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Resumo - Clínica Cirúrgica (Sabiston)

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(estadiamento patológico).O estadiamento do Ca retal é 
mais confiável- devido a presença do USG endoscópico retal que avalia a profundidade da lesão 
e os linfonodos acometidos. Pode ser substituído pela RNM. Tb poderá ser realizado um ex 
ginecológico para avaliar o acometimento da parede vaginal posterior. O CEA (antígeno 
carcinoembrionário) não deve ser usado para diagnóstico devido as baixas sensibilidades e 
especificidades. Mas, níveis acima de 10ng/ml sugerem doença avançada. De fato, o CEA é 
usado para o acompanhamento após cirurgia curativa. 
Estadiamento TNM 
T1: Limitado a submucosa 
T2: Limitado a muscular própria 
T3: Extensão a subserosa e gordura pericólica 
ou perirretal 
T4: Extensão além da serosa para órgãos adjacentes 
N0:sem acometimento de linfonodos 
N1:acometimento de 1-3 linfonodos 
N2:acometimento de >ou= a 4 linfonodos 
M0: sem metástases à distância 
M1: metástases à distância 
Estágio I: T1-2 N0 
Estágio IIA: T3 N0 
Estágio IIB: T4 N0 
Estágio IIIA: T1-2 N1 
Estágio IIIB: T3-4 N1 
Estágio IIIC: N2 
Estágio IV: M1 
 
 
 
Estadiamento de Dukes modificado por Astler-Coller 
Estágio A: limitado à submucosa, sem linfonodo acometido 
Estágio B1: limitado à muscular própria, sem linfonodo acometido 
Estágio B2: limitado à subserosa e gordura pericólica/perirretal, sem linfonodo acometido 
Estágio B3: invasão de órgãos adjacentes, sem linfonodo acometido 
Estágio C1: B1+linfonodos acometidos 
Estágio C2: B2+linfonodos acometidos 
Estágio C3: B3+linfonodos acometidos 
Estágio D: M1 
8-Tratamento e prognóstico 
A cirurgia curativa é possível na maioria das vezes (90% dos tumores podem ser ressecados). 
Além disso, deve-se fazer a ressecção do tumor nos casos de metástases, pois além de existir 
chance de cura, diminui o risco de complicações futuras como obstrução, sangramento. Deve-se 
fazer o preparo mecânico do cólon e instituição do antibiótico no momento da indução 
anestésica, durante o ato cirúrgico e manter por 24h do pós-operatório. Sugestões de 
antibióticos: aminoglicosídeo+metronidazol ou amoxacilina+clavulanato ou cefoxitina. 
*Tumores no ceco e cólon ascendente= hemicolectomia direita (retira desde o íleo distal até a 
metade direita do cólon tranverso). 
*Tumores na flexura esplênica=hemicolectomia esquerda (retira desde a metade esquerda do 
cólon transverso até o sigmóide). 
*Tumores no cólon tranverso=retira somente o cólon tranverso. 
*Tumores no sigmóide=também só retira o sigmóide, pois a irrigação e drenagem linfática da 
área permite a preservação das outras estruturas. 
Obs: é importante ressaltar que a ressecção é em bloco, ou seja, além de retirar o cólon tb 
resseca o suprimento vascular, linfonodos e meso. 
*Tumores no reto= há 3 tipos de abordagem: 
-Ressecção abdominal baixa (RAB) com anastomose colorretal ou coloanal= consiste na 
ressecção do retossigmóide por via anterior ou abdominal, preserva o reto distal e, portanto, o 
mecanismo de esfíncter. Indicado para os tumores localizados no reto proximal (11-16cm) e 
médio (5-11cm) da margem anal. Margem de segurança de 2cm. 
-Ressecção abdominoperineal+colostomia definitiva (RAP ou cirurgia de Miles)= retirada de 
todo retossigmóide por via abdominal e perineal. Indicado para tumores a menos de 5 cm da 
margem anal, ou seja, tumor de reto distal. 
-Excisão local transanal- retirada apenas da porção do reto que contem o tumor por bia 
endoanal. É indicado para tumores pequenos(<4cm), T1 ou T2, bem diferenciados, sem invasão 
de linfáticos ou órgãos adjacentes. 
7.1- Terapia neoadjuvante 
Corresponde a quimiorradioterapia feita antes da cirurgia com o objetivo de reduzir o tamanho 
do tumor e facilitar a ressecção. Só foi demonstrado benefício nos tumores de reto. 
7.2- Terapia adjuvante (tanto para tumores de cólon quanto de reto) 
Quimiorradio pós-operatória com o objetivo de erradicar as micrometástases remanescentes 
(diminuir recidivas). 
8-Prognóstico após cirurgias 
Sobrevida em 5 anos (cura) 
Estágio I (Dukes A)-------88%, Estágio II (Dukes B)-------73%, Estágio III (Dukes C)-------
45%, Estágio IV (Dukes D)-------4% 
9-Acompanhamento pós-operatório 
A taxa de recidiva chega a 40% nos estágios II e III. Por isso, deve-se fazer um 
acompanhamento desses pacientes. 
-Consulta médica e dosagem de CEA- a cada 3 meses nos primeiros 2 anos, depois a cada 6 
meses até completar 5 anos. 
-Retossigmoidoscopia- a cada 6 meses por 5 anos. 
-Colonoscopia- após 1 anos. Se negativa, repetir em 3 anos e depois a cada 5 anos. Se 
encontrado pólipo, remover e fazer colono com 1 ano. 
Obs: Se o tumor tiver muita chance de recidiva fazer TC de tórax, abdome e pelve. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÅtÄAÊ (Cid Cercal) 
 
 
 
HÉRNIAS EM GERAL 
POR: LÍLIAN ABDON 
Hérnias 
 
by Lilian Abdon (Seriously?!) 
 
Definição 
Protrusão anormal do tecido intra-abdominal por um defeito fascial na parede abdominal. Pode 
ser: 
- Redutível: aquela que o conteúdo do saco retorna ao abdome espontaneamente ou por pressão 
manual. 
- Irredutível ou encarcerada: quando o conteúdo não retorna, porém não indica obstrução, 
inflamação ou isquemia. 
- Estrangulada: é uma hérnia encarcerada que tem comprometimento do suprimento sanguíneo, 
causando a gangrena do saco, mais comum em hérnias femoral e inguinal. 
 
Anatomia 
- Hérnia inguinal indireta (HII): o saco herniário atravessa o anel inguinal indireto devido a 
defeito na fáscia transversal, devido também a falha da obliteração do processo vaginal até a 
descida do testículo ao escroto em alguns casos. O saco herniário situa-se antero-medialmente 
ao cordão espermático. 
- Hérnia inguinal direta (HID): o triangulo de Hesselbach é composto inferiormente pelo 
ligamento inguinal ou de Poupart e superiormente pelos vasos epigástricos inferiores e borda 
lateral do músculo reto. O assoalho é formado pela fáscia transversal um defeito dela acarreta 
hérnia. 
- Hérnia femoral (HF): passa sob o trato iliopubiano e o lig inguinal até a parte superior da coxa. 
Forma-se um canal femoral, um espaço vazio entre o lig lacunar (medialmente) e a veia femoral 
(lateralmente). 
 
* Lig inguinal - formado pela borda inferior da aponeurose do oblq ext entre o tubérculo 
pubiano e a crista ilíaca. 
* Trato iliopubiano - fica profundo e paralelo ao lig inguinal e se estende a partir da fáscia do 
iliopsoas, cruza abaixo do anel inguinal profundo, formando a bainha femoral. 
* Lig lacunar ou Gimbernat - formado pelo trato iliopubiano ao se inserir no ramo pubiano 
superior. 
 
 
Nervos importantes: 
- Ilio-hipogástrico: medialmente ao anel inguinal externo. 
- Ílio inguinal: passa sobre a superfície do cordão espermático. 
- Gênito-femoral: sobre o musc psoas. Lesados em cirurgias 
- Cutâneo femoral lateral: lateral ao musc psoas. videolaparoscópicas 
- Femoral: lateralmente aos vasos femorais. 
 
 
 
Causas 
As HII normalmente são congênitas, mais comuns em crianças e adultos jovens, mas podem 
aparecer na meia-idade ou avançada devido a aumento da pressão abdominal. 
As HID podem estar relacionadas à defeitos hereditários ou adquiridos na síntese ou 
metabolismo do colágeno => Fraqueza da fáscia transversal no de Hesselbach. 
As HF são mais comuns em mulheres e pode ocorrer devido a alterações físicas e bioquímicas 
na gravidez. 
Outros fatores podem aumentar a pressão intrabdominal e causar as hérnias, tais como: 
obesidade grave, tosse

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