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AN02FREV001/REV 4.0 
 1 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 3 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
MÓDULO I 
 
 
1 PROJETOS DE JARDINAGEM 
1.1 INTRODUÇÃO: IMPORTÂNCIA DE UM PROJETO DE PAISAGISMO PARA 
O AMBIENTE E PARA A POPULAÇÃO 
1.2 CONTATO COM O CLIENTE: NECESSIDADES PESSOAIS E AMBIENTAIS 
1.3 LEVANTAMENTO DE DADOS DA ÁREA: SOLO E SUAS CONDIÇÕES, 
INSOLAÇÃO, ENTORNO, MEDIDAS E ESTILO ARQUITETÔNICO 
1.3.1 Praças 
3.1.2 Jardim 
3.1.3 Parque 
3.1.4 Rua 
3.1.5 Calçadão 
1.4 ELABORAÇÃO DO PROJETO CONFORME O LEVANTAMENTO DE DADOS 
1.4.1 Desenvolvimento das Etapas do Projeto: Programa, Plano de Ação, Estudo 
Preliminar, Pré-Projeto, e Projeto Construtivo Adequados à Área 
1.4.1.1 Estudo Preliminar 
1.4.1.2 Pesquisa Popular 
1.4.1.3 Levantamento Planialtimétrico e Cadastral 
1.4.1.4 Análise do Solo 
1.4.1.5 Levantamento Climático 
1.4.1.5.1 Temperatura 
1.4.1.5.2 Umidade 
1.4.1.5.3 Ventos 
1.4.1.5.4 Anteprojeto 
1.4.1.5.5 Distribuição Espacial 
1.4.1.5.6 Elementos Naturais 
1.4.1.5.7 Parte Hidráulica e Elétrica 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 4 
1.4.1.5.8 Análise do Anteprojeto 
1.4.2 Projeto Definitivo ou Executivo 
1.4.2.1 Planta Executiva de Arquitetura e de Engenharia Civil 
1.4.2.2 Projeto Botânico 
1.4.2.3 Memorial Descritivo 
1.5 DESENVOLVIMENTO DE ORÇAMENTO: CUSTOS X CLIENTE 
 
 
MÓDULO II 
 
 
2 ADMINISTRAÇÃO DO EMPREENDIMENTO PAISAGÍSTICO 
2.1 TIPOS DE PROJETOS: HORIZONTAIS E VERTICAIS; 
2.1.1 Base técnica do projeto: levantamento e informações da área, condições 
meteorológicas do local, topografia, irrigação e drenagem 
2.2 TÉCNICAS AGRONÔMICAS DE RECOMENDAÇÃO E USO DE 
FERTILIZANTES E SUBSTRATOS 
2.2.1 Produção de Mudas 
2.2.2 Cravo 
2.2.2.1 Adubação de plantio 
2.2.3 Crisântemo para corte de Inflorescências 
2.2.4 Gladíolo 
2.2.5 Roseiras 
2.2.5.1 Adubação de plantio: 
2.2.5.2 Adubação de produção 
2.2.6 Gramados e Outras Forrageiras 
2.2.6.1 Gramados em formação 
2.2.6.2 Gramados formados 
2.2.7 Plantas Ornamentais Arbóreas e Arbustivas 
2.2.7.1 Produção de Mudas 
2.2.7.2 Adubação de Campo 
2.2.7.3 Adubação de "arranque" 
2.2.7.4 Adubação de cobertura (de formação) 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 5 
2.2.7.5 Adubação de manutenção e reposição 
2.3 CRONOGRAMA E LOGÍSTICA DO PROJETO PARA MELHOR 
GERENCIAMENTO DA IMPLANTAÇÃO E EXCUSSÃO DO PROJETO 
PAISAGÍSTICO 
2.4 FUNDAMENTOS DE FISIOLOGIA VEGETAL: FOLHA, FRUTO, CAULE E 
RAIZ 
2.5 USO DO BONSAI 
2.5.1 Métodos de cultivo 
2.6 DOENÇAS E PRAGAS EM PLANTAS ORNAMENTAIS. 
2.6.1 Pulgões 
2.6.2 Cochonilhas 
2.6.3 Cigarrinhas 
2.6.4 Percevejos 
2.6.5 Insetos Mastigadores 
2.6.6 Formigas Cortadeiras (Saúva e Quem-Quém) 
2.6.7 Doenças (Fungos, Vírus e Bactérias) 
 
 
MÓDULO III 
 
3 PLANTAS ORNAMENTAIS: CONHECIMENTO E MANEJO 
3.1 PLANTAS ORNAMENTAIS: FORRAÇÕES, ARBUSTOS, ÁRVORES, 
PALMEIRAS, TREPADEIRAS, PLANTAS ENTOUCEIRANTES, PLANTAS 
TÓXICAS, OUTROS GRUPOS DE PLANTAS 
3.1.1 Plantas Arbustivas 
3.1.1.1 Disposição no Jardim 
3.1.1.2 Classificações 
3.1.2 Plantas Herbáceas 
3.1.2.1 Divisão e Classificação 
3.1.2.2 Herbáceas Folhosas 
3.1.3 Floríferas 
3.1.3.1 Ciclo de vida 
3.1.4 Palmeiras 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 6 
3.1.4.1 Caracterização Botânica 
3.1.4.2 Distribuição Geográfica 
3.1.4.3 Hábito de Crescimento 
3.1.4.4 Características Ornamentais 
3.1.4.5 Uso Paisagístico 
3.1.4.6 Manejo 
3.1.4.7 Espécies 
3.1.5 Plantas Ornamentais Trepadeiras 
3.1.5.1 Grupos Botânicos 
3.1.5.2 Ciclo de Vida 
3.1.5.3 Exigência em Luminosidade 
3.1.5.4 Tutores 
3.1.5.5 Utilização 
3.1.5.6 Espécies 
3.1.5.7 Características 
3.1.6 Plantas Entoucerantes 
3.1.7 Plantas Tóxicas 
3.1.8 Outras Espécies 
3.2 PODA 
 
 
MÓDULO IV 
 
4 DINÂMICA DE PAISAGEM 
4.1 ESTUDO DE PROJETOS DE MACROPAISAGISMO, LEVANTANDO 
VARIÁVEIS ECOLÓGICAS E DE AMBIENTE NAS ÁREAS DO PROJETO 
4.1.1 A Variável Ecológica no Ambiente dos Negócios 
4.1.2 A Repercussão da Questão Ambiental na Organização 
4.1.3 Noções de Auditoria Ambiental 
4.2 APLICAÇÃO DE SISTEMAS LOGÍSTICOS E DE IMPLANTAÇÃO EM 
MACROPAISAGISMO, RESPEITANDO A LEGISLAÇÃO DE MEIO AMBIENTE 
4.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 7 
 
MODULO 1 
 
 
1 PROJETOS DE JARDINAGEM 
 
 
1.1 INTRODUÇÃO: IMPORTÂNCIA DE UM PROJETO DE PAISAGISMO PARA 
O AMBIENTE E PARA A POPULAÇÃO 
 
 
FIGURA 1 - JARDIM 
 
Fonte: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 
A presença de áreas verdes nas cidades, como em parques, praças, lagos e 
ruas arborizadas, torna o ambiente agradável e tranquilo, àqueles que o frequenta, 
para isso, é necessário, plantas específicas para o paisagismos urbano, pois, além 
de propiciar aos seres humanos bem-estar e beleza, melhora a qualidade de vida, 
tornando esses elementos imprescindíveis nos centros urbanos e aquém dos custos 
de manejo e implantação. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 8 
A vegetação no meio urbano interfere positivamente na qualidade do ar e na 
redução da temperatura, pois as plantas são capazes, entre outros, de absorverem 
os gases poluidores e o calor por meio do processo de transpiração, reduzindo a 
radiação e promovendo o reflexo dos raios solares. 
A medida que vai acontecendo o planejamento das plantas na paisagem 
urbana surgem outros benefícios, como a diminuição da poluição sonora e a 
proteção contra os ventos. O vento pode ser agradável, desconfortável ou até 
mesmo destruidor, dependendo de sua velocidade. Dessa forma, as plantas 
provocam a alteração dos ventos desviando, conduzindo e filtrando o seu fluxo. 
O paisagismo urbano demonstra utilidade ao disponibilizar as plantas, com o 
intuito de sinalizar, indicando a direção de pedestres e veículos, além de melhorar a 
aparência e visibilidade das estradas e rodovias. 
Todavia, os principais efeitos provocados pela utilização de plantas nos 
espaços urbanos são os estéticos e psicológicos. Por meio, dos efeitos estéticos de 
cada espécie plantada, interferirá na alteração visual do ambiente, satisfazendo as 
pessoas que vivem nesse espaço. Já, no que se referem aos efeitos psicológicos, as 
plantas são capazes de provocar um bem-estar, a melhora da autoestima, do 
desempenho e até mesmo no humor das pessoas, diminuindo o tempo de 
internação e uso de medicamentos, melhorando o relacionamento social, incluindo o 
respeito mútuo, diminuindo o índice de criminalidade e violência nas cidades. 
O trabalho de paisagismo é uma tarefa que está ligada à revitalização e 
harmonia do espaço e do ambiente de convivência dos seres humanos. É destinado 
a criação de projetos de paisagismo para casas, apartamentos, fazendas, chácaras 
e jardins. Inicia com a elaboração, acompanhamento do projeto e vai até os retoques 
finais. Além da elaboração do projeto e acompanhamento para a execução das 
obras, a critério do empreendedor, o serviço de paisagismo poderá ser realizado 
pela própria empresa, ou então, ser terceirizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 9 
 
 
FIGURA 2 
 
Fonte: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 
Ao iniciarmos o curso, temos que ter conhecimento de alguns conceitos 
importantes. Primeiramente, o que vem a ser a definição de paisagismo? Limbergeer 
& Santos (2000), cita três definições para paisagismo(1) é o meio de se obter de 
volta a natureza para o homem por meio da recriação ou proteção da mesma; (2) é 
uma ciência e uma arte que estuda o ordenamento do espaço exterior em função 
das necessidades atuais e futuras, e dos desejos estéticos do homem; (3) é uma 
atividade que se utiliza da arte, ciência e técnica a fim de elaborar uma interação dos 
três elementos: construção, o homem e a flora. 
Conhecendo esses conceitos da palavra paisagismo, já percebemos a 
importância de se criar projetos de paisagismo, principalmente no estado que 
encontramos boa parte de nossas cidades, bairros, ruas e praças em certo nível de 
degradação e com pouquíssimo de ambiente natural como parte integrante do seu 
espaço. 
Outro conceito importante é o de lugar, no qual é considerada a 
representação espacial que possui identidade, características intrínsecas, exclusivas 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 10 
que lhe proporciona a aproximação e a identificação deste conjunto de elementos 
(constituído pelo território, paisagens, edificações, lembranças, emoções, cenas 
urbanas, etc.) com a população que o vivencia ou o vivenciou (SILVA, 2004). 
Este lugar bem caracterizado por um ambiente projetado na sua paisagem é 
de extrema importância em uma comunidade pelas pessoas que habitam seus 
arredores e de certo modo irão passar e vivenciar partes de suas vidas. 
Se tratando de espaço público, vem o conceito de Espaços Livres Públicos, 
segundo Macedo (1995), vem a ser todos os espaços não edificados, ou seja, ruas, 
pátios, largos, praças, parques, entre outros. Macedo (2003) define esses lugares 
como praças sendo, os espaços livres relacionados com as áreas verdes urbanas 
desempenham um importante papel na cidade. A manutenção dos espaços 
existentes e a criação de novos espaços possibilitam a conservação de valores da 
comunidade. 
São nos espaços livres públicos que se dão a maioria das relações sociais, 
onde ocorrem encontros entre amigos, eventos públicos, etc. Estes espaços são 
normalmente dotados de vegetação, o que influi nas condições ambientais, 
amenizando a temperatura, diminuindo os efeitos do vento, etc. Criar espaços de 
lazer significa contribuir para as relações sociais, melhorar as condições climáticas 
locais e valorizar a paisagem local (DORNELES, 2010). 
Para finalizar o entendimento dos conceitos principais na importância dos 
projetos de paisagismo, vem o conceito da própria paisagem sendo um conjunto de 
cenários naturais ou artificiais onde o homem é, além de um observador, um 
transformador desses elementos que compõe o sítio (LIMBERGEER & SANTOS, 
2000), resumindo é a porção de espaço da superfície terrestre apreendida 
visualmente. 
Diferente de jardinagem, o paisagismo elabora projetos de áreas verdes, 
compreendendo todos os aspectos que interferem na paisagem externa às 
edificações, os espaços abertos (não construídos), e as áreas livres, com função de 
recreação, amenização, circulação e preservação ambiental, integrando o homem à 
natureza; a jardinagem define, por meio de projetos ou não, os volumes, as espécies 
vegetais, assim como os objetos decorativos de um jardim, onde os espaços e suas 
funções são predefinidos. Interferindo e alterando a paisagem, o Projeto de 
Paisagismo pode amenizar a ação da natureza e as condições criadas pelo 
 
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 11 
ambiente construído, tais como a insolação excessiva, os ventos fortes, as 
enchentes, a erosão, os ruídos. 
O objeto do Projeto é o espaço, público ou privado, não ocupado pelas 
edificações. O primeiro abrange as áreas pertencentes ao poder público como as 
Praças, o Sistema Viário e as Áreas de Proteção Permanente. O segundo se refere 
aos condomínios. São os espaços destinados à circulação, recreação, esportes e 
lazer dos usuários. 
 
 
1.2 CONTATO COM O CLIENTE: NECESSIDADES PESSOAIS E AMBIENTAIS 
 
 
Segundo Dorneles (2010), o paisagismo surgiu a partir da necessidade do 
homem modificar o ambiente onde vive, adaptando a natureza que o cerca, de forma 
a tornar sua convivência mais atraente, mais agradável e conveniente. O paisagismo 
além de sua função ecológica se reveste de função social inegável, promovendo o 
convívio comunitário em parques e praças públicas e levando a natureza até para 
dentro dos shoppings centers. 
A princípio devem-se conhecer quem são os clientes ou grupos de clientes 
que você como pessoa irá prestar seu serviço ou a sua própria empresa pretende 
atender, quais são as necessidades destes clientes potenciais e como o 
produto/serviço poderá atendê-los. É fundamental procurar conhecer o que 
influencia os futuros clientes na decisão de comprar produtos ou serviços: qualidade, 
preço, facilidade de acesso, garantia, forma de pagamento, acabamento, forma de 
atendimento, estética, aparência, praticidade, tipo de vegetação a ser usada, 
tamanho do projeto, etc. 
É necessário prestar atenção esclarecendo quem é o cliente, pois, ele não é 
apenas quem tem o poder de compra. Cliente é aquele que irá usar o produto 
diretamente, é aquele que vai utilizar o produto efetivamente, que vai decidir se 
compra ou não, etc. 
Nos dias atuais, é notada uma alteração no mercado de serviço de 
paisagismo e até mesmo uma expansão, devido à redução dos preços dos serviços 
e a estabilidade econômica, tornando-o mais acessível, portanto, deixando de ser 
visto como limitado e elitista. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 12 
É formado pelas construtoras, consultórios médicos e odontológicos, 
escritórios, hotéis, pousadas, flats, casas de shows, lojas comerciais, shoppings 
centers, e pessoas físicas de renda mais alta. Enfim, locais que necessitam de uma 
melhora no ambiente interno e externo para propiciar um ambiente mais agradável 
para o pessoal que o frequenta. 
 Inicialmente, na reunião entre o Paisagista e o Cliente, é preciso confiança 
entre ambas as partes, a fim de conhecer as peculiaridades do cliente, tal como os 
seus anseios acerca do projeto, para que se possa levantar os requisitos para que o 
projeto se torne adequado para o ambiente. Nesse período, enumere os requisitos e 
organize a proposta de criação que será entregue a cliente para a devida análise. O 
próximo passo, são os ajustes entre os Requisitos do Cliente e proposta de Criação 
do Paisagista, após as alterações necessárias, a Proposta Comercial será enviada 
em forma de Contrato. 
Quando pensamos em necessidades ambientais e pessoais de um projeto 
de paisagismo, temos em mente que uma necessidade é para suprir a outra, pois o 
ser humano necessita de um ambiente em harmonia com os recursos naturais 
desde a produção de oxigênio pela vegetação, até o benefício da conservação dos 
corpos d’água existentes. 
 
 
FIGURA 3 - PAISAGEM NATURAL 
 
Fonte: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 13 
 
O projeto de paisagismo, associa automaticamente à qualidade de vida, 
melhorias das condições socioambientais e muito verdes, ou seja, o termo 
“Paisagismo” encerra em si a ideia de concepção ambiental ecologicamente correta. 
Contudo, essa concepção só terá validade à medida que for aplicada devidamente, 
ou seja, quando o projeto de paisagismo for desenvolvido e implantado com 
responsabilidade ambiental, levando em conta ideias e medidas de sustentabilidade 
que vão desde o reaproveitamento e obtenção de novas matérias, minimizando o 
desgaste e a exploração dos recursos naturais, quanto à busca de soluções e 
melhoramentos de consumo energético e hídrico. 
Nessa perspectiva, é essencial que a proposta de paisagismo ou criação de 
áreas verdes planejadas, sejam elas de maior ou menor porte, estejam em acordo e 
organizado a partir dos “princípios ecológicos” de conhecimento técnico-científico 
dos elementos que o compõem e na busca de soluções sustentáveis, indo além da 
composição estética e de lazer dos interessados e proprietários. Dessaforma, o 
projeto de paisagismo terá “validade” e categoria ambiental e tendo como 
consequência um bom desenvolvimento, harmonia e economia, ao qual trará 
benefício a todas as pessoas. 
Em síntese, o projeto de paisagismo é determinado a partir de três pontos 
iniciais principais: A situação local do ambiente; as necessidades estéticas e 
funcionais do projeto, e os recursos disponíveis. Ao considerar as medidas 
ecológicas e a sustentabilidade, o primeiro nos dispõe diante do entorno e do 
ecossistema local como ponto de partida para uma leitura preliminar do ambiente 
retratado, e seja qual for o partido plástico, ou proposta conceitual aplicada ao 
mesmo, expressará a lógica com o ecossistema ao qual está incluído. 
No que se refere às necessidades estéticas e funcionais, analisada 
juntamente e em acordo com os recursos disponíveis naturais a partir do solo, 
disponibilidade de água, energia, uso de insumos, variedade vegetal, entre outros, e 
os recursos financeiros disponíveis indispensáveis, serão melhores aplicados 
quando priorizam princípios ecológicos. É notoriamente comprovado à diminuição de 
manutenção, da utilização de recursos e do consumo de água e energia quando se 
tem o cuidado de tomar padrões sustentáveis, como a exemplo do reaproveitamento 
e inserção de materiais novos sustentáveis, que trazem benefícios diversos. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 14 
 
Para finalizar, caso você não tem experiência com negócios, ao se relacionar 
com o cliente, vale ficar atento a essas dicas: 
– Você não é o melhor amigo do seu cliente 
– Seja breve e explique o porquê das perguntas 
– Escute. O controle está com o cliente 
– Mostre um valor imediato. Informações relevantes ou uma oferta especial 
– Mostre que você os escutou. 
 
Segundo Christensen (2000), a metodologia para desenvolver uma boa 
comunicação utilizando ferramentas digitais deve passar por quatro estágios: 
atenção, consentimento, envolvimento e fidelidade. 
Atenção, provavelmente este é o primeiro estágio de qualquer processo de 
comunicação. A atenção deve ser provocada, porém deve ser adequada ao público, 
ao objetivo proposto e ao tipo de relacionamento desejado com a sua categoria. 
Consentimento, o próximo passo depois que já chamou a atenção é 
demandar o seu consentimento. Este é essencial para o primeiro encontro, pois é a 
oportunidade de provocar a atenção da importância de sua empresa ao seu cliente e 
dar segmento ao processo. Logo a autorização fica mais fácil à aceitação de novas 
mensagens por parte dos clientes. 
Envolvimento, se a resposta for positiva, isso quer dizer que houve interesse 
pela sua marca e está engajado com o consumo. Esta é a fase da preparação da 
base de um relacionamento longo. Nesse momento é essencial mostrar um valor 
tangível, na forma de informações, notícias, entretenimento e promoções, que 
condiz com os interesses do seu cliente. 
 
 
1.3 LEVANTAMENTO DE DADOS DA ÁREA: SOLO E SUAS CONDIÇÕES, 
INSOLAÇÃO, ENTORNO, MEDIDAS E ESTILO ARQUITETÔNICO 
 
Primeiramente, é importante reconhecer o tipo de vegetação do local, se 
pertence ao bioma específico (Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia, Pantanal, 
Caatinga, Pampas), se são áreas florestais, se estão degradadas, se estão ao longo 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 15 
de corpos d'água, etc. Identificar o tipo de vegetação (bioma pertencente) que 
compõe a região de implantação do projeto, é fundamental, pois temos que executar 
o projeto implantando espécies nativas daquela região para aproximar o máximo da 
condição original do ambiente natural do local. 
A partir da vegetação local as árvores devem ser caracterizadas, o relevo, o 
tipo de clima, a temperatura, a fertilidade do solo, a umidade, a facilidade de erosão, 
o estado de conservação, as redes de drenagem, a malha viária, a ocupação 
anterior, a atual, entre outros. Já, no caso das áreas de matas ciliares, definirem a 
extensão das áreas, o período de inundação e verificar o estágio de perturbação e 
degradação real. 
 
 
FIGURA 4 
 
FONTE: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 
É importante que o projetista considere a terra como elemento plástico que 
poderá ser modificado. A modificação da morfologia por meio da construção de 
volumes poderá alterar os usos e utilizar melhor os espaços. No caso de terreno 
com inclinações acentuadas ou terra pouco agregada, para conter as erosões utilize 
o sistema de terraceamento, 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 16 
O relevo e as condições climáticas podem estabelecer a escolha das 
espécies. Para análise e diagnóstico, as amostras de solo deverão ser colhidas nas 
áreas destinadas ao plantio, após a locação do conjunto. Deve-se averiguar o PH do 
solo, e se necessário fazer a calagem para a sua correção. O tempo destinado ao 
processo de adubação deve estar previsto com a antecedência necessária antes do 
início do plantio. 
É enfatizado, contudo, a relevância de respeitar as características da 
topografia existente no local. Deve-se preservar na movimentação de terra o solo de 
cobertura, mais rico em matéria orgânica. A análise do solo deve ser antes do 
plantio. Para atender ao cronograma de plantio, as amostras para a análise devem 
ser colhidas no início da obra de terraplenagem. A textura e a cor da terra podem ser 
indicadores da sua qualidade, relacionando-as à sua fertilidade e às condições 
necessárias ao plantio. No próximo módulo isto será mais minucioso. 
 
Mas em geral, o solo deverá ser de boa qualidade, textura média (nem muito 
arenosa nem muito argilosa), isento de pragas e ervas daninhas e devidamente 
fertilizado. A profundidade do solo também deve ser conhecida, para escolher as 
espécies apropriadas, devido cada planta ter um sistema radicular distinto da outra. 
Sendo que plantas com sistema radicular fasciculado (superficial), suportam solos 
mais rasos e plantas com raiz pivotante (raiz profunda), requer um solo mais 
profundo para seu estabelecimento radicular. Esse conhecimento deve ser adquirido 
antes da implantação das espécies de cada projeto, pois, há casos do cliente 
implantar uma espécie e o local não comportar. 
É necessária, que a área pavimentada seja a mínima possível, deixando o 
máximo de solo permeável. Ao selecionar os pisos considere os diferentes usos no 
projeto. Os critérios para a sua especificação devem considerar a qualidade estética, 
a durabilidade, a facilidade para manutenção, a permeabilidade às águas pluviais. 
Sempre utilize elementos drenantes, como gramado, pedriscos, pisos articulados, 
entre outros. 
Ao redor das praças e condomínios, onde há circulação, pode ser em 
concreto desempenado ou bloco de concreto intertravado. Recomenda-se a largura 
mínima de 1,50 m. Se o fluxo de pessoas for grande, a largura deve ser aumentada. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 17 
Sugere-se que os pisos para os playgrounds não sejam de areia. Eles 
podem ser gramados em terra batida ou utilizar outras combinações como o piso 
PTA (composição de terra e areia). 
É importante ressaltar que se tratando de Projeto de Empreendimento 
Habitacional deverá ser acompanhado do Laudo de Caracterização da Vegetação, 
que irá levantar as características da vegetação encontrada e identificar a existência 
ou não de vegetação significativa no terreno. Tal laudo deverá ser assinado por 
profissional competente: eng.º Agrônomo, eng.º Florestal ou Biólogo. 
É importante que tire partido dos corpos d’água existentes e da captação 
das águas provenientes da drenagem, porque elas podem constituir importante 
componente projetual, e sua presença provoca conforto aos usuários. O Projeto de 
Drenagem específico deve fazer parte do Projeto de Drenagem geral do 
Empreendimento. A irrigação da vegetação deve ser prevista no Projeto de 
Abastecimento de Água dos condomínios e das praças, com a locação dos pontos 
de água. 
A avaliação insolação da área a ser implantado o projeto de paisagismo é degrande importância, pois, a partir desta saberemos quais espécies vegetais podem 
ser implantadas na área. As plantas também são classificadas quanto à sucessão 
ecológica que são os grupos pioneiras, secundárias iniciais e secundárias tardias e 
clímax, a tolerância ao sombreamento é maior as plantas do grupo clímax e as que 
necessitam de maior insolação são as pioneiras, as secundárias são intermediárias 
(aceitam insolação e toleram sombreamento). 
Um jardim onde bate o sol é bem distinto de outro em que ele não dá as 
caras. Se a sombra é total, eventualmente seja melhor utilizar pedriscos ou plantas 
que crescem bem na sombra. As plantas de sombra precisam de cuidados especiais 
ou um gasto maior? 
Não deixe as plantas de sol na sombra e as de sombra no sol. As plantas 
que precisam do sol para o seu crescimento irão em direção desta energia; já ao 
contrário dessas, as que não buscam os raios solares para crescer adaptam-se 
melhor em ambientes de pouca luz. As mudas solares plantadas na sombra 
resultam em um crescimento desorientado e se entortando em busca de claridade. 
Em compensação, as da sombra cultivadas ao sol ficam com aspecto 
amarelado. Uma planta de meia-sombra necessita de muita luminosidade, porém 
 
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 18 
não de raios solares diretos, principalmente, entre 10 horas da manhã e 5 horas da 
tarde. Em ambientes internos, devem estar perto das janelas. 
Algumas plantas necessitam de uma específica quantidade de luz para 
sobreviver. Por exemplo, árvores, rosas e primaveras devem ser plantadas em locais 
com muita luz solar. Os lírio-da-paz e as samambaias têm melhor desenvolvimento 
em áreas com menos incidência dos raios solares, isto é, muita claridade, mas sem 
sol forte. Isto está ligado ao seu habitat e precisa ser respeitado. Caso ao contrário, 
as plantas estarão sendo maltratadas e não alcançarão o resultado esperado. 
A vegetação atua nos microclimas urbanos contribuindo para melhorar a 
ambiência urbana sob diversos aspectos (MASCARÓ, 2002), amenizando a 
radiação solar, modificando a velocidade e direção dos ventos, atuando como 
barreira acústica, reduzindo a poluição do ar. 
O sombreamento diminui o rigor térmico da estação quente, ameniza as 
temperaturas superficiais dos pavimentos e a sensação de calor dos usuários. A fim 
de um melhor desempenho da vegetação é essencial levar em consideração o clima 
da região onde está sendo projetado, mas dependendo da estação que se têm, mais 
principalmente, os agrupamentos de vegetação terão características distintas. 
Uma escolha correta que contribua para um melhor microclima urbano na 
região subtropical úmida deve levar em relevância as mudanças de forma e tamanho 
que se processarão ao longo do tempo, devendo ser realizada baseada nas 
condições de insolação do recinto urbano por meio do ano e das necessidades de 
sombreamento em cada estação. 
Quanto à temperatura e umidade do ar a vegetação, assim como a 
exposição ao sol e ao vento, são características que favorecem o comportamento 
térmico de espaços urbanos em relação ao clima local. As características 
morfológicas e ambientais são as que determinam o desempenho microclimático do 
recinto urbano. A quantidade de radiação solar que penetra nele, a área 
parcialmente sombreada, o fator de céu visível das fachadas dos edifícios que o 
delimitam e a sua orientação em relação ao sol e ao vento definem seu desempenho 
termoluminosa. 
Principalmente a vegetação de grande porte, acrescentam ao recinto urbano 
tanto mais capacidade térmica, quanto mais massa se inclui, aumentando sua 
inércia e provocando queda diurna das variações de temperatura. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 19 
 
FIGURA 5 
 
FONTE: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 
Em maciços homogêneos, tem-se um potencial da espécie adotada, e suas 
características. O sombreamento é bastante uniforme e sua eficácia está 
relacionada com a transmitância luminosa e com a permeabilidade ao vento da 
espécie escolhida. Copas densas podem apresentar bons resultados de 
sombreamento e de diminuição da temperatura no verão, porém no inverno 
caracterizarão o local como um lugar de passagem, caso a espécie não seja 
caducifólia. Espécies plantadas a distâncias inferiores às somas de seus raios terão 
seus galhos entrelaçados quando chegarem à idade adulta, fazendo com que as 
árvores cresçam de forma vertical em busca da luz. 
Na escolha das espécies a serem adotadas é importante analisar o espaço 
onde ela será implantada, se os edifícios do entorno comportam, largura de 
calçadas, se o espaço é de descanso ou de passagem, entre outras características. 
Dependendo do porte das árvores em relação à edificação, pode criar planos 
que organizam e dominem o espaço urbano por meio da unificação, ou 
simplesmente formar uma cobertura vegetal aconchegante para quem passa por 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 20 
baixo de suas copas horizontais, sem modificar o perfil da edificação (MASCARÓ, 
2002). 
A vegetação incorporada junto a muros em calçadas aprimora 
psicologicamente o espaço, assim como as árvores implantadas no outro lado da 
calçada. Porém, deve-se tomar cuidado ao escolher a espécie a ser incorporada em 
uma calçada, em função das especificidades da planta e da largura da própria 
calçada, a fim de que não haja um confinamento das pessoas. 
As palmeiras podem ser utilizadas em um caminho para marcar e enfatizar o 
lugar a que se deseja chegar, tendo em vista a sua linearidade, o que já não 
acontece quando implantadas árvores onde as copas se entrelaçam. 
As árvores possuem volumes com porte, forma, textura, cor, densidade de 
folhagem, floração, galharia e características ambientais que modificam de espécie 
para espécie. Quando a árvore está plantada separada, essas características 
tornam-se essenciais, principalmente no que se refere ao aspecto formal da copa, já 
que, nesse caso, o potencial escultórico da vegetação é enfatizado. 
É muito comum o entorno das áreas públicas destinadas a projetos de 
paisagismo ser Praças, Jardins, Parques, Ruas e Calçadões, a seguir detalharemos 
cada uma destas áreas públicas para melhor entendimento da função de um projeto 
de paisagismo nestas áreas. 
 
 
1.3.1 Praças 
 
 
De acordo com Dorneles (2010), desde o fim da Idade Média, a praça é um 
dos elementos principais da configuração urbana, tendo as edificações mais 
importantes, da cidade, implantadas ao seu redor. Cunha (2002) coloca que praça é 
um local de encontro, onde possam ser realizadas atividades comunitárias e de 
lazer, e, portanto, se um espaço, seja qual for seu tamanho, atraia usuários para 
realizar tais atividades, pode ser considerado como tal. 
Afonso (1999) identificou algumas destas atividades, como descansar, 
permanecer, encontrar outras pessoas, transitar ou até mesmo tomar café. No 
Brasil, as praças têm origem nos antigos largos coloniais, implantados em frente às 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 21 
igrejas, com funções de comércio, festas religiosas e manifestações públicas 
(CUNHA, 2002). Para Robba e Macedo (2003) praças são espaços livres públicos 
urbanos destinados ao lazer e ao convício da população, acessíveis aos cidadãos e 
livres de veículos. 
São funções urbanísticas das praças (DORNELES, 2010): 
- Ecológica: espaços onde, graças à presença da vegetação, do solo não 
impermeabilizado e de uma fauna mais diversificada, promovem melhorias no clima 
da cidade e na qualidade do ar, da água e do solo; 
- Estética: são espaços que, graças à qualidade estética do projeto, permitem a 
diversidade da paisagem construída e o embelezamento da cidade; 
- Educativa: são praças que se oferecem como ambiente para o desenvolvimento de 
atividades extraclasse e de programa de educação; Psicológico: são espaços nos 
quais as pessoas, em contato com os elementos naturais dessas áreas, relaxam, 
funcionando como ambientes antiestresse. 
 
 
É importantesalientar as funções das praças, pois quanto maior o uso desta 
área pela população menos o risco de depredação. Em lugares onde as estações 
são bem definidas, como POA, as praças parcialmente pavimentadas tem uma 
maior eficiência quanto ao microclima. Pode-se classificar as praças quanto sua 
pavimentação e uso da vegetação em: praças mistas (onde coexistem áreas 
pavimentadas e áreas arborizadas proporcionalmente), praças secas (sem 
arborização), e praça úmida (com grande presença de arborização e ajardinamento), 
apresenta: combinação de árvores, arbustos, espelho d’água (MASCARÓ, 1996). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 22 
 
 
FIGURA 6 - SECURITY PACIFIC BANK PLAZA 
 
FONTE: Macedo (2001). 
 
 
3.1.2 Jardim 
 
 
Cunha (2002), descreve que os jardins podem ser públicos ou privados, e 
desde a antiguidade faziam parte da composição das residências de nobres e dos 
palácios. Esta autora identifica esta área como um terreno fechado, com função 
ornamental, passiva e/ou utilitária, onde há diversas vegetações, com predominância 
de flores e legumes. 
Para Robba e Macedo (2003) os jardins se diferenciam das praças por não 
possuírem programa social, como atividades de lazer e recreação, são espaços 
livres fundamentais para a melhoria da qualidade ambiental, pois permitem melhor 
circulação do ar, insolação e drenagem, além de servirem como referenciais cênicos 
da cidade. Entretanto, os Jardins Botânicos, com função ecológica e ambiental, 
permitem o desenvolvimento de atividades em seu interior, principalmente o lazer 
passivo. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 23 
 
 
FIGURA 7 - JARDIN ATLANTIQUE PARIS 
 
 
Fonte: Macedo (2001) 
 
 
3.1.3 Parque 
 
 
Macedo e Sakata (2003) definem parque como “[...] um espaço livre público 
estruturado por vegetação e dedicado ao lazer da massa urbana.”, sendo um 
elemento típico da grande cidade moderna. Pode-se dizer que se trata de uma 
tipologia de área livre pública recente, se comparada as praças, e que comporta 
muitas definições: parque temático, parque de diversões, parque ecológico, parque 
nacional, parque recreativo, etc. (BARCELLOS, 1999). Os parques surgiram apenas 
no séc. XIX, com o crescimento da urbanização das cidades decorrente da 
Revolução Industrial e da migração, em resposta a baixa qualidade de vida nas 
cidades. 
Segundo Dorneles (2010), a intenção de sua implantação era tornar os 
trabalhadores mais satisfeitos com o trabalho e com o local onde moravam. Outro 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 24 
conceito é dado por Cunha (2002): Os parques para os americanos e os ingleses 
são espaços públicos grande com extensos gramados e ou grandes áreas 
vegetadas para fins recreativos. Os parques tiveram nascimento na Europa e 
originalmente eram terras privadas externas e arborizadas, onde se conservavam 
animais de caça para o divertimento da nobreza. 
E ainda com a revolução Industrial, os parques passaram a ter acesso 
público e ganharam status de amplos jardins, em sua maioria com paisagens 
bucólicas e campestres para trazer a amenidade da vida do campo para dentro das 
cidades. 
 
 
FIGURA 8 - HUDSON RIVER PARK 
 
Fonte: Macedo (2001). 
 
3.1.4 Rua 
 
 
Entende-se como rua o espaço destinado ao tráfego de veículos, essa 
engloba também a função de circulação de pedestres e ciclistas. Hertzberger (1999) 
extrapola este conceito, definindo a rua como um lugar propício ao contato social 
entre seus moradores, comparando-a a uma sala de estar comunitária. Para Cunha 
(2002), esta área tem função de passagem e de encontros, correspondendo à maior 
parte dos espaços livres em uma cidade. 
 
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 25 
As vias públicas ou as ruas é o espaço urbano de uso público que tem como 
função organizar e relacionar os fatos arquitetônicos na trama urbana. Constitui o 
marco da arquitetura, proporcionando ar e luz ao espaço urbano e aos edifícios, 
produzindo microclimas que influenciam sobre a insolação, os ventos, a 
temperatura, a umidade de clima local e no consumo de energia de seus edifícios 
(MASCARÓ, 1996). 
No entanto, a rua, compreende a via veicular e o passeio. Esse, por sua vez, 
é destinado à circulação dos pedestres, e conforme sua implantação protege estes 
do tráfego de veículos. É também, considerado o espaço de transição entre a 
residência e a via veicular, possibilitando a maior parte das interações sociais 
ocorridas na rua. 
 
 
3.1.5 Calçadão 
 
 
Para Dorneles (2010) trata-se de uma rua onde não há tráfego veicular, 
possuindo características da praça, pois estimula a interação social. Normalmente 
localiza-se na área central das cidades, e tem função comercial. Cunha (2002) 
apresenta duas funções dos calçadões criadas recentemente: como 
“camelódromos”, abrigando vendedores ambulantes, que outrora se localizavam nas 
ruas próximas a estabelecimentos comerciais tradicionais; e como pista de 
caminhada, localizados à beira-mar ou próximo a monumentos naturais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 26 
FIGURA 9 - CALÇADÃO DA ENSEADA DE SUÁ (VITÓRIA ES) 
 
 
Fonte: Macedo (2001). 
 
 
Diferenças entre estas cinco áreas podem ser em nível de dimensão, como 
no caso das praças que normalmente são menores que os parques, ou em nível de 
funções, como no caso dos calçadões onde predominam atividades esportivas e 
circulação de pedestres, e dos jardins cujas funções normalmente são de 
contemplação e descanso. Cabe salientar, no entanto, que as definições dos termos 
utilizados para diferenciar as áreas livres estão mais relacionadas com a época de 
seu surgimento do que com funções e dimensões, pois podem variar conforme o 
local onde estiverem implantados. Por exemplo, um calçadão implantado no centro 
de uma cidade englobando o comércio local, ou um implantado na orla marítima de 
alguma cidade, com proporções bem maiores e possibilitando práticas esportivas 
(DORNELES, 2010). 
Todavia, para Dorneles (2010), tratando-se da árvore plantada isoladamente 
que tem suas características ressaltadas, podendo ser o ponto visual mais 
importante de um espaço urbano, ou apenas um espaço de descanso. As árvores de 
grande porte dominam o mais caótico cenário de uma rua, criando uma paisagem 
coerente onde os edifícios fracassam. Além disso, proporciona, também, o fundo 
sobre o qual podem se situar espécies menores (talvez flores) e fornecem a sombra 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 27 
necessária no verão, tanto para o pedestre como para os veículos do recinto urbano 
(MASCARÓ, 2002). 
Assim que há a definição do programa de espaços e equipamentos a serem 
implantados no projeto, é importante averiguar as dimensões dos mesmos para 
conferir se cabem ou não. Além do espaço próprio para o equipamento é importante 
ressaltar que existe um espaço de circulação livre que deve ser previsto, assim 
como áreas de acesso. 
Exemplificando, uma quadra de esportes tem suas dimensões oficiais de 
acordo com o tipo de jogo a ser desenvolvido, assim além das dimensões para o 
jogo é importante ter um espaço para a circulação da plateia e também para a 
própria plateia. No caso de espaços de espaços ao ar livre, lembre-se sempre de 
posicionar quadras no sentido maior para norte e sul, evitando que goleiros e 
jogadores joguem de frente para o sol. 
Dessa forma, é necessário fazer um pequeno esquema do uso dos 
equipamentos em forma de ficha de dimensionamento. Esta ficha serve como um 
planejamento prévio do espaço, além das dimensões é importante designar quem 
será o público-alvo, a quantidade possível de usuários a usar, o tipo de lazer a qual 
o equipamento ou espaço se destina (ativo ou passivo), que atividades podem ser 
desenvolvidas no espaço, pode indicar cores e sensações, os equipamentos e 
mobiliários que irão compor o espaço, e ainda alguma informação técnica importante 
para a criação do espaço. Veja o Exemplo abaixo:AN02FREV001/REV 4.0 
 28 
FIGURA 10 - EXEMPLO DE FICHA DE DIMENSIONAMENTO 
 
FONTE: Macedo (2001). 
 
 
1.4 ELABORAÇÃO DO PROJETO CONFORME O LEVANTAMENTO DE DADOS 
 
 
O projeto de paisagismo consiste na determinação da percepção do espaço 
exterior às edificações, podendo este ser direcionado para áreas públicas ou 
privadas. Conforme o caráter da dimensão o projeto será mais complexo ou não. 
Entretanto, as etapas de planejamento e concepção do projeto não são diferentes 
para nenhuma escala de projeto. A fim de desenvolver qualquer projeto, incluindo os 
arquitetônicos, devem-se seguir alguns passos: inicialmente conhecer o problema, 
com levantamento dos condicionantes e necessidades do “cliente”, em um segundo 
momento deve-se desenvolver intenções de projetos e lançar programa e as 
primeiras ideias do projeto; e, para finalizar, deve-se desenvolver o projeto que será 
executado. 
Vale enfatizar, que o processo de projeto está longe de ser linear e direto o 
que provoca avanços e retornos em alguns momentos, principalmente no início – 
zoneamento e estudos preliminares. Em seguida, apresentam-se as etapas de 
projetos mais utilizados para a elaboração de projetos de paisagismo. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 29 
O primeiro passo, em qualquer projeto, é realizar o levantamento de todos 
os dados importantes para dar início ao projeto e isso baseia em analisar os 
condicionantes de projeto, entre os elementos que devem ser buscados destacam-
se: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O início do processo de projeto acontece quando existe a definição das 
primeiras intenções de projeto. As diretrizes de projeto são todas as intenções de 
projeto com objetivo nas pessoas que irão usar o espaço, isto é, destinadas à como 
os usuários irão notar, usar e se sentir no espaço projetado. Muitas diretrizes podem 
estar ligadas às sensações, outras com a questão de acesso e orientação etc. 
Cabe enfatizar que soluções de projetos podem estar aliadas a estas 
diretrizes, porém baseiam-se no “como fazer” para alcançar a intenção de projeto. 
Por exemplo, se a diretriz for desenvolver um espaço agradável e fácil de encontrar, 
então as características do projeto podem usar cores quentes e aconchegantes, 
usar comunicação visual simples, utilizar poucos mobiliários e espaços, criar 
espaços amplos e bem localizados, etc. 
As diretrizes podem ser também, eixos visuais e de circulações que deverão 
ser determinada de acordo com os condicionantes de projeto levantados na etapa 
anterior e, que por questão de respeito às características existentes no local, devem 
ser permanecidos ou não. 
- Identificar as formas do relevo 
- Estudo do solo – se é fértil 
- Análise da vegetação existente 
- Usos da água 
- Verificação de ventos e ruídos 
- Verificação dos elementos da cidade (infraestrutura) 
- Conhecer o cliente, suas necessidades e costumes. 
- Conhecer a legislação e restrições legais 
- Orientação solar – insolação 
- Identificar os entornos e vistas 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 30 
Outra alternativa para planejar um espaço é usar um Conceito de Projeto. 
Isso pode ajudar na escolha das etapas anteriores. O conceito pode ter muitas 
maneiras de se apresentar, o importante é entender que para se utilizar qualquer 
conceito é essencial uma pesquisa sobre o tema a ser utilizado. Para escolher o 
conceito a ser utilizado podem-se procurar os elementos de inspiração na natureza 
ou em outros exemplos de arquitetura, pode-se procurar um tema exequível ao 
projeto, que pode ser uma comparação a elementos existentes, como mulher, circo, 
zoológico, feng shui, vida, sentidos humanos, entre outros. 
O programa será baseado na listagem de espaços e equipamentos que 
serão implantados na praça, parque ou até mesmo no pátio de uma casa. Portanto, 
além da lista de espaços pode ser desenvolvido juntamente a uma lista de 
atividades que serão realizadas e, também de sensações. Essas duas listas serão 
ligadas a lista de espaços, e caso não tenha espaços suficientes para as atividades 
e sensações desejadas, então é importante criar mais espaços e equipamentos. 
Resumindo, o projeto paisagístico não deixa de ser um projeto paisagístico, 
constituído pelas seguintes etapas: 
1. Levantamento de dados: O cliente apresenta seus objetivos e necessidades. As 
características do terreno são analisadas (dimensões, solo, escritura, ventos etc.). 
2. Estudo preliminar: Por meio das informações obtidas no "Levantamento de 
dados", o arquiteto já tem condições para criar um esboço inicial do projeto. Deve 
ser acompanhado de perto pelo cliente, já que se trata do início da elaboração da 
planta; antes de prosseguir com o projeto, o arquiteto nesta fase deve receber a 
aprovação do cliente. 
3. Anteprojeto: Nesta etapa, as dimensões e características da obra serão 
estabelecidas. Será desenvolvido o projeto com a elaboração da planta-baixa de 
cada pavimento, contendo informações de cada ambiente, pilares, cálculo das áreas 
e outros. A volumetria, estrutura, planta de cobertura e instalações gerais serão 
definidas. O cliente deve aprovar o anteprojeto, a fim que o arquiteto passe para a 
próxima etapa. 
4. Projeto legal: Nesta etapa, a configuração do projeto deve estar em 
conformidade com as normas indicadas pelos órgãos competentes, com o intuito de 
ser aprovada pela prefeitura municipal. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 31 
5. Projeto executivo: Muito mais técnico, compreende no desenvolvimento 
minucioso do anteprojeto. Constitui o projeto aos projetos complementares (elétrico, 
hidráulico, estrutural, telefônico, etc.), dando plenas condições à execução da obra, 
de acordo o detalhamento do projeto. 
 
 
1.4.1 Desenvolvimento das etapas do projeto: programa, plano de ação, estudo 
preliminar, pré-projeto, e projeto construtivo adequado à área 
 
 
Agora iremos detalhar todas as etapas de um projeto de paisagismo 
segundo Pires (2008). 
 
 
1.4.1.1 Estudo Preliminar 
 
 
Antes do desenvolvimento do projeto propriamente dito, são necessários 
vários levantamentos que fazem parte do Estudo Preliminar: 
 
 
1.4.1.2 Pesquisa Popular 
 
 
Antes da elaboração de um projeto, deve-se observar, inicialmente, para as 
condições sociais do público (família, clube, escola, condomínio, comunidade, etc.) a 
quem será ofertada a obra. A Pesquisa Popular trata-se de um levantamento 
imprescindível para avaliar a aspiração popular por meio de questionamentos dos 
costumes, gostos e necessidades dos usuários, e para encontrar a vocação natural 
da área a ser ajardinada. Este tipo de levantamento é realizado a partir de uma boa 
conversa com os usuários do jardim, usando ou não questionários pré-elaborados, 
abordando alguns aspectos, tais como: 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 32 
- Prioridades: formalidade x limpeza, plantas x construção e reforma, fonte de 
terapia x fonte de aborrecimento, plantas frágeis x cachorros novos x esportes; 
- Nível de dedicação: se gosta de admirar o jardim x gosta de zelar do jardim; 
- Elementos desejados: elementos ou plantas que se manifesta um alto interesse 
(status, heranças, etc.); 
- Elementos abominados: pessoas suscetíveis a certas plantas ou produtos de 
plantas, etc. 
 - Função do jardim: relaxamento, festas, conforto ambiental, "sala ao ar livre", 
atividades esportivas, abrigar coleções, entre outros; 
- Período de uso principal: no decorrer do dia, a noite ou ambos; 
- Tipo de privacidade: cercado, murado, aberto; 
- Presença de animais: cachorros, gatos, tartarugas, atração de pássaros, peixes, 
etc.; 
- Tipo de família: presença de idosos, de crianças, mista, com deficientes (visuais, 
usuários de cadeiras de rodas, etc.); 
- Estilo do jardim: adequado aos gostos e anseios de quem utiliza, podendo ser 
formal ou informal, combinado, inglês, tropical, mediterrâneo, árido, oriental, etc.; 
- Nível de manutenção: baixa, média ou alta; 
- Elementos de construção:piscina, ripados, brinquedos, churrasqueira, poço, 
fossa, pedras, área calçada, pérgola, caramanchões, lago, chafariz, estátuas, 
bancos, mesas, etc.; 
 
 
1.4.1.3 Levantamento Planialtimétrico e Cadastral 
 
 
O levantamento planialtimétrico e cadastral refere-se à avaliação detalhada 
da área a ser jardinada, que implica um desenho realizado em escala, reproduzindo, 
como se fosse um retrato, tudo o que já existe no terreno a ser ajardinado. O 
levantamento altimétrico registra o grau de declividade do terreno, ilustrando o 
desenho com curvas de nível. O levantamento planimétrico registra o perímetro do 
terreno e todos os elementos naturais nele já existentes, como construções, 
canteiros e caminhos, etc. O levantamento cadastral deve intensificar o 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 33 
mapeamento, de maneira a alocar no desenho todos os objetos e elementos que 
nele possam existir, como por exemplo: luminárias, torneiras, caixas de inspeção, 
galerias, fiações e encanamentos subterrâneos ou aéreos, bancos, fontes, etc. 
Nesta etapa, faz-se, ainda, a análise do local, observando: 
 
- analisar do dia e da noite; 
- orientação N-S para a aquisição do mapa de sombras; 
- existência e tipos de plantas daninhas; 
- vistas a serem escondidas e realçadas; 
- construções e plantas da área vizinha; 
- privacidade; 
- barulho (necessidade de barreiras de som); 
- estilo, tipo e idade da casa; 
- tipo de muro, pavimentação, cerca; 
- demais características sociais e urbanísticas. 
 
 
1.4.1.4 Análise do Solo 
 
 
A Análise do Solo é necessária para averiguar a real importância de calcário 
e fertilizantes, relacionado às espécies que serão cultivadas na área, 
proporcionando informações a respeito do pH, de nutrientes e da granulometria 
desse solo. 
Essa análise proporcionará a recomendação mais relevante de corretivo e 
de fertilizante, considerando-se a idade da planta, o espaçamento, o ciclo vegetativo 
e as exigências nutricionais de cada espécie ou variedade. 
 
1.4.1.5 Levantamento Climático 
 
A distribuição da vegetação no globo terrestre acontece de acordo com a 
zona climática: temperada, tropical e subtropical, podendo, até então, ser 
influenciada pela altitude do local. O clima possui grande relevância na escolha das 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 34 
espécies a serem utilizadas na formação do jardim, sendo resultante da ação 
conjunta dos elementos: temperatura, luz e insolação, pluviosidade, umidade e 
ventos. 
 
 
1.4.1.5.1 Temperatura 
 
 
É o componente climático de maior influência sobre as plantas, 
principalmente sobre o crescimento vegetativo, a floração e a frutificação. Cada 
espécie ou variedade expõe desenvolvimento ótimo dentro de específicas faixas de 
temperatura, sendo, assim, classificada como: 
- Tropical: espécie oriunda de clima quente, sendo intolerante ao frio. 
Precisa de temperaturas médias anuais entre 22ºC e 30°C; 
- Subtropical: planta oriunda de clima ameno. Desenvolve-se melhor sob 
temperaturas médias anuais entre 15ºC e 22°C e em locais onde não ocasionam 
geadas; 
- Temperada: planta oriunda de regiões frias. Desenvolve-se melhor sob 
temperaturas médias anuais entre 5ºC e 15°C, permanecendo vivas em locais de 
ocorrência de geadas durante o inverno. 
 
 
1.4.1.5.2 Umidade 
 
 
A umidade do ar influencia na transpiração da planta, à medida que a 
umidade do solo estabelece a absorção de água e de nutrientes pelos vegetais. Há 
uma grande variedade de espécies em termos de exigência de umidade do solo, 
desde aquelas oriundas de regiões desérticas (cactos) até as que se desenvolvem 
bem em terrenos mais úmidos (copo-de-leite- Zantedeschia aethiopica, papiro-
Cyperus giganteus, etc.); 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 35 
1.4.1.5.3 Ventos 
 
Para escolha e distribuição das espécies no jardim, devem ser consideradas 
a presença dos ventos, sua frequência, direção e intensidade, pois podem acarretar 
fendilhamento e quebra de ramos, queda e rasgadura de folhas e flores (alta 
velocidade), aumento da taxa de evapotranspiração, secamento do solo e 
dessecamento nas plantas (vento quente e seco), prejudicar a formação de 
brotações e provocar a desidratação e a queima de folhas (ventos frios). Isto pode 
ser diminuído com o plantio de quebra-ventos e tutoramento das plantas. 
 
 
1.4.1.5.4 Anteprojeto 
 
 
Com todos esses levantamentos preliminares em mãos, o paisagista terá 
fundamento suficiente para a elaboração do anteprojeto, que baseia na 
apresentação das distribuições dos elementos vegetais e arquitetônicos na área a 
ser ajardinada, em escala adequada, sob a forma de desenhos e cortes 
esquemáticos. Os passos essenciais a serem seguidos no desenvolvimento do 
anteprojeto são os seguintes: 
1. Caracterização e estabelecimento das ligações do jardim; 
2. Caracterização das entradas; 
3. Estabelecimento do sistema de circulação no jardim e elementos que o 
constitui; 
4. Marcação das áreas reservada às massas de vegetação no jardim; 
5. Previsão dos locais das obras de arte e construções. 
Dessa forma, no anteprojeto estarão definidos os seguintes itens: 
 
 
1.4.1.5.5 Distribuição Espacial 
 
 
 
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 36 
Para Dorneles (2010) a distribuição espacial baseia-se em dividir a área total 
em espaços menores de acordo com cada tipo de uso, formando vários ambientes 
estrategicamente localizados, conforme os seguintes tipos de lazer: 
1. LAZER CONTEMPLATIVO: são área que possibilitam admiração à visão, 
isolando alguns ambientes para se obter o máximo de silêncio. Além desse sentido, 
devem-se possibilitar também os sentidos do olfato e do tato. Este é o tipo de lazer 
que irá impor aos usuários o respeito pelo uso, minimizando as depredações, além 
de propiciar uma agradável sensação de repouso mental, de bem-estar e de paz 
interior, amenizando as tensões, as ansiedades, as angústias e a violência; 
2. LAZER RECREATIVO: é uma forma de lazer que faz uso da terapia ocupacional 
de crianças, de adultos e de idosos. As áreas reservadas a esse tipo de lazer devem 
estar estrategicamente localizadas, de modo a não interferir nas demais áreas de 
lazer. Para as crianças, são incluídos playgrounds, parquinhos de diversão, etc., a 
medida que para os idosos podem existir mesas e bancos fixos para jogos de 
xadrez, dominó, baralho, etc. Esses ambientes também propiciam a integração 
social dos usuários; 
3. LAZER ESPORTIVO: proporciona vários benefícios aos frequentadores no que 
se refere à saúde física e mental. Como há uma infinidade de esportes e cada qual 
precisa de um espaço específico, não é difícil introduzir áreas destinadas ao lazer 
esportivo em um projeto, como por exemplo, campos de futebol, quadras 
poliesportivas, pistas de cooper, áreas para ginástica, piscinas, etc.; 
4. LAZER CULTURAL: refere-se às áreas planejadas para a realização das várias 
manifestações culturais, englobando tanto profissionais como amadores, tais como 
artistas, poetas, cantores, compositores, músicos, etc. Estas áreas podem ser 
anfiteatros, teatros de arena, coretos, etc.; 
5. LAZER AQUISITIVO: é uma forma recente de lazer, ligado ao prazer, à 
recompensa psicológica positiva que se tem quando da aquisição de certos 
elementos, isto é, quanto ao poder de compra, o orgulho e o conforto que se tem 
quando se pode adquirir algo com o dinheiro fruto do próprio trabalho e esforço. Este 
lazer aquisitivo encontra-se divido em dois, que são: 
- LAZER AQUISITIVO GASTRONÔMICO: representado pelas áreas planejadas no 
projeto para restaurantes, locais para carrinhos de sorvetes, de pipoca, lanchonetes, 
trailers de sanduíches, de lanches e de comidas típicas; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 37 
- LAZER AQUISITIVO PESSOAL: representado pelas áreas, equipamentos ou 
edificações, nos quais os usuários podem adquirir objetos de uso pessoal ou 
doméstico, tais como áreas de feiras de artesanato, mini shoppings, entre outros.1.4.1.5.6 Elementos Naturais 
 
 
FIGURA 11 
 
FONTE: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
Devem-se conservar os elementos naturais já existentes na área a ser 
ajardinada, aproveitando-os e incorporando-os ao projeto. Esses elementos são: 
- Formações rochosas: nunca devem ser dinamitadas sem uma avaliação 
realizada anteriormente de geólogos, paleontólogos ou arqueólogos; 
- Flora nativa: não deve ser retirada, principalmente quando se trata de árvores 
centenárias ou mesmo aquelas com significado sentimental aos usuários do jardim; 
- Edificações já incorporadas ao patrimônio histórico: ainda que não tenham 
sido oficialmente tombadas, devem ser mantidas. 
- Recursos hídricos: rios, nascentes, córregos, lagos, riachos, represas e 
cachoeiras, devendo-se, inclusive, planejar o jardim de maneira a preservar e 
proteger estas áreas; 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 38 
1.4.1.5.7 Parte Hidráulica e Elétrica 
 
 
Estamos falando tanto da água essencial à irrigação das plantas, como a 
água potável, de destinação do esgoto, das fontes e espelhos d’água, que devem 
ser esboçadas. Já a parte elétrica, que também deve estar esboçada no anteprojeto, 
remete-se à iluminação baixa e alta, aos pontos de tomada, de interruptores e 
demais itens apresentados. 
 
 
1.4.1.5.8 Análise do Anteprojeto 
 
 
Concluindo o anteprojeto, esse deve ser analisado minuciosamente, em 
conjunto com os outros profissionais envolvidos na construção (eletricista, hidráulico, 
botânico, engenheiros), para somente depois ser apresentado ao proprietário do 
jardim, a fim de que seja finalmente aprovado. 
 
 
1.4.2 Projeto Definitivo ou Executivo 
 
 
É a etapa da apresentação dos desenhos, dos cortes, do detalhamento e 
dos memoriais desenvolvidos baseados no anteprojeto aprovado. É constituído por 
várias pranchas, desenvolvidas de acordo com as necessidades da área trabalhada. 
Deve ser claro e objetivo para reproduzir no campo, com toda a fidedignidade, o que 
foi projetado no papel, por qualquer profissional da área. Esse projeto constitui o 
mínimo, da planta executiva de arquitetura e de engenharia civil, do projeto botânico, 
do memorial descritivo e da proposta de serviço, os quais serão descritos a seguir. 
 
 
1.4.2.1 Planta Executiva de Arquitetura e de Engenharia Civil 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 39 
 
É apresentação de uma ou várias pranchas com ilustrações claras dos 
elementos arquitetônicos e construtivos, incluindo cotas e medidas que 
encaminharão a locação dos canteiros, dos equipamentos, das edificações e do 
sistema de circulação. As edificações estarão representadas e detalhadas em 
pranchas a parte. 
O desenho técnico consta da apresentação de uma ou várias pranchas 
contendo os cálculos matemáticos para a execução planejada pela arquitetura. São 
precisos todos os itens que se referem às fundações, às estruturas e às coberturas 
das edificações e demais construções. Por meio dessas pranchas, o engenheiro da 
obra encaminhará a execução e o dimensionamento das ferragens e da 
concretagem. 
 
 
1.4.2.2 Projeto Botânico 
 
 
Para (PIRES, 2008) o Projeto Paisagístico é que o toque final à obra, 
complementando-a com a vegetação e os demais elementos arquitetônicos 
paisagísticos. Remete-se à prancha demonstrando e locando cada um desses 
elementos, de forma a produzir um ambiente harmônico e belo. 
O Projeto botânico (pranchas) consta de desenhos, representados em folhas 
de papel adequado, com a locação das espécies vegetais necessariamente 
identificadas, representadas em escala devida e simbolizadas em seu tamanho 
adulto. Deve expor também uma legenda constando os nomes científicos e comuns 
das plantas e o carimbo (Tabela 1), em que estarão o nome do cliente; o endereço 
do local de execução; o tipo do projeto; o nome e CREA do projetista; a escala 
utilizada; a área (m2) a ser ajardinada e a data de realização do projeto (PIRES, 
2008). 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 40 
TABELA 1 – MODELO DE CARIMBO PARA O PROJETO BOTÂNICO DE UM 
PROJETO PAISAGÍSTICO 
 
Fonte: O autor. 
 
 
O Memorial botânico remete-se à relação da quantidade e da qualidade das 
espécies vegetais a serem utilizadas no projeto, orientando no processo de 
aquisição e de distribuição das mudas no ato do plantio. Poderá ser realizado sob a 
forma de tabela (Anexo 4) ou sob a forma descritiva. Quando produzido sob a forma 
de tabela, essa poderá estar apresentada no Projeto Botânico, ou no Memorial 
(PIRES, 2008)l. 
Descritivo, de acordo com a maneira de trabalhar do paisagista. Dessa 
forma, quando elaborado sob a forma descritiva, essa apenas poderá ser 
apresentada no Memorial Descritivo. Segundo Pires (2008), o Memorial Botânico 
deve conter: 
- Área total ocupada pelo conjunto de cada espécie (no caso de canteiros, 
grupos); 
- Espaçamento de plantio da espécie; 
- Quantidade, porte (m), coloração das mudas e embalagem de 
comercialização; 
- Outras informações a respeito das mudas utilizadas no projeto, com o 
intuito de facilitar a compra e a identificação das plantas. 
- Nomes comuns e científicos das plantas planejadas; 
- Área (m2) ocupada por cada espécie. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 41 
1.4.2.3 Memorial Descritivo 
 
 
O Memorial Descritivo é um documento muito importante e que deve ser 
apresentado ao cliente, sendo eficiente no decorrer da execução e a manutenção do 
jardim. Constitui um texto explicativo com o intuito de ofertar uma ideia geral sobre a 
concepção do jardim. O que não for possível colocar sob a forma de desenhos, o 
paisagista deverá expor sob a forma descritiva nesse memorial (PIRES, 2008). 
O Refere-se então a um relatório incluindo a descrição das informações de 
ordem natural e social, bem como os detalhes técnicos dos materiais e dos vegetais 
usados. 
Deve ser claro e minucioso, de acordo com Pires (2008), deve conter: 
- Capa; 
- Cabeçalho: com os dados do carimbo das pranchas: Nome do cliente; Endereço do 
local de execução; Tipo do projeto; Nome e CREA do projetista; Escala utilizada e 
Data de realização do projeto. 
- Apresentação: relato do tipo de projeto e suas características, os problemas a 
serem resolvidos, os objetivos e justificativas do projetista. Os critérios usados para 
a elaboração do projeto também são mencionados, correlacionando o estilo, o 
ambiente (paisagem e clima), as necessidades e os anseios dos proprietários; 
- Caracterização da área: 
- Localização: endereço, cidade, estado, coordenadas geográficas; 
- Dimensões: área do terreno que será ajardinado; 
- Clima: definição das características climáticas do local de implantação do projeto; 
- Tipo de solo: definido a partir de análises químicas e físicas; 
- Características do terreno: referem-se, principalmente, à topografia, definida de 
acordo com o levantamento topográfico da área; 
- Outras características que o paisagista achar relevante. 
- Características vegetais: especificação da paisagem da região e das espécies 
vegetais existentes na área (quando for o caso), por análise do local ou com base 
em documentos, textos ou ainda informações verbais. Outros elementos existentes 
também deverão ser levantados e registrados; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 42 
- Informações sobre a construção de estruturas físicas: elaboradas por um 
profissional especializado, discriminando detalhes da construção da estrutura 
planejada, descrevendo com justificativas quando for relevante. A discriminação de 
materiais, bem como as instruções para a implantação, também devem ser 
apresentados neste memorial; 
- Memorial botânico ou Lista de espécies: esse item faz parte do Memorial Botânico, 
discriminando a lista e da caracterização das espécies usadas. Entretanto, esse 
memorial poderá ser apresentado na forma de tabela no Projeto Botânico, e não 
aqui no Memorial Descritivo; 
- Orçamentos e Cronograma de atividades: da mesma forma que o memorial 
botânico, astabelas dos orçamentos e o cronograma de atividades também poderão 
estar inseridas em anexo nesse documento; 
- Referências bibliográficas: material técnico utilizado para a elaboração do projeto 
poderá estar listado nesse Relatório. 
O Cronograma de Atividades informa a época e a sequência adequada de 
realização de cada etapa do projeto, assim como da fase de manutenção do jardim. 
É importante para o acompanhamento dos serviços e de desembolso dos recursos 
financeiros em tempo hábil, para que não atropele o bom andamento da obra 
(Tabela 2). 
 
 
TABELA 2 - CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES NO PROJETO 
PAISAGÍSTICO 
 
FONTE: O autor 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 43 
 
 
O Orçamento deve-se sempre analisar a viabilidade econômica do projeto, 
adaptando-o às condições econômicas de cada cliente. Poderá ser feito de forma 
resumida ou minuciosa. Cada quadro de orçamento será composto pelas operações 
e itens de despesa, tais como: 
A) Orçamento da vegetação: os cálculos podem ser acrescentados de uma 
porcentagem de 5% a 10%, prevendo os replantios por redução no transporte ou 
nos tratos de implantação (Tabela 3). 
 
 
TABELA 3 - ORÇAMENTO DAS ESPÉCIES VEGETAIS DO PROJETO 
PAISAGÍSTICO 
 
FONTE: O autor. 
 
B) Orçamento dos elementos arquitetônicos: poderá inserir uma coluna de 
considerações para eventuais anotações importantes para a aquisição do material 
correto (Tabela 4). 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 44 
 
TABELA 4 - ORÇAMENTO DOS ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS DO PROJETO 
PAISAGÍSTICO 
 
FONTE: O autor 
 
 
C) Orçamento dos insumos: no que se remete aos custos com os materiais e 
os produtos imprescindíveis à composição do jardim, tais como adubos orgânicos e 
minerais, corretivos do solo, terra preparada, defensivos, etc. (Tabela 5). 
 
 
TABELA 5 - ORÇAMENTO DE INSUMOS PARA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO 
PAISAGÍSTICO 
 
FONTE: O autor. 
D) Orçamento da mão de obra: ligados aos custos com as atividades 
realizadas por jardineiros, ajudantes, eletricistas, pedreiros e outros profissionais, 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 45 
simultaneamente com os custos do trabalho do paisagista, caso ele será 
responsável pela implantação do projeto (Tabela 6). 
 
 
TABELA 6 - ORÇAMENTO DA MÃO DE OBRA PARA IMPLANTAÇÃO DO 
PROJETO PAISAGÍSTICO 
 
 
FONTE: O autor. 
 
 
E) Honorários do paisagista: o valor pago ao paisagista pela elaboração do 
projeto será firmado considerando-se o grau de complexidade do trabalho; a partir 
disso, assegura-se a maneira de cobrança. O trabalho do paisagista exige um grau 
de conhecimento para que atinja, ao final, a qualidade desejada. Dessa forma, pode-
se chegar a esse valor de algumas maneiras: 
E.1. Percentagem do valor orçado: estabelece-se uma percentagem que 
modifica, em média, entre 10% e 20% sobre o valor de custo do projeto; 
E.2. Pela área do projeto: estabelece-se um preço por área a ser trabalhada 
(R$/m2). É mais fácil de aplicar nas situações em que o projetista é também o 
próprio executor da obra; 
E.3. Em função do tempo dedicado ou hora técnica: estipula-se preços que 
tenham como parâmetro o número de horas gastas para a elaboração do projeto, 
calculando-se quantos dias serão gastos na sua elaboração e multiplicando-se pelo 
valor de um dia de um profissional da área. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 46 
F) Orçamento total do projeto: constando o Resumo dos Custos, com a 
totalização por operações e dos demais itens (Tabela 7). 
 
 
TABELA 7 - ORÇAMENTO TOTAL DO PROJETO 
 
FONTE: O autor. 
 
 
1.5 DESENVOLVIMENTO DE ORÇAMENTO: CUSTOS X CLIENTE 
 
 
Os custos são todos os gastos executados na produção de um bem ou 
serviço e que serão incorporados em seguida ao preço dos produtos ou serviços 
prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de 
vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de prestação de 
serviços. 
Com critério na administração e redução de todos os custos envolvidos na 
compra, produção e venda de produtos ou serviços que constitui o negócio, indica 
que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar 
como ponto essencial a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o 
controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance 
de ganhar no resultado final do negócio. 
Os custos para abrir uma empresa de serviço de paisagismo devem ser 
estimados considerando-se os itens abaixo: 
1. Salários, comissões e encargos; 
2. Tributos, impostos, contribuições e taxas; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 47 
3. Aluguel, segurança; 
4. Água, luz, telefone e acesso a internet; 
5. Serviços de limpeza, higiene, manutenção e segurança; 
6. Assessoria contábil; 
7. Propaganda e publicidade da empresa; 
8. Aquisição de material de escritório. 
A estrutura de uma empresa de serviço de paisagismo deve dispor de uma 
área de atendimento e um agradável espaço para criação e desenvolvimento dos 
projetos, área de administração e banheiros. 
Se o empreendedor decidir oferecer serviços de realização dos projetos 
deverá considerar a importância de espaço para acomodação de equipamentos e 
ferramentas utilizadas nas obras. Nesse caso a área de administração geral adquire 
uma dimensão maior, em face da importância de gestão desses serviços. 
O empreendedor, em razão da característica de cada projeto, poderá 
contratar serviços de outros profissionais como engenheiros e arquitetos, podendo 
para isso realizar contratações basicamente para os serviços demandados. 
Para contratar colaboradores o empresário deverá enfatizar questões 
necessárias no atendimento aos clientes, tais como: cordialidade, equilíbrio 
emocional, capacidade de retratar as necessidades dos clientes, agilidade e 
presteza no atendimento. 
Conservar sempre a sua equipe atualizada participando cursos, ou por meio 
de treinamentos ofertados pelo próprio proprietário é uma boa estratégia de fixação 
da marca. 
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos 
Trabalhadores no Comércio, usando-a como balizadora dos salários e orientadora 
das relações trabalhistas, impedindo, assim, consequências inesperadas. 
São importantes os seguintes móveis e equipamentos: 
Mobiliário para a área administrativa? Escritório de Projetos: 
- Armário (1): R$ 700,00; 
- Cadeiras (8): R$ 960,00; 
- Conjunto de sofá (2): R$1.000,00; 
- Estante (1): R$ 1.200,00; 
- Frigobar (1): 700,00; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 48 
- Impressora (1): R$ 700,00; 
- Mesas (3): R$ 900,00; 
- Microcomputador completo (2): R$ 3.200,00; 
- Prancheta de desenho (1):R$ 800,00; 
- Softwares para projeto de paisagismo (1): R$ 10.000,00; 
- Telefone (2): R$ 100,00; 
- Total mobiliário: R$ 20.260,00. 
Equipamentos: 
- Veículo utilitário (1): R$ 30.000,00; 
- Total dos equipamentos: R$ 30.000,00. 
 
Caso o empreendedor resolva atuar na área de serviços de implantação de 
projetos, ele deverá disponibilizar orçamento dos materiais, ferramentas e 
equipamentos importantes para essa atividade. 
A gestão de estoques no varejo é a busca do constante equilíbrio entre a 
oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser metodicamente aferido por meio de, 
entre outros, os seguintes três necessários indicadores de desempenho: 
O giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital 
investido em estoques é recuperado por meio das vendas. Normalmente é medido 
em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado. 
Quanto maior for à frequência de entregas dos fornecedores, claramente em 
menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, da mesma forma chamado 
de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura 
dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em um específico 
momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que exista suprimento. Nível de 
serviço ao cliente: o indicadorde nível de serviço ao cliente para o ambiente do 
varejo de pronta entrega, ou seja, aquele segmento de negócio em que o cliente 
quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; apresenta o 
número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não 
haver a mercadoria em estoque ou não se poder realizar o serviço com êxito. 
Assim sendo, o estoque dos produtos deve ser mínimo, objetivando gerar o 
menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado 
levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 49 
produtos na sede da empresa. A empresa de serviço de paisagismo tem como 
intuito criar ambiente personalizado complementar ao projeto arquitetônico, tornando 
o ambiente mais agradável e bonito. Os projetos são desenvolvidos de acordo com a 
projeção do terreno, e deve se ajustar ao conceito do imóvel e as expectativas dos 
usuários. Para isso, será importante levar em conta o terreno e as plantas já 
existentes no local. 
Para a definição do mix de produtos a ser ofertado, o empresário deverá 
visitar concorrentes, ouvir constantemente seus clientes e ir realizando adaptações 
ao longo do tempo. 
Os processos produtivos de uma empresa de serviços de paisagismo são 
fragmentados em: 
Atendimento ao cliente: Responsável pelo primeiro contato com o cliente, 
basicamente se dá na visita à empresa ou por telefone e e-mail, ou no 
preenchimento de questionário na home page; 
Diagnóstico do serviço: O paisagista visita o local escolhido pelo cliente para 
fazer o estudo preliminar onde são realizados os levantamentos de todos os dados 
técnicos do ambiente, como luz, volumes, espaços, e identificar as expectativas e 
necessidades do cliente. Em seguida os primeiros contatos o paisagista vai realizar 
uma análise minuciosa do terreno em questão, estudando a topografia, orientação 
em relação ao sol, tipo de solo, vegetação existente, observação dos ruídos, ventos 
e análise das construções existentes no terreno. 
Com a coleta de todos esses itens, o paisagista estabelece o anteprojeto, 
em que são identificadas as espécies de plantas, troca de ideias e mudanças, se for 
importante. O anteprojeto é apresentado ao cliente por meio de plantas baixas e 
perspectivas para que o cliente visualize melhor a proposta, esclareça todas as 
dúvidas e solicite alterações, se for o caso. Em seguida a aprovação do anteprojeto 
pelo cliente, o paisagista ou outro profissional apresenta o orçamento com o custo 
minucioso do projeto e da execução. Depois de aprovado o orçamento e a maneira 
de pagamento, o paisagista parte para a definição de um programa mais detalhado, 
estabelecendo plano de massas de vegetação (arbustos, árvores de grande porte, 
forrações etc.) pontos de água para irrigação, jardineiras e respectivos pontos de 
luz, ralos e grelhas para o escoamento da água, bem como o acerto dos últimos 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 50 
detalhes. Todos estes itens têm muita necessidade e diferenciam um jardim bem 
planejado de outro feito de maneira improvisada. 
Execução do serviço: É a realização do serviço contratado, quando o 
paisagista orienta e realiza a marcação dos elementos construtivos, como caminhos, 
pisos, pergolados, que são em geral realizados pelo cliente. Em seguida, vem o 
plantio. Finalizado o plantio, o paisagista entrega o memorial com o nome de todas 
as espécies que fazem parte o jardim e respectivas considerações, orientando o 
cliente, e se for o caso, o jardineiro, quanto à irrigação, tratamento, adubação e 
poda. De maneira geral o paisagista dá manutenção nos primeiros 30 e 60 dias, 
tempo suficiente para se analisar se as espécies estão se adaptando ao novo 
ambiente. É uma forma de garantia, mas o profissional pode ainda fazer o replantio 
de algumas mudas. 
Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de 
empresas de serviço de paisagismo. Para uma produtividade apropriada, devem ser 
adquiridos sistemas que integrem as compras, as vendas e o financeiro. Os 
softwares propiciam o controle dos estoques, cadastro de clientes e fornecedores, 
serviço de mala-direta para clientes e potenciais clientes, cadastro de móveis e 
equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de 
pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa, etc. 
O canal de distribuição é a empresa mesmo de serviços de paisagismo. O 
desenvolvimento de um site na internet com divulgação dos serviços da empresa é 
uma alternativa de contato com o cliente muito necessário nos dias atuais e que 
pode ser um canal vigoroso de vendas, desde que possua uma boa estrutura, 
design adequado e boa divulgação. 
Investimento enfatiza todo o capital empregado para começar e viabilizar o 
negócio até o momento de sua autossustentação. Pode ser caracterizado como: 
- Equipamentos (carro): R$ 30.000,00; 
- Despesas de registro da empresa, taxas, honorários profissionais, etc. - R$ 
3.000,00; 
- Investimento fixo: compreende o capital empregado na compra de imóveis, 
equipamentos, móveis, utensílios, instalações, reformas etc.; 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 51 
- Investimentos pré-operacionais: são todos os gastos ou despesas 
adquiridos com projetos, pesquisa de mercado, registro da empresa, projeta de 
decoração, honorários profissionais e outros; 
- Capital de giro: é o capital essencial para suportar todos os gastos e 
despesas iniciais, geradas pela atividade produtiva da empresa. Destinam-se a 
providenciar as compras iniciais, pagamento de salários nos primeiros meses de 
funcionamento, impostos, taxas, honorários de contador, despesas de manutenção e 
outros. Para uma atividade de empresa de serviço de paisagismo o empreendedor 
deverá precisar de aproximadamente R$ 95.260,00 para fazer frente aos seguintes 
itens de investimento: 
- Capital de giro para sustentar o negócio nos primeiros meses de atividade: 
R$ 22.000,00. 
- Mobília para a área administrativa: R$ 20.260,00; 
- Construção e reforma de instalações: R$ 20.000,00; 
Para adicionar valor em serviço de paisagismo é importante desenvolver um 
processo de empatia e interpretação das expectativas do cliente, o que demanda 
percepção dos detalhes que fogem ao lugar comum, percepção do espaço, cores, 
luzes, e o desenvolvimento de soluções criativas. 
Muitos itens devem ser agregados ao negócio, tais como: 
- Garantia de execução dos serviços no prazo contratado; 
- Qualidade do serviço realizado; 
- Garantia da manutenção do serviço realizado; 
- Agendamento do horário de visita por meio de telefone, e-mail, ou 
questionário no site; 
Paisagismo é um serviço personalizado, porém, o que dá significado ao 
negócio é a noção do cliente em relação ao serviço realizado. Para isso é importante 
um atendimento de ótima qualidade e a customização de serviços adequados às 
expectativas e necessidades de cada cliente. Os projetos devem ser desenvolvidos 
única e geralmente para um determinado cliente. 
De grande importância seria a pesquisa junto aos concorrentes para 
conhecer os serviços que estão sendo adicionados e desenvolver opções 
específicas com o intuito de proporcionar ao cliente um produto diferenciado. Além 
do mais, conversar com os clientes atuais para identificar suas expectativas é muito 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 52 
necessário para o desenvolvimento de novos serviços ou produtos personalizados, o 
que amplia as alternativas de fidelizar os atuais clientes, além de conquistar novos. 
O empreendedor deve permanecer sempre atualizado com as novas 
tendências, novas técnicas, novos utensílios e produtos, por meio da leitura de 
colunas de jornais e revistas especializados, programas de televisão ou pela 
Internet. 
Os meios para divulgação de empresa de serviço de paisagismo variam de 
acordo com o porte e o público-alvo escolhido. Para um empreendimento de 
pequeno porte, pode serutilizada a distribuição de pequenos informativos junto aos 
clientes que buscam a empresa, divulgando as características de cada produto e 
facilidades do atendimento. Uma mídia de alcance muito eficiente, são os anúncios 
em jornais de bairro, revistas de jardinagem e arquitetura e propaganda em rádio. 
Para a divulgação o empreendedor deverá contar com um book, em que são 
apresentadas fotografias dos vários modelos e padrões de projetos. 
A divulgação por meio de site na internet deve ser considerada, pois o 
acesso de pessoas à rede cresce constantemente e em larga escala. O design da 
página, expondo serviços realizados, artigos com orientações e dicas, grande 
volume de fotografias, e exposições de projetos é ferramenta vigorosa de divulgação 
e vendas. 
Na proporção do interesse e das possibilidades, poderão ser utilizados 
anúncios em jornais de grande circulação, revistas e outdoor. Se for de vontade do 
empreendedor, um profissional de marketing e comunicação poderá ser contratado 
para desenvolver campanha específica. 
Algumas sugestões devem ser analisadas. 
- É necessário, para se tornar mais competitivo, dimensionar o conjunto de 
serviços que serão agregados; avaliar o custo-benefício desses serviços é 
importante para a sobrevivência do negócio, pois pode representar um elevado 
custo sem geração do mesmo volume de receitas. 
- Investir na qualidade global de atendimento ao cliente, isto é: qualidade do 
serviço, ambiente prazeroso, profissionais atenciosos, respeitosos e interessados 
pelo cliente, além de comodidades adicionais como é o caso de estacionamento. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 53 
- Buscar fidelizar a clientela com ações de pós-venda, como: remessa de 
cartões de aniversário, comunicação de novos serviços e novos produtos ofertados, 
contato telefônico lembrando eventos e promoções. 
- A presença do proprietário em tempo integral é essencial para o sucesso 
do empreendimento. 
- O empreendedor deve estar antenado com a evolução do setor, mas esse 
é um negócio que requer inovação e adaptação constantes, em face das novas 
tendências que aparecem diariamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO I 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 57 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
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CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
MÓDULO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
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MÓDULO II 
 
 
 
2 ADMINISTRAÇÃO DO EMPREENDIMENTO PAISAGÍSTICO 
 
 
2.1 TIPOS DE PROJETOS: HORIZONTAIS E VERTICAIS 
 
FIGURA 12 
 
FONTE: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 
Os projetos podem ser executados em disposição horizontal e vertical, 
sendo que projetos horizontais são projetos dispostos em um plano térreo, já um 
projeto vertical é disposto verticalmente como o próprio nome sugere, disposto em 
um plano sob determinada altura, como por exemplo, em prédios, edifícios, etc. Em 
geral, os projetos de paisagismo dispostos horizontalmente são mais executáveis e 
não muito comuns os verticais, pois, o próprio arquiteto na maioria das vezes são os 
responsáveis por construir estes. 
 
 
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2.1.1 Base técnica do projeto: levantamento e informações da área, condições 
meteorológicas do local, topografia, irrigação e drenagem 
 
 
A fim de que se tenha um paisagismo bem elaborado, deve-se partir para o 
planejamento paisagístico. Esse planejamento deve enfatizar, ainda, o espaço livre e 
de área verde existente no local em analise. 
O espaço livre é toda a área geográfica (solo ou água) que não é contida por 
edificações ou outras estruturas definitivas. A área verde é um tipo específico de 
espaço livre, ou seja, aquele coberto, contido predominantemente, por extrato 
vegetal. 
O vocábulo “área verde” aplica-se a diversos tipos de espaços urbanos que 
têm em comum: serem abertos (ao ar livre); serem acessíveis; serem relacionados 
com saúde e recreação. 
Consideram-se áreas verdes urbanas tanto áreas públicas, como privadas. 
Sendo, portanto, jardins, praças, parques, bosques, alamedas, balneários, 
campings, praças de esporte, playgrounds, playlots, cemitérios, aeroportos, 
corredores de linhas de transmissão, faixas de domínio de vias de transporte, 
margens de rios e lagos, áreas de lazer, ruas e avenidas arborizadas e/ou 
ajardinadas. 
Desde que devidamente tratados, também se incluem os depósitos 
abandonados de lixo, as áreas de tratamento de esgoto e outros espaços 
semelhantes. 
Há diversas classificações de áreas verdes: 
a) Jardins de representação: áreas ligadas à ornamentação sem finalidade 
recreacional e de menor importância do ponto de vista ecológico. São os jardins de 
prédios públicos, de igrejas, etc.; 
b) Jardins de vizinhança: áreas para recreação, que podem ter alguns 
equipamentos recreacionais (playgrounds), esportivos ou mesmo de lazer passivo 
(bancos). Sua área mínima é de 1.500 m2, ou de 5.000 m2 caso tenham 
 
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equipamentos esportivos. Devem distar, no máximo, 500 m das residências dos 
usuários; 
c) Parques de bairro: áreas com o mesmo objetivo que os parques de vizinhança, 
porém, com equipamentos que requerem maior espaço; sua área mínima é de 10 
ha, e devem distar, no máximo, 1.000 m das residências dos usuários; 
d) Parques distritais ou setoriais: têm a mesma finalidade que as duas categorias 
anteriores, mas sua área mínima é de 100 ha; 
e) Parques metropolitanos: áreas de obrigação extraurbana, com espaços de uso 
recreacional e de conservação; 
f) Unidades de conservação: áreas exclusivamente destinadas à conservação, 
podendo, por ventura, ter algum equipamento recreacional para uso pouco intensivo. 
Encaixam-se nesta categoria as áreas de recursos naturais, áreas de proteção 
ambiental, áreas de proteção de mananciais e áreas de proteção paisagística; 
g) Áreas verdes de acompanhamento viário: áreas sem traço conservacionista ou 
recreacional, tendo apenas função ornamental, mas podendo interagir no ambiente 
urbano. São os canteiros de avenidas, rotatórias, entre outros. 
Há ainda um espaço urbano, possivelmente o mais importante, não incluído 
nesta classificação, a Praça, local de encontro na cidade, vegetado ou não, 
comumente com área aproximada de 1,0 ha. Os parques de vizinhança são praças, 
mas as praças nem sempre são parques de vizinhança. 
O índice de área verde é o total de áreas verdes de um determinado local 
(m2) dividido pelo seu número de habitantes (m2/habitante), ou seja, é a relação 
entre a quantidade de área verde de uma cidade e sua respectiva população. 
Considera-se adequado um índice de 10 m2 a 13 m2 de área verde/habitante. Mais 
importante que o índice, entretanto, é a distribuição dessas áreas verdes e as suas 
características e as da região onde elas se inserem. 
As condições meteorológicas do local são de grande importância, 
principalmente para a escolha do tipo de vegetação a ser implantada no local, 
porque cada tipo de planta é tolerante ou não as condições climáticas como 
precipitação, temperaturas, umidade, ventos, geadas, etc. 
A vegetação, assim como a exposição ao sol e ao vento, são características 
que favorecem o comportamento térmico de espaços urbanos em relação ao clima 
local. Assim, as características morfológica e ambiental são as que determinam o 
 
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desempenho microclimático do recinto urbano. A quantidade de radiação solar que 
penetra nele, a área parcialmente sombreada, o fator de céu visível das fachadas 
dos edifícios que o delimitam e a sua orientação em relação ao sol e ao vento 
definem sua desempenho termoluminosa (MASCARÓ, 2002). 
As árvores, principalmente as de grande porte, acrescentam ao recinto 
urbano tanto mais capacidade térmica, quanto mais massa se inclui, aumentando 
sua inércia e provocando queda diurna das variações de temperatura (MASCARÓ, 
2002). 
O vento possui características positivas e negativas, assim como é 
responsável pela renovação do ar dos espaços externos e internos a uma 
edificação, pode trazer com ele, poeira e ruídos indesejáveis, assim como sua 
velocidade pode trazer desconforto aos usuários. Por meio de uma adequada 
proposta urbano-arquitetônica-paisagística torna-se possível amenizar estes efeitos, 
visto que a vegetação permite controlar a direção e a velocidade do vento. 
Dentre os fatores que determinam o desempenho da vegetação com relação 
à ventilação, destacam-se as características do local: permeabilidade e perfil do 
recinto, orientação com relação aos ventos predominantes, densidade da ocupação 
e gabarito das edificações. As características das espécies arbóreas como: porte, a 
forma, a permeabilidade, o período de desfolhamento e a idade, também são fatores 
determinantes de sua influência para as condições de ventilação de um local. 
(MASCARÓ, 2002) 
Segundo Mascaró (2002), são quatro os efeitos básicos da vegetação em 
relação ao vento: Canalização do Vento (corredor – largura menor que 2,5 vezes a 
altura média); Deflexão do vento (alteração na direção e velocidade do vento); 
Obstrução (bloqueio a passagem do vento – quebra-vento); e Filtragem (isolamento 
dos usuários no interior de espaços). 
O Projeto de Paisagismo tem como atribuição usufruir da topografia natural 
do terreno com a implantação de equipamentos adequados. A Terraplenagem, a 
Drenagem, a Iluminação e os demais elementos do Projeto de Paisagismo devem 
ser elaborados junto com os projetos similares do mesmo Empreendimento. 
A planta base para o Projeto de Paisagismo será a folha de Implantação. Os 
dados para a locação das unidades habitacionais, estacionamentos e sistema viário 
devem ser retiradas, isto é, recuos, estaqueamentos, eixos das vias e pontos de 
 
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locação das edificações, a fim que não se confundam com as da Implantação do 
projeto paisagístico. 
As informações salientadas neste projeto serão apenas aquelas pertinentes 
ao Projeto de Paisagismo, como pisos, vegetação, equipamentos de lazer, etc. Os 
restantes das informações devem servir como referência. 
A Folha de Plantio Deverá ser apresentada na escala mínima de 1:500, em 
folha A1 padrão. 
Utilizar as seguintes penas: 
- 0,2 para taludes, malha de coordenadas e curvas de nível. 
- 0,3 para calçadas, guias, estacionamentos. 
- 0,4 para arbustos e forrações. 
- 0,5 para edifícios e árvores. 
Na legenda utilizar as seguintes penas: 
- 0,2 para chave de plantio e linha de chamada. 
- 0,2 para as subsequentes informações: distância de plantio e quantidade de 
espécies. 
- 0,3 para a informação relacionada ao código das espécies. 
Com as cotas, se as formas de indicação citadas anteriormente (legenda de 
plantio e malha de coordenadas) não forem apropriadas, poderão ser utilizadas 
cotas para a locação da vegetação. Nesse último caso utilizar pena 0,2 para as 
linhas de chamada. 
A representação gráfica das espécies vegetais poderá ser realizada por 
meio de número ou símbolo gráfico. A copa da espécie arbórea aplicada deverá ser 
representada pelo seu diâmetro na fase adulta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FIGURA 13- REPRESENTAÇÃO DA VEGETAÇÃO. 
 
Fonte: O autor. 
 
 
As áreas com forrações serão aplicadas por meio de hachuras. 
A planta de locação deverá ser exposto na escala mínima de 1:500, em folha 
A1 padrão. Na planta de locação deverá mencionar toda a parte civil do Projeto 
Paisagístico e, desse modo não serão representadas árvores e arbustos, mas 
apenas as áreas gramadas. 
 
FIGURA 14 – OUTRAS REPRESENTAÇÕES, EM DESTAQUE CERCAS, 
GRAMADOS 
 
Fonte: O autor. 
 
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Nessa planta necessita serem locados os caminhos, as escadas e rampas, 
assim com todo o mobiliário urbano, como bancos, mesas e equipamentos de lazer, 
quadras e brinquedos infantis. 
Utilizar as subsequentes penas: 
- 0,2 para caminhos; 
- 0,2 para cotas de locação; 
- 0,2 para pavimentos (definir hachura e escala); 
- 0,4 para equipamentos; 
- 0,6 para mobiliário. 
As ampliações e os detalhes de projeto necessitam ser apresentados nas 
escalas adequadas com os detalhes que estão sendo representados em folha A1 
padrão. Serão ampliadas as Praças, os passeios do Sistema Viário, as Áreas de 
Preservação Permanente e elementos construtivos. Serão precisos os elementos 
projetados toda vez que se fizer necessário uma explicação sobre sua execução. 
 
 
FIGURA 15 – MODELO TOPOGRÁFICO DE UMA ÁREA INSERIDO O PROJETO 
PAISAGÍSTICO 
 
 
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Fonte: O autor. 
 
 
 
A irrigação de projetos paisagísticos vem aumentando basicamente no 
Brasil. Estima-se que o mercado brasileiro, entre produtos e serviços, seja 
anualmente da ordem de 3 milhões de dólares. Refere-se a um sistema de irrigação 
com algumas peculiaridades, com aplicações para irrigação de jardins em 
residências, praças e campos esportivos. No Brasil, estádios como Morumbi, 
Mineirão, Serra Dourada, Olímpico, etc. são irrigados com aspersores do tipo pop-up 
(escamoteáveis), com válvulas e painéis controladores. O custo do sistema de 
irrigação de um campo de futebol é da ordem de um dólar por metro quadrado, e 
para projetos de paisagismo bem desenvolvidos, o sistema custa em torno de 30 a 
50% do investimento executado no paisagismo. É necessário ressaltar que estes 
valores variam muito em função da quantidade de elementos, detalhes, taludes, etc. 
 
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EMISSORES: podem ser aspersores ou gotejadores. Os aspersores são 
munidos de mecanismo retrátil (pop-up) como enfatizado na figura ao lado. Uma 
mola é responsável por manter a haste e bocal do aspersor dentro do corpo 
enquanto não houver pressão na água. Os aspersores podem ser do tipo spray 
(estático) ou rotores (dinâmicos). O formato da haste é ligeiramente cônico para 
intencionalmente vazar água durante seu recolhimento, a fim de lavar a haste de 
possíveis impurezas. 
 
 
FIGURA 16 – EXEMPLO DE ASPERSOR DE IRRIGAÇÃO PARA PAISAGISMO. 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
Os SPRAYERS possuem bocais com ângulo variável, podendo irrigar 
círculos completos (360 graus) ou círculos parciais predefinidos como 270, 180, e 90 
graus. Há ainda os bocais com ângulo variável que podem ser ajustados no local, 
em arcos de 0 a 360 graus, conhecidos como bocais VAN (variable arc nozzle). Há 
ainda os bocais com padrão de molhamento bastante específico tais como 
retangulares, quadrados, faixa, etc. Esses bocais são muito empregados para 
irrigação de faixas estreitas, como canteiros centrais de avenidas. A redução do arco 
de molhamento dos aspersores não implica maior taxa de precipitação, pois a vazão 
é reduzida na mesma proporção do molhamento. A haste dos sprayers varia desde 
 
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4 até 12 polegadas de altura (10 a 30 cm). A rosca de entrada dos sprayers é de ½ 
polegada. 
Os sprayers têm alcance de 1 a 5.4 metros em geral e o ângulo de trajetória 
do jato varia de 0 a 26 graus (inclinação do jato em relação à horizontal). 
A tabela a seguir apresenta dados de desempenho do bocal 15 VAN 
fabricado pela Rain Bird, com pressão de serviço, alcance (raio), vazão e taxa de 
precipitação. 
 
TABELA 8 – DESEMPENHO DO BOCAL 15 VAN 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
Também,são usados aspersores de impacto escamoteáveis ou aspersores 
do tipo agrícola, porém com mecanismo de retração para ficarem abrigados dentro 
do corpo do aspersor como mostrado na Figura 11 ao lado. Também possuem arco 
variável (aspersores setoriais), e como não dispõem de engrenagens, são bastante 
apropriados para irrigação com água de qualidade inferior. 
 
 
 
 
 
 
 
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FIGURA 17 - ASPERSORES DE IMPACTO ESCAMOTEÁVEIS. 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
Além de aspersores, a irrigação de paisagismo também emprega emissores 
do tipo gotejadores e microaspersores, tais como os modelos apresentados na 
Figura 12. 
 
FIGURA 18 – GOTEJADORES 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
 
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Apesar de aspersores e rotores pequenos, gotejadores e microaspersores, a 
irrigação de projetos paisagísticos e campos esportivos também emprega 
aspersores rotores de grande porte, quando se trata de campos de golfe. Nessa 
situação cada aspersor pode possuir em seu corpo uma válvula solenoide eficaz ao 
controlar seu funcionamento. 
O dimensionamento para campos esportivos é muito preciso. Em geral, a 
lâmina de água aplicada numa área específica não varia mais que 10%. Por isso, 
aplica-se um índice nomeado como coeficiente de aplicação (Schedule coefficient), 
estabelecido como a taxa de aplicação máxima na área, dividida pela taxa média. 
Seu valor não deve ser superior a 1,10. 
 
 
FIGURA 19 - ASPERSORES ROTORES 
 
Fonte: O autor. 
 
A irrigação de projetos paisagísticos é realizada de tal modo que funciona 
por partes, ou seja, um setor de cada vez. Nesse caso, a tubulação hidráulica é 
distribuída como o projeto funciona setorizado. A fim de que a água seja controlada, 
ou seja, dirija-se somente para um setor do projeto, são utilizadas válvulas 
hidráulicas acionadas por solenoides elétricos. À medida que uma está aberta as 
demais estão fechadas. 
 
 
 
 
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FIGURA 20– VÁLVULA HIDRÁULICA 
 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
Essas válvulas têm diâmetro desde 1/2 até 3 polegadas como apresentada 
na figura ao lado. Seu funcionamento é simples: o êmbolo de um solenoide é 
acionado por uma corrente elétrica, deslocando-se para cima ou para baixo 
compatível à presença ou não de corrente elétrica, geralmente, alternada, em 24 
volts. Esse mecanismo deixa ou não vazar para dentro da tubulação à frente, a água 
que situava na parte superior de um diafragma de borracha. A presença de água no 
compartimento superior empurra o diafragma para baixo e isto faz com que a válvula 
se feche. A água entra no compartimento superior originada da parte anterior à 
válvula, passando por meio de um canalículo de poucos milímetros de diâmetro. De 
acordo com o diafragma sobe ou desce, há passagem de água ou não. Algumas 
possuem mecanismos de controle de pressão e/ou de vazão. O funcionamento das 
válvulas é geralmente acionado por um painel controlador, responsável por viabilizar 
a energia (24VAC) para acionar o solenoide. 
Atualmente, em projetos de grande porte é muito comum o uso do painel 
controlador que é basicamente um “timer”. Conforme o horário aciona uma das 
válvulas e a deixa funcionando por um período de tempo conforme programado. Em 
seguida, aciona a segunda válvula, a terceira e aí por diante. Há muitos modelos. 
Alguns possuem mais programas; ou seja, diferentes sequências de tempo de 
irrigação podem ser alocadas. Outros possuem a capacidade de sobrepor 
programas (mais de um programa funcionando simultaneamente). Além de 
determinar o tempo de funcionamento por válvula, o controlador possui uma função 
denominada como balanço hídrico, onde através de uma tecla, é possível variar o 
 
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tempo de irrigação de 0 a 200% do tempo predeterminado (0 a duas vezes o tempo 
preestabelecido). 
Os controladores possuem também uma tecla onde é permitido o 
acionamento manual do programa ou de uma válvula adequada. Aos controladores 
da mesma forma podem ser conectados sensores, como de umidade e de chuva. O 
sensor de chuva é o mais utilizado e seu funcionamento é simples: um coletor é 
preenchido com a água de chuva e dependendo da quantidade, fecha-se um circuito 
que envia um sinal elétrico para o controlador, interrompendo a irrigação. É 
importante enfatizar que vários controladores podem ser ligados a um controlador 
central. Essa situação ocorre em grandes projetos como campos de golfe e irrigação 
de grandes praças. 
 
 
FIGURA 21 – PAINEL CONTROLADOR DE IRRIGAÇÃO. 
 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
A montagem do controlador das válvulas é basicamente uma tarefa para 
eletricista, porém simples de ser executada. A Figura 16 a seguir serve como base 
para este trabalho. 
 
 
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FIGURA 22 – ESQUEMA DE MONTAGEM DO CONTROLADOR DE VÁLVULAS DE 
IRRIGAÇÃO 
 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
Os procedimentos para dimensionamento de um sistema seguem 
principalmente a subseqüente ordem: 
- Investigação da área a ser irrigada; 
- determinação das áreas por demanda hídrica (hidrozonas); 
- alocação dos emissores; 
- segmentação dos setores; 
- cálculos hidráulicos de tubulação; 
- dimensionamento das válvulas e controlador; 
- listagem de materiais e orçamento; 
- apresentação de leiautes e detalhes. 
Algumas regras são de grande importância tais como: 
- dentro de um mesmo setor a taxa de precipitação deve ser única; 
- a saída dos setores deve ser a mais uniforme possível para evitar que a 
motobomba tenha condições muito diferentes de funcionamento ao modificar um 
setor para outro. 
 
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Logo são escolhidos os emissores. É importante neste caso dispor de uma 
tabela com os padrões de molhamento, vazão e os alcances de cada 
aspersor/emissor. Os aspersores serão reservados na área e os tipos podem ser 
vários. Sendo assim, sugere-se construir uma tabela como no exemplo a seguir: 
 
 
TABELA 9 – PADRÕES PARA MONITORAMENTO DA IRRIGAÇÃO 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
O seguinte passo é separar a área em setores. Prepara-se então uma 
síntese dos dados para cada setor, conforme exemplo mostrado na tabela a seguir. 
Os aspersores devem ser arranjados também em setores. A vazão/saída de um 
setor para o outro deve variar o menor possível e dentro de um mesmo setor a 
precipitação deve ser a mesma. Veja exemplo na tabela abaixo. 
 
 
TABELA 10 – DIVISÃO DE SETORES DE IRRIGAÇÃO 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
Finalmente, calcula-se o tempo de irrigação por setor. Considerando uma 
lâmina bruta de 3 a 5 mm/dia, em geral, o tempo por setor pode ser calculado 
dividindo-se a lâmina bruta pela precipitação. Em seguida prepara-se uma tabela 
com o tempo de funcionamento por setor. 
 
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A velocidade máxima na tubulação não deve ultrapassar a 2.0 m/s. 
Velocidades acima deste limite provocam grandes perdas de pressão e fazem a 
tubulação vibrar, o que provoca desgaste nas conexões, possíveis vazamentos e 
menor vida útil. O diâmetro pode ser estimado por meio da seguinte equação: 
D (mm) > 0.42 Q1/2 onde Q é a vazão em litros por hora. 
Por exemplo, para uma vazão de 1530 l/h, temos: 
D(mm) > 16.4 mm 
Os diâmetros comerciais são disponibilizados em tubos marrons (prediais) 
que são soldáveis (cola) ou em cor azul (para irrigação), porém de diâmetros 
maiores. Para irrigação de paisagismo e campos esportivos, os modelos mais 
usados para pequenos diâmetros são os marrons, que suportam pressão de 
operação de até 75 mca (metros de coluna de água). Os tubos disponíveis na linha 
irrigação (cor azul) para diâmetros pequenos suportam em geral apenas 40 mca. Em 
geral, entre tubos de cor azul ou marrom, os mais empregados são: 
 
 
TABELA 11 – DIÂMETROS NOMINAIS COM RESPECTIVAS PRESSÕES (MCA) 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
O cálculo da tubulação hidráulica é feito trecho por trecho, pois à medida 
que a tubulação passa porum emissor, a vazão cai e o diâmetro a partir daí pode 
ser de tamanho menor. O critério empregado para decidir qual diâmetro empregar é 
o da velocidade, ou seja, a velocidade no tubo não deve ser superior a 2.0 m/s. É 
 
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preciso calcular também a perda de pressão que ocorre ao longo de cada trecho, 
com objetivo de determinar qual pressão deve existir no início da tubulação. Tal 
pressão deve ser tal que supere a pressão exigida pelo emissor para seu 
funcionamento, os desníveis do terreno e também a perda de pressão no trecho. Em 
geral, para facilitar os cálculos, são empregadas planilhas eletrônicas ou tabelas de 
perdas de carga. A equação abaixo também se adapta bem para os cálculos de 
perda de carga em tubos PVC: 
Perda (mca) = 0,47 L Q1,75/ D4,75 
Onde L é o comprimento do tubo em metros, Q a vazão (l/h) e D o diâmetro 
interno (mm). 
Por exemplo, a vazão de 3000 l/h num tubo de 1 polegada (27.8mm de 
diâmetro interno) e com comprimento de 20 metros teria a seguinte perda de carga: 
Perda = 0,47 . 20 . (3000)1,75/ (27.8) 4,75 
Perda = 1.58 mca 
A área irrigada pode então ser dividida em circuitos, que são listados com 
seus respectivos comprimentos e vazões trecho a trecho. A partir daí podemos 
calcular a perda de carga e selecionar os diâmetros de cada trecho. Em geral, 
coloca-se uma válvula para cada circuito (setor). O diâmetro das válvulas é 
escolhido conforme a vazão de cada circuito. Para isso, é preciso conhecer a 
capacidade de cada tipo de válvula. Algumas possuem também mecanismo de autor 
regulagem da pressão, característica que pode ser interessante em alguns projetos 
sobre terrenos irregulares para uniformizar a distribuição de água. Na tabela a seguir 
são apresentadas as características operacionais de válvulas fabricadas pela Rain 
Bird. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TABELA 12 – PERDA DE CARGA 
 
Fonte: Lima (2000). 
 
 
Como explicado anteriormente, os controladores podem oferecer várias 
características ligadas à programação da irrigação. Entretanto, como a água 
fornecida pelas concessionárias não dispõe de pressão suficiente, os controladores 
devem ser instalados de modo que no terminal da válvula principal (main valve) seja 
conectada a chave seccionadora da motobomba. Essa válvula principal é acionada 
assim que a irrigação inicia na válvula de número 1 e só é desligada quando termina 
a irrigação na última válvula. 
O conjunto motobomba pode ser escolhido através de tabelas ou softwares. 
Para selecionar a bomba, é preciso conhecer a vazão do projeto e a pressão 
necessária na saída da bomba. A pressão será aquela capaz de vencer os 
desníveis, as perdas de carga e superar a pressão de operação do emissor. A 
potência do motor da bomba pode até ser calculada, mas é importante lembrar que 
com uma mesma potência pode-se obter diferentes bombas, com características 
distintas. Por exemplo, umas fornecem baixa vazão com alta pressão enquanto 
outras fornecem alta vazão com baixa pressão. 
 
 
 
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2.2 TÉCNICAS AGRONÔMICAS DE RECOMENDAÇÃO E USO DE 
FERTILIZANTES E SUBSTRATOS 
 
 
A maioria dos solos utilizados para a floricultura, no estado Brasil, apresenta 
acidez elevada e deficiência generalizada de nutrientes, justificando o uso intensivo 
de corretivos e fertilizantes, especialmente quando se considera a produção de 
flores para corte. As sugestões de adubação, apresentadas a seguir, são adequadas 
para substratos na produção de mudas em canteiros ou em vasos, para cultivos 
feitos diretamente no campo ou em áreas protegidas (telados ou estufas) de 
espécies como: cravo, crisântemo, gladíolo e rosas, bem como para formação de 
canteiros ou covas de plantas ornamentais arbóreas ou arbustivas. 
Os itens a seguir para recomendação de uso de corretivos e fertilizantes 
para cravo, crisântemo, gladíolo e rosas, formação de canteiros e plantas 
ornamentais arbóreas ou arbustivas serão de acordo com Ribeiro, Guimarães e 
Alvarez (1999). 
 
2.2.1 Produção de Mudas 
 
FIGURA 22 
 
FONTE: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
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Em se tratando de substratos para produção de mudas em covas, em vaso 
ou em canteiros, os corretivos e os adubos devem ser incorporados 
homogeneamente a todo o volume de solo ou substrato. Especialmente no caso de 
adubos orgânicos e fosfatados, as doses utilizadas são, normalmente, bem maiores 
do que aquelas recomendadas para aplicações localizadas, como, por exemplo, no 
sulco de plantio de culturas extensivas. 
Considerando a camada de 0 a 20 cm de profundidade, 1 ha contém 2.000 
m3 de solo. Com base nesta relação, podem-se converter as recomendações feitas 
por hectare para cada m3 de substrato ou para cada m2 de canteiro (0,2 m3 de 
substrato). 
Dispondo da análise de solo, recomenda-se calcular a calagem (método do 
Al3+ e do Ca2+ + Mg2+ ou da saturação por bases) e fazer a sua conversão (1 t/ha = 
0,5 kg/m3 de calcário, PRNT = 100 %). 
A adubação orgânica, dependendo de sua qualidade, pode ser feita, 
tomando por base a dose de 100 a 500 m3/ha de material orgânico aplicado a lanço 
e, posteriormente, incorporado ao solo. Essa quantidade corresponde a 50 a 250 
L/m3 de solo no preparo de substratos. 
A adubação N-P-K inicial pode ser feita adicionando-se 50 g/m3 de 
nitrogênio (250 g de sulfato de amônio), e as doses de fósforo e de potássio podem 
ser calculadas tendo como base 1,0 e 0,15 kg/m3 de P2O5 e de K2O, ou seja, 5 e 
0,25 kg/m3 de superfosfato simples e de cloreto de potássio, respectivamente. 
A adubação nitrogenada e, algumas vezes, a adubação potássica podem ser 
repetidas periodicamente, em cobertura, de acordo com as necessidades das 
plantas, podendo os adubos serem aplicados dissolvidos em água. 
 
 
2.2.2 Cravo 
 
Produtividade mínima esperada: 20 dz/m2 (com ciclo de 6 até 12 meses, 
com cultivo em áreas protegidas). 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 80 
Espaçamento: Canteiros: 100-120 cm largura e comprimento de até 50 m., 
com corredores entre canteiros de 50 cm. 
Densidade de Plantio: 64 (12,5 x 12,5 cm) plantas/m2 a 33 (20 x 15 cm) 
plantas/m2. Ciclo de cultura: Conforme sistema de produção, podendo ser: 
a) 6 a 12 meses. 
b) 24 meses. 
c) 36 meses. 
Calagem: Aplicar calcário de forma a elevar a saturação por bases a 70 % 
ou na quantidade indicada pelo critério do Al3+ e do Ca2+ + Mg2+, levando em 
consideração o valor de Y, variável em função da capacidade tampão da acidez do 
solo, X = 3 e mt = 5 %. 
Antes de serem feitos os canteiros, distribuir e incorporar o calcário, na 
quantidade indicada pela análise do solo, no mínimo um mês antes do plantio, 
usando, de preferência, calcário dolomítico ou magnesiano. 
 
 
 
2.2.2.1 Adubação de plantio 
 
 
 
 
 
– Se o sistema de produção utilizar as plantas por mais de dois anos, pode-
se usar farinha de ossos como fonte de fosfato, não mais que 180-200 g/m2. 
– Se a água de irrigação contiver muitos sais, especialmente cloro, não 
devem ser aplicados, seguidamente, fertilizantes que contenham cloro. 
– Caso haja deficiência de boro nos solos da região, aplicar, no canteiro, de 
1 a 2 g/m2 de bórax. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 81 
– Junto com a adubação química deve ser feita a adição de 10 L/m2 de 
matéria orgânica, antes do plantio. 
Adubação de manutenção: 
– Deve ser iniciada de três a quatro semanas após o plantio e mantida até 
oito semanas do final do ciclo. 
– N - Aplicar sulfato de amônio, alternado com nitrato de cálcio, 20 g/m2, a 
cada três semanas. 
– K2O - Aplicar cloreto de potássio alternado com sulfato de potássio, 20 
g/m2, também a cada três semanas. 
 
 
2.2.3 Crisântemo para corte de Inflorescências 
 
 
Espaçamento: 0,15 x 0,15 m ou 0,20 x 0,20 m em canteiros de 1,20 m de 
largura por 0,20 m de espessura. 
Ciclo: 90 a 140 dias, dependendo da variedade. 
Calagem:Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70 %, quando 
o valor indicado pela análise de solo for menor que 60 %, ou aplicar calcário na 
quantidade indicada pelo critério do Al3+ e do Ca2+ + Mg2+, levando em consideração 
o valor de Y variável em função da capacidade tampão da acidez do solo, X = 3 e mt 
= 5 %. 
Antes do plantio das mudas (30 dias), distribuir e incorporar o calcário, na 
quantidade indicada pela análise de solo, de preferência, calcário dolomítico ou 
magnesiano. 
Adubação mineral: 
Plantio: O plantio do crisântemo pode ser feito; 
Situação A: Diretamente no solo, em canteiros, dentro ou fora de estufas; 
Situação B: Em substrato, que serão utilizados em canteiros ou em vasos, 
geralmente em estufas. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 82 
 
 
– A adubação mineral de plantio deve ser aplicada uma semana antes da 
execução do mesmo. 
– Nitrogênio: Deve ser fornecido, preferencialmente, na forma de sulfato de 
amônio. 
– Fósforo: Devem ser utilizados fertilizantes fosfatados com alta solubilidade 
em água, preferencialmente superfosfato simples. 
– Potássio: Também se pode considerar o critério de elevar a concentração 
de potássio disponível para 150 mg/dm3 (para elevar em 1 mg/dm3 o teor de K, 
devem-se adicionar 2,0 g/m3 de KCl no substrato). 
Cobertura: 
– Na adubação durante o ciclo, tanto em cultivos em casa de vegetação 
como em canteiros, é muito comum a aplicação da fertilização junto à água de 
irrigação (Fertirrigação). Nesse caso, a fertilização é aplicada toda vez que a planta 
é irrigada com uma solução contendo: 
 
 
– A aplicação desta solução é importante nas primeiras sete semanas de 
cultivo, visto que aplicações posteriores de nitrogênio e potássio, não serão capazes 
de recuperar a qualidade das inflorescências. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 83 
– A partir da 7ª semana até o final do ciclo, pode ser aplicada a solução 
contendo a metade da concentração recomendada na fase anterior, ou seja: 
 
 
 
 
 
2.2.4 Gladíolo 
 
 
Opções de espaçamento: 
 
Ciclo: 
- Ciclo de floração: 65 a 80 dias 
- Ciclo de bulbificação: 100-120 dias 
Calagem: Aplicar calcário de forma a elevar a saturação por bases a 70% ou 
na quantidade indicada pelo critério do Al3+ e do Ca2+ + Mg2+, levando em 
consideração o valor de Y, variável em função da capacidade tampão da acidez do 
solo, X = 3 e mt = 5 %. 
Antes de serem feitos os canteiros, distribuir e incorporar o calcário, na 
quantidade indicada pela análise do solo, no mínimo um mês antes do plantio, 
usando, de preferência, calcário dolomítico ou magnesiano. 
Adubação Mineral: 
Adubação mineral para uma população de 240.000 plantas/ha: 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 84 
 
 
2.2.5 Roseiras 
 
 
Espaçamento: As roseiras podem ser cultivadas em uma ou até em quatro 
fileiras de plantas, com espaçamento de 25 a 30 cm entre estas na fileira com 
corredores de 80 cm entre fileiras, de forma a obter de 60.000 a 70.000 plantas/ha (6 
a 7 plantas/m2). 
Calagem: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70 %, quando 
o resultado da análise indicar valores menores que 60 % ou aplicar calcário na 
quantidade indicada pelo critério do Al3+ e do Ca2+ + Mg2+, levando em consideração 
o valor de Y, variável em função da capacidade tampão da acidez do solo, X = 3 e 
mt = 5 %. Preferencialmente, devem ser aplicados calcários dolomíticos ou 
magnesianos. 
Antes de serem feitos os canteiros, distribuir e incorporar o calcário um mês 
antes do plantio das mudas. 
Deve ser feita análise de fertilidade do solo todo ano. A correção do pH do 
solo após a implantação da cultura pode ser feita como hidrocalagem, dissolvendo 
hidróxido de cálcio em água e aplicando a solução em irrigação. Antes da aplicação 
da solução, deve ser feita, se necessário, escarificação do solo. 
 
 
2.2.5.1 Adubação de plantio: 
 
 
Adubação mineral para população de 60.000 a 70.000 plantas/ha. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 85 
 
– A adubação mineral de plantio ou de formação deve ser feita no dia 
anterior ao plantio das mudas, incorporada à superfície dos canteiros, juntamente 
com 15 kg/ha de bórax. 
– Atentar para que a adubação mineral de plantio forneça, também, o 
enxofre (20 a 30 kg/ha de S). 
– No preparo do solo, deve ser incorporado de 10 a 15 kg/m2 de matéria 
orgânica, para melhorar a estrutura do solo. 
 
 
2.2.5.2 Adubação de produção 
 
 
– Durante todo o período produtivo (anual) da roseira, devem ser aplicados 
em cobertura contendo as seguintes doses de fertilizantes: 
 
– Preferencialmente, o nitrocálcio (16 % de N) deve ser a fonte de nitrogênio 
utilizada nas fertilizações. 
– Como fonte de potássio deve ser utilizado o sulfato de potássio, evitando-
se a adição de cloro, elemento tóxico para a cultura da roseira. 
– Com relação ao fósforo, devem ser utilizadas formulações com alta 
solubilidade em água, aplicadas de maneira localizada. 
– A adubação suplementar de cálcio e magnésio pode ser feita em cobertura 
aplicada junto à água de irrigação, desde que sejam utilizados, como fonte, 
fertilizantes solúveis em água (nitratos de cálcio e de magnésio). Antes da aplicação 
da solução, deve ser feita, se necessário, escarificação do solo. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 86 
 
 
2.2.6 Gramados e Outras Forrageiras 
 
 
2.2.6.1 Gramados em formação 
 
 
Calagem: Aplicar calcário de forma a elevar a saturação por bases a 70 % 
ou na quantidade indicada pelo critério do Al3+ e do Ca2+ + Mg2+, levando em 
consideração o valor de Y, variável em função da capacidade tampão da acidez do 
solo, X = 3 e mt = 5 %. 
Antes de ser feito o preparo do solo, distribuir e incorporar o calcário, na 
quantidade indicada pela análise do solo, no mínimo um mês antes do plantio, 
usando, de preferência, calcário dolomítico ou magnesiano. 
A aplicação de calcário deve ser feita 30 dias antes do plantio. Adubação 
orgânica: A incorporação de matéria orgânica aos gramados é importante, desde 
que a quantidade aplicada seja maior do que 10 L/m2. O esterco de curral não é 
muito indicado, por aumentar os problemas como queima das gramíneas ou 
infestação da área com plantas daninhas. 
Aração: Deve ser feita aração na profundidade de 20 cm, de modo a 
incorporar o calcário e o adubo orgânico. 
Adubação mineral: 
 
– Fósforo: Devem ser utilizados fertilizantes fosfatados com alta solubilidade em 
água, preferencialmente o superfosfato simples. 
– Potássio: Aplicar cloreto de potássio. 
– Além das quantidades indicadas nas tabelas, pode ser adicionado fosfato natural 
reativo 1.500 kg/ha ou 150 g/m2. 
– O nitrogênio deve ser aplicado em cobertura, após o plantio do gramado. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 87 
– A adubação mineral deve ser incorporada com gradagem na mesma profundidade 
da aração. 
Plantio: O plantio do gramado pode ser feito por sementes, mudas (estacas 
e, ou, “plugs”), placas ou tapetes, depois do terreno sistematizado com inclinação de 
1 a 2 cm/m. No Brasil, poucos gramados são formados a partir de sementes. 
Adubação em cobertura: Deve ser feita adubação de cobertura, 60 dias após 
o plantio, aplicando N e K2O. O nitrogênio deverá ser fornecido, na forma de sulfato 
de amônio 60 g/m2, e o potássio, na forma de cloreto de potássio 60 g/m2. 
Esta quantidade deve ser parcelada em três vezes, com intervalos de 30 
dias. 
 
 
2.2.6.2 Gramados formados 
 
 
Para recuperação de gramados já formados e que se encontram em más 
condições, recomenda-se o revestimento da sua superfície com uma camada de 
substrato de aproximadamente 4 cm de espessura. Esse substrato deve conter as 
mesmas quantidades de corretivo e fertilizantes que as recomendadas para plantio. 
A quantidade recomendada para cada 100 kg/ha corresponde a 10 g/m2 que 
corresponde a 50 g/m3. Cada m3 de substrato preparado é suficiente para recobrir 
25 m2 de área gramada na espessura recomendada. 
Adubação de manutenção: Tanto no gramado em bomestado como no 
gramado recuperado, aplicar 20 g/m2 de N, na forma de sulfato de amônio, e 20 g/m2 
de K2O, na forma de cloreto de potássio, duas vezes por ano, de preferência nas 
épocas chuvosas. 
 
 
2.2.7 Plantas Ornamentais Arbóreas e Arbustivas 
 
 
2.2.7.1 Produção de Mudas 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 88 
As plantas ornamentais arbóreas e arbustivas (OAA) antes de serem 
levadas para a área do plantio em definitivo podem ter suas mudas produzidas em 
recipientes (vasos, sacos plásticos ou outros) ou passarem uma fase em canteiros 
de espera. 
Quando as mudas são produzidas em recipientes, o solo ou de preferência o 
substrato (solo misturado com composto orgânico, esterco ou outro material que 
melhore as condições de arejamento e retenção de água do solo) necessitam, na 
maioria das vezes, de ter sua fertilidade aumentada, em especial quanto ao fósforo. 
As plantas OAA apresentam elevada demanda inicial de fósforo, e os solos, em sua 
maioria, ou as misturas de substratos não são capazes de atender a esta demanda 
com vistas em obter o rápido crescimento das mudas. 
Por isso, sugere-se misturar 200 g/m3 de P2O5 (1,0 kg de superfosfato 
simples) no substrato a ser utilizado no preenchimento dos recipientes. Se a análise 
de solo indicar um teor de Ca2+ + Mg2+ inferior a 2,0 cmolc/dm3, deve-se misturar ao 
substrato cerca de 2 kg/m3 de calcário dolomítico (NC = 4 t/ha), ou em função da 
necessidade de calagem. 
Após as plantas terem atingido a altura de 10 cm, faz-se a aplicação 
quinzenal, via água de irrigação, de adubação à base de 5 g/L de NPK 20-0-20, nos 
primeiros dois meses e mensal daí por diante até 20 dias antes de serem levadas 
para a área de plantio definitivo. 
Quando as mudas forem para canteiros de espera, a aplicação de calcário 
em área total deve ser feita com base nos teores de Al3+ e de Ca2+ + Mg2+ da 
camada de 0 a 20 cm do solo, usando-se X = 2 e mt = 10 %. 
O solo onde são feitos os canteiros deve ser revolvido até o mínimo à 
profundidade de 20 cm, utilizando-se esta operação para junção de calcário, se for o 
caso, e do adubo fosfatado ou mistura de NPK, em consonância com o teor de 
potássio do solo. Se o teor de potássio é superior a 45 mg/dm3, a dose de fósforo 
deve corresponder a 150 kg/ha de P2O5 (750 kg/ha de superfosfato simples). Se o 
teor de potássio do solo for inferior a 45 mg/dm3, usar uma mistura NPK, com maior 
quantidade de fósforo que de nitrogênio e de potássio, como, por exemplo, 4-14-8 
ou 6-30-6, calculando a dose do adubo com base no fósforo para fornecer o 
correspondente a 150 kg/ha de P2O5. Ao utilizar a mistura NPK, pode-se eliminar a 
aplicação do NPK 20-0-20 (veja produção de mudas em recipientes) ou esta 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 89 
adubação ser necessária em fase mais adiantada do crescimento das plantas. Neste 
último caso, sugere-se a aplicação de nitrogênio em cobertura, via sólida, 5 g/planta 
(25 g de sulfato de amônio ou 11 g de ureia). 
Tanto para plantas em recipiente como em canteiro de espera pode ocorrer, 
eventualmente, deficiência de micronutrientes, em especial de boro e de zinco. 
Nesse caso, sugere-se a aplicação via foliar de soluções de bórax, sulfato de zinco, 
sulfato de manganês na concentração de 0,2 dag/L cada (20 g do sal por L de 
água). 
 
 
2.2.7.2 Adubação de Campo 
 
 
No campo, as mudas são plantadas em covas. A demanda nutricional 
depende da taxa de crescimento das plantas, sendo ela mais alta quando esta taxa 
for também aumentada. Em suma, a estratégia de fornecimento de nutrientes via 
fertilização engloba três fases: a de plantio (adubação de “arranque"), a de imediato 
crescimento (adubação de cobertura) e a de "produção" (manutenção e reposição). 
 
 
2.2.7.3 Adubação de "arranque" 
 
 
Nessa fase, devem ser supridos, em especial, aqueles nutrientes de menor 
mobilidade no solo, como fósforo e zinco. Admitindo que as covas tenham 
capacidade para 20 dm3, se a análise de solo indicar a necessidade de calagem 
(teor de Ca2+ + Mg2+ inferior a 2 cmolc,/dm3), aplicar calcário em mistura com o solo 
da cova em quantidade suficiente para elevar o teor de Ca2+ + Mg2+ a 2 cmolc/dm3. 
Uma recomendação geral seria uma quantidade de 20 a 40 g/cova, considerando 
calcário com PRNT = 100 %, ou em função da necessidade de calagem. 
A fonte de fósforo deve ser solúvel e misturada ao solo da cova de modo a 
fornecer 120 g/cova de P2O5 (600 g de superfosfato simples). Devem-se misturar 
também 15 g de sulfato de zinco ao solo. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 90 
 
 
2.2.7.4 Adubação de cobertura (de formação) 
 
 
Nessa fase, devem ser supridos, em especial, aqueles nutrientes de maior 
mobilidade no solo e, ou, de maior demanda quantitativa. A aplicação de potássio 
dependerá de seu teor no solo, mas sua adição pode ser feita juntamente com a de 
nitrogênio. Se o teor de potássio no solo for inferior a 45 mg/dm3, utilizar a relação 
N:K2O de 1:1; se for entre 45 e 80 mg/dm3, utilizar a relação 2:1. 
As adubações NK devem ser feitas aos 60, 120 e 240 dias do plantio da 
muda no campo em coroas ao redor de cada planta, nas seguintes quantidades, 
respectivamente: 30, 40 e 50 g/planta de N, sendo a quantidade de potássio definida 
de acordo com a sua relação com o nitrogênio no fertilizante ou de acordo com o 
seu teor no solo, conforme referido anteriormente. 
Juntamente com o nitrogênio e o potássio, sugere-se a aplicação de 10 a 15 
g de bórax. 
Dependendo da planta, a adubação de cobertura será ainda necessária no 
segundo ano. Quando for o caso, utilizar a mesma recomendação feita para os 240 
dias de idade após o plantio. 
 
 
2.2.7.5 Adubação de manutenção e reposição 
 
 
A quantidade de nutrientes a aplicar nesta fase depende do produto que é 
colhido ou do manejo adotado para a cultura. Em princípio, essa quantidade 
corresponde à quantidade de nutrientes exportada com o produto. No caso de 
podas, por exemplo, quando a planta começar a rebrotar, há grande demanda de 
nutrientes para a formação de novos ramos e folhas. 
Uma recomendação geral seria algo como sugerido para a fase de formação 
com aplicações de nitrogênio e potássio, principalmente, dependendo das partes ou 
órgãos que foram removidos das plantas. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 91 
Em qualquer fase da cultura, a aplicação de micronutrientes pode ser 
necessária. As concentrações sugeridas anteriormente podem ser utilizadas. 
 
 
2.3 CRONOGRAMA E LOGÍSTICA DO PROJETO PARA MELHOR 
GERENCIAMENTO DA IMPLANTAÇÃO E EXCUSSÃO DO PROJETO 
PAISAGÍSTICO 
 
 
O Cronograma é um mecanismo para gerenciamento do Tempo de um 
Projeto. 
Sua estrutura é a composição de uma lista de atividades interligadas por 
relações de dependência (obrigatórias, arbitrárias e externas), que praticada sobre 
um calendário (datas, feriados) e após a análise da disponibilidade de recursos 
humanos/materiais (Nivelamento de Recursos), viabiliza a identificação e controle da 
data de realização de atividades. 
O cronograma basicamente é baseado no Gráfico de Gantt, que é um 
mecanismo gráfico para visualização do trabalho no decorrer do tempo. 
O grande mistério do cronograma é o reconhecimento do Caminho Crítico, 
visto que somente com essa técnica o Gerente de Projetos têm a perspectiva de 
aplicar técnicas de controle (Fast Track, Crashing, Corrente crítica, buffers etc.) que 
aumentem a probabilidade de entregar o projeto no prazo determinado. 
A maneira mais simples para construir um cronograma é listar o passo a 
passo do processo: 
- Produzir a Estrutura analítica do projeto; 
- Pontuar atividades; 
- Aferir duração das atividades; 
- Estabelecer Recursos das atividades; 
- Caracterizar dependências entre as atividades; 
- Fixar calendário para os recursos; 
- Decidir data inicial do projeto; 
- Elaborar cronograma em uma ferramenta de Gestão de Projetos; 
- Nivelar recursos; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 92 
- Definire analisar o caminho crítico; 
- Demarcar uma linha de base; 
- Começar o monitoramento e controle do projeto. 
O ciclo de vida do projeto é pautado na natureza do projeto, os três mais 
frequentes são: 
- Cascata – As atividades são realizadas de inicio a fim apenas uma vez; 
- Iterativo – As fases do projeto se reforçam iterativamente; 
- Iterativo incremental – A cada iteração são definidos ou executados novos quesitos 
no projeto. 
Recomendações práticas para o uso do cronograma: 
- Mesmo nos projetos mais simples, determine o caminho crítico; 
- Cronograma desatualizado não deve ser utilizado; 
- O cronograma deve ser distribuído às equipes do projeto, senão não saberão que 
atividade fazer na ordem; 
- Atividades não devem ser executadas em tempo: maiores que 40 horas, nem 
menores que 4 horas; 
- Utilize uma norma de atualização como 20-50-100, 20-50-80-10, 50-100 ou 0-100 
dias. Geralmente não é pertinente encontrar o percentual exato de completude de 
uma atividade; 
- O cronograma por si só não certifica entregas no prazo, sendo assim dependemos 
das pessoas; 
- Use uma ferramenta de apoio para geração e controle de cronograma, fazer no 
Excel geralmente não substitui o trabalho. 
O cronograma é uma ferramenta para documentar e controlar o tempo que 
será gasto na realização de um conjunto concatenado de atividades em um projeto. 
Serve para monitorar o andamento das atividades em relação ao tempo, para 
garantir que o projeto finalize numa data planejada e controlada. O gerente de 
projeto atua como facilitador na criação do cronograma e geralmente as atividades 
são determinadas pela própria equipe de execução. 
Há várias formas de estruturar um cronograma, a cada projeto deve-se 
avaliar a estrutura que permita o melhor gerenciamento, observando sempre a 
fluidez das atividades e a facilidade de visualização da conclusão das etapas. As 
duas estruturam mais comuns são: por entregas e por fases. No cronograma por 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 93 
entregas, quebra-se o produto/serviço a ser gerado em pedaços e organizam-se 
atividades para conclusão desses pedaços individualmente. Já no cronograma por 
fases, cria-se um conjunto de fases relacionadas ao ciclo de vida do projeto e 
organizam-se atividades para sua conclusão. 
Em projetos de paisagismo os cronogramas podem ser desde simples como 
na Figura 17, que são mais aplicáveis em projetos menores, com entrega em um 
curto espaço de tempo, até cronogramas mais complexos como apresentado 
anteriormente e do tipo financeiro (Tabela 12). 
 
FIGURA 23 – CRONOGRAMA (ETAPAS) DE EXECUÇÃO DE UM PROJETO DE 
PAISAGISMO 
 
 
Fonte: O autor. 
 
 
FIGURA 24 – CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO DE UM PROJETO DE 
PAISAGISMO 
 
Fonte: O autor 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 94 
 
 
Para complementar o paisagismo, são necessários outros elementos além 
dos naturais que inclui a questão logística do projeto, de forma que harmonizados 
com esses, constituam um jardim que atenda às necessidades estéticas e 
funcionais, de acordo com os desejos dos usuários, tornando o local mais criativo e 
aconchegante, valorizando a paisagem. Os elementos arquitetônicos podem 
determinar o estilo da composição a ser seguido e transmitir sensações tanto 
imaginárias como reais. Desse modo, devem ser planejados de uma forma que não 
choquem com os naturais, levando-se em consideração a sua frequência, linhas e 
formas predominantes e os materiais de sua composição. 
Os caminhos são locais reservados ao trânsito de pedestres ou de veículos, 
que permitem ao usuário dirigir-se e apreciar um definido local da paisagem. Além 
de encaminhar os usuários do jardim, a circulação faz as ligações internas e 
externas do jardim, constituindo-se no elemento de integração entre os 
componentes da paisagem. São desenvolvidos segundo o tipo de jardim, e suas 
dimensões dependem do fim a que se destinam. Podem ser pavimentados ou não, 
tendo o pavimento função ornamental valiosa quando bem explorada. Os caminhos 
devem ser preferencialmente, traçados segundo o nível do terreno; os declives 
fortes são considerados por meio de escadas (tijolos, pedras, secções de toras de 
madeira, dormentes, lajes, etc.), podendo-se utilizar a parte superior como mirantes. 
Podem apresentar várias formas e larguras, serem permeáveis ou 
impermeáveis, devendo preencher a menor área possível, pois setorizam o jardim, 
ou seja, fazem um zoneamento dos espaços, segmentando o terreno e as áreas 
ajardinadas. 
A pavimentação pode ser realizada com diferentes materiais: pedras toscas, 
lajotas de concreto, seixos rolados ou brancos, ladrilhos, tijolos prensados ou de 
barro, lajotas de cimento ou granito, mosaico português, saibro, asfalto, brita, 
cimento, placas de concreto, paralelepípedo, ardósia, pedrisco, cerâmica, 
dormentes, cruzetas, tábuas de madeira, arenito, entre outros. 
Alguns elementos constituem-se em infraestrutura para se obter o lazer 
passivo ou ativo. O lazer passivo é desenvolvido sem atividade física programada, 
como por exemplo, uma reunião informal à beira da piscina. Já, o lazer ativo é 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 95 
relacionado às atividades em que o exercício e a movimentação são uma constante, 
ou seja, são atividades dinâmicas, como por exemplo, a prática de futebol. Para tal, 
algumas construções são importantes no jardim, tais como: 
- PISCINA: esporte, microclima, sensação de paz e serenidade, influência estética. 
Analisar a localização, forma, tamanho e tipo de piscina, pavimentação ao redor, 
proteção para animais e crianças, mobiliário e iluminação; 
- DECK: plataforma de madeira inserida adequadamente no jardim, constituindo-se 
de superfícies planas, contínuas ou seccionadas, determinando pisos próximos às 
piscinas, por exemplo, isolando as plantas ou conservando o gramado. É projetado 
adaptando-o ao relevo do terreno. Pode ser construído em madeira adequada 
(massaranduba, aroeira, peroba) e exige manutenção constante com óleo queimado 
ou outro produto protetor de madeira; 
- PÉRGOLA: seu uso no jardim decorre da importância de se assegurar locais 
apropriados para a expansão das plantas trepadeiras, bem como ofertar um local de 
convivência agradável. Pode estar localizada isoladamente ou junto às edificações. 
Podendo ser feita de madeira, ferro, concreto, alvenaria ou outro material; 
- CARAMANCHÃO: igualmente está associado às plantas trepadeiras, porque serve 
de suporte a elas; mas, sua estrutura é mais simples do que a da pérgula, sendo 
feita de material fino, ou seja, madeira roliça, bambu ou até mesmo alvenaria; 
- QUIOSQUE: elemento com função social de lazer. Dependendo do formato, 
também pode ser chamado de GAZEBO. É utilizado para fazer refeições e como 
guarda-sol em piscinas, praias e bares, podendo conter churrasqueira, pia, fogão, 
etc. É um elemento completamente desligado do corpo da casa, permitindo 
intimidade e vista privilegiada. Pode expor características e dimensões variadas, 
podendo ser dimensionado com área de cerca de 4m2/pessoa. Dependendo do grau 
de sofisticação, pode ser feito de alvenaria, madeira, vidro, concreto, ferro, 
policarbonato ou acrílico, além de coberturas em telha colonial, lona, palha de sapé 
ou folhas de palmeiras, vidro, etc., sendo o piso de vários materiais (seixos, tijolos 
usados, ladrilhos, pedras, entre outros); 
- TRELIÇA: refere-se a uma estrutura de madeira ou outro material, em forma de 
grade que, servindo de suporte para as plantas trepadeiras, tem o objetivo de acabar 
com o visual pesado e sem beleza. Usada junto a muros altos ou paredes com 
aspecto desagradável e sem nenhum atrativo; 
 
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- TELADO E GREENHOUSE; 
- ESTUFA: serve para acomodação de coleções de plantas (hobby) nativas raras ou 
exóticas, com certo controle das condições climáticas. É o local perfeito para 
colecionar cactos, orquídeas, begônias, antúrios, bromélias ou outras espécies devalor ornamental, ou ainda servir de local de recuperação de plantas doentes ou mal 
cuidadas; 
- MIRANTE: realizado em jardins extensos e que expõem elevações com pontos 
privilegiados para aproveitar a paisagem; 
- RESERVATÓRIOS E ESPELHOS D’ ÁGUA: tanques para peixes, plantas 
aquáticas e formação de espelhos de água, lagos, entre outros; 
- CASCATA: pode ser natural ou artificial (pedras, concreto, calhas de cerâmica, 
etc.), sendo um componente de realce na paisagem; 
- PONTE: elo no jardim, podendo ser construída até mesmo em locais isentos de 
água, fazendo a ligação entre acidentes topográficos (depressões). Pode ser feita de 
muitos tipos e dimensões, usando madeira, ferro, aço, concreto ou outro material. É 
presença obrigatória em jardins no estilo japonês; 
- ÁREAS ESPECÍFICAS DE LAZER ATIVO; 
- LAZER INFANTIL: casas de bonecas, gira-gira, gangorras, escorregadores, 
balanços, tanques de areia, playground, etc.; 
- QUADRAS POLIESPORTIVAS: futebol, basquete, vôlei, futebol de salão, tênis - 
averiguar medidas oficiais. 
O jardim não é elaborado somente para ser frequentado durante o dia, 
podendo se transformar em ambientes muito agradáveis, com ótimos efeitos visuais 
produzidos pela iluminação artificial durante à noite, além do aspecto de segurança. 
Deve ser planejada com a intensidade aproximada da iluminação interna, 
lembrando-se de que os focos de luz não devem refletir diretamente sobre as 
pessoas. A iluminação, além de ser prática, é também decorativa, servindo para 
focalizar a luz sobre a planta, deixando o fundo no escuro; iluminar apenas um setor 
focando a parede com objeto na frente enfatizando sua silhueta, com foco por trás e 
de baixo para cima (objetos com transparência) ou com foco sobre a planta de modo 
a conseguir sua sombra sobre a parede. 
As luminárias podem servir para uso do jardim à noite, para realce e para 
valorização de elementos que merecem destaque, ornamentar o jardim quando 
 
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possui características peculiares interessantes e criar efeitos especiais. Dependendo 
da finalidade da iluminação, são escolhidas as luminárias adequadas para cada 
situação, as quais são classificadas em: 
- PROJETORES OU SPOTS: usados para produzir efeitos de iluminação 
direcionada, chamando a atenção para algum ponto específico; para evidenciar um 
componente em destaque no jardim, tais como uma árvore, arbusto, estátua, 
escultura ou fonte. Podem ser utilizados também para iluminar as margens de lagos, 
piscinas, proximidade de bancos ou mobília de playground. Há peças que ficam 
enterradas no solo, deixando aparente apenas a parte superior, que possui proteção 
especial; 
- ESPETOS: assim como os spots, os espetos são usados para dar notoriedade aos 
arbustos, massas arbóreas e forrações. O grande benefício é que ofertam maior 
maleabilidade, porque podem ser facilmente transferidos; 
- BALIZAS: usadas para recomendar e clarear as vias de acesso, de circulação 
(caminhos, escadas e rampas), ou colocadas em meio a canteiros e arbustos, 
camuflando-se entre a vegetação, de forma a iluminá-los sem aparecer. Destacam-
se de forma tubular, podendo ser de vários materiais. Por oferecer potência de 
iluminação menor do que os postes são perfeitos para quem gosta de admirar o céu 
à noite; 
- POSTES: encontra-se com variados formatos, que vão desde o esférico tradicional 
até as versões mais modernas. Sua iluminação é maior, mais uniforme e não 
dirigida, sendo usados em áreas extensas, áreas de permanência (recantos com 
bancos), locais de circulação de veículos e de pessoas, áreas planas como os 
gramados, e para salientar mosaicos florais ou corbelhas. Como a iluminação é 
produzida de cima para baixo, o ideal é que sejam mais altos para não ofuscar a 
vista; 
- DE PAREDE: podem ser usadas em porta de acesso ao jardim, portões, pontos 
estratégicos da fachada da residência ou muro; 
- OUTROS EQUIPAMENTOS: luminárias pendentes, tocheiros e bolas de cerâmica, 
que servem como objetos de decoração. 
A coloração da luz também é necessária, tendo grande destaque no efeito 
visual que se quer produzir. A luz verde pode ser usada para iluminar arbustos e 
folhagens das copas de árvores, à medida que a luz rosa é ideal para folhagens de 
 
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coloração cobre; já a luz vermelho-escura serve para realçar as flores, e a amarela é 
recomendada para iluminar troncos de árvores; para estátuas ou estruturas que se 
destacam, não é necessário o uso de luz colorida. 
No que se refere ao tipo de luz, podem ser encontradas no mercado: 
- LUZ FLUORESCENTE: consome pouca energia. Podem ser lâmpadas tubulares 
(40w), dispostas de 45-60cm acima das plantas, se possível com um refletor para 
direcionar e difundir a luz e, escolha as de luz amarela por serem mais agradáveis 
no jardim; 
- INCANDESCENTE: tradicional, prossegue sendo a melhor fonte de luminosidade 
artificial para as plantas. Mas, esquenta muito e necessita ser protegida da chuva e 
do relento. Há também a lâmpada anti-insetos, indicada para ambientes abertos 
próximos a bancos, por exemplo; 
- HALÓGENA: se assemelha com a incandescente em termos de luminosidade e 
consumo, porém suporta intempéries e tem um faixo de luz direcionado. É ideal para 
áreas externas, por serem mais quentes, pequenas, duráveis e reproduzirem 
fielmente as cores; 
- DE MERCÚRIO: é inconveniente para a vida noturna das plantas, prejudicando seu 
metabolismo, além de atrair muitos insetos. Mostra luz prateada; 
- DE VAPOR DE SÓDIO: ideal para propiciar profundidade em áreas grandes, 
apresentando luz amarela; 
- LIGHT EMISSION DIOD - LED: é o futuro da iluminação de jardins. São pequenas 
placas de pontos de luz que já vêm acopladas em uma luminária. Para lançar a 
mesma luz de uma lâmpada halógena PAR de 50w, consomem apenas 10w e têm 
uma vida útil de 100 mil horas. Pequenas, estas luminárias afetam muito pouco no 
paisagismo; porém o custo ainda é alto (cerca de R$ 580,00 por peça). Como a 
iluminação artificial pode trazer algum prejuízo às plantas, podem ser usadas 
lâmpadas especiais, que emitem quantidade adequada de radiação luminosa nas 
faixas do vermelho e do laranja, o que possibilita melhor desenvolvimento dos 
vegetais. 
As vias de acesso funcionam do mesmo modo que como divisores de 
ambientes no jardim no plano horizontal. Contudo, no plano vertical, há algumas 
divisórias a serem usadas, formando barreiras naturais (cerca-viva) ou arquitetônicas 
(muros e muretas, cercas, alambrados) para demarcar os ambientes no jardim. 
 
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Divisórias são elementos designados a dividir os espaços na paisagem e promover 
maior privacidade ao usuário. Os diversos tipos de divisórias arquitetônicas são 
executados com diversos materiais, tais como madeira, bambu, estacas de concreto, 
pedras, tijolos, blocos, pranchas, elementos vazados, etc., podendo ser construídas 
em diferentes alturas. 
Os jardins disponibilizam vários ambientes, cuja decoração pode ser 
acrescentada com mobiliários específicos, os quais podem ter uso prático e/ou 
estético, harmonizados com o estilo da casa e do jardim. Os locais adequados para 
a mobília são os pátios, terraços, áreas da piscina, entre outros espaços destinados 
ao descanso, às reuniões sociais ou ao lazer ativo. 
O mobiliário pode ser fixo ou móvel. São eles: mesas, redes, cadeiras, 
bancos, guarda-sóis, churrasqueiras, espreguiçadeiras, além de equipamentos 
encontrados nas quadras e campos para prática de esportes e playgrounds. 
As obras de arte criam detalhes refinados no paisagismo, podendo ter cunho 
religioso, político, cultural, de valor decorativo ou generativo. Podem ser utilizadas 
em qualquer estilo; entretanto são mais abundantes no estilo clássico. São elas: 
- Esculturas e estátuas; 
- Painéis, monumentos, baixos-relevos, ruínas; 
- Rochas, raízes tratados e troncos; 
- Jardineiras e vasos: podem serde cerâmica, barro, arame, fibra de vidro, bambu, 
alumínio concreto leve ou celular, plástico, madeira, fibra de coco, contendo treliças 
ou arcos. Podem até então ter o objetivo somente como peça ornamental, não 
servindo para o cultivo de plantas. 
- Portões: madeira, ferro batido, ferro perfilado, entre outros. 
Uma das fases mais essenciais e delicadas na jardinagem é a da 
implantação, quando se alinham todas as condições existentes na área de plantio, 
preparando-a para receber o jardim. A implantação correta de um jardim deve 
obedecer aos próximos passos: 
1 - Limpeza da área - retirada de entulho e lixo; 
2 - Preparo do solo (eliminação de plantas daninhas, nivelamento, correção 
drenagem, aração, gradagem, do solo e adubação); 
3 - Abertura e demarcação de covas para o plantio das mudas; 
4 - Escoramento e plantio de árvores e arbustos; 
 
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 100 
5 - Formação e plantio dos canteiros com os arranjos ornamentais; 
6 - Nivelamento final e plantio dos gramados. 
Todavia, antes de se iniciar o preparo do solo, alguns serviços já devem ter 
sido executados: 
- serviços de infraestrutura; 
- alteração do relevo do terreno: necessidades de aterros e/ou cortes; 
- observação do solo; 
- adquirir as mudas. 
Uma das falhas mais graves encontra-se no preparo impróprio do solo. 
Fazendo-o inadvertida e apressadamente, esquece-se que o solo é o alicerce e o 
fator crucial no desenvolvimento do jardim. 
O primeiro passo no preparo do solo para plantio é baseado em efetuar uma 
limpeza geral de toda a área, recolhendo todo o lixo, entulho, restos de construção e 
demais materiais achados na área. Essa etapa é de suma relevância, pois diversos 
materiais inorgânicos, além de prejudicarem o pleno desenvolvimento das plantas, 
podem demorar muito tempo para se decomporem, tais como expostos a seguir: 
- Papel – 3-6 meses; 
- Tecidos – 6-12 meses; 
- Filtro de cigarro e Chicletes – 5 anos; 
- Madeira pintada – 13 anos; 
- Nylon – mais de 30 anos; 
- Plástico e Metal – mais de 100 anos; 
- Borracha – tempo indeterminado; 
- Vidro – 1 milhão de anos. 
Logo depois, parte-se para o revolvimento do solo por meio de enxadão, ou 
enxada rotativa quando em áreas maiores, até uma profundidade de 30 cm. 
Processa-se à quebra dos torrões ao mesmo tempo em que se removem as raízes e 
restos de entulhos, tais como cacos de telha, tijolo, etc., efetuando-se 
simultaneamente um nivelamento do terreno. 
A seguir, pode-se deixar a terra descansar por 10 dias em média. Nesse 
período, irriga-se todos os dias, evitando o pisoteio da superfície. Com isso, 
acontece a germinação de sementes e/ou plantas remanescentes. O que propicia o 
 
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 101 
controle das plantas daninhas, por meio de capina manual, mecânica por meio de 
arações e/ou gradagens, ou mesmo a aplicação de herbicidas exclusivas. 
Além disso, é o momento de se fazer o controle precedente dos agentes 
causadores de insetos, praga e doenças. No solo, podem ser encontrados formigas, 
nematoides, cupins, lesmas, caracóis e fungos, além de lagartas, pulgões e 
cochonilhas nas plantas. Boa parte destes patógenos pode ser eliminada pelo 
próprio revolvimento do solo e exposição direta aos raios solares, ou por meio da 
aplicação de corretivos como o calcário, com a drenagem de solos encharcados ou 
eliminação de plantas agredidas que eventualmente possam estar na área. 
Parte-se, portanto, para a correção do solo, como já estudado no item 
anterior, por meio da aplicação de calcário quando necessário e da junção de 
adubos orgânicos (de origem animal ou vegetal) e minerais (adubos químicos) na 
camada superficial ou na cova. A instrução de adubação será feita de acordo com a 
observação do solo e necessidades nutricionais das plantas. Todavia, sempre que 
possível, recomenda-se o uso de uma ou mais fontes de matéria orgânica, além da 
complementação com a adubação mineral, principalmente a fosfatada no momento 
do plantio. Nesse caso, podem-se utilizar fontes naturais de fósforo como o fosfato 
de Araxá e farinha de ossos, que liberam o nutriente de forma mais lenta para as 
plantas, e fontes mais solúveis como o superfosfato simples, que supre as 
necessidades da muda no estádio inicial de crescimento. Logo que se dispõe de 
fontes mal curtidas ou que não se tem certeza de que a estejam, torna-se 
conveniente fazer a adubação orgânica com cerca de 20 a 30 dias antes do plantio, 
incorporando-a bem ao solo. De modo geral, uma boa adubação orgânica consiste 
da aplicação de cerca de 10 a 20L.m-2 de adubo orgânico bem curtido; para esterco 
de aves, aconselha-se reduzir a dose para cerca de 3 a 5L.m-2, por ser mais 
concentrado em termos de nutrientes. 
O adubo mineral pode ser simples (formado a partir de uma única substância 
usada como fonte de fertilizante, podendo conter um ou mais nutrientes), ou 
formulado (NPK – formados pela mistura de mais de uma fonte de fertilizante 
simples, em proporções adequadas para se obter as concentrações de nutrientes 
desejadas). Pode ser aplicado junto com o orgânico, ou seguidamente em cobertura. 
 
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 102 
Antes de se iniciar o plantio das mudas, é essencial realizar a demarcação 
das covas e dos canteiros e bordaduras, especificando exatamente onde cada 
planta irá situar na área: 
- Escoramento e plantio de arbóreas e arbustos; 
- Plantio e formação nos canteiros, com os arranjos ornamentais planejados; 
- Plantio e nivelamento final do gramado. 
 
 
A) COVEAMENTO: 
 
A dimensão da cova a ser aberta procederá do porte da espécie que será 
plantada no local, podendo ser com as subsequentes dimensões: 
- Árvores: 60x60x60 cm; 
- Arbustos: 30 x 30 x 30 cm ou 40 x 40 x 40 cm; 
- Floríferas e forrações e: dimensões da embalagem; 
- Palmeiras: dimensões do torrão = 60 x 60 x 60 cm ou 40x40x40 cm. 
 
B) PLANTIO: 
Para possibilitar o processo de plantio das mudas, esse comumente é 
realizado na seguinte sequência: árvores e palmeiras - arbustos e trepadeiras - 
canteiros para folhosas, floreiras, bordaduras - gramado. 
A região do coleto (de transição entre raízes e caule) não deve situar abaixo 
e nem acima do nível do terreno. 
 
B.1. MÉTODOS DE PLANTIO: 
B.1.1. Plantio em linha reta: para formação de alamedas: 
N = (A/E) + 1 muda 
Em que: N = número de mudas na área; 
A = área do canteiro ou superfície do terreno; 
E = distância entre plantas. 
B.1.2. Plantio em quadrado: ultimamente, está sendo pouco recomendado: 
Para área quadrada: N = ((L/E) + 1 muda)2 
Em que: N = número de mudas para a área; 
 
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 103 
A = área do canteiro ou superfície do terreno; 
E = distância entre plantas. 
Para área retangular: N = N1 + N2 
Nn = ((L/E) + 1 muda) 
Em que: N = número de mudas para a área; 
A = superfície do terreno ou área do canteiro; 
E = distância entre plantas. 
B.1.3. Plantio em quincôncio: disposição retangular em que, além das plantas dos 
vértices do retângulo, surge uma quinta planta ocupando o centro da organização. 
Utilizado em canteiros, gramados, bosques, agrupamentos em geral (usa-se menor 
número de plantas do que no plantio em quadrado): 
N = S/(C2 x 0,666) 
Em que: N = número de mudas para a área; 
A = área do canteiro ou superfície do terreno; 
E = distância entre plantas. 
B.2. PLANTIO DE ÁRVORES: 
A época de plantio das árvores está relacionada à fisiologia da espécie: 
- Espécies de folhas caducas: a melhor época para o plantio acontece ainda na fase 
de dormência, a começar de agosto, quando a temperatura começa a aumentar e as 
gemas ainda estão dormentes, podendo-se usar mudas raiz nua. O plantio no 
período chuvoso e quente apenas poderá ser indicado para mudas com torrão; 
- Espécies de folhas persistentes: o plantio deverá ser feito no início do período 
chuvoso, isto é, em plena atividade vegetativa, podendo se prolongar até o final das 
águas. O plantio no inverno poderá ser realizadocom exceções e apenas com 
mudas com torrão. 
 
B.3) PLANTIO DE PALMEIRAS: 
 
É fundamental um solo profundo, bem drenado, de textura franca, com boa 
aeração, teor adequado de matéria orgânica e nutrientes minerais. Para a cova, 
sugere-se 60x60x60 cm ou 40x40x40 cm, de acordo com o porte da espécie. 
 
B.4) PLANTIO DE ARBUSTOS: 
 
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 104 
 
Quando do plantio de arbustos, sugere-se uma cova de 40x40x40 cm, 
aplicando-se corretivos e adubos bem misturados à terra de enchimento. 
 
 
 
B.5) PLANTIO DE CERCAS VIVAS: 
 
Uma cerca viva vive, em média, 15 anos. Dependendo do tipo e do estilo 
adotado, resistirá, no mínimo, quatro podas por ano, havendo, assim, grande 
extração de nutrientes, ramos e folhas. Assim sendo, deve-se observar o bom 
preparo do solo e adubação mineral ou orgânica. Para a formação de cercas vivas, 
podem ser utilizadas, dependendo da largura aspirada: 
- Fileiras simples: abrir um sulco com 30 cm de largura e 20-30 cm de 
profundidade em toda a extensão solicitada e situada a cerca de 50 cm de distância 
da linha divisória do terreno. Esse sulco será preenchido com uma mistura de 90% 
de terra + 10% de esterco de curral curtido, anteriormente enriquecido, para cada 
m3 da mistura, com 5 kg de fosfato natural ou farinha de ossos + 200 g de cloreto de 
potássio + 2 kg de calcário magnesiano ou dolomítico. O plantio é realizado com 
espaçamento médio de 15-20 cm entre mudas; 
- Fileiras duplas: utilizadas quando se quer uma cerca viva com largura 
maior. Nesse caso, o plantio é realizado em sulco duplo, com as mudas colocadas 
em forma de triângulo, espaçadas de 20-30 cm. 
Em seguida, o plantio, faz-se o tutoramento e amarrio das mudas, seguido 
de irrigação intensa. 
 
B.6) PLANTIO DE HERBÁCEAS: 
O maior número das herbáceas, particularmente as anuais, tem preferência 
por temperaturas amenas e sua propagação é realizada por meio das sementes. Em 
algumas plantas, a propagação pode acontecer por meio de bulbos, tubérculos ou 
raízes tuberosas e, mais ocasionalmente, por estacas de caule: 
 
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 105 
- Por sementes: necessita-se de uma sementeira, que pode ser um caixote 
de madeira coberto com vidro, plástico transparente ou outro material. Usa-se um 
substrato bem poroso, rico em matéria orgânica e permeável; 
- Plantio em covas: dependendo do porte da espécie e extensão do sistema 
radicular, as covas poderão ter suas dimensões diminuídas e as quantidades de 
adubos orgânicos e minerais serão simetricamente reduzidas; 
- Plantio sobre canteiros: 
- Adubação orgânica: esterco de curral ou composto orgânico (200g.m-2) ou 
esterco de galinha (60g.m-2) ou torta de mamona (30g.m-2); 
- Adubação fosfatada corretiva (0-10cm): termofosfato magnesiano ou 
superfosfato simples (50g.m-2) ou fosfato natural (150g.m-2); 
- Adubação mineral: 4-14-8 + Zn (50g.m-2) introduzido ao solo no momento 
do plantio; 
- Período chuvoso: ureia (10g.m-2) dissolvida em água (20L). 
 
B.7) PLANTIO DE TREPADEIRAS: 
Para o êxito do plantio, o local da cova não deve ser ensolarado em 
excesso, sendo adequados aqueles frescos, relativamente úmidos e ricos em 
matéria orgânica. É preferível covas mais largas a profundas correspondente ao 
sistema radicular abundante e superficial da maioria das espécies, como por 
exemplo, 70x70x50 cm. 
 
B.8) PLANTIO DE AQUÁTICAS: 
Terá a importância de se proceder à correção da acidez e fertilizar conforme 
o tanque para propiciar o crescimento das plantas e dos microrganismos (plâncton), 
que efetuarão grande ação depuradora da água e se constituirão no mais importante 
alimento para os peixes. No início, com o tanque já pronto e vazio, espalham-se os 
seguintes corretivos e adubos na terra do fundo: 
- Cal virgem ou Calcário = 100g.m-2; 
- Esterco de gado curtido ou similar = 300g.m-2; 
- Superfosfato simples = 15g.m-2. 
Este material será agregado ao fundo do tanque com a ajuda de um 
ancinho, até a profundidade de cerca de 10 cm, sendo, imediatamente, compactado. 
 
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 106 
O plantio das espécies aquáticas poderá ser feito diretamente em covas 
previamente adubadas (de bordadura, submersas e emergentes), liberando-as na 
superfície da água (flutuantes) ou em vasos que serão inseridos no fundo do tanque 
(submersas e emergentes). 
 
 
B.9) PLANTIO DE GRAMAS: 
 
Ao iniciar, faz-se o revolvimento do solo até aproximadamente 15-20 cm de 
profundidade, por meio de enxadão ou arados à tração animal ou mecânica. 
Realiza-se à retirada de pedras e restos de raízes grossas. Após o nivelamento do 
terreno, espalha-se o calcário magnesiano ou dolomítico, micropulverizado ou 
calcinado, em conformidade com a quantidade recomendada pela análise de solo, e 
faz-se uma gradagem cruzada com discos de pouca curvatura, em posição paralela 
ou abertos, para não revolver o solo; ou afofa-se o solo manualmente sem revirá-lo. 
Logo após, deve ser feita a distribuição de adubo fosfatado a lanço, 
incorporando-o na camada de 0-10 cm por meio de ancinho ou grade de disco: 
superfosfato simples (50g.m-2) ou termofosfato magnesiano (50g.m-2) ou fosfato 
natural ou farinha de ossos (150g.m-2). Simultaneamente com esta adubação, 
também se aplicam adubo orgânico, nas seguintes quantidades: 
- Composto orgânico = 200g.m-2 , ou 
- Esterco de curral = 200 g.m-2 , ou 
- Esterco de galinha = 60 g.m-2 , ou 
- Torta de mamona = 30g.m-2 . 
Até então é aplicado 4-14-8 + Zn (50g.m-2), incorporando-o rapidamente ao 
solo. Faz-se, então, o plantio da grama: 
- Plantio de placas: as placas são colocadas. Se ficar algum espaço entre 
elas, esse deve ser completado com uma mistura, em partes iguais, de areia e 
matéria orgânica isenta de sementes de plantas daninhas. Por meio de soquete, 
pressiona-se vigorosamente as placas contra o solo. 
Se existir necessidade, em caso de terreno inclinado, as placas podem ser 
reservadas no lugar por meio de estacas de madeira ou bambu, fincadas no sentido 
perpendicular à declividade do terreno. Rega-se intensamente e repete-se a 
 
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 107 
operação algumas vezes por semana, durante um ou dois meses até que o gramado 
se encontre bem consistente. Após o estabelecimento das placas, durante o período 
chuvoso, aplica-se 10g.m-2 de ureia dissolvida em 20L de água, repetindo a 
operação após um mês; 
- Plantio por rolos: idem ao de placas; 
- Plantio por touceirinhas ou mudas: o preparo do solo é o mesmo para 
placas. As mudas são plantadas com espaçamento de 10-15 cm, introduzindo-as no 
solo; as touceiras são plantadas com espaçamento de 20x20 cm até 30x30 cm, 
tomando-se o cuidado para que a base das folhas fique em nível com a superfície do 
solo. Em alguns meses o gramado estará fechado; mas, a fim de que não haja 
concorrência com as plantas daninhas, essas devem ser retiradas regularmente. Os 
passos seguintes são os mesmos para placas; 
- Plantio por sementes: a quantidade de sementes a ser utilizada por metro 
quadrado varia em consonância com a espécie e fornecedor. A semeadura deve ser 
realizada na primavera ou outono, evitando-se períodos de forte pancadas de 
chuvas que poderiam arrancar as sementes ou prejudicar as mudas recém-
nascidas. As sementes devem ser uniformemente distribuídas por toda a superfície, 
passando-se uma vassoura flexível ou outro equipamento em seguida, de modo a 
enterrá-las no máximo até 3 mm de profundidade. Logo, passa-se um cilindro 
compressor para misturar bem as sementes ao solo. Sugere-se a cobertura e 
proteção do solo com uma leve camada de cobertura morta, removendo-a assim que 
as sementes iniciarem a germinação. Irrigações leves e frequentes deverão ser 
feitas desde e imediatamente após a semeadura até o perfeito enraizamento. 
Posteriormente, são mais abundantes e menos frequentes. Recomenda-se uma 
adubação nitrogenada em cobertura, 40 a 60 dias após a semeadura, com 10 g.m-2 
de ureia dissolvidaem 20L de água. 
Depois do plantio, são necessários alguns outros serviços para consolidar o 
trabalho de implantação do jardim, tais como: 
- Tutoramento das mudas de árvores e arbustos: o tutor deve ser disposto 
em posição vertical enterrado cerca de 1,0m dentro da cova e ter sua altura 
proporcional ao tamanho da muda. A planta é presa ao tutor por amarrios em forma 
de oito deitado, de borracha, fitilho, sisal ou outro material qualquer que não 
machuque o tronco; 
 
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- Colocação de luminárias, vasos, aspersores, estátuas, móveis e demais 
elementos arquitetônicos; 
- Limpeza da área antes da entrega do jardim ao proprietário. 
Recomendações básicas para a manutenção de um jardim: 
- Irrigações mais constantes até o completo estabelecimento das mudas. A 
utilidade de irrigação irá depender do tipo de solo, da espécie vegetal, da época do 
ano e do tamanho da planta; 
- Replantio de mudas para repor as eventualmente mortas e/ou espécies de 
floração sazonal; 
- Varredura geral dos gramados e canteiros para remoção de folhas e 
detritos; 
- Corte da grama mantendo-se a demarcação das margens nos canteiros e 
passeios; 
- Cobertura anual dos gramados com terra peneirada e adubada, bem como 
reposição de terra nos canteiros para compensar o solo eventualmente inútil por 
erosão; 
- Controle de plantas daninhas, bem como plantas parasitas; 
- Combate sistêmico aos insetos-praga e agentes causadores de doenças; 
- Podas de variados tipos, conforme a necessidade; 
- Adubação geral em todas as áreas do jardim, conforme as utilidades de 
cada espécie; 
- Dentre as trepadeiras, os arbustos escandentes e cipós necessitam ser 
amarrados a tutores no decorrer das primeiras fases do desenvolvimento, sendo 
importante, ainda, orientar os caules para posições mais adequadas. Os cipós 
podem exigir algumas podas iniciais para forçar a ramificação lateral e impedir o 
crescimento excessivo em altura. 
 
 
2.4 FUNDAMENTOS DE FISIOLOGIA VEGETAL: FOLHA, FRUTO, CAULE E RAIZ 
 
 
É de grande importância ter o conhecimento das partes dos vegetais em um 
projeto de paisagismo. Principalmente na escolha das plantas que irão compor 
 
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 109 
determinado projeto, por exemplo, em um estacionamento não podemos inserir 
plantas com fruto pesado, na qual, este fruto produzido poderá danificar um carro 
estacionado no local. 
Em botânica, as folhas são órgãos das plantas especializados na captação 
de luz e trocas gasosas com a atmosfera para fazer a fotossíntese e respiração. 
Além de raras exceções, agregada a plantas de climas áridos, as folhas 
tendem a aumentar a superfície em relação ao volume, de modo a maximizar tanto a 
área da planta exposta à luz, quanto a área da planta onde as trocas gasosas são 
possíveis por estar exposta à atmosfera. 
Espécies distintas de plantas têm folhas diferentes, e há muitos tipos 
especializados de folhas, com finalidades diferentes dos das folhas comuns, como 
por exemplo, as pétalas das flores. 
As folhas possuem três estruturas distintas: 
- Bainha - estrutura que uni a folha ao caule; 
- Pecíolo - estrutura, equivalente a um pedúnculo; e 
- Limbo - a parte laminar ou mais destacada da folha. 
Em várias plantas, as folhas podem não ter uma ou mais destas estruturas. 
De acordo com a histologia, isto é, dos tecidos e outras formações da folha, este 
órgão é formado por: epiderme e mesofilo. 
 
 
FIGURA 25 – ESTRUTURA ANATÔMICA DA FOLHA 
 
Fonte: Wikpedia (2013). 
 
 
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 110 
 
A epiderme é uma camada de células transparentes que geralmente é 
recoberta por uma cutícula de um material semelhante à cera que reduz a perda de 
água por transpiração. Nas plantas de climas áridos, a cutícula pode ser tão espessa 
que dá às folhas uma consistência coriácea. 
As trocas gasosas entre a folha e o meio ambiente são efetuadas 
principalmente por meio de pequenos orifícios na epiderme chamados estômatos, 
que são formados por duas células em forma de rim ou feijão, que podem controlar a 
abertura e fecho para, por exemplo, reduzir a transpiração. Os estômatos são 
geralmente mais numerosos na parte inferior da folha. 
Muitas plantas apresentam ainda na epiderme (não só das folhas, mas 
também do caule ou das flores) apêndices formados por tricomas, ou seja, "cabelos" 
que podem ser uni- ou multicelulares e podem ter origem não apenas na epiderme, 
mas noutros tecidos da folha. O conjunto destes apêndices chama-se indumento. 
Algumas destas estruturas podem ter funções especiais, como por exemplo, a 
produção de compostos químicos que podem servir para proteger a planta contra os 
animais ou para os atrair (por exemplo, para a polinização). 
O interior da folha, o mesofilo, é formado por parênquima, um tecido de 
células semelhantes e muito permeáveis que possuem normalmente grande 
quantidade de cloroplastos, caso em que o tecido passa a se chamar clorênquima. A 
função principal desse tecido é realizar a fotossíntese e produzir as substâncias 
nutritivas que permitem a vida da planta. Esse tecido pode também possuir células 
especializadas na reserva de água ou outros fluidos - folhas carnudas, como as das 
Crassuláceas. 
O mesofilo pode estar diferenciado em dois tipos diferentes de parênquima: 
- o tecido em paliçada, formado por células alongadas e dispostas transversalmente 
à superfície da folha, para lhe dar consistência; e 
- o tecido esponjoso, formado por células mais arredondadas. 
Os canais dos estomas atravessam a paliçada e terminam no tecido 
esponjoso. A cor das folhas pode variar, de acordo com os pigmentos existentes nas 
suas células. Estas diferentes colorações podem ser características da própria 
espécie ou ser causadas por vírus ou ainda por deficiências nutritivas. Nos climas 
temperados e boreais, as folhas de muitas espécies podem mudar de coloração com 
 
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 111 
as estações do ano e soltar-se (morrer) - folhas caducas ou decíduas - na época em 
que existe menos luz e em que a temperatura é baixa; a planta sem folhas irá passar 
o inverno em um estado de metabolismo reduzido, alimentando-se das reservas 
nutritivas que tiver acumulado. 
No interior das folhas das plantas vasculares existem ainda nervuras onde 
se encontram os canais por onde circula a seiva - os tecidos vasculares, o xilema e 
o floema. 
A forma das folhas é geralmente característica das espécies, embora com 
grandes variações. As formas típicas de folha das plantas vasculares são 
apresentadas na Figura 26. 
 
 
FIGURA 26 – DIFERENTES FORMAS DAS FOLHAS. 
 
FONTE: Wikpedia (2013). 
 
 
 
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 112 
Os frutos derivam-se do ovário das flores. Após a fecundação dos óvulos em 
seu interior, o ovário inicia um crescimento, acompanhado de uma modificação de 
seus tecidos provocada pela influência de hormônios vegetais, que interferem na 
estrutura, consistência, cores e sabores, dando origem ao fruto. Os frutos mantêm-
se fechados sobre as sementes até, pelo menos, o momento da maturação. Quando 
as sementes estão prontas para germinar, os frutos amadurecem, e podem se abrir 
liberando as sementes ao solo, ou tornam-se aptos a serem ingeridos por animais, 
que depositarão as sementes após estas passarem por seu aparelho digestivo. Os 
frutos verdadeiros se originam do ovário da planta. 
Segundo registros fósseis, os primeiros frutos não passavam de folhas 
carpelares, como as encontradas em Gimnospermas, porém fechadas sobre as 
sementes, formando folículos. Os frutos mais simples nas espécies atuais possuem 
estrutura similar, foliculares, mas os mais comuns são frutos formados pela 
combinação de vários carpelos unidos entre si. 
A função primordial dos frutos é a proteção da semente em 
desenvolvimento, e é a principal razão atribuída pelos estudiosos ao fechamento dos 
carpelos nas primeiras Angiospermas. Ao longo de sua evolução, as plantascom 
flores e frutos desenvolveram novos tipos de frutos, e novas estratégias para a 
dispersão das sementes contidas neles, de forma que nas espécies atuais há uma 
variedade imensa de cores, formas, estruturas acessórias e sabores, cada qual 
especializada em uma forma diferente de dispersão de sementes. 
Há frutos que secam e abrem-se na maturação, simplesmente liberando as 
sementes sobre o solo. Outros, ao se abrir, expelem as sementes de forma 
explosiva, arremessando-as a grandes distâncias. Os frutos carnosos normalmente 
dependem de animais, que carregam os frutos para outros lugares, ou os ingerem, e 
carregam suas sementes no trato digestivo para serem liberadas longe do local de 
origem. Certos frutos armados de espinhos agarram-se à pelagem de mamíferos ou 
penugem de aves, e assim percorrem grandes distâncias. Há ainda frutos providos 
de alas e pelos, que permitem que flutuem por alguns momentos. 
Os frutos dividem-se basicamente em três camadas: 
Epicarpo ou exocarpo: camada externa, normalmente uma camada 
membranácea e fibrosa; pode ser lisa, rugosa, pilosa ou espinosa, e é popularmente 
 
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 113 
conhecida como casca, camada mais externa do fruto, origina-se da epiderme do 
carpelo. 
Mesocarpo: camada imediatamente abaixo do epicarpo, suculenta, que pode 
ou não armazenar substâncias de reserva. Provém do mesofilo carpelar. 
Endocarpo: camada mais interna, normalmente a camada mais rígida que 
envolve as sementes. Origina-se da epiderme interna da folha carpelar. Em certos 
tipos de frutos, o endocarpo apresenta-se espessado e muito resistente. 
Há muitas variações na aparência e na consistência destas camadas. Em 
frutos capsulares, secos, é comum o mesocarpo ou o epicarpo estarem suprimidos, 
enquanto a camada restante assume consistência lenhosa. Já em alguns frutos, 
como ameixas e pêssegos, o mesocarpo é grande e suculento, enquanto o "caroço" 
corresponde ao endocarpo lenhoso envolvendo a semente, ou amêndoa. Nas 
melancias, o mesocarpo e uma camada espessa e resistente, e o endocarpo 
corresponde à polpa vermelha em seu interior. Enfim, todos os frutos partem do 
mesmo plano básico de três camadas, cada um derivando-se de uma maneira ou de 
outra em direção a características próprias. 
Os tipos de frutos são vários, e podem ser classificados de diversas 
maneiras, seguindo diferentes critérios. 
Quanto à composição: 
 - Frutos simples: quando os carpelos são unidos entre si, ao menos nos 
primeiros estágios de desenvolvimento. Ex.: a maior parte dos frutos conhecidos 
apresentam-se desta forma, como limões, peras, maracujás, mamões, pepinos e 
goiabas. 
- Frutos compostos: os carpelos são separados desde a flor, e desenvolvem-
se separadamente. Ex.: morango, magnólia. 
- Existem infrutescências, como o abacaxi, consideradas pelos leigos como 
um único fruto, ou um fruto composto. Na verdade, cada "gomo" do abacaxi 
corresponde a um fruto, originado de um ovário de uma flor. Estas flores são 
agrupadas de forma compressa em um eixo, de forma que seus ovários aderem-se 
uns aos outros, formando uma estrutura compacta. 
Quanto à abertura: 
- Frutos deiscentes: frutos que se abrem na maturação, normalmente secos. 
Ex.: castanha e a maior parte das leguminosas. 
 
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 114 
- Frutos indeiscentes: frutos que não se abrem espontaneamente. Podem 
ser secos, lenhosos, ou carnosos. Ex.: laranjas, melões. 
Quanto ao tipo: 
- Fruto carnoso (apresenta pericarpo suculento): 
- Baga: o ovário uni ou multicarpelar com sementes livres, por exemplo: 
tomate, limão, abóbora, uva, etc. 
- Drupa: o ovário unicarpelar, com semente aderida ao endocarpo duro 
(caroço), por exemplo: pêssego, ameixa, azeitona, etc. 
- Pomo: é um pseudofruto composto por 1 ou mais carpelos. Por exemplo: 
maçã, pera, marmelo, etc. 
- Folículo: abre-se por meio de uma única fenda longitudinal, por exemplo: 
esporinha, etc. 
- Cápsula: fruto seco que se abre por meio de poros ou por fendas 
longitudinais, por exemplo: papoula, mamona, tabaco, paineira, algodão, etc. 
- Legume ou Vagem: abre-se por meio de duas fendas longitudinais. 
Caracteriza as leguminosas, por exemplo: feijão, soja, ervilha, amendoim, fava, etc. 
- Aquênio: fruto seco indeiscente, o pericarpo seco está totalmente aderido a 
uma única semente, apenas em um ponto. Por exemplo: girassol, etc. 
- Sâmara: fruto seco indeiscente, o pericarpo seco forma expansões aladas, 
por exemplo: tipuna, pau-d'alho 
- Síliqua: abre-se por quatro fendas longitudinais, deixando um septo 
mediano, por exemplo: ''crucíferas'' como couve e repolho, etc. 
- Noz: um fruto seco com apenas uma semente (raramente duas) no qual a 
parede do ovário ou parte dela torna-se muito dura na maturidade, por exemplo: 
avelã, bolota, etc. 
- Cariopse ou Grão: fruto seco indeiscente, o pericarpo seco está totalmente 
aderido a uma única semente, porém difere dos Aquênios e caracteriza as 
gramíneas, por exemplo: milho, arroz, trigo, aveia, cevada, alpiste, etc. 
- Pixídio: abre-se por meio de um septo transversal, preparando-se uma 
espécie de "tampinha" conhecida por opérculo, por exemplo: jequitibá, eucalipto, 
sapucaia, etc. 
Os tipos são muito variáveis, e há várias subcategorias para cada um deles, 
que são pormenorizadas em artigos próprios. 
 
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 115 
Fruta não é uma termologia botânica como muitos pensam. Fruta é o nome 
vulgar dado aos frutos e pseudofrutos comestíveis de sabor adocicado. Em 
contraponto, muitos entendem que os frutos não têm aspecto adocicado, o que não 
é verdade. Toda fruta é um fruto ou um pseudofruto. 
Em razão do leve gosto adocicado do tomate, não é incomum que muitas 
pessoas o enquadrem como fruta, o que não está necessariamente errado. 
Vulgarmente este fruto é chamado de legume, mas como veremos mais a frente, 
botanicamente, não o é. 
Em termos botânicos, como visto anteriormente, legume é um tipo de fruto 
característico da família Fabaceae (leguminosas) e, inclusive, compreende frutos 
adocicados como o ingá. No Brasil, esse termo também é vulgarmente usado para 
nomear frutos não adocicados, como grande parte dos legumes (no sentido 
botânico), além de raízes e caules subterrâneos comestíveis. Esses, geralmente, 
são consumidos após cozimento. Nesse sentido amplo, parece coerente entender 
legume como quaisquer hortaliças que não incluem as verduras, embora, pelo que 
constem em alguns lugares do nordeste, usa-se este termo como sinônimo de 
cereal, que são sementes comestíveis (grãos) provenientes de gramíneas, como 
milho. 
Também existem os Pseudofrutos, cujo se originam do ovário e de outra 
parte da flor, assim não são frutos "verdadeiros". São classificados em simples, 
múltiplos e compostos/infrutescências: 
- Pseudofruto simples: Deriva de uma flor com um ovário no qual outra parte 
da flor se desenvolve. Na maçã e na pera desenvolve-se o receptáculo floral. No 
caju desenvolvem-se o pedúnculo e o receptáculo floral. 
- Pseudofruto múltiplo: Deriva de uma flor com muitos ovários. Cada ovário 
desenvolve-se em um fruto, como no morango. 
- Pseudofruto composto ou Infrutescência: Deriva do desenvolvimento de 
uma inflorescência, como o abacaxi, figo, jaca, etc. 
Semente é o óvulo maduro e já fecundado das plantas gimnospermas ou 
angiospermas. É formada por: 
- tegumento ou casca; 
- embrião; 
- endosperma (que o envolve). 
 
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 116 
Sua importância está relacionada às formas mais primitivas de reprodução e 
dispersão e é atestada pelo sucesso destes dois grupos das plantas em dominar a 
paisagem. 
A semente amassada contém um suco a partir do qual a planta crescerá 
quando encontrar as condições desejadas. Também contém um suprimento de 
reserva que servirão para o primeiro estágio de desenvolvimento da planta, depois 
da formação completa dos órgãos responsáveis pela alimentação. Este suprimento 
se desenvolve a partir deum embrião chamado fixosperma, proveniente da planta 
mãe. O endosperma torna-se rico em óleo ou amido e proteínas. Em algumas 
espécies, o embrião é envolto em endosperma, que será usado pela semente 
durante a germinação. Em outras o endosperma é absorvido pelo embrião durante a 
formação da semente, e seus cotilédones passam a armazenar o alimento. As 
sementes destas espécies, quando maduras, passam a não ter mais endosperma. 
O embrião da semente se divide em duas principais partes: radícula e 
gêmula. A radícula é a primeira parte da semente a emergir durante a germinação. É 
a parte do embrião da semente que irá de formar em raiz. A gêmula é a parte do 
embrião que originará as primeiras folhas da planta. 
Exemplos de sementes com endosperma na maturidade: todas as coníferas 
e a maioria das monocotiledôneas. 
Exemplos de sementes sem endosperma na maturidade, também 
conhecidas como exalbuminosas: feijão, amendoim, soja. 
A parte externa da semente, o tegumento, desenvolve-se a partir do tecido 
que envolvia o óvulo – a parte mais externa deriva da primina, e a mais interna, da 
secundina tem bagagem genética da planta mãe. 
Em sementes maduras, o tegumento pode formar uma fina camada ou uma 
camada espessa e resistente. Ela ajuda a proteger o embrião de injúrias mecânicas 
e perda excessiva de água. Para que o embrião germine, é preciso que o tegumento 
se rompa. Na maioria das espécies, isso acontece em contato com a água ou com 
certo teor de umidade; em outras, é preciso que haja uma escarificação mecânica 
(uma quebra ou raspagem, que, na natureza, pode ser provocada por algum animal, 
ou pela própria queda da semente no chão), para que a água possa atingir o 
embrião. Outras sementes, ainda, precisam passar pelo trato digestivo de animais 
(ex.: erva-de-passarinho) ou ser expostas a altas temperaturas (como algumas 
 
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 117 
plantas do cerrado brasileiro, que germinam depois de um incêndio). Em certos 
casos, estruturas da própria semente produzem enzimas que degradam o 
tegumento a partir de estímulos do hormônio giberelina. 
As sementes das angiospermas, em geral, formam-se e desenvolvem-se 
dentro do fruto. Em alguns casos os tecidos do fruto se soldam com o tegumento da 
semente e se confundem com ele, como por exemplo, no milho e no girassol. As 
sementes das gimnospermas começam o seu desenvolvimento descobertas, e são 
depois envoltas por estruturas chamadas pinhas ou cones (ex.: pinhão). 
A flor, após sofrer a diferenciação, desenvolve-se e, à semelhança de um 
ramo vegetativo, passa a se constituir de um eixo (receptáculo) e de apêndices 
laterais, que são os órgãos florais. 
Na formação do embrião o zigoto diploide (proveniente da fusão do 
microgameta com a oosfera) divide-se em duas células. A mais externa encostada à 
micrópila, por divisões sucessivas, forma um cordão, o suspensor, ligado por um 
lado ao saco embrionário, por onde recebe substâncias nutritivas. O suspensor tem 
vida efêmera. A mais interna, concomitantemente, por divisões sucessivas, forma o 
embrião, que é a futura planta. 
Diferentemente dos animais, as plantas são limitadas em sua habilidade de 
procurar condições favoráveis para sua vida e crescimento. Como consequência, 
elas desenvolveram muitas maneiras de dispersão e distribuição da sua população 
por meio das sementes. 
Uma semente precisa chegar de alguma maneira a um local e precisa estar 
lá enquanto houver condições favoráveis à germinação e crescimento. Em alguns 
casos, as propriedades que contribuem com este movimento das próximas gerações 
para longe da planta mãe estão mais ligadas a propriedades do fruto do que da 
semente e, em alguns casos, a uma mistura dos dois. 
As sementes também possuem um mecanismo de proteção da próxima 
geração, evitando que a planta germine em condições desfavoráveis ao 
crescimento. Em áreas de invernos rigorosos, as sementes podem passar o inverno 
todo debaixo da neve, dormentes, só germinando na primavera. Esta mesma 
propriedade forma o banco de sementes em algumas florestas: as sementes ficam 
no solo até que alguma árvore mais velha caia e abra uma clareira, permitindo que a 
luz entre e que novas sementes germinem. Em muitas espécies, a estratégia é a 
 
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 118 
mais simples: produzir o maior número de sementes. Esta estratégia funciona, mas 
exige o investimento de uma grande quantidade de energia por parte da planta, de 
forma que a relação custo-benefício pode ficar próxima da produção de poucas 
sementes altamente especializadas. As sementes são órgãos reprodutores, como a 
flor e o fruto. 
Chama-se de caule o órgão condutor de seivas (tanto seiva bruta como 
seiva elaborada) das plantas, pois é o que sustenta a copa das árvores. Possui 
gemas (apical e axilar) de onde brotam os nós, os ramos, as folhas e as flores. O 
meristema é o tecido responsável pelo crescimento do caule. 
O caule das plantas vasculares completamente desenvolvidos é um corpo 
subcilíndrico formado por camadas sucessivas de diferentes tecidos: 
- O córtex formado pela epiderme (nas plantas jovens) e pelo parênquima cortical; 
- O súber nas plantas com crescimento secundário; 
- O câmbio cortical (apenas nas plantas com crescimento secundário); 
- O floema; (É o Shybbyl de formação primaria); 
- O câmbio vascular (apenas nas plantas com crescimento secundário); 
- O xilema que, nas plantas com crescimento secundário, forma o lenho; 
- A medula, a camada parenquimatosa central (que, nas plantas com crescimento 
secundário, pode ter desaparecido). 
Nó, entrenó e gema terminal/gema apical: 
- nó: região caulinar geralmente delgada de onde partem as folhas. 
- entrenó ou meritalo: região caulinar entre dois nós consecutivos. 
- gema terminal/gema apical: Situada no ápice, constituídas por escamas, 
ponto vegetativo (região meristemática, de forma cônica) e primórdios foliares que o 
recobrem. Podem produzir ramos foliosos, flores e promover crescimento. Há gemas 
nuas, isto é, sem escamas. 
- gema lateral: De constituição semelhante á anterior e que pode produzir 
ramo folioso ou flor. Situada na axila de folhas, chama-se também gema axiliar. 
Muitas vezes, permanece dormente, isto é, não se desenvolve devido. 
Tipos de caules considerando-se a consistência da planta: 
- caule herbáceo - caule macio ou maleável com presença de tecido 
colenquimático e consequentemente com acúmulo da celulose junto à parede celular 
(podendo, geralmente, ser cortado apenas com a unha); 
 
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 119 
- caule sublenhoso - é lignificado apenas na parte mais velha, junto à raiz, e 
ocorre em muitos arbustos e ervas; 
- caule lenhoso - amplamente lignificado, rígido e, em geral, de porte 
avantajado, forma, por exemplo, os troncos das árvores. 
Tipos de caules considerando-se o desenvolvimento da planta: 
- erva; 
- subarbusto; 
- arbusto; 
- árvore; 
- liana; 
- tronco. 
Tipos de caules considerando-se a forma da planta: 
- caule anguloso; 
- caule achatado ou comprido; 
- caule bojudo ou barrigudo, exemplo: baobá; 
- caule cilíndrico; 
- caule cônico; 
- caule estriado; 
- caule sulcado. 
Tipos de caules considerando-se o habitat da planta: 
- Caules aéreos. 
- caules eretos: 
- colmo, exemplos: bambu, cana-de-açúcar e milho; 
- estipe, exemplos: mamão e palmeiras; 
- haste, exemplos: rosa e soja; 
- escapo, exemplos: capim-dandá; 
- tronco, exemplos: árvores; 
- caules rastejantes, exemplos: abóbora; 
- caules trepadores, exemplos: videira. 
- caules volúveis: 
- caules volúveis sinistros; 
- caules volúveis dextros; madressilva; 
- caules não volúveis. 
 
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 120 
Nota: O estolho ou estolhão é uma brotação lateral que em intervalos 
sucessivos forma gemas com raízes e folhas. Logo, o estolho permite a propagação 
vegetativa da espécie, exemplos: clorofito e morango. 
- bulbo tunicado, exemplo: cebola; 
- bulbo composto oubulbilho, exemplo: alho e gladíolo ou palma-de-santa-
rita; 
- rizoma, exemplos: banana, espada-de-são-jorge e orquídea; 
- tubérculo, exemplos: batata, cará e inhame. 
Nota: Pseudobulbo ou caulobulbo é uma dilatação em forma de bulbo, que é 
característica das orquídeas e serve tanto para o armazenamento de água como 
também nutrientes minerais importantes para a nutrição vegetal. 
São considerados caules aquáticos todos aqueles que se desenvolvem em 
meio aquoso, exemplos: elódea, vitória-régia e outras plantas ornamentais 
aquáticas. 
Tipos de caules considerando-se o tipo ramificação da planta: 
- caule monopodial; 
- caule simpodial; 
- caule em dicásio. 
Em botânica, chama-se rizoma a um tipo de caule que algumas plantas 
possuem. Ele cresce horizontalmente, geralmente subterrâneo, mas podendo 
também ter porções aéreas. O caule da espada-de-são-jorge, do lírio-da-paz e da 
bananeira é totalmente subterrâneo. Mas, certos fetos e também as orquídeas 
desenvolvem rizomas parcialmente aéreos. 
Os rizomas são importantes como órgãos de reprodução vegetativa ou 
assexuada de diversas plantas ornamentais, por exemplo: agapanto, espada-de-
são-jorge, lírio-da-paz, samambaias e orquídeas. 
A raiz é o órgão da planta que normalmente se encontra abaixo da superfície 
do solo. Têm duas funções principais: servir como meio de fixação ao solo e como 
órgão absorvente de água, compostos nitrogenados e outras substâncias minerais 
como potássio e fósforo (matéria bruta ou inorgânica). Quase sempre subterrânea. 
Há, no entanto, plantas dotadas de raízes especiais, como as figueiras com as suas 
raízes via, e as plantas epífitas. 
 
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Nas pteridófitas, as raízes se desenvolvem nos primeiros estágios do 
desenvolvimento do esporófito, quando ainda preso ao gametófito. Nas plantas com 
sementes, raízes têm origem no embrião. O precursor da raiz no embrião, a radícula, 
é o primeiro órgão a se desenvolver no ato da germinação da semente. Nas 
dicotiledôneas e Gimnospermas, esta raiz primordial desenvolve-se e torna-se a raiz 
principal, da qual a maior parte do sistema radicular é derivada. Leva o nome de 
axial. Já em monocotiledôneas, a radícula se degenera, e todas as raízes brotam a 
partir da base do caule, conhecidas neste caso como raízes adventícias, ou 
fasciculadas. 
Nas Angiospermas, é possível distinguir anatomicamente as raízes de 
caules subterrâneos por apresentarem xilema na parte mais externa do cilindro 
vascular e floema na mais interna, quando no caule essa configuração é inversa. 
Além disso, as raízes não apresentam gemas foliares, que estão presentes nos 
caules. 
Outra característica é a presença da coifa, uma estrutura semelhante a um 
capuz nas extremidades das raízes, que protegem o meristema apical contra danos 
causados pelo atrito com o substrato. A coifa é um revestimento de células mortas 
produzidas pelo próprio meristema. Alguns associam a coifa ao geotropismo positivo 
das raízes, pois detectaram em suas células grande quantidade de grãos de amido, 
que se depositam de acordo com a gravidade. Estes grãos orientariam o 
posicionamento das células em relação ao centro da Terra, fazendo com que as 
raízes tendessem a crescer para baixo. 
Além da coifa, muitas raízes produzem mucilagem, que lubrifica a passagem 
do meristema na medida em que este avança pela terra, facilitando seu crescimento. 
Em alguns casos, essa mucilagem é tóxica para outras plantas, impedindo seu 
crescimento próximo à planta e diminuindo, assim, a competição por espaço, água e 
nutrientes. 
Certas figueiras podem, por vezes, germinar sobre outras árvores. 
Incapazes de absorver a matéria orgânica presente nos galhos do hospedeiro, como 
as epífitas, essas figueiras produzem raízes longas e finas que crescem em direção 
ao solo. Uma vez firmes essas raízes se engrossam e produzem novas raízes 
secundárias, que, aos poucos, envolvem a árvore hospedeira. A figueira continua a 
crescer em volta da árvore até que suas raízes apertem seu tronco e destrua seu 
 
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 122 
sistema vascular. Dessa forma, a figueira assume o lugar da árvore onde 
originalmente germinou. 
Em algas e briófitas não há raízes propriamente ditas. Nas primeiras, podem 
ocorrer apressórios, prolongamentos da base do talo com a função de fixação no 
substrato. Nas últimas, existem pelos absorventes responsáveis por algumas 
funções desempenhadas pelas raízes, mas não passam de uma série de células 
dispostas em sequência. 
Funções: 
- Essencialmente mecânicas e fisiológicas; 
- Promover a fixação da planta, absorver do solo a água e os minerais nele 
contidos, podendo ainda assumir funções de reserva como outras; 
- Desenvolve-se a partir da radícula do embrião, é destituída de clorofila (na 
maioria dos casos) e nunca possui folhas o que, juntamente com a estrutura interna, 
permite distinguir em caso de dúvida, como no de certos tubérculos, uma raiz de um 
caule. 
Algumas raízes são comestíveis, como a cenoura, o ginseng, o nabo o 
rabanete a mandioca e a beterraba. Estas raízes não devem ser confundidas com 
tubérculos como a batata, nem bulbos como a cebola, pois estes são caules 
subterrâneos, e não raízes. 
Algumas raízes são consideradas medicinais (como o próprio ginseng). Um 
grupo brasileiro chegou a pesquisar, em 1979, os efeitos anticancerígenos das 
raízes de Ternstroemia brasiliensis, uma Theaceae. 
Tipo de raízes: 
- Raiz pivotante, Raiz aprumada, raiz axial, raiz perpendicular ou raiz 
primária - apresentam raiz principal, com coifa maior do que as demais, seu 
comprimento é maior que o das outras. E também possui ramificações ou raízes 
secundárias. São características de dicotiledôneas. A raiz axial tem a função 
também de fazer a fotossíntese. A raiz principal tem função de fixação no solo, e as 
raízes secundárias a função de absorção de nutrientes e água. 
- Raiz fasciculada ou raiz em cabeleira - gramíneas e outras 
hipocotiledôneas têm um sistema de raiz fibroso, caracterizado por uma massa de 
raízes aproximadamente de igual diâmetro. Esse sistema de raízes é denominado 
de raiz múltipla, ramificada ou fasciculada e não surge como os ramos da primeira 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 123 
raiz, como no caso das raízes axiais; em vez disso, consiste de numerosas raízes 
em feixes que emergem da base do caule e tem tamanho maior do que a folha. São 
características das monocotiledôneas. 
- Raiz tuberosa - contém grande reserva de substância nutritiva e é muito utilizada 
na nossa alimentação. Como exemplo dessas raízes, podemos citar a mandioca, 
cenoura, o cará, a batata-doce. 
Obs.: Não confundir raiz tuberosa com caule tuberoso: a planta com raiz 
tuberosa possui o caule e as folhas fora do solo, ex.: mandioca. Os caules tuberosos 
são aqueles que possuem o caule e a raiz debaixo da superfície do solo. 
- Radicelas - A radicela é o embrião das raízes vegetais. São raízes minúsculas que 
são responsáveis pela absorção da maior quantidade de nutrientes e que germinam 
primeiro na semente. O termo mais comumente usado para se referir às radicelas. 
- Raiz aérea - além das funções de fixação e absorção, muitas raízes podem auxiliar 
na sustentação do vegetal, na absorção de gases, na reserva de nutrientes. Em 
muitos desses casos, as raízes ficam, pelo menos em parte, fora do solo, ou seja, 
são raízes aéreas. Em plantas altas com raízes muito superficiais, como é o caso do 
milho, as raízes aéreas do tipo escora podem ajudar na fixação e na sustentação da 
planta. A mesma coisa acontece com plantas que crescem em terrenos moles ou 
pantanosos. Em ambos os casos, a parte subterrânea dessas raízes participa do 
processo de absorção de água e sais minerais. 
- Raiz suporte ou raiz escora - quando uma planta possui um caule ou um conjunto 
de raízes muito fraco e essas raízes suportes são responsáveis pela ajuda na 
sustentação da planta. Descobriu-se recentementeque essas estruturas são 
ramificações do caule, ou seja, não são raízes. 
- Raiz estrangulante - também chamadas de cinturas ou estranguladoras, São 
adventícias que abraçam outro vegetal e, muitas vezes seu hospedeiro morre por 
falta de seiva. Ex.: araçá, mata-pau. 
- Raiz tabular - é uma raiz lateralmente achatada, como uma tábua. Esse tipo de raiz 
ocorre em árvores de grande porte e ajuda na fixação e estabilidade da árvore. O 
xixá e a Figueira são bons exemplos de raízes tabulares. 
- Raiz velame ou raiz cintura - é uma estrutura presente nas raízes aéreas das 
orquídeas; Tem a função de absorver água da atmosfera. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 124 
- Raiz grampiforme - prendem o vegetal em suportes, emitem uma espécie de 
grampo que os prende, como muros e estacas. Ex: a raiz da hera. 
- Raiz respiratória ou pneumatóforo - são raízes de algumas plantas que se 
desenvolvem em locais alagadiços. Nesses ambientes, como os mangues, o solo é 
geralmente muito pobre em gás oxigênio. Essas raízes partem de outras existentes 
no solo e crescem verticalmente, emergindo da água; possuem poros que permitem 
a absorção de oxigênio atmosférico. 
- Raiz sugadora ou raiz haustório - As plantas que possuem esse tipo de raiz são 
consideradas parasitas, pois vivem à custa da outra planta. Essas raízes são 
adaptadas à extração de alimentos de plantas hospedeiras, sendo característica de 
planta parasita como: cipó chumbo e a erva-de-passarinho. 
- Raízes aquáticas - como o próprio nome sugere, são raízes que se desenvolvem 
em plantas que normalmente flutuam na água. Sua função, diferente das 
subterrâneas, não é de fixação, mas de absorção de água e sais minerais. 
- Raízes tuberosas - são raízes que armazenam reserva de alimentos. Em várias 
espécies, as raízes ficam dilatadas e recebem o nome de raízes tuberosas. Muitas 
destas raízes são usadas na alimentação humana, como a cenoura, a beterraba, a 
batata-doce, a mandioca e o nabo. 
 
 
2.5 USO DO BONSAI 
 
 
Para certos projetos de paisagismo, em locais onde não permite a 
implantação de árvores de grande porte, o uso do bonsai pode ser uma alternativa 
muito interessante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 125 
 
FIGURA 27– BONSAI 
 
Fonte: Acervo pessoal do autor. 
 
Bonsai (japonês: bonsai), que significa "árvore em bandeja". 
Um bonsai precisa ter outros atributos, entretanto além de simplesmente 
estar num vaso raso. A planta deve ser uma réplica de uma árvore da natureza em 
miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre 
os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente 
é uma obra de arte produzida pelo homem por meio de cuidados especializados. 
Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa, na 
verdade foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de 
cerâmica. Há provas de que, já em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas 
envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade 
de jardinagem. 
No ocidente o cultivo de bonsai como distração desenvolveu-se muito nos 
últimos 200 anos e atualmente estas pequenas árvores estão disseminadas por todo 
o mundo. O crescente interesse pelo bonsai é partilhado com a crescente atenção 
dada às artes orientais nos últimos anos. Todavia, parecer um passatempo 
extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais 
complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. A diferença 
fundamental é o cuidado para seguir as características de uma árvore de porte muito 
maior, e aí existe a dificuldade. Mais do que cuidadosa poda e adubação, necessita-
se também muita paciência e alguma habilidade artística. Em lendas o bonsai 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 126 
corresponde boa sorte e muito dinheiro, porém isso é deixado de lado quando 
conhecemos o verdadeiro significado e sentido do Bonsai. 
Podem ser encontrados bonsais de vários tamanhos, sendo que a maioria 
fica entre 5 cm e 80 cm. Os bonsais medindo até aproximadamente 25 cm podem 
ser chamados shohin. Costuma-se chamar os bonsais menores que 7 cm de nano. 
Podemos encontrar, na natureza, árvores que crescem em formas bastante 
variadas. Essas formas são imitadas por meio de "treinamento" (armação e poda). 
Os estilos abaixo são os básicos tradicionais. Existem outros que são considerados 
subtipos dos descritos abaixo. 
- Chokan: Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de 
espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem 
balanceados. 
- Moyogi: Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de 
uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição 
geral mais ou menos ereta. A árvore deve dar a impressão de um movimento 
gracioso. 
- Shakan: Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se 
predominantemente em uma direção. 
- Kengai: Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e 
então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda 
do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos. 
- Han-tensoi: Estilo semicascata. Semelhante ao anterior, com a árvore 
caindo a um nível abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do 
vaso. 
- Fukinagushii: Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados 
como que moldados pela força do vento. 
 
 
2.5.1 Métodos de cultivo 
 
 
O método do misho é o cultivo com base em sementes. Consiste em 
designar uma espécie que dela se queira obter um bonsai, conseguir algumas 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 127 
sementes desta planta (se a espécie escolhida não apresentar sementes, o misho 
não se emprega nesse caso), plantar e esperar a germinação - processo que pode 
durar, dependendo da espécie, de 1 a 3 meses. Método: 
- Escolhidas as sementes, devem-se escolher as que estão ainda viáveis. 
Um método muito produtivo consiste em deixá-las em um vaso com água na noite 
anterior ao plantio, de um dia para o outro. As sementes férteis irão imergir e as 
mortas flutuarão. 
- Deve-se preparar a sementeira, escolha um vaso ou caixa de madeira com 
aproximadamente 15 cm de profundidade, com um orifício no fundo para drenagem, 
que deve ser coberto com uma tela de náilon para evitar escoamento do conteúdo. 
- Necessita-se cobrir 1/4 da profundidade do vaso com grânulos de 
cascalho. 
- A próxima camada deve ser já o substrato (sem cascalho fino) até um 
pouco mais da metade do vaso. Não deve ser usado nenhum tipo de adubo nessa 
fase. 
- As sementes devem ser guardadas nessa camada de terra, separadas 4 
cm uma das outras e cobertas com uma camada de 2cm de terra fina. 
- A rega deve ser intensa, porém não a ponto de encharcar o vaso. 
- Depois de três meses de brotamento as plantas estão prontas para 
adubação. Pode ser sobreposto uma pequena quantidade de adubo líquido, colza ou 
torta de mamona. 
- De acordo com a espécie, a época de se transplantar a muda para uma 
bandeja de bonsai varia entre 1 a 2 anos. Em seguida a esse período ainda não 
temos um bonsai, apenas uma muda. Deve-se então prosseguir com os passos do 
método Yamadori. 
Yamadori representa mudas colhidas na natureza, porém para conseguir as 
mudas, você pode muito bem comprá-las num horto. Este método pode ser aplicado 
como seguimento do misho, mas, com a economia de alguns meses (a idade da 
muda irá influir neste caso). A muda tem que ter caule curto, pois algumas espécies 
tendem ao crescimento vertical exagerado do caule, tornando-se impróprias para se 
tornarem um bonsai – assim sendo, devem ser moldadas desde muito cedo. 
Vale observar que em caso de colheita da muda natural, deve-se ter cautela 
para não estragar as raízes na hora da retirada. Método: 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 128 
- As mudas, quando compradas, frequentemente virão em um saquinhode 
plástico preto que deverá ser descartado no início do processo. 
- Apesar de que os bonsai sejam plantados em uma bandeja, as mudas 
adquiridas não devem ser replantadas de início nesse tipo de recipiente, mas ainda 
não são bonsai – devendo, por isso ser replantadas com procedimentos 
semelhantes aos do misho, no que se refere ao preparo do solo. 
- Tendo em vista que, a muda for retirada da terra, os galhos devem ser 
podados, equivalente ao volume das raízes. A poda necessita ser realizada com 
tesoura bem afiada e muito cuidadosamente, de modo a não prejudicar a maneira 
que se deseja dar ao futuro bonsai. Deve-se iniciar a poda pelas raízes secas ou 
danificadas, e prosseguir para os galhos em igual situação. Concluída a chamada 
poda de limpeza, deve-se analisar a proporção do volume de raízes em relação aos 
galhos: se faltarem muitas raízes, talvez seja necessário podar alguns galhos. A 
proporção dos galhos em relação às raízes é geralmente seis galhos para quatro 
raízes. 
- Devem-se ajustar as raízes da muda no vaso e acrescentar terra 
gradualmente, compactando-a levemente com os dedos. O vaso deve comportar 
terra o suficiente para cobrir as raízes, porém sem nunca ultrapassar a borda do 
vaso. Deve-se pressionar a área aterrada com as mãos utilizando pouca força, e 
sem o uso de ferramentas. 
- Após a muda ser plantada, talvez ela necessite ser amarrada ao vaso com 
um barbante forte, fio ou apoiada de alguma forma para não modificar a posição ou 
cair, até que as raízes fiquem mais fortes. Esse suporte deve ser mantido por cinco 
meses. 
- As mudas recentemente plantadas necessitam ser dispostas à meia 
sombra, ao abrigo dos raios diretos do sol e do vento. Como este é o estágio de 
crescimento de raízes novas, necessita-se regar a terra duas vezes por dia durante 
os três primeiros meses. 
Existem também outros métodos de cultivo como o sashiki, que é a 
preparação de mudas para bonsai por estacas de galhos, e a alporquia, que é a 
técnica aplicada com o objetivo de forçar o crescimento de raízes de um 
determinado local de um galho ou segmento de tronco de uma árvore natural. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 129 
O substrato precisa cumprir diversas funções no vaso de bonsai. Fornecer 
sustentação às raízes, proporcionar a retenção de água e nutrientes, promover 
aeração e drenagem adequadas e, dependendo do objetivo, acelerar ou retardar o 
crescimento das raízes. 
 
 
2.6 DOENÇAS E PRAGAS EM PLANTAS ORNAMENTAIS 
 
 
As pragas e doenças são causadores de muitos prejuízos em plantas 
ornamentais. Esses problemas fitossanitários podem ter origens diversas: 
- devido ao grande número de plantas de uma mesma espécie cultivada 
(monocultura); 
- adaptação do agente causador à planta hospedeira; 
- grande número de plantas exóticas que “importam” esses agentes. 
Esses problemas fitossanitários podem ser resolvidos em casa, utilizando 
receitas e cuidados simples. Vejamos alguns exemplos para prevenção de pragas e 
doenças mais comuns: 
 
 
2.6.1 Pulgões 
 
 
De acordo com a intensidade do ataque, a área e a espécie vegetal atingida, 
os pulgões (Figura 20) podem ser eliminados por: jatos de água dirigidos; poda e 
destruição das partes vegetais mais infestadas; armadilhas adesivas ou bandejas 
com água e algumas gotas de detergente, utilizando a cor amarela como atrativo 
para a captura das formas aladas (com asas); pulverização com emulsões de sabão 
de coco ou detergente neutro; pulverização com extratos vegetais (fumo, pimenta, 
alho, coentro, piretro, alamanda, croton, tagetes, cinamomo, arruda, urtiga, neem). 
 
 
 
 
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 130 
FIGURA 28 – INFESTAÇÃO DE PULGÕES 
 
Fonte: Acervo pessoal do autor. 
 
 
2.6.2 Cochonilhas 
 
 
O controle de cochonilhas (Figura 21) é por meio de limpeza das partes mais 
infestadas com esponja ou escova; poda e destruição das partes vegetais mais 
atacadas; pulverização com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro; 
pulverização com extratos vegetais (fumo); pulverização com óleo mineral miscível a 
1%. 
 
 
FIGURA 29 – ATAQUE DE CONCHONILHAS 
 
Fonte: Acervo pessoal do autor. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 131 
2.6.3 Cigarrinhas 
 
 
O controle de cigarrinhas (Figura 22) normalmente é feito por limpeza com 
esponja ou escova das partes vegetais atacadas; poda e destruição das partes 
vegetais infestadas; armadilhas adesivas ou bandejas com água e algumas gotas de 
detergente, utilizando a cor amarela como atrativo para a captura das formas aladas; 
pulverização com emulsões de sabão de coco ou detergente neutro; pulverização 
com extratos vegetais (fumo). 
 
 
FIGURA 30– INFESTAÇÃO DE CIGARRINHAS 
 
Fonte: Acervo pessoal do autor. 
 
 
2.6.4 Percevejos 
 
 
Catação manual e destruição dos ovos, ninfas e adultos (Figura 23); 
armadilhas adesivas ou bandejas com água e algumas gotas de detergente, 
utilizando a cor amarela como atrativo para a captura dos adultos; pulverização com 
emulsões de sabão de coco ou detergente neutro; pulverização com extratos 
vegetais (fumo). 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 132 
FIGURA 31 – PERCEVEJOS 
 
Fonte: Acervo pessoal do autor. 
 
 
 
2.6.5 Insetos Mastigadores 
 
 
Ordem Orthoptera (gafanhotos, grilos, paquinhas): 
 
- catação manual e destruição (gafanhotos solitários); 
- iscas atrativas envenenadas (paquinhas, grilos); 
- farelo de trigo 1,0 kg; 
- inseticida 100,0 g (contato e ingestão); 
- açúcar ou melaço 100,0 g; 
- água 0,5 L. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 133 
FIGURA 32– INSETOS MASTIGADORES 
 
Fonte: Acervo pessoal do autor. 
 
 
2.6.6 Formigas Cortadeiras (Saúva e Quem-Quém) 
 
 
Pode ser realizado de duas maneiras: 
Mecanicamente, retirando-se os ninhos, ainda jovens. Ninhos antigos são 
muito profundos, tornando inviável sua escavação e remoção. Utilização do “chapéu 
chinês”, que consiste em um cone invertido de plástico, com produto repelente de 
formigas na parte inferior deste cone. 
Quimicamente, utilizando-se iscas granuladas, líquidos termonebulizáveis, 
gases liquefeitos ou pós-secos. 
 
 
FIGURA 33 – (A) FORMIGA SAÚVA; (B) FORMIGA QUEMQUÉM 
 
Fonte: Acervo pessoal do autor. 
 
 
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 134 
 
2.6.7 Doenças (Fungos, Vírus e Bactérias) 
 
 
As doenças causadas por esses agentes são muito difíceis de serem 
identificadas, devido ao tamanho microscópico desses organismos. 
Pode ser realizada por meio do uso de fungicidas e bactericidas apropriados 
para o tipo da doença. Pode ser realizada também a retirada das partes danificadas 
pela doença. 
A seca dos Ramos ( Phomopsis rosae (Schulzer & Sacc.) Trav. & Spessa) é 
um exemplo de doença causada por fungo – manifesta-se por um tipo de 
apodrecimento de coloração marrom que tem início nas partes seccionadas dos 
ramos podados, e que depois se estendem para as partes inferiores (Figura à 
direita). Quando esta podridão atinge a haste principal pode causar a morte da 
planta. Em condições favoráveis ao fungo ele pode produzir picnídios que aparecem 
como pequenos pontos escuros na superfície dos tecidos das hastes doentes. A 
eliminação e destruição de órgãos afetados constituem medidas importantes de 
controle. No Brasil inexistem fungicidas registrados para esta doença. Como a 
doença é disseminada por meio de tesoura de poda, a desinfecção em solução de 
formaldeído ou hipoclorito de sódio pode prevenir o progresso da doença pelo 
roseiral. 
Uma das doenças causadas por bactérias é a podridão mole, essa doença 
se caracteriza pela maceração de tecidos devido à produção, pela bactéria, de 
enzimas que degradam substâncias pécticas da lamela média e parede celular. 
Esse tipo de sintoma é muito importante durante o armazenamento, no caso de 
bulbos e rizomas e também em viveiros, durante o desenvolvimento do vegetal. 
Plantas de Amarilis apresentando sintomas de podridão causada por Erwiniachrysanthemi. 
As doenças causadas por vírus são os maiores problemas devido à 
inexistência de produtos capazes de combatê-los. Contudo, alguns meios de 
prevenção podem ser utilizados, como: 
- utilizar sementes e materiais propagativos livres de vírus; 
- eliminação de vetores, por meio de produtos químicos e/ou armadilhas; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 135 
- higienização das mãos, bancadas e ferramentas utilizadas. 
Observações sobre o controle: 
- extratos vegetais e emulsões de sabão ou óleo devem ser pretextados, 
quanto à eficiência de controle e fitotoxicidade, especificamente para cada inseto 
praga e espécie vegetal. 
- pulverizações com soluções e/ou emulsões devem ser efetuadas no 
período mais fresco do dia, isto é, no final da tarde, para evitar queimaduras pelos 
raios solares. 
- emulsões de sabão ou detergente são utilizadas em concentração ao redor 
de 3% (3 mL ou g/LH20). 
- emulsões de óleo são utilizadas em concentrações ao redor de 1%. 
- Calda de Fumo: 400 g de fumo de corda picado + 2 litros de água 
- deixar em infusão de água quente, tampado, por 24 horas; 
- coar e deixar em banho-maria até concentrar em 2 litros; 
- usar na proporção de 1 litro de extrato para 100 litros de água; 
- usar, no máximo, no dia seguinte. 
 
 
 
FIM DO MÓDULO II 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 140 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 141 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 142 
 
 
MODULO III 
 
 
3 PLANTAS ORNAMENTAIS: CONHECIMENTO E MANEJO 
 
3.1 PLANTAS ORNAMENTAIS: FORRAÇÕES, ARBUSTOS, ÁRVORES, 
PALMEIRAS, TREPADEIRAS, PLANTAS ENTOUCEIRANTES, PLANTAS 
TÓXICAS, OUTROS GRUPOS DE PLANTAS 
 
 
FIGURA 34 
 
 
 
FONTE: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 
3.1.1 Plantas Arbustivas 
 
 
Os arbustos são plantas lenhosas ou semilenhosas, cujo caule é ramificado 
desde a base, não havendo, portanto, um tronco indiviso (como nas árvores). São 
exemplos de plantas ornamentais arbustivas: 
- Mil cores = Breynia nivosa 
- Camarão-amarelo = Pachystachys lutea 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 143 
- Árvore-da-felicidade = Polyscias guilfoylei 
- Roseiras = Rosa sp. 
- Camélia = Camellia japonica 
- Caliandra = Calliandra sp. 
- Hortênsia = Hydrangea macrophylla 
- Pingo-de-ouro = Duranta repens 
- Azaléia = Rhododendron x simsii 
- Abélia = Abelia x grandiflora 
- Acalifas = Acalypha sp. 
 
São elementos vegetais que possuem uma importância fundamental no 
paisagismo, ocupando, quase sempre, papel muito variado nos arranjos de um 
jardim. Os arbustos floríferos enriquecem as composições e aqueles de folhagens 
dão cor constante durante o ano, valorizando as árvores e demais plantas que os 
cercam. De modo geral, são plantas que aceitam podas, o que harmoniza a sua 
condução, permitindo ou obter um formato ajustado ao jardim onde estão inseridos, 
ou a formação de figuras (denominadas topiárias). 
 
 
3.1.1.1 Disposição no Jardim 
 
 
Em função do porte, os arbustos podem ser utilizados com diferentes 
finalidades no jardim: 
- transição do estrato herbáceo para o arbóreo; 
- complemento decorativo; 
- elemento dominante; 
- neutralizar uma visão que se pretende dissimular; 
- orientar a circulação de pessoas, realçando as passagens e os caminhos; 
- organizar espaços em benefício do ser humano, formando anteparos, tapumes, 
divisórias, cercas vivas; 
- favorecer o isolamento visual de áreas íntimas, delimitando uma linha de visão; 
- completar as linhas arquitetônicas das construções; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 144 
- atuar como barreira, evitando que o som e a poeira passem para dentro de casa; 
- algumas espécies, por serem bem compactas, chegam a ser até intransponíveis, 
servindo, por exemplo, para a contenção de animais; 
- preencher espaços vazios, onde uma árvore não possa produzir o mesmo efeito. 
São plantas muito versáteis, devido ao colorido de suas folhas, flores e 
frutos, textura das folhagens, ramagem densa e folhagem abundante. 
Paisagisticamente podem ser usados de várias formas em um jardim: 
- isolados; 
- em pequenos grupos; 
- associados a forrações ou outros tipos de vegetação; 
- por se apresentarem aos olhos mais como manchas do que como pontos ou focos, 
conseguindo-se efeitos maravilhosos à distância, devem ser plantados, 
preferencialmente, em grupos de vários indivíduos da mesma espécie, formando 
maciços ou tufos, de modo a serem apreciados pelo conjunto de sua forma, colorido 
de suas folhas e folhagem, e não pelo detalhe de uma única flor; 
- na formação de cercas vivas; 
- na formação de vasos. 
 
 
3.1.1.2 Classificações 
 
 
Apesar da maioria não ultrapassar 3,0 m de altura, o tamanho determina 
pouco, já que depende muito das condições climáticas do local, tais como 
temperatura, luz, precipitação pluviométrica, etc., e das condições químicas, físicas e 
biológicas do solo. Conforme seu porte, os arbustos podem ser classificados em três 
categorias: 
- Arbustos baixos: com menos de 0,5m de altura. São usados, de 
preferência, na beira de caminhos e canteiros, para cobrir caules esteticamente 
indesejáveis de arbustos mais altos, ou como contorno em passagens e caminhos. 
São usados em bordadura, separação de ambientes, junto de muros, maciços 
florais; 
 
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 145 
- Arbustos médios: com porte entre 0,5m a 1,50m de altura. Usados para 
formar maciços destinados a disfarçar as linhas retas e monótonas das bases das 
construções, no meio de gramados, isolados, em fileiras guarnecendo cercas e 
gradis, obstruindo a visão da parte baixa e desnuda de plantas mais altas; em 
conjunto como pequenas cercas vivas, junto de muros ou de paredes, em caminhos 
laterais para a condução de pedestres; como centro de interesse, etc.; 
- Arbustos altos: com porte acima de 1,50m até 3,0m de altura. Usados para 
formar cortinas de proteção de olhares (excelentes barreiras visuais); à beira de 
muros ou ao pé de edifícios, à frente e ao redor de árvores mais altas formando 
maciços; na composição de cercas vivas; como centro de interesse; como renques 
(proteção contra ventos). 
Existe ainda a arvoreta, que se refere a todo arbusto conduzido de forma a 
apresentar um fuste (tronco) único, cultivado em vasos ou recipientes diversos. 
Exemplos: ligustro (Ligustrum sinense) e buxinho (Buxus sempervirens). Já, o 
subarbusto apresenta um caule lignificado apenas na base, do qual nascem 
anualmente suculentos que, geralmente, secam após cada florada, como pode ser 
visto na hortênsia (Hydrangea macrophylla). 
Quanto à exigência em luminosidade, os arbustos podem ser de: 
- Pleno sol: acalifa, agave, azaleia, bambu, bananeira de jardim, camarão, cana-da-
Índia, cróton, dracena, escovinha, ixora, strelitzia, hibisco, hortênsia, mussaenda, 
bico-de-papagaio, sheflera, pândano, sanquésia, etc.; 
- Secundárias: afelandra, ardísia, azaleia, brinco-de-princesa, camélia, cordiline, 
cróton, dracena, ixora, hortênsia, jasmim-do-cabo, justicia, poliscia, etc.; 
- Sombra: ardísia, brinco-de-princesa, dracena, cordiline, poliscia, sheflera, etc.; 
- Obscuridade: aucuba (Aucuba japonica), ficus, etc. 
Os arbustos podem ter a copa de diferentes formatos: obovada, achatada, 
semielíptica, irregular, espalhada, vaso, arredondada, capitata, aberta e prostada. 
 
A)Cerca viva 
A cerca viva é a designação geral dada à formação de uma massa verde, ou 
colorida, de folhagem perene ou caduca, compacta desde a base, que geralmente 
não ultrapassa 2,0 m de altura, podendo, entretanto, atingir até 3,0 m ou mais. 
Apresenta inúmeras funções: 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 146 
- formar um muro vegetal desde o solo até a altura conveniente nos limites 
do terreno; 
- divisão ou proteção de determinados ambientes dentro do próprio conjunto, 
limitando o livre trânsito de pessoas, animais ou veículos; 
- servir como pano de fundo; 
- servir como barreira efetiva à proteção visual; 
- reduzir a velocidade dos ventos, o transporte de poeira e demais partículas 
em suspensão e da poluição sonora; 
- uso fundamentalmente ornamental, como folhagens, flores ou frutos 
decorativos. 
Existem dois tipos de cercas vivas: 
- Formal: forma retilínea, mantida por meio de podas; 
- Informal: silhueta irregular, variável em altura e espessura, procurando-se 
conservar, ao máximo, a forma original da espécie, não sendo quase nunca podada. 
Na determinação da espécie para cerca viva, todos os arbustos podem ser 
utilizados. Entretanto, deve-se atentar para o fato de que, enquanto as mudas 
estiverem em fase de desenvolvimento, possivelmente não acusarão nenhum 
problema. Contudo, após algum tempo, essas podem decair devido ao fechamento 
da vegetação, propiciado um microclima favorável ao desenvolvimento de insetos-
praga e doenças, ou pela competição das plantas, entre si, por água, luz e nutrientes 
minerais, fazendo com que alguns indivíduos amarelem, cresçam menos ou até 
mesmo morram. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 147 
 
 
FIGURA 35 – CERCA VIVA 
 
FONTE: Disponível em: <http://quintaldicasa.blogspot.com.br/2013/05/barreira-verdecerca-
viva.html> Acesso em: 04 dez. 2013. 
 
 
Devido a estes motivos, devem-se utilizar apenas espécies já 
experimentadas há anos e plenamente adaptadas às condições edafoclimáticas da 
região. 
A indicação da variedade adequada é de suma importância, devendo possuir 
as seguintes características: 
- ser decorativa e com lindo efeito ornamental; 
- possuir folhagem duradoura; 
- possibilitar podas drásticas (cerva viva formal); 
- vegetar bem em solos pobres; 
- ser resistente à seca; 
- resistir a eventuais geadas e ventos fortes; 
- suportar ao ataque de pragas e incidências de doenças; 
- não ter dimensões exageradas; 
- não crescer muito ligeiro. 
http://quintaldicasa.blogspot.com.br/2013/05/barreira-verdecerca-viva.html
http://quintaldicasa.blogspot.com.br/2013/05/barreira-verdecerca-viva.html
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 148 
 
 
3.1.2 Plantas Herbáceas 
 
 
As plantas herbáceas (gramados, folhosas e floríferas, anuais e perenes) 
são vegetais de tamanho limitado e ciclo de vida geralmente menor do que dois 
anos (anuais e bienais), podendo, algumas, ser perenes. Apresentam caule e ramos 
de consistência suculenta, tenra, não lenhosa, de porte variado: algumas não 
ultrapassam 10cm de altura (como o musgo Selaginella uncinata); outras têm porte 
avantajado (como as plantas da espécie Agave spp.). 
 
 
3.1.2.1 Divisão e Classificação 
 
 
As plantas herbáceas ornamentais normalmente são usadas como 
bordadura ou forração. A bordadura refere-se à fileira de plantas herbáceas ou 
arbustivas, geralmente de porte baixo, que marca o limite de um canteiro ou que se 
presta para formar desenhos decorativos. São mantidas com seu porte natural ou 
por meio de podas cuidadosas. 
A forração é um termo normalmente usado para definir plantas com 
crescimento horizontal maior do que o vertical, apesar de possuírem hábito de 
crescimento horizontal ou vertical, dependendo da espécie. As espécies 
classificadas como forração não resistem ao pisoteio. 
Diferentemente, as gramas são plantas que, em sua maioria, suportam certo 
pisoteio. As forrações possuem múltiplas soluções paisagísticas, podendo ser 
usadas com diferentes fins: 
- revestimento do solo, protegendo-o contra erosões, evitando a formação de 
poeira e lama; 
- para quebrar a monotonia da cor verde dos gramados, usando-as 
intercaladas a estes; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 149 
- dependendo da espécie ou variedade, podem-se obter diferentes graus de 
coloridos e texturas no espaço considerado; 
- fazer o acabamento em jardins, em composição com espécies de porte 
maior; 
- recobrimento do solo em locais onde há impossibilidade de uso de gramas; 
- integram o gramado as outras plantas; 
- manter a umidade do solo; 
- evitar a incidência de plantas invasoras; 
- criam-se possibilidades paisagísticas infinitas, devido à imensa variedade 
de plantas. 
Apesar de exigirem como área de implantação um local onde não haja 
circulação de pessoas, muitas delas apresentam a vantagem de prosperarem em 
locais sombreados, onde as gramas não cresceriam; algumas toleram solos 
encharcados e outras se desenvolvem bem em lugares inclinados ou no meio de 
rochas. 
O uso das diferentes forrações depende do gosto e da área disponível. 
Recomendam-se espécies mais altas para áreas maiores e espécies 
menores para área pequenas. Podem ser usadas de diferentes maneiras (uso 
paisagístico): 
- em vasos colocados em ambientes de luminosidade indireta; 
- sob árvores, como pendentes ou junto do tronco; 
- junto a muros e paredes, com luminosidade indireta; 
- em jardins de “inverno”; 
- junto de arbustos de porte médio a grande, para forrar o solo; 
- em floreiras ou jardineiras; 
- para redução do trabalho de manutenção em áreas sombreadas; 
- em canteiros sob diferentes condições de luminosidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 150 
 
 
TABELA 13 - PLANTAS HERBÁCEAS USADAS COMO FORRAÇÃO 
 
FONTE: Pires (2008). 
 
 
Podem-se encontrar forrações para vários tipos de ambientes: 
- para solos áridos ou secos: Sedum sp. (Dedinho de moça) e Echeveria sp.; 
- para solos íngremes e necessitando de proteção contra a erosão: Wedelia 
paludosa (vedélia); 
- para valorizar o intenso colorido: Ajuga (Ajuga reptans), celósia-plumosa 
(Celosia argentea); 
- para pleno sol: trapoeraba-roxa (Tradescantia pallida, purpurea); 
- para meia-sombra: marantas (Calathea sp.), trapoerabarana (Tradescantia 
zanonia); 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 151 
- para pleno sol e meia-sombra: abacaxi-roxo (Tradescantia spathacea), lambari 
(Tradescantia zebrina). 
 
 
3.1.2.2 Herbáceas Folhosas 
 
 
As herbáceas folhosas são assim denominadas por serem cultivadas devido 
à beleza de suas folhas. As folhas podem ter papel fundamental em termos de 
beleza de um ambiente, devido à grande variedade de forma, dimensão, textura, tom 
de verde e tonalidade de outras cores. Quanto à luminosidade, podem ser 
classificadas em: 
 
A) Plantas de pleno sol: 
- cinerária (Senecio douglasii); 
- capim-chorão (Eragrostis curvula); 
- periquito gigante (Alternanthera dentata); 
- periquito (Alternanthera ficoidea); 
- abacaxi-ornamental (Ananas bracteatus); 
- cinerária (Senecio douglasii); 
- trapoeraba roxa (Tradescantia pallida cv. purpurea); 
- amendoim-rasteiro (Arachis repens); 
- capim-chorão (Eragrotis curvula); 
- lança-de-são-jorge (Sanseveria cylindrica). 
 
B) Plantas para pleno sol e meia-sombra: 
- brilhantina (Pilea microphylla) 
- grama preta (Ophiopogon japonicus) 
- agapanto (Agapanthus africanus) 
- confete (Hypoestes sanguinolenta) 
- alocásia (Alocasia macrorhiza) 
- espadinha (Sanseveria trifasciata, var. hahnii) 
- abacaxi-roxo (Tradescantia spathacea) 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 152 
- fórmio (Phormium tenax) 
- ofiopógo (Ophiopogon jaburan) 
 
C) Plantas de meia-sombra: 
- piléa-alumínio (Pilea cadierei) 
- coléus (Solenostemon scutellarioides) 
- clorofito (Chlorophytum comosum) 
- ajuga (Ajuga reptans) 
- Singônio (Syngonium podophyllum) 
- Aspargo-pendente (Asparagus densiflorus) 
- Clorofito (Chlorophytum comosum) 
- Peperômia (Peperomiasandersii) 
- Calateia-zebra (Calathea zebrina) 
- Maranta-bicolor (Maranta bicolor) 
 
D) Plantas de sombra: 
- Asplênio (Asplenium nidus) 
- Costela-de-adão (Monstera deliciosa) = sombra ou meia-sombra 
- Lambari (Tradescantia zebrina) – plena ou meia-sombra 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 153 
 
 
TABELA 14 - ESPÉCIES HERBÁCEAS FOLHOSAS USADAS EM AMBIENTES 
SOMBREADOS 
 
FONTE: Pires (2008). 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 154 
 
 
3.1.3 Floríferas 
 
 
FIGURA 36 – VITÓRIA - RÉGIA 
 
FONTE: Disponível em: <http://espacoluau.wordpress.com/2012/04/26/neste-caminho-cheio-de-
flores/>. Acesso em: 04 dez. 2013. 
 
 
As herbáceas floríferas são assim chamadas por ser a beleza de suas flores 
a responsável pelo seu cultivo, como as orquídeas e begônias. Além da beleza, a 
flor serve de guia muito útil na identificação das plantas. A cor varia muito, desde a 
branca até a violeta, assim como outras características, indo de homogênea a 
heterogênea, de simples a composta, perfumada ou não, dentre outras. O tamanho 
é também muito variável, desde o microscópico até a gigante vitória-régia. É 
exatamente a associação de tom, forma, cheiro e variedades que faz com que as 
flores sejam tão queridas e procuradas. Cada espécie requer cuidados especiais, 
porém a grande parte exige geralmente mais luz do que às plantas de folhagem para 
se desenvolver. São exemplos de floríferas: 
 
 
http://espacoluau.wordpress.com/2012/04/26/neste-caminho-cheio-de-flores/
http://espacoluau.wordpress.com/2012/04/26/neste-caminho-cheio-de-flores/
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 155 
 
A) Plantas de pleno sol: 
- Aptenia cordifolia - rosinha-de-sol 
- Bidens tinctoria - margaridinha-escura 
- Gazania rigens – gazânia 
- Evolvulus pusillus – gota-de-orvalho 
- Lobularia maritima – alisso 
- Acalypha reptans – rabo-de-gato 
- Belamcanda chinensis – flor-leopardo 
- Dietes iridioides – moréia 
- Iris germanica – íris 
- Freesia x hybrida – frésia 
- Hemerocallis flava – hemerocális 
- Strelitzia reginae – estrelítzia 
- Petunia x hybrida – petúnia 
- Viola tricolor – amor perfeito 
 
B) Plantas de sobra: 
- Crossandra infundibuliformis - crossandra 
- Clivia miniata – clívia 
- Agapanthus africanus – agapanto 
- Cuphea gracilis – érica 
- Anthurium andraeanum – antúrio 
- Spathiphyllum wallisii – bandeira-branca 
 
C) Clímax: 
- Cuphea ignea – flor-de-santo-antônio 
- Primula obconia – prímula 
- Zingiber spectabile – gengibre-magnífico 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 156 
 
 
3.1.3.1 Ciclo de vida 
 
 
- Anuais: calêndula (Calendula officinalis), petúnia (Petunia hybrida), amor 
perfeito (Viola tricolor), cravo (Dianthus caryophyllus), cravina (Dianthus chinensis), 
calêndula (Calendula officinalis); 
- Perenes: lírio-de-são-josé (Hemerocallis flava), agapantos (Agapanthus 
africanus), gazânia (Gazania rigens), prímula (Primula obconica), gipsofila 
(Gypsophila paniculata), begônia sempre-florida (Begonia semperflorens), gerbera 
(Gerbera jamesonii), alpínia (Alpinia purpurata), gengibre magnífico (Zingiber 
spectabile), antúrio (Anthurium andraeanum). 
 
 
TABELA 15 - PLANTAS FLORÍFERAS HERBÁCEAS ANUAIS PARA O CULTIVO A 
PLENO SOL 
 
FONTE: Pires (2008). 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 157 
 
 
TABELA 16 - PLANTAS FLORÍFERAS HERBÁCEAS PERENES 
 
FONTE: Pires (2008). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 158 
 
 
3.1.4 Palmeiras 
 
 
As palmeiras são plantas monocotiledôneas, uma das mais características 
da flora tropical e mais antigas do globo terrestre, de grande utilidade nos jardins. 
Típicas dos trópicos, com exceção das tamareiras (Phoenix sp.) oriundas de áreas 
desérticas, e das palmeiras washingtonia, sabal e livistona, que são de clima 
temperado. Assim sendo, geralmente, apresentam melhor desenvolvimento quando 
cultivadas em regiões de clima quente. As palmeiras estão entre as plantas mais 
antigas do globo, e seus vestígios restaurados a mais de 120 milhões de anos. As 
palmeiras podem ser utilizadas na fabricação de artesanatos e telhados (folhas), 
para extração de cera vegetal (carnaúba e ceroxylon), de óleo vegetal (babaçu, 
dendê e coco-da-bahia) e de fibras; seus frutos e palmitos podem ser usados na 
alimentação humana (doces, pastéis, sucos, bolos, etc.), além do uso no paisagismo 
de diferentes maneiras. 
 
 
3.1.4.1 Caracterização Botânica 
 
 
Nesta família, Arecaceae (Palmae), encontram-se representantes arbustivos 
e arbóreos, sendo raros os casos de trepadeiras. São aproximadamente 3.500 
espécies em 240 gêneros. 
 
A) Raízes: fasciculadas, cilíndricas, espessadas, abundantes e subterrâneas; no 
entanto, em algumas espécies, as raízes podem ser também aéreas, as quais 
podem atingir o solo (Chamaedorea) ou não (Socratea exorrhiza - paxiúba), e 
completar a função do sistema radicular, ocorrendo basicamente em matas 
úmidas; 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 159 
B) Caule tipo estipe: alongado, cilíndrico ou cônico, com folhas terminais. É duro, 
não possui casca no sentido comumente utilizado para a palavra. Há espécies de 
caule único (simples e solitário), ou múltiplos (vários caules, formando uma touceira) 
(jacitaras – Dypsis lutescens e Cariota mitis). Não apresenta ramificações, com 
exceção da Hyphaene thebaica do norte da África, que se apresenta ramificada à 
semelhança de uma árvore. Há também representantes a caules (com caules 
subterrâneos e folhas que nascem ao nível do chão), como o indaiá-do-campo 
(Attalea geraensis) e pindorba-da-serra (Attalea humilis). A altura pode variar de 
0,50m até 50m (Ceroxylon quindiuense). O caule das palmeiras até então pode ser 
liso (sem qualquer revestimento), revestidos por bases remanescentes do pecíolo de 
folhas já caídas há muito tempo (licuri-Syagrus coronata e carnaúba-Copernicia 
prunifera), revestidos de espinhos (macaúba-Acrocomia aculeata), revestidos por 
uma massa de pelos (Coccothrinax crinita), ou mesmo revestidas por tecido fibroso 
na região do ápice (Coccothrinax barbadensis). 
C) Folhas: são Compostas por: 
- Bainha: é a parte ou região mais inferior que engloba o caule parcial ou totalmente; 
- Pecíolo: é a extensão da bainha e consiste da parte livre da folha, curta ou longa. 
As margens são denteadas, lisas ou com espinhos; 
- Lâmina ou limbo: é a região folhosa verde, que pode ser inteira ou alternadamente 
dividida. 
Possui na parte central a raque (uma porção mais rígida que é a extensão 
do pecíolo). As folhas divididas não são classificadas como compostas. As palmeiras 
apresentam grande variedade de folhas quanto ao tamanho, forma e divisão, com 
algumas grandes, como na Raphia farinifera (12m de comprimento). As folhas 
adultas, em função da forma, são de dois tipos: 
- Palmadas: não existe propriamente a raque ou esta é muito curta, e os segmentos 
(lâmina dividida) ou a lâmina (se inteira) partem de um único ponto na extremidade 
do pecíolo, em todas as direções. As divisões são denominadas de segmentos. Em 
outras espécies, a raque é encurtada parcialmente e uma extensão dela penetra na 
folha até certa distância, sendo chamadas de costa palmadas, e têm a característica 
de repuxadas como em espécies de Sabal sp. Geralmente, as palmeiras com folhas 
palmadas ou costa palmadas são denominadas popularmente de flabeliformes. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 160 
- Pinadas: folhas parecidas com uma pena. A lâmina é repartida e os segmentos 
dispõem-se regular ou irregularmente ao longo da raque. Os segmentos são 
denominados de pinas e não de folíolos. Possuem um eixo próprio, comprido, ao 
longo do qual se organizam em inúmeros folíolos. Várias palmeiras possuem folhas 
bipinadas (raque principal ramifica-se e as pinas fixam-se nestas ramificações), 
como na Caryota mitis. 
 
D) Inflorescência: paniculada, axilar, protegida por uma ou mais brácteas, 
em cacho com muitas flores. Grande parte das palmeiras é policarpa,isto é, as 
inflorescências constituem-se sucessivamente ano após ano no decorrer de todo o 
período de maturidade, com algumas exceções como a Caryota urens, cujas 
inflorescências se desenvolvem progressivamente do ápice para a base do caule, 
em um processo que demanda muitos anos, resultando na morte da planta logo 
após o amadurecimento da última inflorescência formada ao nível do solo. A jupati 
(Raphia taedigera), oriunda da região amazônica, cresce por sete anos, compondo 
estipe grosso, de 1,0 m a 4,0m de altura; é uma planta entouceirante, cujo estipe 
que produz cachos volumosos de frutos morre em seguida. Entretanto, a maioria das 
palmeiras cresce por dezenas de anos, alcançando grande porte, floresce e frutifica 
durante quase toda a sua existência. 
 
E) Flores: são pequenas, pouco atraentes e basicamente desprovidas de colorido 
vistoso. São unissexuais, podendo estar na mesma inflorescência e planta (plantas 
monoicas), ou em plantas diferentes (plantas dioicas), como as tamareiras (Phoenix 
sp.); 
 
F) Frutos: do tipo drupa (uma semente envolvida por um endocarpo rígido) ou 
bagas (uma a três sementes envolvidas por um endocarpo mole), indeiscente, 
muitas vezes de coloração amarela, vermelha ou preta, ornamentais. Os frutos, 
geralmente, são de forma globosa, ovalada, cônica ou alongada, de tamanho 
variável desde cerca de um grão de arroz ou ervilha até raramente grande com peso 
em torno de 20 kg como os do coqueiro-do-mar (Lodoicea maldivica); 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 161 
G) Sementes: com abundante endosperma, geralmente oleaginoso. A cavidade dos 
frutos é preenchida basicamente por uma única semente, dura e densa. A forma é 
variada, arredondada, ovalada, cônica, poucas vezes alongada. 
 
 
3.1.4.2 Distribuição Geográfica 
 
 
Grande parte das espécies ocorre nas regiões tropicais (Ásia, Indonésia, 
Ilhas do Pacífico e Américas); mas, algumas são de regiões subtropicais, sendo 
resistentes ao frio (Brasil/Uruguai/Argentina = Butia spp.). No Brasil, na Zona dos 
Cocais (Norte e Nordeste) ocorrem os babaçuais, carnaubais, buritizais e 
carandazais. As palmeiras de maior relevância são: babaçu (Orbignia sp.), carnaúba 
(Copernicia sp.), coqueiro-da-bahia (Cocus nucifera.), açaí e jussaras (Euterpe sp.) e 
jerivá (Syagrus sp.). Dentre as mais cultivadas, estão: tamareira (Phoenix sp.), 
palmeira real (Roystonea sp.), palmeiras-de-leque (Livistona sp. e Chamaerops sp.), 
areca-bambu (Dypsis sp.) e as cariotas (Caryota sp.). 
 
 
3.1.4.3 Hábito de Crescimento 
 
 
- Arbóreo: (Roystonea oleraceae) palmeira imperial; 
- Arbustivo: (Dypsis lutescens) areca-bambu; 
- Acaule: Phoenix acaulis, Geonoma acaulis; 
- Trepador: Calamus, Daemonorops. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 162 
 
 
3.1.4.4 Características Ornamentais 
 
 
A) Caule: 
Longos de espessura constante: 
- buriti (Mauritia flexuosa); 
- coco-da-bahia (Cocus nucifera). 
- afinados na base e no ápice, com espessura maior na região mediana: 
- palmeira real (Roystonea regia); 
- estipe com ramificações aéreas: Hyphaene thebaica; 
- brotações na base: Phoenix dactylifera. 
B) Folhas: 
- limbo pregueado, às vezes com fendilhamento; 
- costa, costela ou ráquis curta ou longa; 
- pecíolo curto ou longo, com ou sem espinhos. 
C) Inflorescência: flores em cacho, pequenas, cor amena, pouco chamativas; 
D) Frutos: algumas vezes, coloridos, bastante ornamentais. 
E) Curiosidades: 
- Coripha umbra culifera: maturidade em 40-80 anos, inflorescência com 6m de 
comprimento, 10m2 de base, 60 milhões de flores; 
- Loidocea maldivica: fruto de 20 kg; 
- Raphia ruffia: folhas de 6m de comprimento; 
- Roystonea oleraceae: caule com 50m de altura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 163 
 
 
3.1.4.5 Uso Paisagístico 
 
 
FIGURA 37 – PALMEIRAS 
 
FONTE: Disponível em: <http://manaus.olx.com.br/plantas-ornamentais-palmeiras-pau-pretinho-e-
frutiferas-iid-551311278> Acesso em: 04 dez. 013. 
 
 
As palmeiras são plantas de grande relevância econômica, sendo pela 
exploração comercial, como a extração de palmito (Euterpe edulis) e côco (Cocus 
nucifera), e de outros produtos alimentares (óleos), de fibras para confecção de 
chapéus, cestas, etc., como material para construções rústicas, além de alterar o 
microclima em associações extensas, ou pelo próprio valor ornamental atribuído às 
mudas em função do porte e espécie. As palmeiras, dependendo da espécie, podem 
ser reservadas em vasos, floreiras, etc. E, mesmo as plantas adultas podem ser 
transplantadas para o solo com sucesso, desde que cuidados importantes sejam 
observados. 
As palmeiras possuem grande relevância em projetos paisagísticos, 
essencialmente em função da forma e rusticidade. Orienta-se não cultivá-las 
http://manaus.olx.com.br/plantas-ornamentais-palmeiras-pau-pretinho-e-frutiferas-iid-551311278
http://manaus.olx.com.br/plantas-ornamentais-palmeiras-pau-pretinho-e-frutiferas-iid-551311278
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 164 
associadas a árvores, pois perdem o efeito visual. Podem ser cultivadas 
isoladamente, ou em grupos para o sombreamento e melhoria do microclima, 
sempre em posições dominantes no jardim. Quando plantadas formando aleias 
laterais (fileiras formando alamedas) em grandes jardins, em ambos os lados de 
arruamentos largos e compridos, ofertam um visual muito atrativo. Em pequenos 
jardins, este tipo de formação não deve ser utilizado, por neutralizar o ponto de fuga, 
propiciando um visual pesado e desagradável. 
Em gramado extenso, a utilização de uma única planta também não realça, 
proporcionando somente um corte na paisagem, sem propiciar harmonia ou 
caracterizar um ponto de destaque. Assim, devem ser plantadas preferencialmente 
em grupos não muito densos, em posições predominantes, onde se destacarão 
contra o azul do céu, branco das areias de uma praia, etc. 
O plantio de conjuntos compostos de espécies distintas raramente produz 
bom efeito, sendo mais orientada a utilização de grupos de uma única espécie. As 
palmeiras não têm objetivo de proteção contra ventos e nem de sombreamento; por 
este último motivo, não causam problemas no desenvolvimento de gramados, 
possibilitando o cultivo de grama até próximo a seus caules. 
Pela sua característica exótica e perfeição da silhueta, é um item importante 
em canteiros centrais de avenidas, alamedas, parques e jardins tropicais. Cada 
espécie prima por seus próprios ornamentos: porte, graciosidade das folhas, 
diâmetro e textura dos troncos, forma, tamanho e coloração dos cachos e frutos. 
Podem ser usadas de diferentes maneiras, além das já supracitadas: 
- na arborização urbana; 
- em jardins tropicais junto com outras plantas tropicais; 
- Espécies de porte alto: agem no conjunto mais pela silhueta do que pela cor ou 
aparência tridimensional; 
- Agrupadas em cumes de morros ou colinas: conjunto de belo efeito ornamental, 
sendo muito utilizadas para compor molduras de cenários panorâmicos afastados; 
- Parte dianteira da casa: permissível a utilização de palmeiras baixas, sendo 
preferível a colocação daquelas que formam touceiras; 
- Espécies altaneiras: somente atrás ou ao lado das casas, salvo palacetes ou 
conjuntos residenciais de alto luxo, com vasos em amplos jardins; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 165 
- À frente de prédios altos: essencialmente com fachadas lisas e monótonas, 
recomendam-se palmeiras de porte alto para aprimorar o seu aspecto; 
- Disfarçar o tronco desnudo de várias palmeiras: plantio de trepadeiras na base dos 
estipes. 
Há um grande número de palmeiras nativas e diversas outras exóticas, 
porém muito adaptadas ao nosso ambiente; a escolha deve depender das 
características do projeto em harmonia com as características de cada espécie. 
 
 
3.1.4.6 Manejo 
 
 
A) Plantio: as mudas podem ser plantadas em local definitivo, em qualquer 
época do ano, preferencialmente nos meses mais quentes,para que haja melhor 
desenvolvimento, em covas de tamanho adequado a cada espécie. Recomenda-se 
solo profundo, bem drenado, de textura franca, com boa aeração, teor adequado de 
matéria orgânica e nutrientes minerais, além de covas de 60 x 60 x 60 cm ou 40 x 40 
x 40 cm, conforme a espécie; 
B) Adubação: 
- De plantio (na cova): ½ terra e ½ esterco curtido ou composto orgânico, ou, 
- De plantio: cova de 60x60x60cm = esterco de gado curtido ou similar (30L) 
+ fosfato de Araxá ou farinha de ossos (1,0 kg) + calcário dolomítico (0,5 kg); 
- Após pegamento: 10-10-10 (200g/cova). 
C) Cuidados gerais: 
- Retirada de folhas secas, inflorescências e cachos velhos; 
- Desbaste nas espécies cespitosas, quando houver necessidade; 
- Controle de cochonilhas, pulgões e ácaros, por meio de paration e 
malation; 
- Retirada de lagartas no início da infestação. Deve-se evitar o uso de 
produtos químicos, para não causar danos ao meio ambiente. Para tanto, pode-se 
pulverizar com Dipel (Bacillus thurigiensis). 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 166 
 
 
3.1.4.7 Espécies 
 
 
A) Plantas de sol: 
- Cyrtostachis laka cv. Orange formulação; 
- Wallichia disticha - Rabo-de-peixe; 
- Ravenea rivularis - Palmeira majestosa; 
- Socratea exorrhiza – Paxiúba; 
- Butia purpurascens; 
- Dypsis lastelliana - Palmeira de pescoço marrom; 
- Livistona decipiens; 
- Corypha umbraculifera; 
- Satakentia liukiuensis - Palmeira satake; 
- Euterpe edulis – Juçara; 
- Mauritiella armata – Buritirana; 
- Euterpe oleracea – Açaí; 
- Hyophorbe verschaffeltii - Palmeira fuso; 
- Dypsis cabadae - Palmeira de cadaba; 
- Butia capitata; 
- Dypsis decaryi - Palmeira triângulo; 
- Latania commersonii - Latânia-vermelha; 
- Copernicia prunifera – Carnaúba; 
- Bismarckia nobilis - Palmeira azul. 
B) Plantas de sol e meia-sombra: 
- Calyptrocalix spicatus - Palmeira-de-rabo; 
- Phoenix roebelenii - Tamareira de jardim; 
- Normambya normanbyi x Wodyetia bifurcata; 
- Verschaffeltia splendida - Palmeira esplêndida. 
C) Plantas de meia-sombra: 
- Areca vestiaria cv. Rubra; 
- Areca trianda; 
 
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 167 
- Areca vestiaria - Areca-dourada; 
- Licuala elegans; 
- Reinhardtia gracilis – Palmeirinha; 
- Chamaedorea costaricana - Palmeira bambu. 
 
 
3.1.5 Plantas Ornamentais Trepadeiras 
 
 
As trepadeiras são plantas de caules longos, lenhosos, semilenhosos ou 
herbáceos, que necessitam de um suporte ou tutor para se fixarem, por serem 
incapazes de se manter em pé, sem algum tipo de apoio. Os caules, após subirem 
até certa altura, começam a se arquear, devido ao seu próprio peso, o peso das 
folhas e flores. Podem ser encontradas em mais de 40 famílias, como as gramíneas, 
cactáceas, rosáceas, leguminosas, etc. 
 
 
3.1.5.1 Grupos Botânicos 
 
 
FIGURA 38 – TREPADEIRAS 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.casosdecasa.com.br/index.php/tags/muros/> Acesso em: 04 dez. 
2013. 
 
 
http://www.casosdecasa.com.br/index.php/tags/muros/
 
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 168 
As trepadeiras são divididas em quatro grupos botanicamente heterogêneos, 
mas com hábitos de crescimento similares: 
A) Trepadeira volúvel: com hábito de se desenvolver girando o ápice de seus 
ramos novos em espiral, até se enroscar em um suporte de apoio, no qual se curva 
e passa a subir no tutor de forma espiralada. Os ramos grudam em um suporte sem 
necessidade de amarrio. Não é adequada para subir em muros, postes ou árvores, e 
sim para latadas de arame, grades de ferro ou estacas finas e roliças 
(principalmente quando estas estruturas são colocadas em diagonal), treliças de 
madeira com ripas ou arames formando XX ou WW, para revestir cercas, e também 
como pendentes em vasos e jardineiras. São exemplos: jitirana-vermelha (Ipomoea 
hederifolia), olho-preto (Thunbergia alata), jasmim-de-madagascar (Stephanotis 
floribunda), jasmim-estrela (Trachelospermum jasminoides), etc.; 
B) Trepadeira sarmentosa: se fixa em suportes ou tutores por meio de 
gavinhas, raízes adventícias autofixadoras ou espinhos curvos. A estrutura de 
fixação irá influenciar na escolha do suporte mais adequado à espécie: 
- Planta com gavinha: amor agarradinho (Antigonon leptopus), maracujá 
(Passiflora spp.) e cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta). Fixa-se em latadas, cercas 
de arame e até mesmo treliças de madeira; porém, não consegue subir em muros, 
paredes, postes, troncos de árvores de casca lisa e gradis; 
- Planta com raízes adventícias autofixadoras ou espinhos curvos: dispensa 
amarilhos. Agarra-se ao reboco de muros e paredes, postes de cimento, estipes de 
palmeiras e troncos de árvores; porém, não consegue subir em objetos de metal 
(arames), cano, etc. Ex: hera (Hedera helix), unha-de-gato (Ficus pumila), maioria 
dos filodendros (Philodendron spp.) e jiboia (Epipremnum pinnatum); 
C) Cipó verdadeiro: refere-se a uma planta trepadeira que não possui órgão 
fixador e nem se enrosca em tutores. Emite longos caules relativamente grossos, 
semilenhosos, que atingem vários metros de altura sem nenhum apoio e, após 
subirem consideravelmente, arqueiam-se devido ao próprio peso, deitando-se sobre 
qualquer suporte que estiver abaixo. No ponto mais alto da curva, emitem novos 
brotos, os quais sobem mais um degrau, repetindo o processo. O cipó é também 
usado como pendente em vasos e jardineiras. Desenvolve-se bem em 
caramanchões ou pérgulas, necessitando de amarrios quando jovens. Ex: alamanda 
 
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 169 
(Allamanda cathartica), lágrima-de-cristo (Clerodendron thomsonae), clerodendro 
(Clerodendron splendens), etc.; 
D) Arbusto escandente: planta que, a pleno sol e em campo aberto, atinge 
porte arbustivo. Plantada junto a uma árvore ou pérgula, alonga seus caules, 
apoiando-se e amarrada a um tutor. Presta-se também para ser usada como 
pendente em vaso e jardineira. Grupo intermediário entre os arbustos e os cipós. 
Não atinge grandes alturas como o cipó e requer, quase sempre, o auxílio de 
amarrios para ficar presa em determinado lugar. Ex: viuvinha (Petrea subserrata), 
roseira trepadeira (Rosa x wichuraiana), primaveras (Bougainvillea spp.), etc. 
 
 
3.1.5.2 Ciclo de Vida 
 
 
- anuais: ipomeas, tumbérgia, etc.; 
- perenes: primaveras, alamandas, falsa-hera, etc. 
 
 
3.1.5.3 Exigência em Luminosidade 
 
 
- Pleno Sol: jasmim-de-madagascar (Stephanotis floribunda), brinco-de-
princesa (Fuchsia x hybrida), alamanda (Allamanda cathartica), jibóia (Scindapsus 
aureus), maracujá ornamental (Passiflora racemosa), jasmim (Jasminum 
grandiflorum), campainha (Ipomoea purpurea), flor-de-são-joão (Pyrostegia venusta), 
olho-preto (Thunbergia alata), sete-léguas (Pandorea ricasoliana); 
- Meia-sombra: costela-de-adão (Monstera deliciosa), flor-de-cera (Hoya 
carnosa) 
- Sombra: lágrima-de-cristo (Clerodendron thonsonae); 
- Neutras: filodendro (Philodendron melinonnii), Sapatinho-de-Judia 
(Thunbergia alata). 
 
 
 
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 170 
 
 
3.1.5.4 Tutores 
 
 
- Pérgula: passeio ou abrigo, em jardins, feito de duas séries de colunas 
paralelas e que serve de suporte a trepadeiras; 
- Caramanchão: construção ligeira de ripas, canos ou estacas, revestida de 
trepadeiras; pavilhão; 
- Treliça: trabalho de ripas de madeira cruzadas, utilizada com fins 
ornamentais ou funcionais, em portas, biombos, caramanchões, etc.; 
- Muros e paredes; 
- Pilares, colunas, postes; 
- Cercas e gradis metálicos; 
- Molduras de janelas, varandas e bancos de jardins, arcos; 
- Troncos altos de palmeiras ou de outras árvores de fuste alto; 
- Troncos de xaxim. 
 
 
3.1.5.5 Utilização 
 
 
Como seu crescimento pode ser conduzido, e devido à grande diversidade 
de forma, textura, estrutura, floração e hábito de crescimento, a trepadeira pode ser 
usada no jardim em: 
- Formação de cercas-vivas; 
- Separação de ambientes; 
- Revestimento de muros ou paredes, quebrando a cor monótona, 
disfarçando esuavizando as linhas rígidas de construções; 
- Formação de pérgolas, arcos e treliças; 
- Mascarar troncos de árvores e palmeiras esteticamente indesejáveis; 
- Auxiliar no aproveitamento do espaço vertical em jardins pequenos; 
- Dissimular objetos que se deseja excluir a visão; 
 
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 171 
- Conferir sombra aos caramanchões, pérgulas; 
- Formar uma cortina verde em latadas ou gradis, separando os espaços 
internos; 
- Oferecer matizes diferentes em árvores de folhas caducas; 
- Proporcionar uma sensação de aproximação com a natureza, 
harmonizando o ambiente; 
- Criar agradáveis recantos sombreados; 
- Enfeitar e proteger contra o sol forte, barulho e ventos. 
A trepadeira apresenta, ainda, a vantagem de poder ser cultivada em 
espaços mais reduzidos quando comparada às árvores. São adequadas para serem 
usadas: 
- em vasos como pendentes, ou com uso de suportes (estacas de bambu ou 
madeira, tronco de xaxim); 
- em jardineiras ou floreiras mais altas como pendentes; 
- formando conjuntos ou não, conduzidas como arbustos (primaveras, 
alamandas, filodendros); 
- em arcos, molduras de janelas, de bancos ou de varandas. 
São exemplos de trepadeiras que podem ser usadas em: 
- Pérgulas e caramanchões (cipó ou arbusto escandente): evita-se o uso de 
trepadeiras muito vigorosas. No caso de pérgulas, por serem estruturas ligadas à 
casa, sem sombra excessiva, as espécies recomendadas são: primavera, jasmim-
da-noite (Cestrum nocturnum), lágrima-decristo (Clerodendron thomsonae), ipomeia-
rubra (Ipomoea horsfalliae), jasmim-da-china (Jasminum pubescens), madressilva 
(Lonicera japonica), cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta), roseira-trepadeira (Rosa 
x wichuraiana), jasmim-de-madagascar (Stephanotis floribunda), sapatinho-de-judia 
(Thunbergia mysorensis), glicínia (Wisteria floribunda), clerodendro (Clerodendron 
splendens), viuvinha (Petrea subserrata). Para caramanchão, dependendo do 
tamanho, acrescenta-se, ainda: alamanda (Allamanda cathartica), jasmim-estrela 
(Trachelospermun jasminoides), sete-léguas (Podranea ricasoliana); 
- Muros e paredes de reboco áspero, principalmente de pedras (trepadeiras 
sarmentosas): tumbérgia (Thunbergia alata), hera verdadeira (Hedera helix), unha-
de-gato (Ficus pumila), jasmim-estrela (Trachelospermun jasminoides) e aráceas 
(costela-de-adão-Monstera deliciosa, singônio-Syngonium podophyllum, jiboia-
 
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 172 
Scindapsus aureus, e maioria dos filodendros-Philodendron spp.). São plantas de 
meia-sombra, com exceção das heras e do Philodendron imbe. Outros cipós podem 
ser usados no revestimento de muros, desde que tutorados e amarrados: alamanda 
(Allamanda cathartica), flor-de-cera (Hoya carnosa), aspargo-samambaia 
(Asparagus plumosus), roseira trepadeira (Rosa x wichuraiana), jasmim, 
clerodendros, etc.; 
- Treliças de madeira ou latadas de arame: usadas quando se quer revestir o 
muro com trepadeiras volúveis ou providas de gavinhas, as quais não conseguem 
subir nestes elementos. Estas treliças ou latadas, em formato XX ou WW, são 
fixados a 10-15cm do muro. Ex: jitirana (Ipomoea hederifolia), amor-agarradinho 
(Antigonom leptopus), cissos (Cissus spp.), cipo-de-são-joão (Pyrostegia venusta), 
maracujá (Passiflora spp.), etc.; 
- Troncos de árvores e estipes de palmeiras: árvores com troncos alongados 
são bons tutores para trepadeiras sarmentosas com raízes autofixadoras e espinhos 
curvos. A unha-de-gato e alguns cipós conseguem subir em árvores e palmeiras, 
porém devido ao crescimento vigoroso, prejudicam-nas, podendo matá-las por 
asfixia. Ex: plantas da família Araceae, cipós desde que tenham um suporte de ripas 
para seu amarrio e direcionamento, Thunbergia alata e viuvinha (Petrea subserrata). 
O cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta) é ideal para plantas com folhas caducas, 
pois suas flores avermelhadas aparecem no inverno. O amor-agarradinho 
(Antigonom leptopus) pode revestir estipes ásperas de certas palmeiras; 
- Gradil ou cerca de madeira: apropriado para trepadeira volúvel. Quando do 
uso de cipós verdadeiros, há necessidade de poda inicial para forçar a ramificação 
lateral. Podem ser usados também arbustos escandentes, desde que amarrados. 
Outros exemplos são as alamandas, jasmim-da-noite, lágrima-de-cristo, clerodendro, 
madressilva, viuvinha, primavera, roseira-trepadeira, Thunbergia alata; 
- Latadas: apropriadas para trepadeiras sarmentosas providas de gavinhas e 
espécies volúveis. Se usadas para arbustos escandentes e cipós, esses devem ser 
plantados junto às colunas. Outros exemplos são o amor-agarradinho, cipó-de-são-
joão, cipó-cortina (Cissus sicyoides), cisso, aspargo plumoso, maracujá, flor-de-cera, 
jitirana, jasmim-de-madagascar, glicínia, roseira-trepadeira, etc. 
 
 
 
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 173 
 
 
3.1.5.6 Espécies 
 
 
- Allamanda cathartica; A.violaceae, A.nerrifolia; 
- Antigonon leptopus; Hedera sp., Pyrostegia venusta (cipó-de-são-joão); Ficus 
pumila; 
- Clerodendron thomsonae (lágrima de cristo), Bouganvillea sp.; 
- Thunbergia grandiflora, T. alata, T. mysorensis, Fuchsia hybrida, Monstera 
deliciosa, M. obliqua, Scindapsus aurens, Singonium sp.; 
- Phylodendron andraeanum, P. scandens, P. bipinatifidum, P. sellown; P. williamsi; 
P. speciosum, P. melinoni, Congea tomentosa; Petrea subserrata; Saritaea 
magnifica (sariteia); 
- Pandorea ricasoliana; Jasminum mesnyi, J. officinale (branco); J. polyanthum 
(rosa); J. primulinum (amarelo). 
 
 
3.1.5.7 Características 
 
 
- Allamanda cathartica (alamanda) – Apocynaceae – Brasil (Nordeste): 
apresenta porte de 4 - 6 m, sendo um vigoroso cipó de folhas brilhantes e flores 
amarelas em formato de sino. Plantas de pleno sol. Floresce o ano todo. A 
propagação ocorre por meio de estacas na primavera-verão; 
- Allamanda violaceae: apresenta caules trepadores delgados, com folhas 
ovaladas de 12 cm de comprimento. Suas flores possuem um delicadíssimo colorido 
violáceo e chegam a medir 5 cm de diâmetro, no auge de seu crescimento. Usada 
com amarrilhos, sobe em treliças, pérgulas e caramanchões, além de ficar bem 
debruçadas sobre muros; 
- Bouganvillea sp. (primavera) – Nyctaginaceae – Brasil: muito vigorosa, cujo 
tronco chega a atingir 50 cm de diâmetro. Floresce abundantemente durante vários 
meses, com flores de diversas cores. Uso em pérgulas, caramanchões e arcadas, 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 174 
cercas, sempre a pleno sol. Pode também ser educada como árvore. Propagação 
por estacas e alporques; 
- Clematis x hybrida (Clematis): originária do Hemisfério Norte, cujas regiões 
são submetidas a climas amenos e frios. Devido à especificidade de seu clima de 
origem, quando plantada no Brasil, a clematis não oferece uma florada tão 
exuberante, mas ainda assim é uma ótima opção para as casas de campo 
brasileiras. Uma vez plantada, durante a primavera até o outono, a clematis 
desenvolve belas flores brancas, azuis, vermelhas, róseas ou amarelas; 
- Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo) – Verbeneaceae – África 
Ocidental: cresce no máximo até 4 m de altura, cobrindo, em alguns anos, a mesma 
extensão na horizontal. Apresenta flores delicadas, sendo de uso ideal para treliças 
e colunas, exigindo amarrilhos. Adequada para clima subtropical a tropical. 
Propagação por alporques e estacas; 
- Ficus pumila (unha de gato) – Moraceae – China, Japão e Austrália: 
apresenta crescimento rápido e sem limites, agarrando-se a tudo por meio de raízes 
adventícias que brotam dos caules. Uso ideal para cobrir muros, paredes e 
superfícies de pedra. Planta neutra em termos de luz. Propagação por estacas; 
- Ipomoea horsfalliae ‘Rosea’ (Ipomeia rosa): é uma mutação da ipomeia-
rubra (I. horsfalliae), porém com floração mais duradoura do que a rubra. Resistente 
ao sol intenso e meia-sombra, ventos fortes, maresia, adapta-se a qualquer lugar do 
Brasil, somente sensível a geadas. Pode ser colocadano chão ou em vasos, 
florescendo durante quase seis meses por ano. Deve ser plantada próxima a alguma 
estrutura, como fios, treliças ou cercas, ou para fazer véus em varandas, por ser 
volúvel. De crescimento lento após os primeiros meses de plantio. Propaga-se por 
estaquia; 
- Ipomoea tricolor (ipomeia): assim como o tabaco, esta trepadeira é uma 
boa indicadora de excesso de ozônio. Suas folhas apresentam machas que se 
multiplicam progressivamente, de acordo com a quantidade de ozônio no ar; 
- Hedera sp. (Hera verdadeira) – Araliaceae – Europa: várias espécies 
sarmentosas, cujas folhas podem ser verdes, ou em combinações de verde e 
branco, creme, amarelo e rosa. Usada fixada em muros, paredes, pedras e também 
como forração, cultivada em vasos como planta pendente ou apoiada no suporte de 
xaxim. Planta de meia-sombra a sombra. Propaga-se por estacas; 
 
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 175 
- Mandevilla sp. (mandevila, dipladênia): espécie brasileira, da família 
Apocinaceae, muito usada em jardins europeus. Flor semelhante à da alamanda, 
porém de cor rosa e com perfume tutti-frutti. Suas flores são grandes, algumas com 
até 10 cm de diâmetro, constantes, florescendo com menor intensidade no inverno. 
Planta pouco volumosa, não fazendo sombra, por não atingir muito volume, mas 
enche de graça e flores o espaço ocupado. 
Assim, não é indicada para vedar ou cobrir, e sim para que subam em uma 
coluna ou emoldurem uma janela, para ser usada em pérgulas, vasos e chão, com o 
cuidado apenas de oferecer uma estrutura para que seus ramos possam subir, por 
ser de comportamento volúvel, de até 6 m. Pode ser usada ainda para fazer uma 
cortina verde, ou seja, quando se planta uma espécie bordando o telhado de uma 
varanda ou de um terraço. É uma planta de sol pleno, de fácil cultivo, sem 
problemas com pragas ou doenças. Propaga-se por meio de sementes ou estacas 
com pelos menos um par de folhas. O gênero contém seis espécies, todas 
trepadeiras, com flores muito semelhantes entre si, variando apenas a cor. A 
espécie é tóxica, pois as partes da planta não devem ser ingeridas e o contato com 
a seiva pode causar irritação na pele; 
- Monstera deliciosa (costela-de-adão) – Araceae – México: as folhas são 
grossas e coriáceas, apresentando incisões profundas. As plantas adultas produzem 
inflorescência que consiste em uma bráctea cremosa e uma espádice em que 
brotam bagas com aroma de pinha. Usada cultivada, geralmente tendo como apoio 
muro, parede, árvore ou palmeira. Propagação por estaquia da ponta do caule ou 
secções de caule; 
- Russelia equisetiformis (russélia) – Scrophulariaceae – México: arbusto 
herbáceo, entouceirado, com ramagem numerosa, pendente, de 0,8-1,0m de 
comprimento e florescimento decorativo. Uso em jardineiras ou locais elevados que 
permitam o desenvolvimento da ramagem pendente. Propagação por divisão de 
touceiras; 
- Peperomia sp. (peperômia) – Piperaceae – Brasil: herbácea perene, de 
folhagem decorativa, quase acaule, com 20-25 cm de altura, folhas grandes, 
carnosas, brilhantes, em forma de escudo. Uso em vasos mantidos em locais 
abrigados ou a meia-sombra, bem como em conjunto ou em jardineiras. Propagação 
por divisão de touceiras; 
 
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- Pereskia aculeata (trepadeira limão, ora-pro-nobis) – Cactaceae - planta 
rústica, usada para revestir cercas, e para proteção devido aos espinhos, com flores 
que exalam cheiro de limão na primavera e verão, com frutos amarelados 
comestíveis. Por ser pendente, pode ser conduzida em suportes, muros, paredes ou 
cercas e pode ser plantada mesmo em solos de baixa fertilidade. Esta espécie é 
bastante tolerante a estiagens prolongadas. Suas folhas são usadas na alimentação 
(petiscos, acompanhamento de frango, marreco, costelinha, linguiça, bacalhau ou 
camarão, angu, arroz e torresmo, ou mesmo refogadas), devido ao alto valor 
nutritivo da espécie, também conhecida como carne-de-pobre (folhas com 20% de 
proteínas, das quais 85% são facilmente aproveitadas pelo organismo); 
- Piper nigrum (pimenta-do-reino) – Piperaceae – folhas cordiformes, 
estreitas nas pontas, com flores em espigas alongadas, frutos esféricos em cachos 
de 20 cm de comprimento. Exigente em clima essencialmente quente e úmido, de 
pleno sol; multiplicação por estacas de ramos no inverno. 
 
 
3.1.6 Plantas Entoucerantes 
 
 
 
FIGURA 39 – FLOR – AVE - DO - PARAÍSO 
 
FONTE: Disponível em: <http://felixcomercialimoveis.blogspot.com.br/2011/03/plantas-para-
decoracao-interna-da-casa.html>. Acesso em: 04 dez. 2013. 
 
http://felixcomercialimoveis.blogspot.com.br/2011/03/plantas-para-decoracao-interna-da-casa.html
http://felixcomercialimoveis.blogspot.com.br/2011/03/plantas-para-decoracao-interna-da-casa.html
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 177 
São espécies que, por causa do seu crescimento vigoroso, formam touceiras 
que poderão, posteriormente, em uma fase de propagação, ser divididas e formar 
novas touceiras. 
Exemplos de plantas entoucerantes 
- Bambu-de-jardim, bambuzinho (Bambusa gracilis); 
- Estrelítzia, flor-ave-do-paraíso (Strelitzia reginae); 
- Helicônia-papagaio (Heliconia psittacorum); 
- Moreia-bicolor (Dietes bicolor); 
- Papiro-do-egito (Cyperus papyrus). 
 
 
3.1.7 Plantas Tóxicas 
 
 
Exemplos de plantas tóxicas: 
Nome comum Nome científico Parte tóxica 
Alamanda Allamanda cathartica Flor e folha 
Batata-do-inferno Jathrofa podagrica Toda planta 
Bico-de-papagaio Euphorbia pulcherrima Látex 
Buxinho Buxus sempervirens Folha 
Comigo-ninguém-pode Dieffenbachia amoena Folha e caule 
Coroa-de-cristo Euphorbia milii Látex 
Cróton Codieaeum variegatum Semente 
Espirradeira Nerium oleander Toda a planta 
Trombeteira Brugmansia arborea Semente 
 
 
3.1.8 Outras Espécies 
 
 
De formas mais suaves que os cactos e de texturas geralmente lisas, apesar 
de “gordinhas”, elas dão o contraste necessários aos mais duros cactos. As rosas-
de-pedra (Echeveria e Aeonium), por exemplo, apresentam muitas cores, com 
variação inclusive das folhas (do verde para o azul até quase chegar ao preto). 
Sempre as menores do jardim, elas preenchem o nicho nas pedras, que, a 
propósito, é o seu lugar preferido. As suculentas rasteiras, como a onze-horas 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 178 
(Portulaca grandiflora), têm flores em tons fortes, o que dá um charme extra à 
paisagem. Assim como os cactos, elas também não gostam de locais muito 
sombreados, estão sempre procurando a claridade. Podem ser usadas em vasos, 
em floreiras ou como forração. 
Dentre outras famílias de plantas suculentas, pode-se citar: 
A) Família Crassulaceae: Echeveria gigantea (forma de roseta, folhas verde-
azuladas); Kalanchöe sp., Crassula argentea (planta levemente pendente, folhas 
verdes); Sedum pachyphyllum (dedo-de-moça); 
B) Família Portulaceceae: Portulaca grandiflora (flores vermelho-escarlate, brancas, 
mescladas e outras); 
C) Família Aizoaceae: Aptenia cordifolia (rosinha-de-sol), Lampranthus productus 
(cactomargarida); 
D) Família Apocynaneae: a palmeira-de-madagascar (Pachypodium lamerei) é um 
arbusto suculento, que se parece mais com uma palmeira. 
 
 
3.2 PODA 
 
 
As podas têm várias utilidades. Podem-se usá-las para fins estéticos, para 
propiciar a produção de ramos, flores, frutos e também como medida de controle 
fitossanitário. 
As podas podem ser segmentadas em: de limpeza, de formação e de 
condução. Independentemente do tipo, proporciona a produção de ramos, flores e 
frutos. 
- Poda de limpeza: compreende na retirada de galhos velhos, quebrados 
e/ou doentes. 
- Poda de formação: tem o intuito de proporcionar à planta, ou a um conjunto 
de plantas, uma forma básica. A poda de formação é utilizada quando se pretende 
modificar o hábito natural de crescimento da planta, sendo diferente da topiária 
(prática que consiste em dar forma geométrica e escultural a uma planta de 
folhagem densa). Esta poda quasenão é utilizada em arbustos, com exceção 
daqueles para cercas vivas formais, nas quais logo após o pegamento, faz-se o 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 179 
desponte à baixa altura para propiciar a ramificação lateral. Assim, após as mudas 
atingirem 65 cm de altura, poda-se a haste principal a 20 cm do solo para quebrar a 
dominância apical e estimular o desenvolvimento dos ramos laterais. Esses serão 
podados a 15 cm do caule quando da segunda poda da parte apical e, dessa forma, 
sucessivamente, até que alcance a altura e largura aspiradas. Assim, as plantas 
serão forçadas a produzir a saia com numerosos galhos quase paralelos ao solo e 
estendidos a poucos centímetros deste. 
- Poda de condução: foca orientar a planta em determinado sentido e sobre 
um suporte. 
Exemplos: 
- Roseiras: devem ser podadas mais violentamente no inverno, deixando-se 
somente o tronco com os ramos do ano anterior, cada um com uma ou duas gemas. 
Na primavera/verão, é necessário cortar as flores/cachos que já tenham murchado, 
pois desgastam a planta. 
- Azaleias: a poda compromete a floração do ano próximo, pois elas só 
florescem em ramos apicais, nascidos no ano. Se a poda for necessária, deve-se 
fazê-la após o florescimento, antes dos novos brotos se desenvolverem. 
- Trepadeiras: as podas podem ser realizadas para conduzir ramos na 
direção desejada, transformar algumas espécies em arbustos (roseiras, por 
exemplo), induzir o florescimento e, mesmo, diminuir o porte/volume. 
Ao contrário da anterior, para a formação de arvoretas, podam-se todos os 
ramos laterais que surgirem, menos pequena coroa no topo. Em seguida o arbusto 
atingir altura conveniente (1,5 m), deixa-se a copa desenvolver, tutorando-o até que 
o caule se torne suficientemente lignificado para suportar seu próprio peso. 
Muitas plantas, como as rosas trepadeiras, com tendência a crescerem 
muito para cima e pouco para os lados, devem ter seus ramos laterais curvados 
para baixo e amarrados, para que exista acúmulo de hormônios que induzirão a 
emissão de novas brotações. 
Para o caso de árvores, devem-se eliminar todas as brotações laterais à 
medida que forem aparecendo até a altura de 1,8 a 2,0 m, para permitir o livre 
trânsito de pessoas e veículos, assim como quando do surgimento de dois ou mais 
troncos, esses devem ser eliminados enquanto novos. Os ramos ladrões também 
devem ser eliminados, pois além de serem excessivamente compridos, não 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 180 
apresentam nenhum efeito estético e exaurem as substâncias nutritivas da planta e 
perturbam o seu desenvolvimento. 
Em geral, em árvores deve-se fazer a poda com serras, a utilizar a que tiver 
disponível e com maior viabilidade, lembrando que no mercado existem 
equipamentos de podas específicos para cada tipo de planta. Na Figura 26, está 
esquematizado como deve ser executado a poda, para não ocorrer danos a árvores. 
 
 
FIGURA 40 – ILUSTRAÇÃO DO PROCEDIMENTO DA PODA DE ÁRVORES 
 
 
FONTE: O autor. 
 
 
Na poda deve-se realizar um primeiro corte superficial (um quique) no 
sentido baixo-cima, para que a casca não se desprenda totalmente do galho, 
ocasionando danos no tronco das árvores, deixando-a exposta para patógenos 
(doenças), em seguida faz-se o corte rente pouco antes deste corte superficial. 
Não se devem utilizar ferramentas com o corte liso (foice, facão, machado, 
etc.), na poda de árvores, pois essas não têm o controle da casca que se soltará na 
árvore, podendo ocasionar sérios danos à árvore com abertura de local para entrada 
de pragas e doenças em árvore. Esta prática é comum em locais onde não se tem 
profissionais capacitados para executar a poda. 
 
 
FIM DO MÓDULO III 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 181 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 182 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 183 
 
 
MODULO IV 
 
 
4 DINÂMICA DE PAISAGEM 
 
 
4.1 ESTUDO DE PROJETOS DE MACROPAISAGISMO, LEVANTANDO 
VARIÁVEIS ECOLÓGICAS E DE AMBIENTE NAS ÁREAS DO PROJETO 
 
 
FIGURA 41 - MACROPAISAGISMO 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.congressoszb2012.com.br/conheca_belem/mangal.php> Acesso em: 04 dez. 2013. 
 
 
O macropaisagismo consiste no trabalho realizado em grandes espaços. 
Quase sempre, é um trabalho de equipe, porque envolve problemas técnicos 
complexos e multidisciplinares. Assim, apresenta, normalmente, como 
características: 
- Escala visual maior (áreas extensas); 
- Preocupação principal é a preservação da natureza; 
http://www.congressoszb2012.com.br/conheca_belem/mangal.php
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 184 
- Visualizado em parques metropolitanos e distritais, reservas naturais e 
afins, proteção de mananciais, revestimento vegetal em obras de terraplanagem, 
controle à erosão urbana, proteção contra ventos, recuperação de paisagens 
danificadas, etc.; 
- Nas representações gráficas, a escala adequada é menor do 1:1.000, 
sendo, em geral, de 1:5.000 a 1:50.000; 
- Áreas maiores do que 1.000m2. 
Uma quantidade crescente de atenção, por parte das organizações, tem se 
voltado para preocupações de caráter político-social, tais como proteção ao 
consumidor, controle da poluição, segurança e qualidade de produção, assistência 
médica e social, defesa de grupos minoritários, etc. Tem ocorrido uma proliferação 
de novas pressões por pare da sociedade que resultam em novas leis e 
regulamentações que acabam de certa forma, provocando mudanças nas regras do 
jogo. Essas mudanças afetam de forma intensa o ambiente social e político em que 
a empresa atua. 
A mudança no ambiente de negócios, obedecendo ao esquema descrito por 
Buchholz & WAGLEY (1985), pode ser verificada abaixo e compara a visão 
tradicional da empresa dentro de uma concepção meramente econômica com uma 
visão mais moderna e atualizada do ambiente de negócios que tem um espectro 
muito mais complexo, exigindo por parte da empresa acompanhamento e atenção 
mais intensa. 
A empresa como instituto econômico: 
 
FIGURA 42– FLUXOGRAMA ECONÔMICO DE UMA EMPRESA 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 185 
 
FONTE: O autor. 
 
 
Na visão tradicional da empresa como instituição somente econômica, sua 
responsabilidade consolida-se na busca da maximização dos lucros e na 
minimização dos custos. 
A visão moderna da empresa em relação a seu ambiente é muito mais 
complexa, mas ela é analisada como uma instituição sociopolítica. A linha de 
demarcação entre empresa e seu ambiente é vaga e ambígua. Essa visão é a 
consolidação de uma mudança de enfoque que está acontecendo no pensamento 
da sociedade e alterando sua ênfase do econômico para o social, valorizando 
aspectos sociais que incluem distribuição mais justa da renda, qualidade de vida, 
relacionamento humano, realização pessoal, etc. 
A sociedade tem prestado mais atenção ao comportamento ético das 
empresas, bem como a atuação de seu corpo de executivos, o que tem resultado 
em novas leis e regulamentos que tentam aprimorar o padrão ético das corporações 
e tem provocado o aparecimento de novas posturas estratégicas em face das 
mudanças provocadas nas regras do jogo. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 186 
Em nosso país, o mais necessário influencia no ambiente dos negócios é 
derivada do próprio governo. Essa alteração no ambiente dos negócios, do pontode 
vista social e político, e o resultado de seu impacto na administração das empresas 
têm mudado a maneira pela qual os administradores gerem seus negócios e 
propiciando uma modificação no sentido de redefinir qual é o verdadeiro papel que a 
sociedade espera que administradores desempenhem na gerência das 
organizações. Dessa forma, em adição às habilidades técnicas, administrativas e de 
relacionamento humano, o administrador das corporações modernas deve 
desenvolver habilidades que se evidenciem importantes para o entendimento do 
contexto social e político do ambiente externo que envolve a tarefa de administrar. 
A responsabilidade social, como é denominada com frequência, acarreta um 
sentido de obrigação para com a sociedade. Essa responsabilidade assume várias 
maneiras, entre as quais se incluem proteções ambientais, projetos filantrópicos 
educacionais, planejamento da comunidade, equidade nas oportunidades de 
emprego, serviços sociais em geral, de acordo com o interesse político. 
Essa responsabilidade social das corporações tem-se aumentado nas 
últimas décadas, em resposta às mudanças ocorridas nos valores de nossa 
sociedade. A justificativa para o sentido de responsabilidade social por parte da 
empresa baseia-se na liberdade que a sociedade concede à empresa para existir. O 
pagamento dessa liberdade é a contribuição das empresas para com a sociedade. 
A responsabilidade social das organizações se refere às expectativas 
econômicas, legais, éticas e sociais que a sociedade espera que as empresas 
atendam em um determinado período de tempo. 
 
A consideração social se remete à capacidade de uma organização de 
responder às expectativas e pressões da sociedade. Nesse sentido, a procura de 
procedimentos, mecanismos, arranjos e padrões comportamentais desenvolvidos 
pelas empresas marcam aquelas que são mais ou menos capazes de responder aos 
desejos da sociedade. Para atender a esse novo posicionamento de conscientização 
social, desenvolveram um modelo conceitual que foi adaptado e que indica três 
fases para situar os mecanismos internos desenvolvidos pelas organizações para 
lidar com as mudanças acontecidas no ambiente dos negócios: Percepção, 
Compromisso e Ação. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 187 
 
 
4.1.1 A Variável Ecológica no Ambiente dos Negócios 
 
 
 
FIGURA 43 
 
FONTE: Banco de imagens do Portal Educação. 
 
 
Os países começam a compreender que as medidas de proteção ambiental 
não foram criadas para impedir o desenvolvimento econômico. Tal iniciativa provoca 
nova visão na gestão dos recursos naturais a qual propicia, ao mesmo tempo, 
eficácia e eficiência na atividade econômica e mantém a diversidade e a estabilidade 
do meio ambiente. 
O conceito de desenvolvimento sustentável, que atende às exigências do 
presente sem implicar a capacidade de as futuras gerações atenderem às suas, é a 
nova palavra de ordem desde que a ONU publicou seu relatório, em abril de 1987, 
sob a denominação de "Nosso futuro comum". 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 188 
No Brasil, a gestão do meio ambiente caracteriza-se pela desarticulação dos 
diversos organismos envolvidos, pela falta de coordenação e pela escassez de 
recursos financeiros e humanos para gerenciamento das questões relativas ao meio 
ambiente. Essa situação é o produto de diversas estratégias adotadas em relação à 
questão ambiental no contexto do desenvolvimento econômico do Brasil, como 
enfatiza Monteiro (1981) ao afirmar sobre a economia brasileira. 
Essa alteração na orientação governamental se baseia por meio da 
publicação de várias leis, entre as que resultam na criação de diferentes agentes de 
controle ambiental, tanto no nível estadual e municipal. Diante dos protestos 
crescentes da população contra os riscos de desastres ecológicos ou da 
deterioração da qualidade de vida, os governos locais e nacionais são pressionados 
a implantar normas cada vez mais severas de proteção e conservação. 
O mercado do lucro se abre cada vez mais para as empresas que não 
poluem, poluem menos ou deixam de poluir. 
Tradicionalmente, as exigências referentes à proteção ambiental eram 
caracterizadas como um freio ao crescimento da produção um obstáculo jurídico 
legal e demandante de granes investimentos de difícil recuperação e, portanto, fator 
de aumento dos custos de produção. Começa ficar patente que a despreocupação 
com os aspectos ambiental pode se traduzir no oposto: em aumento de custos, em 
redução de lucros, perda de posição no mercado, até, em privação da liberdade ou 
término de atividades. Meio ambiente e sua proteção estão abrindo oportunidades 
para abrir mercados se prevenir contra restrições futuras quanto ao acesso a 
mercados internacionais. 
As respostas da indústria ao novo desafio acontecem em três fases, 
algumas vezes superpostas, dependendo do grau de conscientização da questão 
ambiental dentro da empresa: controle ambiental nas saídas, integração do controle 
ambiental nas práticas e processos industrial; e integração de controle ambiental na 
gestão administrativa. A insatisfação acarreta a uma Segunda geração de respostas, 
em que o controle ambiental é incluído nas práticas e processos produtivos, 
deixando de ser umas atividades de controle da poluição e passando a ser uma 
função da produção. 
Porém, a preocupação com o meio ambiente não pararam de crescer e 
acabaram alcançando o próprio mercado, redesenhando-o com o estabelecimento 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 189 
de um real mercado verde, que torna os consumidores tão temíveis quanto os 
órgãos de meio ambiente. 
Dessa forma, a proteção ao meio ambiente deixa de ser uma exigência 
penalizada com multas e sanções e inscreve-se em um quadro de ameaças e 
oportunidades, e a própria permanência ou saída do mercado. 
A proteção ambiental alterou-se uma vez mais, deixando de ser uma função 
exclusiva de produção para se tornar também uma função da administração. Essa 
atividade dentro da organização passou a atingir o interesse dos presidentes e 
diretores e a solicitar nova função administrativa na estrutura administrativa que 
pudesse abrigar um corpo técnico específico e um sistema gerencial especializado, 
com o objetivo de propiciar à empresa uma integração articulada e bem conduzida 
de todos seus setores e a realização de um trabalho de comunicação social e 
consciente. 
A ciência econômica só recentemente se interessou pela questão associada 
à poluição, mas até então suas preocupações diziam respeito somente às relações 
existentes entre o meio ambiente, consideradas sob a ótica dos recursos naturais 
(natureza) e o processo de desenvolvimento. 
Os economistas neoclássicos, ao abandonarem as preocupações com o 
curto prazo. Apenas em 1920, com o trabalho de Pigou "the Economics of Welfare", 
é que a Ecologia se remete ao aspecto da externalidade. Esse conceito só foi 
associado à questão ambiental em anos recentes, a poluição ambiental se agravou 
e quando os custos de despoluição deram início a assumir valores significativos em 
meados de 1950, reavaliando os resultados do crescimento econômico, começaram 
a ser realizadas análises sobre a questão ambiental e suas relações como 
desenvolvimento econômico. De acordo com Libanori (1990) na década de 70, a 
Economia se debruça de maneira significativa sobre as relações entre 
desenvolvimento econômico e o meio ambiente, o conceito de desenvolvimento 
sustentável tem três vertentes principais crescimento econômico, equidade social e 
equilíbrio ecológico. A partir dessa ótica, o conceito de desenvolvimento apresenta 
pontos básicos que devem implicar de forma harmônica crescimento econômico, 
maior entendimento com os resultados sociais decorrentes e equilíbrio ecológico na 
utilização dos recursos naturais. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 190 
Na atualidade, as fundamentais correntes econômicas, relativamente à 
questão de meio ambiente, incluem: 
1. Os ecodesenvolvimentistas;2. Os pigouvianos; 
3. Os neoclássicos; 
4. Os economistas ecológicos. 
A expressão ecodesenvolvimentistas em sua maneira mais elementar 
significa transformar o desenvolvimento em uma soma positiva com a natureza, 
proposto que tenha por base o tripé: justiça social, eficiência econômica e 
procedência ecológica. 
O termo pigouvianos compreende que a questão da poluição ambiental se 
oriunda de uma falha do sistema de preços, que não reflete de maneira correta os 
danos provocados a terceiros e ao meio ambiente, quando da implantação de uma 
indústria ou do aumento da qualidade produzida, que deveria ser resolvida por meio 
da introdução de um mecanismo que propicie a internalização monetária dessa 
externalidade. 
Para os neoclássicos, o conceito de meio ambiente engloba três aspectos: 
- O meio ambiente é a fonte de matérias-primas usadas como insumos nos 
processos de produção. Esses insumos podem ser renováveis e não renováveis. 
- O meio ambiente absorve todos os dejetos e efluentes da produção e do 
consumo de bens e serviços. A absorção pode ser global, parcial ou até nula, a 
depender do nível de saturação do ecossistema. 
- O meio ambiente desempenha outras funções como a de suporte à vida 
animal e vegetal, lazer e estética. 
É relativamente recente tendo surgido no final da década de 80, a Economia 
Ecológica pode ser definida como um campo transdisciplinar que estabelece 
relações entre os ecossistemas e o sistema econômico. Seu objetivo é agregar os 
estudos de ecologia, viabilizando extrapolar suas concepções convencionais, 
procurando tratar a questão ambiental de forma sistêmica e harmoniosa, buscando a 
formulação de novos paradigmas, seu foco principal é a relação do homem com a 
natureza e a compatibilidade entre crescente demográfico e disponibilidade de 
recursos. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 191 
Cada vez mais a questão ambiental está se tornando matéria obrigatória das 
agendas dos executivos da empresa. A globalização dos negócios, a 
internacionalização dos padrões de qualidade ambiental esperadas na ISO 14000, a 
conscientização crescente dos atuais consumidores e a divulgação da educação 
ambiental nas escolas possibilitam antever que a exigência futura que farão os 
futuros consumidores em relação à preservação do meio ambiente e à qualidade de 
vida deverão se intensificar. Sendo assim, as organizações deverão, de forma 
acentuada, incorporar a variável ambiental na prospecção de seus cenários e na 
tomada de decisão, além de manter uma postura responsável de respeito à questão 
ambiental, dez passos importantes para a excelência ambiental: 
- Publique e desenvolva uma política ambiental; 
- Defina metas e continue a avaliar os ganhos; 
- Estabeleça claramente as responsabilidades ambientais de cada uma das 
áreas e do pessoal administrativo; 
- Propague interna e externamente a política, os objetivos e metas e as 
responsabilidades; 
- Adquira recursos adequados; 
- Eduque e treine seus funcionários e informe os consumidores e a 
comunidade; 
- Observe a situação ambiental da empresa e faça auditorias e relatórios; 
- Monitore a evolução da discussão sobre a questão ambiental; 
- Colabore para os programas ambientais da comunidade e invista em 
pesquisa e desenvolvimento aplicado à área ambiental; 
- Ajude a conciliar os diversos interesses existentes entre todos os 
envolvidos: empresa, consumidores, comunidade, acionistas, e outros. 
Algumas empresas têm demonstrado que é possível ganhar dinheiro e 
proteger o meio ambiente mesmo não sendo uma organização que atua no 
chamado "mercado verde", desde que as empresas possuam certa dose de 
criatividade e condições internas que possam transformar as restrições e ameaças 
ambientais em oportunidades de negócios. 
Entre essas oportunidades citaremos a reciclagem de materiais, o 
reaproveitamento dos resíduos internamente ou venda, o desenvolvimento de novos 
processos produtivos com a utilização de tecnologia mais limpas ao ambiente, o 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 192 
desenvolvimento de novos produtos para um mercado cada vez maior de 
consumidores conscientizados com a questão ecológica, geração de materiais de 
grande valor industrial a partir do lodo tóxico, estações portáteis de tratamento, 
miniusinas para a utilização de pequenas empresas e o aparecimento de um 
mercado de trabalho próspero ligado às variáveis ambiental que deverá envolver 
auditores ambientais, gerentes de meio ambiente, advogados ambientais, assim 
como o incremento de novas funções técnicas específicas. 
Dirigentes empresariais gostariam de saber até que ponto o "seu negócio" 
seria afetado pelo aumento da consciência ecológica dos consumidores e pelas 
exigências da legislação, o perfil da organização de acordo com diversas variáveis: 
a) Ramo de atividade da empresa: pode ser apontado com o mais 
importante indicador da ameaça ao meio ambiente. Dados da Comissão Mundial 
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, colocam entre os setores industriais mais 
poluentes: as indústrias químicas, de papel e celulose, de ferro e aço, de metais não 
ferrosos (por exemplo: alumínio), de geração de eletricidade, de automóveis e de 
produtos alimentícios; 
b) Produtos: produtos adquiridos de matérias-primas renováveis ou 
recicláveis, que não agridem o meio ambiente e que têm baixo consumo de energia 
devem ter o favoritismo das organizações engajadas na causa ambiental. 
c) Processo: Um processo para ser classificado ambientalmente amigável 
deve estar próximo dos seguintes objetivos: poluição zero, nenhuma produção de 
resíduos, nenhum risco para os trabalhadores, baixo consumo de energia e eficiente 
uso dos recursos. 
d) Conscientização ambiental: Acompanhar o crescimento das 
reivindicações ambientais e a sua transformação em novas ideologias e valores 
sociais que se baseiam em mudanças na legislação e em regulamentações mais 
severas é tarefa muito necessária para a sobrevivência e lucratividade da empresa 
no longo prazo. 
e) Padrões ambientais: existe uma correlação direta entre a conscientização 
da sociedade e os padrões ambientais estabelecidos. 
f) Comprometimento gerencial: espalha no seio da organização a formação 
de um clima próprio ao surgimento de esquemas e círculos de qualidade ambiental, 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 193 
banco de sugestões, auditorias etc., que se traduzem em uma contínua procura de 
melhorias. 
g) Capacitação do pessoal: além de investimento em novas máquinas, 
instalações e equipamentos, essa posição provoca necessariamente a existência de 
um pessoal competente e convenientemente treinado que seja capaz de modificar 
os planos idealizados em ações afetivas e eficazes. 
h) Capacidade de área de P & D: as empresas ambientais recomendadas 
têm apresentado ser capazes de se antecipar e reagir rapidamente às mudanças do 
meio e à legislação ambiental. 
i) Capital: Como o retorno do investimento não pode ser esperado, sempre 
haverá necessidade de aporte de capital próprio ou de terceiros para que uma 
empresa se integre no caos ambiental. 
Por que se integras na causa ambiental? 
- Benefícios econômicos; 
- Economia de custos; 
- Economias indispensáveis à redução do consumo de água, energia e 
outros insumos; 
- Economia motivada à reciclagem, venda e aproveitamento de resíduos e 
diminuição de efluentes; 
- Diminuição de multas e punições por poluição; 
- Aumento de receitas; 
- Aumento da contribuição marginal de “produtos verdes” que podem ser 
vendidos a preços mais altos; 
- Crescimento da participação no mercado por causa da inovação dos 
produtos e menos concorrência; 
- Linhas de novos produtos para mercados atuais; 
- Crescimento da demanda para produtos que contribuam para diminuição 
da poluição; 
- Auxílio estratégico; 
- Desenvolvimento da imagem institucional; 
- Reorganização do "portfólio" de produtos; 
- Crescimento da produtividade; 
- Autocomprometimento dos funcionários;AN02FREV001/REV 4.0 
 194 
- Aprimoramento nas relações de trabalho; 
- Aperfeiçoamento e criatividade para novos desafios; 
- Aprimoramento das relações com os órgãos governamentais, comunidade 
e grupos ambientais; 
- Acesso certificado ao mercado externo; 
- Melhor adaptação aos padrões ambientais. 
 
A Câmara de Comércio Internacional (CCI), determinar uma série de 
princípios de gestão ambiental: 
 
1. Prioridade organizacional; 
2. Gestão Integrada; 
3. Processo de melhoria; 
4. Educação do pessoal; 
5. Prioridade de enfoque; 
6. Serviços e produtos; 
7. Orientação ao consumidor; 
8. Operacionalização e equipamentos; 
9. Pesquisa; 
10. Enfoque preventivo; 
11. Subcontratados e fornecedores; 
12. Planos de emergência; 
13. Transferência de tecnologia; 
14. Contribuição ao esforço comum; 
15. Transparência de atitude; 
16. Divulgação e atendimento. 
Aspectos básicos da gestão ambiental na empresa - Por onde começar? 
 
Uma primeira possibilidade seria averiguando o posicionamento da empresa 
em relação ao desafio ambiental para se assegurar em quais variáveis a empresa 
teve baixa avaliação. 
Outra abordagem seria aquela que sob o aspecto ambiental, engloba a 
identificação das ameaças e oportunidades interligando-as com os pontos fortes e 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 195 
fracos da empresa. A discussão da situação da empresa e o desenvolvimento de 
cenários futuros resultarão em novos direcionamentos planos que possibilitarão 
obter vantagens das oportunidades possíveis, prevenir as ameaças potenciais, 
manter os pontos fortes e diminuir ou eliminar os pontos fracos. 
A organização da função/atividade ecológica: 
 
a) De que forma se estruturar? 
 
A forma pela qual a atividade/função ecológica deve ser estruturada 
depende do modelo de atividade a que a empresa se dedica e do tamanho da 
empresa. 
Nos dias de hoje muitas empresas já estão conscientizadas da importância 
ambiental e possuem uma atividade característica para cuidar desse problema que 
se encontra associado junto à função de produção, segurança, qualidade e outros. 
Em estudo feito por Donaire (1992) a inserção de variável ecológica na 
organização segue a uma sequência de três fases: percepção, compromisso e ação. 
 
b) Localização na estrutura 
 
A área que toma conta da questão ambiental deve cobrir todas as atividades 
que englobam seu relacionamento com a estratégia da organização, com as outras 
áreas funcionais, assim como com os aspectos inerentes à poluição do meio 
ambiente, segurança do processo e do produto, higiene e segurança dos 
trabalhadores e com a prevenção de acidentes e danos ambientais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 196 
 
 
4.1.2 A Repercussão da Questão Ambiental na Organização 
 
 
FIGURA 44 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.nitportalsocial.com.br/2013/11/nit-portal-social-artigo-6-
forum.html#axzz2mVyCQKgk>. Acesso: 04 dez. 2012. 
 
 
A repercussão da questão dentro da organização e o crescimento de sua 
importância acontecem com base no momento em que a empresa se dá conta de 
que essa atividade, em lugar de ser uma área que só lhe proporciona despesas, 
pode se transformar em um ótimo local de oportunidades de redução dos custos. 
O Impacto na empresa está unido diretamente ao seu potencial de poluição. 
Dessa forma, se este potencial é alto, sua importância na estratégia é vital e sua 
corrente de avaliação uma questão de sobrevivência. Se esse potencial é diminuído, 
a variável ecológica pode ser considerada, porém seu impacto será sempre de 
importância secundária na formulação da estratégia organizacional. Um, que se 
forma externamente à organização e que pode ser dividido em dois contextos 
distintos: internacional e nacional. No internacional, perceptível nas empresas 
multinacionais, caracteriza-se pela transposição das políticas institucionais das 
matrizes. 
http://www.nitportalsocial.com.br/2013/11/nit-portal-social-artigo-6-forum.html#axzz2mVyCQKgk
http://www.nitportalsocial.com.br/2013/11/nit-portal-social-artigo-6-forum.html#axzz2mVyCQKgk
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 197 
No contexto nacional, essa influência externa caracteriza-se pelas 
exigências da legislação ambiental, que passam a instaurar normas de atuação que 
resultam em repercussões em nível interno nas organizações interessadas em 
equacionar seus problemas ambientais. A partir de instantes em repercussão na 
estrutura organizacional e na própria postura estratégica, concretizam-se em dois 
níveis: em nível formal, com inclusão de funções, atividades, autoridades e 
responsabilidades específicas em relação a variável ecológica, e em nível informal, 
espalhando entre todos os componentes da organização a ideia de que a 
responsabilidade ambiental é, além de ser um comprometimento formal da empresa, 
uma tarefa conjunta, que deve ser feita por todos os funcionários, desde os 
elementos da alta cúpula até os mais humildes trabalhadores. 
As demais unidades administrativas são afetadas de forma diferenciada, em 
virtude de sua maior ou menor ligação funcional a área ambiental, para que a causa 
ambiental da empresa atinja seus objetivos, a atividade de meio ambiente na 
organização deve potencializar ao máximo sua atuação junto aos demais setores da 
empresa, procurando integração profissional, responsável e perfeita sintonia de 
interesses. 
O aspecto mais necessário e fundamental a ser enfatizado para a perfeita 
harmonização e integração da área ambiental junto às demais áreas funcionais é a 
disposição política da Alta Administração em transformar a causa ecológica em um 
princípio básico da empresa. 
 
 
4.1.3 Noções de Auditoria Ambiental 
 
 
A Auditoria Ambiental oriunda nos EUA com a realização de auditorias 
voluntárias nos anos 70. A exigência de revelação de questões ambientais por parte 
da SEC – Securitias and Exchange Commission, nos Estados Unidos, da mesma 
forma teve um peso considerável no desenvolvimento da auditoria ambiental como 
uma técnica. Essas auditorias baseiam em análises críticas do desempenho 
ambiental ou auditorias para averiguação de conformidade, uma vez que se 
destinavam a reduzir os riscos dos investidores às ações legais que pudessem 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 198 
resultar das operações da empresa. Além do mais, o órgão americano de proteção 
ao meio ambiente, US Environmental Protection Agency, serviu de instrumento para 
tornar as auditorias ambientais compulsórias em alguns setores industriais. 
Desde o final dos anos 80 que as auditorias ambientais se tornaram uma 
ferramenta gerencial comum nos países desenvolvidos e está expandindo, sendo 
aplicada nos países em desenvolvimento, tanto pelas empresas estrangeiras nas 
quais operam como pelas empresas locais. 
No Brasil, a gestão do meio ambiente determina-se pela desarticulação dos 
distintos organismos desenvolvidos, pela falta de coordenação e pela escassez de 
recursos financeiros e humanos para gerenciamento das questões relativas ao meio 
ambiente. Essa situação é produto de diversas estratégias adotadas em relação à 
questão ambiental no contexto do desenvolvimento econômico do Brasil. 
Conforme Monosowski (1989), as estratégias de desenvolvimentos adotadas 
desde os anos 50 também assumem essas mesmas características ao privilegiar o 
crescimento econômico de curto prazo, mediante a modernização maciça e 
acelerada dos meios de produção. Isso tudo, ligado ao acelerado processo de 
urbanização que aconteceu nas grandes cidades, provocou profunda degradação do 
ambiente urbano. 
Inspirada pela 1ª Conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente, a 
criação da secretaria especial de meio ambiente estreia nova fase em nosso país, 
onde se percebe uma vontade política no tratamento explícito da problemática 
ambiental enquanto suporte a vida e não apenas fontes de recursos. 
Esse período conhece também uma sensibilização e uma organização do 
movimento socialsobre as questões ambientais, pelo motivo da degradação das 
condições de vida do meio ambiente urbano, como destacado nos resultados de 
pesquisas realizadas em São Paulo em 1975, que enfatizavam como prioritário o 
problema da poluição ambiental, até mesmo em relação às questões econômicas. 
A evolução levou muitas organizações a integrar o controle ambiental em 
gestão administrativa, projetando-o nas mais altas esferas de decisão. Atender ao 
presente e produzir respostas setoriais e estanques passou a não ser suficiente; 
olhar o futuro, horizontalizar a observação e planejar corporativamente passou a ser 
o caminho natural. 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 199 
O termo “Auditoria Ambienta” finaliza muitas aplicações distintas, em 
conformidade com as necessidades das organizações, variando de auditorias 
isoladas até programas sofisticados que as empresas desenvolvem como parte da 
sua Gestão Ambiental. 
Auditoria Ambiental é uma atividade administrativa que engloba uma 
sistemática e documentada a avaliação de como a empresa se encontra em relação 
à questão ambiental. Essa auditoria deve ser efetuada periodicamente de maneira a 
aferir se a legislação ambiental aplicável à política, o programa e objetivos de 
ambiente da empresa estão sendo cumpridos. 
A auditoria como uma disciplina apareceu no setor financeiro para exame 
sistemático da contabilidade empresarial em conformidade com exigências legais e 
normas estabelecidas. 
Nas auditorias ambientais devem-se usar uma abordagem planejada, 
documentada e justificável, analisando as premissas assumidas, as limitações da 
auditoria e as normas usadas. A orientação nova para normas de auditorias 
ambientais, basicamente se remete a normas de auditorias da qualidade, 
substituindo o termo “qualidade” por “meio ambiente”. Esses documentos de 
orientação para auditoria ambiental farão parte das próximas séries de normas 
internacionais Série ISO 14000: 14010 – Princípios da Auditoria Ambiental; 14011 – 
Critérios para Auditoria Ambiental e 14012 – Qualificação de Auditores Ambientais. 
Há vários motivos para empreender uma auditoria ambiental ou um 
programa de auditorias. A utilização final da informação produzida na auditoria dá 
origem a muitos tipos de auditorias ambientais. 
Uma auditoria para garantir ao dirigente de uma empresa que a organização 
está gerenciando suas responsabilidades ambientais será considerada ampla em 
escopo e abrangência, se analisada a uma equipe gerencial de uma instalação 
isolada que procure se assegurar de sua conformidade à Legislação. 
E, assim sendo, importante ter em mente que os resultados e benefícios 
desejados das auditorias estão estreitamente ligados aos objetivos estabelecidos e 
recursos reservados ao programa de auditorias. 
Razões para fazer auditorias: 
- Elaborar uma Política Ambiental corporativa; 
- Observar as práticas gerenciais e as operações existentes; 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 200 
- Averiguar os riscos e as responsabilidades; 
- Comparar os procedimentos de resposta e emergências; 
- Aprimorar a utilização dos recursos; 
- Competição; 
- Escolher fornecedores; 
- Regular o treinamento ambiental. 
Estratégia: 
a) Criar produtos e serviços ‘verdes’; 
b) Apresentação de ‘diligencia de vida’; 
c) Adquirir uma apólice de seguro. 
Na Auditoria Ambiental (AA) sua realização constitui-se em um critério 
importante a fim de que investidores e acionistas possam avaliar o passivo 
ambiental da empresa e fazer sua projeção para sua situação no longo prazo. Seu 
aspecto de utilização é bem amplo, pois propicia a preocupação proativa de procurar 
alternativas melhores em relação a insumos e produtos que sejam menos 
agressivos ao meio ambiente. 
A auditoria ambiental é uma atividade administrativa que engloba uma 
sistemática e documentada avaliação de como a organização se encontra em 
relação à questão ambiental. Essa Auditoria que deve ser feita regularmente visa 
facilitar a atuação e o controle da gestão ambiental da empresa e certificar que a 
planta industrial esteja dentro dos padrões de emissão exigidos pela legislação 
ambiental, entre as atividades que são geralmente auditadas incluem-se as 
seguintes: 
- Responsabilidade, política e organização das terrenas; 
- Acompanhamento, planejamento e relatório das ações; 
- Conscientização e treinamento do pessoal; 
- Relações externas com os órgãos públicos e comunidade; 
- Organização de acordo com os padrões legais; 
- Funcionalidade e planejamento de emergências; 
- Fontes de poluição e sua diminuição; 
- Tratamento da poluição e monitoramento das descargas; 
- Contenção de recursos; 
- Manutenção apropriada; 
 
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 201 
- Utilização do solo. 
A equipe de auditoria deve adquirir a confiança das unidades auditadas e 
deixar claro que seu trabalho está muito mais voltado para aprimorar a eficácia 
global da organização. 
A periodicidade da Auditoria muda de empresa para empresa. Em muitas 
delas os setores são segmentados em baixo risco, médio risco e alto risco, 
segmentando assim aquilo que deve ser auditado com maior frequência e 
profundidade do que pode ser realizado de maneira mais branda em períodos mais 
espaçados. 
O tratamento da equipe de Auditores também é variável, podendo 
acrescentar, além dos auditores, especialistas, representantes da unidade que está 
sendo auditada, representantes de outras unidades da empresa e consultores 
externos. 
As atividades de campo, de acordo com a UNEP/IEO, incluem cinco fases, 
que são as seguintes: entender os controles internos, coleta dos dados, avaliação 
dos controles internos, avaliação dos resultados da auditoria e relatório dos 
resultados. 
As atividades de pós-auditoria, conforme a UNEP/IEO devem atender aos 
próximos aspectos: 
1. Reavalie o relatório exposto no encontro fechado, indicando prazo para a 
correção e lista de destinatários que devem ser informados por meio do relatório 
final e do plano de ação; 
2. Produzir o relatório final; 
3. Estabeleça o [plano de ação indicando sua metodologia: estratégia, cronograma, 
execução e controle]; 
4. Acompanha a execução do plano de ação e seus resultados junto as unidades 
envolvidas, assegurando-se de que todos os procedimentos foram seguidos e 
executados. 
 
 
 
 
 
 
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 202 
 
 
4.2 APLICAÇÃO DE SISTEMAS LOGÍSTICOS E DE IMPLANTAÇÃO EM 
MACROPAISAGISMO, RESPEITANDO A LEGISLAÇÃO DE MEIO AMBIENTE 
 
 
A logística é a área da gestão responsável por providenciar recursos, 
equipamentos e informações para a realização de todas as atividades de uma 
empresa. A logística está intimamente relacionada às ciências humanas, tais como a 
administração, a estatística, a economia, a contabilidade e o marketing, envolvendo 
diversos recursos da engenharia, tecnologia, do transporte e dos recursos humanos. 
Basicamente a logística possui uma visão organizacional holística, em que 
essa administra os recursos materiais, financeiros e pessoais, em que há movimento 
na empresa, gerenciando desde a compra e entrada de materiais, o planejamento 
de produção, o armazenamento, o transporte e a distribuição dos produtos, 
monitorando as operações e gerenciando informações. 
Pela definição do Council of Supply Chain Management Professionals, 
"Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, 
implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-
primas, materiais semiacabados e produtos acabados, bem como as informações a 
eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de 
atender às exigências dos clientes" (CARVALHO, 2002). 
Como ferramenta, a logística utiliza (entre outros): 
- O WMS, Warehouse Management System, em português - literalmente: sistema de 
automação e gerenciamento de depósitos, armazéns e linhas de produção. O WMS 
é uma parte importante da cadeia de suprimentos (ou supplychain) e fornece a 
rotação dirigida de estoques, diretivas inteligentes de picking, consolidação 
automática e cross-docking para maximizar o uso do valioso espaço dos armazéns. 
- O TMS, Transportation Management System, que é um software para melhoria da 
qualidade e produtividade de todo o processo de distribuição. Este sistema permite 
controlar toda a operação e gestão de transportes de forma integrada. O sistema é 
desenvolvido em módulos que podem ser adquiridos pelo cliente, consoante as suas 
necessidades (GASNIER et al., 2001). 
 
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 203 
- O ERP, Enterprise Resource Planning ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão 
Empresarial, no Brasil) são sistemas de informação que integram todos os dados e 
processos de uma organização em um único sistema. A integração pode ser vista 
sob a perspectiva funcional (sistemas de: finanças, contabilidade, recursos 
humanos, fabricação, marketing, vendas, compras, etc.) e sob a perspectiva 
sistêmica (sistema de processamento de transações, sistemas de informações 
gerenciais, sistemas de apoio à decisão, etc.). 
- O MRP, Material Requirement Planning (planeamento (português europeu) ou 
planejamento (português brasileiro) das necessidades de materiais, PNR). 
Cabe a cada projeto de paisagismo, integrar a gestão de logística que mais 
se adéqua ao local, lembrando que sempre tem que estar em harmonia com as 
necessidades do cliente na região de abrangência do negócio. 
A Gestão Logística é a parte da cadeia de abastecimento que planeja, 
implementa e controla de forma eficiente e eficaz os fluxos diretos e os fluxos 
inversos, bem como os pontos de paragem desses fluxos, quer se trate de bens, 
quer de serviços, quer ainda, de informação relacionada, desde os pontos de origem 
aos de consumo, esperando-se, por meio desta gestão, um elevado serviço ao 
cliente. 
A Gestão Logística procura assim, gerir um conjunto de atividades que 
permitem fazer chegar o produto certo, na quantidade certa, no local certo (destino), 
no tempo certo e ao custo mínimo. Essa é diferente de Gestão da cadeia logística, 
sendo esta a extensão do conceito de Gestão Logística a um conjunto de empresas 
ou organizações, seus fornecedores, parceiros, clientes e eventualmente 
empresas/organizações que sejam complementares, poderá se constatar que a 
Gestão Logística estará mais focada na operação e na Distribuição (Logística) 
(outbound) e que a Gestão da cadeia logística poderá englobar, além destas 
componentes, as compras, o abastecimento das empresas e a qualificação e gestão 
dos seus fornecedores, atividades a montante. 
As dimensões centrais da Gestão Logística são, a saber: 
- o tempo; 
- o custo; 
- a qualidade do serviço. 
 
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 204 
É de uma maneira difícil obter melhorias por parte das dimensões tempo, 
custo e qualidade do serviço em simultâneo, i.e., menores custos, menores tempos 
de resposta (e mais fiáveis) e melhor qualidade de serviços leva-nos a pensar no 
utópico. 
Uma harmonia entre tempo e custo desenvolve a agilidade (agility). 
A agilidade, em Gestão Logística, é a aptidão de o sistema logístico ser 
capaz de responder movimentando-se e adaptando-se, para um novo estado 
estável, de tal forma que a mudança se possa considerar excepcional. 
Uma harmonia entre custo e qualidade do serviço leva-nos a uma boa 
capacidade de leveza (leanness). 
A leveza, em Gestão Logística, é a aptidão de gerir o sistema logístico sem 
excessos, i.e., mantendo uma qualidade elevada no serviço ao cliente, sendo capaz 
de tornar cada vez mais o sistema mais eficiente e levando, por consequência, a um 
baixo de custos. 
Uma harmonia entre tempo e qualidade do serviço leva-nos a uma boa 
capacidade de resposta (responsiveness). 
A resposta, em Gestão Logística, é a aptidão de gerir o sistema logístico de 
forma a obter respostas rápidas sem comprometerem a qualidade do serviço para 
com o cliente. 
Um projeto de paisagismo pode contribuir para a melhoria da qualidade do 
ar, para a diminuição da disposição de lixo em aterros, reciclagem de matéria 
orgânica, preservação de espécies e ecossistemas, abrigo e alimentação para fauna 
local, além de melhor definir os espaços que promovem a aproximação do ser 
humano da natureza. Também se pode utilizar nos projetos materiais feitos a partir 
de resíduos, como a madeira ecológica e os vasos de fibra de coco, para torná-lo 
melhor envolvido com as questões ambientais. 
A questão ambiental no paisagismo se preocupa em encontrar soluções 
para a melhoria da qualidade de vida do ser humano e dos demais seres vivos, para 
que um mundo melhor seja repassado às gerações futuras. 
 
 
 
 
 
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 205 
 
 
4.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
Com o crescimento das cidades, as áreas verdes, dentro do espaço urbano, 
ficaram cada vez mais escassas, e o paisagismo acabou tornando-se um 
instrumento de aproximação das pessoas com a natureza. Com a conclusão deste 
curso você se torna um profissional na área de paisagismo, e agora é possível levar 
o verde para dentro das residências, dos estabelecimentos comerciais, das 
indústrias e até mesmo do município como um todo, de forma planejada e 
harmônica, respeitando, assim, as características e as necessidades do meio 
ambiente. 
Agora como paisagista deve estar apto a estudar, planejar, criar e recuperar 
a paisagem, prevenindo a degradação ambiental, bem como apto a intervir de forma 
harmônica na natureza, contribuindo para a sustentabilidade na relação do homem 
com o meio ambiente. A sua importância para compatibilizar áreas edificadas com 
espaços livres é inquestionável, agora cabe a você profissional, colocar em prática 
as informações e conhecimentos adquiridos neste curso e implementar projetos de 
paisagismo nesse nosso planeta que necessita cada vez mais de atitudes 
sustentáveis. 
 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO IV 
 
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 206 
 
 
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