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Resumo - Clínica Cirúrgica (Sabiston)

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Peso X 30 (ex.: 1800mL/24h num paciente de 60 kg) 
c. Via de regra: 2000-2500mL de dextrose a 5% em solução salina normal ou RL. 
d. Não se deve adicionar potássio nas primeiras 24h após operação 
e. Repor potássio (cerca de 20meq) para perdas de sonda nasogástrica (que é 
inferior a 500mL/d) 
7) CUIDADO COM O TRATO GI 
a. Diminuição do peristaltismo 
i. Intestinal: após 24h retorna ao normal 
ii. Gástrico: retorno mais lento e permanece desorganizado por 3-4d 
iii. Cólon direito: retorno com 48h 
iv. Cólon esquerdo: retorno com 72h 
v. Intubação nasogástrica: útil somente após ressecções esofágica e 
gástica, utilizadas também em pacientes com íleo paralítico acentuado, 
nível de consciência baixo, distensão gástrica aguda ou vômitos pós-
operatórios. 
vi. A sonda nasogástrica deve ser irrigada e deixada por 2-3 dias (até que o 
peristaltismo esteja retornado: apetite, peristaltismo audível, eliminação 
de flatos). Após retirada, continuar o jejum por 24h. O paciente deve 
retornar à dieta com alimentos líquidos 
vii. Suspender opióides caso haja evidências de gastroparesia após primeira 
semana de PO 
viii. Gastrostomia e jejunostomia: irrigadas com sucção baixa intermitente 
nas primeiras 24h de PO. Alimentação iniciada pela sonda: após 2 dias 
de PO. Não devem ser retiradas antes de 3 semanas (para se formarem 
as aderências) 
8) DOR PÓS-OPERATÓRIA 
a. Fisiologia 
i. Transmissão de impulsos de dor por fibras aferentes esplâncnicas (não-
vagais) ao SNC, que desencadeiam reflexos espinhais, do tronco 
cerebral e corticais. 
1. As respostas espinhais decorrem da estimulação de neurônios 
no corno anterior, acarretando espasmo muscular esquelético, 
vasoespasmo e íleo paralítico GI. 
2. As respostas do tronco cerebral incluem alterações da 
ventilação, pressão arterial e função endócrina. 
3. As respostas corticais incluem movimentos voluntários e 
alterações psicológicas como medo e apreensão. 
ii. Essas respostas emocionais facilitam a transmissão nociceptiva 
espinhal, baixam o limiar de percepção da dor e perpetuam a 
experiência de dor. 
b. Alterações em outros sistemas 
i. Atelectasia: por conta da dor, os músculos tornam-se fixos e não 
favorecem a respiração profunda 
ii. Estase venosa, trombose e embolia: a dor limita os movimentos 
iii. Vasoespasmo e hipertensão: pela liberação de catecolaminas e outros 
hormônios de estresse. Levam ao AVC, IAM e sangramentos. 
c. Opióides parenterais 
i. Efeitos 
1. Efeito direto nos rc opióides 
2. Estimulação do tronco cerebral para inibição da dor 
ii. MORFINA 10mg, IM 
1. Efeito após 1-2h 
2. Intervalo de adm de 3-4h 
3. Efeitos colaterais: depressão respiratória, náuseas, vômitos e 
turvação da consciência 
4. Pode ser utilizado EV 
iii. MEPERIDINA 75-100mg, IM 
1. 1/8 da potência da morfina 
2. Duração de alívio menor que a morfina 
3. Intervalo de adm <3h 
4. Pode ser utilizado EV 
iv. HIDROMORFINA 1-2mg, IM a cada 2-3h 
v. METADONA 10MG, IM ou VO a cada 4-6h 
1. Impede sintomas de abstinência em pacientes com dependência 
de morfina 
d. Analgésicos parenterais não-opióides 
i. KETOROLAC TROMETAMINA 30mg 
1. DAINE 
2. Mostrou mesma analgesia da morfina 10mg 
3. Não causa depressão respiratória 
4. Não foram relatadas ulcerações GI, distúrbios da coagulação e 
redução da função renal 
e. Outros analgésicos 
i. Hidroxizina (ansiolítico e ataráxico, antiemético): potencializa a 
analgesia e depressão respiratória da morfina 
f. Analgésicos orais 
i. Evitar aspirina 
ii. Acetamirofeno + codeína (tylenol no. 3) ou propoxifeno (darvocet- N50 
ou – N100) 
iii. Hidrocodona com acetaminofeno (vincodin): opióide sintético com 
propriedades semelhantes à codeína 
iv. Oxicodona + aspirina (percodan) ou acetminofeno (percocet, tylox): 
para dores mais fortes 
 
Referência: 
Way, L. W. e Doherty, G. M. Cirurgia – diagnóstico e tratamento. 11 ed. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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y|Ä{Éá? Åtá? tÇàxá? Öâx à|ÑÉ wx y|Ä{Éá wx|åtÜxÅÉá xÅ ÇÉááÉ ÅâÇwÉA ” 
(Alain Finkielkant) 
 
 
 
 
 
CONDUTA EM FERIDAS SUPERFICIAIS E 
PROFUNDAS 
POR: SARAH DIANA 
CCC OOO NNN DDD UUU TTT AAA SSS EEE MMM FFF EEE RRR III DDD AAA SSS SSS UUU PPP EEE RRR FFF III CCC III AAA III SSS EEE PPP RRR OOO FFF UUU NNN DDD AAA SSS 
Autora: Sarah Diana 
 
CONCEITO DE FERIDA 
Solução de continuidade de qualquer tecido mole resultante de lesão tecidual, com ou sem perda 
de substância, podendo compreender desde o epitélio até o tecido ósseo. 
 
CONDUTAS GERAIS: 
O tratamento da ferida envolve, após verificação dos sinais vitais e de uma anamnese sucinta 
sobre as condições em que ocorreram as lesões os seguinte tópicos: 
1. classificação das feridas: se existe perda de substância, se há penetração da cavidade, 
se há perda funcional ou se existe corpo estranho e a necessidade de exames auxiliares. 
2. anti-sepsia: básicamente a irrigação vigorosa e intensa com soro fisiológico é bastante 
eficaz para a diminuição da infecção. 
3. anestesia 
4. hemostasia, exploração e desbridamento: a hemostasia deve ser muitas vezes 
realizada antes de qualquer outro procedimento, até em via pública. 
5. sutura da lesão. 
 
 
Classificação quanto à profundidade 
 
� Superficial:Epiderme e Derme 
� Profunda Superficial: Tecido Subcutâneo (Hipoderme) 
� Profunda Total: Tecido Muscular e além 
 
Para ilustrar... 
Primeiros estágios de profundidade da Úlcera de Pressão 
 
Estágio I 
 
� Pele íntegra 
� Hiperemia, 
� Descoloração ou 
� Endurecimento 
 
 
 
Estágio II 
 
� Ferida (ulceração) superficial 
� Bolha 
 
 
 
 
Estágio III 
 
� Ferida Profunda Superficial 
� Comprometimento até a fáscia muscular 
 
Classificação qto ao grau de contaminação 
 
LLiimmppaass oouu AAssssééppttiiccaass 
 
� Cirúrgicas realizadas com boa técnica sem penetração dos tratos: Digestivo 
Respiratório e Gastrointestinal 
� A probabilidade da infecção da ferida é baixa, em torno de 1 a 5% 
 
Limpas-Contaminadas(Potencialmente contaminadas) 
 
� Lesões em áreas de baixa colonização 
� Lesões < 6 hora 
� O risco de infecção é de 3 a 11%. 
 
Contaminadas 
 
� Má técnica cirúrgica 
� Cirurgia com abertura de trato respiratório, digestivo e urinário 
� Lesões em áreas de alta colonização 
� Lesões > 6 horas 
� O risco de infecção da ferida já atinge 10 a 17%. 
 
Infectadas 
 
� Grosseiramente contaminadas 
� Matéria orgânica, terra, etc. 
� Tecido desvitalizado 
� Material purulento 
 
 
CURATIVOS OU TERAPIA TÓPICA (TT). 
 
É um procedimento utilizado para a limpeza , proteção e tratamento das lesões. 
 
Etapas: 
1. Limpeza; 
2. Desbridamento e 
3. Indicação de uma cobertura. 
 
Princípios: 
TTUURRNNEERR -- 11998822 
1. Manter elevada umidade entre a ferida e o curativo 
• Benefícios do meio úmido: Prevenção de desidratação do tecido e morte 
celular, angiogênese acelerada, desbridamento autolítico, pois eles retém as 
enzimas e água que ajudam na fibrinólise, e redução da dor, atribuída a 
proteção que o meio úmido fornece as terminações nervosas do ressecamento e 
exposição. A reepitelização em feridas em meio úmido é mais rápida do que as 
que permanecem em meio seco. 
2. Remover excesso de exudação 
3. Permitir troca gasosa 
4. Fornecer isolamento térmico 
5. Ser impermeável à bactérias 
6. Ser asséptico 
7. Permitir a remoção sem traumas 
E ainda: disponibilidade, flexibilidade, facilidade de manuseio

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