A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
166 pág.
Resumo - Clínica Cirúrgica (Sabiston)

Pré-visualização | Página 17 de 42

gástricos, que envolve toda a circunferência do 
esôfago, com cuidado para não ficar muito apertada. Além da sutura da válvula, também sutura 
o fundo gástrico (que formou a válvula) com o diafragma, para não descer. 
 
Fundoplicadura Parcial (ex: Lind – válvula de 270°) 
É realizada quando a motilidade esofágica está prejudicada; evita obstrução. 
As parciais podem ser anterior ou posterior. 
 
Terapia endoscópica: Menos invasivo. Propõe melhorar o EEI por sutura, energia por 
radiofreqüência, injeção de Plexiglas ou injeção de polímero biocompatível 
 
Complicações: 
� Período operatório: pneumotórax (uma das mais comuns!), lesão esplênica; 
�Pós-operatórias: disfagia, eructação (são comuns no pós-operatório recente) 
 
Falências: pacientes que permanecem com sintomas e evidência de exposição contínua ao ácido. 
Se houver uma nova herniação, está será melhor tratada com uma nova cirurgia. Se não houver 
hérnia e se a localização do reparo for boa, inicia-se tratamento clínico. 
 
Estenoses: Podem ser causa de disfagia. Ocasionadas por inflamação crônica ou aguda do 
esôfago; podem encurtá-lo, o que dificulta a intervenção cirúrgica. A terapia recomendada é a 
cirurgia anti-refluxo. 
 
Esôfago de Barret: Mudança do epitélio escamoso para colunar (metaplasia intestinal). Se o 
esôfago de Barret é encontrado, múltiplas biópsias são necessárias para excluir displasia (esta 
pode indicar tendência a desenvolver adenocarcinoma). A operação anti-refluxo pode diminuir a 
taxa de displasia no esôfago de Barret. Quando há displasia, trata com cirurgia; quando não há 
displasia faz o mesmo tratamento da DRGE (inicialmente clínico). 
 
Esôfago curto: é o resultado da lesão repetida e estenose. Dificulta abordagem cirúrgica pois 
impede a mobilização do esôfago para o abdome. 
 
Sintomas extra-esofágicos: rouquidão, tosse, chiado e broncoaspiração podem ocorrer quando o 
paciente tem um refluxo proximal importante. Diagnóstico: pH da laringe, exame estroboscópio 
das cordas vocais. Tanto o tratamento clínico quanto o cirúrgico são utilizados. 
 
 
 
 
 
HÉRNIAS PARAESOFÁGICAS 
 
Fisiopatologia: estrutura mais comum na hérnia = fundo gástrico. 
Também podem “herniar” baço, cólon e omento. Quando ocorre repetidamente, podem ocorrer 
aderências entre a parede do saco e as estruturas herniadas, o que impede o retorno à posição 
normal. Podem estrangular, mas é raro. Recomenda-se intervenção cirúrgica com pacientes com 
menos de 60 anos, ou aqueles com sintomas significativos. 
 
Sintomas: disfagia intermitente para sólido, dor torácica e abdominal secundária à torção 
visceral, sangramento gástrico por isquemia de mucosa e estenose. São sintomas inespecíficos. 
A regurgitação ocorrem em pacientes com grandes defeitos hiatais e hérnia tipo III. 
 
Avaliação pré-operatória: 
Esofagografia � mais importante para o diagnóstico 
EDA� identifica lesões 
Manometria� avalia função motora do esôfago 
pHmetria� é realizada quando não está indicada a cirurgia, para quantificar o refluxo. 
 
Tratamento: 
O reparo laparoscópico de hérnia paraesofágica é factível e seguro, embora seja mais difícil pó 
essa via. Vantagem = menor morbidade. 
Cirurgia� correção da herniação, sutura dos pilares diafragmáticos e procedimento anti-refluxo 
(devido à alta porcentagem de pacientes que têm DRGE concomitante e um EEI hipotônico) 
Resultados� redução dos sintomas em 90 a 100% dos casos. 
 
Estrangulamento: é raro. Dor torácica ou epigástrica persistente, febre ou sepse, em pacientes 
portadores de hérnia esofágica (emergência médica). A taxa de mortalidade por isquemia 
gástrica é alta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Âb àÜtutÄ{É yÉÜÇxvx É ÑûÉ wx vtwt w|t? Åtá ° t tÄxzÜ|t Öâx wö É átuÉÜAÊ 
(Sílvio Romero) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NEOPLASIAS MALÍGNAS DO ESÔFAGO 
POR: AMANDA MASCARENHAS 
CÂNCER ESOFÁGICO: 
By Amanda Mascarenhas 
 
• Histologia: 
Existem dois tipos histológicos: 
 
1) Carcinoma Escamoso ���� é derivado do epitélio estratificado não queratinizado da mucosa 
normal do esôfago. 50% dos casos se origina do terço médio do esôfago. Corresponde a 
90% dos casos de câncer de esôfago no Mundo, e no Brasil. 
 
2) Adenocarcinoma ���� é derivadodo epitélio de Barrett (metaplasia que ocorre em alguns 
pacientes com DRGE grave). Portanto, é localizado no terço distal do esôfago, pode ser 
confundido com o adenocarcinoma da cárdia (junção esôfago-gástrica). Corresponde a 50% 
dos casos nos EUA e Canadá (países onde houve grande diminuição da incidência de 
carcinoma escamoso). 
 
• Epidemiologia: 
O câncer de esôfago é a 6ª causa de neoplasia maligna do mundo e está entre as dez neoplasias 
malignas mais incidentes no Brasil, sendo a 6ª causa de mortalidade oncológica. A maioria 
apresenta a doença localmente avançada (T3 ou N1). 
Predomina no sexo masculino (3:1), e a partir dos 40 anos de idade (maior incidência entre 50-
60 anos). O carcinoma espinocelular é mais freqüente nos negros (5 vezes) e o adnocarcinoma 
nos brancos (4vezes). 
 
- Fatores de Risco: 
 
1) Carcinoma Escamoso 
 
- Hábitos de Vida: os principais fatores de risco para o CA de esôfago no Mundo são o etilismo 
e o tabagismo. No Irã e da Rússia a ingestão de bebidas muito quentes (65°C) também 
interfere. 
- Dieta: (1) alimentos contendo compostos N-nitroso (principalmente produtos consumidos na 
China e outras áreas endêmicas), (2) contaminação com fungos produtores de toxina, (3) 
deficiência de selênio, zinco e vitaminas. 
- Doenças Esofágicas: (1) acalásia, (2) síndrome de Plummer- Vinson, (3) esofagite de Barret 
(epitélio colunar tipo intestinal), (4) esofagite de refluxo, (5) esofagite pós-radioterapia, (6) 
leucoplasia, (7) divertículo esofágico, (8) mucosa gástrica ectópica, (9) estenose cáustica. (a 
incidência pode aumentar até 3.000 vezes em relação a população geral, com a ingestão de 
cáusticos). O intervalo entre a injúria cáustica e o surgimento do carcinoma escamoso pode 
chegar a 40 anos (!!!).. 
 
- Genética: principalmente doença hereditária autossômica dominante ceratose palmoplantar 
(tilose), um raro distúrbio caracterizado po hiperceratose na palma das mãos e planta dos pés. O 
risco de CA de esôfago é de 95% (!), geralmente após os 65 anos. 
- Outros: infecções crônicas por fungos ou HPV,CA de cabeça/pescoço e doença celíaca. 
 
2) Adenocarcinoma: 
 
O único fator de risco é a esofagite de refluxo, levando à formação do epitélio de Barrett. 4-10% 
dos pacientes com DRGE sintomática desenvolvem esôfago de Barrett. Destes, cerca de 1 cada 
200 pacientes-ano desenvolvem adenocarcinoma de esôfago. 
 
• Clínica: 
Os sintomas iniciais podem ser inespecíficos (ex: dor retroestemal mal definida ou 
“indigestão"). No entanto, a principal manifestação clínica é a disfagia, inicialmente para 
sólidos evoluindo para líquidos. Geralmente, há uma perda ponderal maior do que a esperada 
pelo grau de disfagia e de evolução mais rápida, quando comparada às condições benignas (ex. 
acalásia). 
-obs: a dificuldade de ingestão de líquidos indica que o lúmen já foi quase completamente 
comprometido ou, menos comumente, indica a formação de uma fístula traqueobrônquica). 
Lesões mais avançadas apresentam-se com halitose e tosse após ingestão de líquido. 
Menos comumente ocorrem rouquidão por envolvimento do nervo laríngeo e hematêmese. 
 
• Diagnóstico: 
 
Através da Esofagografia Baritada (possivelmente com técnicas de duplo contraste) e 
endoscopia digestiva alta (Esofagoscopia) com biópsia e escovados (citologia) da área afetada. 
Muitas vezes os resultados das biópsias revelam apenas inflamação inespecífica, sendo 
necessárias várias repetições para identificar o tumor. 
Exame baritado � fácil diferenciar da estenose péptica,pois o CA

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.