PRINCIPIO_ALTERUM_NON_LAEDERE
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PRINCIPIO_ALTERUM_NON_LAEDERE


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UNIP INTERATIVA
Projeto Interativo Multidisciplinar
Atividade Prática Surpervisionada
Por:
Diego Leonardo Dias RA B8759E-9
Fabiane N. Demori RA:B8957G-1
Jacqueline Holanda Mazzucco RA: 297061-9
Agnes Macedo Arrais Dutra - RA: B89GBI-1
Eduarda Sousa Lima - RA:B3941J-3
Thais Borges Gomes de A. - RA:B69FBF-1
Max dos S. Marcondes \u2013 RA:B8752A-5
Nilson Kerton Freitas - RA: B878ID-6
Curso: Direito
4° Semestre / 5° Semestre
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho a todo o corpo docente da Universidade Paulistana \u2013 Unip Campus Tatuapé -SP do Curso de Ciências Jurídicas e aos profissionais da área do Direito que dedicam sua vida para construção de um mundo melhor e mais justo.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a todos os professores e doutores resposáveis não só pelo conhecimento repassado ,mas também pela oportunidade impar de poder estar sempre nos testando e nos fazendo superar os próprios limites de conhecimento através das experiências trocadas com os mesmo e também há forma engajada, profissional e dedicada de todos com todos estudantes da instuição.
Nossos agradecimentos a todos que fazem parte da Bibliotéca da Universidade Paulistana \u2013 Campus Tatuapé , os demais não citados, porém não menos importantes , que nos receberam muito bem em suas instalações.
\u2018\u2019Criar bem o filho é uma escolha pessoal, a qual se impõe a responsabilidade civil. Além disso, é um ato de amor responsável, que não se pode empurrar com a barriga, nem quando se está de barriga, nem quando o conteúdo da barriga foi colocado no mundo.\u2019\u2019
 Ida Lenir Gonçalves 
SUMÁRIO
I - PRINCIPIO ALTERUM NON LAEDERE ...................................................... 07
I.I \u2013 Introdução .................................................................................................. 07
I.II - Aspectos históricos .................................................................................. 09
II \u2013 EVOLUÇÃO DA RESPOSNSABILIDADE CIVIL ........................................ 12
III - RESPOSNABILIDADE CIVIL E O PRINCÍPIO NEMINEM ......................... 16 
III.I - A conduta do agente ................................................................................ 20
III.II - O dano sofrido pela vítima ..................................................................... 20
III.III - Nexo de causalidade entre a conduta e o dano .................................. 25
III.IV - Da dignidade humana ........................................................................... 27
III.V \u2013 Da boa-fé ................................................................................................ 30
IV. REPONSABILIDADE CIVIL CONSTITUCIONAL ....................................... 38
V. - Direito Civil Constitucional e Responsabilidade Civil ........................... 39
V.I. Evolução Democrática da Responsabilidade Civil ................................ 41
V.II PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL ............................... 45
culpa
nexo causal
V.III - RESPONSABILIDADE CIVIL COMO UM TODO ..................................... 52
DANO
VI - CONTRATOS COMUTATIVOS E ALEATÓRIOS ....................................... 54
VI.I CONTRATOS COMUTATIVO ...................................................................... 54
VI. II - A comutatividade e a boa-fé ................................................................. 54
VII. CONCLUSÃO FINAL .................................................................................. 56
VIII. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................ .............................. 58
 
I - PRINCIPIO ALTERUM NON LAEDERE
I.I \u2013 Introdução
Chamado \u2018\u2019Aterum non laedere\u2019\u2019 ou \u2018\u2019neminem laedere\u2019\u2019, caracterizado, princinpalmente, pela sua atualidade e antiguidade paralelas, fato que perceberá ao decorrer dos tópicos que dizem respeito ao tema. 
O Princípio colocado em estudo provém dos ensinamentos de Ulpiano.
Eneo Domitius Ulpianus , nascido na cidade de Tiro, ano 150 a.C , Roma antiga, foi uma jurísta sem medida para o nosso ramo do direito em um vasto desenvolvimento, tais como político e um grande economista já naquela época. 
Tem como alegação jurídica esse princípio que carrega em seu ditame que:
\u2018\u2019Tais são os preceitos do Direito: Viver honestamente (Honeste vivere), não ofender ninguém (Neminem laedere) e dar a cada um o que lhe percente (Suum cuique tribute)\u2019\u2019. 
Elencado em tais premissas fundamentaisde que em cada ser humano deve viver, para que se diminua cada vez mais a intefrência do Estado nas relações entre sí , mas principalmente para garantia de uma sociedade com mais justiça de igualdade.
No mesmo sentido desse pensamento esta a éticade uma ser humano, pois segundo o pensamento de Aristóteles em sua obra \u2018\u2019Ética a Nicomaco\u2019\u2019 , podemos destacar duas espécies de virtudes, as morais e também as intelectuais.
Nas virtudes morais são aquelas adiquiridas em resultado do hábito, pois não surgem em nós por natureza, mas adquirimos exercendo constantimente , como ocorre com as nas artes.
As virtudes intelectuais seria a somatória da experiência de vida e o passar do tempo, essas por sua vez são resultadodo constante ensino desses. Com as virtudes acontecera o mesmo
De forma mais sucinta, é pelos atos que praticamos, nas nossas relações uns com os outros, que nos tornamos injustos ou justos.
Sendo assim, é necessário prestar atenção aos nossos atos e a qualidade dos mesmos, tendo em vista que tudo irá depnder deles, desde a nossa juventude já existe a necessidade de nos habituar a colocar em prática atos de virtude.
Estabelcendo uma correlação entre o pensamento de Aristóteles com o de Ulpiano, da antiga Roma, e desta forma , com boas atitudes e raciocínio , na busca de novos mares, límpidos e agradáveis, onde teriamos vontade de permanecer por muito tempo.
Pois é em um ambiente onde reja a justiça o amor mútuo e a solidariedade, que o ser humano deve permanecer.
Onde manifestar afeição pelos menos desprovido de recursos financeiros e necessitados seria efetivamente realidade, onde o Estado, detentor da soberania, verdadeiramente apoiar-se nessas premissas, que devem apontar o rumo do pensamento de um ser humano.
Somente assim ele se tornaria completo, absoluto, com as virtudes baseando seu caráter, vivenciando essa experiência em sua rotina e em seus relacionamento com o próximo.
Refletindo as palavras do jurisconsulto romano podemos ver que a vida em sociedade daquela época não distância tanto assim da nossa realidade atual.
Se voltarmos mais ainda no tempo de Ulpiano, mais preciso na época Moisés, veremos que ao conduzir o povo hebreu pelo deserto por 40 (quarenta) anos, após a liberdade de escravidão do Egito, recebeu das mãos do próprio Deus os Dez mandamentos ou a Torah.
Desse dez mandamentos, seis eram destinados a organizar melhor a vida em sociedade, de acordo com o que se verifica nos Livros de Deuteronômio, capitulo V e Exôdo, capítulo XX.
Em uma outra passagem biblíca ,no Evangelho de Mateus, capitulo XXII, versículo 34 a 40, o povo fariseu questiona Jesus Cristo, sobre qual seria o principal mandamento dentre os os Dez, sendo respondido pelo Mestre com:
\u2018\u2019Amarrás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. 
O segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo