Prévia do material em texto
Saúde Coletiva Introdução à saúde coletiva O que é saúde coletiva? Composta pela integração das ciências sociais com políticas de saúde coletiva Variáveis de cunho social, econômico e ambiental que acarretam no desenvolvimento de cenários regionais através de associações de dados => Através dessas informações é possível elaborar políticas eficiente => Ampliar a compreensão sobre a saúde, partindo de variáveis históricas, sociológicas, etc Quando surgiu? A partir de um movimento sanitarista que deu início ao SUS (Sistema Único de Saúde) Termo criado meio a ditadura – final da década de 70 Universidades tiveram papel fundamental Assistência à saúde bem mais que atendimento médico Campo da saúde Abrange um conjunto complexo de práticas e saberes: Organizações da sociedade civil Instituições de pesquisa e ensino Instituições que prestam assistência à saúde da população Desafios dentro do SUS Oferecer um serviço de qualidade a todos Vacinação, recebimentos de remédios gratuitos para doenças crônicas, tratamentos, etc Construção de uma carreira para os profissionais da equipe básica Saúde pública x saúde coletiva Saúde coletiva: aspectos além da dimensão corporal dos indivíduos Melhorar qualidade de vida Permitir o exercício da liberdade humana Saúde pública: conjunto de ações e serviços de caráter sanitário para prevenir ou combater riscos Controlar incidência de doenças Organizar os serviços de saúde e sistemas Saúde coletiva no mundo Saúde coletiva no Brasil Colônia: assistência à saúde era realizada por pajés, jesuítas e pelos boticários Surgem as “Santas Casa de Misericórdia”, para suprir o vazio assistencial do país (para ricos) 1902: primeiras medidas sanitárias no Brasil 1904: Revolta da Vacina Médico Oswaldo Cruz liderou Doenças como malária, varíola, febre-amarela, e peste bubônica Auge do conflito de uma vacinação anti-varíola e a população saiu às ruas O sucessor de Oswaldo Cruz, foi Carlos Chagas, que em 1920, conseguiu introduzir a propaganda e a educação sanitária na rotina de ação 1972: primeiras representações sanitaristas no Brasil *Reforma Sanitária aconteceu no contexto da luta contra ditadura 1986: VIII Conferência Nacional da Saúde pelo Ministério da Saúde 1988: Constituição sugerindo a criação do SUS Processo saúde doença Conceito de saúde Completo bem-estar físico, social e mental (não apenas a ausência de doenças) => Bem-estar físico: não há apenas a saúde de um órgão, mas sim do todo, completa => Bem-estar social: ajuste das exigências do meio => Bem-estar mental: ajuste às condições de vida, com equilíbrio, tolerância compreensão Direito fundamental Resultante da alimentação, habitação, acesso, formas de organização social da produção Fatores que influenciam nas condições da saúde Condicionantes biológicos: idade, sexo, características genéticas Meio físico: condições geográficas, características da ocupação humana, condições da habitação Meio socioeconômico e cultural: níveis de ocupação e renda, educação, lazer, liberdade, etc Qualidade de vida e saúde (QV) Método utilizado para avaliar as condições de vida dos indivíduos Definição: sensação íntima de conforto, bem-estar ou felicidade no desempenho de funções físicas, intelectuais e psíquicas dentro da realidade da sua família, do seu trabalho e dos valores da comunidade a qual pertence Doença Conceito: Ausência de saúde, provocando distúrbios das funções físicas e mentais. Pode ser causada por fatores exógenos ou endógenos CID (Classificação Internacional das Doenças) => Ferramenta epidemiológica que fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças Processo O processo saúde doença surge a partir de diferentes dimensões: 1. Microestrutural (molecular ou celular) 2. Microsistêmica (metabolismo ou tecido) 3. Subindividual (órgão ou sistema) (molecular ou celular) 4. Clínica individual - casos 5. Epidemiológica (população sob risco) 6. Interfaces ambientais (ecossistemas) 7. Simbólica (semiológica e cultural) Compreendido em três níveis: 1. Observador: alteração celular, sofrimento ou problema de saúde 2. Individual: alteração fisiopatológica, sofrimento e representação (mediada por valores culturais) 3. Coletivo: possui expressão populacional (demográfica, ecológica), cultural (conjunto de regras) e espacial (organização e disposição) Epidemiologia Estudo da frequência, distribuição e dos determinantes dos problemas de saúde em populações, e a aplicação desses estudos no controle dos eventos relacionados à saúde Aplicada para informar a situação de saúde da população, investigar os fatores determinantes de Saúde e avaliar o impacto das ações para alterar a situação encontrada PREVALÊNCIA: número de casos existentes de uma doença no momento INCIDÊNCIA: frequência que surge novos casos em um determinado intervalo de tempo Conceitos importantes: => Mortalidade: declarações de óbitos => Morbidade: comunicação de uma doença ou agravo à saúde feita a autoridade sanitária => Razão de chances e risco relativo: quantas vezes maior é a chance/risco de um indivíduo estar doente entre aqueles que estão expostos e não expostos => Causalidade: explica a ocorrência da doença ou de outros eventos ligados à saúde Indicadores auxiliam a medir simultaneamente o impacto da mortalidade e dos problemas de saúde que afetam a qualidade de vida dos indivíduos: => DALY: mede os anos de vida perdidos por morte prematura; => YLL-Years oflifelost: anos de vida perdidos por morte prematura ou incapacidade => YLD –Yearslived with disability: anos de vida vividos com incapacidade. Políticas de Saúde no Brasil Trajetória 1808: Chegada da monarquia em 1808 (controle de doenças nos portos) Independência do Brasil 1822 Outras políticas foram implementadas, ainda sobre o controle dos portos do Brasil 1889 Estruturas de saúde com ênfase na polícia sanitária Administração de saúde centrada nos municípios Criação das primeiras instituições de controle sanitário dos portos e de epidemias Diretoria Geral de Saúde Pública; 1889 Incipiente assistência à saúde pela previdência social; 1930 Dicotomia (oposição) entre saúde pública e previdência social. Predominância de doenças pestilenciais (febre amarela,varíola) e doenças de massa (tuberculose) Saúde pública institucionalizada pelo Ministério da Educação e Saúde Pública 1930 Campanhas de Saúde pública contra a febre amarela e a tuberculose 1945 Predominância de endemias rurais (doenças de chagas, esquistossomose, malária) Criação do Ministério da Saúde (1953) 1945 Emergências de doenças modernas, como: crônico-degenerativas, acidentes de trabalho 1964 Surgimento de empresas de saúde 1988: Constituição – SUS SUS Criado com princípios doutrinários, que são a base de tudo que é realizado para a população Princípios: a. Universalização: acesso às ações deve ser garantido a todas as pessoas b. Equidade: garante a igualdade da assistência à saúde sem preconceitos ou privilégios c. Integralidade: considera o indivíduo como um todo, e as ações de saúde devem atender a todas as necessidades d. Hierarquização: é um conjunto de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, para todos os níveis de complexidade e. Participação popular: democratização dos processos decisórios dos serviços de saúde f. Descentralização: consolidada com a municipalização, torna o município gestor do SUS