Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
22 pág.
NEFROLOGIA

Pré-visualização | Página 1 de 8

21
INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS DOS RINS E VIAS URINÁRIAS
· Metabolismo das proteínas resulta em substâncias tóxicas residuais que possuem nitrogênio em sua estrutura e precisam dos rins para serem eliminadas se acumulam em situações de falência renal
· Além disso, os rins possuem importante função metabólica, endócrina e ainda regulam o equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico
Conceitos anatômicos básicos
· Rim tem diâmetro longitudinal de 11-12cm, pesando cerca de 150g
· Parênquima possui duas camadas visualmente distintas: cortical (ext) e medular (int)
· Envolvendo o rim existe uma membrana de tecido conjuntivo = cápsula renal
· Ao redor da cápsula existe a gordura perirrenal = fáscia de Gerota
· A urina formada no parênquima renal é despejado numa complexa rede de cavidades: pelve renal que é formada pela confluência de 2-3 cálices maiores, que por sua vez é formado pela confluência de 3-4 cálices menores
· Córtex renal cerca de 1cm de espessura, contém os glomérulos que são os responsáveis pela depuração do sangue que chega aos rins, gerando o filtrado
· Medula renal formada por 10-18 estruturas cônicas = pirâmides de Malpighi, com base fazendo limite com a cortical. Nas regiões laterais, as pirâmides fazem contato com extensões do tecido cortical para a medula (colunas de Bertin)
· As saliências das pirâmides de Malpighi são as papilas renais, que possuem na sua porção distal 10-25 aberturas para passagem da urina, se abrindo para um cálice menor
· O rim é dividido em lobos, cada um formado por uma pirâmide de Malpighi associado ao tecido cortical adjacente = contém os néfrons
Néfron 
· Unidade funcional dos rins = estrutura formada por corpúsculo de Malpighi, sistema tubular (túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e tubo coletor)
· Responsável por dois processos na gênese da urina produção do filtrado glomerular nos corpúsculos de Malpighi e o complexo processamento deste filtrado em seu sistema tubular
· Média de 1,6 milhões de néfrons por rim
· Corpúsculos de Malpighi, túbulos contorcidos proximal e distal e parte inicial do tubo coletor são corticais, enquanto a alça de Henle e a maior parte dos túbulos coletores mergulham na zona medular
Corpúsculo de Malpighi (tufo glomerular, cápsula de Bowman)
· Artéria renal se ramifica em direção à cortical, onde podem ser identificados pequenos e importantes ramos que são chamados de arteríola aferente
· Arteríola aferente dá origem à alças capilares que se enovelam e formam o glomérulo
· Depois ocorre confluência para formação da arteríola eferente deixando o glomérulo
· No glomérulo circula o sangue arterial, cuja a pressão hidrostática está sob o controle da arteríola eferente que possui um musculo liso maior para contração e relaxamento e portanto para controle da pressão glomerular quanto mais contraída, maior a pressão glomerular, maior o volume filtrado
· Glomérulos são envolvidos pela cápsula de Bowman que possui dois folhetos, um aderido às alças glomerulares e outro delimitando externamente o corpúsculo (folhetos visceral e parietal, entre eles o espaço capsular)
· Folheto externo forma uma espécie de cálice, sendo formado por um epitélio simples pavimentoso apoiado na membrana basal
· O folheto interno da cápsula de Bowman está aderido às alças capilares e não é formado por uma camada celular uniforme, mas sim por poucos corpos celulares (podócitos), que emitem prolongamentos que se orientam em sentido radial (primários) que geram prolongamentos secundários que delimitam as fendas de filtração
· Membrana glomérulo-capilar = endotélio + membrana basal das alças glomerulares + fendas de filtração dos podócitos através da qual o plasma é filtrado, originando o fluido tubular
· No espaço entre as alças capilares glomerulares existe um tecido conjuntivo (mesângio) sustentação, eliminação de resíduos aprisionados no processo de filtração
· Há pontos da lâmina basal que envolve mais de um capilar, sendo nesse espaço entre os cailares que se localizam as células mesangiais 
Sistema tubular (túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e túbulo coletor) 
· Filtrado formado nas alças glomerulares agora vai percorrer o trajeto dos túbulos renais, sendo processado
Aparelho justaglomerular (mácula densa, células justaglomerulares)
· Antes da formação dos glomérulos, as arteríolas aferentes apresentam modificações da camada média = células justaglomerulares
· Túbulo contorcido distal em certo ponto do trajeto se aproxima da arteríola aferente exatamente no nível das células justaglomerulares = mácula densa
· Responsável pelo feedback tubuloglomerular regulação da filtração glomerular
Vascularização renal
· Artéria renal artérias interlobares artérias arciformes (ao atingirem a divisão córtex X medula seguindo por essa divisão) interlobulares (trajeto perpendicular à capsula renal)
· Das interlobulares originam-se as arteríolas aferentes alças capilares dos glomérulos arteríolas eferentes (originam os vasos peritubulares encarregados pela reabsorção tubular)
· Arteríolas secundárias para irrigar medula renal (vasa reta) = vascularização precária, tornando esta região sensível a pequenas alterações de perfusão
Aspectos fisiológicos
· Formação do filtrado glomerular nos corpúsculos de Malpighi = filtração glomerular
· Função renal é proporcional à formação deste filtrado = taxa de filtração glomerular (TFG)
· Média de 140L/dia de plasma filtrado, sendo a TFG normal = 80-120ml/min = maioria vai ser reabsorvida nos túbulos conforme necessidade
· Filtrado glomerular é coletado pela cápsula de Bowman e ganha o sistema tubular
· Secreção tubular = depuração de alguns elementos que passam diretamente dos capilares peritubulares para o lúmem do túbulo utilizando carreadores específicos
· Nos corpúsculos de Malpighi
· Filtrado glomerular é formado pela ação da pressão hidrostática no interior das alças capilares em oposição à forças como a pressão oncótica do plasma, pressão do líquido contido nos túbulos e pressão no interstício renal
· Autorregulação da TFG e do fluxo sanguíneo renal, objetivando manter uma pressão constante nas alças glomerulares = fluxo sanguíneo renal é mantido apesar de variações de PA determinando pressão de perfusão renal
· Entre PAM de 80-200mmHg o fluxo se mantém pela adaptação do tônus da arteríola aferente
· Aumento de PA gera vasoconstrição arteriolar que é detectada pelo miócito da arteríola aferente gerando em resposta contração muscular com vasoconstricção 
· Diminuição de PA gera vasodilatação arteriolar, detectada pelo miócito da arteríola aferente gerando relaxamento do musculo liso e portanto vasodilatação por meio de liberação de vasodilatadores endógenos como prostraglandinas, cininas e NO 
· Controle da TFG
· Vasoconstricção da arteríola eferente: contração em situações de baixo fluxo renal onde ocorre estimulo as células justaglomerulares que produzem renina que transforma o angiotensinogênio em angiotensina I que converte em angiotensina II por meio da ECA. Com isso a arteríola eferente se contrai em resposta à presença local ou sistêmica de angiotensina II.
· Vasodilatação da arteríola aferente: mesmo estimulo anteriores acaba liberando substancias vasodilatadoras da arteríola aferente como prostaglandinas, cininas e NO, aumentando o fluxo glomerular e aumentando portanto a TFG
· Feedback tubuloglomerular: ajuste de filtração glomerular conforme fluxo do fluido tubular, mecanismo depende da reabsorção de cloreto nas células da mácula densa (redução inicial de TFG = redução de NaCl na mácula densa = menos cloreto reabsorvido detectada nas células justaglomerulares da arteríola aferente = vasodilatação arteriolar = aumento de TFG) oposto na presença de aumento de TFG
· Retenção hidrossalina a natriurese: baixo fluxo renal e redução de cloreto na macula densa gera estimulo para secreção de renina pelas células justaglomerulares = formação de angiotensina II = estimulo para produção de aldosterona nas suprarrenais retenção de sódio e água nos túbulos renais
Página12345678