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Resumo - Clínica Cirúrgica (Sabiston)

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cirúrgicas, úlceras 
vasculogênicas, feridas fúngicas, neoplásicas, úlceras por pressão e aquelas com drenagem de 
exsudato moderado ou abundante. 
Mecanismo de ação: Possui um sistema de poros no tecido capaz de reter bactérias, que são 
inativadas pela ação da prata, diminuindo a contagem bacteriana e, conseqüentemente odores 
desagradáveis. 
Modo de usar: É uma cobertura primária e requer cobertura secundária, sendo usualmente com 
gazes, que deve ser trocada diariamente ou mais de uma 
vez ao dia, porém o carvão deverá ser trocado assim que atingir o ponto de saturação. 
Contra indicação: Feridas secas e recobertas por escara. Em lesões com pouco exsudato, o 
carvão ativado pode aderir e causar sangramento durante sua remoção, principalmente nas áreas 
com tecido de granulação. Não deve ser cortado, pois tem risco de dispersão de partículas de 
carbono no leito da ferida que atuarão como corpos estranhos. 
 
 
ALGINATOS 
São polissacarídeos derivados do ácido algínico, que por sua vez é obtido principalmente, de 
algas marinhas da espécie Laminaria. 
Indicação: Feridas exsudativas com ou sem sangramento, uma vez que o exsudato é necessário 
para transformar o alginato em gel. Também são utilizados para o tratamento de feridas de 
espessura total, como deiscência de ferida cirúrgica, úlceras, etc. 
Mecanismo de ação: O sódio do exsudato e o cálcio do alginato sofrem troca iônica formando 
um gel solúvel de alginato de sódio. Esse gel não é aderente à ferida. Tem propriedade 
hemostática. 
 
Modo de usar: É de fácil aplicação, tem duas apresentações, em placa ou fita. Pode ser 
repartido para se moldar ao tamanho da ferida, porém deve ser bem avaliado quanto sua 
indicação por ter custo elevado. É classificado como cobertura primária, sendo necessária uma 
cobertura secundária. O alginato precisa ser trocado apenas quando estiver bem saturado. O gel 
emite um odor forte e tem aparência purulenta que não deve ser confundido com infecção. 
 
TRIGLICÉRIDES DE CADEIA MÉDIA (TCM) 
Ácidos graxos essenciais, lipídios insaturados ricos em ácido linolêico 
Indicação - todos os tipos de lesões, infectadas ou não, desde que desbridadas previamente 
Mecanismo de ação - promove quimiotaxia para leucócitos, facilita a entrada de fatores de 
crescimento nas células, promove proliferação e mitose celular, acelerando as fases da 
cicatrização. 
Modo de usar - irrigar a lesão com soro fisiológico, aplicar AGE por toda a área da ferida e 
cobrir. 
Observações - não é agente desbridante, porém estimula o desbridamento autolítico. 
 
Particularidades: 
� Mordeduras, em princípio, não devem ser suturadas, pois são potencialmente 
infectadas; apenas naquelas que são profundas, com comprometimento do plano 
muscular, este deve se aproximado. 
� Feridas por arma de fogo, a decisão da retirada do projétil deve ser avaliado caso à 
caso; caso haja apenas um orifício, este não deve ser suturado, devendo-se lavar bem o 
interior do ferimento, sendo que quando houver dois orifícios, um deles poderá ser 
suturado. 
� As lesões por prego devem ser limpas e não suturadas, tomando-se o cuidado com a 
profilaxia do tétano 
 
 
PROCEDIMENTOS PRÁTICOS 
CURATIVO DE FERIDAS SIMPLES E LIMPAS 
1. Lavar as mãos para evitar infecção 
2. Explicar o procedimento ao paciente e familiares, para assegurar sua tranqüilidade 
3. Reunir todo o material em uma bandeja auxiliar 
4. Fechar a porta para diminuir corrente de ar 
5. Colocar o paciente em posição adequada 
6. Manipulação do pacote de curativo com técnica asséptica, incluindo a utilização de 
luvas 
7. Remover o curativo antigo com pinça dente de rato 
8. Fazer a limpeza da incisão com pinça de Kelly com gaze umedecida em soro 
fisiológico, com movimentos semi-circulares, de dentro para fora, de cima para baixo, 
utilizando-se as duas faces da gaze, sem voltar ao início da incisão 
9. Secar a incisão de cima para baixo 
10. Secar as laterais da incisão de cima para baixo 
11. Colocar medicamentos de cima para baixo, nunca voltando a gaze onde já passou 
12. Retirar o excesso de medicação 
13. Passar éter ao redor da incisão 
14. Curativo quando necessário 
15. Lavar as mãos 
16. Recolher o material 
CURATIVO DE FERIDAS ABERTAS OU INFECTADAS 
As diferenças básicas, podem ser assim resumidas: 
1. Os curativos de ferida aberta, independente do seu aspecto, serão sempre realizados 
conforme a técnica de curativo contaminado, ou seja, de fora para dentro. 
2. Para curativos contaminados com secreção, principalmente em membros, colocar uma 
bacia na área a ser tratada, lavando-a com soro fisiológico a 0,9%. 
3. As soluções anti-sépticas mais utilizadas são a solução aquosa de PVPI a 10% (1% de 
iodo livre) e cloro-hexidine a 4%. 
4. Quando houver necessidade de troca de vários curativos em um mesmo paciente, deverá 
iniciar pelos de incisão limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta não infectada, 
depois os de ferida infectada, e por último as colostomias e fístulas em geral 
5. Utilizar máscaras, aventais e luvas esterilizadas. 
 
 
 
 Boa Sorte Galera! 
 
 
 
 
 
FIGURAS DOS TIPOS DE COBERTURA 
 
 
 
Filme de poliuretano sobre úlcera por pressão estágio I em dorso 
 
 
 Placa de hidrocolóide sobre úlcera por pressão estágio II sacral 
 
 
Hidrogel em úlcera isquêmica de membro inferior 
 
 
 
 
Aplicação do carvão ativado em úlcera de perna 
 
 
 
Alginato de cálcio em úlcera de calcâneo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ä|wtáAÊ (Jorge Luis Borges) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACESSOS VENOSOS 
POR: RAMSÉS COUVRE 
Acessos Venosos 
 
Ramsés Matos Couvre 
1. Acesso Venoso Periférico 
 
O acesso venoso periférico é uma prática importante nos pacientes traumatizados, em 
emergências cirúrgicas e doentes críticos que necessitam cuidados intensivos de ressuscitação. 
Através de dispositivos endovenosos disponibiliza uma via de acesso capaz de prover infusão de 
volume e drogas. 
 
1.1 Indicações 
 
O acesso venoso periférico está indicado em situações que necessitam de um acesso ao sistema 
vascular para administração de fluidos e drogas. Também é indicado para pacientes que tem 
intolerância ou contra-indicação a medicações orais ou que precisam de ação imediata das 
medicações. 
 
1.2 Contra-indicações 
 
Veias em regiões de articulações, como as veias da fossa antecubital, devem ser evitadas. Locais 
próximos a áreas contaminadas só devem ser puncionados caso não exista outra opção. Veias 
com tromboflebite ou locais com lesão cutânea não devem ser puncionados. 
 
1.3 Material 
 
O material deve sempre estar preparado antes do inicio do procedimento e é constituído por: 
 
Luva de procedimento 
Algodão 
Álcool a 70% 
Garrote 
Gaze 
Jelco 
Esparadrapo 
Equipo 
Solução para infusão 
 
1.4 Preparação 
 
Como em qualquer procedimento médico, deve-se explicar previamente o procedimento ao 
paciente, quando este estiver consciente deve-se escolher a veia para acesso e o jelco compatível 
ao calibre da mesma, a fim de evitar transfixação do vaso e perda do acesso. 
 
 
1.5 Local a ser puncionado 
 
As principais vias de acesso superficial por punção percutânea, são através das veias periféricas 
do antebraço e braço (veia mediana do antebraço, mediana do cotovelo, basílica,

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