Espaço Multiuso - Brooklin_parte2_ORIODE JOSÉ ROSSI
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O projeto nrquitetônico na inrplantaçãtt do espaço mtitifuncionnl

O senhor já tinha família aqui em São Paulo, ou
veio só?

-
"Vim sozinho, com um terno e um dinheirinho que o

meu pai me emprestou. Depois de aposentado ele deu aazão a sua
aeia literária e escreaeu liaros sobre,rtários assuntos, Eu aim parfr
s Sotema para trabalhar na parte técnica da aenda das máquinas.

Era uma companhia industrial. Na época que aim para
São Paulo, o centro era o Mappin com o seu prestigiado restau-

rante, eu airia para o lugar do colega que me conaidou, porque

t\ t tisttiris do bairro contada por ut1l piolxelro

1.63

Apêndice ll

1!ltptois resolaeu fabricá-las em pleno centro de Sao Paulo, na Rua
tlicardo Baptista, onde ficatta o escritório e a fírbrica' Era uma

yrodução primitiaa.
Quando estourou n última grande guerra, e o irmão do

William Lee, que era muito atiao, trabalhaaa no Rio, e oerificou
tltte a Marinha precisaaa manobyar os submarinos e eles estauam
sem baterias, e eles eram audaciosos e resolaeram fabricar as

bnterias do submnrino. E conseguiram fazer o stLbmarino andar
coru baterias não muito dentro dos padrões, fora, portanto das
aspecificações, mas enfim os submarinos andaram e o lucro foi

tremendo, foi muito grande, muito dinheiro na época. E com esse

Figurn 86:
Willian Lee e Victor de Paula Frcitas

nos anos 50.

Eigura 87: Na Auenida Morumbi,
a extinta fachada original qr.rc foí

comercializsda para construção de sobrados.

Figuro 88: Esse era o Panorama de
dentro ilo lote da fábrica, ao atraoessar o

portão do acesso da Aaenida Morumbi.

Figura 89: O córrego do Cordeíro
tra o t'undo tlo terreno, onde hoie

e a Aucnida Roque lellroti.

ele iria para a diretoria e eu o substituiria. Ele me disse que no
Mappin eu iria conhecer a fina flor de São Paulo, isso em 1947.

E realmente, logo eu conheci William Lee (Fi8.B6), que era filho
de um americano, casado com uma brasileira muito rica, e ele

tinha uma firma importadora de peças de substituição para
automóaeis, e ele aerificou qtrc eoentualmente essas peÇas seriam

fabricadas aqui.
Ele foi um pioneiro, Por incríael que pareçal as peÇas que

mais se importaoam eram os cortas-oentl de pára brisa, pára-
lamas, pneus e acessórios. Ele começou a importar bsterias e

dinheiro o William Lee resokteu fazer uma fábrica moderna de
baterias. Então, as dependências que estaT)am no centro da cidade

de Sõo Paulo, ficariam só para o camércio de importação das
peças de automóaeis. E ele iria fabricar baterias. O nome da noaa

fábrica era Auto Asbestos S.A.(Eig.S7 e Eig.88). Asbestos porque
dentre as peÇas de reposiçao que mais se importarsatn estaaam as

lonas de freios que erfrm complstos de asbestos, produzido cont
amianto, (hoje esse nome seria muito poluído).

Quando o Sr. Lee decidiu fazer a fábrica, resolaeu mudar
o modelo, porque nessa época todo mttndo construía uma fábrica

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A História do baírro contada por um pioneiro

165

Apêndice ll
meninos, e, por incrí11e\ que pareÇa, essa zona tinha três restau-
rantes que hoje São Paulo não tem mais: o Cabs, mais para o sul,
o Le Coq Hardy e o Taquaral, e mais um restsurante italiano que
eu não lembro o nomet restaurantes famosos, bons mesmo, de
primeira linha.

Hoje não temos mais, só temos botecos e Mc Donald's.
O nome da fúbricn já haaia mudado para Durex quando eu
cheguei, não sei o significado, mas o engraçado é que nessa época
nos Estados Unidos, Durex era marca de preseraatizto. Quando
eu conheci o senhor Lee no almoço do Mappin, ele disse que que-
ria me ler:ar na fábrica. Eu calculei logo que ele me conaidaria.

Então eu ztim e achei a perspectiaa muito interessante,
porque estaaam com os três paailhões uazios e máquinas de todo
o tipo, fartura de dinheiro e a bateria não atendia o mínimo das
exigências e qualificações necessárias. Então eu falei do conaite
de senhor Lee para lusto Pinheiro da Fonseca que trabalhaaa
comigo na Sotema, o mesmo amigo que me trouxe para São
Paulo, e ele imediatamente me aconselhou: "Defenda os seus
direitos". Eu pensei que ele ficaria magoado, mas não, ele foi
muito meu amigo. Pedi a demissão da Sotema, mas o senhor
Oton Bsrcelos, o dono, ficou por conta, achou que tiraram um
engenheiro dele e cortou relações comerciais com a Auto
Asbestos. lsso até me oalorizou aqui na empresa, Mas, quando
comeÇamos a coffiprfrr máquinas dele, ele restabeleceu as relações
comer ciais, natur almente.

Encontrei aqui uma bibliografia extensa e muitos liaros
que mostraoam como fabricar uma bateria e com os meus co-
nhecimentos adquiridos na escola não foi dificil saber o que de-
aeria ser feito.

Asbaterias até então produzidas não atendiam nem 50 o/o
do rendimento que deueriam oferecer. Eu logo rsi que o ponto
mais graue era a granulação do pó de chumbo, onde se fazia as
placas, e tínhamos num pnuilhão, maquinários equiaocados para
o processo, eram equipamentos para moer um outro tipo de mate-
rinl, como calcário e conchas parafabricar adubo.

() projtto nriltrilttiittico tlLt inrltlttrrtttrii:) do L:sltttco nttití.ftttLciotttl
Consrgrri r)cnder isso por Ltfit l)oLn tlínheiro .parn Ltna

Jirnm cltte Lrtüitl irnltortnr o equipafi'tetlto, e pfirtt n_finor a gral1t.t-
lnçno do ytti que nós cstilunrlos Ltson(lo trtt boterin, ett sin4tles-

ruente fechei mnis r.ln nrctnde tlos orifícios do moinho tle ltolns. Foi
dn noite ytorn din qu.e os Ltnterintt doltrsrnru a sutt cnpocidnrje. Mns
nrcsruto sssittt não satis.fazin. Pnrn resutttir, afir nrcnos tle utu orttt

lorrtos nproztaclos pelos postos de gnsolinn Ttnra reuenda do nosso
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