obrigação de 
pagá-la, a ser assinada pelo comprador (aceite cambial); 
• assinatura do sacador/emitente. 
Vencimento
 
A duplicata pode ser sacada à vista ou a prazo. Na duplicata à 
vista, o vencimento é determinado pelo momento da apresentação do docu-
mento ao sacado (comprador). 
A lei admite a prorrogação (ou reforma) do prazo de vencimento 
mediante declaração em separado ou nela inscrita, assinada pelo sacador 
ou endossatário (possuidor). Na hipótese de haver endossante e/ou avalista, 
necessária se torna a anuência deles para manter sua coobrigação. 
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesContabilidade Geral 67
Dicas: A circulação da duplicata dá-se por endosso. São também 
admitidos o endosso-mandato e o endosso-caução, ou seja, aqueles que 
não transmitem a propriedade do título, apenas autorizam a instituição 
financeira (bancos) a efetuar a cobrança ou recebê-la em garantia. 
Ação para cobrança
A duplicata aceita será cobrada pela via executiva. Se não for protes-
tada, somente poderá ser cobrada judicialmente contra o aceitante e seu avalis-
ta. Se não tiver sido aceita, para ser executada, terá que, antes, ser protestada. 
Nesse caso, ainda acompanhará o processo de documentos que comprovem o 
recebimento das mercadorias adquiridas/prestação de serviços (canhoto com-
probatório da entrega da mercadoria ou do recebimento do serviço prestado). 
Prescrição: 
• 3 anos, contra o sacado e seus avalistas, contados a partir da 
data de vencimento; 
• 1 ano, contra o endossante e seus avalistas, contado a partir da 
data do protesto; 
• 1 ano, para ação de qualquer coobrigado contra os demais, con-
tado a partir da data em que tenha sido efetuado o pagamento 
do título. 
Triplicata: é a reprodução (cópia) da duplicata destinada a substi-
tuí-la, caso se extravie.
9.6 Conciliação bancária
Tem sido pouco significativa a ênfase dada ao estudo e à análise das 
conciliações bancárias nas empresas. 
Sabe-se, também, que somente empresas de médio e grande porte podem 
oferecer oportunidade de preparar conciliações bancárias expressivas. As empre-
sas de pequeno porte (EPP) e as microempresas (ME), geralmente, fazem anota-
ções nos canhotos dos talões de cheque e não formalizam as pendências existentes. 
A conciliação bancária é um método de controle auxiliar valioso. Por intermédio 
desse procedimento, é possível verificar, inclusive, a consistência das demons-
trações contábeis de uma empresa, quando da publicação de seu balanço. 
Cheque é uma ordem 
de pagamento à 
vista. Ao emiti-lo, 
lembre-se de que ele 
poderá ser descontado 
imediatamente. 
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes 68
9.7 Cheques
Figura 36: Cheques.
Fonte: http://migre.me/178r7. Acesso em 24/08/2010.
O cheque é uma ordem de pagamento à vista. Pode ser recebido 
diretamente na agência em que o emitente mantém conta ou depositado em 
outra agência para ser

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