A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
3 pág.
RESUMO - PACIENTES FAZENDO USO DE BISFOSFONATOS

Pré-visualização | Página 1 de 1

PACIENTES FAZENDO USO DE BISFOSFONATOS
Esses compostos são utilizados no tratamento de doenças que afetam o metabolismo ósseo em associação com excessiva reabsorção, como a osteoporose pós-menopausa e a doença de Paget, e nos casos de hipercalcemia maligna ou metástases ósseas osteoliticas, estas ultimas comuns em câncer de mama, pulmão ou próstata.
Além de reduzir o tempo de vida útil e a função dos osteoclastos, interferindo no processo de remodelação óssea, os BFs também promovem efeitos inibitórios sobre mediadores da inflamação, influenciando no processo de reparo de lesões ósseas.
Pelo fato de não serem metabolizados, especula-se que o uso prolongado dos BFs possa afetar o processo de remodelação óssea por muitos anos, mesmo após a interrupção do tratamento. Isso deve ser levado em consideração por ocasião do plano de tratamento odontológico.
Há quatro hipóteses acerca das causas da osteonecrose induzida pelos BFs: 
- antiangiogênese, 
- toxicidade a mucosa local, 
- fatores genéticos e 
- supressão da remodelação óssea mediada pelos osteoclastos (esta última a mais aceita por ser baseada em evidências científicas). 
	Foi introduzido no mercado um novo agente antirreabsortivo que não pertence a classe dos BFs, o denosumab, para tratamento de mulheres com osteoporose pós-menopausa, especialmente quando há complicações renais graves.
No Brasil, o medicamento original do desonumab e disponibilizado com o nome fantasia de ProliaR, e por enquanto ainda nao e fornecida na rede pública.
Foi proposto que todos os casos relatados de ONJ, relacionados a tratamentos com agentes antirreabsortivos, recebam o nome de “osteonecrose dos maxilares induzida por agentes antirreabsortivos” (antiresorptive agent-induced ONJ ‒ ARONJ).
*OBS: etidronato (IV), clordronato (IV/ORAL), pamdronato (IV), aledronato (oral)
A discussão dos riscos e dos benefícios do tratamento dentário deve ser feita de forma clara e objetiva. Deve-se explicar ao paciente os riscos de desenvolver ARONJ, qual o significado clínico da doença, suas consequências e formas de tratamento. Também se deve propor tratamentos alternativos que nao envolvam procedimentos cirúrgicos com traumatismo do tecido ósseo.
A interrupção do tratamento com os BFs pode não eliminar o risco de desenvolver a osteonecrose dos maxilares. Por outro lado, pode causar um impacto negativo no tratamento da perda de massa óssea, seja pela osteoporose ou pelas neoplasias. Assim, os problemas dentários devem ser bastante significativos para que se pense em descontinuar a medicação antirreabsortiva.
Há como predizer o grau de risco para a ARONJ?
A dosagem dos marcadores biológicos que evidenciam a remodelação óssea pode ser útil na detecção do risco de ARONJ. Pelo menos três marcadores já foram avaliados quanto a essa possibilidade:
- o CTX-plasmático, 
- o nível de hormônio paratireóideo (PTH) e 
- a dosagem serica de fosfatase alcalina.
O CTX-plasmático, produto da degradação do colágeno tipo I, principal componente da matriz óssea orgânica, e um marcador bioquímico de remodelação óssea, sendo empregado para se estimar o nível da atividade metabólica do tecido ósseo em pacientes com osteopenia ou osteoporose.
Já foi sugerido que a dosagem do CTX também permite avaliar o nível da atividade metabólica do osso mandibular e predizer o risco de desenvolver ARONJ. Dessa forma, poderia contribuir para que médicos e dentistas decidam quanto ao melhor momento para intervir cirurgicamente junto ao tecido ósseo.
A primeira aplicação clínica da dosagem desse marcador para prevenir a ARONJ propuseram três graus de risco para a osteonecrose dos maxilares apos cirurgias bucais, em função dos níveis plasmáticos de
CTX, com o paciente em jejum. Com base no resultado desse exame, os autores recomendam que as cirurgias bucais não sejam programadas ate que o CTX plasmático atinja < 150 pg/mL, e que para tal a terapia com os BFs seja suspensa por 4-6 semanas ate atingir esse limiar.
Estudos mostram que, o CTX não é preditivo para a ARONJ, se for considerado o paciente individualmente, mas reconhecem que valores entre 150-200 pg/mL colocam-no na faixa de “alto risco”.
· CTX-plasmático;
· Nível de hormônio paratireóideo (PTH);
· Dosagem sérica de Fosfatase Alcalina.
CTX-plasmático
· Produto da degradação do colágeno tipo I; 
· Marcador bioquímico da remodelação óssea
> 150 pg/mL baixo risco
Suspender o bifosfonato por 4-6 semanas até atingir esse limiar
TRATAMENTO:
Pentoxifilina + Tocoferol 
Vasodilatador periférico
Vitamina E 
Inalação de oxigênio puro
Pressão maior que a atmosférica
Como tratar a ARONJ?
O tratamento dos pacientes com ARONJ ainda se constitui num desafio, pois muitas vezes até mesmo as intervenções cirúrgicas não conseguem erradicar o processo. Alguns autores defendem a suspensão da terapia antirreabsortiva; no entanto, cada caso deve ser julgado individualmente, pois a suspensão da medicação não deve ser baseada na presença da ARONJ, mas sim na doença e no estado atual do paciente. Devemos ter em mente que a suspensão da terapia pode ter consequências sérias, como o desenvolvimento de metástases ósseas, a progressão de lesões osteoliticas e a recorrência da dor.
Diversos protocolos de tratamento são descritos:
- medidas de higiene bucal, 
- uso de antissépticos na forma de bochechos, 
- antibioticoterapia sistêmica, 
- debridamento local superficial,
- ressecção óssea, 
- oxigenioterapia hiperbárica e 
- debridamento local associado com plasma rico em plaquetas ou com retalho cirúrgico para fechamento da ferida em camadas.
De qualquer modo, o objetivo do tratamento de pacientes com a doença ativa é:
- a preservação da qualidade de vida, 
- por meio do controle da dor, 
- de cuidados com a infecção e 
- da prevenção do aparecimento de novas áreas de necrose e de fraturas patológicas.
Obs: para olhar melhor as tabelas, entre no livro referência, página 233 e 236. (disponível gratuitamente no insta da @invictusodontologia)
 
REFERENCIA
- Terapêutica medicamentosa em odontologia [recurso eletrônico] / Organizador, Eduardo Dias de Andrade. – Dados eletrônicos. – 3. ed. – São Paulo : Artes Médicas, 2014.
Manejo de Pacientes Irradiados em Região de Cabeça e Pescoço
TIPOS:
Carcinoma Espinocelular ou Carcinoma de Células escamosas (CEC) 
· Neoplasia maligna mais comum da cavidade oral (90%)
· Manifestações clínicas exofíticas (forma vegetante, papilar e verruciforme);
· Endofíticas (lesões ulceradas);
· Leuco, eritro ou eritroleucoplásicas.
· Biópsia
Carcinoma Basocelular ou Carcinoma de Células Basais (CBC)
· Tumor maligno mais comum de pele;
· alta taxa de recidiva;
· Biópsia
TRATAMENTO:
- BIOPSIA
Incisional
Excisional
- RADIOTERAPIA
- QUIMIOTERAPIA
OBS: SEMPRE realizar os procedimentos odontológicos ANTES de iniciar a radioterapia. Adequação bucal reduzindo complicações.
PODE CAUSAR:
Mucosites
Quase 100% dos pacientes
Inflamações
Eritema e ulcerações 
15 dias após início da RT
Dor, sangramento e perda da função 
Desaparecem 2-4 semanas após o tratamento
Xerostomia
Gomas de mascar sem açúcar
Flúor em gel
Reposição de líquidos
Saliva artificial 
Disgeusia – alteração no paladar pela atrofia das papilas > semanas a meses;
Trismo
Cárie por radiação
Osteonecrose dos maxilares. 
TRATAMENTO:
LASER DE BAIXA INTENSIDADE
· Acelera o processo de cicatrização;
· Diariamente antes de cada sessão de radioterapia durante 7 semanas > prevenção! 
Neoplasia maligna 
Tecidos epiteliais 
-Pele
-Mucosa
Carcinomas
Neoplasia maligna
Tecido conjuntivo
-Músculo
-Osso
-Cartilagem
Sarcomas
Insta: @camilapontesliberal