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Lição 1
Cartas de Paulo: Aos Romanos,
Gálatas e Efésios
Autor: O Apóstolo Paulo 
Data: Cerca de 57 d.C.
Carta aos Tema: A Revelação da Justiça de Deus 
Romanos Palavras-Chave: Justiça, fé, jus tif icação, 
lei, graça.
Versículos-chave: Rm 1.16 e 17 5, ' I
Romanos é a epístola de Paulo mais longa, 
mais teológica e mais influente. Talvez por essas 
razões foi colocada em primeiro lugar entre as do 
apóstolo. De modo contrário à tradição católica 
romana, a igreja de Roma não foi fundada por Pedro, 
nem por qua lquer outro apóstolo. Ela ta lvez foi 
inic iada por convert idos de Paulo provenientes da 
Macedônia e da Ásia, bem como pelos judeus e 
p rosé l i to s1 conver tidos no dia de Pentecos tes (At 2.10). 
Paulo não t inha Roma como campo específ ico de outro 
apóstolo (Rm 15.20).
Em Romanos, Paulo afi rma que muitas vezes 
planejou ir até Roma para ali pregar o evangelho, mas 
que, até então fora impedido (Rm 1.13-15; 15.22). 
Reafi rma seu desejo de ir até eles (Rm 15.23-32).
1 Pagão que abraçou o judaísmo.
Em vista de seus planos pessoais, Paulo 
escreveu para apresentar-se a uma igreja que nunca 
t inha visi tado. Ao mesmo tempo, ele apresentou uma 
declaração comple ta e ordenada dos princípios 
fundamentais do evangelho que pregava.
Paulo, ao escrever esta epístola, perto do fim 
da sua terceira viagem missionária (cf. Rm 15.25,26; 
At 20.2,3; ICo 16.5,6), estava em Corinto como 
hóspede na casa de Gaio (Rm 16.23; ICo 1.14). 
Enquanto escrevia Romanos através do seu auxil iar 
Tércio (Rm 16.22), planejava voltar a Jerusa lém para o 
dia de Pentecoste (At 20.16; provavelmente na 
primavera de 57 ou 58 d.C.) e entregar pessoalmente 
uma oferta de socorro das igrejas gentias aos crentes 
pobres de Jerusa lém (Rm 15.25-27). Logo a seguir , 
Paulo esperava partir para a Espanha levando-lhe o 
evangelho, visi tar de passagem a igreja de Roma e 
receber ajuda dos crentes ali para prosseguir em sua 
caminhada para o oeste (Rm 15.24,28).
Nenhum livro da Bíblia tem tantos títulos 
como Romanos: Evangelho Segundo Paulo, Evangelho 
do Cristo Ressurreto, Tratado Teológico Paulino, Mais 
Puro Evangelho , Principal das Epístolas Paulinas, A 
Catedral da Doutr ina Cristã, etc.
Destinatários
“Todos os que estais em Roma, amados de 
Deus” são os destinatários desta carta. Pode-se notar 
que Paulo nesta saudação não usa a palavra igreja 
(como faz em 1 e 2Coríntios, Gálatas, 1 e 
2Tessalonicenses) . Isto pode mostrar que nessa época 
não exist ia nenhuma igreja organizada, mas várias 
igrejas de casa (Rm 16.5,14). Em todos os lugares 
havia cristãos que ali se reuniam para cultuar a Deus.
16
Não sabemos com certeza como e quando o 
Cris t ianismo chegou a Roma. Em Atos 18.2 fala-se 
acerca de Aqui la e Priscila que pertenciam àqueles 
judeus que Cláudio expulsara de Roma, cerca de 49 
d.C. No final do quarto d ecên io1 já havia cr is tãos em
Roma. Agost inho informa que o cr is t ianismo chegou a
Roma durante o governo do imperador Cal ígula (37 -
41 d.C.).
Autor
Conforme a primeira palavra, Paulo, o servo 
e apóstolo de Jesus Cristo, é o autor da Epís tola . O 
conteúdo do l ivro indica que seja Paulo , não só pelas 
muitas re ferências pessoais (Rm 1.8-15; 9.1-5; 11.1,13 
e 16.3-23), mas também pela profundeza dos seus 
ens inamentos e conhecimentos da verdade de Deus (Rm 
3.20-25; 11.33-36, etc.). O livro todo fala do seu autor 
como de um homem erudito, profundamente espiri tual , 
intei ramente consagrado e conscientemente inspirado. 
Justino Mártir , Pol icarpo, Inácio, Clemente de Roma e 
Hipóli to fazem citações desta Epístola. Aceitavam-na 
como fazendo parte do cânon e até os próprios inimigos 
do Cris t ianismo reconheceram a carta como escrita 
pelo apóstolo Paulo. Não há motivos para se re jeitarem 
as muitas evidênc ias e favor de que a Epís to la seja o 
que pre tende ser. Não é de est ranhar que Paulo 
conhecesse tantas pessoas por seus nomes em uma 
cidade onde ele nunca t ivesse estado, porque essa 
cidade era Roma, a capital do mundo, e o apóstolo 
conhecia pessoalmente centenas de pessoas, tanto 
judeus, como gentios, que poderiam ter-se mudado para 
Roma por motivos comerciais ou particulares. Antes,
1 Período de 10 anos; década.
17
seria difícil que fosse de outro modo. O capítulo 16 
com saudações para tantas pessoas não é um argumento 
válido para se re jeitar a Epís tola como genuína. 
Convém acrescentar que os 300 manuscri tos existentes 
da carta aos Romanos , todos os que não têm sido 
danificados, contêm a Epís to la completa tal qual se 
acha hoje no Novo Testamento.
Data e as Circunstâncias
É claro que P au lo não t inha vis i tado esta 
cidade antes de enviar -lhes esta carta (Rm L8-15 ; 
15.22-24,28,29), que foi escri ta pelo apóstolo durante a 
sua terceira viagem missionária, quando se achava em 
Corinto. Durante sua permanência na Macedônia , Paulo 
escreveu duas cartas à Igreja de Corinto (Grécia), nas 
quais lhe falou a respeito da preparação de uma oferta 
para os necessitados em Jerusalém ( IC o 16.1,2; 2Co 8 
e 9). Em Atos 20.2,3 vemos que o apóstolo, depois de 
recolher as ofertas das igrejas sediadas na Macedônia, 
desceu à Grécia onde ficou três meses. Em Romanos 
15.25-28 vemos que Paulo t inha levantado a oferta em 
Corinto e está pronto para levá-la a Jerusa lém que, 
tendo desempenhado esta missão, pensava ir a Roma 
(At 19.21; Rm 1.8-15). Também evidencia a verdade o 
fato de que a portadora da carta aos Romanos foi Febe, 
de Cencréia, porto de Corinto. Por tanto , cremos que 
Paulo escreveu esta Epísto la estando em Corinto, 
durante a sua terceira viagem missionária, lá pelo ano 
57 d.C.
Muito se tem discutido a questão a respeito 
de quem teria sido o fundador da Igreja Cristã na 
cidade de Roma. Talvez não tenha importância, mas é 
quase impossível crer-se que t ivesse sido algum 
apóstolo, muito menos, Pedro, que permaneceu em
18
Jerusalém pelo menos até o ano 49, o qual concordou 
em ir para os judeus , e que Paulo fosse para os gentios 
(G1 2.7-9). É provável , ainda, em face de Romanos 
16.5,14,15, que os irmãos crentes que es tavam em 
Roma n ã o . es tivessem organizados em uma só igreja 
ainda, quando Paulo escreveu esta carta, ta lvez devido 
ao fato de que nenhum apóstolo os t ivesse visi tado.
Paulo chegou a Corinto (At 20.2,3) depois de 
ter passado dois anos em Efeso discutindo dia riamente 
na escola do mestre T i rano1 (At 19.9,10). Não se 
menciona o número de horas que Paulo falava cada dia, 
porém é provável que o apóstolo te rminasse o seu 
ministér io em Éfeso com a sua teologia organizada em 
sua mente. Ao mesmo tempo en tenderia m elhor as 
necessidades espiri tua is dos gentios e o modo mais 
claro e eficaz de apresentar-lhes a verdade. Não é de 
estranhar, então, que ele pensasse nas condições do 
grande número de crentes que estavam em Roma, e o 
Espíri to Santo lhe fez ver a importância de que todos 
fossem corre tamente instruídos na doutr ina verdadeira 
do Evangelho. Melhor era lançar um fundamento 
sólido, o mais depressa possível , antes que as heresias 
chegassem a levantar suas cabeças entre os irmãos.
Propósito
Paulo escreveu esta carta a f im de preparar o 
caminho para a obra que ele esperava realizar em Roma 
e na sua missão previs ta para a Espanha.
Seu propós ito era duplo:
1. Segundo parece, os romanos t inham 
ouvido boatos falsos a respeito da mensagem e da 
teologia de Paulo (Rm 3.8; 6.1,2,15); daí ele achar
1 Supõe-se que ele era gentio e mestre em filosofia.
19
necessário regis trar por escri to o evangelho que já 
pregava há vinte e cinco anos.
2. Queria corrigir certos problemas da igreja, 
causados por ati tudes erradas dos judeus para com os 
gentios (Rm 2.1-29; 3.1,9), e dos gentios para com os 
judeus (Rm 11.11-32).
Visão Panorâmica
Doutr inar iamente, Romanos é o maior l ivro 
já_escrito.É o coração e a alma da revelação de Deus 
ao p ovo desta época. Todo o conjunto da verdade da 
redenção, chamado na Escritura “o Evange lho” , Está 
aqui detalhado. A mais completa his tória d a 
necessidade, do remédio e dos resul tados da morte de 
Cristo, encontra-se em Romanos. O pensamento chave 
é a jus tiça de Deus. A progressão da verdade vai da 
completa condenação até a integral e jus ta glorificação.
O tema de Romanos está em 1.16,17, a saber: 
que no Senhor Jesus a jus tiça de Deus é revelada como 
a solução à sua jus ta ira contra o pecado. A seguir, 
Paulo expõe as verdades fundamentais do evangelho. 
Pr imeiro , destaca o fato de que o problema do pecado e 
a necessidade humana da jus tif icação são universais 
(Rm 1.18-3.20). Posto que tanto os judeus quanto os 
gentios estão sujeitos ao pecado e, portanto, sob a ira 
de Deus, ninguém pode ser jus ti f icado diante d ’Ele à 
parte do dom da jus tiça (Rm 3.24) mediante a fé em 
Jesus Cristo (Rm 3.21-4 .25) .
• Sendo jus ti f icado generosamente pela graça de Deus, 
e tendo recebido a certeza da salvação (capítulo 5);
• O crente demonst ra que recebeu o dom divino da 
just if icação, ao morrer com Cristo para o pecado 
(capítulo 6);
• É liberto da luta com a jus tiça da lei (capítulo 7);
20
• É adotado como filho de Deus, recebendo nova vida
segundo o Espíri to, o que o conduz à g lori ficação 
(Rm 8.18-30).
• Deus está levando a efeito o seu plano da redenção,
a despeito da incredulidade de Israel (Rm 9-11).
Finalmente , Paulo declara que uma vida 
transformada em Cristo resulta na prática da re tidão e 
do amor em todos os aspectos da vida social , civil e 
moral da pessoa (Rm 12-14). Paulo te rmina Romanos 
expondo seus planos pessoais (capítulo 15), uma longa 
lista de saudações pessoais, uma últ ima admoestação e 
uma doxo log ia1 (capítulo 16).
Romanos em Síntese
• A Pessoa do Evangelho: Cristo
• O poder do Evangelho: Poder de Deus
• O propósi to do Evangelho: Para a salvação
• As pessoas a quem se destinam: de todo aquele
• O plano de aceitação: Aquele que crê
• O plano de vida: O ju s to viverá por fé
Divisões Principais
Romanos é a alma da coerênc ia1 2. Começa 
com condenação, e prossegue através da salvação, 
jus tif icação, santi f icação (e depois uma secção a 
respeito da verdade dispensacional, conci l iando as 
promessas de Deus a Israel com as promessas de Deus 
à Igreja), te rminando com glorificação.
1 Fórmula litúrgica de louvor a Deus, geralmente ritmada.
2 Ligação ou harmonia entre si tuações, acontecimentos ou idéias; 
relação harmônica; conexão, nexo, lógica.
21
Característ icas Especiais
Sete destaques principais carac terizam
Romanos:
1. Romanos é a mais s is temática epístola de Paulo; a 
epístola teológica por excelência do Novo 
Testamento.
2. Paulo escreve num esti lo de pergunta e resposta, ou 
de diálogo (Rm 3.1,4-6,9,31).
3. Paulo usa amplamente o Antigo Testamento como a 
autoridade bíblica na apresentação da verdadeira 
natureza do evangelho.
4. Paulo apresenta “a jus tiça de Deus” como a 
revelação fundamental do evangelho (Rm 1.16,17); 
Deus restaura e ordena a si tuação do homem em 
Jesus Cristo e através d ’Ele.
5. Paulo focal iza a natureza dupla do pecado, bem 
como a provisão de Deus em Cristo para cada 
aspecto: O pecado como uma transgressão1 pessoal 
(Rm 1.1-5.11) e o pecado como um princípio ou lei 
(gr. he ham artia ), isto é, a tendência natural e 
inerente1 2 para pecar, existente no coração de toda 
pessoa, desde a queda de Adão (Rm 5.12-8.39).
6. O capítulo 8 é o mais longo da Bíblia sobre a obra 
do Espíri to Santo na vida do crente.
7. Romanos contém o estudo mais profundo da Bíblia 
sobre a rejeição de Cristo pelos judeus (excetuando- 
se um remanescente), bem como sobre o plano 
divino-redentor para todos, alcançando por fim 
Israel (Rm 9-11) .
1 Ato ou efeito de transgredir; infração, violação.
2 Que está por natureza inseparavelmente ligado a alguma coisa 
ou pessoa
22
Cristo Revelado
A epís to la inteira é a história do plano de 
redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (Rm 
1.18-3.20), a descrição detalhada da obra de Cris to e 
suas impl icações para os cristãos (Rm 3.21-11.36) e 
aplicação do evangelho de Cristo à vida cotid iana (Rm 
12.1-16.27).
Mais especif icamente , Jesus Cristo é o nosso 
Salvador, que obedeceu perfe itamente a Deus como 
nosso representante (Rm 5.18-19) e que morreu como 
nosso sacrifício substi tu to (Rm 3.25; 5.6,8). É nele que 
devemos ter fé para a salvação (Rm 1.16-17; 3.22; 
10.9-10). Através de Cristo temos muitas bênçãos: 
reconcil iação com Deus (Rm 5.11); justiça e vida 
eterna (Rm 5.18-21); identif icação com ele em sua 
morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.3-5); estar 
vivos para Deus (Rm 6.11); livres de condenação (Rm 
8.1); herança eterna (Rm 8.17); sofrimento com ele 
(Rm 8.17); ser glori ficados com ele (Rm 8.17); tornar- 
se como eles (Rm 8.29); e_o fato de que ele ora por nós 
mesmo agora (Rm 8.34). Na verdade, toda a vida cristã 
parece ser vivida através dele: oração (Rm 1.8), 
regozijo (Rm 5.11), exor tação (Rm 15.30), glor i ficar a 
Deus (Rm 16.27) e, em geral, viver para Deus e 
obedecer-lhe (Rm 6.11-14; 13-14).
23
Autor: O Apósto lo Paulo 
Data: Cerca de 49 d.C.
Carta aos Tema: Salvação Pela Graça Mediante 
Gálatas a
Palavras-Chave: Graça, evangelho, fé, 
justif icado, promessa, liberdade, lei 
Versículo-chave: G1 5.1
A ep ís to la aos G á latas fo i_escrita para salvar 
o cris t ianismo do legalismo juda ico . Apesar de ser uma 
das mais breves epístolas do apóstolo Paulo, tem 
exercido grande influência na vida da Igreja. Seu 
assunto cont inua atual, pois em qualquer época há 
sempre o risco de alguém, ou de um segmento da Igreja 
se inclinar para o legalismo religioso.
O assunto principal de Gálatas é o mesmo 
debatido e resolvido em Jerusalém (c. de 49 d.C.; cf. 
At 15). Tal assunto implica uma dupla pergunta:
• A fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador é o 
requisito único para a salvação?
• É necessár io obedecer a certas práticas e leis 
judaicas do Antigo Testamento para se obter a 
salvação em Cristo?
Talvez Paulo haja escri to Gálatas antes da 
controvérs ia da lei, na Assembléia de Jerusalém (At 
15), e antes de a igreja comunicar a sua posição final. 
Se assim foi, então Gálatas é a primeira epístola que 
Paulo escreveu.
Destinatários
Paulo escreveu esta epístola (G1 1.1; 5.2; 
6.11) “às igrejas da Galác ia” (G1 1.2). As autoridades 
no assunto declaram que os gálatas eram gauleses
24
oriundos do Norte da Galácia e que, mais tarde, parte 
deles emigrou para o Sul da Europa, de cujo te rr i tório a 
França de hoje faz parte. E muito mais provável que 
Paulo haja escri to esta epís to la às igrejas do Sul da 
província da Galácia (Ant ioquia da Pisídia, Icônio, 
Listra, Derbe), onde ele e Barnabé evangelizaram e 
estabeleceram igrejas durante sua primeira viagem 
missionária (At 13,14).
Autor
Ainda que por duas vezes a mesma carta diga 
que Paulo é o escri tor (G1 1.1; 5.2), o mesmo esti lo da 
carta, seus ensinamentos a respeito da Lei, e 
especialmente o que diz de Pedro “resist i- lhe face a 
face” (G1 2.11), jun tam ente com a sua contenção de 
que os demais apóstolos não lhe deram nada, mas sim 
que sua comissão veio de Deus (G1 1.16,17; 2.6); tudo 
prova que somente Paulo pode ser o autor. O apóstolo 
aos gentios é o único que falaria dos judeus, da lei, e 
da graça, com a profundeza de entendimento e a 
certeza que ele o faz. A evidência interna desta 
Epís tola é conc luden te1 a favor de que Paulo seja seu 
autor humano.
Desde os dias de Pol icarpo em diante o livro 
tem sido citado pelos “Pa is” . Marción é o primeiro que 
cita por nome esta carta, colocando-a em primeiro 
lugar nos escri tos de Paulo. Quase todos os escri tores 
antigos, desde o segundo século em diante, c i tavam-na 
e se encontra nasversões lat inas, siríacas e o Cânon 
Muratori.
Na antiguidade nem suspeita exist iu da 
autenticidade, de que a carta fosse de Paulo, e é difícil
1 Que conclui, ou merece fé; terminante, categórico.
25
imaginar-se que outra pessoa pudesse ter falsif icado 
tão faci lmente e sem motivo aparente, em época 
posterior, tal documento.
Como disse Lightfoot: “Cada sentença
gramatical reflete tão perfe itamente a vida e o caráter 
do apóstolo aos gentios, que ninguém tem duvidado de 
que seja genuíno” .
A maioria das cartas de Paulo foi escri ta por 
seus am anuenses1 ou escribas. Como a si tuação das 
igrejas da Galácia era crí tica, estava em jogo não só a 
fé desses irmãos e nem apenas a autoridade apostólica 
de Paulo, mas princ ipalmente o futuro do cr ist ianismo. 
Ele mesmo escreveu de seu próprio punho (G1 6.11), 
pois não queria deixar margem para os gálatas 
duvidarem da autent icidade da carta.
Data
Tem havido muita controvérsia quanto à data 
e destinatário dessa epístola. Há três possíveis datas, 
mas todas elas têm os seus “ senões1 2” - 49,53 e 56 d.C. 
A seqüência de eventos é a seguinte: primeira viagem 
missionária, em seguida foi escri ta a epístola aos 
Gálatas, depois ocorreu o concíl io de Jerusalém e 
segue-se a segunda viagem. Isso nos dá subsídios para 
datá-la por volta de 49 d.C., e escri ta da região entre 
Ant ioquia da Síria e Jerusalém.
A data mais provável da carta si tua-se logo 
após o regresso de Paulo à igreja que o enviou - 
Ant ioquia da Síria, e pouco antes do Concíl io de 
Jerusa lém (At 15).
1 Escrevente, copista.
2 De outro modo; do contrário; aliás. Mas sim; e sim; mas, 
porém.
26
Propósito
Paulo tomou conhecim ento de que cer tos 
mestres judaicos estavam inquie tando seus novos 
convert idos na Galácia, impondo-lhes a circuncisão e o 
jugo da lei mosaica como requisitos necessários à 
salvação e ao ingresso na igreja. Ao saber disso, Paulo 
escreveu:
• Para demonst rar cabalmente que as exigências da lei, 
como a c ircuncisão do velho concerto, nada tem a 
ver com a operação da graça de Deus em Cristo para 
a salvação sob o novo concer to;
• Para reaf irmar c laramente que o crente recebe o 
Espíri to Santo e com Ele a nova vida espiri tual por 
meio da fé no Senhor Jesus Cristo e não por meio da 
lei do Antigo Testamento.
Característ icas Especiais
Quatro fatos singulares carac terizam esta
epístola:
1. É a defesa mais veemente no Novo Tes tamento da 
natureza do evangelho. Seu tom é enérgico, intenso e 
urgente, uma vez que Paulo lida com oponentes em 
erro (G1 1.8,9; 5.12), enquanto repreende os gálatas 
por se deixarem iludir tão faci lmente (G1 1.6; 3.1; 
4.19,20);
2. Quanto ao número de referências autobiográficas, 
Gálatas é superada somente por 2Coríntios;
3. Esta é a única epístola de Paulo em que ele 
explic itamente se dirige a várias igrejas (ver, no 
entanto, a in trodução a Efésios);
4. Contém a descrição do fruto do Espíri to (G1 5.22,23) 
e a lista mais comple ta do Novo Tes tamento das 
obras da carne (G1 5.19-21).
27
Cristo Revelado
Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que 
têm fé nele (G1 2.16; 3.26) em uma posição de 
l iberdade (G1 2.4; 5.1), l ibertando-os da servidão ao 
legalismo e à l iber t inagem1. A principal ênfase do 
apóstolo está na crucificação de Cristo como base para 
a libertação do crente da maldição do pecado (G1 1.4; 
6.14), do próprio eu (G1 2.20; ver 5.24) e da lei (G1 
3.12; 4.5). Paulo também descreve uma dinâmica união 
de fé com Cristo (G1 2.20). Vis ivelmente re tra tada no 
batismo (G1 3.27), que relaciona todos os crentes como 
irmãos e irmãs (G1 3.28). Em relação à pessoa de 
Cristo, Paulo declara tanto sua divindade (G1 1.1,3,16) 
quanto sua humanidade (G1 3.16; 4.4). Jesus é a 
substância do evangelho (G1 1.7), que ele próprio 
revelou a Paulo (G1 1.12).
1 Devassidão, desregramento, l icenciosidade, crápula.
I
28
Questionário
• Ass inale com “X ” as alternat ivas corretas
1. E a epístola de Paulo mais longa, mais teológica e
mais influente
a ) | I lCoríntios
b ) |_I Gálatas
c ) | I Efésios
d) 0 Romanos
2. É errado afirmar
a ) R | Paulo diz que Gálatas é a Revelação da Justiça 
de Deus
b ) H Doutr inariamente , Romanos é o maior l ivro já 
escri to
c ) fcl Romanos é o coração e a alma da revelação de 
Deus ao povo desta época
d m A mais comple ta história da necessidade, do 
remédio e dos resul tados da morte de Cristo, 
encontra-se em Romanos
3. A epístola aos Gálatas foi escri ta para salvar o 
crist ianismo
a) |_| Do legalismo Romanos
b ) | I j D o legalismo gentio
c) 0 . D o legalismo juda ico
d ) |_| Do legalismo grego
« Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
4 . |g] E claro que Paulo t inha visi tado a cidade de Roma 
antes de enviar-lhes a carta aos Romanos
5. [f 1 Romanos contém a descrição do fruto do Espíri to 
e a lista mais comple ta do Novo Testamento das 
obras da carne
29
Autor: O Apóstolo Paulo 
Data: Cerca de 62 d.C.
Carta aos Tema: Cristo e Sua Igreja
Efésios Palavras-Chave: Glória, corpo,
lugares celestes 
Versículo-chave: Ef 1.3
Esta epís to la destaca-se pela universalidade 
do seu conteúdo, não só à igreja em Efeso, mas a todas 
as igrejas sob a l iderança de Paulo, bem como a toda a 
Igreja de Deus em todo o mundo e em todos os tempos. 
O caráter universal dessa epístola é percebido pelo 
PLúúo_da salvação p roposto por Deus desde a fundagão 
do m undo e que alcança a toda cr ia tura humana, 
independente de raca, cor ou nação. Esse plano não 
discr imina judeu nem gentio, mas coloca todos debaixo 
da graça imensurável de Deus em Cristo Jesus.
Efésios é um dos picos elevados da revelação 
bíblica, ocupando lugar único entre as Epís tolas de 
Paulo. Ela não foi e laborada no árduo trabalho da 
b igo rna1 da controvérs ia doutr inária ou dos problemas 
pastorais (como muitas outras epístolas de Paulo). Ao 
contrário, Efésios transmite a impressão de um rico 
transbordar de revelação divina, brotando da vida de 
oração de Paulo. Ele escreveu a car ta quando es tava 
pr is ioneiro por amor a Cristo (Ef 3.1; 4.1; 6.20), 
provave lmente em Roma. Efésios tem muita afinidade 
com Coíossenses , e talvez tenha sido escri ta logo após 
esta. As duas cartas podem ter sido levadas 
s imul taneamente ao seu destino por um cooperador de 
Paulo chamado Tíquico (Ef 6.21; cf. Cl 4.7).
1 Peça de fe no , com o corpo central quadrangular e as 
ext remidades em ponta ci líndrica, cônica ou piramidal, sobre a 
qual se malham e amoldam metais; incude.
30
É crença geral que Paulo escreveu Efésios 
também para outras igrejas da região, e não apenas a 
Efeso. Possivelmente ele a escreveu como carta 
c ircular às igrejas de toda a província da Ásia.
Autor
Duas vezes na Epís tola se diz que foi Paulo 
quem a escreveu (Ef 1.1; 3.1). Também poderemos 
fazer a pergunta: Quem, além de Paulo, poderia ter 
escri to uma carta tão profunda na doutrina cristã? 
Porventura algum outro dos apóstolos teria escr i to o 
capítulo dois, versículos onze a vinte e dois, colocando 
os gentios em pé de igualdade com os judeus, alegando 
que não há diferença? E quem, senão Paulo, foi preso 
por causa dos gentios? O versículo dois do capí tu lo 
terceiro afirma que o escri tor recebeu de Deus a 
adminis tração ou ministér io do Evangelho entre os 
gentios, coisa que só Paulo podia alegar (Ef 3.1-13). O 
esti lo da carta é o de Paulo, sendo especia lmente 
semelhante à Epís tola aos Colossenses . Pr imeiramente 
expõe as verdades doutr inárias, como é costume de 
Paulo.
A evidência externa é a melhor possível . E 
citados por Clemente de Roma, Inácio, Policarpo, 
Hermes, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Irineu, 
Hipóli to e outros. Nenhum deles teve dúvidas a 
respeito da autent icidade da Epís tola e de que Paulo 
fosse seu autor. Até o próprio Marción a inclui entre as 
epístolas de Paulo, mas diz que foi escrita à igreja de 
Laodicéia, em vez de a de Efeso. Como em alguns dos 
manuscr itos antigos não aparecem no texto do primeiro 
versículo as palavras “Em Éfeso” alguns insistem em 
que esta tem de ser a Epís tola de Paulo aos de 
Laodicéia mencionada em Colossenses 4.16. Outros
31
afirmam que é antes uma carta particular. A tradição e 
a maior ia dos manuscritos dizem que foi a enviada a 
Éfeso, mas o que impor ta é que foi e é inspirada pelo 
Espíri to de Deus, e é para nós hoje a própr ia Palavra de 
Deus.
Quando Paulo escreveu a epístola aos 
Efésios, estava preso em Roma, de onde a enviou 
àquela igreja através de Tíquico, por quem, também, 
enviou as cartas a Filemom e à igreja de Colossos, 
provave lmente entre 60 e 62 d.C.
Data e Circunstâncias
Vê-se em Efésios 3.1; 4.1 e 6.20 que Paulo 
estava na prisão, em cadeias, quando escreveu a carta. 
Da história de sua vida no livro dos Atos dos 
Apóstolos, calculamos que esta Epís tola foi escri ta 
cerca do ano 60 ou 62 a.C. A semelhança do seu 
conteúdo com a de Colossenses e o fato de que Tíquico 
foi o portador da carta (Ef 6.21,22), como também a 
dos Colossenses (Cl 4.7,8), fazem-nos crer que foram 
escritas na mesma época. É provável que Onésimo, que 
acompanhou a Tíquico (Cl 4.9) levasse a carta de Paulo 
a Filemom nessa mesma época.
Em sua segunda viagem missionária, Paulo 
ficou em Éfeso poucos dias, prometendo voltar (At 
18.19-21). Deixou Priscila e Áquila na cidade, ao passo 
que ele seguiu para Jerusa lém e Antioquia. Antes que 
Paulo regressasse, Apoio chegou a Éfeso e teve um 
ministério ali (At 18.18,19,24-28). Em sua terceira 
viagem, Paulo ficou em Éfeso cerca de três anos, 
realizando o melhor ministér io de toda a sua longa 
carreira (At 19.1-20). Nos três primeiros meses pregava 
na sinagoga, mas a oposição obrigou-o a afastar-se e se 
estabeleceu em uma escola, onde “falou ousadam ente”
32
durante dois anos. Não é est ranho, então, que a igreja 
de Éfeso pudesse receber e entender uma car ta tão 
espir i tualmente profunda como esta. Durante os anos 
do ministér io pessoal do apóstolo, os novos crentes 
aprofundaram-se em seus conhecimentos bíblicos e do 
Evangelho; es tavam em condições de apreciarem estes 
ensinamentos , e Paulo bem o sabia.
Não há na carta referências a problemas 
especiais como os mencionados nas cartas aos 
Coríntios e aos Gálatas. Por que, então, foi escri ta? 
Não há quase dúvida de que exist iu um problema sério 
em Colossos, e Paulo, preparando a viagem de Tíquico 
para que levasse a Epís tola aos Colossenses , e 
enviando a Onésimo de volta para Fi lemom com sua 
carta de recomendação, quis escrever esta carta aos 
efésios (ou car ta-c ircular para todas as igrejas da Ásia, 
se ass im o desejarmos) . E possível que Paulo t ivesse 
tido novas revelações durante as suas prisões, e o 
Espíri to Santo desejava que Paulo deixasse por escri to 
estas verdades. Uma mente como a de Paulo, 
medi tando longas horas, mês após mês, no significado 
da morte, ressurreição e entronização do Senhor Jesus 
Cristo, sem dúvida seria guiada pelo Espíri to a novos 
passos e conhecimentos de verdades espiri tuais, como 
deduções lógicas do que já conhecia. A exper iência da 
matur idade e a apl icação no estudo mais ass íduo do 
Velho Testamento (2Tm 4.13) também contr ibuíram 
para que Paulo t ivesse verdades novas para transmit ir 
aos efésios, e aprouve a Deus que as deixasse em forma 
permanente para que nós, as gerações vindouras, nos 
aprove itássemos também delas. Não obstante, l ivremo- 
nos da idéia de que esta Epís tola cria uma nova 
dispensação, de modo que só ela e as Epístolas escri tas 
depois por Paulo, sejam para nós, atualmente, em vez 
de todo o Novo Testamento. Graças ao Pai Celestial ,
33
que por Seu Espíri to Santo impeliu o grande apóstolo 
aos gentios a escrever esta Epístola.
Não só devia preveni-los contra o erro que 
entrou em Colossos, e o outro que transtornou os 
gálatas, mas também os fez merecer a admoestação do 
Senhor Jesus em Apocal ipse 2.4,5.
É considerada uma das “cartas da p r i são” 
porque as escreveu enquanto estava preso em Roma. Na 
pr imavera de 63 d.C., provavelmente , foi liberto.
Propósito
O propósi to imedia to de Paulo ao escrever 
Efésios está implícito em Efésios 1.15-17. Em oração, 
ele anseia que seus leitores cresçam na fé, no amor, na 
sabedoria e na revelação do Pai da glória. Almeja 
profundamente que vivam uma vida digna do Senhor 
Jesus Cristo (Ef 4.1-3; 5.1,2). Paulo, portanto, procura 
fortalecer-lhes a fé e os alicerces espiri tuais ao revelar 
a plenitude do propósi to eterno de Deus na redenção 
“em Cris to” (Ef 1.3-14; 3.10-12) à igreja (Ef 1.22,23; 
2.11-22; 3.21; 4.11-16; 5.25-27) e a cada crente (Ef 
1.15-21; 2.1-10; 3.16-20; 4.1-3,17-32; 5.1-6.20).
Visão Panorâmica
Há dois temas fundamentais no Novo 
Testamento:
• Como somos redimidos por Deus;
• Como nós, os redimidos , devemos viver.
Os capítulos 1-3 de Efésios tratam 
principalmente do primeiro desses temas, ao passo que 
os capítulos 4-6 focalizam o segundo.
Os capítulos 1-3 começam por um parágrafo 
de abertura que é um dos trechos mais profundos da
34
Bíblia (Ef 1.3-14). Esse grandioso hino sobre redenção 
t r ib u ta1 louvores ao Pai pela eleição, predest inação e 
adoção que Ele nos propiciou (Ef 1.3-6), por nossa 
redenção mediante o sangue do Filho (Ef 1.7-12) e pelo 
Espíri to, como selo e garantia da nossa herança (Ef 
1.13,14).
Nesses capítulos, Paulo ressalta que na 
redenção pela graça mediante a fé, Deus nos reconci l i a 
consigo mesmo (Ef 2.1-10) e com outros que estão 
sendo salvos (Ef 2.11-15), e, em Cristo, nos une em um 
só corpo, a igreja (Ef 2.16-22). O alvo da redenção é 
“tornar a congregar em Cristo todas as coisas. .. tanto as 
que estão nos céus como as que estão na te rra” (Ef 
1. 10).
Os capítulos 4-6 cons is tem mais de 
ins truções práticas para a igreja no tocante aos 
requis itos que a redenção em Cristo demanda de nossa 
vida individual e coletiva. Entre as 35 diretrizes dadas 
em Efésios, sobre como os redimidos devem viver, 
destacam-se três categorias gerais.
1. Os crentes são chamados a uma nova vida de pureza 
e separação do mundo. São chamados a serem 
“santos e ir repreensíveis diante de le” (Ef 1.4), a 
crescer “para templo santo no Senhor” (Ef 2.21), a 
andar “como é d igno da vocação com que fostes 
chamados” (Ef 4.1), a “varão perfe ito” (Ef 4.13), a 
viver “em verdadeira jus t iça e santidade” (Ef 4.24), 
a andar “em amor” (Ef 5.2; cf. 3.17-19) e a serem 
santos “pela Pa lavra” (Ef 5.26), a fim de que Cristo 
tenha uma “igreja gloriosa, sem mácula1 2, nem ruga.. . 
santa e i rrepreensível” (Ef 5.27).
2. O crente é chamado a um novo modo de viver nos 
relacionamentos familiares e vocacionais (Ef 5.22-
1 Prestar ou dedicar a (alguém ou algo), como tributo.
2 Nódoa, mancha.
35
6.9). Esses re lacionamentos devem ser regidos por 
princípios de conduta que dis t ingam o crente da 
sociedade descrente à sua volta.
3. Finalmente , o crente é chamado a manter-se firme 
contra as a s tu tas1 ci ladas do diabo e as terríveis 
“hostes espiri tuais da maldade, nos lugares 
celes tia is” (Ef 6.10-20).
Cinco Característ icas Especiais
1. A revelação da grande verdade teológica dos 
capítulos 1-3 é in te rrompida por duas grandiosas 
orações apostólicas. Na primeira, o apóstolo pede 
para os crentes sabedoria e revelação no 
conhecimento de Deus (Ef 1.15-23); na segunda, 
roga que possam conhecer o amor, o poder e a glória 
de Deus (Ef 3.14-21).
2 . / “Em Cris to” , uma expressão paulina de peso (106 
I vezes nas epístolas de Paulo), sobressai grandemente
em Efésios (cerca de 36 vezes). “Toda bênção 
esp ir i tua l” e todo assunto prático da vida re lac iona­
s s e com o estar “em Cris to” .
3. Efésios salienta o propósi to e alvo eterno de Deus 
para a igreja.
4. Há um realcemul t i face tado1 2 do papel do Espíri to 
Santo na vida cristã (Ef 1.13,14,17; 2.18; 3.5,16,20; 
4.3,4,30; 5.18; 6.17,18).
5. Efésios é tida, às vezes, como epístola gêmea de
 ̂ Colossenses, pelo fato de apresentarem definidas
semelhanças em seus conteúdos e terem sido escri tas 
quase ao mesmo tempo.
1 Habil idade em enganar; lábia, solércia, manha, artimanha, 
ardil. Finura, malícia, sagacidade.
2 Que tem muitas facetas; multiface.
36
Cristo Revelado
Efés ios foi chamado de “Os Alpes do Novo 
Tes tamento” , “O Grande Cânon da Escr itura” e “O 
Ápice Real das Ep ís to las” , não somente por seu grande 
tema, mas devido à majestade do Cris to revelado aqui. 
Capítulo 1: Ele é o Redentor (Ef 1.7), aquele em quem 
e por quem a história será def in it ivamente 
consumada (Ef 1.10); e Ele é o Senhor ressusci tado 
que não apenas ressusci tou dos mortos e do inferno, 
mas que reina como rei, derramando sua vida através 
de seu corpo, a Igreja - a expressão atual dele 
mesmo na terra (Ef 1.15-23).
Capí tulo 2: Ele é o pacif icador que reconci l iou o 
homem com Deus e que também torna possível a 
reconcil iação entre os homens (Ef 2.11-18); e Ele é a 
“principal pedra da esquina” do novo templo, que 
consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo 
próprio Deus (Ef 2.19-22).
Capí tulo 3: E le é o t e souro em que são encontradas as 
r iquezas inescrutáveis da vida (Ef 3.8); e Ele é o que 
habita nos corações humanos, garantindo-nos o amor 
de Deus (Ef 3.17-19).
Capí tulo 4: Jesus é o doador dos dons do ministér io à 
sua Igreja (Ef 4.7-11); e Ele é o vencedor que 
acabou com a capacidade do inferno de manter a 
humanidade cativa (Ef 4.8-10).
Capítulo 5: Ele é o marido m odelo, dando-se sem 
egoísmo para realçar sua noiva - sua Igreja (Ef 5.25- 
27,32).
Capí tulo 6: Ele é o Senhor, poderoso na batalha, o 
recurso de força para seu povo enquanto eles se 
armam para a batalha espiri tual (Ef 6.10).
37
Questionário
• Assinale com “X ” as al ternativas corretas
6. É percebido pelo plano da salvação proposto por 
Deus desde a fundação do mundo
a) | ! O caráter universal da epístola aos Romanos
b ) | | O caráter universal da epístola aos Gálatas
C)I2L0 caráter universal da epístola aos Efésios 
d)|_J O caráter universal da epístola aos Hebreus
7. Efésios tem muita afinidade com
a) l I Romanos
b) |_| Gálatas
c ) l | Fil ipenses
d) 0 Colossenses
8. Quando Paulo escreveu a epístola aos Efésios, estava
preso em de onde a enviou àquela igreja
através de
a) | I Roma, Timóteo
b) 0 - R o m a , Tíquico
c ) |_| Jerusalém, Timóteo
d ) |_| Jerusalém, Tito
Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
9Xf] Em Cris to” , uma expressão paulina de peso (106 
vezes nas epístolas de Paulo), sobressai grandemente 
em Gálatas (cerca de 36 vezes)
10 .\&\ Efésios sal ienta o propósi to e alvo eterno de
Deus para os judeus
38
Lição 2____________________
Cartas de Paulo: ICoríntios e
2Coríntios
Autor: O Apósto lo Paulo 
Data: 55/56 d.C.
Tema: Problemas da Igreja e Suas 
Soluções
Palavras-Chave: A cruz, pecados 
sexuais, dons espiri tuais, amor, a 
ressurreição
Versículos-chave: ICo 13.1; 14.33a
Q Corinto, uma cidade antiga da Grécia, era, 
em muitos aspectos , a metrópole grega de maior 
destaque nos tempos de Paulo. Assim como muitas das 
cidades prósperas do mundo de hoje, Corinto era 
in te lectua lmente arrogante, materia lmente próspera e 
moralmente corrupta. O pecado, em todas as suas 
formas, g ra ssava1 nessa cidade de má fama, pela sua 
l icencios idade1 2.
Juntamente com Priscila e Aqui la ( IC o 
16.19) e com sua própria equipe apos tólica (At 18.5), 
Paulo fundou a igreja em Corinto, durante seu 
ministér io de dezoito meses ali, na sua segunda viagem
Primeira 
Carta aos 
Coríntios
1 Desenvolver-se; alastrar-se, propagar-se progressivamente.
2 Sensual, l ibidinoso; libertino.
39
missionária (At 18.1-17). A igreja era composta de 
alguns judeus, sendo sua maioria const i tuída de gentios 
convertidos do paganismo. Depois da partida de Paulo 
de Corinto, surgiram vários problemas na jovem igreja, 
que requereram sua autoridade e doutr ina apostól ica , 
por carta e visitas pessoais.
Autor
A autent icidade de ICorínt ios nunca foi 
ser iamente desafiada. Em esti lo, l inguagem e fi losofia, 
a epístola pertence ao apóstolo Paulo.
A própria ín d o le 1 da carta é uma prova de 
que Paulo é o autor humano da mesma. No primeiro 
capítulo diz ele que é Paulo, que exerceu um longo 
ministério entre eles, porém, que não bat izou muitas 
pessoas ali. Fala da sua conduta exemplar enquanto 
esteve em Corinto e manifesta uma compreensão de 
seus problemas e sua solução que só o apóstolo dos 
gentios poderia ter. A melhor explicação para se 
jus ti f icar a omissão do ensino doutr inário no começo 
da carta é que Paulo pregara em Corinto por espaço de 
quase dois anos, de maneira que não havia necessidade 
de que lhes escrevesse sobre as verdades fundamentais 
do Evangelho ( IC o 1.1,12-17; 3.4,6,22; 16.21).
Os antigos “Pa is” deram evidência de sobra 
quanto à sua aceitação deste livro como uma carta 
escrita pelo apóstolo Paulo. Tem feito parte do cânon 
desde o seu começo. Clemente de Roma chama-a 
“Epístola do bendito apóstolo Pau lo” e Clemente de 
Alexandr ia fez mais de cem citações dela. Os cristãos e 
os inimigos do Cris t ianismo ci taram-na como Epís tola
1 Propensão natural; tendência característ ica; temperamento. 
Feitio, condição, caráter.
40
autêntica esc ri ta por Paulo, o apósto lo aos gentios. 
Apresenta esta car ta mais evidência em seu favor do 
que a maioria dos escri tos antigos, sem exis t ir 
controvérs ia quan to a este assunto.
Data e as Circunstâncias
Existem vários motivos para ace itar-se a 
declaração de Paulo de que ele se achava em Éfeso 
quando escreveu a Epísto la ( IC o 16.8,9). Seu 
ministér io exercido em Éfeso durante três anos provê a 
oportunidade (At 19.8,10,21,22; 20.31). Não era coisa 
fácil escrever-se naqueles dias, porém de acordo com 
ICor ín t ios 5-9, Paulo já t inha escri to a estes irmãos, 
mas ignoramos como se perdeu a mencionada carta.
Ao sair Paulo de Corinto, levou consigo a 
Aquila e Pr iscila até Éfeso onde os deixou (At 
18.18,19). Enquanto Paulo seguiu para Jerusa lém, 
chegou a Éfeso o eloquente orador Apoio, de ' 
Alexandria, até pregou com muito poder, porém não 
conhecia senão o batismo de João Batista. Depois de 
ouvi-lo falar, Pr isc ila e Áquila tomaram-no e 
ens inaram-lhe as demais verdades a respei to do Senhor 
Jesus e da vinda do Espíri to Santo. Depois Apoio 
passou por Corinto onde pregou com tanta e loqüência 
que alguns formaram um partido dando-lhe seu nome, 
ao passo que outros ficaram fiéis a Paulo , que t inha 
pregado a pura verdade, porém com s implic idade, com 
o propósito de evitar que os gentios fixassem sua 
atenção nele. Em Atenas Paulo falou perante os 
eruditos e f i lósofos da sua época e uns poucos se 
conver teram a despeito daqueles que zom bavam da 
doutrina. De Atenas o apóstolo foi a Corinto , e ele 
mesmo se expressou nestes termos: “E eu, irmãos, 
quando fui ter convosco, anunciando-vos o tes temunho
41
de Deus, não o fiz com ostentação de l inguagem, ou de 
sabedoria, porque decidi nada saber entre vós, senão a 
Jesus Cristo, e Este crucificado. E foi em fraqueza, 
temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha 
palavra e a minha pregação não consis t iram em 
linguagem persuasiva de sabedoria, mas em
demonst ração do Espíri to e do poder, para que a vossa 
fé não se apoiasse em sabedoria humana; e, sim, no 
poder de D eus” ( IC o 2.1-5).
Paulo também vivia do trabalho de suas 
próprias mãos, fabricando tendas de campanha ou 
barracas, e aos sábados discutia com os que 
freqüentavam as sinagogas. Só quando chegaram Silas 
e Timóteo de Macedônia , sem dúvida trazendo-lhe uma 
oferta(Fp 4.15) é que Paulo abandonou o trabalho 
manual que estava fazendo para dedicar-se
in tegralmente ao seu ministério. Natura lmente houve 
um contraste entre a humildade e abnegação de Paulo e 
a eloqüência de Apoio. Os dois pregadores não 
desejaram que isso acontecesse, nem pretendiam causar 
divisões entre os irmãos, nem houve ciúme ou inveja 
entre eles ( IC o 16.12). A formação dos dois partidos 
entre os coríntios foi simplesmente uma manifestação 
de sua carnalidade, e assim foi que Paulo considerou o 
fato ( IC o 3.3,4).
Enquanto Paulo estava em Efeso, de regresso 
de Jerusa lém e no começo de sua terceira viagem 
missionária, ouvia falar destas divisões entre crentes de 
Corinto, e também de certas imoralidades ali 
praticadas. Escreveu- lhes acerca do dever de se 
separarem dos que es tavam em pecado e recebeu uma 
resposta por escri to na qual lhe faziam certas 
perguntas. Talvez Estéfanas, Fortunato e Acaio 
trouxessem o recado e dessem mais notícias 
verbalmente ( IC o 16.17). Além da mencionada carta da
42
Igreja de Corinto, veio a Éfeso a família do irmão Cloe 
e os membros desta famíl ia contaram a Paulo 
deta lhadamente a condição espiri tual dessa igreja. O 
apóstolo enviou Timóteo para lá imedia tamente , sem 
esperar para escrever-lhes. Já vimos, então, como foi 
que ele sentiu a necessidade de escrever esta carta, a 
f im de apl icar a cada problema da igreja de Corinto a 
solução ditada pelo Espíri to Santo. Como fundador da 
mencionada igreja e como apóstolo dos gentios por 
de terminação de Deus, a responsabil idade pesava sobre 
ele (2Co 11.28). A inspiração divina na composição da 
epís to la nota-se no fato de que Paulo explica as 
verdades fundamenta is que formam os pr incípios ou 
regras para as decisões ou procedimentos que cabem 
em cada caso. Ass im sendo, a carta é de grande 
importância e u ti l idade para a ins ti tuição de igrejas na 
atual idade, e damos graças a Deus que no-la tem 
conservado.
Pelas razões acima expostas consideramos 
que esta Epís to la foi escri ta lá pelo fim dos três anos 
do minis tério de Paulo em Éfeso, entre 55 ou 56 da era 
cristã.
Propósito
Paulo t inha dois motivos principais ao 
escrever esta epístola:
• Trata r dos sérios problemas da igreja de Corinto, de
que fora informado. Eram pecados que os coríntios 
não levavam muito a sério, mas que Paulo sabia 
serem graves.
• Aconselhar e doutrinar sobre variados assuntos que 
os coríntios lhe encaminharam por escrito. Isso 
incluía assuntos doutr inários e de conduta e pureza, 
tanto individual, como da congregação.
43
Visão Panorâmica
Esta epístola trata dos problemas que uma 
igreja exper imenta quando seus membros continuam 
“carnais” ( IC o 3.1-3) e não se separam de uma vez, 
dos incrédulos a seu redor (2Co 6.17). São problemas 
t ipo espír i to de divisão ( IC o 1.10-13; 11.17-22), 
to lerância de pecado t ipo inces to1 ( I Co 5.1-13), 
imoral idade sexual em geral ( I C o 6.12-20), ação 
judic ia l entre os cristãos ( I C o 6.1-11), idéias 
humanis tas a respeito da verdade apostólica ( IC o 15) e 
confli tos a respeito da “ liberdade c r is tã” ( IC o 8-10). 
Paulo também instrui os coríntios a respeito do 
cel iba to1 2 e do casamento ( IC o 7), o culto público, 
inc lusive a Ceia do Senhor ( IC o 11-14) e a oferta para 
os santos de Jerusalém ( IC o 16.1-4).
Entre os ensinos mais impor tantes de Paulo 
em ICorín t ios , está o das manifestações e dons do 
Espíri to Santo nos cultos da igreja ( IC o 12-14). O 
ensino desses capítulos é o mais r ico do Novo 
Tes tamento sobre a natureza e o conteúdo da adoração 
na igreja primitiva ( IC o 14.26-33).
Paulo mostra que o propósito de Deus para a 
igreja inclui uma rica variedade de dons do Espíri to 
através de crentes fiéis ( IC o 12.4-10) e de pessoas 
chamadas para exercer certos minis térios ( IC o 12.28- 
30) - uma diversidade dentro da unidade, comparável 
às múltiplas funções do corpo humano ( IC o 12.12-27). 
No da operação dos dons espir i tuais na congregação, 
Paulo faz uma dist inção essencial entre a edificação 
individual e a coletiva como assemblé ia ( IC o 14.2-
1 União sexual ilícita entre parentes consangiiíneos, afins ou 
adotivos.
2 O estado de uma pessoa que se mantém solteira.
44
6,12,16-19,26) , e reitera que todas as manifestações 
públicas dos dons devem brotar do amor ( IC o 13) e 
exist irem para a edificação de todos os crentes ( I C o 
12.7; 14.4-6,26).
Características Especiais
Cinco caracterís t icas especiais vemos em
ICorínt ios:
1. De todo o Novo Testamento , é a epís to la que mais 
trata de problemas. Ao tratar dos vários problemas e 
assuntos de Corinto, Paulo apresenta princípios 
espir i tuais claros e permanentes , sendo cada um 
deles universalmente aplicáveis à igreja ( I C o 1.10; 
6.17,20; 7.7; 9.24-27; 10.31,32; 14.1-10; 15.22,23).
2. Há um destaque geral sobre a unidade da igreja local 
como corpo de Cristo, destaque este no ensino sobre 
divisões, Ceia do Senhor e dons espiri tuais.
3. Es ta epístola contém o mais amplo ensino do Novo 
Tes tamento em assuntos de grande importância como 
o celibato, o casamento e novo casamento (capítulo 
7); a Ceia do Senhor ( I C o 10.16-21; 11.17-34); 
l ínguas, profecias e dons espir i tuais durante o culto 
( I C o 12,14); o amor cristão ( I C o 13); e a 
ressurreição do corpo ( I C o 15).
4. A epístola é de valor incalculável para o ministér io 
pastoral , no tocante à discipl ina eclesiás tica ( I C o 5).
5. Salienta a possibil idade indubitável de decair da fé, 
aqueles que persistem numa conduta ímpia e que não 
têm fi rmeza em Cristo ( IC o 6.9,10; 9.24-27; 10.5- 
12,20,21; 15.1-2). 1 2
1 Tornar-se saliente ou notável; evidenciar-se, dist inguir-se, 
sobressair.
2 Sobre que não pode haver dúvida; incontestável, irrefragável.
45
Correções na Conduta Cristã ( IC o 1-11)
A maravilhosa igreja de Corinto, a jó ia 
br i lhante da coroa do trabalho de Paulo, estava 
f racassando, porque o mundanismo (carnalidade) se 
t inha in troduzido em seu seio.
Tudo corria bem enquanto a igreja penetrava 
na c idade de Corinto, mas quando Corinto penetrou na 
igreja, o desas tre começou.
O maior perigo da igreja de Corinto vinha de 
dentro. É uma verdade sempre confirmada.
Espíri to de partidos.
Paulo fala das divisões e grupos na igreja. 
Nada destrói mais o coração e a vida de uma igreja, do 
que a polí t ica de partidos. Cris t ianismo é amor. Só 
Jesus Cris to pode curar o mal das divisões ( IC o 1.13). 
Todo olhar, todo coração e todo espíri to deve voltar-se 
para um objetivo: Jesus Cristo, nosso Salvador pessoal.
A Cruz.
1. A cruz era “escândalo para os j u d e u s” .
Algo com que não podiam conformar-se 
( I C o 1.23). Não era possível compreender como tal 
demonstração de fraqueza podia ser fonte de poder. 
Para eles, um homem morrendo na cruz não parecia o 
Salvador do mundo. A cruz significava fracasso para 
eles. 2
2. A cruz era “Loucura para os gregos” .
Os gregos olhavam com desdém a religião 
sem base científ ica, ensinada primeiro num recanto 
atrasado do mundo, como Nazaré, pelo filho de um 
carpintei ro que nunca estudara em Atenas ou Roma. Os 
gregos idolatravam “cérebros” .
46
Mas Deus nunca desprezou as coisas 
humildes. Ele usou a fu n d a1 de Davi para derrubar 
Golias, o pior inimigo de Israel. Usou a m erenda2 de 
um menino para a limentar uma multidão. Ou a cruz é 
“o poder de D e u s” ou é “ loucura” . Nenhuma pessoa 
jamais de ixa a cruz na mesma condição em que a ela 
veio. Terá de aceitá-la ou de rejeitá-la. Se a aceita, 
torna-se fi lho de Deus (Jo 1.12); se a repudia, é réu, 
condenado (Jo 3.36). Paulo não pregou um Cris to 
conquis tador ou filósofo, porém, Cris to crucif icado e 
humilde ( I C o 2.2). Paulo diz: “Nem eu tão pouco ju lgo 
a mim m esm o ” ( I C o 4.3).
Nãosabeis?
Esta é uma expressão usada por Paulo. Sua 
fé se baseava em fatos. Ele queria saber das coisas. 
Sublinhe os “não sabe is?” do capítulo 6. Que nos 
compete saber? “Ou não sabeis porque o nosso corpo é 
o templo do Espíri to Santo, que habita em vós, 
proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 
Porque fostes comprados por bom preço; glorificai , 
pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espíri to, os 
quais pertencem a D eus” ( IC o 6.19,20). Se o nosso 
corpo foi redimido pelo Senhor Jesus Cristo, então não 
nos pertence mais, e sim Aquele que nos comprou com 
o seu precioso sangue. “Porque fostes comprados por 
preço” . A Escritura não estabelece regrinhas de 
conduta nem diz que coisas devem ou não fazer, antes, 
estabe lece princípios pelos quais o cristão deve 
orientar suas ações. Alguém disse que a l iberdade 
cristã não quer dizer o direito que temos de fazer o que
1 Laçada de couro ou de corda para arrojar pedras, ou outros 
projetis, ao longe.
Refeição leve, entre o almoço e o jantar . O que se leva em 
farnel para comer no campo ou em viagem.
47
queremos, e sim o que devemos. Paulo diz: “Todas as 
coisas me são l ícitas, mas nem todas as coisas convêm; 
todas as coisas me são l ícitas, mas eu não me deixarei 
dominar por nenhum a” ( IC o 6.12).
Casamento.
Deus apresenta com clareza os princípios do 
casamento. Quando duas pessoas se casam, fazem-no 
por toda a vida. Leiam o que disse Jesus acerca do 
divórcio (Mt 5.31,32; 19.3-11; Mc 10.2-12). São 
declarações claras. Anotem ICorínt ios 7.9,13 na 
Bíblia. Meditem nesses versículos.
A Ceia do Senhor
A Ceia do Senhor é descrita em quatro 
trechos bíblicos: Mateus 26.26-29; Marcos 14.22-25; 
Lucas 22.15-20; ICorín t ios 11.23-32.
Sua importância re laciona-se com o passado, 
o presente e o futuro.
Sua importância no passado.
É um memoria l (gr. ana m n esis ; ICo 11.24- 
26; Lc 22.19) da morte de Cristo no Calvário , para 
redimir os crentes do pecado e da condenação. Através 
da Ceia do Senhor, vemos mais uma vez diante de nós 
a morte salvífica de Cristo e seu s ignificado redentor 
para nossa vida. A morte de Cristo é nossa motivação 
maior para não cairmos em pecado e para nos 
abstermos de toda a aparência do mal ( lT s 5.22). É um 
ato de ação de graças (gr. eucharistiá ) pelas bênçãos e 
salvação da parte de Deus, provenientes do sacrifício 
de Jesus Cristo na cruz por nós ( I C o 11.24; Mt 
26.27,28; Mc 14.23; Lc 22.19).
48
Sua impor tância no presente.
A Ceia do Senhor é um ato de comunhão (gr. 
' ko inon iá ) com Cris to e de part ic ipação nos benef íc ios 
da sua morte sacrificial e, ao mesmo tempo, comunhão 
com os demais membros do corpo de Cristo ( I C o 
10.16,17). Nessa ceia com o Senhor ressurreto, Ele, 
como o anfitr ião, faz-se presente de modo especial (cf. 
Mt 18.20; Lc 24.35). É o reconhecimento e a 
p roclamação da Nova Aliança (gr. kaine d ia theke) 
mediante a qual os crentes reaf i rmam o senhorio de 
Cris to e nosso compromisso de fazer a sua vontade, de 
permanecer leais, de resist i r o pecado e de identi ficar- 
nos com a missão de Cristo ( I C o 11.25; Mt 26.28; Mc 
14.24; Lc 22.20).
Sua impor tância no futuro.
A Ceia do Senhor é um antegozo do reino 
futuro de Deus e do banquete mess iânico futuro, 
quando então, todos os crentes estarão presentes com o 
Senhor (Mt 8.11; 22.1-14; Mc 14.25; Lc 13.29; 
22 .17,18 ,30) . Antevê a volta iminente de Cristo para 
buscar o seu povo ( IC o 11.26) e encena a oração: 
“Venha o teu Reino” (Mt 6.10; cf. Ap 22.20). Na Ceia 
do Senhor, toda essa impor tância acima mencionada, só 
passa a ter significado se chegarmos diante do Senhor 
com fé genuína, oração s incera e obediência à Palavra 
de Deus e à sua vontade.
Instruções Quanto à Conduta Cristã 
( IC o 12-16)
Em ICorín tios 12 encontramos os dons que o 
Espíri to dá aos crentes. Nos vers ículos 1-3 ele fala da 
transformação que se deu na vida dos cristãos corínt ios 
após abandonarem o culto de ídolos mortos para adorar
49
Autor: O Apósto lo Paulo 
Segunda Data: 55/56 d.C.
Carta aos Tema: Glória Através do Sofrimento 
Coríntios P a lavras~Chave: Consolação, sofrimento, 
minis tério , glória, poder, f raqueza 
Versículos-chave: 2Co 4.5; 5.20-21
Tendo Paulo fundado a igreja em Corinto, 
durante sua segunda viagem missionária, manteve 
contato freqüente com os coríntios a parti r de então, 
por causa dos problemas daquela igreja (ver a 
introdução a ICoríntios) .
A seqüência desses contatos e o contexto em 
que 2Coríntios foi escri to são os seguintes:
• Depois de alguns contatos e correspondência inicial
entre Paulo e a igreja ( IC o 1.1; 5.9; 7.1), ele 
escreveu ICorín t ios , de Éfeso (pr imavera de 55 ou 
56 d.C.).
• Em seguida, ele fez uma viagem a Corinto, c ruzando
o mar Egeu, para tratar de problemas surgidos na 
igreja. Essa visita, no período entre 1 e 2Coríntios 
(2Co 13.1,2), foi esp inhosa para Paulo e para a 
congregação (2Co 2.1,2).
• Depois dessa visi ta a fanosa1, informes chegaram a
Paulo em Éfeso de que seus adversár ios estavam 
atacando a sua autoridade apostólica em Corinto, 
tentando persuadir uma parte da igreja a rejeitá-lo.
• - 'Respondendo, Paulo escreveu 2Corín tios, na
Macedônia (outono de 55 ou 56 d.C.).
• Pouco depois, Paulo viajou outra vez a Corinto (2Co
13.1), permanecendo ali cerca de três meses (cf. At 
20.1-3a). Foi ali que escreveu a Epís to la aos 
Romanos.
Cheio de afã; trabalhoso, laborioso.i
Autor
Paulo escreveu esta epístola à igreja de 
Corin to e aos crentes de toda a Acaia (2Co 1.1), 
ident if icando-se duas vezes pelo nome (2Co 1.1; 10.1).
Há duas af irmações de que Paulo escreveu a 
carta (2Co 1.1 e 10.1). As coisas detalhadas que 
escreve e as referências par ticulares especialmente no 
capí tu lo dois, onde fala do mesmo homem que indica 
na primeira Epístola, o capítulo cinco: estas cons ti tuem 
provas de que o autor desta Epís to la é o mesmo que o 
da primeira. Não podia ser outro senão Paulo, o 
apóstolo dos gentios, e que fundou a igreja de Corinto 
(2Co 3.1-3). Só Paulo podia ter escri to 2Corín tios 
12.19-13.10.
O testemunho ex terno é mais do que 
sufic iente para provar a mesma coisa. Desde Policarpo 
em diante encontram-se re ferências a este livro, e 
ocupa o terceiro lugar no Apostolicón de Marción (Ano 
145).
Tema e Propósito
Tendo em mente que 2Corín tios é a defesa 
pessoal do ministér io de Paulo, resumiremos o seu 
tema da seguinte maneira: o minis tério de Paulo, seus 
motivos, sacrifícios, responsabil idades e eficiência.
• Paulo escreveu esta epístola a três classes de pessoas 
em Corinto;
• Pr imeiro escreveu para encoraja r a maioria da igreja 
que lhe era fiel, como seu pai espiri tual;
• Escreveu para contes tar e desmascarar os falsos
apóstolos que continuavam a difamá-lo, para, assim, 
enfraquecer a sua autoridade e o seu apostolado, e 
dis to rcer a sua mensagem;
53
• Escreveu, também, para repreender a minor ia na 
igreja influenciada por seus oponentes e que não 
acatavam a sua autoridade e correção. Paulo 
reafi rmou sua integridade e sua autoridade 
apostól ica em relação a eles, esclareceu os seus 
motivos e os advertiu contra novas rebeliões. 
2Coríntios visou a preparar a igreja como um todo, 
para sua visi ta im inen te1.
A Data e as Circunstâncias
Depois de enviar a primeira Epís to la aos 
Coríntios Paulo esperou em Efeso até o alvoroço no 
teatro (At 19.23-41), que o fez sair da cidade. Já t inha 
o propósi to de vis i tar a Macedônia e Acaia e t inha 
enviado adiante dele Timóteo e Eras to (At 19.21,22). 
Partiu de Éfeso e chegou a Trôade. Nesta cidade teve 
muitas oportunidades para pregar o Evangelho, mas 
não teve sossego em seu espírito, pelo fato de Tito não 
ter regressado, o qual fora enviado a Corinto por Paulo 
para adverti- los a respeito da oferta (2Co 12.18-8.6,16)e para saber de que maneira os irmãos de Corinto 
t inham recebido a carta anterior (2Co 2.12,13).
Paulo partiu de Trôade para Macedônia , onde 
Tito o encontrou quando de seu regresso de Corinto 
(2Co 7.5-7). As notícias que trouxe da submissão da 
igreja às coisas que foram ordenadas na carta: sua 
pronta obediência e a tr isteza da maioria pelo que 
acontecera, não se acham somente neste capítulo sete, 
mas também de vez em quando por todo o livro. 
Também 2Coríntios 8.1 e 9.24 provam que esta carta 
foi escri ta desde a Macedônia , de modo que é claro que 
Paulo a escreveu quando do regresso de Tito com as
1 Que ameaça acontecer breve; que está sobranceiro.
54
notícias da recepção da primeira Epístola , talvez uns 
seis meses após aquela, cerca do ano 55 depois de 
Cristo.
* Quando Tito contou a Paulo que a igreja de 
Corinto t inha disciplinado o culpado de acordo com as 
suas ins truções ( IC o 5), e que a dita disciplina t inha 
t ido o efeito desejado pelo fato de o homem estar muito 
tr iste e desejarem perdoá-lo (2Co 2.5-8), o apósto lo 
na tura lmente sentiu a sua responsabil idade de escrever- 
lhes imedia tamente com as ins truções sobre o caso. 
Com mais detalhes de Tito a respei to do caráter da 
oposição ao apóstolo e a tendência de alguns em 
prestar- lhes atenção quanto à importância da lei 
mosaica, Paulo quis deixar claro também esse ponto, 
tanto para defender seu própr io apostolado, como 
também para dar autoridade aos seus ensinamentos. 
Estas considerações, jun tam ente com os assuntos 
materia is, com a sua visi ta e a coleta para os santos em 
Jerusa lém, fizeram-no sentir o impulso de escrever. 
Deus usava as c ircunstânc ias para fazê-lo cumpri r a 
vontade divina e ass im temos este precioso livro no 
cânon do Novo Testamento.
Visão Panorâmica
2Coríntios tem três divisões principais:
1. Na primeira (2Co 1-7), Paulo começa 
dando graças a Deus pela sua consolação em meio aos 
sof rimentos em prol do evangelho, elogia os coríntios 
por d iscip linarem um grande transgressor e defende a 
sua in tegridade ao alterar seus planos de viagem. Em 
2Coríntios 3.1-6.10, Paulo apresenta o mais extenso 
ensino do Novo Tes tamento sobre o verdadeiro caráter 
do minis tério . Ressalta a impor tância da separação do 
mundo (2Co 6.11-7.1) e expressa sua alegria ao saber,
55
através de Tito, do arrependimento de mui tos na igreja 
de Corinto, que antes desacatavam a sua autoridade 
apostól ica (2Co 7).
2. Nos capítulos 8 e 9, Paulo exorta os 
coríntios a demonst rar a mesma generosidade cristã e 
sincera dos macedônios , ao cont ribuírem na campanha 
por ele dirigida, a favor dos crentes pobres de 
Jerusalém.
3. O estilo da epístola muda nos capítulos 
10-13. Agora, Paulo defende o seu apostolado, 
discorrendo sobre a sua chamada, qual if icações e 
sofrimentos como um verdadeiro apóstolo. Com isso, 
Paulo espera que os coríntios reconheçam os falsos 
apóstolos entre eles, o que os poupará de futura 
discipl ina quando ele lá chegar. Paulo termina 
2Coríntios com a única bênção tr ini tár ia no Novo 
Tes tamento (2Co 13.13).
Características Especiais
Quatro fatos principais carac terizam esta
epístola:
1. -É a mais autobiográf ica das epístolas de Paulo. Suas
muitas referências pessoais são feitas com 
humildade, desculpas e até mesmo constrangimento, 
mas foi necessário, tendo em vista a si tuação em 
Corinto.
2. Ult rapassa todas as demais epístolas paulinas no que 
tange à revelação da in tensidade e profundidade do 
amor e cuidado de Paulo por seus fi lhos espiri tuais.
3. Contém a mais completa teologia do Novo 
Tes tamento sobre o sofrimento do crente (2Co 1.3- 
11; 4.7-18; 6.3-10; 11.23-30; 12.1-10), e de igual 
modo, sobre a contribuição cristã (2Co 8-9).
56
4. Termos-chave, tais como fraqueza, aflição, lágrimas, 
perigos, tr ibulação, sofrimento, consolação , 
jactância , verdade, ministér io e glória, destacam o 
conteúdo incomparável desta carta.
Comentário
Paulo estava um pouco preocupado sobre 
como a igreja de Corinto teria recebido sua primeira 
carta. Perguntava-se a si mesmo como teriam aceitado 
suas exortações. Por isso mandou Tito e talvez Timóteo 
a Corinto para verificar o resultado da epístola. 
Durante sua terceira viagem missionária, em Filipos, 
Tito contou que a maioria da igreja recebera a carta 
com bom espíri to.
Alguns , porém, duvidaram dos seus motivos, 
chegando mesmo a negar o seu apostolado. Talvez 
pusessem isto em dúvida porque Paulo não pertenceu 
ao grupo dos doze.
Nessas ci rcunstânc ias, Paulo escreveu a 
segunda epístola, não só para expressar sua alegria por 
causa das notíc ias alegres sobre a maneira como sua 
pr imeira epís to la foi recebida, como também para 
de fender o seu apostolado.
O Ministério de Paulo (2Co 1-7)
Paulo começa sua segunda epístola com as 
saudações habituais e ações de graças (2Co 1.1-11). 
Todos nós apreciamos uma his tória verdadeira. Paulo 
narra, nesse documento , tantas exper iências pessoais da 
sua vida, que não há quem não goste de lê-las. Começa 
contando as grandes afl ições pelas quais tem passado. 
Através de todas as suas provações , aprendeu a 
conhecer melhor a Deus.
57
Paulo t inha consc iência da sua sinceridade e 
fidelidade quando trabalhou entre os coríntios. 
Expl icou-lhes que t inha mandado sua primeira carta em 
vez de vir pessoalmente , a fim de poder, quando viesse, 
louvá-los e não repreendê-los (2Co 1.23-2.4). Ele 
invoca o tes temunho de Deus para a sua declaração.
Os doutores da lei, dos dias de Paulo, sempre 
levavam consigo cartas de apresentação. Procuravam 
combater Paulo por todos os meios. Perguntavam: 
“Quem é esse Paulo? Que carta de recomendação traz 
de Je rusa lém ?” Como era tola a pergunta! Acaso Paulo 
precisaria de carta de recomendação para uma igreja 
que ele própr io fundara? “Por que” ? “Vós sois a nossa 
carta, escri ta em nossos corações, conhecida e lida por 
todos os hom ens” (2Co 3.2).
As vidas dos verdadeiros cristãos em Corinto 
eram cartas, que serviam para recomendar tanto a 
Paulo, o servo, como a Cristo, o Senhor.
Paulo teve um ministério tr iunfante , mas 
cheio de afl ições. A vitória tem um preço! Paulo conta 
muita coisa a respeito das suas tr ibulações (capítulos 
4,6 e 11). Na sua glor iosa conversão, o Senhor disse: 
“Pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo 
meu N om e” (At 9.16).
As provações parecem ter começado logo 
depois e o acompanharam durante tr inta anos. Paulo, 
porém, mostrava-se sempre otimista, pois sabia que as 
afl ições presentes tornavam maior a glória v indoura1 
(2Co 4.17,18).
Em todas as suas aflições Paulo encontra 
conforto na ressurreição. Vivia sob a inspiração de que, 
um dia, seu corpo seria transformado e glorificado 
(2Co 5.10).
1 Que há de vir ou acontecer; futuro, venturo.
58
O alvo do minis tério de Paulo é levar os 
homens a se reconci l i arem com Deus (2Co 5.20). O 
supremo interesse de Deus está no homem. Como 
embaixador de Cristo o apóstolo apela aos homens do 
mundo.
Segue-se o seu apelo para uma vida de 
santidade (2Co 6.11-7.16). Sant idade de vida quer 
dizer “ tudo” para Deus. Paulo roga aos seus 
cooperadores que não recebam em vão a benignidade 
de Deus, porém, abram seus corações a Ele.
Liberdade no Ar (2Co 8 e 9)
Paulo relata à igreja de Corinto a 
generosidade das igrejas da Macedônia em favor do 
Fundo de Socorro para a Palest ina, contra a fome. 
Embora fossem pobres, primeiro se haviam dado ao 
Senhor. Todas as igrejas da Ásia Menor e da Grécia 
contr ibuíram para o fundo. Isto começara um ano antes 
(2Co 8.10).
Paulo escreveu isto quando estava na 
Macedônia . Não t inha aceitado de nenhuma igreja 
qualquer salário para o seu trabalho. Cristo era o 
exemplo desses cristãos primit ivos (2Co 8.9). Como 
Dar:
• Da vossa pobreza (2Co 8.2);
• Generosamente (2Co 8.3);• Espontaneamente (2Co 9.7);
• Proporc ionalm ente (2Co 8.12,13,14);
• Com alegria (2Co 9.7):
• Abundantemente (2Co 9.6).
Deus sempre prometeu recompensas ao que 
dá com generosidade (2Co 9.6). Ele nos enriquece não 
só de bênçãos espir i tuais como também materiais. 
Essas dádivas serviam para for ta lecer os laços de
59
fraternidade entre os cr istãos judeus e gentios. “Graças 
a Deus pelo seu dom ine fáve l1“ (2Co 9.15).
O Apostolado de Paulo (2Co 10-13)
Alguns membros da igreja acusavam Paulo 
de covardia. Diz iam que era corajoso nas suas cartas, 
mas fraco em pessoa. O Novo Testamento não nos dá 
qualquer idéia da aparência de Paulo. Imaginar que 
esse homem, capaz de revoluc ionar cidades, era fraco, 
seria absurdo. Devia ter uma personal idade poderosa e 
dominante . Era pessoa de extraordinários dons e dotado 
de intelecto agudo e pesquisador. Além disso, Cristo 
habi tava nele e operava através dele. Ele ocultava-se 
atrás da cruz.
Seus inimigos diziam que nenhum apóstolo 
traba lhava com as própr ias mãos para sustentar-se. 
Apontavam os outros apóstolos, mas Paulo explicou 
que t inha direito de receber um salário, porém o 
recusava a fim de que os falsos mestres não abusassem 
do seu exemplo comercia lizando o ministério. Declarou 
que, ao menos, havia fundado suas próprias igrejas e 
não andava perturbando igrejas fundadas por outros, 
como eles faziam. “Mas eles, medindo-se consigo 
mesmos, e comparando-se consigo mesmos, revelam 
insensa tez1 2“ (2Co 10.12-18).
Paulo foi arrebatado ao “Para íso” , a saber, o 
terceiro céu. Você se lembra que Jesus, ao morrer, foi 
ao Paraíso (Lc 23.43). Lá Paulo teve visões e 
revelações maravilhosas , e ouviu coisas que ao homem 
não era l ícito falar (2Co 12.4). Nenhuma linguagem
1 Que não se pode exprimir por palavras; indizível. Encantador, 
inebriante.
2 Falto de senso ou razão; demente, louco; descocado. Que não 
revela bom senso.
60
humana, jamais poderia descrever a glór ia delas. Seria 
o mesmo que tentar descrever um pôr de sol para um 
cego de nascença. Paulo não t inha com que compara- 
las para poder fazer-nos compreendê-las.
Parece que por causas dessas visões 
celestiais, Deus permit iu que Paulo sofresse um 
impedimento físico. O Senhor conhece o perigo do 
orgulho do coração humano depois de uma exper iência 
assim e, por isso, consentiu num “mensageiro de 
Satanás para esbofe tear” o seu servo. O Próprio 
apóstolo chamou a essa afl ição “espinho na ca rne” 
(2Co 12.7).
61
Questionário
• Assinale com “X ” as al ternativas corretas
6. A segunda carta de Paulo aos Coríntios foi escrita
a ) j_ ] Em Roma
b ) |_ J Em Jerusalém
c ) 0 ] Na Macedônia
d ) [ J Em Alexandria
7. Notic iou Paulo sobre a recepção da primeira 
Epístola, contou a Paulo que a igreja de Corinto 
t inha disciplinado um culpado de acordo com as suas 
instruções
a ) [ J Silvano
b) j pTi to
c ) [ J Erasto
d) j ] Tíquico
8. Lá Paulo teve visões e revelações maravilhosas , e 
ouviu coisas que ao homem não era lícito falar •
a ) [y1 No Paraíso
b ) | | Em Corinto
cj]_| No Templo
d ) 0 Em Roma
• Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
9. <c O alvo do ministér io de Paulo é levar os homens a
se reconci l iarem entre eles
1 0 . 0 2Coríntios é a mais autobiográfica das epístolas 
de Paulo
62
Lição 3
Cartas de Paulo: Aos Filipenses, 
Colossenses, 1 e 2Tessalonicenses, 1 e 
2Timóteo, Tito e Filemom
Carta aos 
Filip enses
Autor: O Apósto lo Paulo 
Data: Cerca Üe 62/63 d.C.
Tema: Alegria de Viver por Cristo 
Palavras-Chave: Alegria, regoz i ja r1 
Versíeulo-chave: Fp 4.4
A igreja de Fil ipos foi fundada por Paulo e 
sua equipe de cooperadores (Silas, Timóteo e Lucas) na 
sua segunda viagem missionár ia , em obediência a uma 
visão que Deus lhe dera em Trôade (At 16.9-40).
Um forte elo de amizade desenvolveu-se 
entre o apóstolo e a igreja em Filipos. Várias vezes a 
igreja enviou ajuda financeira a Paulo (2Co 11.9; Fp 
4.15,16) e contr ibuiu generosamente para a coleta que 
o apóstolo providenciou para os crentes pobres de 
Jerusalém (cf. 2Co 8-9). Parece que Paulo visi tou a 
igreja duas vezes na sua terceira viagem missionár ia 
(At 20.1,3,6).
' Causar regozi jo a; alegrar muito.
63
Propósito
Da prisão (Fp 1.7,13,14), cer tamente em 
Roma (At 28.16-31) , Paulo escreveu esta carta aos 
crentes fi l ipenses para agradecer-lhes pela sua oferta 
generosa, cujo portador foi Epafrodito (Fp 4.14-19) e 
para informá-los do seu estado pessoal. Além disso, 
escreveu para transmit ir à congregação a cer teza do 
triunfo do propós ito de Deus na sua prisão (Fp 1.12- 
30), para assegurar à igreja que o mensageiro por ela 
enviado (Epafrodito) cumprira f ielmente a sua tarefa e 
que não estava voltando antes do devido tempo (Fp 
2.25-30), e para levar os membros da igreja a se 
esforçarem para conhecer melhor o Senhor, 
conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a 
paz.
Visão Panorâmica
Diferente de muitas das cartas de Paulo, 
Fil ipenses não foi escri ta primeiramente devido a 
problemas ou confli tos na igreja. Sua tônica básica é de 
cordial afeição e apreço pela congregação. Da saudação 
inicial (Fp 1.1) à bênção final (Fp 4.23), a carta 
focaliza Cris to Jesus como o propósi to da vida e a 
esperança da vida eterna por parte do crente. Nesta 
epístola, Paulo trata de três problemas menores em 
Filipos:
• O desânimo dos crentes ali, por causa da prisão 
prolongada de Paulo (Fp 1.12-26);
• Pequenas sementes de discórdia entre duas mulheres
da igreja (Fp 4.2; cf. Fp 2.2-4);
• A ameaça de deslealdade sempre presente entre as 
igrejas, por causa dos mestres juda izantes e dos 
crentes de menta lidade terrena (Fp 3).
64
Carta aos 
Colossenses
Autor: O Apóstolo Paulo 
Data: Cerca de 62 d.C.
Tema: A Supremacia de Cristo 
Pa lavras-Chave: Plenitude , sabedoria, 
conhecimento , mistério 
Versículos-chave: Cl 1.18-29; 2.10
A cidade de Colossos estava local izada perto 
de Laodicéia (cf. Cl 4.16), no sudeste da Ásia Menor, 
cerca de 160 quilômetros a leste de Éfeso. A igreja 
colossense , tudo indica, foi fundada como resultado do 
grandioso minis tério de Paulo em Éfeso, durante três 
anos (At 20.31), cujos efeitos foram tão poderosos e de 
tão grande alcance que “todos os que habitavam na 
Ásia ouviram a pa lavra do Senhor Jesus” (At 19.10). 
Paulo talvez nunca tenha vis i tado Colossos 
pessoalmente (Cl 2.1), mas mantivera contatos com a 
igreja através de Epafras, um dos seus conver tidos e 
cooperadores naquela cidade (Cl 1.7; 4.12).
O motivo desta epís to la foi o surg imento de 
ensinos falsos na igreja colossense , ameaçando o seu 
futuro espiri tual (Cl 2.8). Quando Epafras, dirigente da 
igreja colossense e seu provável fundador, via jou com 
o obje tivo de visi tar Paulo e informar-lhe a respeito da 
si tuação em Colossos (Cl 1.8; 4.12), Paulo então 
escreveu esta epístola. Nessa ocasião Paulo estava 
preso (Cl 4.3,10,18), possivelmente em Roma (At 
28.16-31), aguardando comparecer perante César (At 
25.11,12). O cooperador de Paulo, Tíquico , entregou 
pessoalmente a carta em Colossos, em nome do 
apóstolo (Cl 4.7).
Não está descrita c laramente na carta a 
heresia surgida em Colossos, uma vez que os lei tores 
originais a conheciam bem.
65
No entanto, pelas re fu tações1 de Paulo ao 
falso ensino, deduz-se que era uma mistura est ranha de 
ensinos cristãos, tradições judaicas ex trabíb licas e 
f i losofias pagãs (semelhante ao s incre ti smo1 2 religioso 
das seitas falsas de hoje). Tal ensino subver t ia3 e 
substi tuía a centra lidade de Jesus.
Esta carta foi escri ta de Roma, Cerca de 62 
d.C. Colossenses é uma dííT“epístolas da p r i são” .
Propósito
Paulo escreveu esta carta:
• Para combater os falsos ensinos em Colossos, que 
estavam suplantando4 à centralidade e supremacia5 
de Jesus Cristo na criação, na revelação, naredenção e na igreja;
• Para ressa ltar a verdadeira natureza da nova vida em
Cristo e suas exigências para o crente.
Visão Panorâmica
Depois de saudar a igreja e expressar 
gratidão pela fé, amor e esperança dos crentes 
colossenses , bem como pelo seu progresso contínuo, 
Paulo focaliza dois assuntos principais: a doutr ina 
correta (Cl 1.13-2.23) e exortações práticas (Cl 3.1- 
4.6).
Teo log icam ente , Paulo enfatiza o verdadeiro 
caráter e glória do Senhor Jesus Cristo. Ele é a imagem
1 Réplica, contestação; resposta.
2 Tendência à unificação de idéias ou de doutrinas diversi ficadas 
e, por vezes, até mesmo inconciliáveis.
3 Perverter, corromper.
4 Abater, prostrar, derribar, derrubar.
5 Superioridade, preeminência, hegemonia. Poder supremo.
66
do Deus invisível (Cl 1.15), a p len itude da deidade em 
forma corpórea (Cl 2.9), o c riador de todas as coisas 
(Cl 1.16,17), o cabeça da igreja (Cl 1.18) e a fonte 
toda-sufic iente da nossa salvação (1.14,20-22). 
Enquanto Cristo é todo-sufic iente , a heresia colossense 
é to ta lmente insufic iente - vazia, enganosa e humanis ta 
(Cl 2.8); de espir i tualidade superfic ial e arrogante (Cl 
2.18) e sem poder contra os apeti tes pecaminosos do 
corpo (Cl 2.23).
Nas suas exortações práticas, Paulo faz um 
apelo em favor de uma vida a licerçada na suficiência 
comple ta de Cristo, como o único meio de progresso no 
viver cristão. A real idade da habitação de Cristo neles 
(Cl 1.27) deve evidenciar-se na conduta cristã (Cl 3.1- 
17), no re lacionamento domést ico (Cl 3.18-4.1) e na 
d iscipl ina espiri tual (Cl 4.2-6).
67
Autor: O Apóstolo Paulo 
Primeira Carta Data: Cerca de 51 d.C. 
a o s Tema: A Volta de Cristo
rp i ■ Palavras-Chave: Agradecimento ,1 essalomcenses &
vinda, fe, esperança e
ca r idade1
Versículos-chave: lTs 1.9-10
Tessa lônica, si tuada a pouco menos de 160 
km a sudoeste de Fil ipos, era a capital, c idade principal 
e porto da província romana da Macedônia. Entre os 
200.000 habitantes da cidade, havia ali uma grande 
comunidade juda ica. Quando Paulo fundou a igreja 
tessa lonicense, na sua segunda viagem missionár ia , seu 
frutífero ministér io ali foi encerrado prematuramente 
devido à in tensa hos t i l idade1 2 judaica (At 17.1-9).
Forçado a sair de Tessa lônica, Paulo foi a 
Beréia, onde outro ministér io breve, porém bem- 
sucedido, foi in terrompido pela perseguição movida 
pelos judeus que o seguiram desde Tessa lônica (At 
17.10-13).
A seguir, viajou para Atenas (At 17.15-34), 
onde Timóteo se encontrou com ele; depois, Paulo 
enviou Timóteo de volta a Tessa lônica para verificar a 
condição da nova igreja ( lT s 3.1-5); ao mesmo tempo, 
Paulo seguiu para Corinto (At 18.1-17). Timóteo, ao 
comple tar sua tarefa, viajou para Corinto levando a 
Paulo informações sobre a igreja tessalonicense ( lT s 
3.6-8), o que levou Paulo a escrever esta carta, talvez 
três a seis meses depois de fundada a igreja.
1 Amor.
2 Contrário, adverso, inimigo. Agressivo; provocante.
68
Tema
O assunto principal é a Vol ta de Cristo. Pelo 
fato de ter sido um tanto breve o minis tério de Paulo 
em Tessalônica, Havia necessidade de confi rmar os 
novos crentes nas verdades que Paulo já lhes havia 
minist rado. Ligado a este assunto, há uma exortação 
para santidade de vida, coragem a despeito da 
perseguição ( lT s 3.2-4) e consolo para os que haviam 
perdido entes queridos ( l T s 4.1-13).
Propósito
Por ter sido Paulo forçado pela perseguição a 
sair de Tessalônica, os novos conver tidos receberam 
apenas um mínimo de ensino sobre a vida cristã. Ao 
saber Paulo,, por meio de Timóteo, das reais 
circunstânc ias, escreveu esta epístola:
• Para expressar sua alegr ia pela fé e perseverança dos
tessa lonicenses em meio à perseguição;
• Para instruí-los na santidade e na vida piedosa;
• Para e luc idar1 certas doutrinas, especia lmente no
tocante à si tuação dos crentes que morrem antes da 
volta de Cristo.
Visão Panorâmica
Depois de saudar a igreja ( lT s 1.1), Paulo, 
com alegria, enaltece1 2 3 os tessa lonicenses pelo seu zelo 
e fé perseverantes em meio à advers idadeJ ( lT s 1.2-10; 
2.13-16). Responde às crí t icas contra ele, re lembrando
1 Tornar compreensível ; esclarecer; explicar.
2 Exaltar, engrandecer.
3 Contrariedade, aborrecimento.
69
à igreja a pureza dos seus motivos ( lT s 2.1-6), a 
sinceridade da sua afeição e so l ic i tude1 pelo rebanho 
( lT s 2.7,8,17-20; 3.1-10) e a integridade da sua 
conduta entre eles ( lT s 2.9-12). Paulo destaca a 
necessidade e impor tância da santidade e do poder na 
vida cristã. O crente precisa ser santo ( lT s 3.13; 4.1-8; 
5.23,24), e o evangelho, acompanhado pelo poder e 
manifestação do Espíri to Santo ( lT s 1.5). Paulo 
admoesta os tessa lonicenses à não ex tinguirem o 
Espíri to, a não desprezar as suas manifestações, 
especia lm ente a profecia ( lT s 5.19,20).
Um tema de destaque é a volta de Cristo para 
l ivrar seu povo da ira de Deus sobre a terra ( lT s 1.10; 
4.13-18; 5.1-11). Parece que alguns crentes haviam 
morr ido em Tessalônica, motivando preocupação sobre 
a sua salvação final. Por isso, Paulo explica o plano de 
Deus para os santos que já t iverem partido quando 
Cris to voltar para buscar a sua igreja ( lT s 4.13-18), e 
exorta os vivos sobre a importância de estarem 
preparados quando Ele vier ( lT s 5.1-11). Paulo termina 
a carta com uma oração pela sant if icação e preservação 
espiri tual dos tessalonicenses ( lT s 5.23,24).
1 Desejo de atender a alguma sol ici tação da melhor forma 
possível; boa vontade.
70
Autor: O Apósto lo Paulo 
Segunda Carta Data: Cerca de 51 ou 52 d.C.
Tema: A Volta de Cristo
O f A O
. Palavras-Chave: Dia do Senhor,
Tessalonicenses homem do pecado, tradição
Vers ículo-chave: 2Ts 2.15
Ao escrever Paulo esta epístola, a si tuação 
na igreja de Tessa lônica era quase a mesm a da ocas ião 
em que ele escreveu a primeira carta (ver in t rodução a 
ITessalonicenses).
É provável , pois, que esta carta tenha sido 
escri ta apenas poucos meses depois de
ITessalonicenses , quando Paulo ainda se encontrava 
trabalhando em Cor into com Silas e Timóteo (2Ts 1.1; 
cf. At 18.5).
Tudo indica que Paulo, ao ser in formado do 
aco lh im en to1 da sua primeira carta e do progresso dos 
crentes tessa lonicenses, foi movido a escrever esta 
segunda carta.
Propósito
O propósito de Paulo nesta epís to la é 
semelhante ao de ITessalonicenses:
• Anim ar seus novos convertidos perseguidos;
• Exor tá-los a dar bom testemunho cris tão e a
trabalhar cada um pelo seu sustento;
• Corr igi r certos erros doutrinários sobre eventos dos 
tempos do fim, ligados ao Dia do Senhor - “Dia de 
Cris to” (2Ts 2.2).
1 Ato ou efeito de acolher; recepção. Atenção, consideração.
71
Visão Panorâmica
O tom da primeira carta de Paulo aos 
tessalonicenses é o de uma ama que cria os seus filhos 
( lT s 2.7). Na segunda, o tom é primeiramente o de um 
pai que disciplina os filhos desobedientes para corrigir 
seus caminhos (2Ts 3.7-12; cf. lT s 2.11). Elogia-os, 
porém, pela sua fé perseverante e volta a encorajá-los a 
permanecer fiéis em todas as perseguições (2Ts 1.3-7).
A seção principal da carta trata do Dia do 
Senhor, no seu aspecto escatológico (2Ts 2.1-12; cf. 
2Ts 1.7-10). Afigura-se de 2Tessa lonicenses 2.2 que 
alguns em Tessa lônica afi rmavam por “esp ír i to” 
(suposta revelação profética), por “palavra” (mensagem 
verbal) ou “epís to la” (supostamente escrita por Paulo), 
que o tempo da grande tr ibulação e o Dia do Senhor já 
haviam começado. Paulo corrige tal erro, declarando 
que três eventos notáveis assinalarão e precederão a 
chegada do Dia do Senhor (2Ts 2.2):
• Ocorrerá uma grande apostasia e rebelião (2Ts 2.3);
• A restrição determinada por Deus para resist i r à 
injustiça, será removida (2Ts 2.6,7);
• “O homemdo pecado” se revelará (2Ts 2.3,4,8-11). 
Paulo repreende aqueles que, na igreja, estavam se 
aprovei tando da expecta tiva da iminente volta de 
Cristo como desculpa para a oc ios idade1. Exorta os 
crentes a serem dil igentes e disciplinados no seu 
viver (2Ts 3.6-12).
1 Qualidade ou estado de ocioso, de quem gasta o tempo 
inutilmente; inatividade.
72
Questionário
• Assinale com “X ” as alternativas corretas
1. Paulo em sua segunda viagem missionár ia , em 
obediência a uma visão que Deus lhe dera em Trôade 
fundou a igreja de Fil ipos com sua equipe de 
cooperadores
a ) |_j Barnabé, Tito e Timóteo
b ) |_J Lucas, Tíquico e Silas
c ) |_j Áquila, Pr iscila e Tito
d) 0 Silas, Timóteo e Lucas
2. O motivo que levou a Paulo escrever esta epístola 
foi o surgimento de ensinos falsos na igreja
a ) |_j De Fil ipenses
b ) [~~l De Colossenses
c ) |_| De ITesalonicenses
d ) |_J De 2Tesalonicenses
3. É o tema principal das cartas de Paulo a 
Tessa lonicenses
a ) |_| Glória através do sofrimento
b ) |_j Supremacia de Cristo
c ) [yt| A volta de Cristo
d ) |_] Alegr ia de viver por Cristo
• Marque “C ” para Certo e “E” para Errado
4 . m Colossenses é uma das “epístolas da p r isão”
5 . |ĝ ] Em 2Tessa lonicenses Paulo exor tá-os a dar bom 
tes temunho cristão e a trabalhar cada um pelo seu 
sustento
73
Primeira 
Carta a 
Timóteo
Autor: O Apóstolo Paulo 
Data: Cerca de 65 d.C.
Tema: A Sã Doutrina e a Piedade 
Palavras-Chave: Cuidado, vigilância, 
força, compromisso 
Versículos-chave: lTm 3.15; 4.12
Um dos cuidados principais que Paulo 
transmite ao seu jovem auxil iar é que Timóteo lute com 
d enodo1 pela fé e refute os falsos ensinos que estavam 
comprometendo o poder salvífico do evangelho ( l T m 
1.3-7; 4.1-8; 6.3-5,20,21) . Paulo também instrui
Timóteo a respeito das qualif icações espir i tuais e 
pessoais dos dirigentes da igreja, e oferece um quadro 
geral das qual idades de um obreiro candidato a futuro 
pastor de igreja.
Entre outras coisas, Paulo ensina Timóteo 
sobre o re lacionamento pastoral com os vários grupos 
dentro da igreja, como as mulheres em geral ( lT m 2.9- 
15; 5.2), as viúvas ( l T m 5.3-16), os homens mais 
idosos e os mais jovens ( l T m 5.1), os presbíteros ( l T m 
5.17-25), os escravos ( l T m 6.1,2), os falsos mestres 
( lT m 6.3-6) e os ricos ( lT m 6.7-10,17-19) . Paulo 
confia a Timóteo cinco tarefas dist intas para ele 
cumprir ( lT m 1.18-20; 3.14-16; 4.11-16; 5.21-25; 
6 .20 - 21 ) . * 1
Nesta epístola, Paulo exprime sua afeição a 
Timóteo como seu conver tido e filho na fé, e 
estabelece um elevado padrão de piedade para a vida 
dele e da igreja.
1 Qualidade de denodado; ousadia, intrepidez, valor, coragem, 
bravura, destemor.
74
A u t o r
1 e 2 Timóteo e Tito - c o m u m e n te 1 chamadas 
“epístolas pasto rais” - são cartas escri tas por Paulo 
( l T m 1.1; 2Tm 1.1; Tt 1.1) a Timóteo (em Éfeso) e 
Ti to (em Creta) concernen te1 2 ao cuidado pastoral das 
igrejas. Alguns cr í t icos quest ionam a autoria destas 
cartas por Paulo, mas a igreja pr im it iva co rroborava3 
sua autoria paulina. Em bora haja diferenças de esti lo e 
de vocabulário nas epístolas pastorais ao compará- las 
com as outras cartas de Paulo, estas diferenças podem 
decorrer da avançada idade de Paulo e sua solic itude 
pessoal com os minis térios de Timóteo e Tito.
Paulo escreveu IT im óteo depois dos eventos 
re la tados no fim de Atos, a primeira prisão de Paulo em 
Roma te rminou (At 28), segundo parece, com a sua 
l ibertação (2Tm 4.16,17). Pos te riormente , segundo 
Clemente de Roma (cerca de 96 d.C.) e o Cânon 
Mura toriano (cerca de 190 d.C.), Paulo viajou de 
Roma, dirigindo-se para o oeste, até a Espanha, e 
minis trou a Palavra de Deus ali, como era seu desejo há 
longo tempo (cf. Rm 15.23,24,28).
Conforme re la tam as Epístolas Pastorais, 
Paulo a seguir, voltou à região do mar Egeu 
(especia lmente Creta, Macedônia e Grécia) e aí 
continuou seu ministério. Durante esse período (cerca 
de 64,65 d.C.), Paulo comissionou Timóteo como seu 
representante apostólico para minis trar em Éfeso, e 
Tito para fazer o mesmo em Creta. Da Macedônia , 
Paulo escreveu sua primeira carta a Timóteo, e, pouco 
mais tarde, escreveu a Tito. Posteriormente , Paulo foi 
preso de novo em Roma, quando então escreveu uma
1 Em geral, ordinariamente.
2 Que concerne; relativo, atinente, referente.
3 Dar força a; fortificar, fortalecer, confirmar, comprovar.
75
segunda car ta a Timóteo pouco antes do seu martír io, 
em 67/68 (ver 2Tm 4.6-8; ver também introdução a 
2Timóteo).
Propósito
Paulo teve um tríplice propósito ao escrever
ITimóteo:
• Exor ta r o próprio Timóteo a respei to do seu
ministér io e da sua vida pessoal;
• Exorta r Timóteo a defender a pureza do evangelho e
seus santos padrões da corrupção causada por falsos 
mestres;
• Dar a Timóteo ins truções a respeito de vários
assuntos e problemas de Efeso.
76
Autor: O Apóstolo Paulo 
Data: Cerca de 67 d.C.
Tema: Perseverança Inabalável na Pé 
Pa lavras-Chave: Batalha, ins trução,
responsabil idade
Versículos-chave : 2Tm 3.14-17; 4.1-5
No capí tu lo 1, Paulo assegura a T im óteo o 
seu incessante amor e orações, e exor ta-o a nunca 
t rans ig i r1 na f idelidade ao evangelho, a guardar com 
dil igência a verdade e a seguir o seu exemplo.
No capí tu lo 2, Paulo incumbe seu fi lho 
espiri tual a preservar a fé, transmitindo suas verdades a 
homens fiéis que, por sua vez, ensinarão a outros (2Tm 
2.2). Admoesta o jo v em pastor a sofrer as afl ições 
como bom soldado (2Tm 2.3), a servir a Deus com 
dil igência e a manejar cor re tamente a pa lavra da 
verdade (2Tm 2.15), a separar-se daqueles que se 
desviam da verdade apos tólica (2Tm 2.18-21), a 
manter-se puro (2Tm 2.22) e a traba lhar com paciência 
como mestre (2Tm 2.23-26).
No capí tu lo seguinte, Paulo declara a 
Timóteo que o mal e a apostasia aumentarão (2Tm 3.1- 
9), porém, ele precisa permanecer sempre, e em tudo, 
leal às Escrituras (2Tm 3.10-17).
No capí tu lo final, Paulo incumbe Timóteo de 
pregar a Palavra e de cumprir todos os deveres do seu 
ministér io (2Tm 4.1-5). Termina, informando a 
Timóteo quanto aos seus assuntos pessoais, quando ele 
já encarava a morte, e instando com o jovem pasto r a 
vir logo ao seu encontro (2Tm 4.6-21).
Segunda 
Carta a 
Timóteo
1 Chegar a acordo; ceder, condescender, contemporizar.
77
A u t o r
Esta é a última carta de Paulo. Ela foi escri ta 
quando o imperador Nero procurava impedir a 
expansão da fé cristã em Roma, perseguindo 
severamente os crentes. E Paulo voltara a ser 
pr is ione iro do imperador em Roma (2Tm 1.16,17). 
Estava sofrendo privações como se fosse um cr iminoso 
comum (2Tm 2.9), abandonado pela maioria dos seus 
amigos (2Tm 1.15), e t inha consc iência de que o seu 
ministér io chegara ao fim, e que sua morte se 
aproximava (2Tm 4.6-8,18; ver int rodução à IT imóteo 
para um exame mais completo da autoria e do contexto 
da epístola).
Paulo escreve a Timóteo como “amado f i lho” 
(2Tm 1.2) e fiel cooperador (cf. Rm 16.21). Sua 
in timidade com Timóteo e sua confiança nele percebe- 
se no fato de o apóstolo mencioná-lo como seu 
cooperador na escri ta de seis epístolas, de Timóteo 
haver permanecido consigo durante sua primeira prisão 
(Fp 1.1; Cl 1.1; Fm 1), e de lhe haver escri to duas 
cartas pessoais. Ante sua execução iminente, Paulo 
pede duas vezes a Timóteo que venha estar novamente 
com ele em Roma (2Tm 4.9,21). Timóteo ainda residia 
em Efeso quando Paulo lhe enviou esta segunda 
epístola ( l T m 1.3; 2Tm 1.18). Nesta epístola, o 
apóstolo envia saudações a Onesíforo que residia em 
Éfeso (2Tm 1.16), e igualmente para o casal Áquila e 
Pr isc ila (2Tm 4.19).
Características Especiais
Contêm as últimas palavras escri tas por 
Paulo antes da sua execução por ordem deNero, em 
Roma, uns 35 anos depois da sua conversão a Cristo.
78
Contém uma das declarações mais claras, na 
Bíblia, a respeito da inspiração div ina das Escri tu ras e 
do seu propósito (2Tm 3.16,17); Paulo reafi rma que as 
Escri turas devem ser in terpretadas com exatidão pelos 
minis tros da Pa lavra (2Tm 2.15) e ins iste que a Palavra 
de Deus seja conf iada a homens fiéis que, por sua vez, 
possam ensinar a outros (2Tm 2.2).
Do começo ao fim da carta aparecem 
exor tações sucintas, por exemplo, “despertes o dom de 
D eus” (2Tm 1.6), “não te envergonhes” (2Tm 1.8), 
sofre pelo evangelho (2Tm 1.8), “conserva o modelo 
das sãs pa lav ras” (2Tm 1.13), “guarda a ve rdade” (2Tm 
1.14), “forti f ica- te na graça” (2Tm 2.1), “passa adiante 
a m ensagem ” (2Tm 2.2), “ sofre as afl ições” (2Tm 2.3), 
“ sê dil igente na Pa lav ra” (2Tm 2.15), “evita os 
falatórios profanos” (2Tm 2.16), “foge dos dese jos da 
mocidade e segue a ju s t iça” (2Tm 2.22), “acautela- te 
da apostasia que há de v ir” (2Tm 3.1-9), “permanece na 
verdade” (2Tm 3.14), “pregues a Pa lavra” (2Tm 4.2), 
“faze a obra de um evangel is ta” (2Tm 4.5) e “cumpre o 
teu minis té r io” (2Tm 4.5).
Os temas i te ra t ivos1 destas muitas exortações 
são: manter f irme a fé (em Jesus Cristo e no evangelho 
apostólico original) , guardá-la da d is torção e da 
corrupção, opor-se aos falsos mestres e pregar o 
evangelho com perseverança inabalável.
O tes temunho de despedida de Paulo é um 
exemplo com ovedor de coragem e esperança diante do 
martír io sentenciado (2Tm 4.6-8).
1 Relat ivo a, ou em que há iteração. Repet ido, reiterado.
79
Carta a 
Tito
Autor: O Apósto lo Paulo 
Data: Cerca de 65/66 d.C.
Tema: A Sã Doutr ina e as Boas Obras 
Palavras-Chave: D i l igênc ia1,
compromisso, responsabil idade 
Versículos-chave: Tt 2.11-14
Tito, como 1 e 2 Timóteo, é uma carta 
pessoal de Paulo a um dos seus auxil iares mais jovens. 
É chamada de “epístola pastoral” porque trata de 
assuntos relacionados com a ordem e o minis tério na 
igreja. Tito, um gentio conver tido (G1 2.3), tornou-se 
ínt imo companheiro de Paulo no ministér io apostólico. 
Embora não mencionado nominalmente em Atos (por 
ser, talvez, irmão de Lucas), o grande re lacionamento 
entre Tito e o apóstolo Paulo vê-se:
• Nas treze referências a Tito nas epístolas de Paulo;
• No fato de ele ser um dos convert idos e fruto do 
ministér io de Paulo (Tt 1.4; como Timóteo), e um 
cooperador de conf iança (2Co 8.23);
• Pela sua missão de representante de Paulo em pelo 
menos uma missão impor tante a Corinto durante a 
terceira viagem missionár ia do apóstolo (2Co 
2.12,13; 7.6-15; 8.6, 16-24);
• Pelo seu trabalho como cooperador de Paulo em 
Creta (Tt 1.5).
Paulo e Tito trabalharam juntos por um breve 
período na ilha de Creta (a sudoeste da Ásia Menor, no 
Mar Mediterrâneo), no período entre a primeira e a 
segunda prisão dé Paulo em Roma (ver in trodução a
1 Cuidado ativo; zelo, aplicação. Atividade, rapidez, presteza. 
Providência; medida.
80
ITimóteo) . Paulo deixou Tito em Creta cuidando da 
igreja ali (Tt 1.5), enquanto ele (Paulo) seguia adiante 
para a Macedônia ( l T m 1.3). Algum tempo depois, 
Paulo escreveu esta carta a Tito, incumbindo-o de 
comple ta r a tarefa em Creta que os dois haviam 
começado juntos . E provável que Paulo t ivesse 
mandado a carta pelas mãos de Zenas e Apoio, que 
passaram por Creta, em viagem (Tt 3.13).
Nesta carta, Paulo informa sobre seus planos 
para enviar Ártemas ou Tíquico para substi tui r Tito 
dentro em breve. E nessa ocasião Tito devia encontrar- 
se com Paulo em Nicópolis (Grécia), onde o apósto lo 
planejava passar o inverno (Tt 3.12). Sabemos que isto 
aconteceu, já que na ocasião posterior, Paulo designara 
Tito para a Dalmácia , no litoral oriental do mar 
Adriá tico (na ex-Iugoslávia) , em cuja região ficava 
Nicópol is , na Grécia (Tt 3.12).
Propósito
Paulo escreveu primeiramente para ins tru ir 
Tito na sua tarefa de:
• Pôr em ordem o que ele (Paulo) deixara inacabado 
nas igrejas de Creta, inclusive a ins ti tuição de 
presbíteros nessas igrejas (Tt 1.5);
• Ajudar as igrejas a crescerem na fé, no 
conhecimento da verdade e em santidade (Tt 1.1);
• Silenciar falsos mest res (Tt 1.11);
• Vir até Paulo, uma vez substi tu ído por Ártemas ou 
Tíquico (Tt 3.12).
Visão Panorâmica
Nesta epístola , Paulo examina quatro 
assuntos principais.
R 1
1. Ensina Tito a respeito do caráter e das qualif icações 
espiri tuais necessárias a todos os que são separados 
para o ministério na igreja. Os presbíteros devem ser 
homens piedosos, de caráter cristão comprovado, e 
bem sucedidos na direção da sua família (Tt 1.5-9);
2. Paulo manda Tito ensinar a sã doutrina, repreender e 
si lenciar falsos mest res (Tt 1.10-2.1). No decurso da 
carta, Paulo apresenta dois breves resumos da sã 
doutrina (Tt 2.11-14; 3.4-7);
3. Paulo descreve para Tito ( lT m 5.1-6.2) o devido 
papel dos anciãos (Tt 2.1,2), das mulheres idosas (Tt 
2.3,4), das mulheres jovens (Tt 2.4,5), dos homens 
jovens (Tt 2.6-8) e dos servos (Tt 2.9,10);
4. Finalmente , Paulo enfatiza que as boas obras e uma 
vida de retidão são o devido fruto da fé genuína (Tt 
1.16; 2.7,14; 3.1,8,14; Tg 2.14-26).
Características Especiais
Dois breves resumos da verdadeira natureza
da salvação em Jesus Cristo (Tt 2.11-14; 3.4-7).
• A igreja e o seu ministér io devem estar edificados
sobre firmes alicerces espiri tuais, teológicos e 
éticos.
• Contém uma das duas listas no Novo Testamento 
enumerando as qualif icações necessárias à direção 
da igreja (Tt 1.5-9; lT m 3.1-13).
82
Autor: 0 Apostolo Paulo 
Carta a Data: Cerca de 62 d.C.
F i l e m o m Tema: Reconcil iação 
Palavra-Chave: Irmão 
Versículos-chave: Em 17-19
Paulo escreveu esta “epís to la da p r isão” (Fm 
1,9) como uma carta pessoal a um homem chamado 
Filemom, mais provavelmente durante sua primeira 
prisão em Roma (At 28.16-31). Os nomes idênticos 
mencionados em Filemom (Fm 1,2,10,23,24) e em 
Colossenses (Cl 4 .9 ,10-17) , indicam que F ilemom 
morava em Colossos e que as duas cartas foram escritas 
e entregues juntas.
F ilemom era um senhor de escravos (Fm 16) 
e membro da igreja de Colossos (compare Fm 1,2 com 
Cl 4.17), talvez um conver tido de Paulo (Fm 19). 
Onésimo era um escravo de F ilemom que fugira para 
Roma; ali, teve contato com Paulo, que o levou a 
Cristo. Desenvolveu-se um forte vínculo de amizade 
entre os dois (Fm 9-13). Agora, Paulo, um tanto 
ap reens ivo1, envia Onésimo de volta a F ilemom, 
acompanhado por Tíquico, cooperador de Paulo, 
levando esta carta (Cl 4.7-9).
Propósito
Paulo escreveu a Filemom para tratar do 
problema específico do escravo fugi t ivo deste, 
Onésimo. Segundo a lei romana, um escravo fugit ivo 
era pass ível da pena de morte. Paulo inte rcede jun to a 
F i lemom em favor de Onésimo e pede- lhe que
1 Preocupado, receoso, cismático.
83
graciosamente receba Onésimo de volta, como um 
irmão crente e como companheiro de Paulo, com o 
mesmo amor com que acolher ia o próprio Paulo.
Visão Panorâmica
Eis o apelo de Paulo a Filemom:
• Roga que Filemom, como irmão na fé cristã (Fm
8,9,20,21), receba Onésimo de volta, não como 
escravo, mas como irmão em Cristo (Fm 15,16).
• Num t rocad i lho1 (no grego), Paulo chama atenção 
para o fato que Onésimo (cujo nome signif ica 
“úti l”) era anter iormente “ inúti l” , mas agora é “úti l” 
tanto a Paulo como a F ilemom (Fm 10-12).
• Paulo queria que Onésimo permanecesse com ele em 
Roma, mas prefere enviá-lo de volta ao seu legít imo 
senhor (Fm 13,14).
• Paulo oferece-se para pagar a dívida de Onésimo e 
relembra a F ilemom que este deve sua vida ao 
Apóstolo (Fm 17-19). A carta termina com 
saudações de alguns dos cooperadores de Paulo em 
Roma (Fm 23,24) e com uma bênção (Fm 25).
Características Especiais
Três característ icas principais acham-se 
nesta epístola:
1. Essa é a mais breve de todas as epístolas de Paulo;
2. Mais do que qualquer outra parte do Novo 
Testamento, ela i lustra como Paulo e a igreja 
primitiva tratavam do problema da escravidão no 
império romano. Ao invés de atacá-la dire tamente ou
1 Jogo de palavras parecidas no som e diferentes no significado, 
e que dão margem a equívocos; emprego de expressão ambígua.
84
de ins t iga r1 rebelião armada, Paulo expôs princípios 
cr is tãos que e liminavam a severidade da escravidão 
romana e que finalmente levaram à sua abolição 
total no meio da Cristandade;
3. Oferece um v is lum bre1 2 incomparáve l da natureza 
ínt ima de Paulo, pois este se identif icou tanto com 
um escravo que o chamou de “meu coração” (Fm 
12).
1 Incitar, induzir, mover, estimular, açular, acirrar.
2 Idéia indistinta; conjetura, suposição, hipótese.
85
Questionário
• Assinale com “X ” as al ternativas corretas
6. Cartas de Paulo inti tuladas como “Epístolas 
Pas to ra is”
a) |_| 1 e 2Tessa lonicenses e F ilemom
b) [T Zj 1 e 2Timóteo e Tito
c ) |_| Colossenses , Fil ipenses e Efésios
d) |~l 1 e 2Coríntios e Romanos
7. Contêm as últ imas palavras escritas por Paulo antes 
da sua execução por ordem de Nero, em Roma, uns 
35 anos depois da sua conversão a Cristo
a) 2 2Timóteo
b ) U Tito
c) ^ Filemom
d) ^ IT im óteo 8 9 10
8. Epís tola escri ta por Paulo na prisão como uma carta 
pessoal a um homem, cujo tema central é a 
reconcil iação
a) |______ j IT imóteo
b ) |______ J Tito
c ) P3 Fi lemom
d ) |______ J 2Timóteo
Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
9. \fA Tito é a mais breve de todas as epístolas de Paulo
10. ® Paulo descreve para Fi lemom o devido papel dos 
anciãos, das mulheres idosas, das mulheres jovens, 
dos homens jovens e dos servos
86
Lição 4
Cartas Gerais: Hebreus e Tiago
Carta aos 
Hebreus
Autor: Desconhecido 
Data: Gerca de 67-69 d.G. 
Tema: Um Melhor Concerto 
Palavra-Chave: Melhor 
Versículo-chave: Hb 4.14
Este livro foi destinado originalmente aos 
cr istãos de Roma. O seu-título, nos manuscritos gregos 
mais antigos, diz apenas “Aos Hebreus” . Seu conteúdo, 
no entanto , revela que foi escri to a cristãos judeus. O 
emprego que o autor fez da Sep tuag in ta1, nas citações 
do Antigo Testamento, indica que os primeiros lei tores 
foram provavelmente judeus de id ioma grego que 
viviam fora da Palestina. A expressão “Os da Itál ia vos 
saúdam ” (Hb 13.24) significa provavelmente que o 
autor escrevia para Roma, e que na ocasião incluiu 
saudações de crentes i tal ianos que viviam longe da 
pátria. Os destinatários podem ter sido igrejas em lares, 
da comunidade cristã de Roma, das quais algumas 
estavam a ponto de abandonar a fé em Jesus e voltar 
para a antiga fé juda ica por causa da perseguição e do 
desânimo.
1 Versão grega do Antigo Testamento.
87
Uma coisa é certa, o escri to r escreveu na 
plenitude do Espíri to e com entendimento , revelação e 
autoridade apostólica.
O Senhor Jesus Cristo é o melhor Mediador 
do melhor Pacto baseado sobre melhores promessas 
(Hb 8.6). É o Filho de Deus, o resplendor de Sua glória 
e a expressão exata do Seu Ser. E o Criador, 
Sustentador e Herdeiro do universo. E maior que os 
anjos, maior que Moisés, Arão e Josué. E o Autor e 
Consumador de nossa fé, em Quem devemos fitar 
f i rmemente nosso olhar (Hb 12.2). Ele é o mesmo 
ontem, hoje e o será para sempre (Hb 13.8). Convém- 
nos sair a Ele, fora do arraial, levando Seu v i tupér io1 
(Hb 13.13). Termina o argumento do livro com a 
bênção ou conclusão mais sublime de todas as 
Epístolas.
Autor
O escritor não se ident ifica no título 
original , nem através do livro, embora fosse bem 
conhecido dos seus leitores (Hb 13.18-24). Por alguma 
razão, perdeu-se a sua identidade ao findar-se o século
I. Posteriormente , na tradição da igreja primitiva 
(séculos II ao IV), surgiram muitas opiniões diferentes 
sobre o possível escri tor de Hebreus.
A opinião de que Paulo haja sido o autor não 
t inha aceitação até o século V.
Muitos eruditos conservadores descartam a 
autoria de Paulo, uma vez que o esti lo esmerado e 
alexandrino do autor, seu embasamento" na 
Septuaginta, sua maneira de in troduzir as citações do 1 2
1 Vituperação. Insulto, injúria. Ato vergonhoso, infame ou 
criminoso.
2 Base, fundamento; razão, motivo.
88
Antigo Testamento, seu método de argumentar e 
ensinar, a estrutura da argumentação e a omissão da 
sua identificação pessoal são caracterís t icas muito 
di ferentes das de Paulo. Além disso, enquanto Paulo 
sempre apela à sua revelação recebida di retamente de 
Cris to (G1 1.11,12), esse escri tor demonst ra ser um dos 
cr istãos da segunda geração aos quais o evangelho fora 
confi rmado por testemunhas oculares do ministér io de 
Jesus (Hb 2.3). Ent re os homens mencionados 
nominalmente no Novo Testamento, a descrição que 
Lucas oferece de Apoio, em Atos 18.24-28, a justa-se 
melhor ao perfil do escri to r de Hebreus.
Apesar de que costumamos dar a este l ivro o 
título: A Epístola do Apósto lo São Paulo aos Hebreus, 
desde os primeiros séculos do Cris t ianismo vem sendo 
discutido o problema a respeito de quem seja o autor 
desta carta. O próprio texto não revela a identidade do 
autor. Há os que alegam que 2Pedro 3.15 se refere a 
uma Epís tola escri ta pelo apóstolo Paulo especia lmente 
para os judeus , enquanto que 3.16 fala das demais 
Epístolas que ele escreveu. D izem que esta é aquela 
carta mencionada no versículo 15. Se Paulo foi o autor, 
por que não o disse em 2Tessa lonicenses 3.17? 
Clemente de Alexandria disse que Paulo não pôs o seu 
própr io nome na carta para que os judeus não 
levantassem argumentos prejudicia is contra ele. Isto é 
possível , mas não de acordo com o que sabemos do 
caráter franco de Paulo. Nem o esti lo, nem o 
vocabulário, têm qualquer semelhança com os do 
apóstolo.
Não há provas co nc luden tes1 internas, nem 
externas , nem a favor, nem contra a que Paulo seja o 
autor.
1 Que conclui, ou merece fé; terminante, categórico.
89
Se há, porém, dúvidas de quem seja o autor, 
não há dúvidas de que tenha autoridade apostólica. É 
um livro do tempo dos apóstolos. Sua doutr ina está de 
acordo com tudo o mais que há na Bíblia e preenche 
uma patente lacuna no desenvolv imento da doutr ina no 
Novo Testamento. Clemente de Roma, no ano 96, fez 
tantas c itações deste livro que se ju lga que seria 
necessár io que t ivesse diante de si o texto de Hebreus 
enquanto escrevia. Policarpo, Justino Mártir , Dionís io, 
Teófilo, Clemente de Alexandria, Orígenes e Eusébio 
citam-no. Orígenes (185-254) faz muitas referências ao 
livro como sendo de Paulo, porém diz: “Homens de 
outrora legaram-nos este livro como sendo Paulo, mas 
quem escreveu a Epístola, só Deus o sabe com cer teza” 
(His tór ia Eclesiás tica por Eusébio, VI, 25). Tem sido 
atribuída a Lucas, a Barnabé, a Clemente de Roma e a 
outros e alguns crêem que Lucas escreveu todo o livro 
em hebraico e que Paulo após a conclusão, ou que 
Paulo escreveu todo o livro em hebraico e que Lucas, 
ou Clemente de Roma, o traduziu para o grego. Estas 
são con je tu ras1 apenas. Vários autores, começando por 
Lutero, a legam que Apoio é mais provavelmente o 
autor. De que seja de autoridade apostól ica não há 
motivo para duvidar-se.
A Data e as Circunstâncias
De Hebreus 10.11,12, comprova-se que o 
livro foi escri to depois da ascensão do Senhor Jesus 
Cristo e antes da destruição de Jerusalém no ano 70. A 
menção de Timóteo em 13.23, prova que seria na 
últ ima parte desse período. Não sabemos quando 
Timóteo foi detido, mas supõe-se que seria em Roma
1 Juízo ou opinião sem fundamento preciso; suposição, hipótese.
90
quando foi para socorrer a Paulo (2Tm 4.9). Se ass im é, 
talvez Hebreus tenha sido escri to cerca do ano 68 ou, 
talvez 69.Naturalmente , não sabemos nada das 
c ircunstâncias do escri tor, porém dos dest inatários, 
sim. Eram hebreus segundo todo o teor do livro. Seu 
t í tulo mais antigo foi simplesmente: Os Hebreus; 
depois: A Epís tola aos Hebreus; e f inalmente: A 
Epís to la do Apóstolo São Paulo aos Hebreus. Não há 
quaisquer referências aos gentios, nem se refere aos 
seus problemas no texto, porém, refere-se 
detalhadamente ao Antigo Pacto e a Abraão, Moisés , 
Josué, etc., sem explicações desnecessár ias para os 
judeus, coisa que seria necessário para os gentios que 
não conheciam o Antigo Testamento.
Estes hebreus es tavam em um grande perigo 
- o de negarem a sua fé e volta rem para o judaísmo. A 
carta exorta-os a confiarem no Senhor Jesus Cristo, 
Mediador de um melhor pacto baseado sobre melhores 
promessas. O livro prova que o Novo Pacto 
(Testamento) é a rea lidade de que o Antigo Pacto é a 
sombra (Hb 8.5,6).
Tema
Cristo é a Pessoa inevitável, indispensável , 
perfe itamente ímpar. É superior (palavra usada 13 
vezes) do que qua lquer cousa ou qualquer pessoa. E o 
cumprimento de tudo o que o Velho Tes tamento 
prometera.
Propósito
Hebreus foi escri to pr incipalmente para os 
cristãos judeus que es tavam sob perseguição e
91
esm orec im en to1. O escri tor procura fortalecê- los na fé 
em Cristo, demonstrando cuidadosamente a 
super io ridade e finalidade da revelação e redenção da 
parte de Deus em Jesus Cristo. Demonstra que as 
disposições divinas para a redenção vistas no Antigo 
Concerto cumpri ram-se e tornaram-se obsole tas1 2 pela 
vinda de Jesus e pelo es tabe lecimento de um Novo 
Concerto , mediante a sua morte v icár ia3. O escri tor 
anima seus leitores:
• A mante rem firme sua confissão de Cristo até o fim;
• A prosseguirem para a maturidade espiri tual;
• Não volverem ao estado de condenação caso
abandonem a fé em Jesus Cristo.
Visão Panorâmica
Hebreus parece mais um sermão do que uma 
epístola. O autor descreve sua obra como “uma palavra 
de exor tação” (Hb 13.22). Contém três divisões 
principais:
1. Pr imeiro, Jesus, o poderoso Filho de Deus, 
é declarado a plena revelação de Deus à humanidade - 
maior do que os profetas (Hb 1.1-3), do que os anjos 
(Hb 1.4-2.18), Moisés (Hb 3.1-6) e Josué (Hb 4.1-11). 
Nesta divisão do livro, ocorre uma advertência solene 
no tocante às conseqüências do abandono da fé ou do 
endurecimento do coração pela incredulidade (Hb 2.1- 
3; 3.7-4.2);
2. A segunda divisão apresenta Jesus como o 
Sumo Sacerdote, cujas qualif icações (Hb 4.14-5.10; 
6.19-7.25), caráter (Hb 7.26-28) e ministér io (Hb 8.1-
1 Diminuição de força, de coragem, de entusiasmo; desânimo, 
desalento, abatimento.
2 Que caiu em desuso; arcaico.
3 Que faz as vezes de outrem ou de outra coisa.
92
10.18), são perfeitos e eternos. Há uma solene 
adver tência para quem permanecer espir i tua lmente 
imaturo ou mesmo “cai r” depois de se tornar 
partic ipante de Cristo (Hb 5.11-6.12);
A divisão final (Hb 10.19-13.17) admoesta 
enfaticamente os crentes a perseverarem na salvação, 
na fé, no sofrimento e na santidade.
Característ icas Especiais
Oito caracter ís t icas afloram neste livro:
1. No Novo Tes tamento é único quanto à sua estrutura: 
“começa como tratado, desenvolve-se como sermão e 
termina como car ta” (Orígenes);
2. É o texto mais refinado do Novo Testamento, 
abeirando-se do esti lo do grego clássico, mais do 
que qualquer outro escri tor do Novo Tes tamento 
(com exceção, q u iç á 1, de Lucas, em Lc 1.1-4);
3. É o único escri to do Novo Tes tamento que 
desenvolve o concei to do ministér io sumo sacerdotal 
de Jesus;
4. A cris to logia do livro é r icamente variada, 
apresentando mais de vinte nomes e t í tulos de Jesus;
5. Sua palavra-chave é “melhor” (13 vezes). Jesus é 
melhor do que os anjos e todos os mediadores do 
Antigo Testamento. Ele provê melhor repouso, 
concerto , esperança, sacerdócio, expiação pelo 
sacrifício vicário e promessas;
6. Contém o principal capítulo do Novo Tes tamento a 
respeito da fé (capítulo 11);
7. Es tá repleto de referências e alusões ao Antigo 
Testamento que oferecem um rico conhecimento da 
interpre tação cristã primitiva da história e da
1 Talvez, porventura; quem sabe.
93
adoração no Antigo Testamento, mormente no campo 
da t ipologia;
8. Adverte , mais do que qualquer outro escri to do Novo 
Tes tamento contra os perigos da apostasia espiri tual .
Cristo, o Resplendor da Glória de Deus (Hb 1.3)
A Epís tola aos Hebreus compara Jesus Cristo 
com o Antigo Pacto, e o apresenta como o 
cumprimento de todas as promessas messiânicas. Tal 
comparação visa demonst rar a super ior idade de Cristo 
sobre tudo quanto o Antigo Testamento tem a oferecer. 
O tema que percorre a carta do princípio ao fim é: 
“Jesus Cristo é superior a. . .” Ele é superior aos anjos, 
aos profetas, ao sacerdócio levít ico e etc. E descrito 
como o Criador de todas as coisas, resplendor da glória 
e imagem de Deus; aquele que tudo sustém com o seu 
poder, que nos purificou de todo o pecado e está 
assentado à destra de Deus.
Profetas Anjos Jesus Cristo
Foram criados Foram criados Tudo criou
Tinham
revelação
parcial
Tinham
revelação
parcial
Trouxe a revelação 
completa
São adoradores São adoradores Recebe adoração
Anunciadores Minist radores Senhor de tudo
Cristo, Superior aos Anjos (Hb 1.4)
Os anjos t iveram impor tantes momentos na 
história dos judeus, tanto no âmbito nacional como na 
vida de indivíduos. Em sua natureza, mesmo atuando 
em favor dos que hão de herdar a vida eterna, são 
cria turas com limitações se comparadas ao Senhor
94
Jesus Cristo. Ele é declarado como Fi lho pelo próprio 
Deus, é o Messias , Criador e está à dire ita do Pai.
O escri tor, ainda demonstrando a 
super ioridade de Jesus sobre os anjos, lembra aos 
lei tores que, se o que foi dito pelos anjos foi válido a 
ponto de toda desobediência às palavras angelicais 
receber punição, maior pena receberá aqueles que 
desprezarem, em Jesus, “ tão grande sa lvação” . Apenas 
Ele, como verdadeiro Sumo Sacerdote , pode se 
compadecer dos que são tentados e salvá-los.
Os Anjos Jesus Cristo
Criaturas (Hb 1.7) Criador (Hb 1.2-10)
Revelação parcial Revelação comple ta
Mensageiros (Hb 1.7) Filho (Hb 1.5)
Nada lhes é sujeito Todas as coisas lhe são 
sujeitas
São adoradores (Hb 1.6) Recebe adoração (Hb 1.6)
Minis t radores Senhor de tudo
Cristo, Superior a Moisés (Hb 3.3)
Os crentes destinatár ios da epís to la são 
chamados de “ santos” , e devem, por serem 
partic ipantes da “vocação celes tia l” , considerar Jesus 
não apenas como apóstolo (um enviado de Deus), mas 
também Sumo Sacerdote, ao qual devem confessar suas 
dificuldades. Se Moisés foi fiel em seu ministério, 
Jesus muito mais, pois foi o autor, não somente do 
ministério, mas também da famíl ia de Moisés. O 
Grande Libertador dos hebreus, por ser homem, não 
pôde ser perfeito. Entretanto, Jesus deu-nos o exemplo 
de i r re fu táve l1 perfeição.
1 Que não se pode refutar; evidente, irrecusável, incontestável.
95
O sacro escri tor relembra a seus leitores que 
o povo de Israel peregrinara no deserto por mui tos 
anos, por não ter ouvido a voz de Deus através de 
Moisés, e roga-os que não ajam da mesma forma, 
endurecendo seus corações às ordens divinas.
Repouso para o Povo de Deus (Hb 4.9)
A sorte daqueles que foram resgatados do 
Egito teve amplo e direto sentido para os destinatár ios 
da epístola em estudo. Foram libertados, mas não 
entraram no “descanso de D eus” , e pereceram no 
deserto. Mesmo a segunda geração, que conseguiu 
entrar em Canaã, não alcançou a plenitude da promessa 
divina. Só pela vinda do Messias seria alcançada; e isto 
por apropriação, mediante a fé.
Tanto Israel como esses primitivos cristãos 
ocupavam posição semelhante de ter recebido o 
evangelho e ter a oportunidade de apropriar-sedo 
mesmo. Israel falhou. Agora, o perigo para esses 
pr imitivos cristãos judeus era que, por causa da 
incredulidade e falta de firmeza, deixassem de entrar 
no descanso espiri tual de Deus, o qual não foi 
cumprido por Josué, mas que agora estava ao alcance 
de todos, em Cristo.
Cristo, Sumo Sacerdote Superior a Arão 
(Hb 5.6)
Por não conhecerem a Cristo sob a figura de 
Sumo Sacerdote e por não ser Ele da l inhagem de Arão, 
os cristãos hebreus não compreendiam a aplicação 
deste t ítulo e ofício à sua pessoa e, consequentemente , 
t inham dif iculdades em aceitá-lo e honrá-lo nessa 
função. Daí, a necessidade do escri tor resumidamente
96
apresenta r as caracterís t icas e atribuições do sumo 
sacerdote , demonst rando que as mesmas são 
perfe itamente satisfeitas em Cristo.
O texto mostra a super ioridade de Cristo 
sobre os demais sumo sacerdotes, destacando que Ele 
não apenas satisfez as exigências do sistema levít ico 
para a vocação sacerdotal , mas dis t inguiu-se pelo fato 
de, sem pecado, entregar-se a si mesmo por nossos 
pecados.
O Perigo da Apostasia (Hb 5 e 6)
Os cristãos hebreus haviam, sido uma vez 
i luminados através da revelação de Deus em Cristo. 
Haviam exper imentado o dom celestial , o Espíri to 
Santo, e a boa Palavra de Deus, o evangelho de Cristo, 
pregado entre eles com toda manifestação de poder e 
milagres. Para essas pessoas, caso se desviassem, seria 
impossível serem renovadas outra vez para 
arrependimento , uma vez que deliberadamente 
re je ita ram a Cristo, declarando que a sua crucificação 
não possuía mais o sentido que antes lhe atribuíam.
O escritor aos hebreus sentiu bem de perto o 
perigo que aqueles crentes nessas c ircunstâncias 
enfrentavam, por isso os advertiu.
97
Questionário
• Assinale com “X ” as alternativas corretas
1. É tema principal da carta geral aos Hebreus
a) |_] A Fé Manifes ta -se pelas Obras
b) |_| Andando na Verdade
c) |~1 Glória Através do Sofrimento
d ) [ 1 Um M elhor Concerto
2. Hebreus foi escri to pr incipalmente para os cristãos
a ) |_] Romanos que estavam sob tr ibulação
b ) | I Judeus que es tavam sob escravidão
e ) i n Judeus que estavam sob perseguição 
d)l I Romanos que es tavam sob perseguição
3. No Novo Testamento, Hebreus é o único quanto à
sua estrutura: “começa como ' /' ___, desenvolve-
se como t ^e termina como _______ ” (Orígenes)
a) F ] Tratado, sermão e carta
b) l I Carta, tratado e sermão
c ) D Sermão, carta e tratado
d ) |_| Epístola , tratado e sermão
• Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
4.1 | Hebreus contém o principal capítulo do Novo 
Testamento a respeito da vinda de Cristo 
5.fcl A Epís tola aos Hebreus compara Jesus Cristo com 
o Antigo Pacto, e o apresenta como o cumprimento 
de todas as promessas messiânicas
98
Cristo, Sacerdote Eterno e Perfeito (Hb 7.26)
O autor da epístola agora reverte ao 
argumento deixado no capítulo 5, versículo 10, no qual 
se referia a Cris to como Sumo Sacerdote de um serviço 
divino, de ordem mais e levada do que aquela 
estabelecida sob a lei mosaica. Esta ordem sacerdotal é 
de origem divina e segundo a ordem de Melquisedeque. 
A descrição histórica desse personagem singular 
encontra-se em Gênesis 14.17-20. Ele surge nas 
páginas sagradas qual estrela nova, no fi rmamento. 
Logo desaparece para só o encontrarmos na epístola 
aos hebreus.
O fato de as Escrituras não apresentarem o 
registro genealógico do nascimento de Melquisedeque 
ou sua morte, j á o torna t ipo perfeito do sacerdócio 
eterno de Cristo.
Cristo, Mediador de uma Melhor Aliança 
(Hb 8.10)
Nós, os crentes do Novo Concer to, 
possuímos um Sumo Sacerdote de classe única e 
p roem inen te1: Alguém que em si mesmo é a realidade, 
que corresponde e cumpre o padrão estabelec ido por 
Deus para o sacerdócio; Alguém cujo ministério, por 
conseguinte , é cumprido na esfera celestial , e não na 
terrena; Alguém cuja obra foi consumada pela 
entronização à mão direita de Deus; e Alguém que, por 
isso mesmo, é apto para cumprir um mais excelente 
ministér io na qualidade de mediador de um novo e 
melhor Concerto. Cristo, nosso amado Salvador,
1 Que sobressai , ressalta; saliente.
99
tornou-se ministro do verdadeiro tabernáculo, tendo 
entrado em nosso lugar não em algum santuário 
terreno, mas na própria presença de Deus, efetuou 
eterna redenção.
Cristo Trouxe, Maior Glória na Adoração a 
Deus (Hb 9)
Sob a ordem mosaica entendia-se que não 
havia l ivre acesso à presença de Deus. Somente uma 
vez por ano, e isso por meio dum representante. 
Somente mediante sacrifício c ruen to1 podia o povo 
aproximar-se de Deus. A lição que aprendemos é que 
devido ao pecado, o propósi to do homem de acercar-se 
d ire tamente de Deus era frustrado. Toda a economia 
levít ica era provisória, não passando de sombra ou tipo 
da real idade celestial. Os sacrifícios anuais jamais 
poderiam resolver o problema da consciência. Por 
serem provisórios, eles aguardavam um tempo de 
“re form a” , uma ocasião melhor.
A Eficácia do Sacrifício de Cristo (Hb 10.1)
Insti tuído por Deus, os sacrifícios de animais 
eram a única forma de se ap lacar1 2 a ira divina contra o 
pecado e aproximar o homem do seu Criador. 
Entretanto , tais sacrifícios demonst raram ser ineficazes 
porque apenas aplacavam temporariamente a ira de 
Deus, mas não removiam o pecado. Desta forma, havia 
a necessidade de um sacrifício único e perfeito, que 
propiciasse aos homens a certeza da reconcil iação com 
Deus.
1 Em que há sangue; sanguinolento, sangrento, cruel.
2 Tornar plácido; tranquilizar, serenar, apaziguar.
100
O autor da epístola em estudo não apenas 
apresenta Cris to como o últ imo Sumo Sacerdote, mas 
como o sacrifício perfe ito diante de Deus; sacrif ício 
que tira def in it ivamente os pecados.
O Pecado Imperdoável (Hb 10.26)
O sacrifício de Cristo nos faculta o acesso a 
Deus. Entretanto , Deus exige de nós responsabil idade 
no uso de seus dons, mas deseja principalmente de nós 
uma vida de santidade. Pode haver na igreja pessoas 
que, mesmo tendo exper imentado os presentes de Deus
- a salvação, o perdão dos pecados, a inclusão na igreja
- queiram pecar voluntariamente , não havendo para os 
pecados de tais pessoas qualquer sacrifício. Pelo fato 
de re to rnarem à vida de pecados e pisarem o Fi lho de 
Deus, resta- lhes a expec tação1 de algo ruim, pois cairão 
nas mãos do Deus Vivo.
Os Elementos Essenciais da Fé (Hb 11.1)
A fé, conforme a Palavra de Deus, é a 
condição básica para ser salvo e receber de Deus 
auxíl io em todos os aspectos. É a base, “ firme 
fundamento” ; a esperança “das coisas que se e spe ram ” 
e a convicção, “prova das coisas que não se v êem ” . O 
escri tor, recorrendo à história judaica, mostra diversas 
personagens que, pela fé, e não por seus próprios 
méritos, puderam obter da parte de Deus vitórias 
marcantes. Tais personagens viram de longe as 
promessas de Deus, e morreram crendo no 
cumprimento delas. Deus considera esses heróis como
1 Esperança fundada em supostos direitos, probabil idades ou 
promessas.
101
pessoas “dos quais o mundo não era d igno” , exemplos 
de fé a serem seguidos por todos nós.
Característ icas Personagens
Fé carac terizada pela obediência 
irrestri ta ao Senhor
Abraão
Recebeu uma revelação especial 
de Deus rela tiva ao dilúvio
Noé
Agradou a Deus por seu andar 
espiri tual diante dEle
Enoque
Aos olhos de Deus seu sacrifício 
teve maior valor
Abel
Perseverança na Fé e Santidade (Hb 12.1)
Os cristãos hebreus t inham à sua disposição 
muito mais vantagens que as permitidas aos heróis que 
os antecederam. O autor se compara, jun tamente com 
seus irmãos em Cristo, a atletas disputando uma 
corrida, ao redor dos quais está aquela numerosa 
platéia enfileirada, como nas arquibancadas de um 
grande estádio. As testemunhas da grande prova são 
jus tam ente os heróisda fé, cujos feitos estão 
regis trados no capítulo 11 da epís to la em estudo. 
Tomando o exemplo desses homens das gerações 
anteriores, o escri tor procura nos encorajar a correr a. 
boa corrida da fé e ganhar, pela res is tência e coragem, 
o prêmio que nos é oferecido.
Evidências da Vida Cristã (Hb 13.16)
O escritor sagrado adiciona no texto em 
estudo uma variedade de breves declarações que 
contêm agudas exortações práticas para que o crente 
viva a vida cristã de modo digno. Ele sabia que seus
102
lei tores se t inham mostrado ativos no passado, em 
s impat ia e bondade para com seus irmãos na fé (Hb 
6.10). Por esta razão, exorta-os aqui sobre a 
importância de manter tal amor prá tico entre os 
membros da fraternidade cristã: eles dever iam lembrar- 
se part icula rmente dos encarcerados, dos que 
es tivessem sofrendo enfermidades ou maus tratos, pois 
os crentes dever iam comparti lhar das mútuas 
provações.
103
Autor: Tiago 
Data: 45-49 d.C.
Carta d e Tema: A Fé Manifes ta-se pelas Obras 
Tiago Palavras-Chave: Fé, r iquezas, l íngua, 
orgulho, oração
Versículos-chave: Tg 1.27; 2.20
Tiago é c lass ificada como “epístola 
' universal” porque foi orig inalmente escri ta para uma 
comunidade maior que uma igreja local.
A saudação: “As doze tribos que andam 
dispersas” (Tg 1.1), jun tamente com outras referências 
(Tg 2.19-21), indicam que a epístola foi escri ta 
inic ia lmente a cristãos judeus que viviam fora da 
Palestina.
É possível que os destinatários fossem os 
primeiros convert idos em Jerusalém, que, após a morte 
de Estevão, foram dispersos pela perseguição (At 8.1) 
até a Fenícia, Chipre, Antioquia da Síria e além (At 
11.19). Isso explicaria:
• A ênfase inicial da carta quanto ao sofrer com
alegria as provações que testam a fé e que 
demandam perseverança (Tg 1.2-12);
• O conhecimento pessoal que Tiago demonst ra ter 
pelos crentes “dispersos” .
O Senhor Jesus Cristo c muito miser icordioso e 
compassivo, diz Tiago (Tg 5.11) ouve a oração e 
levanta os enfermos (Tg 5.14,15) dá sabedoria aos 
necessitados (Tg 1.7) e exalta os humildes (Tg 4.10). 
Ele é o glorioso Senhor Jesus Cristo (Tg 2.1) que está 
interessado em cada ato de todo indivíduo (Tg 4.15) e 
tem prometido a coroa de vida a todos os que O amam 
(Tg 1.12).
104
Autor
Como pastor da igreja de Jerusalém, Tiago 
escreve às suas ovelhas dispersas. A maneira do autor 
se ident ificar s implesmente como “Tiago” (Tg 1.1), 
reve la sua posição de destaque na obra. Tiago, meio- 
irmão de Jesus e dirigente da igreja de Jerusalém, é 
gera lmente tido como o autor. Seu discurso no Concíl io 
de Jerusalém (At 15.13-21), bem como as descrições 
dele noutras partes do Novo Testamento (At 12.17; 
21.18; G1 1.19; 2.9,12; ICo 15.7) correspondem 
perfeitamente com o que se sabe dele como autor desta 
epístola.
Data e as Circunstâncias
O mais provável é que Tiago tenha escr i to 
esta epís to la durante a década dos 40 d.C. A data tão 
re m o ta 1 para a escri ta provém de vários fatores, por 
exemplo, Tiago emprega a palavra grega synagoge (lit. 
“s inagoga” ) para referi r-se ao local de reunião dos 
cr istãos (Tg 2.2).
Segundo o his to r iador juda ico Josefo, Tiago, 
irmão do Senhor, foi mart ir izado em Jerusalém, em 62 
d.C.
Por várias razões supõe-se que a Epís tola de 
Tiago foi escrita numa época bem cedo. O uso da 
palavra “s inagoga” para a reunião dos irmãos (Tg 
2.1,2) prova que os cr is tãos ainda não t inham sido 
apartados inteiramente das sinagogas. Também fala dos 
anciãos da igreja em Tiago 5.14, de modo que a 
comunidade cristã t inha-se tornado um tanto 
homogênea.
1 Que sucedeu há muito tempo; antigo, longínquo.
105
A falta de uma menção de diáconos ou de bispos 
pode não ter significado algum, mas todo o espíri to da 
carta é de uma s ingeleza1 e l iberdade genuínas no 
culto. Ao mesmo tempo transcorrera tempo suficiente 
para que se estabelecessem congregações no exter ior da 
Judéia, e ainda dá a entender que t inham abusado da 
doutrina da jus tif icação pela fé em Cristo, levada a um 
extremo incorreto. Não se mencionam nela a destruição 
da cidade de Jerusalém, nem mesmo a questão de os 
gentios serem participantes, com os judeus, das 
promessas do Evangelho. Portanto, temos a certeza de 
que a carta é anterior ao ano 70, quando Jerusalém foi 
destruída, ou muito depois, quando esse fato já não era 
lembrado, o que é impossível. É muito provável 
também que fosse escri ta antes do Concíl io em 
Jerusalém (At 15), perto do ano 49. Assim, pois, 
admitimos que a data da carta seja entre 45 e 49.
Há várias referências a fenômenos naturais que 
nos levam a pensar na Palest ina como o lugar de 
origem para a Epístola: o mar (Tg 1.6; 3.4); figos e 
azeitonas (Tg 3.12); fontes de água doce ou amarga (Tg 
3.11,12); vento abrasador (Tg 1.11); as primeiras e as 
últ imas chuvas (Tg 5.7). Foi dirigida às doze tribos da 
dispersão, o que indica também que é de origem 
pales tin iana ou de Jerusalém. Tiago quis ajudar os 
judeus cristãos dispersos a manter um bom testemunho 
moral e ético. Se os crentes da sua congregação em 
Jerusalém tivessem dificuldades em suas vidas, e 
muitos deles foram dispersos entre as nações 
gentí l icas, era natural que Tiago sentisse o impulso do 
Espíri to Santo para escrever-lhes uma carta com o fim 
de exortá-los e admoestá-los na vida espiri tual.
1 Qualidade de singelo. Simples.
106
Propósito
Tiago escreveu:
• Para encorajar os crentes judeus que enfrentavam
várias provações, que punham sua fé à prova;
• Para corrig ir crenças errôneas a respeito da natureza 
da fé salvífica;
• Para exor tar e ins truir aos lei tores concernentes ao 
resultado prático da sua fé na vida de retidão e nas 
boas obras.
Visão Panorâmica
Esta epístola trata de uma ampla variedade 
de temas re lacionados à verdadeira vida cristã. Tiago 
exorta os crentes a suportarem com alegria as suas 
provações e a t irarem provei to delas (Tg 1.2-11), 
exorta-os a resist i rem às tentações (Tg 1.12-18), a 
serem praticantes da Palavra e não apenas ouvintes (Tg
1.19- 27) e a demonstrarem uma fé ativa, e não uma
prof issão de fé vazia (Tg 2.14-26). Adverte
solenemente contra a pecaminosidade de uma língua 
indom áve l1 (Tg 3.1-12; 4.11,12), a sabedoria carnal (Tg 
3.13-16), a conduta pecaminosa (Tg 4.1-10), a vida 
presunçosa1 2 (Tg 4.13-17), e a r iqueza egocêntrica (Tg 
5.1-6). Tiago encerra ressal tando a paciência, a oração 
e a restauração dos desviados (Tg 5.7-20).
Em todos os cinco capítulos destaca-se o 
re lacionamento entre a verdadeira fé e a vida piedosa. 
A fé genuína é uma fé provada (Tg 1.2-16), at iva (Tg
1.19- 27), pela qual se ama o próximo como a si mesmo 
(Tg 2.1-13), manifesta-se pelas boas obras (Tg 2.14-
1 Impossível de domar; indomesticável.
2 Que ou aquele que tem ou denota presunção; pretensioso.
107
26), mantém a l íngua sob rígido controle (Tg 3.1-12), 
busca a sabedoria de Deus (Tg 3.13-18), submete-se a 
Deus como ju s to ju iz (Tg 4.1-12), confia em Deus para
0 viver de cada dia (Tg 4.13-17), não é egocêntrica, 
nem l ibe r t ina1 (Tg 5.1-6), é paciente no sofrimento (Tg 
5.7-12) e d il igente1 2 na oração (Tg 5.13-20).
Características Especiais
Sete característ icas principais ass inalam esta
epístola:
1. É muito provável que ela tenha sido o primeiro livro 
do Novo Testamento a ser escrito.
2. Em bora contenha apenas duas referências nominais a 
Cristo, há nela mais alusões aos ensinos de Jesus do 
que todas as demais do Novo Testamento. Isso inclui 
15 referências ao Sermão do Monte.
3. Mais da metade dos seus 108 versículos são 
expressões imperativas , ou mandamentos.
4. Sob vários aspectos, é o livro de Provérbios do Novo 
Tes tamento , pois:
5. Es tá repleto de sabedoria divina e instruções 
práticas, visando a uma vida cristã realista;
a) Es tá escri to em esti lo sucinto3, com preceitosdiretos e analogias realistas.
b) Tiago é um hábil observador dos fenômenos 
naturais e da natureza humana pecaminosa. 
Repet idas vezes, ele extrai l ições disso para 
desmascarar esta última (Tg 3.1-12).
6. Mais do que qualquer outro livro do Novo 
Testamento, Tiago destaca o devido re lacionamento 
entre a fé e as obras (principalmente Tg 2.14-26).
1 Devasso, dissoluto, depravado, l icencioso.
2 Ativo, zeloso, aplicado. Ligeiro, rápido.
3 Breve, resumido, condensado, conciso.
108
7. Tiago, às vezes, é chamado o Amós do Novo 
Testamento por tratar com fi rmeza a in jus tiça e as 
desigualdades sociais.
109
Questionário
• Assinale com “X ” as alternativas corretas
6. Conforme a Palavra de Deus, é a condição básica 
para ser salvo e receber de Deus auxílio em todos os 
aspectos
a ) l | O amor
b ) 0 A fé
c ) |_j A alegria
d ) |_] O sofrimento
7. A Epís tola de Tiago foi originalmente escri ta para 
uma comunidade maior que uma igreja local , 
portanto , é classi ficada como
a) | I Epís to la comunitária
b ) |_] Epísto la pastoral
c M Epís to la universal
d)|_] Epís tola interdenominacional 8 9
8. Por tratar com firmeza a injustiça e as desigualdades 
sociais, Tiago às vezes é chamado de
a) Q Habacuque do Novo Testamento
b ) |______ j Malaquias do Novo Testamento
c ) l I Sofon ias do Novo Testamento
d ) 0 Amós do Novo Testamento
• Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
9 . m Mais do que qualquer outro livro do Novo 
Testamento, Tiago destaca o devido re lacionamento 
entre a fé e as obras
1 0 . 0 Tiago é um hábil observador dos fenômenos 
naturais e da natureza humana pecaminosa
110
Lição 5
Cartas Gerais: 1 e 2Pedro; l,2 ,3João e
Judas
Primeira 
Carta de 
Pedro
Autor: O Apóstolo Pedro 
Data: Cerca de 60-63 d.C.
Tema: Sofr imento por Amor a Cristo 
Palavras-Chave: Sofrer, sofrimento 
Versículos-chave: IPe 4.12-13
Esta é a primeira de duas cartas no Novo 
Tes tamento escri tas pelo apóstolo Pedro ( I P e 1.1; 2Pe
1.1). Ele testi f ica que escreveu sua primeira carta com 
a ajuda de Silvano (cuja forma con t rac ta1 em grego é 
Silas), como seu escriba ( IP e 5.12). O grego fluente de 
Silvano e seu esti lo l iterário aparecem aqui, enquanto 
que, possivelmente , o grego menos e sm erado1 2 de Pedro 
apareça na sua segunda epístola.
O tom e o conteúdo de IPedro combinam 
com o que sabemos a respeito de Simão Pedro. Os anos 
em que viveu no estreito convívio com o Senhor Jesus 
estão impl íc itos nas suas referências à morte de Jesus 
( IP e 1.11,19; 2.21-24; 3.18; 5.1) e à sua ressurreição 
( IP e 1.3,21; 3.21). Indiretamente, ele parece referir-se, 
inclusive, às ocasiões em que Jesus lhe apareceu na
1 Contraído.
2 Em que há esmero; apr imorado, apurado, elegante; bem- 
acabado, acabado.
111
Oaule ia , depois da ressurreição ( I r e z.23; o.2a; Jo 
21.15-23). Além disso, muitas semelhanças ocorrem 
entre esta carta e os sermões de Pedro regis trados em 
Atos.
Pedro dirige esta carta aos “estrangeiros 
d ispersos” nas províncias romanas da Ásia Menor ( IPe
1.1). Alguns destes, talvez hajam se conver tido no dia 
de Pentecoste , ao ouvirem a mensagem de Pedro, e 
re tornaram às suas respectivas cidades levando a fé que 
acabavam de conhecer (At 2.9,10). Estes crentes são 
chamados “peregrinos e foras te iros” ( IP e 2.11), 
re lembrando-lhes, assim, que a peregrinação cristã 
ocorre num mundo hostil a Jesus Cristo, mundo este do 
qual só podem esperar perseguição. É provável que 
Pedro escreveu esta carta em resposta a informes dos 
crentes da Ásia Menor sobre a crescente oposição a 
eles ( IP e 4.12-16) , ainda sem consentimento do 
governo ( I P e 2.12-17).
Pedro escreveu de “Babi lônia” ( I P e 5.13). 
Isto pode referir-se l i teralmente à cidade de Babilônia, 
na Mesopotâmia , ou pode ser uma expressão figurada 
referente a Roma, o centro principal de oposição a 
Deus, no século primeiro. Embora Pedro possa ter 
visitado alguma vez a grande colônia de judeus 
or todoxos em Babi lônia, é mais consen tâneo1 entender, 
. ,.1, : , -sença de Pedro, Cilas ( IPe 5.12) e Marcos 
( IPe 5.13), juntos em Roma (Cl 4.10).
Propósito
Pedro escreveu esta epístola de alegre 
esperança a fim de levar o crente a ver a perspectiva 
divina e eterna da sua vida terrestre e prover orientação
1 Apropr iado, adequado. Congruente, coerente.
112
prática aos cristãos que se encontravam sob o fogo do 
sofrimento entre os pagãos. O cuidado de Pedro visava 
evita r que os crentes não perturbassem sem necessidade 
o governo, e sim que seguissem o exemplo de Jesus no 
sofrimento, sendo inocente , mas portando-se com 
retidão e dignidade.
Visão Panorâmica
IPedro começa lembrando os leitores:
• De que têm uma vocação gloriosa e uma herança
celestial em Jesus Cristo ( IP e 1.2-5);
• De que sua fé e amor nesta vida estarão sujeitos as
provas e purif icações e que isso resultará em 
louvor, glória e honra na vinda do Senhor ( IP e 1.6- 
9);
• De que essa grande salvação foi predita pelos
profetas do Antigo Testamento ( IPe 1.10-12);
• De que o crente deve viver uma vida santa, bem
diferente do mundo ímpio ao seu redor ( I P e 1.13- 
21). Os crentes, escolh idos e santif icados ( I P e 1.2), 
são crianças em cresc imento que precisam do puro 
leite da Palavra ( I P e 2.1-3), são pedras vivas em 
que estão sendo edificadas como casa espir i tual 
( IPe 2.4-10) e peregrinos, caminhando em terra 
est ranha ( IP e 2.11,12); devem viver de modo 
honroso e humilde no seu trato com todas as 
pessoas durante a sua peregrinação aqui ( I P e 2.13- 
3.12).
A mensagem preem inen te1 de IPedro diz 
respeito à submissão e a sofrer, perseverando na 
retidão, por amor a Cristo, de conformidade com o 
próprio exemplo dEle ( IP e 2.18-24; 3.9-5.11). Pedro
1 Que ocupa lugar mais elevado.
113
assegura aos fieis que eles obterão o favor e a 
recompensa de Deus ao sofrerem por causa da jus tiça. 
No contexto desse ensino do sofrimento por Cristo, 
Pedro ressa lta os temas c o n ex o s1 da salvação, da 
esperança, do amor, da fé, da santidade, da humildade, 
do temor a Deus, da obediênc ia e da submissão.
Características Especiais
Cinco característ icas principais vemos nesta
epístola:
1. Juntamente com Hebreus e Apocalipse , sua 
mensagem gira em torno dos crentes sob a 
perspectiva de severa perseguição, por per tencerem a 
Jesus Cristo;
2. Mais do que qualquer outra epístola do Novo
Testamento, contém instruções sobre o
comportamento do cristão ante à perseguição e aos 
sofr imentos injustos ( IP e 3.9-5.11);
3. Pedro destaca a verdade de que o crente é 
estrangeiro e peregrino na terra ( I P e 1.1; 2.11);
4. Mui tos dos t ítulos do povo de Deus no Antigo 
Testamento são aplicados aos crentes do Novo 
Testamento ( IP e 2.5,9,10);
5. Contém um dos trechos do Novo Testamento de mui 
difíci l interpretação: quando, onde e como Jesus 
“pregou aos espíri tos em prisão, os quais em outro 
tempo foram rebeldes. . . nos dias de N oé” ( IPe 
3.19,20).
1 Que tem, ou em que há conexão.
114
Autor: O Apóstolo Pedro 
Data: Gerca de 66-68 d.G.
Tema: A Verdade de Deus e o Falso 
Ensino dos Homens 
Palavras-Chave: Saber, conhecimento , 
promessa
Versículo-chave: 2Pe 2.1
Na saudação, Simão Pedro identif ica-se 
como o autor da carta. Mais adiante ele declara aos 
seus lei tores que esta é a sua segunda epístola (2Pe
3.1), indicando ass im que está escrevendo aos mesmos 
crentes da Ásia Menor , a quem dir igira a primeira 
epístola ( IP e 1.1). Alguns estudiosos do passado e do 
presente, ignorando certas notáveis semelhanças entre 
1 e 2Pedro e destacando ao invés disso, as diferenças 
entre elas, supõem que não é de Pedro a autoria da 
carta. Essas diferenças de conteúdo, vocabulário, 
ênfases e esti lo l i terário podem ser uma decorrência 
das diferentes c ircunstânc ias de Pedro e de seus 
leitores, nas duascartas:
As c ircunstânc ias originais dos endereçados haviam 
mudado.
Antes, ardia o fogo da perseguição movida 
pela sociedade em derredor; agora, eram ataques 
vindos de dentro, através dos falsos mestres que 
ameaçavam os fundamentos da igreja: a verdade e a 
santidade.
As c ircunstânc ias de Pedro também eram outras.
Enquanto na primeira carta ele contou com a 
cooperação eficiente de Si lvano .na escri ta ( IP e 5.12), 
parece que agora este últ imo não estava disponível ao
Segunda 
Carta de 
Pedro
115
ser e s c m a e s t a s e g u n u a e p i s i o i a . r a i v e / , , r e u i u i cn na 
empregado seu próprio grego galileu singelo, ou 
serviu-se de um escriba menos hábil do que Silvano.
O Senhor Jesus Cristo é nosso Deus e Salvador, 
que nos resgatou e nos deu todas as coisas pertencentes 
à vida e à piedade. Em Sua primeira vinda manifestou 
outrora a Sua majestade, a qual foi vista pelo autor 
desta Epís to la e outras testemunhas . Agora é o 
Soberano Senhor que sabe livrar da tentação os 
piedosos, e a Quem somos exortados a conhecer mais e 
mais, para não ficarmos ociosos e infrutíferos na vida 
espiri tual . Ele há de vir outra vez, mas demorará, para 
que mais pessoas sejam salvas por meio do 
arrependimento e da fé nEle.
Sua vinda trará uma grande transformação a todo 
o mundo, porque haverá uma conf lagração1 em que os 
elementos se desfarão e haverá novos céus e uma nova 
terra.
Data e as Circunstâncias
Visto que Pedro, assim como Paulo, foi 
executado por decreto do perverso Nero (que, por sua 
vez, morreu em junho de 68 d.C.), é mais provável que 
Pedro escreveu esta epístola entre 66 e 68 d.C., pouco 
antes do seu martír io em Roma (2Pe 1.13-15).
Por sua referência à Primeira Epís to la vê-se que 
esta é dirigida às mesmas igrejas na Ásia Menor, e que 
é depois daquela. Como a primeira dava muitas 
exor tações posit ivas, esta fala acerca dos falsos 
mestres e dos seus erros, dando a entender que o erro 
estava mais desenvolvido ou, propagado e que Pedro 
t inha recebido notícias novas de lá. Só nesta Epís tola o
1 Revolução. Guerra generalizada.
116
autor faz referência à sua velhice e à morte próxima. 
Por essa razão, cremos que esta carta foi escri ta lá pelo 
ano 67.
A primeira carta foi escri ta com o propósi to de 
confortar os cristãos no meio de suas perseguições. 
Esta tem como objetivo ajudá-los na sua vida cristã, 
admoestando-os a que continuem fiéis, a despeito dos 
falsos mestres. O erro, porém, não estava tão 
desenvolv ido para que o autor o mencionasse por nome 
nem expl icasse ponto por ponto suas divergências da 
verdade. Pelo que podemos deduzir da carta, foi escri ta 
às igrejas que es tavam nas mesmas condições em que 
se encontravam as da Ásia Menor no tempo do martír io 
tradicional de Paulo e de Pedro. Da parte dos judeus e 
dos gentios, mestres do gnostic ismo queriam enganá- 
los; da parte do governo, começou a perseguição, 
porquanto não adoravam o imperador.
Propósito
Pedro escreveu:
• Para exortar os crentes a buscarem com di l igênc ia1 a
santidade de vida e o verdadeiro conhecimento de 
Cristo;
• Para desmascarar e repudiar a atividade traiçoeira 
dos falsos profetas e mestres que agiam nas igrejas 
da Ásia Menor, perver tendo a verdade bíblica.
• Pedro resume o propósi to do livro, em 2Pedro 
3.17,18, onde exorta os crentes verdadeiros: a 
estarem alerta para não serem enganados por 
homens perversos (2Pe 3.17); a crescerem “na graça 
e conhecimento de nosso Senhor e- Salvador Jesus 
Cris to” (2Pe 3.18).
1 Cuidado ativo; zelo, aplicação.
117
Visão Panorâmica
Esta breve epístola solenemente instrui os 
crentes a tomarem posse da vida e da piedade, 
mediante o verdadeiro conhecimento de Cristo. O 
primeiro capí tu lo acentua a importância do crescimento 
cristão. Tendo começado pela fé, o crente deve buscar 
dil igentemente a excelência moral, o conhecimento, a 
temperança, a perseverança, a piedade, o amor fraternal 
e a car idade (amor a lt ru ís ta1), que levam à fé madura e 
ao verdadeiro conhecimento do Senhor Jesus (2Pe 1.3- 
11).
O capítulo seguinte adverte solenemente 
contra os falsos profetas e mestres que surgem dentro 
das igrejas. Pedro os denuncia como anarquistas e 
pern ic iosos1 2 3 (2Pe 2.1,3; 3.17), que se comprazem nas 
concupiscências da carne (2Pe 2.2,7,10,13,14,18,19); 
são cobiçosos (2Pe 2.3,14,15), arrogantes (2Pe 2.18) e 
obstinados^ (2Pe 2.10) e que desprezam a autoridade 
(2Pe 2.10-12). Pedro procura resguardar os verdadeiros 
crentes contra as suas heresias destrutivas (2Pe 2.1) 
pondo a descoberto seus motivos e conduta malignos.
No capítulo 3, Pedro re fu ta4 o cetic ismo5 
desses mestres , no tocante à vinda do Senhor (2Pe 
3.3,4). Ass im como a geração dos dias de Noé, 
enganada, zombava da idéia do ju ízo da parte de Deus,
1 Desprendimento , abnegação.
2 Mau, nocivo, ruinoso; perigoso.
3 Pertinaz, firme, relutante. Teimoso, birrento. Inflexível, 
irredutível.
4 Dizer em contrário; desmentir; negar.
5 Atitude ou doutrina segundo a qual o homem não pode chegar a 
qualquer conhecimento indubitável, quer nos domínios das 
verdades de ordem geral, quer no de algum determinado domínio 
do conhecimento. Estado de quem duvida de tudo; descrença.
118
através de um grande dilúvio, esses outros zombadores 
estão igualmente cegos quanto às promessas da volta 
de Cristo. Mas, com a mesma certeza manifes ta no 
ju lgamento pelo dilúvio (2Pe 3.5,6), Cristo voltará e 
desintegrará a presente terra, no fogo (2Pe 3.7-12), e 
criará uma nova ordem sob a jus t iça (2Pe 3.13). Tendo 
em vista esse fato, os crentes devem viver vidas santas 
e piedosas na presente era (2Pe 3.11,14).
Características Especiais
Esta carta tem quatro carac terís t icas
principais:
1. Ela contém uma das declarações de maior peso em 
toda a Bíblia no tocante à inspiração, à 
f idedignidade e à autoridade das Sagradas Escrituras 
(2Pe 1.19-21);
2. 2Pedro 2 e a epís to la de Judas têm semelhanças 
notáveis na incriminação dos falsos mestres. Talvez 
Judas, enfrentando em data pos terior o mesmo 
problema dos falsos mestres, empregou trechos dos 
ensinos inspirados de Pedro, para transmiti r a mesm a 
lição (ver Introdução a Judas);
3. O capítulo 3 é um dos grandes capítulos do Novo 
Testamento sobre a segunda vinda de Cristo;
4. Pedro cita indiretamente os escri tos de Paulo como 
Escrituras, ao mencioná-los juntamente com “as 
outras Escr i turas” (2Pe 3.15,16).
119
Questionário
• Assinale com “X ” as alternativas corretas
1. Pedro testif ica que escreveu sua primeira carta com 
a ajuda de
a) l | Barnabé
b ) |_j Tíquico
c ) S Silvano
d ) l 1 Áquila
2. A mensagem de IPedro gira em torno dos crentes 
sob a perspectiva de severa perseguição, por 
pertencerem a Jesus Cristo, jun tamente com
aj f / l Hebreus e Apocalipse
b ) |_j Hebreus e Atos
c ) | | Atos e Apocalipse
d) l 1 Hebreus e Tiago
3. As duas cartas de Pedro são escritas aos crentes
a)|_| Romanos
bjf/1 Dispersos da Ásia Menor
c ) |_| Gregos
d ) | I Judeus
Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
4.R-1 IPedro foi escrita com o propósito de confor tar os 
cristãos no meio de suas perseguições
2Pedro 2 e a epístola de Tiago têm semelhanças5.
notáveis na incriminação dos falsos mestres
120
Primeira 
Carta de 
João
Autor: O Apóstolo João 
Data: 85-95 d.C.
Tema: Verdade e Justiça 
Palavras-Chave: Amor, conhecer ,
vida, luz, comunhão 
Versículos-chave: 1 Jo 5.11-12
Cinco l ivros do Novo Testamento levam o 
nome de João: um Evangelho, três epístolas e o 
Apocalipse. Embora João não se identif ique pelo nome 
nesta epístola, testemunhas do século II (Papias, Ir ineu, 
Tertuliano, Clemente de Alexandria) af irmam que ela 
foi escri ta pelo apóstolo João, um dos doze primeiros 
discípulos de Jesus. Fortes semelhanças no esti lo, no 
vocabulário e nos temas, entre U o ão e o Evangelhosegundo João, sancionam o testemunho f idedigno dos 
cristãos pr imitivos, af irmando que os dois livros foram 
escritos pelo apóstolo João; não há indicação dos 
destinatários desta carta, como também não há 
saudações, nem menção de pessoas, lugares ou eventos. 
A explicação mais provável dessa forma rara epis tolar 
é que João escreveu de onde residia, em Efeso, a certo 
número de igrejas da província da Ásia, que estavam 
sob sua responsabil idade apostólica (Ap 1.11), o 
assunto principal desta epístola é o problema dos falsos 
ensinos a respeito da salvação em Cristo e seu processo 
no crente. Certas pessoas, que an ter io rmente 
conviveram com os lei tores da epístola, deixaram as 
congregações ( l J o 2.19), mas os resul tados dos seus 
falsos ensinos continuavam a d is to rcer1 o evangelho, 
quanto a “saber” que t inham a vida eterna. 
Doutr inariamente , a sua heresia negava que Jesus é o
1 Mudar o sentido, a intenção, a substância de; desvirtuar.
121
carne ( l J o 4.2,3). Na área moral, ens inavam que não 
era necessário à fé salvífica ( l J o 1.6; 5.4,5), a 
obediência aos mandamentos de Jesus ( l J o 2.3-4; 5.3) 
e uma vida santa, separada do pecado ( l J o 3.7-12) e do 
mundo ( l J o 2.15-17).
O Autor
O apóstolo João, f ilho de Zebedeu, irmão de 
Tiago e que andou com o Senhor durante Seu 
ministér io terreno ( l J o 1.1-4; 4.14). É verdade que o 
autor não é nomeado na Epístola, como tampouco no 
quarto Evangelho , mas não há dúvida de que o mesmo 
homem foi usado pelo Espíri to Santo para escrever 
ambos os l ivros. O uso que faz das palavras-chaves 
“ luz” , “v ida” , “amor” é sufic iente para fazer-nos ver 
que é a mesma mente funcionando sob a inspiração do 
mesmo Espíri to. Não obstante, há muitas outras 
semelhanças, de maneira que sabemos que o apóstolo 
João é o autor humano da carta. No Evangelho segundo 
João, disse que foi ele quem reclinou sua cabeça sobre 
o peito de Jesus na últ ima ceia, e outra vez que foi 
aquele a quem o Salvador amava e de quem Pedro 
perguntou em João 21.20-24. Agora, comparando o 
prólogo do Evangelho (Jo 1.1-18) com o da Epístola 
( l J o 1.14), notando especialmente o uso do termo 
“V erbo” , existe uma prova clara, porque não há outro 
escri tor na Bíblia que use este modo de começar seus 
l ivros. Também a semelhança em suas referências ao 
pecado, à vida eterna, ao Salvador do mundo, à água e 
ao sangue, etc., mostra-nos que João é o autor de 
ambos os livros. Cer tamente o autor foi um apóstolo 
( l J o 4.6), que escreveu por inspiração consciente ( l J o 
5.13 e muitas outras referências).
122
A única re fe rência que faz exceção na tradição, 
de que João, o apóstolo , seja o autor desta Epístola , é a 
idéia apresentada, sem qualquer fundamento , de que 
algum ancião desconhecido, também chamado João, a 
tenha escri to. Todos os escri tores antigos, desde 
Pol icarpo em diante, a tr ibuem-na a João, o Apóstolo. 
Papias conheceu pessoalmente João, e Eusébio diz que 
Papias fazia citações desta Epístola, chamando-a “A 
Epístola anter ior de Jo ão ” . Achava-se no Muratori e no 
antigo Siríaco. Ir ineu, Clemente de Alexandria , 
Tertul iano e muitos outros fazem citações do livro 
como apostólico e inspirado.
Propósito
O propós ito de João ao escrever esta epís to la
foi duplo:
• Expor e reba ter os erros doutrinár ios e éticos dos 
falsos mestres;
• Exortar seus fi lhos na fé a manter uma vida de santa
comunhão com Deus, na verdade e na jus tiça , 
cheios de alegria ( l J o 1.4) e de cer teza da vida 
eterna ( l J o 5.13), mediante a fé obediente em Jesus, 
o Filho de Deus ( l J o 4.15; 5.3-12), e pela habitação 
interior do Espír i to Santo ( l J o 2.20; 4.4,13). Alguns 
crêem que a epís to la também foi escri ta como uma 
sequência do Evangelho segundo João.
Visão Panorâmica
A fé e a conduta estão for temente entre laçadas nesta 
carta.
Os falsos mestres, aos quais João chama aqui 
de “anticri s tos” ( l J o 2.18-22), apar taram-se do ensino 
apostól ico sobre Cristo e a vida de retidão. De modo
123
com veem ênc ia1 os falsos mest res ( l J o 2.18,19,22,23, 
26; 4.1,3 ,5) com suas crenças e conduta destruidoras.
Do ponto de vista posi t ivo, U oão expõe as 
caracterís t icas da verdadeira comunhão com Deus ( l J o 
1.3-2.2) e revela cinco evidências específicas pelas 
quais o crente poderá “saber” , com confiança e certeza, 
que tem a vida eterna:
1. A evidência da verdade apostól ica a respeito de 
Cristo ( l J o 1.1-3; 2.21-23; 4.2,3 ,15; 5.1,5,10,20);
2. A evidência de uma fé obediente que guarda os 
mandamentos de Cristo ( l J o 2.3-11; 5.3,4);
3. A evidência de um viver santo, isto é, afastar-se do 
pecado, para comunhão com Deus ( l J o 1.6-9; 2.3- 
6,15-17,29; 3.1-10; 5.2,3);
4. A evidência do amor a Deus e aos irmãos na fé ( l J o 
2.9-11; 3.10,11,14,16-18; 4.7-12,18-21) ;
5. A evidência do tes temunho do Espíri to Santo no 
crente ( U o 2.20,27; 4.13). João afirma, por fim, que 
a pessoa pode saber com cer teza que tem a vida 
eterna ( l J o 5.13) quando estas cinco evidências são 
manifestas na sua vida.
Características Especiais
Cinco característ icas principais há nesta
epístola:
1. Ela define a vida cristã empregando termos 
contrastantes e evitando todo e qualquer meio- termo 
entre luz e trevas, entre verdade e mentira, entre 
jus tiça e pecado, entre amor e ódio, entre amar a 
Deus e amar ao mundo, entre f ilhos de Deus e filhos 
do diabo, etc.
1 Intensidade, atividade, vivacidade.
124
2. É importante r e ssa l ta r1 que este é o único escri to do 
Novo Tes tamento que fala de Jesus como nosso 
“Advogado (gr. parak le to s) para com o Pa i” , quando 
o crente fiel peca ( l J o 2.1,2; cf. Jo 14.16,17,26; 
15.26; 16.7,8).
3. A mensagem de U o ã o fundamenta-se quase que 
in te iramente no ensino apostólico, e não na 
revelação anter ior do Antigo Testamento ; não há 
c laramente na car ta referências às Escri turas do 
Antigo Testamento.
4. Visto tratar da cris tologia, e ao mesmo tempo refutar 
de te rminada heresia, a carta focaliza a encarnação e 
o sangue (i.e., a cruz) de Jesus, sem mencionar 
especif icamente a sua ressurreição.
5. Seu esti lo é simples e re itera tivo1 2, à medida que João 
apresenta certos termos principais, como “luz” , 
“verdade” , “c rer” , “permanecer” , “conhece r” , 
“amor” , “ju s t i ç a” , “ tes temunho” , “nascido de D eu s” 
e “vida e te rna” .
1 Tornar saliente; dar vulto ou relevo a; relevar, destacar.
2 Repet it ivo, renovado; iterativo.
125
Autor: O Apósto lo João 
Data: 85-95 d.C.
Segunda Tema: Andando na Verdade 
Carta de J o ã o Palavras-Chave: Amor, Verdade 
Versículos-chave: 2Jo 9-10
João dirige esta car ta “à senhora eleita e a 
seus f i lhos” (2Jo 1). Alguns in terpretam “a senhora 
e le i ta” , f iguradamente, como uma igreja local , sendo 
“ seus f i lhos” os membros dessa igreja e sua “irmã, a 
e le i ta” (2Jo 13), como uma congregação idêntica. 
Outros interpre tam a endereçada, l i teralmente, como 
uma viúva cristã de destaque, conhecida de João, numa 
das igrejas da Ásia Menor, sob seus cuidados pastorais. 
A família dessa senhora (2Jo 1), bem como os filhos da 
sua irmã (2Jo 13) são pessoas de destaque entre as 
igrejas daquela região.
Autor
O autor se identifica como “o ancião” (2Jo 
1). Provavelmente, um tí tulo honroso atribuído ao 
apóstolo João nas duas décadas finais do século I, 
devido a sua idade avançada e sua respeitável posição 
de autoridade espiritual como o único dos doze 
apóstolos ainda vivo.
Data
r
Como as outras epístolas de João, 2João 
provavelmente foi escri ta de Éfeso, em fins da década 
de 80 ou no começo da década de 90 d.C.
126
Propósito
João escreveu esta carta a f im de prevenir “a 
senhora e le i ta” contra os falsos obreiros (mestres, 
evangelis tas e profetas) que perambulavam pelas 
igrejas. Os tais abandonaramos ensinos do evangelho e 
propagavam os seus falsos ensinos. A dest inatária não 
devia recebê-los , dia logar com eles, nem auxiliá-los. 
Fazer isso, s ignif icar ia ajudá-los a d is seminar os seus 
erros e par tic ipar da sua culpa. A carta repudia o 
mesmo falso ensino denunciado em U oão .
Visão Panorâmica
Esta epís to la realça uma adver tênc ia1, que 
também se acha em U oão , sobre o per igo de falsos 
mestres que negam a encarnação de Jesus Cristo e que 
se afastam da mensagem do evangelho (2Jo 7,8). João 
se alegra por ver que “a senhora e le i ta” e seus filhos 
“andam na verdade” (2Jo 4). O verdadeiro amor cristão 
deve ser obediente aos mandamentos de Cris to e ser 
mútuo entre os irmãos (2Jo 5,6). O amor cris tão deve 
também incluir o discernimento" entre a verdade e o 
erro, e também não dar apoio aos falsos mestres (2Jo 7-
9). Receber amavelmente os falsos mestres é part ic ipar 
dos seus erros (2Jo 10,11). A carta é breve, pois João 
planeja uma visita para breve, e ass im falar-lhe “de 
boca a boca” (2Jo 12). 1 2
1 Admoestação, aviso, adversão.
2 Faculdade de ju lgar as coisas clara e sensatamente; critério, 
tino, juízo.
127
epístola.
1. É o menor livro do Novo Testamento;
2. Tem semelhanças surpreendentes com 1 e 3João, 
quanto à sua mensagem, vocabulário e esti lo simples 
de escrita;
3. Consti tui -se num importante complemento à 
mensagem de 3João, como prevenção quanto a 
receber e ajudar obreiros estranhos, desconhecidos. 
Conclui, insist indo na necessidade de cuidadoso 
discernimento, à luz dos ensinos de Cristo e dos 
apóstolos, antes de alguém apoiar esses falsos 
obreiros.
S ã o t r ês as c a r a c t e r í s t i c a s p r i n c i p a i s d e s t a
128
Terceira 
Carta de 
João
Autor: O Apósto lo João 
Data: 85-95 d.C.
Tema: Procedendo com Fidel idade 
Palavras-Chave: Amor, verdade 
Versículo-chave: 3Jo 11
Esta carta pessoal é endereçada a um fiel 
cr istão chamado Gaio (3Jo 1), talvez pertencente a uma 
das igrejas da Ásia Menor. Ass im como as demais 
epís to las de João, Em fins do primeiro século, 
minis tros i t inerantes1 da igreja via javam de cidade em 
cidade, sendo com um ente1 2 sustentados pelos crentes 
que os acolhiam em casa e os a judavam nas despesas 
de v iagem (3Jo 5-8; 2Jo 10). Gaio era um dos mui tos 
cr istãos dedicados que graciosamente acolhiam e 
auxil iavam ministros via jantes de confiança (3Jo 1-8). 
Ao mesmo tempo, um homem de projeção chamado 
Diótrefes res ist ia com arrogância à autoridade de João 
e recusava hospital idade aos irmãos viajantes, enviados 
da parte deste.
Propósito
João escreveu para dar testemunho de Gaio 
pela sua fiel hospi ta lidade e ajuda prestada aos fiéis 
obreiros viajantes, para fazer uma adver tência indireta 
ao pe tu lan te3 Diótrefes e para preparar o caminho da 
sua própr ia visi ta pessoal.
1 Que viaja, que percorre it inerários.
2 Em geral, ordinariamente.
3 Atrevido, ousado, insolente.
129
visão ranoramica
Três homens são mencionados por nome em
3João:
1. Gaio é calorosa e honrosamente mencionado pela sua 
piedosa vida na verdade (3Jo 3,4), e pela sua 
hospi ta lidade exemplar para com os irmãos viajantes 
(3Jo 5-8);
2. Diótrefes, um dirigente ditador, é denunciado pelo 
seu orgulho (“procura ter entre eles o p r im ado” , 3Jo
9 ) , cujas manifestações são: rejei tar uma carta 
anterior de João (3Jo 9), calúnia contra João (3Jo
10) , recusar o acolhimento aos mensage iros de João 
e ameaçar com exclusão aqueles que os receberem 
(3Jo 10);
3. Demétrio, talvez o portador desta carta, ou pastor de 
uma comunidade na vizinhança, é louvado como um 
homem de boa reputação e lealdade à verdade (3Jo 
12).
Características Especiais
Duas característ icas principais sobressaem 
nesta epístola:
1. Embora seja pequena, dá uma noção de várias 
facetas impor tantes da história da igreja primitiva, 
perto do final do século I.
2. Há semelhanças notáveis entre 3João e 2.1oão. 
Mesmo assim, as duas epístolas diferem entre si em 
um aspecto importante: 3João elogia a hospital idade 
e ajuda oferecida aos bons ministros viajantes, ao 
passo que 2João acentua que não se conceda 
hospi ta lidade e sustento a maus obreiros, para não 
sermos culpados de apoiar seus erros ou más obras.
130
Autor: Judas 
Data- 70-80 d .ü .
Tema: Batalhar pela Fé 
Palavras-Chave: Luta, a fé, manter 
Versículo-chave: Jd 3
Esta curta epístola, porém de l inguagem 
enérg ica , | foi escri ta contra os falsos mestres, /que eram 
aber tamente an t inomin ianos1 e que j zombando, 
re je itavam a revelação divina a respeito da Pessoa e da 
natureza de Jesus Cristo, segundo as EscriturasI(Jd 4). 
Dessa maneira ,^div id iam as igrejas,y concernente à fé 
(Jd 19a,22) e quanto à conduta (Jd 4,8,16). Judas 
descreve esses homens vis como “ím pios” (Jd 15), que 
“não têm o Espír i to” (Jd 19).
O possível re lacionamento entre Judas e 
2Pedro 2.1-3.4 depende do fator data do primeiro. O 
mais provável é que Judas t inha conhecimento de 
2Pedro (Jd 17,18) e, daí, sua epís to la se si tuaria 
poster iormente , isto é, entre 70-80 d.C. Não está 
esc larecido sobre os destinatár ios , mas podem ter sido 
os mesmos de 2Pedro (ver in trodução de 2Pedro).
Autor
O escritor é Judas, meio irmão do Senhor 
Jesus (Mc 6.3). “Irmão de T iago” (Jd 1).
Judas se identi fica s implesmente como o 
“irmão de T iago” (Jd 1). Os únicos irmãos do Novo 
Tes tamento que têm nomes de Judas e Tiago são os 
dois meio-irmãos de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3). Talvez
Cartas de 
Judas
1 Ensinavam que a salvação pela graça lhes permitia pecar sem 
haver condenação.
131
do seu irmão, sendo dirigente da igreja de Jerusalém 
serviria para esc la recer sua própr ia identidade e 
posição.
Propósito
Judas escreveu esta carta:
• Para, com empenho, advertir os crentes sobre a
grave ameaça dos falsos mestres e sua inf luência 
destru idora nas igrejas;
• Para energicamente conclamar todos os verdadeiros 
crentes a resolu tamente “batalhar pela fé que uma 
vez foi dada aos santos” (Jd 3).
Visão Panorâmica
Seguindo-se à saudação (Jd 1,2), Judas 
revela que sua primeira intenção era escrever sobre a 
natureza da salvação (Jd 3a). Em vez disso, ele foi 
movido a esc rever sobre o assunto que se segue, por 
causa dos mestres apóstatas que estavam pervertendo a 
graça de Deus e, ao agirem assim, corrompiam a 
verdade e o caminho da retidão nas igrejas (Jd 4). 
Judas os acusa de impureza sexual (Jd 4,8,16,18), 
l iberais como Caim (Jd 11), cobiçosos como Balaão (Jd
11), rebeldes como Coré (Jd 11), arrogantes (Jd 8,16), 
enganosos (Jd 4 a , 12), sensuais (Jd 19) e causadores de 
divisões (Jd 19). Afirma a certeza do ju lgamento divino 
contra todos que vivem em tais pecados e i lustra esse 
fato com seis exemplos do Antigo Testamento (Jd 5- 
11). Os doze fatos descritivos da vida deles revelam 
que a medida do seu pecado está cheia para o 
ju lgamento divino (Jd 12-16). Os crentes são 
despertados a crescer na fé e a ter compaixão com
132
temor, no tocante àqueles que estão vacilando na fé (Jd 
20-23). Judas termina com palavras de louvor a Deus, 
de grande inspiração, ao im pe t ra r1 a sua bênção (Jd 
24,25).
Características Especiais
Quatro caracterís t icas principais estão nesta
epístola:
1. Contém a incriminação mais vigorosa e direta do 
Novo Testamento sobre os falsos mestres. Chama a 
atenção de todas as gerações para a gravidade do 
perigo constante da falsa doutr ina contra a genuína 
fé e a vida santa;
2. Exempli f ica o caso de i lus trações tríplices, e.g., três 
exemplos de ju lgamento t irados do Antigo 
Testamento (Jd 5-7), uma descrição tr íplice dos 
falsos mestres (Jd 8) e três exemplos de homens 
ímpios, t irados do Antigo Testamento (Jd 11);
3. Sob a plena inf luência do Espíri to Santo, Judas fez 
menção de vários escritos:
a) As Escrituras do Antigo Testamento (Jd 5-7,11);
b) As tradiçõesjudaicas (Jd 9,14,15);
c) Citando dire tamente 2Pedro 3.3, que ele confi rma 
como procedente dos apóstolos (Jd 17,18).
4. Contém a bênção mais sublime do Novo Testamento.
1 Rogar, suplicar, pedir, requerer. Obter mediante súplicas.
133
Questionário
• Ass inale com “X ” as alternativas corretas
6. Autor de cinco livros do Novo Testamento divididos 
em um Evangelho, três epístolas e o Apocalipse.
a ) |_| Pedro (apóstolo)
b) | , l João (apóstolo)
c ) |_| Paulo (apóstolo)
d ) |_] João Marcos
7. João em sua segunda epís to la se identifica como
a) |_I Pregador
b ) l | Miss ionário
c ) |_| Pastor
d ) |yl Ancião
8. 3João é uma carta pessoal endereçada a um fiel 
cr istão talvez pertencente a uma das igrejas da Ásia 
Menor por nome de
a) F71 Gaio
b ) |_| Diótrefes
c ) |_j Onésimo
d) D Silas
• Marque “C ” para Certo e “E ” para Errado
9 . 0 Os únicos irmãos do Novo Testamento que têm 
nomes de Judas e Tiago são os dois meio- irmãos de 
Jesus
10.Qj Judas revela que sua primeira intenção era 
escrever sobre os mestres apóstatas que estavam 
pervertendo a graça de Deus. Em vez disso, ele foi 
movido a escrever sobre a natureza da salvação
134
Epístolas Paulinas e Gerais
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CONDE, Emílio; Tesouro de Conhecimento Bíblico', 5a 
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JOSEFO, Flávio; H istória dos Hebreus', 4a Ed. CPAD; 
Rio de Janeiro, 2000.
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