Apostila - Materiais e componentes das argamassas
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Apostila - Materiais e componentes das argamassas


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grande parcela de materiais muito finos, os quais podem ser
retirados por processo de lavagem, porém com desvantagem de encarecer o produto.

? De escória \u2013 Obtida pela fragmentação da escória pelo resfriamento brusco após a
utilização de materiais em alto-forno.

? De praias e dunas \u2013 Normalmente não são utilizadas pelo elevado índice de finura
e teor de cloreto de sódio.

Tecnologia das argamassas

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Qualidade dos agregados
 Muito se ouve falar sobre a qualidade de agregados utilizados em concretos, não
sendo dada a mesma importância quando utilizado em argamassas.

 As construções devem ser planejadas para, entre outras características, serem
duráveis e resistirem satisfatoriamente às solicitações à elas impostas durante o seu
período de utilização.

 Não é justificável portanto, a inexistência de controle da qualidade dos materiais
utilizados nas argamassas.

A procedência dos agregados é de extrema importância para a construção civil,
visto que, dependendo do local de sua extração, poderá ter na sua constituição materiais
que podem vir a causar danos durante a confecção da argamassa e também durante o
período de uso da mesma. Podem estar contidos nas areias, aglomerados argilosos,
matéria orgânica, minerais oxidados de ferro, materiais pulverulentos, entre outros.

Argilas:
 Normalmente possuem uma superfície específica maior que a da areia,
favorecendo um acúmulo de aglomerantes ao seu redor. Se a argila for do grupo das
montmorilonitas ou esmectitas, são possíveis fenômenos de expansão e retração do
sistema em função da variação da umidade.

Minerais de ferro:
Podem vir a formar compostos expansivos resultantes de reações oxidantes.

Podem se manifestar em forma de manchas ou vesículas na superfície do revestimento.

Matéria orgânica:
 Resultante de restos de vegetais, pode inibir o endurecimento do aglomerante,
provocando o aparecimento de vesículas de cor escura.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS AGREGADOS:
Materiais pulverulentos:
 Segundo a NBR 7219 (ABNT, 1987), materiais pulverulentos são \u201c partículas
minerais com dimensão a 0,075 mm, inclusive os materiais solúveis em água presentes
nos agregados\u201d.
Massa específica aparente
 É a massa por unidade de volume, incluindo neste o material sólido e os vazios
permeáveis. Pode ser determinado pelo frasco de Chapmann ou picnômetro.

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Massa específica absoluta
 É a massa por unidade de volume, incluindo neste apenas o material sólido que
compõe os grãos. Normalmente, não tem grande aplicação na construção civil.
Massa unitária
 É a massa por unidade de volume, incluindo neste o volume aparente dos grãos e
dos vazios intergranulares. A massa unitária tem grande importância na tecnologia pois
é por meio dela que pode-se converter as composições das argamassas e concretos
dadas em peso par volume e vice versa.
 O teor de umidade influencia grandemente o peso unitário dos agregados
miúdos devido ao fenômeno do inchamento.
Granulometria

Definição
 Denomina-se composição granulométrica de um agregado a proporção relativa,
expressa em percentagem, dos diferentes tamanhos de grãos que constituem o material.
Pode ser expressa pelo material que passa ou pelo material retido, por peneira ou
acumulado.
 É determinada por peneiramento em peneiras com malhas de forma quadrada e
uma sequência tal que o lado de cada abertura tenha sempre o dobro do lado da abertura
da peneira anterior, começando pela peneira 0,15.
 Existem outras peneiras com aberturas diferentes das da série normal, utilizadas
para caracterização de dimensões características máximas e mínimas das partículas.
Estas constituem a série intermediária, de acordo com a NBR 7211/1983.

Série Normal (abertura mm) Série Intermediária (abertura mm)
76 --
-- 64
-- 50
38 --
-- 32
-- 25
19 --
-- 12.5

9.5 --
-- 6.3

4.8 --
2.4 --
1.2 --
0.6 --
0.3 --
0.15 --

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Dos ensaios de peneiramento determina-se os seguintes parâmetros:
 Dimensão máxima característica: Corresponde à abertura de malha, em mm,
da peneira da série normal ou intermediária, a qual corresponde uma percentagem retida
acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa.
 Dimensão mínima característica: Corresponde à abertura de malha, em mm,
da peneira da série normal ou intermediária, a qual corresponde uma percentagem
retida acumulada igual ou imediatamente superior a 95% em massa.

 Módulo de finura: É o valor da soma das percentagens retidas acumuladas nas
peneiras da série normal, dividido por 100.

Limites granulométricos do agregado miúdo: (NBR 7211/2005)

Zona utilizável Zona ótima Zona utilizável Zona ótima
9,5 0 0 0 0
6,3 0 0 0 7
4,8 0 0 5 10
2,4 0 10 20 25
1,2 5 20 30 50
0,6 15 35 55 70
0,3 50 65 85 95

0,15 85 90 95 100

Limites inferiores Limites superioresabertura de malha

Tolerância das peneiras

A forma de apresentação dos resultados, normalmente se dá de forma gráfica

Curvas Granulométricas
0

10
20
30
40
50
60
70
80
90

100
fundo 0,15 0,30 0,60 1,20 2,40 4,80 6,30 9,50

Diâmetro das Peneiras

%
 R

et
id

a
ac

um
ul

ad
a Zona

utilizável

Zona
utilizável

Zona ótima

Zona ótima

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CARACTERÍSTICAS DA AREIA

PROPRIEDADES Quanto menor o módulo
de finura

Quanto mais descontínua
for a granulometria

Quanto maior o teor de
grãos angulosos

Trabalhabilidade Melhor Pior Pior
Retenção de água Melhor Variável Melhor
Elasticidade Pior Pior Pior
Retração na secagem Aumenta Aumenta Variável
Porosidade Variável Aumenta Variável
Aderência Pior Pior Melhor
Resist. Mecânica Variável Pior Variável
Impermeabilidade Pior Pior Variável

Efeito Parede

Ocorre com agregados de maiores dimensões; Deve-se observar que o agregado
grosso possui um poro de maior volume que um fino e, consequentemente, um maior
vazio junto à superfície. Estes vazios serão preenchidos, durante o processo de aplicação
da argamassa em uma parede, por material fino. Assim, a argamassa que ficará junto à
parede deverá possuir maior concentração de grãos finos, de forma a possibilitar maior
contato do aglomerante nos poros da superfície de sustentação (PINTO, 1996).

Isto demonstra a necessidade de grãos finos próximos à superfície, a fim de
evitar-se grandes vazios nesta região.

Umidade dos agregados
 O conhecimento do teor de umidade é de grande importância no estudo dos
agregados, principalmente dos miúdos devido ao fenômeno do inchamento.
 O teor de umidade é definido como a razão entre a massa de água contida numa
amostra e a massa dessa amostra seca. O resultado normalmente é expresso em
porcentagem.
 A umidade dos agregados oferece características importantes ao material. Para
ser trabalhável, deve-se adicionar água ao agregado, fato que aumenta a coesão entre os
grãos. Esta resistência tem que ser vencida durante a aplicação do material, através de
um esforço cortante entre as partículas, fazendo-a comportar-se como um fluido
(princípio de desempenar uma argamassa).
 A dimensão dos grãos de areia, também exerce influência sobre o
comportamento areia-água;
 Quando é aumentada a superfície específica