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Semiologia

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SEMIOLOGIA
A semiologia é a ciência dos signos.
A semiologia psicopatológica refere-se aos sinais e sintomas dos
transtornos mentais.
São também considerados também signos: gestos, atitudes, as
comunicações não verbais, sinais matemáticos e signos musicais.
Charles Morris (1946) discrimina três campos distintos:
Semântica: relações entre signos e os objetos a que se referem.
Sintaxe: compreende as regras e leis que regem as relações entre vários
signos de um sistema.
Pragmática: se ocupa das relações entre os signos e seus usuários, os
sujeitos que os utilizam concretamente, em situações e contextos
sociais e históricos do dia a dia.
Os signos de maior interesse para a psicopatologia são os sinais
comportamentais objetivos, verificáveis pela observação direta do
paciente e os sintomas, que são vivências subjetivas, suas queixas e
narrativas, aquilo que o sujeito experimenta e comunica a alguém.
O signo pode ser dividido entre significante e o significado
Significante: suporte material/veículo do signo/forma
EX: Aliança
Significado: o que é designado mas está ausente/conteúdo
EX: Compromisso
Exemplo: Febre (Signo) - Infecção (Significante) - aumento de
temperatura (Significado)
SEMIOLOGIA DE CHARLES PEIRCE
1) Ícone: elemento significante que evoca imediatamente o
significado, em consequência de uma grande semelhança entre
eles. ex: gráficos e mapas.
2) Indicador/índice: relação entre significante e significado é de
contiguidade, o significante é um índice, algo que aponta para o
objeto significado. ex: nuvem indicador de chuva/ fumaça
indicador de fogo.
3) Símbolo: o elemento de significante e significado são distintos em
aparência e não possuem relação de contiguidade. ex: cor verde
como esperança.
DIMENSÃO DUPLA DE SINTOMA PSICOPATOLÓGICO
Os sintomas médicos e psicopatológicos podem ser tanto um índice
quanto um símbolo. O sintoma como um índice pode indicar um
problema em outro ponto do organismo ou no aparelho psíquico, como
por exemplo a febre, que pode corresponder a uma infecção que induz
os leucócitos a liberarem certas citocinas que por sua vez, irão
produzir o aumento na temperatura. No caso do símbolo, no momento
que os sintomas recebem um nome, eles adquirem o status de um
símbolo, de um signo linguístico arbitrário, que só pode ser
compreendido dentro de um sistema simbólico, dado em determinado
universo cultural, como por exemplo tremores, mãos geladas e aperto
na garganta que podem ser designado como ansiedade.
DIVISÕES DA SEMIOLOGIA
A semiologia pode ser dividida em duas grandes áreas: a semiotécnica
e a semiogênese:
Semiotécnica: técnicas e procedimentos específicos de observações e
coleta de sinais e sintomas, bem como a descrição dos mesmos. No
caso de transtornos mentais concentra-se em entrevista com o
paciente e seus familiares.
Semiogênese: campo de investigação da origem, dos mecanismos de
produção, do significado e do valor diagnóstico e clínico dos sinais e
sintomas.
Propedêutica: conhecimentos preliminares necessários ao início de
uma ciência ou filosofia.
SÍNDROMES E ENTIDADES NOSOLÓGICAS
Síndromes: agrupamentos relativamente constantes e estáveis de
determinados sinais e sintomas. É a definição descritiva de um
conjunto momentâneo e recorrente de sinais e sintomas.
Entidades nosológicas/doenças ou transtornos específicos: são
fenômenos mórbidos nos quais podem identificar certas causas ou
fatores causais. Além disso, busca identificar mecanismos psicológicos
e psicopatológicos característicos, antecedentes genéticos familiares
algo específicos e respostas a tratamentos e intervenções mais ou
menos previsíveis.