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DIREITO TRIBUTÁRIO
QUESTÕES DISCURSIVAS
Livro Eletrônico
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Questões Discursivas
DIREITO TRIBUTÁRIO
Maria Christina Barreiros D’ Oliveira
Sumário
Questões Discursivas ..................................................................................................................... 3
Gabarito Comentado .................................................................................................................... 35
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Questões Discursivas
DIREITO TRIBUTÁRIO
Maria Christina Barreiros D’ Oliveira
QUESTÕES DISCURSIVAS
XIII – Exame/OAB
001. O setor contábil da pessoa jurídica LP Ltda. entrega ao Fisco a Declaração de Débitos e 
Créditos Tributários Federais (DCTF), devidamente preenchida, com relação ao recolhimento 
da contribuição para o PIS e da COFINS. A Fazenda Nacional atestou que os respectivos tribu-
tos declarados no documento foram recolhidos a menor e enviou simples aviso de cobrança, 
quanto à diferença não recolhida. Para participar em procedimento licitatório de seu interesse, 
a LP Ltda. não pode apresentar pendências fiscais e, por isso, interessa saber, com base na 
situação descrita:
a) Houve a constituição do crédito tributário relativo à diferença do valor já declarado mas não 
recolhido pela LP Ltda.? Qual a posição dominante no STJ sobre o momento da constituição 
do crédito tributário? (Valor: 0,65)
b) A pessoa jurídica tem direito subjetivo à expedição de certidão negativa ou positiva com 
efeito de negativa? (Valor: 0,60) O examinando deve fundamentar corretamente sua resposta. 
A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua.
002. No município X, a lei determina que, no caso de aquisição de imóvel em hasta pública, 
o fato gerador do Imposto sobre Transmissão inter-vivos, a qualquer título, por ato oneroso, 
de bens imóveis (ITBI) ocorre quando do registro do título aquisitivo no Registro de Imóveis. 
Em março de 2012, um imóvel localizado no município X é arrematado em hasta pública, e o 
arrematante paga o ITBI antecipadamente. A emissão da carta de arrematação e o registro da 
mesma no competente cartório do Registro de Imóveis ocorrem em maio do mesmo ano. Em 
novembro do referido exercício, o município X publica lei (vigente a partir da publicação) aumen-
tando a alíquota de ITBI e, ato contínuo, emite lançamento para cobrar, do citado arrematante, 
a correspondente diferença de ITBI em relação ao já pago. Responda fundamentadamente:
a) O ITBI incidente sobre a operação narrada deveria ter sido recolhido ao município X? 
(Valor: 0,25)
b) Procede a cobrança, pelo município X, da diferença referida no enunciado? (Valor: 1,00) A 
simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua.
003. Julgada procedente a ação de repetição de indébito de imposto recolhido em 2009, pro-
posta em face da Fazenda Estadual, José da Silva recorreu da decisão que lhe foi favorável, 
pretendendo alterar o marco temporal de aplicação dos juros moratórios constante da decisão 
judicial. O julgado determinou como devida a incidência dos juros moratórios na ordem de 1% 
ao mês, a contar do trânsito em julgado da sentença, contrariando a pretensão autoral, que 
pleiteava o início do cômputo a partir da realização do pagamento indevido. Considerando que 
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a legislação do Estado em questão não possui nenhuma norma própria a regular os índices de 
juros do imposto a ser restituído, responda aos itens a seguir.
a) O contribuinte tem razão? Resposta fundamentada. (Valor: 0,80)
b) Acaso a ação repetitória tratasse de um tributo federal, a contagem acerca da incidência 
dos juros seria diferente? Resposta fundamentada. (Valor: 0,45) Justifique utilizando todos os 
fundamentos jurídicos aplicáveis à espécie. A simples menção ou transcrição do dispositivo 
legal não pontua.
004. Uma pessoa jurídica, contribuinte do ICMS do Estado X, foi autuada por não recolhimento 
do ICMS devidamente escriturado, mas não informado em GIA-ICMS, dos meses de janeiro a 
julho de 2011. Foi exigida multa de 80% do valor não recolhido. No mês de maio de 2012, foi 
ajuizada a execução fiscal para cobrança do crédito tributário. Devidamente citada, a socieda-
de ofereceu um caminhão em garantia, que foi aceito pelo exequente e penhorado. A pessoa 
jurídica apresentou embargos à execução, sendo os mesmos desprovidos. Recorreu para o Tri-
bunal de Justiça, que, por sua vez, não proveu a apelação. Protocolou recurso especial, estando 
este sujeito ao exame de admissibilidade. A Fazenda Estadual requereu o leilão do veículo, o 
que foi deferido em agosto de 2013. O leilão foi marcado para 16 de dezembro de 2013. No dia 
6 de dezembro foi publicada lei estabelecendo o percentual da multa para a mesma infração 
em 50%. Diante da hipótese, qual é o percentual de multa que deve prevalecer? (Valor: 1,25) O 
examinando deve fundamentar corretamente sua resposta. A simples menção ou transcrição 
do dispositivo legal não pontua.
XIV – EXAME/OAB
005. Ocorre o fato gerador do imposto sobre transmissão causa mortis e doação (ITCMD) em 
15.01.2001. Como não houve o recolhimento do imposto devido nem declaração por parte do 
contribuinte, em 17.07.2006 a Fazenda Estadual realiza o lançamento de ofício do imposto, 
dando ciência ao contribuinte. Após a interposição tempestiva de impugnação administrativa 
pelo contribuinte contra o lançamento e trâmite regular do processo administrativo tributário, 
o crédito foi constituído definitivamente em 10.06.2007, sendo o sujeito passivo notificado, 
pessoalmente, na mesma data. Em razão de o valor do crédito tributário estar abaixo do limite 
de ajuizamento previsto na legislação estadual para a sua cobrança judicial, a Fazenda Estadu-
al não ajuizou a respectiva Execução Fiscal. Em 24.07.2012, a fim de regularizar sua situação 
junto ao Fisco, o contribuinte realiza o pagamento da dívida. Diante desse cenário, responda 
aos itens a seguir.
a) Na data em que foi realizado o pagamento, o crédito tributário estava decaído? (Valor: 0,40)
b) Na data em que foi realizado o pagamento, o crédito tributário estava prescrito? (Valor: 0,40)
c) Caso efetue o pagamento de um crédito prescrito, pode o contribuinte pleitear a restituição 
da quantia que foi paga? (Valor: 0,45) Obs.: responda às questões de forma fundamentada, 
indicando os dispositivos legais pertinentes.
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DIREITO TRIBUTÁRIO
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006. Espécies Tributárias: Impostos. ENUNCIADO A pessoa jurídica “X” é fabricante de telefo-
nes celulares, e nas vendas realizadas para seus adquirentes, comerciantes de tais aparelhos, 
efetua remessas de telefones entre diferentes Estados da federação. Em março de 2014, o 
Estado “Y”, ao fiscalizar uma dessas remessas, verificou que a pessoa jurídica “X” não recolheu 
o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (“ICMS”) incidentesobre 
tal operação e, imediatamente, apreendeu todos os telefones celulares. Tendo em vista o caso 
apresentado, responda, fundamentadamente, aos itens a seguir.
a) O Estado “Y” agiu corretamente ao apreender as mercadorias? (Valor: 0,60)
b) Será aplicável a alíquota interna ou a interestadual à operação, realizada pela pessoa jurídica 
“X”, de remessa de aparelhos celulares a consumidor final localizado em outro Estado, quando 
o destinatário não for contribuinte do ICMS? (Valor: 0,65) Obs.: a mera citação ou transcrição 
do artigo ou súmula não pontua.
007. A pessoa jurídica Bom Porto S.A., domiciliada no Município A, prestou serviços portuários 
no Município B, onde se localiza o Porto de Ferro. A pessoa jurídica não realizou o pagamento 
do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS, e os dois Municípios lavraram auto de 
infração visando à cobrança do ISS.
a) Qual o Município competente para a cobrança do ISS? Justifique. (Valor: 0,60)
b) Qual a medida judicial mais adequada para dirimir, na hipótese, o conflito de competência tri-
butária relativo ao ISS? (Valor: 0,65) Obs.: a mera citação ou transcrição do artigo não pontua.
008. No início do ano de 2014, João da Silva realizou a importação de um carro de procedência 
alemã para uso próprio. Na entrada da mercadoria importada do exterior, João da Silva foi sur-
preendido pela notificação de lançamento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação 
de Mercadorias e Serviços – ICMS, cobrado pelo Estado da Federação em que João reside, 
que, por sua vez, desde 2006 conta com lei estadual prevendo a incidência do imposto nesta 
hipótese. O desembaraço ocorrerá nesse mesmo Estado, que determinou a retenção do carro 
até que o ICMS viesse a ser pago. João da Silva apresenta, então, impugnação ao lançamento, 
alegando que não é contribuinte do imposto e que, portanto, a cobrança é inconstitucional. 
Sobre o assunto, responda aos itens a seguir.
a) A alegação de João da Silva está correta? Fundamente. (Valor: 0,70)
b) O Estado pode reter a mercadoria? Fundamente. (Valor: 0,55)
XV – EXAME/OAB
009. Determinado Estado da Federação brasileira publicou, em 19/12/2013, a Lei Estadual n. 
5.678/1960, a qual introduziu algumas alterações na Lei Estadual n. 1.234, que dispõe sobre a 
cobrança do imposto sobre transmissão causa mortis e doação – ITCMD no âmbito daquele 
Estado. A nova Lei Estadual n. 5.678/1960 passou a vigorar na data da sua publicação, confor-
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me expressamente previsto em um dos seus artigos. Dentre as alterações introduzidas pelo 
novo diploma legal, houve (i) o aumento da alíquota do imposto; e (ii) a redução da penalidade 
incidente para o caso de atraso no pagamento. João, dono de vários veículos, doou um veículo 
a Pedro em 02/12/2013, mas, na qualidade de contribuinte, deixou de efetuar o pagamento 
do imposto no prazo legal, que venceu em 17/12/2013, antes do advento da Lei Estadual n. 
5.678/1960. Posteriormente, em 03/01/2014, João doou outro veículo a Tiago. Tendo em vista 
o exposto, responda aos itens a seguir.
a) João faz jus à penalidade reduzida, introduzida pela Lei Estadual n. 5.678/1960, para o paga-
mento do crédito tributário inadimplido incidente sobre a doação efetuada a Pedro? (Valor: 0,60)
b) Na doação efetuada a Tiago, incide a alíquota do imposto majorada pela Lei Estadual n. 
5.678/1960? (Valor: 0,65) O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
010. Em 2001, Caio Silva comprou um imóvel de Tício Santos. Em 2002, a Fazenda Nacional 
inscreveu em dívida ativa créditos decorrentes do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 
– IRPF, que em 2000 haviam sido objeto de constituição definitiva contra Tício. Em 2007, a 
Fazenda Nacional ajuizou execução fiscal visando à cobrança dos créditos de IRPF. Após Tício 
ser citado sem garantir o Juízo, a Fazenda Nacional requereu a penhora do imóvel vendido a 
Caio, visto que a alienação foi realizada quando o fato gerador do IRPF já tinha ocorrido, o que 
a tornaria, segundo a Fazenda Nacional, fraudulenta.
a) Está correto o entendimento da Fazenda Nacional de que a alienação foi fraudulenta? 
(Valor: 0,65)
b) Qual o argumento que Tício, contribuinte do IRPF, poderia alegar em sua defesa, em eventual 
oposição de embargos à execução? (Valor: 0,60) O examinando deve fundamentar suas res-
postas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
011. ENUNCIADO O Município Z ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica X para co-
brança de valores de Imposto sobre Prestação de Serviços (ISS), referentes ao ano-calendário 
2013, recolhidos a menor. Verificando a improcedência de referida cobrança, o contribuinte 
apresenta embargos à execução, nos quais se insurge contra a pretensão da Fazenda e requer 
que lhe seja garantida a obtenção de certidão negativa de débitos. Em garantia da execução, o 
contribuinte realiza o depósito do montante integral do tributo cobrado. Os embargos à execu-
ção são julgados procedentes em primeira instância e, em face da sentença, a Fazenda inter-
põe apelação, que aguarda julgamento pelo Tribunal. Diante do caso apresentado, responda, 
fundamentadamente, aos itens a seguir.
a) O contribuinte tem direito à certidão negativa de débitos (ou à certidão positiva com efeitos 
de negativa) antes da sentença de primeira instância que lhe foi favorável? (Valor: 0,80)
b) O contribuinte, durante o curso da apelação interposta pela Fazenda, tem direito à mesma 
certidão? (Valor: 0,45) O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
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012. ENUNCIADO Joana é proprietária de um apartamento localizado no Município X. Em 05 
de janeiro de 2014, o Município X enviou a Joana o carnê do IPTU referente ao ano de 2014. A 
data limite para pagamento ocorreu em 31 de janeiro. Como Joana não realizou o pagamento 
e não apresentou impugnação, em 10 de março de 2014 o Município X inscreveu o crédito em 
dívida ativa. Em 30 de abril de 2014, o Município X ajuizou execução fiscal cobrando o IPTU. 
Joana ofereceu, para garantir o juízo, o próprio imóvel, sendo a garantia aceita pelo Município 
X. Sobre a hipótese descrita, responda aos itens a seguir.
a) Quando ocorreu a constituição do crédito tributário, considerando-se a jurisprudência do 
STJ? Justifique. (Valor: 0,75)
b) Joana pode substituir a penhora feita por depósito em dinheiro? Justifique. (Valor: 0,50) O 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
XVI – EXAME/OAB
013. O Município XYZ resolveu instituir, por meio de lei específica, um tributo que tem como 
fato gerador a valorização imobiliária decorrente de obra realizada pelo Estado Alfa em seu 
território, sendo o contribuinte o proprietário do imóvel valorizado e a base de cálculo, indepen-
dentemente da valorização experimentada por cada imóvel, o custo da obra estatal. Sobre a 
hipótese descrita, responda aos itens a seguir.
a) Qual seria a espécie tributária que o Município XYZ pretendeu instituir? Aponte o dispositivo 
constitucional aplicável. (Valor: 0,45)
b) Na hipótese descrita,o Município XYZ é competente para instituir tal tributo? (Valor: 0,40)
c) A base de cálculo do tributo está correta? (Valor: 0,40) Obs.: responda justificadamente, em-
pregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.
014. Em 2008, constou na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) da 
pessoa jurídica AB&C Participações Ltda. que era devido, a título de Contribuição para o Fi-
nanciamento da Seguridade Social – COFINS, o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). 
No entanto, a AB&C Participações Ltda. não efetuou o recolhimento antes do vencimento do 
tributo. Em 2009, antes do início de qualquer fiscalização por parte da Fazenda Nacional, a 
AB&C Participações Ltda. efetuou o recolhimento daquele montante da COFINS informado no 
ano anterior na DCTF, sem, no entanto, o acréscimo da multa de mora, em razão da ocorrên-
cia da denúncia espontânea. Por não concordar com a AB&C Participações Ltda., a Fazenda 
Nacional lavrou auto de infração cobrando o valor integral do tributo (deduzido do montante já 
recolhido), sendo a AB&C Participações Ltda. intimada para pagar ou apresentar defesa. Sobre 
o caso, responda aos itens a seguir.
a) Está correto o entendimento da pessoa jurídica AB&C Participações Ltda. sobre a ocorrên-
cia da denúncia espontânea? (Valor: 0,65)
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b) Caso a pessoa jurídica proponha ação anulatória buscando desconstituir o auto de infração, 
poderá apresentar, simultaneamente, defesa no processo administrativo? (Valor: 0,60) Res-
ponda justificadamente, empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação 
legal pertinente ao caso.
015. O deputado federal Y apresentou dois projetos de lei ordinária federal. O primeiro pretende 
alterar o Código Tributário Nacional no que se refere aos artigos que tratam de responsabilida-
de tributária (obrigação tributária) e o segundo pretende instituir uma taxa de licenciamento de 
importação, cuja base de cálculo é o valor aduaneiro do produto importado.
a) Analise a constitucionalidade do primeiro projeto de lei apresentado pelo deputado. 
(Valor: 0,60)
b) A taxa a ser instituída é constitucional? (Valor: 0,65) Obs.: responda justificadamente, em-
pregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.
016. O Município “M” notificou a pessoa jurídica “Z”, fabricante de peças automotivas, para que 
efetuasse o pagamento do Imposto sobre a Transmissão inter vivos de Bens Imóveis (ITBI), 
incidente sobre a transmissão de bens decorrentes de processo de incorporação de outra pes-
soa jurídica. Inconformada com a cobrança, a pessoa jurídica “Z” decide apresentar impugna-
ção. Verificando a inexistência de outros débitos, após a regular apresentação da impugnação, 
a pessoa jurídica “Z” requer a emissão da certidão de regularidade fiscal (no caso, Certidão 
Positiva de Débito com efeito de Negativa), que lhe é negada, sob o argumento de que, para 
a sua emissão, seria necessário o depósito do montante integral do crédito cobrado. Diante 
desta situação, responda aos itens a seguir.
a) Está correto o lançamento do imposto pelo Município “M”? (Valor: 0,60)
b) A pessoa jurídica “Z” tem direito à certidão de regularidade fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: as res-
postas devem ser juridicamente justificadas.
XVII – EXAME/OAB
017. No dia 23 de dezembro de 2013, a União, atendendo aos limites da disciplina legal do 
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), publicou decreto aumentando a alíquota para 
automóveis, a partir da data de sua publicação. Em vista desse aumento, a pessoa jurídica X 
decide impugná-lo, tendo como base a violação do princípio da anterioridade nonagesimal/
noventena. Com fundamento no princípio da legalidade tributária, a pessoa jurídica entende, 
ainda, que o aumento da alíquota não poderia ter sido veiculado por meio de decreto, conside-
rando o disposto no Art. 150, I, da Constituição, que veda a exigência ou o aumento de tributo 
sem lei que o estabeleça. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) Prospera o argumento da pessoa jurídica relativo ao princípio da anterioridade nonagesi-
mal/noventena? (Valor: 0,65)
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b) Prospera o argumento da pessoa jurídica relativo ao princípio da legalidade tributária? (Va-
lor: 0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
018. A União ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica ABC Águas Ltda. e de João, 
diretor da pessoa jurídica, cujo nome estava indicado na certidão de dívida ativa (CDA), para a 
cobrança de valores relativos ao Imposto sobre a Renda (IR), supostamente devidos. De acordo 
com a União, a atribuição de responsabilidade ao Diretor estaria correta, tendo em vista o ina-
dimplemento do tributo pela pessoa jurídica. Diante desse caso, responda aos itens a seguir.
a) A inclusão de João na CDA como responsável tributário, em razão do mero inadimplemento 
do tributo pela pessoa jurídica ABC Águas Ltda., está correta? (Valor: 0,60)
b) Caso a execução fiscal tivesse sido ajuizada somente em face da pessoa jurídica, a União 
teria que demonstrar algum requisito para a inclusão do Diretor no polo passivo da execução 
fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
019. O Estado X instituiu, em 2010, por meio de lei, taxa pelo serviço de prevenção e extinção 
de incêndio prestado ou colocado à disposição do contribuinte. A referida lei definiu o con-
tribuinte como o proprietário de unidade imobiliária, residencial ou não residencial, à qual o 
serviço estaria dirigido, bem como determinou que o valor da taxa seria calculado com base 
no tamanho da unidade imobiliária. Nada se dispôs na lei sobre eventuais responsáveis tributá-
rios pelo pagamento da taxa. João, na qualidade de proprietário, aluga, desde 2011, seu imóvel, 
situado no referido Estado X, para Pedro. No contrato de locação celebrado entre as partes, o 
qual foi devidamente registrado no Registro de Imóveis, estabeleceu-se, em uma das cláusu-
las, que a responsabilidade pelo pagamento da taxa de prevenção e extinção de incêndio seria 
exclusivamente de Pedro, isentando João de qualquer obrigação sobre ela. Tendo em vista o 
exposto, responda aos itens a seguir.
a) É constitucional o cálculo do valor da taxa de prevenção e extinção de incêndio tendo como 
parâmetro um dos elementos que compõem a base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade 
Predial e Territorial Urbana – IPTU? (Valor: 0,65)
b) Considerando que nem João nem Pedro recolheram a taxa de prevenção e extinção de in-
cêndio relativas aos exercícios de 2012 e 2013, bem como o que consta no contrato de locação 
celebrado entre eles e registrado no Registro de Imóveis, em face de quem o Estado X deve efe-
tuar a cobrança dos exercícios não pagos? (Valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar 
suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
020. O Município “X” notificou a instituição de educação “Y” para que realizasse o pagamento 
do valor correspondente ao Imposto sobre a PropriedadePredial e Territorial Urbana (IPTU) 
referente ao imóvel de sua propriedade, alugado a terceiros, por meio do envio de carnê para 
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DIREITO TRIBUTÁRIO
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pagamento do tributo pelos correios. Apesar de constatar que o valor dos aluguéis é aplica-
do no desenvolvimento das atividades essenciais da instituição, o Município entendeu que a 
imunidade conferida pelo texto constitucional somente se aplica quando o imóvel é usado 
como sede da instituição. Com base no caso descrito, responda, fundamentadamente, aos 
itens a seguir.
a) A cobrança do IPTU, realizada pelo Município “X”, está correta? (Valor: 0,75)
b) De acordo com o entendimento firmado nos Tribunais Superiores, é válida a notificação da 
instituição por meio dos Correios? (Valor: 0,50) Obs.: o examinando deve fundamentar suas 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XVIII – EXAME/OAB
021. O Estado Alfa instituiu duas contribuições mensais compulsórias devidas por todos os 
seus servidores. A primeira, com alíquota de 10% sobre a remuneração mensal de cada servi-
dor, destina-se ao custeio do regime previdenciário próprio, mantido pelo Estado Alfa. A segun-
da, no valor equivalente a 1/60 (um sessenta avos) da remuneração mensal de cada servidor, 
destina-se ao custeio da assistência à saúde do funcionalismo público daquele Estado. Sobre 
a situação apresentada, responda, fundamentadamente, aos itens a seguir.
a) É válida a contribuição compulsória instituída pelo Estado Alfa para o custeio do regime 
previdenciário próprio de seus servidores? (Valor 0,65)
b) É válida a contribuição compulsória instituída pelo Estado Alfa para a assistência à saúde de 
seus servidores? (Valor 0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera 
citação do dispositivo legal não confere pontuação.
022. Caio tem 10 anos e seu pai o presenteou com uma casa de praia no litoral do Município Y. 
No entanto, Caio não realizou o pagamento do carnê do Imposto sobre a Propriedade Predial 
e Territorial Urbana (IPTU) incidente sobre o imóvel de sua propriedade. Caio, representado 
por seu pai, apresentou uma impugnação ao lançamento do crédito, alegando que Caio não 
tem capacidade civil e que, portanto, não pode ser contribuinte do IPTU. O Município Y negou 
provimento à impugnação e Caio apresentou recurso voluntário ao Conselho Municipal de Con-
tribuintes, que foi inadmitido por inexistência de depósito recursal prévio, conforme exigência 
da legislação municipal. A partir da questão proposta, responda aos itens a seguir.
a) Caio pode ser considerado contribuinte do imposto? Fundamente. (Valor: 0,65)
b) É constitucional a exigência do depósito como condição para o recurso administrativo, con-
forme decisão do Conselho Municipal? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
damentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
023. A União ajuizou execução fiscal em face de pessoa jurídica ABC, prestadora de servi-
ços de telecomunicações, para cobrança de taxa devida em razão da fiscalização de instala-
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ção e manutenção de orelhões, tendo como base de cálculo o valor correspondente a 0,01% 
da renda da pessoa jurídica. Inconformado com a cobrança, a contribuinte, certa de que seu 
pleito será bem sucedido, pretende apresentar embargos à execução, sem o oferecimento de 
garantia, com base no Art. 739-A do CPC. Tendo em vista o caso em questão, responda aos 
itens a seguir.
a) É possível a instituição da base de cálculo no valor correspondente a 0,01% da renda da 
pessoa jurídica para a taxa em questão? (Valor: 0,65)
b) É possível, segundo a legislação específica, a apresentação de embargos à execução fiscal 
sem o oferecimento de garantia, conforme pretendido pelo contribuinte? (Valor: 0,60) Obs.: o 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
024. Em dezembro de 2014, a pessoa jurídica W teve a falência decretada durante o seu pro-
cesso de recuperação judicial, iniciado no mesmo ano, em virtude da não apresentação do 
plano de recuperação judicial no prazo previsto em lei. Considerando a ordem a ser observada 
na classificação dos créditos na falência, a União alegou que os créditos de Imposto sobre a 
Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) devidos pela contribuinte, relativos aos exercícios de 2011 
e 2012, deveriam ser pagos antes dos créditos extraconcursais. Diante disso, responda aos 
itens a seguir.
a) Está correto o argumento da União? (Valor: 0,60)
b) Após a decretação da falência, a cobrança judicial do crédito tributário pode prosseguir por 
meio de execução fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. 
A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XIX – EXAME/OAB
025. A pessoa jurídica Theta S.A. declarou e não pagou o débito referente à Contribuição para 
o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Meses depois, como iria participar de uma 
licitação e precisava apresentar certidão de regularidade fiscal, antes do início de qualquer 
procedimento administrativo ou medida de fiscalização por parte da União, a pessoa jurídica 
Theta S.A. realizou o pagamento do tributo, excluindo, no entanto, a multa moratória. Sobre a 
hipótese descrita, responda aos itens a seguir.
a) Está correta a exclusão da multa moratória? Fundamente. (Valor: 0,65)
b) O contribuinte tem direito à certidão negativa de débitos? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
026. Por vários anos, Alberto trabalhou na pessoa jurídica Alfa Ltda. Quando da rescisão de 
seu contrato de trabalho, a pessoa jurídica pagou a Alberto a remuneração proporcional aos 
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dias trabalhados no curso do mês em que se deu a rescisão; e o valor equivalente a 3 (três) 
meses de salário, como gratificação voluntária (mera liberalidade) pelos anos de bons serviços 
prestados pelo ex-empregado. Com base no caso apresentado, responda aos itens a seguir.
a) Incide o Imposto sobre a Renda (IR) sobre a remuneração proporcional aos dias trabalhados 
por Alberto? (Valor 0,60)
b) Incide o Imposto sobre a Renda (IR) sobre a gratificação voluntária paga a Alberto? (Valor 
0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
027. Em janeiro de 2014, a pessoa jurídica Beta adquiriu o estabelecimento comercial da pes-
soa jurídica Delta e continuou a explorar a atividade sob outra razão social. Ao adquirir o es-
tabelecimento, a pessoa jurídica Beta não elegeu domicílio tributário. Três meses após a alie-
nação, a pessoa jurídica Delta iniciou nova atividade no mesmo ramo de comércio. Em janeirode 2015, a pessoa jurídica Beta foi notificada pelo Estado de Minas Gerais para pagamento 
de créditos de ICMS relativos ao estabelecimento adquirido e referentes ao ano de 2013, uma 
vez que, de acordo com o Estado de Minas Gerais, a responsabilidade da pessoa jurídica Beta 
quanto a tais créditos seria integral. Diante disso, responda aos itens a seguir.
a) É correto o entendimento do Estado de Minas Gerais no sentido de que a responsabilidade 
da pessoa jurídica Beta é integral? (Valor: 0,75)
b) Diante da falta de eleição de domicílio tributário pela pessoa jurídica Beta, qual(is) local(is) 
deve(m) ser indicado(s) pela administração tributária para a notificação? (Valor: 0,50) Obs.: o 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
028. Em dezembro de 2014, o Município de Macaé-RJ editou a Lei n. 1.234, estendendo o prazo 
para a cobrança judicial dos créditos de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de cinco 
para seis anos. O mesmo Município ajuizou, em 2015, execução fiscal em face da pessoa jurí-
dica Ômega, para a cobrança de créditos IPTU não pagos. Os valores desses créditos sofreram 
correção monetária por ato do Poder Executivo em percentual superior ao índice oficial. Diante 
disso, responda aos itens a seguir.
a) O Município de Macaé-RJ agiu corretamente ao editar a Lei n. 1.234? (Valor: 0,60)
b) É correta a atualização monetária do IPTU em percentual superior aos índices oficiais por 
ato do Poder Executivo? (Valor: 0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A 
mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XX – EXAME/OAB
029. Em 2015, a pessoa jurídica “X” verificou a existência de débito de Imposto sobre a Renda 
(IRPJ) não declarado, referente ao ano calendário de 2012. Antes do início de procedimento 
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administrativo ou medida de fiscalização, realizou o pagamento do tributo devido, acrescido 
dos juros de mora. Ao constatar o pagamento, a União notificou a contribuinte para que pagas-
se multa sancionatória incidente sobre o tributo pago extemporaneamente. Adicionalmente, 
efetuou o lançamento do IRPJ referente ao ano calendário 2008, que também não havia sido 
declarado nem pago pela contribuinte. Diante disso, responda aos itens a seguir.
a) Está correta a cobrança da multa? (Valor: 0,60)
b) É correta a cobrança do IRPJ referente ao ano calendário 2008? (Valor: 0,65) Obs.: o exa-
minando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
030. Em janeiro de 2014, a pessoa jurídica XYZ Ltda., com sede no Município “A”, prestou ser-
viço de decoração e jardinagem no Município “C” e não recolheu o Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza (ISS). No entanto, em julho do mesmo ano, a empresa foi surpreendida com 
a cobrança administrativa do imposto pelos dois entes tributantes – pelo município “A” e pelo 
município “C”. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) A qual município o ISS é devido? (Valor 0,65)
b) Caso o contribuinte ajuíze ação consignatória com o depósito do montante integral, visan-
do solucionar o conflito de competência entre os municípios “A” e “C”, os municípios poderão 
ajuizar execução fiscal visando à cobrança de ISS? (Valor 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
damentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
031. Em dezembro de 2014, o Município “M” publicou lei ordinária por meio da qual instituiu 
contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública. A referida lei, que entrou em vigor 
na data de sua publicação, fixou os respectivos contribuintes e a base de cálculo aplicável. Ao 
receber a cobrança da nova contribuição, João decide impugná-la sob o argumento de que a 
cobrança é inconstitucional, já que (i) compete exclusivamente à União instituir contribuições 
e (ii) cabe à lei complementar estabelecer as bases de cálculo e os contribuintes dos tributos. 
Diante disso, responda:
a) Está correto o argumento de João quanto à competência para a instituição da contribuição 
para o custeio do serviço de iluminação pública? (Valor: 0,60)
b) Está correto o argumento de João quanto à necessidade de lei complementar para o estabe-
lecimento da base de cálculo e dos contribuintes desta espécie de contribuição? (Valor: 0,65) 
Obs.: � o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal 
não confere pontuação.
032. Certa empresa de produtos químicos recebeu notificação do Município “X” para que pa-
gasse um imposto por ele instituído no ano de 2013. O fato gerador do imposto era o ato de 
poluir o meio ambiente e a sua base de cálculo era a quantidade de lixo produzida. Com base 
em tais fatos, responda aos itens a seguir.
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a) Pode o fato gerador de um imposto ser o ato de poluir o meio ambiente? (Valor: 0,60)
b) O Município “X” teria competência constitucional para criar um novo imposto? (Valor: 0,65) 
Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
XX – EXAME/OAB – PORTO VELHO
033. Enunciado A pessoa física X ajuizou ação de indenização por danos morais em face da 
pessoa jurídica W Ltda., em razão da inclusão indevida do seu nome no cadastro de inadim-
plentes. A pessoa jurídica foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais no 
valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais). A União, ao tomar ciência da condenação, lavrou auto 
de infração visando à cobrança de imposto sobre a renda da pessoa física, incidente sobre a 
indenização recebida. A pessoa física X apresenta impugnação ao auto de infração, que está 
pendente de julgamento. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) A indenização recebida pela pessoa física X está sujeita ao imposto sobre a renda? Funda-
mente. (Valor 0,65)
b) Na hipótese, a União poderá negar certidão de regularidade fiscal ao contribuinte? (Valor 
0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
034. Enunciado O Estado X ajuizou em face da pessoa jurídica W execução fiscal visando à co-
brança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) incidente 
sobre (i) serviço de transmissão de televisão a cabo, realizada de forma onerosa pela pessoa 
jurídica; e (ii) serviço de provedor de acesso à Internet. Após penhora de bem imóvel, a pessoa 
jurídica opôs embargos à execução. Posteriormente, a pessoa jurídica requereu a substituição 
da penhora do imóvel por fiança bancária. O Estado X se manifestou contrariamente à substi-
tuição e o juiz indeferiu o pedido.
a) O ICMS incide sobre os serviços acima? Fundamente. (Valor: 0,80)
b) Está correta a decisão do juiz? Fundamente. (Valor: 0,45) Obs.: o examinando deve funda-
mentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
035. Enunciado O Município M ajuizou execução fiscal para a cobrança de Imposto sobre a 
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) do contribuinte Z. A cobrança foi embasada 
na Lei n. 1.234, que determinou alíquotas diferentes para o IPTU em razão da data de constru-
ção doimóvel. Citado, o contribuinte Z, certo de que a cobrança é manifestamente infundada, 
imediatamente apresenta embargos à execução, antes de qualquer garantia ao Juízo. Diante 
disso, responda aos itens a seguir.
a) Está correta a cobrança feita pelo Município M? (Valor: 0,65)
b) Os embargos à execução podem ser admitidos? (valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
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036. Enunciado O Estado X estabeleceu alíquotas diferenciadas de Imposto sobre a Proprie-
dade de Veículos Automotores (IPVA), entre veículos nacionais e importados. Segundo a le-
gislação estadual, a alíquota dos veículos importados será superior à dos veículos nacionais. 
Caio, proprietário de um automóvel importado, ajuizou ação questionando a diferença entre as 
alíquotas. No entanto, o juiz de 1ª instância determinou a realização do depósito integral do 
montante discutido, sob pena de extinção do processo sem julgamento de mérito, por entender 
que o depósito é requisito de admissibilidade de ação judicial. Sobre a hipótese, responda aos 
itens a seguir.
a) O contribuinte tem razão quanto ao questionamento da diferença de alíquotas? (Valor: 0.60)
b) Ao determinar a realização do depósito, o juiz está correto? (Valor: 0.65) Obs.: o examinando 
deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XXI – EXAME/OAB
037. Em 01 de novembro de 2016, a União, por meio de lei ordinária, instituiu empréstimo com-
pulsório para custear despesas advindas de uma forte tempestade que assolou a Região Sul 
do Brasil. Naquele diploma legal, ficou previsto que o empréstimo compulsório passaria a ser 
exigido já no mês de dezembro de 2016. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) No caso em exame, o empréstimo compulsório poderia ter sido instituído por lei ordinária? 
(Valor: 0,60)
b) Empréstimo compulsório, instituído para o custeio de despesas extraordinárias decorrentes 
de calamidade pública, pode ser exigido já no mês seguinte à sua instituição? (Valor: 0,65) 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal 
não confere pontuação.
038. Em abril de 2016, o Estado X publicou lei disciplinando as custas judiciais, concedendo 
isenção a todos os servidores do Poder Judiciário. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) As custas judiciais estão sujeitas às limitações ao poder de tributar? (Valor: 0,65)
b) É legítima a isenção de custas judiciais concedida aos servidores da justiça? (Valor: 0,60) 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal 
não confere pontuação.
039. O Estado Alfa editou duas leis relativas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços – ICMS. A primeira, com o objetivo de fomentar a indústria de uma determinada área 
e atrair contribuintes de outros Estados da Federação, concedeu redução da base de cálculo 
do ICMS para pessoas jurídicas que instalassem indústrias dentro daquela região, sem a deli-
beração dos outros Estados. A segunda, de abril de 2016, reduziu o prazo para recolhimento do 
ICMS. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
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a) É legítima a redução de base de cálculo concedida pela primeira lei? (Valor: 0,65)
b) A segunda lei está sujeita ao princípio da anterioridade? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) exami-
nando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
040. O governo federal, com o objetivo de proteger a indústria nacional fabricante de aço, publi-
cou, no ano de 2015, um decreto que aumentava de 15 para 20% a alíquota do imposto sobre 
a importação de produtos siderúrgicos, atendidas as condições e os limites estabelecidos em 
lei formal. O decreto previu que o aumento já valeria para aquele mesmo exercício financeiro. 
Considerando a hipótese acima, responda aos itens a seguir.
a) A majoração da alíquota do imposto de importação poderia se dar por meio de um ato do 
Poder Executivo? (Valor: 0,65)
b) O governo federal agiu legalmente ao exigir a alíquota majorada do imposto de importação 
no mesmo exercício financeiro? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XXII – EXAME/OAB
041. Em março de 2016, a União ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica Alfa para 
a cobrança de créditos de Imposto sobre a Renda (IRPJ), referentes aos anos-calendários de 
2013 e 2014. De acordo com o exequente, em que pese a declaração dos créditos relativos 
aos anos-calendários em questão, a contribuinte apenas efetuou o pagamento parcial dos 
tributos, sendo, dessa forma, devido o pagamento da diferença inadimplida. Devidamente cien-
tificada da demanda, a contribuinte, após o oferecimento de garantia, apresentou embargos 
à execução, objetivando sua extinção, uma vez que a União não instruiu a petição inicial com 
o demonstrativo de cálculo do débito, inviabilizando a ampla defesa. Alegou a contribuinte, 
ainda, que o crédito não poderia ser objeto de execução, eis que não foi realizado, por parte da 
Administração Fazendária, o prévio lançamento por meio de processo administrativo regular-
mente instaurado. Em vista das alegações da pessoa jurídica Alfa, responda aos itens a seguir.
a) A execução fiscal deve ser extinta em virtude da falta do demonstrativo de cálculo do débi-
to? (Valor: 0,65)
b) A ausência de prévio lançamento por meio de processo administrativo regularmente instau-
rado inviabiliza a execução do crédito? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamen-
tar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
042. Em 2015, devido a uma grande enchente que assolou o município X, foi aprovada uma lei 
que reabria, por um ano, o prazo de pagamento do IPTU já vencido dos contribuintes proprie-
tários de imóveis localizados nas áreas atingidas pela enchente. Com base nessa situação, 
responda aos itens a seguir.
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a) Qual o nome do instituto tributário utilizado para ajudar os contribuintes das áreas mais 
atingidas pela enchente? Aponte o seu dispositivo legal. (Valor: 0,70)
b) A lei poderia ter delimitado a aplicação desse instituto a apenas um conjunto de sujeitos 
passivos, como fez neste caso, aplicando-o somente aos contribuintes das áreas mais atingi-
das? (Valor: 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação 
do dispositivo legal não confere pontuação.
043. A pessoa jurídica A realizou a importação de peças para utilização no processo de fa-
bricação de equipamentos eletrônicos. Diante da constatação de que a contribuinte não ha-
via recolhido o Impostosobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a liberação das 
mercadorias importadas foi condicionada ao pagamento do referido tributo, tendo, ainda, sido 
determinada a interdição do estabelecimento da pessoa jurídica A. Diante desse panorama, 
responda aos itens a seguir.
a) A cobrança do ICMS pelo Fisco está correta? (Valor: 0,65)
b) A interdição do estabelecimento realizada pelo Fisco está correta? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) 
examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
044. A União publicou lei ordinária estabelecendo regime jurídico único de arrecadação dos 
tributos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para microempresas e 
empresas de pequeno porte, e determinando a adesão obrigatória dos contribuintes que se 
enquadrassem nos requisitos legalmente previstos. Ao tomar conhecimento dessa nova lei, a 
pessoa jurídica B, microempresa, decidiu questionar a obrigatoriedade de sua adesão ao novo 
regime de recolhimento de tributos, bem como a imposição de tal adesão por lei ordinária. 
Considerando os fatos narrados acima, responda aos itens a seguir.
a) A obrigatoriedade de adesão da pessoa jurídica B ao novo regime jurídico instituído pela lei 
ordinária é constitucional? (Valor: 0,65)
b) É possível o estabelecimento das novas regras por meio de lei ordinária? (Valor: 0,60) Obs.: 
o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
XXIII – EXAME/OAB
045. A União ajuizou, em 2016, execução fiscal em face da pessoa jurídica “X”. Estavam em 
cobrança dois débitos distintos: um deles era relativo ao Imposto sobre Produtos Industrializa-
dos (IPI) vencido no final do mês de março de 2009, regularmente declarado pelo contribuinte 
no mesmo mês, mas que não foi recolhido; o outro era relativo à multa pelo descumprimento, 
em 2014, de obrigação acessória do IPI. Regularmente citada, a pessoa jurídica “X” alegou a 
ocorrência de prescrição do débito relativo ao ano de 2009. Para tanto, sustentou que foi ultra-
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passado o prazo de cinco anos para a exigência do imposto – pois tal prazo tivera início com 
o vencimento do tributo, já que o montante devido foi oportunamente declarado. No que se 
refere à multa, sustentou a inexigibilidade da obrigação, porquanto referente a uma operação 
específica que, no momento de sua realização, estava coberta por isenção concedida pela 
própria União (isenção esta que efetivamente existia em 2014). Com base no caso relatado, 
responda aos itens a seguir.
a) Conforme sustentado pela contribuinte, operou-se a prescrição no presente caso? (Valor: 0,65)
b) Está correto o argumento da pessoa jurídica “X” quanto à improcedência da multa? (Valor: 
0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
046. O Município Beta instituiu, por meio de lei municipal, uma taxa de limpeza cujo fato gera-
dor é, exclusivamente, o serviço público de coleta, remoção e tratamento de lixo domiciliar de 
imóveis no município. A lei também determinou a utilização da área do imóvel como base de 
cálculo da taxa. Diante desse quadro fático, responda aos itens a seguir.
a) O fato gerador da taxa determinado pela lei municipal violou a Constituição da República? 
(Valor: 0,65)
b) A base de cálculo adotada pelo Município Beta violou a regra constitucional de que taxas 
não podem ter base de cálculo própria de impostos? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
047. Em 12 de novembro de 2016, o Estado “X” publicou lei para modificar, para além da infla-
ção, a tabela que estabelece os valores venais de veículos – base de cálculo do Imposto Sobre 
a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O fato gerador do tributo, naquela unidade da 
Federação, ocorre em 1º de janeiro de cada ano. Em janeiro de 2017, a autoridade administrati-
va efetuou o lançamento do tributo, já com base nos valores modificados. Diante de tal quadro, 
responda aos itens a seguir.
a) O Estado “X” pode realizar o lançamento do IPVA, em janeiro de 2017, já com a nova base de 
cálculo instituída em novembro de 2016? (Valor: 0,60)
b) Se a nova lei, publicada em 12 de novembro de 2016, aumentasse a alíquota incidente so-
bre a base de cálculo, a majoração passaria a ser exigível para os fatos geradores ocorridos a 
partir de qual exercício (inclusive)? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
048. A sociedade empresária “X” foi autuada pelo Estado “Z” em 35% do valor do Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e de Serviços (ICMS) devido, em razão do preenchimento 
incorreto de determinado documento fiscal. Observadas diversas inconsistências no auto de 
infração, os advogados da sociedade impugnaram administrativamente a autuação. No curso 
do processo, nova lei foi publicada, estabelecendo nova penalidade para os casos de preen-
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chimento incorreto de documentos fiscais, agora no percentual de 15% do valor do imposto. 
Ocorre que, embora pendente a decisão da impugnação, o fisco inscreveu a sociedade em dí-
vida ativa, assinalando, no termo de inscrição, a penalidade anterior, de 35%. Com base nessas 
informações e de acordo com o disposto no CTN, responda aos itens a seguir.
a) O fisco poderia ter inscrito o contribuinte em dívida ativa naquele momento? Justifique. 
(Valor: 0,65)
b) O percentual da multa assinalado no ato de inscrição está correto? Fundamente. (Valor: 
0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
XXIV – EXAME/OAB
049. O Estado”X” instituiu um adicional de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automoto-
res (IPVA) que tem como fato gerador a propriedade de veículos em mau estado de conserva-
ção e/ou que possuam duas ou mais multas não pagas. Caio, proprietário de veículo automo-
tor em mau estado de conservação e com cinco multas não pagas, é notificado da cobrança do 
adicional do tributo por meio de auto de infração. Como não apresentou defesa e não pagou o 
tributo, o Estado “X” ajuíza execução fiscal. Caio, no entanto, não possui meios para garantir a 
execução fiscal e opor embargos à execução, mas possui todos os documentos que compro-
vam sua defesa. Com base na hipótese formulada, responda aos itens a seguir.
a) O adicional de IPVA instituído pelo Estado “X” é devido? (Valor: 0,60)
b) Qual seria o meio adequado para a defesa de Caio, nos próprios autos da execução fiscal, 
conforme o entendimento consolidado dos Tribunais Superiores? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
050. A União publicou, no Diário Oficial de 30 de junho de 2017, decreto que majorou a alíquo-
ta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No decreto, foi estipulado que a alíquo-
ta majorada já seria válida para fatos geradores ocorridos a partir do mês seguinte. Tendo 
em vista a anterioridadenonagesimal e a anterioridade do exercício financeiro, responda aos 
itens a seguir.
a) É válida a exigência da alíquota majorada no mês seguinte à publicação do decreto? 
(Valor: 0,65)
b) Se, em vez de majorar a alíquota, o decreto alterasse apenas o prazo de recolhimento da 
obrigação tributária, seria válida a sua exigência a partir do mês seguinte ao da publicação? 
(Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dis-
positivo legal não confere pontuação.
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DIREITO TRIBUTÁRIO
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051. Em 2017, Carlos, após viagem ao exterior, decidiu importar do Japão, para uso próprio, 
um veículo automotor de última geração, lançamento do mercado japonês. Considerando que 
Carlos é o consumidor final do veículo, responda aos itens a seguir.
a) Na importação do referido veículo por Carlos, é devido o Imposto sobre Produtos Industria-
lizados (IPI)? (Valor: 0,60)
b) Considerando que, em 2003, o estado onde Carlos é domiciliado editou uma lei instituindo 
o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação realizada 
por consumidor final, é devido o ICMS na importação do veículo? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
052. A Pessoa Jurídica XYZ, notificada pela União para que proceda ao recolhimento de crédito 
fiscal, tenta colocar seus bens em nome de terceiros. Ciente do fato, a União requereu medida 
cautelar fiscal. Dias depois do deferimento da referida medida, veio a ser definitivamente cons-
tituído o crédito tributário da União contra a Pessoa Jurídica XYZ, e, noventa (90) dias após a 
constituição definitiva do crédito, a União propôs a execução fiscal. Diante de tal quadro fático, 
responda aos itens a seguir.
a) Foi correto o procedimento da União ao ajuizar a medida cautelar fiscal antes de definitiva-
mente constituído o crédito tributário? (Valor: 0,60)
b) Foi adequado o prazo dentro do qual a União ajuizou a execução fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: 
o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
XXV – EXAME/OAB
053. Antônio doou seu carro para José, que, diante disso, realizou o pagamento do Imposto 
sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou direitos (ITCMD). Três anos 
após a quitação do imposto, José constatou equívoco no cálculo do tributo, cujo pagamento 
foi realizado em valor superior ao efetivamente devido. Sendo assim, ajuizou ação de repetição 
de indébito em face do Estado X, requerendo a restituição do valor principal acrescido de juros 
moratórios e atualização pela SELIC. Devidamente citado, o Estado X apresentou contestação 
alegando prescrição da pretensão autoral, visto que inobservado o prazo legal de dois anos 
para o ajuizamento da ação. Adicionalmente, defendeu que, na eventualidade de não ser aco-
lhido seu primeiro argumento, seria incabível a cumulação de juros moratórios e taxa SELIC, 
tendo em vista que, no Estado X, não há previsão, na legislação local, de incidência da taxa 
SELIC na cobrança de tributos pagos em atraso. Considerando o caso em questão, responda 
aos itens a seguir.
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a) O prazo prescricional de dois anos indicado pelo Estado X está correto? (Valor: 0,65)
b) A restituição do valor principal deve ser acrescida de juros moratórios e SELIC, conforme 
pretende o contribuinte? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
054. Enunciado Antes de realizado qualquer procedimento para a constituição do crédito tri-
butário, determinado partido político optou, em 2016, pelo parcelamento da Contribuição para 
o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), com vencimentos entre 2005 e 2009, não pa-
gas no prazo determinado. Para tanto, nos termos da lei que instituiu o parcelamento, o partido 
político apresentou “confissão irrevogável e irretratável dos débitos”. No entanto, o advogado 
do partido político opina que este deve rescindir o parcelamento, uma vez que, independente-
mente da assinatura do termo de confissão de débitos, a renda dos partidos políticos é imune, 
e os débitos estão alcançados pela decadência. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) No que se refere à imunidade dos partidos políticos, o advogado está correto? (Valor: 0,60)
b) A alegação sobre a ineficácia da confissão de débitos, no que se refere aos débitos alcan-
çados pela decadência, está correta? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar 
as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
055. A Pessoa Jurídica X é devedora de crédito tributário regularmente inscrito em dívida ati-
va da União no valor de R$ 1 milhão. Antes de iniciada a execução, decidiu alienar seu único 
imóvel, avaliado em R$ 2 milhões, por valor muito inferior ao da avaliação. Tomando ciência 
do fato, a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) moveu ação anulatória do negócio jurídico, 
alegando fraude à execução. Considerando os fatos narrados, responda aos itens a seguir.
a) É correto afirmar que, não tendo sido iniciada a execução fiscal, descabe a arguição de frau-
de pretendida pela PFN? Justifique. (Valor: 0,65)
b) Mesmo que o devedor reserve bens suficientes para a garantia da dívida inscrita, a fraude à 
execução remanesce? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
056. A sociedade empresária Beta, no mês de março de 2017, adquiriu diversas mercadorias 
da Distribuidora Gama. Beta registrou como crédito, em sua escrita fiscal do ICMS, o valor do 
ICMS pago por Gama na mencionada operação de compra e venda. Em abril de 2017, ao reven-
der as mercadorias a terceiros, Beta deduziu, do ICMS a pagar nessa nova operação, o valor 
do crédito de ICMS relativo à operação anterior (ou seja, a venda que lhe foi feita por Gama). 
Ocorre que, em agosto de 2017, foi declarada inidônea a nota fiscal emitida por Gama, quando 
da venda das mercadorias a Beta. Como consequência, Beta foi autuada pelo Fisco Estadual, 
visando à cobrança do valor por ela utilizado como crédito de ICMS decorrente da aquisição 
das mercadorias. Ressalta-se que foram cumpridos todos os requisitos legais para o aprovei-
tamento desses créditos. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
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a) Com base em que princípio Beta realizou o aproveitamento dos créditos de ICMS? (Valor: 0,60)
b) Beta poderia ter sido autuada pelo Fisco Estadual? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XXV – EXAME/OAB – PROVA REAPLICADAEM PORTO ALEGRE
057. No Estado “X”, até o ano de 2016, o mês para pagamento de Imposto Sobre a Proprieda-
de de Veículos Automotores (IPVA) era março, e o valor poderia ser dividido em, no máximo, 
três parcelas. Em janeiro de 2017, foi editada a Lei n. 123 alterando tal sistemática. A nova lei 
estabeleceu o pagamento para o mês de fevereiro do mesmo exercício, sem a possibilidade de 
parcelamento. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) A alteração do prazo para pagamento poderia se dar por meio de decreto? (Valor: 0,55)
b) A Lei n. 123 precisa respeitar o princípio da anterioridade do exercício financeiro e o da an-
terioridade nonagesimal? (Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
058. A pessoa jurídica Z fez uma Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) 
e não pagou o débito referente ao Imposto sobre a Renda (IRPJ). Meses depois, com o intuito 
de obter a regularidade fiscal necessária para celebrar contrato com pessoa jurídica de direi-
to público, a pessoa jurídica Z realizou o pagamento do tributo. Entendendo que seu paga-
mento se deu de forma espontânea, face a ausência de qualquer procedimento por parte do 
fisco, não efetuou o recolhimento da multa de mora. Sobre a hipótese descrita, responda aos 
itens a seguir:
a) A multa de mora é devida? Fundamente. (Valor: 0,65)
b) Poderia o contribuinte recolher espontaneamente os valores devidos, acrescidos de multa e 
encargos legais, após o início de um procedimento de fiscalização relativo ao mesmo tributo e 
período de apuração? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
059. Mário, 16 anos, ao chegar de viagem do exterior, desacompanhado de seus responsá-
veis, teve sua bagagem verificada pela alfândega. Nesse momento, o representante do fisco 
identificou vinte aparelhos de celular de último tipo e diversos presentes, todos excluídos do 
conceito de bagagem, e promoveu o lançamento do imposto de importação e de multa em 
nome de Mário, por irregularidade na importação das mercadorias que adentraram no país. 
Representado por seu pai, Mário apresentou impugnação ao lançamento do crédito, alegando 
que não tem capacidade civil e que, portanto, não pode ser contribuinte do imposto de impor-
tação, tendo o provimento negado pela autoridade administrativa. Certo de suas alegações, 
após transcorrida a primeira etapa da esfera administrativa, o representante de Mário pretende 
discutir em segunda instância, porém é surpreendido com a exigência, por parte da autoridade 
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administrativa, de depósito prévio como garantia de admissibilidade do recurso. A partir dos 
fatos apresentados, responda aos itens a seguir.
a) Mário pode ser considerado contribuinte do imposto de importação? Justifique. (Valor: 0,65)
b) Ressalvada a excepcionalidade da eventual ausência de bens, é possível a exigência por 
parte da autoridade administrativa de depósito prévio ou de outra forma de garantia como 
requisito de admissibilidade dos recursos na esfera administrativa? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
060. Eduardo arrematou em hasta pública um imóvel situado no Município Alfa, no ano de 
2013. Eduardo não efetuou o pagamento referente ao IPTU do imóvel nos anos de 2014 e 2015. 
Em 2016, surpreende-se com a sua citação, em sede de execução fiscal, para o pagamento 
do imposto referente aos anos de 2012, 2014 e 2015. Em seus Embargos à Execução Fiscal 
alegou que não deveria pagar o imposto referente a 2012 porque arrematou o imóvel em hasta 
pública. Com relação aos anos de 2014 e 2015, argumentou ter alugado o imóvel a Fernando e 
com ele realizado contrato por meio do qual o locatário seria o responsável pelo recolhimento 
do IPTU. Baseando-se na situação acima, responda aos itens a seguir.
a) Eduardo está correto com relação ao argumento utilizado para se esquivar do pagamento do 
imposto referente a 2012? Justifique. (Valor: 0,65)
b) Eduardo está correto com relação ao argumento de que Fernando seria o responsável pelo 
IPTU? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação 
do dispositivo legal não confere pontuação.
XXVI – EXAME/OAB
061. Enunciado João, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Município X, informa que o 
Fisco Municipal cobrou Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de um 
imóvel que o sindicato aluga a terceiros e cujo valor é integralmente utilizado para a defesa dos 
interesses dos trabalhadores sindicalizados. João o consulta, sobre a viabilidade da exigência 
fiscal. Na oportunidade, um dirigente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do Município 
“X” (sindicato patronal) indaga se o IPTU deveria incidir sobre imóvel de propriedade deste 
Sindicato, nas mesmas condições. Sobre a hipótese apresentada, responda aos itens a seguir.
a) O município está correto em cobrar o IPTU sobre o imóvel de propriedade do sindicato dos 
trabalhadores? Justifique. (Valor 0,70)
b) Haveria incidência do IPTU sobre o imóvel de propriedade do sindicato patronal? Justifique. 
(Valor 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dis-
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062. Enunciado A sociedade empresária ABC Ltda., devedora de tributos não pagos no prazo 
devido e de multas tributárias punitivas não pagas, foi incorporada pela sociedade XYZ Ltda. A 
sociedade XYZ resolveu pagar os tributos atrasados da sociedade incorporada, mas foi infor-
mada pela Administração Tributária que também era responsável pelas multas tributárias mo-
ratórias e punitivas devidas pela sociedade ABC Ltda., ainda que referentes a fatos anteriores 
à incorporação. Diante desse quadro, responda aos itens a seguir.
a) A Administração Tributária está correta em exigir da sociedade empresária XYZ Ltda. as 
multas tributárias moratórias e punitivas a que não deu causa, por serem anteriores à incorpo-
ração? (Valor: 0,70)
b) Os sócios-administradores da sociedade incorporadora podem ser pessoalmente responsa-
bilizados pelo pagamento das multas tributárias punitivas da sociedade incorporada antes da 
incorporação? (Valor: 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera 
citação do dispositivo legal não confere pontuação.
063. Enunciado A seguradora ABC S.A. realizou a venda de um lote dos chamados “automó-
veis salvados de sinistro”, isto é, automóveis que, por algum acidente (colisão, enchente etc.), 
perderam mais de 75% de seu valor, sendo sua propriedade transferida para a seguradora, a 
qual paga a correspondente indenização ao segurado. O Fisco do Estado X, alegando que a 
venda dos “automóveis salvados de sinistro” é uma operação de compra e venda de mercado-
rias, exige o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre 
esta operação. Diante do caso exposto, responda aos itens a seguir.
a) O Fisco Estadual está correto em sua exigência? (Valor:0,70)
b) Uma sociedade empresária que se dedicasse exclusivamente a recuperar “automóveis sal-
vados de sinistro”, parcial ou totalmente, vendendo-os, ou suas peças avulsas, aos consumi-
dores em geral, seria contribuinte de ICMS? (Valor: 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve funda-
mentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
064. Enunciado Em abril de 2015, 30 dias após o falecimento de Maria, Joana, uma de suas 
três filhas, ajuizou ação de inventário e partilha e foi nomeada inventariante do espólio de 
sua mãe, composto por dois imóveis. Em julho do mesmo ano, a alíquota do Imposto sobre a 
Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) do estado Y, onde Maria residia e onde estavam 
localizados seus dois imóveis, foi alterada de 4% para 6%. O Fisco Estadual, dois anos após 
o ajuizamento da ação de inventário e partilha, discordando do valor dos bens declarado pela 
inventariante que atribuiu aos imóveis o valor venal vigente na data da abertura da sucessão, 
lançou o ITCMD, utilizando, como base de cálculo, os valores dos bens arbitrados na data da 
avaliação e a alíquota de 6%, então em vigor. A inventariante, após regularmente notificada do 
lançamento do tributo e sentindo-se prejudicada pela decisão desfavorável do Fisco Estadual, 
decidiu impugnar administrativamente o lançamento do tributo. A partir dos fatos apresenta-
dos, responda aos itens a seguir.
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a) A atitude do Fisco em cobrar o ITCMD com base na nova alíquota de 6% está correta? Fun-
damente. (Valor: 0,65)
b) Sobre a base de cálculo, assiste razão à inventariante? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XXVII – EXAME/OAB
065. Enunciado O Município X instituiu, por uma mesma lei ordinária municipal datada de junho 
de 2017, ISS sobre a locação de automóveis realizada em seu território, bem como ISS sobre 
serviços de execução de tatuagens, piercings e congêneres. Em razão dessa lei, em junho de 
2018, uma locadora de veículos foi autuada pelo fisco municipal por não estar declarando nem 
efetuando o recolhimento do referido tributo. Por sua vez, também em junho de 2018, uma loja 
que faz tatuagens foi autuada pelo não recolhimento do tributo, mas judicializou a questão e 
alegou que somente por lei complementar municipal poderia o ISS incidir sobre esse serviço. 
Diante desse quadro, responda aos itens a seguir.
a) A autuação feita pelo fisco municipal contra a locadora de automóveis está correta? 
(Valor: 0,50)
b) O Município X poderia valer-se dessa lei ordinária municipal para instituir fato gerador de ISS 
sobre prestação de serviços de tatuagem? (Valor: 0,75) Obs.: o(a) examinando(a) deve funda-
mentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
066. Enunciado Uma sociedade empresária ABC Ltda. explora a atividade empresarial de mon-
tagem de estruturas de metal para shows e eventos, exercendo suas atividades principalmente 
no Município X, onde está sediada. Excepcionalmente, tal sociedade foi contratada para mon-
tar o palco de um único show no Município Y, executando ali o serviço. Quanto ao serviço pres-
tado em caráter excepcional no Município Y, esse ente federado pretende cobrar o ISS. Diante 
desse quadro, responda aos itens a seguir.
a) Está correta a exigência do Município Y? Justifique. (Valor: 0,80)
b) Caso ambos os Municípios resolvam cobrar ISS pelo serviço prestado, qual seria a medida 
judicial típica e mais adequada, nos termos da legislação, para evitar que o contribuinte pague 
o imposto em duplicidade? (Valor: 0,45) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as res-
postas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
067. Enunciado Uma fábrica montadora de automóveis recolheu, em lugar de uma concessio-
nária de automóveis, o ICMS devido na venda dos veículos ao consumidor final, incluindo o 
valor total do ICMS recolhido na nota fiscal emitida para a concessionária, sendo tais valores 
repassados ao consumidor no preço final. Posteriormente, verificou-se que a base de cálculo 
sobre a qual incidiu o ICMS estava equivocada, tendo a montadora recolhido valor a maior ao 
fisco. Diante desse quadro, responda aos itens a seguir.
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DIREITO TRIBUTÁRIO
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a) Que tipo de responsável tributário é essa montadora em relação à concessionária? Indique 
o fundamento legal. (Valor: 0,50)
b) A montadora, que recolheu sozinha o tributo, possui legitimidade para pleitear a repetição 
de indébito tributário? Justifique. (Valor: 0,75) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
068. O Estado XXX, novo Estado da Federação, resultante de desmembramento do Estado 
YYY, tem dificuldade de instituir, cobrar e fiscalizar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos 
Automotores (IPVA) em todos os seus 200 municípios. Assim, decidiu delegar competência 
legislativa a seus Municípios para que instituíssem o tributo, realizassem a cobrança e promo-
vessem a fiscalização e a administração do referido tributo, impondo aos Municípios o dever 
de repassar 50% das quantias arrecadadas ao Estado. A empresa de transportes de passagei-
ros Sigma, detentora de grande frota de veículos, entendeu por questionar a cobrança do IPVA. 
Diante dos fatos acima expostos, na condição de advogado(a), responda aos itens a seguir.
a) Você vislumbra êxito na pretensão da empresa de transportes Sigma? Justifique. (Valor: 0,60)
b) Se a delegação repousasse apenas sobre as atividades de arrecadação e fiscalização do 
IPVA, seria devida a pretensão da empresa Sigma? Justifique. (Valor: 0.65) Obs.: o(a) exami-
nando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
XXVIII – EXAME/OAB
069. O Fisco Federal ajuíza uma ação de execução fiscal contra a sociedade empresária ABC 
Ltda. por créditos tributários vencidos e não pagos. Contudo, ao se tentar promover a citação 
da executada pelos Correios, percebe-se que a sociedade já não funciona no local por ela de-
clarado ao Fisco, sem que tenha comunicado a nenhum órgão competente o local onde pode 
receber citações ou onde continua realizando suas atividades. Também não são encontrados 
bens da executada que pudessem ser objeto de penhora. Diante dessa situação, responda aos 
itens a seguir.
a) Frustrada a citação via postal, por quais outros meios se fará a citação da sociedade nesta 
execução fiscal? (Valor: 0,50)
b) Qual a consequência, para o sócio-administrador que sempre integrou a sociedade, de a 
executada não ser encontrada no domicílio por ela declarado? (Valor: 0,75) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
070. Enunciado No intuito de aumentar a arrecadação, o prefeito do Município X sancionou 
lei que fixou uma nova base de cálculo do IPTU. A referida lei foi publicada em novembro de 
2016, estabelecendo que sua vigência se dará após a data de sua publicação. Bruno e Thiago 
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são irmãos que, por herança, tornaram-se proprietários de um imóvel, no qual, apenas Thiago 
reside. Em janeiro de 2017, Bruno foi notificado do lançamento do IPTU referente ao imóvel 
de residência de Thiago, tendo 30 dias para pagá-lo. Bruno alegou que, pelo fato de apenas 
Thiago residir no imóvel, mesmo ele sendo coproprietário do bem, não precisaria pagar o im-
posto. Além disso, afirmou que, ainda que tivesse que pagá-lo, a lei que fixou uma nova base 
de cálculo do IPTU não respeitou a anterioridade nonagesimal. Sobre a hipótese apresentada, 
responda aos itens a seguir.
a) Bruno está correto ao alegar que não é obrigado ao pagamento do imposto? (Valor: 0,65)
b) Bruno está correto ao alegar que a lei que fixou uma nova base de cálculo do IPTU violou a 
anterioridade nonagesimal? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as res-
postas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
071. Enunciado Maria, servidora pública do Estado X, verificou no contracheque referente ao 
mês de março que foi retido de sua remuneração um adicional de 2%, referente ao Imposto 
sobre a Renda Pessoa Física – IRPF. Ao questionar seu órgão de vinculação, obteve a informa-
ção de que a cobrança tinha por fundamento a Lei Estadual n. 12.345, editada no último dia do 
exercício imediatamente anterior. Indignada com a cobrança, Maria procura você, na condição 
de advogado(a), para que adote as providências cabíveis, a fim de questionar judicialmente o 
desconto e obter a devolução do valor recolhido, já que seu pedido administrativo foi negado. 
Analisando o contexto fático descrito, responda aos itens a seguir.
a) No caso de eventual ação de repetição de indébito, qual a parte legítima para figurar no polo 
passivo da ação? (Valor: 0,65)
b) O Estado X poderia ter estipulado o adicional de IRPF para seus servidores? (Valor: 0,60) 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal 
não confere pontuação.
072. Enunciado Em 01 de novembro de 2017, o Estado X instituiu um sistema progressivo de 
alíquotas para o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCD. A redação do 
dispositivo legal era a seguinte: “Art. 26 – O valor da totalidade dos bens e direitos transmitidos 
é a base de cálculo do imposto e sobre ela incidirão as seguintes alíquotas: I – 4% (quatro por 
cento), para valores entre R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) e R$ 50.000,00 (cinquenta 
mil reais); II – 6% (seis por cento), para valores entre R$ 50.000,01 (cinquenta mil reais e um 
centavo) e R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais); III – 8% (oito por cento), para valo-
res acima de R$ 250.000,01 (duzentos e cinquenta mil reais e um centavo). Parágrafo único: 
há isenção do imposto quando a totalidade dos bens e direitos transmitidos não exceder R$ 
2.000,00 (dois mil reais)”. Caio, residente no Estado Y, recebeu de herança um bem imóvel 
localizado no Estado X, no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), e decidiu impugnar 
o lançamento, afirmando que a progressividade do ITCD é inconstitucional, por ser este um 
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DIREITO TRIBUTÁRIO
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imposto de caráter real. Alegou, ainda, que o imposto é devido no Estado Y, local de sua resi-
dência. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) Caio está correto quanto à alegação de inconstitucionalidade da progressividade do impos-
to? (Valor: 0,80)
b) Em qual Estado o ITCD é devido? (Valor: 0,45) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar 
as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XXIX – EXAME/OAB
073. Enunciado O Município X, por meio de atuação conjunta do Fisco Municipal e da Secre-
taria Municipal responsável pela fiscalização sobre os estabelecimentos comerciais nele si-
tuados, autuou um restaurante, sob o fundamento de que não estava recolhendo ISS sobre 
a prestação de serviços de preparação de alimentos e atendimento dos clientes nas mesas. 
Ademais, também se verificou que o restaurante não recolhera, no último ano, a taxa anual de 
licença para localização e funcionamento de estabelecimentos comerciais, sendo, portanto, 
autuado também por esse fato. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) A autuação do Município X referente ao não pagamento de ISS está correta? (Valor: 0,65)
b) Para a exigência da referida taxa anual de licença, é necessário que o Município exerça 
efetivamente a atividade de fiscalização sobre estabelecimentos comerciais ou basta que o 
faça potencialmente? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. 
A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
074. Enunciado A refinaria de petróleo Alfa vende seus produtos à pessoa jurídica Beta, co-
merciante de combustíveis e lubrificantes. Beta, por sua vez, revende seus produtos aos con-
sumidores. O Estado X possui a Lei Ordinária n. 123, que estabelece que as indústrias são res-
ponsáveis tributárias por todo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) 
incidente na cadeia produtiva (regime da Substituição Tributária). Em novembro de 2017, Beta 
recebeu de Alfa os produtos que iria revender. No mesmo mês, sofreu um incêndio em sua 
sede e, consequentemente, perdeu todos os produtos, razão pela qual não efetuou qualquer 
venda naquele mês. No mês de dezembro, já restabelecidas as condições para a retomada de 
suas atividades, Beta recebeu novos produtos de Alfa. Para tentar recuperar o prejuízo do mês 
anterior, Beta realizou uma promoção e os revendeu, no mesmo mês de dezembro, a preço in-
ferior ao presumido (que servira de base de cálculo para o recolhimento do ICMS pelo regime 
da Substituição Tributária). Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) A refinaria Alfa poderá pleitear a restituição do valor pago a título de ICMS, pelo regime da 
Substituição Tributária, relativo ao mês de novembro? (Valor: 0,60)
b) Em relação ao mês de dezembro, Beta poderá recuperar o valor pago a mais, a título de 
ICMS, pelo regime da Substituição Tributária? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fun-
damentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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075. Enunciado João dos Santos, em abril de 2016, declarou, à Receita Federal do Brasil, os 
rendimentos que auferiu no exercício financeiro anterior, reconhecendo o débito tributário do 
Imposto sobre a Renda (IR). Apesar de a declaração ter sido regular, o contribuinte não pagou 
o Imposto sobre a Renda devido. No mês seguinte ao vencimento do tributo, antes do início 
de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, João emite a respectiva 
guia e faz o recolhimento do tributo ao Fisco. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) Em que momento o crédito tributário foi constituído definitivamente? (Valor: 0,60)
b) O Fisco poderá cobrar multa de João pelo pagamentofeito após o vencimento, mesmo à 
luz do Art. 138 do CTN, que prevê o benefício da denúncia espontânea? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) 
examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não con-
fere pontuação.
076. Enunciado José da Silva, aposentado, foi acometido de neoplasia maligna (câncer), do-
ença prevista em lei como moléstia grave e que autoriza a concessão de isenção de Imposto 
sobre a Renda da Pessoa Física sobre os proventos de aposentadoria. Ele apresentou seus 
exames e laudos de seus médicos particulares, requerendo à Receita Federal do Brasil que a 
isenção fosse reconhecida. O Fisco federal, contudo, negou o pedido, exigindo que fosse apre-
sentado laudo médico oficial, e não de médicos privados. Diante da negativa, José da Silva 
buscou a declaração do seu direito à isenção pela via judicial. Diante desse quadro, responda 
aos itens a seguir.
a) A apresentação de laudo médico oficial é imprescindível para o reconhecimento judicial da 
isenção? (Valor: 0,55)
b) Se, após o tratamento adequado, José da Silva não apresentar mais sintomas da enfermi-
dade, a isenção deverá ser revogada por ele não cumprir mais o requisito de ser portador de 
moléstia grave, nos termos do Art. 179, § 2º, do CTN? (Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
XXX – EXAME/OAB
077. Enunciado A entidade beneficente de assistência social Associação Lar Das Crianças, 
devidamente registrada e cumprindo todos os requisitos legais para o gozo de imunidade tri-
butária, requereu à Receita Federal o reconhecimento de imunidade tributária quanto às contri-
buições para a seguridade social. O Fisco federal negou o pedido, afirmando que a imunidade 
tributária das entidades beneficentes de assistência social somente abarcava impostos, nos 
termos do Art. 150, inciso VI, alínea c, da CRFB/1988, mas não contribuições. Além disso, o 
Fisco notificou a entidade para que apresentasse a escrituração de suas receitas e despesas, 
o que a entidade se recusou a fazer, alegando que não estava obrigada a manter essa escritu-
ração em razão de sua imunidade tributária. Sobre o caso narrado, responda aos itens a seguir.
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a) As entidades beneficentes de assistência social, que cumprem todos os requisitos legais para 
o gozo de imunidade tributária, também fazem jus ao reconhecimento de imunidade tributária 
quanto a contribuições para a seguridade social ou apenas quanto a impostos? (Valor: 0,60)
b) Está correta tal entidade beneficente de assistência social em se negar a apresentar a escri-
turação de suas receitas e despesas? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar 
suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
078. Enunciado A pessoa jurídica X, na condição de importadora de produtos industrializados, 
ajuizou medida judicial pleiteando a restituição de valores pagos a título de Imposto sobre Pro-
dutos Industrializados (“IPI”). No caso em questão, o contribuinte pagou o tributo em operação 
de revenda por ocasião da saída de seu estabelecimento e entendeu que o pagamento foi feito 
indevidamente, uma vez que não houve processo de industrialização no Brasil. Em seu pleito, 
a pessoa jurídica X requereu, em sede de antecipação de tutela, a compensação dos valores 
pagos a título de IPI, objeto de contestação. Com base nos fatos apresentados acima, respon-
da aos itens a seguir.
a) A ausência de operação de industrialização no Brasil inviabiliza a cobrança do IPI na revenda 
pelo importador? (Valor: 0,65)
b) É possível requerer, em sede de antecipação de tutela, a compensação de eventual tributo 
pago indevidamente? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
079. Enunciado Motivados pela forte queda nas vendas de eletrodomésticos da denominada 
“linha branca” no país, os Estados, por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária – 
CONFAZ, celebraram Convênio ICMS específico prevendo benefício fiscal do ICMS às empresas 
atuantes nesse setor, por meio da concessão de redução da base de cálculo do imposto inci-
dente na comercialização de todos os produtos enquadrados nesse segmento. O Estado X, no 
intuito de proporcionar aos contribuintes localizados no seu território a fruição desse benefício 
fiscal, editou lei ordinária internalizando os termos do Convênio. Porém, ao formular a relação 
descritiva das mercadorias beneficiadas pela lei estadual, o Estado X deixou de incluir alguns 
produtos classificados como eletrodomésticos da “linha branca”, dentre os quais, aparelhos 
micro-ondas; e, estendeu os benefícios a produtos que não compõem a “linha branca”, alegando 
a necessidade de estimular setores específicos da economia local, que estariam perdendo mer-
cado para concorrentes de outros Estados. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) É autorizado ao Estado X estender o benefício fiscal a produtos que não integram a deno-
minada “linha branca”, considerando que somente este segmento foi abrangido pelo Convênio 
CONFAZ? (Valor: 0,60)
b) O Estado X, tendo ratificado o Convênio em questão, pode aplicá-lo parcialmente, alcançan-
do apenas parte dos produtos discriminados no Convênio celebrado pelo CONFAZ? (Valor: 
0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do disposi-
tivo legal não confere pontuação.
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080. Enunciado José da Silva, desejando integralizar sua parte no capital social da sociedade 
empresária da qual é sócio, buscou transmitir imóvel de sua propriedade, de alto valor, para 
a sociedade empresária, cuja atividade preponderante é a de locação de imóveis. Ele ficou 
surpreso ao verificar que havia cobrança do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) 
e, mais admirado ainda, com a aplicação de alíquota superior àquela aplicada a outros imó-
veis de menor valor, em razão da existência de lei municipal ordinária estabelecendo alíquo-
tas progressivas do ITBI em função do valor do imóvel. Diante desse cenário, responda aos 
itens a seguir.
a) José da Silva tem razão ao ser contrário à cobrança de ITBI? (Valor: 0,65)
b) José da Silva tem razão ao insurgir-se contra a diferença na alíquota de ITBI cobrada? (Valor: 
0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do disposi-
tivo legal não confere pontuação.
XXXI – EXAME/OAB
081. Enunciado Marcos dos Santos, em grave dificuldade financeira, embora tenha entregado 
a declaração de ajuste anual do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF) no último dia 
de abril de 2018, não pagou o IR devido, cujo valor era de R$ 22.000,00. Em agosto de 2018, o 
débito foi devidamente inscrito em dívida ativa e, em dezembro do mesmo ano, foi proposta a 
execução fiscal contra ele. Marcos é proprietário apenas do imóvel em que reside, não tendo 
outros bens ou rendas suficientes para o total pagamento da dívida inscrita. Diante desse ce-
nário, responda aos itens a seguir.
a) O referido imóvel responde pelo pagamento desse crédito tributário? (Valor: 0,50)
b) Se Marcos tivesse umimóvel e um automóvel para lazer, e efetuasse doação do automóvel 
antes da inscrição em dívida ativa (mas após o vencimento do tributo), poderia ser presumida 
fraudulenta a doação? (Valor: 0,75) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
082. Enunciado A sociedade empresária ABC Ltda. realizou, em 10/01/2014, fato gerador de 
um tributo sujeito a lançamento por homologação. O prazo final para entrega da declaração e 
pagamento era 10/02/2014, mas a empresa nem entregou a declaração, nem pagou o tributo 
devido. Em razão disso, o Fisco, em 05/02/2019, realizou lançamento de ofício do tributo de-
vido, notificando a contribuinte, em 15/02/2019, para impugnar ou pagar o débito em 30 dias. 
A sociedade empresária, no entanto, nem pagou, nem impugnou administrativamente tal lan-
çamento. O débito é inscrito em dívida ativa e, em 10/06/2019, é ajuizada ação de execução 
fiscal contra ela, com despacho do juiz ordenando a citação, em 30/06/2019. A sociedade 
empresária, ao fazer sua defesa em embargos à execução fiscal, alega que o direito de lançar 
aquele crédito tributário já havia sido alcançado pela decadência, pois, nos termos do Art. 150, 
§ 4º, do CTN, aplicável aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, já havia trans-
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corrido mais de cinco anos entre a data do fato gerador e o lançamento efetuado pelo Fisco. 
Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) Tem razão a sociedade empresária em sua alegação? (Valor: 0,55)
b) Caso a sociedade empresária houvesse declarado corretamente o tributo devido em 
10/02/2014, mas não tivesse efetuado o seu recolhimento, seria possível ajuizar a execução 
fiscal em 10/06/2019? (Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
083. Enunciado O Brasil firmou com um país escandinavo, signatário do GATT (Acordo Geral 
sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio), um tratado, concedendo isenção de ICMS na importa-
ção de alguns produtos deste país estrangeiro, e garantindo reciprocidade aos similares nacio-
nais, quando importados pelo país estrangeiro. Um Estado-membro da Federação brasileira, 
já tendo sido o tratado internacional internalizado, não concordou com a perda de receita que 
começou a sofrer como resultado de sua aplicação. Por isso, promulgou uma lei estadual re-
vogando a isenção concedida. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) Tal isenção de ICMS pode ser concedida mediante tratado em que os Estados-membros da 
Federação não são parte? (Valor: 0,65)
b) Sendo o ICMS um tributo de competência estadual, lei estadual superveniente pode revogar 
a isenção concedida por um tratado internacional? (Valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
damentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
084. Enunciado A autarquia municipal responsável pelo serviço de coleta de lixo envia a Mar-
cos Silva, possuidor em vias de usucapir imóvel situado no Município X, carnê de cobrança 
da taxa de coleta de lixo proveniente de imóveis, por força de delegação feita regularmente 
pelo referido ente municipal. Marcos insurge-se contra a cobrança, alegando que somente o 
Município, na qualidade de ente federado, poderia cobrar tributos, bem como o fato de que não 
seria contribuinte dessa taxa, por ser mero possuidor do imóvel, devendo a cobrança ser feita 
diretamente ao proprietário. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) A autarquia municipal pode realizar a cobrança dessa taxa? Justifique. (Valor: 0,65)
b) O mero possuidor pode ser contribuinte dessa taxa? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
XXXII – EXAME/OAB
085. Enunciado O partido político XYZ do Brasil alugou um imóvel de sua propriedade ao loca-
tário Mateus Silva. Posteriormente, Mateus recebeu, no imóvel, um carnê contendo cobrança 
de Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo, com lançamento efetuado em nome do proprietário. Ma-
teus Silva, verificando seu contrato de locação, percebeu que havia previsão de que o locatário 
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deveria arcar com o valor do pagamento de taxas que recaíssem sobre o imóvel. Entendendo 
que a cobrança era indevida, por violar a imunidade tributária dos partidos políticos e por não 
se tratar de serviço público remunerável por taxa, o locatário promove ação judicial para discu-
tir o débito. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) É devida a cobrança da Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo em relação ao imóvel? (Valor: 0,75)
b) O locatário pode promover ação judicial para discutir o débito tributário? (Valor: 0,50) Obs.: 
o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
086. Enunciado João, residente no estado X, é proprietário de veículo licenciado no município 
Y, situado no estado X. João não pagou o IPVA do carro, com vencimento previsto para a data 
de 11/05/2017, data esta publicada no Diário Oficial, pelo ente público, em calendário espe-
cífico para recolhimento do IPVA. Considerando que não houve envio de correspondência à 
residência de João, responda aos itens a seguir.
a) Ocorreu a constituição definitiva do crédito tributário? (Valor: 0,65)
b) Qual será o termo inicial do prazo prescricional para o ajuizamento da Execução Fiscal, na 
hipótese de constituição definitiva do crédito de IPVA? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
087. Enunciado Lei municipal fixou determinada área do Município como zona de expansão 
urbana. Contudo, a região ainda não conta com melhorias típicas de áreas urbanas, tais como 
meio-fio ou calçamento, canalização de águas pluviais, abastecimento de água, sistema de 
esgotos sanitários, rede de iluminação pública, escolas primárias ou posto de saúde. A maior 
parte dos terrenos da região é ocupada por possuidores, que ali instalaram suas moradias. Os 
possuidores se surpreenderam quando começaram a receber carnês de IPTU do Município, 
insurgindo-se contra a cobrança. Sobre a hipótese apresentada, responda aos itens a seguir.
a) É possível que meros possuidores sejam considerados contribuintes de IPTU pelo Municí-
pio? (Valor: 0,55)
b) É possível cobrar IPTU em tal zona, em que ausentes melhorias típicas de áreas urbanas? 
(Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
088. Enunciado Após se lograr vencedora em um processo licitatório privado para fornecimen-
to de 300 notebooks para a Associação X, reconhecida como entidade beneficente de assis-
tência social, a pessoa jurídica Alpha ingressa com Mandado de Segurança, visando afastar 
o pagamento do ICMS incidente na importação desses notebooks, sob o fundamento de que 
a Associação X, destinatária final das mercadorias, possui imunidade tributária, por força do 
disposto no Art. 150, inciso VI, alínea c, da CRFB/1988. Diante desse cenário,responda aos 
itens a seguir.
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a) Quanto ao mérito, procede o argumento da pessoa jurídica Alpha? (Valor: 0,65)
b) Caso o ICMS incidente na importação seja recolhido a maior por Alpha e o seu valor seja em-
butido no preço de venda para a Associação X, poderia essa Associação ingressar com pedido 
de restituição do imposto recolhido na importação? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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GABARITO COMENTADO
Aula 03: Questões Discursivas – Exame de Ordem
XIII – Exame/OAB
001. O setor contábil da pessoa jurídica LP Ltda. entrega ao Fisco a Declaração de Débitos e 
Créditos Tributários Federais (DCTF), devidamente preenchida, com relação ao recolhimento 
da contribuição para o PIS e da COFINS. A Fazenda Nacional atestou que os respectivos tribu-
tos declarados no documento foram recolhidos a menor e enviou simples aviso de cobrança, 
quanto à diferença não recolhida. Para participar em procedimento licitatório de seu interesse, 
a LP Ltda. não pode apresentar pendências fiscais e, por isso, interessa saber, com base na 
situação descrita:
a) Houve a constituição do crédito tributário relativo à diferença do valor já declarado mas não 
recolhido pela LP Ltda.? Qual a posição dominante no STJ sobre o momento da constituição 
do crédito tributário? (Valor: 0,65)
b) A pessoa jurídica tem direito subjetivo à expedição de certidão negativa ou positiva com 
efeito de negativa? (Valor: 0,60) O examinando deve fundamentar corretamente sua resposta. 
A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua.
a) Sim, houve. Ela ocorreu no momento da entrega da DCTF. A Súmula n. 436 do STJ estabelece 
que: “A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito 
tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco”.
b) Não, pois a pessoa jurídica mantém pendências fiscais. Neste sentido, dispõe a Súmula n. 
446 do STJ: “Declarado e não pago o débito tributário pelo contribuinte, é legítima a recusa de 
expedição de certidão negativa ou positiva com efeito de negativa”.
002. No município X, a lei determina que, no caso de aquisição de imóvel em hasta pública, 
o fato gerador do Imposto sobre Transmissão inter-vivos, a qualquer título, por ato oneroso, 
de bens imóveis (ITBI) ocorre quando do registro do título aquisitivo no Registro de Imóveis. 
Em março de 2012, um imóvel localizado no município X é arrematado em hasta pública, e o 
arrematante paga o ITBI antecipadamente. A emissão da carta de arrematação e o registro da 
mesma no competente cartório do Registro de Imóveis ocorrem em maio do mesmo ano. Em 
novembro do referido exercício, o município X publica lei (vigente a partir da publicação) aumen-
tando a alíquota de ITBI e, ato contínuo, emite lançamento para cobrar, do citado arrematante, 
a correspondente diferença de ITBI em relação ao já pago. Responda fundamentadamente:
a) O ITBI incidente sobre a operação narrada deveria ter sido recolhido ao município X? 
(Valor: 0,25)
b) Procede a cobrança, pelo município X, da diferença referida no enunciado? (Valor: 1,00) A 
simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua.
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a) Sim, pois ocorreu fato gerador e o imóvel se situa em X, conferindo a competência para exi-
gir o respectivo ITBI, nos termos do art. 156, § 2º, II, da CRFB.
b) Não, pois a cobrança se volta para fato ocorrido anteriormente à vigência da lei que majorou 
o tributo, o que viola o princípio constitucional da irretroatividade tributária (art. 150, III, “a”, da 
CRFB). Além disso, trata-se de fato ocorrido no mesmo exercício daquele de publicação da lei 
majorante e antes de decorridos noventa dias da referida publicação, o que viola os princípios 
constitucionais da anterioridade de exercício e anterioridade nonagesimal (art. 150, III, “b” e “c”, 
da CRFB) cuja aplicabilidade não é excepcionada pela Carta Política no caso do ITBI.
003. Julgada procedente a ação de repetição de indébito de imposto recolhido em 2009, pro-
posta em face da Fazenda Estadual, José da Silva recorreu da decisão que lhe foi favorável, 
pretendendo alterar o marco temporal de aplicação dos juros moratórios constante da decisão 
judicial. O julgado determinou como devida a incidência dos juros moratórios na ordem de 1% 
ao mês, a contar do trânsito em julgado da sentença, contrariando a pretensão autoral, que 
pleiteava o início do cômputo a partir da realização do pagamento indevido. Considerando que 
a legislação do Estado em questão não possui nenhuma norma própria a regular os índices de 
juros do imposto a ser restituído, responda aos itens a seguir.
a) O contribuinte tem razão? Resposta fundamentada. (Valor: 0,80)
b) Acaso a ação repetitória tratasse de um tributo federal, a contagem acerca da incidência 
dos juros seria diferente? Resposta fundamentada. (Valor: 0,45) Justifique utilizando todos os 
fundamentos jurídicos aplicáveis à espécie. A simples menção ou transcrição do dispositivo 
legal não pontua.
a) Não, o contribuinte não tem razão. Conforme esposado na Súmula n. 188 do STJ, “os juros 
moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da 
sentença”. Além disso, determina o artigo 167, parágrafo único, do CTN: “A restituição vence 
juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar.”
b) Na hipótese do tributo ser federal, será aplicado o disposto pela Lei n. 9.250/1995, que altera 
a legislação do Imposto sobre a Renda, a qual, no seu artigo 39, §4º, determina:
“A partir de 1º de janeiro de 1996, a compensação ou restituição será acrescida de juros equivalen-
tes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC para títulos federais, 
acumulada mensalmente, calculados a partir da data do pagamento indevido ou a maior até o mês 
anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo 
efetuada.”
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DIREITO TRIBUTÁRIO
Maria Christina Barreiros D’ Oliveira
004. Uma pessoa jurídica, contribuinte do ICMS do Estado X, foi autuada por não recolhimento 
do ICMS devidamente escriturado, mas não informado em GIA-ICMS, dos meses de janeiro a 
julho de 2011. Foi exigida multa de 80% do valor não recolhido. No mêsde maio de 2012, foi 
ajuizada a execução fiscal para cobrança do crédito tributário. Devidamente citada, a socieda-
de ofereceu um caminhão em garantia, que foi aceito pelo exequente e penhorado. A pessoa 
jurídica apresentou embargos à execução, sendo os mesmos desprovidos. Recorreu para o Tri-
bunal de Justiça, que, por sua vez, não proveu a apelação. Protocolou recurso especial, estando 
este sujeito ao exame de admissibilidade. A Fazenda Estadual requereu o leilão do veículo, o 
que foi deferido em agosto de 2013. O leilão foi marcado para 16 de dezembro de 2013. No dia 
6 de dezembro foi publicada lei estabelecendo o percentual da multa para a mesma infração 
em 50%. Diante da hipótese, qual é o percentual de multa que deve prevalecer? (Valor: 1,25) O 
examinando deve fundamentar corretamente sua resposta. A simples menção ou transcrição 
do dispositivo legal não pontua.
Deve ser considerado o percentual estabelecido na nova lei (50%), sendo aplicável a lei mais 
benéfica de forma retroativa por força do disposto no artigo 106, II, “c”, do CTN. Isso por tratar-
-se de ato ainda não definitivamente julgado, assim entendida a execução fiscal não definitiva-
mente encerrada, ou seja, aquela em que não foram ultimados os atos executivos destinados 
à satisfação da prestação.
XIV – EXAME/OAB
005. Ocorre o fato gerador do imposto sobre transmissão causa mortis e doação (ITCMD) em 
15.01.2001. Como não houve o recolhimento do imposto devido nem declaração por parte do 
contribuinte, em 17.07.2006 a Fazenda Estadual realiza o lançamento de ofício do imposto, 
dando ciência ao contribuinte. Após a interposição tempestiva de impugnação administrativa 
pelo contribuinte contra o lançamento e trâmite regular do processo administrativo tributário, 
o crédito foi constituído definitivamente em 10.06.2007, sendo o sujeito passivo notificado, 
pessoalmente, na mesma data. Em razão de o valor do crédito tributário estar abaixo do limite 
de ajuizamento previsto na legislação estadual para a sua cobrança judicial, a Fazenda Estadu-
al não ajuizou a respectiva Execução Fiscal. Em 24.07.2012, a fim de regularizar sua situação 
junto ao Fisco, o contribuinte realiza o pagamento da dívida. Diante desse cenário, responda 
aos itens a seguir.
a) Na data em que foi realizado o pagamento, o crédito tributário estava decaído? (Valor: 0,40)
b) Na data em que foi realizado o pagamento, o crédito tributário estava prescrito? (Valor: 0,40)
c) Caso efetue o pagamento de um crédito prescrito, pode o contribuinte pleitear a restituição 
da quantia que foi paga? (Valor: 0,45) Obs.: responda às questões de forma fundamentada, 
indicando os dispositivos legais pertinentes.
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a) No caso em tela, não se pode falar em decadência. Com efeito, nos termos do Art. 173, inci-
so I, do CTN, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 05 
anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter 
sido realizado. Como o lançamento poderia ser realizado no exercício de 2001, já que o fato ge-
rador foi praticado 15/01/2001, o prazo de 05 anos iniciou-se no primeiro dia útil do exercício 
seguinte, ou seja, 01/01/2002. Dessa forma, como o lançamento foi realizado em 17/07/2006, 
não transcorreram os 05 anos previstos no CTN para a extinção do direito da Fazenda Pública 
constituir o crédito.
b) No que concerne à prescrição, o artigo 174, do CTN, estabelece que a ação para a cobrança 
do crédito tributário prescreve em 05 anos contados da data da sua constituição definitiva. O 
crédito em questão foi definitivamente constituído em 10/06/2007. Portanto, em 24/07/2012, 
quando foi efetuado o pagamento, a dívida já estava prescrita.
c) Nos termos do artigo 156, inciso V, do CTN, a prescrição extingue o crédito tributário. Assim, 
se na data do pagamento o crédito tributário já estava extinto, pode-se afirmar que o pagamen-
to é indevido. Em sendo indevido, o contribuinte pode pleitear a restituição da quantia paga nos 
termos do Art. 165 do CTN.
006. Espécies Tributárias: Impostos. ENUNCIADO A pessoa jurídica “X” é fabricante de telefo-
nes celulares, e nas vendas realizadas para seus adquirentes, comerciantes de tais aparelhos, 
efetua remessas de telefones entre diferentes Estados da federação. Em março de 2014, o 
Estado “Y”, ao fiscalizar uma dessas remessas, verificou que a pessoa jurídica “X” não recolheu 
o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (“ICMS”) incidente sobre 
tal operação e, imediatamente, apreendeu todos os telefones celulares. Tendo em vista o caso 
apresentado, responda, fundamentadamente, aos itens a seguir.
a) O Estado “Y” agiu corretamente ao apreender as mercadorias? (Valor: 0,60)
b) Será aplicável a alíquota interna ou a interestadual à operação, realizada pela pessoa jurídica 
“X”, de remessa de aparelhos celulares a consumidor final localizado em outro Estado, quando 
o destinatário não for contribuinte do ICMS? (Valor: 0,65) Obs.: a mera citação ou transcrição 
do artigo ou súmula não pontua.
a) Não, uma vez que o Estado dispõe de meios legalmente previstos para a cobrança de tribu-
tos e, consequentemente, para a satisfação dos seus créditos. Nesse sentido, dispõe e Súmula 
n. 323, do Supremo Tribunal Federal, que “é inadmissível a apreensão de mercadorias como 
meio coercitivo para pagamento de tributos”.
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b) Conforme dispõe o Art. 155, § 2º, VII, b, da Constituição, em relação às operações e presta-
ções que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado, quando o 
destinatário não for contribuinte do imposto, adotar-se-á a alíquota interna.
007. A pessoa jurídica Bom Porto S.A., domiciliada no Município A, prestou serviços portuários 
no Município B, onde se localiza o Porto de Ferro. A pessoa jurídica não realizou o pagamento 
do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS, e os dois Municípios lavraram auto de 
infração visando à cobrança do ISS.
a) Qual o Município competente para a cobrança do ISS? Justifique. (Valor: 0,60)
b) Qual a medida judicial mais adequada para dirimir, na hipótese, o conflito de competência tri-
butária relativo ao ISS? (Valor: 0,65) Obs.: a mera citação ou transcrição do artigo não pontua.
a) Segundo o Art. 3º, inciso XXII, da Lei Complementar n. 116/2003, o serviço considera-se 
prestado no local do porto, no caso dos serviços descritos pelo item 20 da lista anexa (Servi-
ços portuários, aeroportuários, ferroportuários, de terminais rodoviários, ferroviários e metro-
viários). Sendo assim, o Município B, onde se localiza o Porto de Ferro, é o competente para 
cobrança do ISS na hipótese.
b) A medida judicial mais adequada é a ação de consignação em pagamento, nos termos do 
Art. 164, inciso III, do CTN.
008. No início do ano de 2014, João da Silva realizou a importação de um carro de procedência 
alemã para uso próprio. Na entrada da mercadoria importada do exterior, João da Silva foi sur-
preendido pela notificação de lançamento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação 
de Mercadorias e Serviços – ICMS, cobrado pelo Estado da Federação em que João reside, 
que, por suavez, desde 2006 conta com lei estadual prevendo a incidência do imposto nesta 
hipótese. O desembaraço ocorrerá nesse mesmo Estado, que determinou a retenção do carro 
até que o ICMS viesse a ser pago. João da Silva apresenta, então, impugnação ao lançamento, 
alegando que não é contribuinte do imposto e que, portanto, a cobrança é inconstitucional. 
Sobre o assunto, responda aos itens a seguir.
a) A alegação de João da Silva está correta? Fundamente. (Valor: 0,70)
b) O Estado pode reter a mercadoria? Fundamente. (Valor: 0,55)
a) Trata-se de questão envolvendo a incidência do ICMS sobre importações. Após a edição 
da Emenda Constitucional n. 33, de 2001, que modificou a redação original do Art. 155, § 2º, 
inciso IX, alínea a, da Constituição Federal, o ICMS incide sobre a entrada de bem ou merca-
doria importados do exterior por pessoa física. Sendo assim, a alegação do João da Silva não 
está correta.
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b) Sim, a autoridade aduaneira, responsável pelo desembaraço da mercadoria somente, libe-
rará o carro importado mediante a exibição do comprovante de pagamento do imposto inci-
dente no ato do despacho aduaneiro, conforme previsto no Art. 12, § 2º, da Lei Complementar 
n. 87/1996.
XV – EXAME/OAB
009. Determinado Estado da Federação brasileira publicou, em 19/12/2013, a Lei Estadual n. 
5.678/1960, a qual introduziu algumas alterações na Lei Estadual n. 1.234, que dispõe sobre a 
cobrança do imposto sobre transmissão causa mortis e doação – ITCMD no âmbito daquele 
Estado. A nova Lei Estadual n. 5.678/1960 passou a vigorar na data da sua publicação, confor-
me expressamente previsto em um dos seus artigos. Dentre as alterações introduzidas pelo 
novo diploma legal, houve (i) o aumento da alíquota do imposto; e (ii) a redução da penalidade 
incidente para o caso de atraso no pagamento. João, dono de vários veículos, doou um veículo 
a Pedro em 02/12/2013, mas, na qualidade de contribuinte, deixou de efetuar o pagamento 
do imposto no prazo legal, que venceu em 17/12/2013, antes do advento da Lei Estadual n. 
5.678/1960. Posteriormente, em 03/01/2014, João doou outro veículo a Tiago. Tendo em vista 
o exposto, responda aos itens a seguir.
a) João faz jus à penalidade reduzida, introduzida pela Lei Estadual n. 5.678/1960, para o paga-
mento do crédito tributário inadimplido incidente sobre a doação efetuada a Pedro? (Valor: 0,60)
b) Na doação efetuada a Tiago, incide a alíquota do imposto majorada pela Lei Estadual n. 
5.678/1960? (Valor: 0,65) O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
a) João faz jus à penalidade reduzida introduzida pela Lei Estadual n. 5.678/1960, mesmo con-
siderando que o prazo de pagamento do imposto devido pela doação a Pedro venceu antes da 
publicação da referida Lei. Isso porque, de acordo com o Art. 106, inciso II, alínea c, do Código 
Tributário Nacional, que trata da retroatividade benigna, a lei tributária aplica-se a ato ou fato 
pretérito quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo 
da sua prática.
b) Na doação efetuada a Tiago, não incide a alíquota do imposto majorada pela Lei Estadual n. 
5.678/1960. De acordo com o Art. 150, inciso III, da Constituição da República, é vedada a co-
brança do tributo com a alíquota majorada: (i) no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que o aumentou (alínea b); (ii) antes de decorridos 90 (noventa) dias da data em 
que haja sido publicada a lei que o aumentou. No caso, embora a Lei n. 5.678/1960 tenha sido 
publicada no exercício anterior àquele em que ocorreu o fato gerador (“doação”), em observân-
cia à anterioridade prevista no Art. 150, inciso III, alínea b, da Constituição da República, entre a 
data da publicação e a realização do fato gerador não transcorreram os 90 (noventa) dias pre-
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vistos no Art. 150, inciso III, alínea c, da Constituição da República. Dessa forma, em razão da 
necessidade de observância do referido dispositivo, a alíquota do imposto, majorada pela Lei 
Estadual n. 5.678/1960, somente incidirá sobre fatos geradores ocorridos após 90 (noventa) 
dias da data de sua publicação.
010. Em 2001, Caio Silva comprou um imóvel de Tício Santos. Em 2002, a Fazenda Nacional 
inscreveu em dívida ativa créditos decorrentes do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 
– IRPF, que em 2000 haviam sido objeto de constituição definitiva contra Tício. Em 2007, a 
Fazenda Nacional ajuizou execução fiscal visando à cobrança dos créditos de IRPF. Após Tício 
ser citado sem garantir o Juízo, a Fazenda Nacional requereu a penhora do imóvel vendido a 
Caio, visto que a alienação foi realizada quando o fato gerador do IRPF já tinha ocorrido, o que 
a tornaria, segundo a Fazenda Nacional, fraudulenta.
a) Está correto o entendimento da Fazenda Nacional de que a alienação foi fraudulenta? 
(Valor: 0,65)
b) Qual o argumento que Tício, contribuinte do IRPF, poderia alegar em sua defesa, em eventual 
oposição de embargos à execução? (Valor: 0,60) O examinando deve fundamentar suas res-
postas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
A questão aborda dois temas importantes do direito tributário: as garantias e os privilégios do 
crédito tributário e a prescrição deste.
a) Na hipótese analisada, a alienação do imóvel ocorreu antes da inscrição em dívida ativa. 
Sendo assim, tendo em vista o disposto no Art. 185, do CTN (“Presume-se fraudulenta a aliena-
ção ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a 
Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa”), não há de se 
falar em presunção de fraude. Portanto, o entendimento da Fazenda Nacional não está correto: 
a alienação não foi fraudulenta.
b) Tício poderá alegar que os créditos cobrados na execução fiscal foram alcançados pela 
prescrição. Isso porque, conforme destacado no enunciado, os créditos foram constituídos 
em 2000. Sendo assim, a Fazenda teria até o ano de 2005, conforme previsto no Art. 174, do 
CTN, para cobrar os créditos tributários. No entanto, a execução fiscal somente foi ajuizada em 
2007, quando os créditos já estavam prescritos.
011. ENUNCIADO O Município Z ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica X para co-
brança de valores de Imposto sobre Prestação de Serviços (ISS), referentes ao ano-calendário 
2013, recolhidos a menor. Verificando a improcedência de referida cobrança, o contribuinte 
apresenta embargos à execução, nos quais se insurge contra a pretensão da Fazenda e requer 
que lhe seja garantida a obtenção de certidão negativa de débitos. Em garantia da execução, o 
contribuinte realiza o depósito do montante integral do tributo cobrado. Os embargos à execu-
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ção são julgados procedentes em primeira instância e, em face da sentença, a Fazenda inter-
põe apelação, que aguarda julgamento pelo Tribunal. Diante do caso apresentado, responda, 
fundamentadamente, aos itens a seguir.
a) O contribuinte tem direito à certidão negativa de débitos (ou à certidão positiva com efeitos 
de negativa) antes da sentença de primeira instância que lhe foi favorável? (Valor: 0,80)
b) O contribuinte, durante o curso da apelação interposta pela Fazenda, tem direito à mesma 
certidão? (Valor: 0,45) O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
a) A certidão positiva com efeitos de negativa é cabível por força do depósito integral do mon-
tante exigido pela Fazenda na Execução Fiscal. Já a certidão negativa não é cabível, uma vez 
que o crédito tributário já está constituído. Isso é fruto da conjugação dos artigos 205 e 206, 
do Código Tributário Nacional (CTN), combinados com o Art. 151, inciso II, do mesmo Código.
b) Como o fundamento do direito do contribuinte à certidão positiva com efeitos de negativa é 
o depósito do montante integral do débito discutido (que não é alterado pela superveniente in-
terposição da apelação por parte da Fazenda), o contribuinte continua tendo direito à certidão 
em questão. O item B somente será pontuado se a certidão correta for identificada no item A.
012. ENUNCIADO Joana é proprietária de um apartamento localizado no Município X. Em 05 
de janeiro de 2014, o Município X enviou a Joana o carnê do IPTU referente ao ano de 2014. A 
data limite para pagamento ocorreu em 31 de janeiro. Como Joana não realizou o pagamento 
e não apresentou impugnação, em 10 de março de 2014 o Município X inscreveu o crédito em 
dívida ativa. Em 30 de abril de 2014, o Município X ajuizou execução fiscal cobrando o IPTU. 
Joana ofereceu, para garantir o juízo, o próprio imóvel, sendo a garantia aceita pelo Município 
X. Sobre a hipótese descrita, responda aos itens a seguir.
a) Quando ocorreu a constituição do crédito tributário, considerando-se a jurisprudência do 
STJ? Justifique. (Valor: 0,75)
b) Joana pode substituir a penhora feita por depósito em dinheiro? Justifique. (Valor: 0,50) O 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
a) A constituição do crédito ocorreu com a remessa do carnê do IPTU, em 05 de janeiro de 2014. 
Nesse sentido, é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, conforme Súmula n. 397.
b) Sim. Em qualquer fase do processo, será deferida pelo juiz a substituição, pelo execu-
tado, da penhora por depósito em dinheiro, conforme previsão do Art. 15, inciso I, da Lei n. 
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XVI – EXAME/OAB
013. O Município XYZ resolveu instituir, por meio de lei específica, um tributo que tem como 
fato gerador a valorização imobiliária decorrente de obra realizada pelo Estado Alfa em seu 
território, sendo o contribuinte o proprietário do imóvel valorizado e a base de cálculo, indepen-
dentemente da valorização experimentada por cada imóvel, o custo da obra estatal. Sobre a 
hipótese descrita, responda aos itens a seguir.
a) Qual seria a espécie tributária que o Município XYZ pretendeu instituir? Aponte o dispositivo 
constitucional aplicável. (Valor: 0,45)
b) Na hipótese descrita, o Município XYZ é competente para instituir tal tributo? (Valor: 0,40)
c) A base de cálculo do tributo está correta? (Valor: 0,40) Obs.: responda justificadamente, em-
pregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.
a) A espécie tributária que o Município XYZ pretendeu instituir foi a contribuição de melhoria, 
tributo que tem como fato gerador a valorização de imóvel decorrente de obra pública, confor-
me previsto no Art. 145, III, da CF/1988.
b) Não. Apesar de a Constituição Federal outorgar a todos os entes federativos a competência 
para a instituição da contribuição de melhoria, tal tributo só pode ser instituído pelo ente que 
realizou a obra pública, no caso o Estado Alfa.
c) Não. A base de cálculo da contribuição de melhoria deve considerar a valorização do imóvel 
beneficiado pela obra pública e não os custos da obra, conforme previsto no Art. 81 do CTN e/
ou Art. 3º do Decreto Lei n. 195/1967. O valor da obra serve apenas como o limite a ser arreca-
dado pelo ente tributante com a contribuição de melhoria.
014. Em 2008, constou na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) da 
pessoa jurídica AB&C Participações Ltda. que era devido, a título de Contribuição para o Fi-
nanciamento da Seguridade Social – COFINS, o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). 
No entanto, a AB&C Participações Ltda. não efetuou o recolhimento antes do vencimento do 
tributo. Em 2009, antes do início de qualquer fiscalização por parte da Fazenda Nacional, a 
AB&C Participações Ltda. efetuou o recolhimento daquele montante da COFINS informado no 
ano anterior na DCTF, sem, no entanto, o acréscimo da multa de mora, em razão da ocorrên-
cia da denúncia espontânea. Por não concordar com a AB&C Participações Ltda., a Fazenda 
Nacional lavrou auto de infração cobrando o valor integral do tributo (deduzido do montante já 
recolhido), sendo a AB&C Participações Ltda. intimada para pagar ou apresentar defesa. Sobre 
o caso, responda aos itens a seguir.
a) Está correto o entendimento da pessoa jurídica AB&C Participações Ltda. sobre a ocorrên-
cia da denúncia espontânea? (Valor: 0,65)
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b) Caso a pessoa jurídica proponha ação anulatória buscando desconstituir o auto de infração, 
poderá apresentar, simultaneamente, defesa no processo administrativo? (Valor: 0,60) Res-
ponda justificadamente, empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação 
legal pertinente ao caso.
a) Não. O benefício da denúncia espontânea, com a exclusão da multa de mora, não se aplica 
nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, como no caso da COFINS, 
quando, regularmente declarados, foram pagos a destempo, conforme enunciado da Súmula 
n. 360, do STJ.
b) Não. A Lei n. 6.830/1980 (a chamada Lei de Execuções Fiscais) prevê, em seu Art. 38, pará-
grafo único, que:
“A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo (que é a ação anulatória) importa em 
renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto”.
015. O deputado federal Y apresentou dois projetos de lei ordinária federal. O primeiro pretende 
alterar o Código Tributário Nacional no que se refere aos artigos que tratam de responsabilida-
de tributária (obrigação tributária) e o segundo pretende instituir uma taxa de licenciamento de 
importação, cuja base de cálculo é o valor aduaneiro do produto importado.
a) Analise a constitucionalidade do primeiro projeto de lei apresentado pelo deputado. 
(Valor: 0,60)
b) A taxa a ser instituída é constitucional? (Valor: 0,65) Obs.: responda justificadamente, em-
pregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.
a) O Código Tributário Nacional (Lei Ordinária n. 5.172/1966) foi recepcionado pelaConstitui-
ção Federal de 1988 como lei complementar, uma vez que estabelece normas gerais em maté-
ria de legislação tributária. Sendo assim, a alteração do CTN, especialmente no que se refere 
à responsabilidade tributária, deve ser feita por lei complementar, conforme o Art. 146, III, “b”, 
da Constituição Federal.
b) A referida taxa possui a mesma base de cálculo do imposto de importação. O Art. 145, § 2º, 
da Constituição Federal, veda a instituição de taxa com base de cálculo própria de imposto. 
Sendo assim, a taxa será inconstitucional, caso o projeto de lei seja aprovado.
016. O Município “M” notificou a pessoa jurídica “Z”, fabricante de peças automotivas, para que 
efetuasse o pagamento do Imposto sobre a Transmissão inter vivos de Bens Imóveis (ITBI), 
incidente sobre a transmissão de bens decorrentes de processo de incorporação de outra pes-
soa jurídica. Inconformada com a cobrança, a pessoa jurídica “Z” decide apresentar impugna-
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ção. Verificando a inexistência de outros débitos, após a regular apresentação da impugnação, 
a pessoa jurídica “Z” requer a emissão da certidão de regularidade fiscal (no caso, Certidão 
Positiva de Débito com efeito de Negativa), que lhe é negada, sob o argumento de que, para 
a sua emissão, seria necessário o depósito do montante integral do crédito cobrado. Diante 
desta situação, responda aos itens a seguir.
a) Está correto o lançamento do imposto pelo Município “M”? (Valor: 0,60)
b) A pessoa jurídica “Z” tem direito à certidão de regularidade fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: as res-
postas devem ser juridicamente justificadas.
a) Não está correto o lançamento do imposto, uma vez que o ITBI não incide sobre a transmis-
são de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capi-
tal, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou 
extinção de pessoa jurídica, nos termos do Art. 156, § 2º, I, da Constituição.
b) A resposta é afirmativa, uma vez que as reclamações e os recursos, nos termos das leis 
reguladoras do processo tributário administrativo, suspendem a exigibilidade do crédito tri-
butário, conforme Art. 151, III, do CTN, assegurando ao contribuinte a emissão da certidão de 
regularidade fiscal.
XVII – EXAME/OAB
017. No dia 23 de dezembro de 2013, a União, atendendo aos limites da disciplina legal do 
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), publicou decreto aumentando a alíquota para 
automóveis, a partir da data de sua publicação. Em vista desse aumento, a pessoa jurídica X 
decide impugná-lo, tendo como base a violação do princípio da anterioridade nonagesimal/
noventena. Com fundamento no princípio da legalidade tributária, a pessoa jurídica entende, 
ainda, que o aumento da alíquota não poderia ter sido veiculado por meio de decreto, conside-
rando o disposto no Art. 150, I, da Constituição, que veda a exigência ou o aumento de tributo 
sem lei que o estabeleça. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) Prospera o argumento da pessoa jurídica relativo ao princípio da anterioridade nonagesi-
mal/noventena? (Valor: 0,65)
b) Prospera o argumento da pessoa jurídica relativo ao princípio da legalidade tributária? (Va-
lor: 0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
A questão busca verificar o conhecimento do examinando sobre as limitações constitucionais 
ao poder de tributar.
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a) Quanto à alegada violação ao princípio da anterioridade nonagesimal/noventena, o argu-
mento está correto, por força do Art. 150, III, c, da Constituição, não excepcionado, para o IPI, 
pelo Art. 150, § 1º, da CRFB.
b) Não há violação ao princípio da legalidade tributária, pois o Art. 153, § 1º, da Constituição, 
faculta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar 
as alíquotas do IPI.
018. A União ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica ABC Águas Ltda. e de João, 
diretor da pessoa jurídica, cujo nome estava indicado na certidão de dívida ativa (CDA), para a 
cobrança de valores relativos ao Imposto sobre a Renda (IR), supostamente devidos. De acordo 
com a União, a atribuição de responsabilidade ao Diretor estaria correta, tendo em vista o ina-
dimplemento do tributo pela pessoa jurídica. Diante desse caso, responda aos itens a seguir.
a) A inclusão de João na CDA como responsável tributário, em razão do mero inadimplemento 
do tributo pela pessoa jurídica ABC Águas Ltda., está correta? (Valor: 0,60)
b) Caso a execução fiscal tivesse sido ajuizada somente em face da pessoa jurídica, a União 
teria que demonstrar algum requisito para a inclusão do Diretor no polo passivo da execução 
fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
A questão aborda o tema contribuinte e a responsabilidade tributária.
a) O examinando deverá indicar que o argumento apresentado pela União não está correto, 
tendo em vista que a falta de pagamento do tributo não gera, por si só, a responsabilidade 
do diretor, prevista no Art. 135 do CTN. Nesse sentido, a Súmula n. 430 do Superior Tribunal 
de Justiça.
b) O examinando deve destacar que, se a execução tivesse sido proposta somente em face 
da pessoa jurídica, havendo indicação do nome do Diretor na CDA, a União não teria de provar 
a presença dos requisitos do Art. 135 do CTN, tendo em vista a presunção relativa de liquidez 
e certeza da CDA, conforme o Art. 3º da Lei n. 6.830/1980 e/ou o Art. 204 do CTN. Admite-se 
como correta a resposta que indicar que caso o nome de João não constasse da CDA, a União 
teria de provar a presença de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei ou 
contrato social ou estatuto ou a dissolução irregular da pessoa jurídica, nos termos do Art. 135, 
do CTN ou da Súmula n. 435, do Superior Tribunal de Justiça.
019. O Estado X instituiu, em 2010, por meio de lei, taxa pelo serviço de prevenção e extinção 
de incêndio prestado ou colocado à disposição do contribuinte. A referida lei definiu o con-
tribuinte como o proprietário de unidade imobiliária, residencial ou não residencial, à qual o 
serviço estaria dirigido, bem como determinou que o valor da taxa seria calculado com base 
no tamanho da unidade imobiliária. Nada se dispôs na lei sobre eventuais responsáveis tributá-
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rios pelo pagamento da taxa. João, na qualidade de proprietário, aluga, desde 2011, seu imóvel, 
situado no referido Estado X, para Pedro. No contrato de locação celebrado entre as partes, o 
qual foi devidamente registrado no Registro de Imóveis, estabeleceu-se, em uma das cláusu-
las, que a responsabilidade pelopagamento da taxa de prevenção e extinção de incêndio seria 
exclusivamente de Pedro, isentando João de qualquer obrigação sobre ela. Tendo em vista o 
exposto, responda aos itens a seguir.
a) É constitucional o cálculo do valor da taxa de prevenção e extinção de incêndio tendo como 
parâmetro um dos elementos que compõem a base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade 
Predial e Territorial Urbana – IPTU? (Valor: 0,65)
b) Considerando que nem João nem Pedro recolheram a taxa de prevenção e extinção de in-
cêndio relativas aos exercícios de 2012 e 2013, bem como o que consta no contrato de locação 
celebrado entre eles e registrado no Registro de Imóveis, em face de quem o Estado X deve efe-
tuar a cobrança dos exercícios não pagos? (Valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar 
suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim, é constitucional o cálculo do valor da taxa de prevenção e extinção de incêndio tendo 
como parâmetro um dos elementos que compõem a base de cálculo do imposto sobre a pro-
priedade predial e territorial urbana – IPTU. Embora o Art. 145, § 2º, da Constituição da Repú-
blica e o Art. 77, parágrafo único, do CTN, estabeleçam que as taxas não poderão ter base de 
cálculo própria de impostos, o Supremo Tribunal Federal, por meio da Súmula Vinculante n. 29, 
já consolidou o entendimento de que não viola os referidos dispositivos a adoção, no cálculo 
do valor da taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, 
desde que não haja integral identidade entre uma base e outra.
b) O Estado X deve efetuar a cobrança da taxa de prevenção e extinção de incêndio, relativa 
aos exercícios de 2012 e de 2013, diretamente de João, proprietário do imóvel, por ser ele o 
contribuinte do tributo, conforme disposto na lei estadual. No caso, é irrelevante para a Fa-
zenda Estadual a cláusula constante no contrato de locação celebrado entre as partes, que 
atribui a responsabilidade pelo pagamento da taxa de prevenção e extinção de incêndio exclu-
sivamente a Pedro, locatário do imóvel, ainda que o referido contrato tenha sido registrado no 
Registro de Imóveis, tendo em vista que, nos termos do Art. 123 do CTN, salvo disposição de 
lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de 
tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito 
passivo das obrigações tributárias correspondentes.
020. O Município “X” notificou a instituição de educação “Y” para que realizasse o pagamento 
do valor correspondente ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) 
referente ao imóvel de sua propriedade, alugado a terceiros, por meio do envio de carnê para 
pagamento do tributo pelos correios. Apesar de constatar que o valor dos aluguéis é aplica-
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do no desenvolvimento das atividades essenciais da instituição, o Município entendeu que a 
imunidade conferida pelo texto constitucional somente se aplica quando o imóvel é usado 
como sede da instituição. Com base no caso descrito, responda, fundamentadamente, aos 
itens a seguir.
a) A cobrança do IPTU, realizada pelo Município “X”, está correta? (Valor: 0,75)
b) De acordo com o entendimento firmado nos Tribunais Superiores, é válida a notificação da 
instituição por meio dos Correios? (Valor: 0,50) Obs.: o examinando deve fundamentar suas 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) A cobrança feita pelo Município “X” não está correta, tendo em vista que, de acordo com a 
Súmula n. 724, do STF, in verbis:
“Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das 
entidades referidas pelo Art. 150, VI, c, da Constituição, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado 
nas atividades essenciais de tais entidades.”
b) A notificação é válida, tendo em vista que “a remessa, ao endereço do contribuinte, do carnê 
de pagamento do IPTU é ato suficiente para a notificação do lançamento tributário”. Nesse 
sentido é o entendimento assentado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
XVIII – EXAME/OAB
021. O Estado Alfa instituiu duas contribuições mensais compulsórias devidas por todos os 
seus servidores. A primeira, com alíquota de 10% sobre a remuneração mensal de cada servi-
dor, destina-se ao custeio do regime previdenciário próprio, mantido pelo Estado Alfa. A segun-
da, no valor equivalente a 1/60 (um sessenta avos) da remuneração mensal de cada servidor, 
destina-se ao custeio da assistência à saúde do funcionalismo público daquele Estado. Sobre 
a situação apresentada, responda, fundamentadamente, aos itens a seguir.
a) É válida a contribuição compulsória instituída pelo Estado Alfa para o custeio do regime 
previdenciário próprio de seus servidores? (Valor 0,65)
b) É válida a contribuição compulsória instituída pelo Estado Alfa para a assistência à saúde de 
seus servidores? (Valor 0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera 
citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim, é válida a contribuição. Os Estados podem instituir contribuição para o custeio do regi-
me previdenciário de seus servidores, conforme o Art. 149, § 1º, da CRFB/1988.
b) É inconstitucional qualquer outra contribuição compulsória instituída pelos Estados, além 
daquela exclusivamente voltada ao custeio do regime previdenciário de seus servidores. Por-
tanto, não é válida a contribuição que, no caso proposto, foi instituída pelo Estado Alfa.
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022. Caio tem 10 anos e seu pai o presenteou com uma casa de praia no litoral do Município Y. 
No entanto, Caio não realizou o pagamento do carnê do Imposto sobre a Propriedade Predial 
e Territorial Urbana (IPTU) incidente sobre o imóvel de sua propriedade. Caio, representado 
por seu pai, apresentou uma impugnação ao lançamento do crédito, alegando que Caio não 
tem capacidade civil e que, portanto, não pode ser contribuinte do IPTU. O Município Y negou 
provimento à impugnação e Caio apresentou recurso voluntário ao Conselho Municipal de Con-
tribuintes, que foi inadmitido por inexistência de depósito recursal prévio, conforme exigência 
da legislação municipal. A partir da questão proposta, responda aos itens a seguir.
a) Caio pode ser considerado contribuinte do imposto? Fundamente. (Valor: 0,65)
b) É constitucional a exigência do depósito como condição para o recurso administrativo, con-
forme decisão do Conselho Municipal? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
damentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim. A capacidade tributária independe da capacidade civil das pessoas naturais. Sendo 
assim, Caio é contribuinte do IPTU, independente de não ter capacidade civil. Nesse sentido, 
o Art. 126, inciso I, do CTN.
b) Conforme a Súmula Vinculante n. 21 do Supremo Tribunal Federal, a exigência de um depó-
sito prévio como requisito de admissibilidade de recurso administrativo é inconstitucional, pois 
fere o Art. 5º, incisos XXXIV (direito de petição independente do pagamento) e LV (assegura-
dos o contraditório e a ampla defesa).
023. A União ajuizouexecução fiscal em face de pessoa jurídica ABC, prestadora de servi-
ços de telecomunicações, para cobrança de taxa devida em razão da fiscalização de instala-
ção e manutenção de orelhões, tendo como base de cálculo o valor correspondente a 0,01% 
da renda da pessoa jurídica. Inconformado com a cobrança, a contribuinte, certa de que seu 
pleito será bem sucedido, pretende apresentar embargos à execução, sem o oferecimento de 
garantia, com base no Art. 739-A do CPC. Tendo em vista o caso em questão, responda aos 
itens a seguir.
a) É possível a instituição da base de cálculo no valor correspondente a 0,01% da renda da 
pessoa jurídica para a taxa em questão? (Valor: 0,65)
b) É possível, segundo a legislação específica, a apresentação de embargos à execução fiscal 
sem o oferecimento de garantia, conforme pretendido pelo contribuinte? (Valor: 0,60) Obs.: o 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
a) Não é possível a instituição da base de cálculo no valor correspondente a 0,01% da renda da 
pessoa jurídica para a taxa em questão, uma vez que a taxa não pode ter base de cálculo ou 
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fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto, conforme determinam o Art. 145, § 
2º, da CRFB/1988 e o Art. 77, parágrafo único, do CTN.
b) Não é possível a apresentação de embargos em execução fiscal sem o oferecimento de 
garantia, conforme pretendido pelo contribuinte, pois em sede de execução fiscal aplica-se o 
Art. 16, § 1º, da Lei n. 6.830/1980, de acordo com o qual não são admissíveis embargos do 
executado antes de garantida a execução.
024. Em dezembro de 2014, a pessoa jurídica W teve a falência decretada durante o seu pro-
cesso de recuperação judicial, iniciado no mesmo ano, em virtude da não apresentação do 
plano de recuperação judicial no prazo previsto em lei. Considerando a ordem a ser observada 
na classificação dos créditos na falência, a União alegou que os créditos de Imposto sobre a 
Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) devidos pela contribuinte, relativos aos exercícios de 2011 
e 2012, deveriam ser pagos antes dos créditos extraconcursais. Diante disso, responda aos 
itens a seguir.
a) Está correto o argumento da União? (Valor: 0,60)
b) Após a decretação da falência, a cobrança judicial do crédito tributário pode prosseguir por 
meio de execução fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. 
A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não está correto o argumento da União, tendo em vista que, na falência, o crédito tribu-
tário não prefere aos créditos extraconcursais ou às importâncias passíveis de restituição, 
nos termos da lei falimentar, nem aos créditos com garantia real, no limite do valor do bem 
gravado, conforme o Art. 186, parágrafo único, I, do CTN ou Art. 84, da Lei de Falências (Lei n. 
11.101/2005).
b) Sim, a cobrança judicial do crédito tributário pode prosseguir por meio de execução fiscal, já 
que esta não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência, recuperação judicial, 
concordata, inventário ou arrolamento, nos termos do Art. 187 do CTN. Ademais, de acordo 
com o Art. 5º da Lei n. 6.830/1980 E/OU Art. 76, da Lei de Falências (Lei n. 11.101/2005), a 
competência para processar e julgar a execução da Dívida Ativa da Fazenda Pública exclui a de 
qualquer outro juízo, inclusive o da falência.
XIX – EXAME/OAB
025. A pessoa jurídica Theta S.A. declarou e não pagou o débito referente à Contribuição para 
o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Meses depois, como iria participar de uma 
licitação e precisava apresentar certidão de regularidade fiscal, antes do início de qualquer 
procedimento administrativo ou medida de fiscalização por parte da União, a pessoa jurídica 
Theta S.A. realizou o pagamento do tributo, excluindo, no entanto, a multa moratória. Sobre a 
hipótese descrita, responda aos itens a seguir.
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a) Está correta a exclusão da multa moratória? Fundamente. (Valor: 0,65)
b) O contribuinte tem direito à certidão negativa de débitos? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
a) Trata-se de questão que versa sobre denúncia espontânea. O examinando deverá indicar 
que, na hipótese, não é cabível a denúncia espontânea, prevista no Art. 138 do Código Tributá-
rio Nacional, pois a COFINS, tributo sujeito a lançamento por homologação, foi regularmente 
declarada, porém paga a destempo. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de 
Justiça, conforme Súmula n. 360.
b) O examinando deverá responder que o contribuinte não tem direito à certidão de regularida-
de fiscal, isso porque declarou o débito, porém não pagou integralmente, sendo legítima a recu-
sa da emissão da certidão negativa, conforme Súmula n. 446 do Superior Tribunal de Justiça.
026. Por vários anos, Alberto trabalhou na pessoa jurídica Alfa Ltda. Quando da rescisão de 
seu contrato de trabalho, a pessoa jurídica pagou a Alberto a remuneração proporcional aos 
dias trabalhados no curso do mês em que se deu a rescisão; e o valor equivalente a 3 (três) 
meses de salário, como gratificação voluntária (mera liberalidade) pelos anos de bons serviços 
prestados pelo ex-empregado. Com base no caso apresentado, responda aos itens a seguir.
a) Incide o Imposto sobre a Renda (IR) sobre a remuneração proporcional aos dias trabalhados 
por Alberto? (Valor 0,60)
b) Incide o Imposto sobre a Renda (IR) sobre a gratificação voluntária paga a Alberto? (Valor 
0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
a) Sim, pois a remuneração está sujeita ao IR, uma vez que é produto do trabalho, tal como 
previsto no Art. 43, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN).
b) Sim, pois a denominação que venha a lhe dar o empregador (ou ex-empregador) não altera 
sua vinculação com os serviços prestados pelo empregado (ou ex-empregado), conforme pre-
visto pelo Art. 43, § 1º, do CTN.
027. Em janeiro de 2014, a pessoa jurídica Beta adquiriu o estabelecimento comercial da pes-
soa jurídica Delta e continuou a explorar a atividade sob outra razão social. Ao adquirir o es-
tabelecimento, a pessoa jurídica Beta não elegeu domicílio tributário. Três meses após a alie-
nação, a pessoa jurídica Delta iniciou nova atividade no mesmo ramo de comércio. Em janeiro 
de 2015, a pessoa jurídica Beta foi notificada pelo Estado de Minas Gerais para pagamento 
de créditos de ICMS relativos ao estabelecimento adquirido e referentes ao ano de 2013, uma 
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vez que, de acordo com o Estado de Minas Gerais, a responsabilidade da pessoa jurídicaBeta 
quanto a tais créditos seria integral. Diante disso, responda aos itens a seguir.
a) É correto o entendimento do Estado de Minas Gerais no sentido de que a responsabilidade 
da pessoa jurídica Beta é integral? (Valor: 0,75)
b) Diante da falta de eleição de domicílio tributário pela pessoa jurídica Beta, qual(is) local(is) 
deve(m) ser indicado(s) pela administração tributária para a notificação? (Valor: 0,50) Obs.: o 
examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confe-
re pontuação.
a) O entendimento do Estado de Minas Gerais não está correto, uma vez que, de acordo com 
o Art. 133, II, do Código Tributário Nacional, a pessoa jurídica de direito privado que adquirir de 
outra, por qualquer título, estabelecimento comercial e continuar a respectiva exploração sob 
outra razão social responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido devidos até 
a data do ato, subsidiariamente com o alienante, se este iniciar, dentro de seis meses, a contar 
da data da alienação, nova atividade no mesmo ramo de comércio.
b) Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na forma da 
legislação aplicável, considera-se como tal, quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou 
às firmas individuais, o lugar da sua sede ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem 
à obrigação, o de cada estabelecimento, conforme o Art. 127, II, do Código Tributário Nacional.
028. Em dezembro de 2014, o Município de Macaé-RJ editou a Lei n. 1.234, estendendo o prazo 
para a cobrança judicial dos créditos de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de cinco 
para seis anos. O mesmo Município ajuizou, em 2015, execução fiscal em face da pessoa jurí-
dica Ômega, para a cobrança de créditos IPTU não pagos. Os valores desses créditos sofreram 
correção monetária por ato do Poder Executivo em percentual superior ao índice oficial. Diante 
disso, responda aos itens a seguir.
a) O Município de Macaé-RJ agiu corretamente ao editar a Lei n. 1.234? (Valor: 0,60)
b) É correta a atualização monetária do IPTU em percentual superior aos índices oficiais por 
ato do Poder Executivo? (Valor: 0,65) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A 
mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) O Município de Maricá-RJ não agiu corretamente ao editar a Lei n. 1.234, já que cabe à União, 
por meio de lei complementar, estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, 
especialmente sobre prescrição, conforme Art. 146, III, b, da Constituição Federal.
b) Não é correta a atualização monetária do IPTU em percentual superior aos índices oficiais 
por ato do Poder Executivo, uma vez que é defeso ao Município atualizar o IPTU, mediante de-
creto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária, nos termos da Súmula n. 
160 do Superior Tribunal de Justiça.
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XX – EXAME/OAB
029. Em 2015, a pessoa jurídica “X” verificou a existência de débito de Imposto sobre a Renda 
(IRPJ) não declarado, referente ao ano calendário de 2012. Antes do início de procedimento 
administrativo ou medida de fiscalização, realizou o pagamento do tributo devido, acrescido 
dos juros de mora. Ao constatar o pagamento, a União notificou a contribuinte para que pagas-
se multa sancionatória incidente sobre o tributo pago extemporaneamente. Adicionalmente, 
efetuou o lançamento do IRPJ referente ao ano calendário 2008, que também não havia sido 
declarado nem pago pela contribuinte. Diante disso, responda aos itens a seguir.
a) Está correta a cobrança da multa? (Valor: 0,60)
b) É correta a cobrança do IRPJ referente ao ano calendário 2008? (Valor: 0,65) Obs.: o exa-
minando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
a) Não está correta a cobrança da multa, uma vez que, de acordo com o Art. 138 do Código Tri-
butário Nacional, a responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acom-
panhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora. Nesse sentido o 
julgamento, pelo STJ, sob o rito dos Repetitivos, do REsp n. 1.149.022-SP.
b) Não está correta a cobrança do IRPJ referente ao ano calendário de 2008, uma vez que se 
trata de crédito tributário atingido pela decadência, na forma do Art. 173, inciso I, do CTN.
030. Em janeiro de 2014, a pessoa jurídica XYZ Ltda., com sede no Município “A”, prestou ser-
viço de decoração e jardinagem no Município “C” e não recolheu o Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza (ISS). No entanto, em julho do mesmo ano, a empresa foi surpreendida com 
a cobrança administrativa do imposto pelos dois entes tributantes – pelo município “A” e pelo 
município “C”. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) A qual município o ISS é devido? (Valor 0,65)
b) Caso o contribuinte ajuíze ação consignatória com o depósito do montante integral, visan-
do solucionar o conflito de competência entre os municípios “A” e “C”, os municípios poderão 
ajuizar execução fiscal visando à cobrança de ISS? (Valor 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
damentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) O Art. 3º da Lei Complementar n. 116/2003 prevê que, em regra, o “serviço considera-se 
prestado e o imposto devido no local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabeleci-
mento, no local do domicílio do prestador”. No entanto, o referido artigo também prevê algu-
mas exceções, quando o imposto será devido no local da execução do serviço. Esse é o caso 
da prestação dos serviços de decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores (subitem 
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7.11 da lista anexa – inciso VIII). Sendo assim, na hipótese descrita o imposto será devido no 
município “C”, local da execução do serviço.
b) A ação consignatória é a ação cabível para solucionar o conflito de competência e titula-
ridade, uma vez que os municípios “C” e “A” estão exigindo ISS sobre o mesmo fato gerador, 
conforme Art. 164, inciso III, do Código Tributário Nacional. Sendo assim, considerando que o 
contribuinte XYZ Ltda. realizou o depósito do montante integral, o crédito tributário está sus-
penso, na forma do Art. 151, inciso II, do CTN. Dessa forma, considerando que o crédito está 
com a exigibilidade suspensa, os municípios não podem ajuizar a execução fiscal.
031. Em dezembro de 2014, o Município “M” publicou lei ordinária por meio da qual instituiu 
contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública. A referida lei, que entrou em vigor 
na data de sua publicação, fixou os respectivos contribuintes e a base de cálculo aplicável. Ao 
receber a cobrança da nova contribuição, João decide impugná-la sob o argumento de que a 
cobrança é inconstitucional, já que (i) compete exclusivamente à União instituir contribuições 
e (ii) cabe à lei complementar estabelecer as bases de cálculo e os contribuintes dos tributos. 
Diante disso, responda:
a) Está correto o argumento de João quanto à competência para a instituição da contribuição 
para o custeio do serviço de iluminação pública? (Valor: 0,60)
b) Está correto o argumento de João quanto à necessidade de lei complementarpara o estabe-
lecimento da base de cálculo e dos contribuintes desta espécie de contribuição? (Valor: 0,65) 
Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
a) Não está correto o argumento de João, já que a Constituição Federal prevê, em seu Art. 149-
A, que os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respecti-
vas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública.
b) Não está correto o argumento, pois a reserva de lei complementar para a definição da base 
de cálculo e dos contribuintes não se estende às contribuições. De acordo com o Art. 146, inci-
so III, alínea a, da CRFB/1988, cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria 
de legislação tributária, especialmente sobre definição de tributos e de suas espécies, bem 
como, em relação aos impostos discriminados na Constituição da República, a dos respecti-
vos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes. Tratando-se de contribuição, como é o 
caso, é possível que a base de cálculo e o contribuinte sejam estabelecidos por lei ordinária.
032. Certa empresa de produtos químicos recebeu notificação do Município “X” para que pa-
gasse um imposto por ele instituído no ano de 2013. O fato gerador do imposto era o ato de 
poluir o meio ambiente e a sua base de cálculo era a quantidade de lixo produzida. Com base 
em tais fatos, responda aos itens a seguir.
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a) Pode o fato gerador de um imposto ser o ato de poluir o meio ambiente? (Valor: 0,60)
b) O Município “X” teria competência constitucional para criar um novo imposto? (Valor: 0,65) 
Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
a) A resposta é negativa. De acordo com o Art. 3º do CTN é da essência de um tributo não ter 
natureza sancionatória.
b) É negativa a resposta. Só a União tem competência para instituir impostos residuais (isto é, 
impostos não indicados na própria Constituição da República), conforme o Art. 154, inciso I, 
da CRFB/1988.
XX – EXAME/OAB – PORTO VELHO
033. Enunciado A pessoa física X ajuizou ação de indenização por danos morais em face da 
pessoa jurídica W Ltda., em razão da inclusão indevida do seu nome no cadastro de inadim-
plentes. A pessoa jurídica foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais no 
valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais). A União, ao tomar ciência da condenação, lavrou auto 
de infração visando à cobrança de imposto sobre a renda da pessoa física, incidente sobre a 
indenização recebida. A pessoa física X apresenta impugnação ao auto de infração, que está 
pendente de julgamento. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) A indenização recebida pela pessoa física X está sujeita ao imposto sobre a renda? Funda-
mente. (Valor 0,65)
b) Na hipótese, a União poderá negar certidão de regularidade fiscal ao contribuinte? (Valor 
0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
a) Segundo o Art. 43 do CTN, o fato gerador do imposto sobre a renda é a aquisição de disponi-
bilidade econômica ou jurídica decorrente de acréscimo patrimonial. Na indenização por dano 
moral, inexiste acréscimo patrimonial e, portanto, não é devido o imposto sobre a renda. Nesse 
sentido, é o teor da Súmula n. 498, do STJ: “Não incide imposto de renda sobre a indenização 
por danos morais”.
b) Na hipótese, como a pessoa física X apresentou impugnação ao auto de infração, hipótese 
de suspensão de exigibilidade do crédito, na forma do Art. 151, inciso III, do CTN, ele terá direito 
à certidão positiva com efeitos de negativa, nos termos do Art. 206 do CTN.
034. Enunciado O Estado X ajuizou em face da pessoa jurídica W execução fiscal visando à co-
brança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) incidente 
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sobre (i) serviço de transmissão de televisão a cabo, realizada de forma onerosa pela pessoa 
jurídica; e (ii) serviço de provedor de acesso à Internet. Após penhora de bem imóvel, a pessoa 
jurídica opôs embargos à execução. Posteriormente, a pessoa jurídica requereu a substituição 
da penhora do imóvel por fiança bancária. O Estado X se manifestou contrariamente à substi-
tuição e o juiz indeferiu o pedido.
a) O ICMS incide sobre os serviços acima? Fundamente. (Valor: 0,80)
b) Está correta a decisão do juiz? Fundamente. (Valor: 0,45) Obs.: o examinando deve funda-
mentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sobre a transmissão do sinal de televisão a cabo, quando realizada de forma onerosa, incide 
ICMS, nos termos do Art. 2º da Lei Complementar n. 87/1996, por ser considerado serviço de 
comunicação. No entanto, o ICMS não incide sobre a prestação de serviço de acesso à Inter-
net, por se tratar de serviço de valor adicionado e não de comunicação, nos termos da Súmula 
n. 334 do STJ.
b) Não, a substituição de penhora por fiança bancária é direito subjetivo do executado, na for-
ma do Art. 15, inciso I, da Lei n. 6.830/1980 e do Art. 835, § 2º, do CPC/2015.
035. Enunciado O Município M ajuizou execução fiscal para a cobrança de Imposto sobre a 
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) do contribuinte Z. A cobrança foi embasada 
na Lei n. 1.234, que determinou alíquotas diferentes para o IPTU em razão da data de constru-
ção do imóvel. Citado, o contribuinte Z, certo de que a cobrança é manifestamente infundada, 
imediatamente apresenta embargos à execução, antes de qualquer garantia ao Juízo. Diante 
disso, responda aos itens a seguir.
a) Está correta a cobrança feita pelo Município M? (Valor: 0,65)
b) Os embargos à execução podem ser admitidos? (valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
damentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não. A cobrança feita pelo Município M não está correta, uma vez que, de acordo com o Art. 
156, § 1º, da CRFB/1988, o IPTU somente pode ter alíquotas diferentes de acordo com o valor, 
a localização e o uso do imóvel, o que não é o caso.
b) Os embargos não podem ser admitidos, já que, de acordo com o Art. 16, § 1º, da Lei n. 
6.830/1980, não são admissíveis embargos do executado antes de garantida a execução.
036. Enunciado O Estado X estabeleceu alíquotas diferenciadas de Imposto sobre a Proprie-
dade de Veículos Automotores (IPVA), entre veículos nacionais e importados. Segundo a le-
gislação estadual, a alíquota dos veículos importados será superior à dos veículos nacionais. 
Caio, proprietário de um automóvel importado, ajuizou ação questionando a diferença entre as 
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alíquotas. No entanto, o juiz de 1ª instância determinou a realizaçãodo depósito integral do 
montante discutido, sob pena de extinção do processo sem julgamento de mérito, por entender 
que o depósito é requisito de admissibilidade de ação judicial. Sobre a hipótese, responda aos 
itens a seguir.
a) O contribuinte tem razão quanto ao questionamento da diferença de alíquotas? (Valor: 0.60)
b) Ao determinar a realização do depósito, o juiz está correto? (Valor: 0.65) Obs.: o examinando 
deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim. O Art. 155, § 6º, inciso II, da CRFB/1988 só admite a diferenciação da alíquota do IPVA 
em razão do tipo e da utilização do veículo, o que afasta a possibilidade de alíquota diferencia-
da em razão da origem do bem.
b) O juiz não está correto. A exigência de depósito prévio, como requisito de admissibilidade de 
ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário, é inconstitucional, 
conforme redação da Súmula Vinculante n. 28 do Supremo Tribunal Federal.
XXI – EXAME/OAB
037. Em 01 de novembro de 2016, a União, por meio de lei ordinária, instituiu empréstimo com-
pulsório para custear despesas advindas de uma forte tempestade que assolou a Região Sul 
do Brasil. Naquele diploma legal, ficou previsto que o empréstimo compulsório passaria a ser 
exigido já no mês de dezembro de 2016. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) No caso em exame, o empréstimo compulsório poderia ter sido instituído por lei ordinária? 
(Valor: 0,60)
b) Empréstimo compulsório, instituído para o custeio de despesas extraordinárias decorrentes 
de calamidade pública, pode ser exigido já no mês seguinte à sua instituição? (Valor: 0,65) 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal 
não confere pontuação.
a) Não. O empréstimo compulsório só pode ser instituído por meio de lei complementar, con-
forme o Art. 148, caput, da CRFB/1988.
b) Sim. Ao empréstimo compulsório instituído por força de calamidade pública não se aplica a 
vedação inerente ao princípio da anterioridade do exercício financeiro nonagesimal, conforme 
Art. 150, § 1º, da CRFB/1988.
038. Em abril de 2016, o Estado X publicou lei disciplinando as custas judiciais, concedendo 
isenção a todos os servidores do Poder Judiciário. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) As custas judiciais estão sujeitas às limitações ao poder de tributar? (Valor: 0,65)
b) É legítima a isenção de custas judiciais concedida aos servidores da justiça? (Valor: 0,60) 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal 
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a) Sim, as custas judiciais são taxas remuneratórias de serviço público específico e divisível 
e, como tais, estão sujeitas às limitações constitucionais ao poder de tributar (Art. 150 da 
CRFB/1988: legalidade, isonomia, irretroatividade, anterioridade, etc.).
b) Não. O Art. 150, inciso II, da CRFB/1988, reconhece a isonomia como uma limitação ao 
poder de tributar. O referido artigo é expresso ao proibir “qualquer distinção em razão da ocu-
pação profissional ou função por eles [contribuintes] exercida, independentemente da denomi-
nação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos”. Portanto, a concessão de benefício fiscal 
para um determinado grupo, em razão da função por ele exercida, viola o princípio de isonomia.
039. O Estado Alfa editou duas leis relativas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços – ICMS. A primeira, com o objetivo de fomentar a indústria de uma determinada área 
e atrair contribuintes de outros Estados da Federação, concedeu redução da base de cálculo 
do ICMS para pessoas jurídicas que instalassem indústrias dentro daquela região, sem a deli-
beração dos outros Estados. A segunda, de abril de 2016, reduziu o prazo para recolhimento do 
ICMS. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) É legítima a redução de base de cálculo concedida pela primeira lei? (Valor: 0,65)
b) A segunda lei está sujeita ao princípio da anterioridade? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) exami-
nando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
a) Não. O Art. 155, § 2º, inciso XII, alínea g, da CRFB/1988, prevê que cabe à lei complementar 
regular como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos 
e benefícios fiscais serão concedidos. Trata-se do artigo constitucional mais importante no 
combate à chamada “guerra fiscal”, que exige que os benefícios fiscais de ICMS sejam conce-
didos mediante deliberação dos Estados. Conforme o Art. 1º, parágrafo único, inciso I, da Lei 
Complementar n. 24/1975, os benefícios fiscais relativos ao ICMS serão concedidos ou revo-
gados nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal. 
Portanto, a redução de base de cálculo concedida pela primeira lei não é legítima, uma vez que 
tal benefício somente poderia ter sido aprovado mediante prévia deliberação dos Estados e do 
Distrito Federal.
b) Não. A alteração do prazo de recolhimento, uma vez que não implica instituição ou majo-
ração de tributos, não está sujeita ao princípio da anterioridade. Nesse sentido, é o teor da 
Súmula Vinculante n. 50, do Supremo Tribunal Federal: “Norma legal que altera o prazo de re-
colhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”.
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040. O governo federal, com o objetivo de proteger a indústria nacional fabricante de aço, publi-
cou, no ano de 2015, um decreto que aumentava de 15 para 20% a alíquota do imposto sobre 
a importação de produtos siderúrgicos, atendidas as condições e os limites estabelecidos em 
lei formal. O decreto previu que o aumento já valeria para aquele mesmo exercício financeiro. 
Considerando a hipótese acima, responda aos itens a seguir.
a) A majoração da alíquota do imposto de importação poderia se dar por meio de um ato do 
Poder Executivo? (Valor: 0,65)
b) O governo federal agiu legalmente ao exigir a alíquota majorada do imposto de importação 
no mesmo exercício financeiro? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim. O Imposto de Importação é exceção ao princípio da legalidade, ou seja, sua alíquota 
pode ser majorada por meio de ato do Poder Executivo, desde que atendidas às condições e 
aos limites estabelecidos em lei, conforme dispõe o Art. 153, §1º, da CRFB/1988.
b) Sim. Por ser um imposto que tem como função regular o mercado, o Imposto de Importação 
é exceção ao princípio da anterioridade, podendo ser alterado e cobrado ao tempo convenien-
te, conforme o Art. 150, § 1º, da CRFB/1988.
XXII – EXAME/OAB
041. Em março de 2016, a União ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica Alfa para 
a cobrança de créditos de Imposto sobre a Renda (IRPJ), referentes aos anos-calendários de 
2013 e 2014. De acordo com o exequente, em que pese a declaração dos créditos relativos 
aos anos-calendários em questão, a contribuinte apenas efetuou o pagamento parcial dos 
tributos, sendo, dessa forma, devido o pagamento da diferença inadimplida.Devidamente cien-
tificada da demanda, a contribuinte, após o oferecimento de garantia, apresentou embargos 
à execução, objetivando sua extinção, uma vez que a União não instruiu a petição inicial com 
o demonstrativo de cálculo do débito, inviabilizando a ampla defesa. Alegou a contribuinte, 
ainda, que o crédito não poderia ser objeto de execução, eis que não foi realizado, por parte da 
Administração Fazendária, o prévio lançamento por meio de processo administrativo regular-
mente instaurado. Em vista das alegações da pessoa jurídica Alfa, responda aos itens a seguir.
a) A execução fiscal deve ser extinta em virtude da falta do demonstrativo de cálculo do débi-
to? (Valor: 0,65)
b) A ausência de prévio lançamento por meio de processo administrativo regularmente instau-
rado inviabiliza a execução do crédito? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamen-
tar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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a) O examinando deverá responder que a execução fiscal não deve ser extinta em virtude da 
falta do demonstrativo de cálculo do débito, eis que, a teor da Súmula n. 559 do Superior Tri-
bunal de Justiça, em ações de execução fiscal é desnecessária a instrução da petição inicial 
com o demonstrativo de cálculo do débito, por tratar-se de requisito não previsto no Art. 6º da 
Lei n. 6.830/1980.
b) O examinando deverá responder que não, uma vez que a entrega de declaração pelo contri-
buinte, reconhecendo o débito fiscal, constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra 
providência por parte do Fisco, conforme Súmula n. 436 do Superior Tribunal de Justiça. Tabela 
de Pontos ITEM PONTUAÇÃO A. Não, pois o demonstrativo de cálculo do débito não é requisito 
legal (0,55), conforme Art. 6º da Lei n. 6.830/1980 OU Súmula n. 559/STJ (0,10). 0,00/0,55/0,65 
c) Não, pois a entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o 
crédito tributário (0,50), conforme a Súmula n. 436/STJ (0,10). 0,00/0,50/0,60
042. Em 2015, devido a uma grande enchente que assolou o município X, foi aprovada uma lei 
que reabria, por um ano, o prazo de pagamento do IPTU já vencido dos contribuintes proprie-
tários de imóveis localizados nas áreas atingidas pela enchente. Com base nessa situação, 
responda aos itens a seguir.
a) Qual o nome do instituto tributário utilizado para ajudar os contribuintes das áreas mais 
atingidas pela enchente? Aponte o seu dispositivo legal. (Valor: 0,70)
b) A lei poderia ter delimitado a aplicação desse instituto a apenas um conjunto de sujeitos 
passivos, como fez neste caso, aplicando-o somente aos contribuintes das áreas mais atingi-
das? (Valor: 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação 
do dispositivo legal não confere pontuação.
a) O instituto é o da moratória, que é uma das modalidades de suspensão de exigibilidade do 
crédito tributário. Caracteriza-se por ser uma prorrogação do prazo de pagamento de tributo 
pelo ente competente para instituí-lo. Está previsto no Art. 151, inciso I, e nos artigos 152 a 155, 
todos do CTN.
b) Sim, a lei que institui a moratória pode delimitar os sujeitos passivos que dela se beneficia-
rão, na forma do Art. 152, parágrafo único, do CTN.
043. A pessoa jurídica A realizou a importação de peças para utilização no processo de fa-
bricação de equipamentos eletrônicos. Diante da constatação de que a contribuinte não ha-
via recolhido o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a liberação das 
mercadorias importadas foi condicionada ao pagamento do referido tributo, tendo, ainda, sido 
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determinada a interdição do estabelecimento da pessoa jurídica A. Diante desse panorama, 
responda aos itens a seguir.
a) A cobrança do ICMS pelo Fisco está correta? (Valor: 0,65)
b) A interdição do estabelecimento realizada pelo Fisco está correta? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) 
examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
a) O examinando deverá responder que a cobrança está correta, pois é legítima a exigência do 
ICMS como condição para a liberação das mercadorias importadas, conforme a Súmula Vincu-
lante 48 OU Súmula n. 661/STF OU Lei Complementar n. 87/1996, art. 12, IX OU parágrafo 2º.
b) O examinando deverá responder que a interdição do estabelecimento comercial não está 
correta, eis que, na forma da Súmula n. 70 do STF, é inadmissível a interdição de estabeleci-
mento como meio coercitivo para cobrança de tributo.
044. A União publicou lei ordinária estabelecendo regime jurídico único de arrecadação dos 
tributos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para microempresas e 
empresas de pequeno porte, e determinando a adesão obrigatória dos contribuintes que se 
enquadrassem nos requisitos legalmente previstos. Ao tomar conhecimento dessa nova lei, a 
pessoa jurídica B, microempresa, decidiu questionar a obrigatoriedade de sua adesão ao novo 
regime de recolhimento de tributos, bem como a imposição de tal adesão por lei ordinária. 
Considerando os fatos narrados acima, responda aos itens a seguir.
a) A obrigatoriedade de adesão da pessoa jurídica B ao novo regime jurídico instituído pela lei 
ordinária é constitucional? (Valor: 0,65)
b) É possível o estabelecimento das novas regras por meio de lei ordinária? (Valor: 0,60) Obs.: 
o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
a) A obrigatoriedade de adesão ao novo regime é inconstitucional, pois, de acordo com o 
Art. 146, parágrafo único, inciso I, da CRFB/1988, o regime jurídico único de arrecadação dos 
impostos e contribuições da União, Estados, Distrito Federal e Municípios é opcional para o 
contribuinte.
b) Não é possível o estabelecimento das novas regras por meio de lei ordinária, uma vez que 
cabe à lei complementar definir tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas 
e empresas de pequeno porte, conforme o Artigo 146, inciso III, alínea d, da CRFB/1988 OU Art. 
146, parágrafo único, da CRFB/1988.
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DIREITO TRIBUTÁRIO
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XXIII – EXAME/OAB
045. A União ajuizou, em 2016, execução fiscal em face da pessoa jurídica “X”. Estavam em 
cobrança dois débitos distintos: um deles era relativo ao Imposto sobre Produtos Industrializa-
dos (IPI) vencido no final do mês de março de 2009, regularmente declarado pelo contribuinte 
no mesmo mês, mas que não foi recolhido; o outro era relativo à multa pelo descumprimento, 
em 2014, de obrigação acessória do IPI. Regularmente citada, a pessoa jurídica “X” alegou a 
ocorrência de prescrição do débito relativo ao ano de 2009. Para tanto, sustentou que foi ultra-
passado o prazo de cinco anos para a exigência doimposto – pois tal prazo tivera início com 
o vencimento do tributo, já que o montante devido foi oportunamente declarado. No que se 
refere à multa, sustentou a inexigibilidade da obrigação, porquanto referente a uma operação 
específica que, no momento de sua realização, estava coberta por isenção concedida pela 
própria União (isenção esta que efetivamente existia em 2014). Com base no caso relatado, 
responda aos itens a seguir.
a) Conforme sustentado pela contribuinte, operou-se a prescrição no presente caso? (Valor: 0,65)
b) Está correto o argumento da pessoa jurídica “X” quanto à improcedência da multa? (Valor: 
0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
a) Sim, já que de acordo com a Súmula n. 436 do STJ, “A entrega de declaração pelo contribuin-
te reconhecendo débito fiscal constitui crédito tributário, dispensada qualquer outra providên-
cia por parte do fisco,” razão pela qual o prazo prescricional teve início com o vencimento do 
tributo, em março de 2009, estando a prescrição consumada desde março de 2014.
b) Não, pois de acordo com o Art. 175, parágrafo único, do CTN, a exclusão do crédito tributário 
não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal 
cujo crédito seja excluído ou dela consequente.
046. O Município Beta instituiu, por meio de lei municipal, uma taxa de limpeza cujo fato gera-
dor é, exclusivamente, o serviço público de coleta, remoção e tratamento de lixo domiciliar de 
imóveis no município. A lei também determinou a utilização da área do imóvel como base de 
cálculo da taxa. Diante desse quadro fático, responda aos itens a seguir.
a) O fato gerador da taxa determinado pela lei municipal violou a Constituição da República? 
(Valor: 0,65)
b) A base de cálculo adotada pelo Município Beta violou a regra constitucional de que taxas 
não podem ter base de cálculo própria de impostos? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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a) Não. A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção 
e tratamento ou destinação de lixo proveniente de imóveis não viola o Art. 145, inciso II, da 
CRFB/1988, por possuírem tais serviços caráter específico e divisível, conforme a Súmula Vin-
culante 19 do STF.
b) Não. É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da 
base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre 
uma base e outra, conforme a Súmula Vinculante 29 do STF.
047. Em 12 de novembro de 2016, o Estado “X” publicou lei para modificar, para além da infla-
ção, a tabela que estabelece os valores venais de veículos – base de cálculo do Imposto Sobre 
a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O fato gerador do tributo, naquela unidade da 
Federação, ocorre em 1º de janeiro de cada ano. Em janeiro de 2017, a autoridade administrati-
va efetuou o lançamento do tributo, já com base nos valores modificados. Diante de tal quadro, 
responda aos itens a seguir.
a) O Estado “X” pode realizar o lançamento do IPVA, em janeiro de 2017, já com a nova base de 
cálculo instituída em novembro de 2016? (Valor: 0,60)
b) Se a nova lei, publicada em 12 de novembro de 2016, aumentasse a alíquota incidente so-
bre a base de cálculo, a majoração passaria a ser exigível para os fatos geradores ocorridos a 
partir de qual exercício (inclusive)? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim. A fixação da base de cálculo do IPVA é uma exceção ao princípio da anterioridade 
nonagesimal, conforme o Art. 150, inciso III, alínea c, e o Art. 150, § 1º, ambos da CRFB/1988. 
Desse modo, a autoridade administrativa pode realizar a cobrança do IPVA de 2017 já com 
base na nova tabela de valores. Ressalta-se, ainda, que a fixação da base de cálculo do IPVA 
não é exceção ao princípio da anterioridade do exercício. Desse modo, como a nova lei foi edi-
tada em 2016, não há problema em realizar a cobrança pelos novos valores no ano seguinte.
b) A majoração passaria a ser exigível para os fatos geradores ocorridos a partir de janeiro 
de 2018 (ou do exercício de 2018 e seguintes), pois a alteração da alíquota do IPVA deve ob-
servar o princípio da anterioridade nonagesimal, conforme o Art. 150, inciso III, alínea c, da 
CRFB/1988. Desse modo, a majoração da alíquota promovida em novembro de 2016 somente 
passaria a ser aplicável a partir de fevereiro de 2017, após a ocorrência do fato gerador do 
IPVA de 2017.
048. A sociedade empresária “X” foi autuada pelo Estado “Z” em 35% do valor do Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e de Serviços (ICMS) devido, em razão do preenchimento 
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incorreto de determinado documento fiscal. Observadas diversas inconsistências no auto de 
infração, os advogados da sociedade impugnaram administrativamente a autuação. No curso 
do processo, nova lei foi publicada, estabelecendo nova penalidade para os casos de preen-
chimento incorreto de documentos fiscais, agora no percentual de 15% do valor do imposto. 
Ocorre que, embora pendente a decisão da impugnação, o fisco inscreveu a sociedade em dí-
vida ativa, assinalando, no termo de inscrição, a penalidade anterior, de 35%. Com base nessas 
informações e de acordo com o disposto no CTN, responda aos itens a seguir.
a) O fisco poderia ter inscrito o contribuinte em dívida ativa naquele momento? Justifique. 
(Valor: 0,65)
b) O percentual da multa assinalado no ato de inscrição está correto? Fundamente. (Valor: 
0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo 
legal não confere pontuação.
a) Não. A impugnação administrativa é hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tribu-
tário, impedindo que o fisco inscreva o crédito tributário em dívida ativa, na forma do Art. 151, 
inciso III, c/c o Art. 201, ambos do CTN.
b) Não. Deve ser aplicada ao contribuinte a penalidade da lei mais benéfica, no percentual de 
15%, na forma do Art. 106, inciso II, alínea “c”, do CTN.
XXIV – EXAME/OAB
049. O Estado”X” instituiu um adicional de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automoto-
res (IPVA) que tem como fato gerador a propriedade de veículos em mau estado de conserva-
ção e/ou que possuam duas ou mais multas não pagas. Caio, proprietário de veículo automo-
tor em mau estado de conservação e com cinco multas não pagas, é notificado da cobrança do 
adicional do tributo por meio de auto de infração. Como não apresentou defesa e não pagou o 
tributo, o Estado “X” ajuíza execução fiscal. Caio, no entanto, não possui meios para garantir a 
execução fiscal e opor embargos à execução, mas possui todos os documentos que compro-
vam sua defesa. Com base na hipótese formulada, responda aos itens a seguir.
a) O adicional de IPVA instituído pelo Estado “X” é devido? (Valor: 0,60)
b) Qual seria o meio adequado para a defesa de Caio, nos próprios autos da execução fiscal, 
conforme o entendimento consolidado dos Tribunais Superiores? (Valor:0,65) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
a) O tributo não é devido por duas razões: primeiro porque sua previsão tem natureza sancio-
natória e, com isso, viola o conceito de tributo do Art. 3º do CTN (“Tributo é toda prestação 
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pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua 
sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente 
vinculada”); segundo, sob a roupagem de “adicional”, criou-se verdadeiro tributo novo, para o 
qual só a a União tem competência, e, ainda assim, com observância dos requisitos do Art. 
154, inciso I, da CRFB/1988.
b) O Superior Tribunal de Justiça, por meio da Súmula n. 393, consolidou o cabimento da ex-
ceção de pré executividade: “A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal 
relativamente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória”. Na 
hipótese, a matéria a ser alegada por Caio em sua defesa (impossibilidade de cobrança do adi-
cional do IPVA por se tratar de sanção por ato ilícito) é conhecível de ofício. Caio possui todos 
os documentos que comprovam sua defesa, o que não demandaria dilação probatória. Sendo 
assim, o meio de defesa possível para Caio é a Exceção de Pré-executividade.
050. A União publicou, no Diário Oficial de 30 de junho de 2017, decreto que majorou a alíquo-
ta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No decreto, foi estipulado que a alíquo-
ta majorada já seria válida para fatos geradores ocorridos a partir do mês seguinte. Tendo 
em vista a anterioridade nonagesimal e a anterioridade do exercício financeiro, responda aos 
itens a seguir.
a) É válida a exigência da alíquota majorada no mês seguinte à publicação do decreto? 
(Valor: 0,65)
b) Se, em vez de majorar a alíquota, o decreto alterasse apenas o prazo de recolhimento da 
obrigação tributária, seria válida a sua exigência a partir do mês seguinte ao da publicação? 
(Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dis-
positivo legal não confere pontuação.
a) Não, pois embora o IPI não se submeta à anterioridade do exercício financeiro, está sujeito 
à anterioridade nonagesimal, na forma do disposto no Art. 150, § 1º, da CRFB/1988.
B) Sim, pois a alteração do prazo de recolhimento de tributo não se sujeita ao princípio da an-
terioridade, conforme Súmula Vinculante 50 do STF.
051. Em 2017, Carlos, após viagem ao exterior, decidiu importar do Japão, para uso próprio, 
um veículo automotor de última geração, lançamento do mercado japonês. Considerando que 
Carlos é o consumidor final do veículo, responda aos itens a seguir.
a) Na importação do referido veículo por Carlos, é devido o Imposto sobre Produtos Industria-
lizados (IPI)? (Valor: 0,60)
b) Considerando que, em 2003, o estado onde Carlos é domiciliado editou uma lei instituindo 
o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação realizada 
por consumidor final, é devido o ICMS na importação do veículo? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) exa-
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minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
a) Sim. A incidência do IPI na importação de veículo para uso próprio, por pessoa física, é le-
gítima, uma vez que a destinação final do bem não é relevante para a definição da incidência 
do tributo. Dessa forma, conforme o Art. 51, inciso I, do CTN, o importador do produto indus-
trializado é o contribuinte do IPI na importação. Nesse sentido há precedente do STF com 
Repercussão Geral (RE 723.651), decidindo pela incidência do IPI na importação de produtos 
destinados a um consumidor final.
b) Sim. Conforme o Art. 155, § 2º, inciso IX, alínea a, da CRFB/1988, com redação dada pela 
Emenda Constitucional n. 33/2001, incide ICMS sobre a entrada de bem ou mercadoria impor-
tada do exterior por pessoa física, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. Nesse 
sentido há precedente do STF com Repercussão Geral (RE 439.796), decidindo pela incidência 
do ICMS inclusive sobre as operações de importação realizadas por quem não seja comercian-
te, tema que também é objeto da Súmula Vinculante 48.
052. A Pessoa Jurídica XYZ, notificada pela União para que proceda ao recolhimento de crédito 
fiscal, tenta colocar seus bens em nome de terceiros. Ciente do fato, a União requereu medida 
cautelar fiscal. Dias depois do deferimento da referida medida, veio a ser definitivamente cons-
tituído o crédito tributário da União contra a Pessoa Jurídica XYZ, e, noventa (90) dias após a 
constituição definitiva do crédito, a União propôs a execução fiscal. Diante de tal quadro fático, 
responda aos itens a seguir.
a) Foi correto o procedimento da União ao ajuizar a medida cautelar fiscal antes de definitiva-
mente constituído o crédito tributário? (Valor: 0,60)
b) Foi adequado o prazo dentro do qual a União ajuizou a execução fiscal? (Valor: 0,65) Obs.: 
o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
a) Sim, pois a tentativa de colocar bens em nome de terceiros é uma das hipóteses que auto-
riza a medida cautelar fiscal antes da constituição definitiva do crédito tributário, conforme o 
Art. 1º, parágrafo único, E/OU o Art. 2º, inciso V, alínea b, ambos da Lei n. 8.397/1992.
b) Não, pois se tratando de medida cautelar preparatória, a União deveria ter respeitado o 
prazo de 60 dias a partir do exaurimento da esfera administrativa, conforme Art. 11 da Lei n. 
8.397/1992.
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XXV – EXAME/OAB
053. Antônio doou seu carro para José, que, diante disso, realizou o pagamento do Imposto 
sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou direitos (ITCMD). Três anos 
após a quitação do imposto, José constatou equívoco no cálculo do tributo, cujo pagamento 
foi realizado em valor superior ao efetivamente devido. Sendo assim, ajuizou ação de repetição 
de indébito em face do Estado X, requerendo a restituição do valor principal acrescido de juros 
moratórios e atualização pela SELIC. Devidamente citado, o Estado X apresentou contestação 
alegando prescrição da pretensão autoral, visto que inobservado o prazo legal de dois anos 
para o ajuizamento da ação. Adicionalmente, defendeu que, na eventualidade de não ser aco-
lhido seu primeiro argumento, seria incabível a cumulação de juros moratórios e taxa SELIC, 
tendo em vista que, no Estado X, não há previsão, na legislação local, de incidência da taxa 
SELIC na cobrança de tributos pagos em atraso. Considerando o caso em questão, responda 
aos itens a seguir.
a) O prazo prescricional de dois anos indicado pelo EstadoX está correto? (Valor: 0,65)
b) A restituição do valor principal deve ser acrescida de juros moratórios e SELIC, conforme 
pretende o contribuinte? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não. O Art. 168 do CTN determina que o direito de pleitear a restituição se extingue com o 
decurso do prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, que, no 
caso em questão, operou-se com o pagamento do imposto pelo contribuinte.
b) Não. A incidência da taxa SELIC na repetição de indébito de tributos estaduais só seria pos-
sível se estivesse prevista na legislação local como índice de atualização de tributos inadim-
plidos e, de todo modo, seria inviável sua cumulação com juros de mora, na forma da Súmula 
n. 523 do STJ.
054. Enunciado Antes de realizado qualquer procedimento para a constituição do crédito tri-
butário, determinado partido político optou, em 2016, pelo parcelamento da Contribuição para 
o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), com vencimentos entre 2005 e 2009, não pa-
gas no prazo determinado. Para tanto, nos termos da lei que instituiu o parcelamento, o partido 
político apresentou “confissão irrevogável e irretratável dos débitos”. No entanto, o advogado 
do partido político opina que este deve rescindir o parcelamento, uma vez que, independente-
mente da assinatura do termo de confissão de débitos, a renda dos partidos políticos é imune, 
e os débitos estão alcançados pela decadência. Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir.
a) No que se refere à imunidade dos partidos políticos, o advogado está correto? (Valor: 0,60)
b) A alegação sobre a ineficácia da confissão de débitos, no que se refere aos débitos alcan-
çados pela decadência, está correta? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar 
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a) Não. A imunidade da renda dos partidos políticos, prevista no Art. 150, inciso VI, alínea c, da 
CRFB/1988, não alcança as contribuições sociais, mas tão somente os impostos.
b) Sim. O parcelamento postulado depois de transcorrido o prazo decadencial não restabelece 
o crédito tributário, uma vez que já estava extinto por força da decadência. Essa é a orientação 
pacificada pelo STJ, em julgamento pela sistemática dos Recursos Repetitivos, no qual foi con-
solidada a orientação de que:
“A decadência, consoante a letra do Art. 156, inciso V, do CTN, é forma de extinção do crédito tri-
butário. Sendo assim, uma vez extinto o direito, não pode ser reavivado por qualquer sistemática 
de lançamento ou autolançamento, seja ela via documento de confissão de dívida, declaração de 
débitos, parcelamento ou de outra espécie qualquer”.
055. A Pessoa Jurídica X é devedora de crédito tributário regularmente inscrito em dívida ati-
va da União no valor de R$ 1 milhão. Antes de iniciada a execução, decidiu alienar seu único 
imóvel, avaliado em R$ 2 milhões, por valor muito inferior ao da avaliação. Tomando ciência 
do fato, a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) moveu ação anulatória do negócio jurídico, 
alegando fraude à execução. Considerando os fatos narrados, responda aos itens a seguir.
a) É correto afirmar que, não tendo sido iniciada a execução fiscal, descabe a arguição de frau-
de pretendida pela PFN? Justifique. (Valor: 0,65)
b) Mesmo que o devedor reserve bens suficientes para a garantia da dívida inscrita, a fraude à 
execução remanesce? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não. A partir da LC n. 118/2005, que alterou a redação do Art. 185 do CTN, a caracterização 
da fraude à execução prescinde do ajuizamento da execução fiscal, com a ciência válida do 
executado. O momento da inscrição válida em Dívida Ativa da União passa a ser o momento a 
partir do qual se pode arguir a fraude à execução.
b) Não. Nos termos do Art. 185, parágrafo único, do CTN, ocorrendo a reserva, pelo devedor, de 
bens ou rendas suficientes ao integral pagamento da dívida tributária inscrita, não se aplica o 
disposto no Art. 185, caput, do CTN, que disciplina a hipótese de fraude à execução tributária.
056. A sociedade empresária Beta, no mês de março de 2017, adquiriu diversas mercadorias 
da Distribuidora Gama. Beta registrou como crédito, em sua escrita fiscal do ICMS, o valor do 
ICMS pago por Gama na mencionada operação de compra e venda. Em abril de 2017, ao reven-
der as mercadorias a terceiros, Beta deduziu, do ICMS a pagar nessa nova operação, o valor 
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do crédito de ICMS relativo à operação anterior (ou seja, a venda que lhe foi feita por Gama). 
Ocorre que, em agosto de 2017, foi declarada inidônea a nota fiscal emitida por Gama, quando 
da venda das mercadorias a Beta. Como consequência, Beta foi autuada pelo Fisco Estadual, 
visando à cobrança do valor por ela utilizado como crédito de ICMS decorrente da aquisição 
das mercadorias. Ressalta-se que foram cumpridos todos os requisitos legais para o aprovei-
tamento desses créditos. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) Com base em que princípio Beta realizou o aproveitamento dos créditos de ICMS? (Valor: 0,60)
b) Beta poderia ter sido autuada pelo Fisco Estadual? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) O aproveitamento do crédito do ICMS é autorizado pelo princípio da não-cumulatividade, nos 
termos do Art. 155, § 2º, inciso I, da CRFB/1988.
b) Não. O comerciante que adquire mercadoria cuja nota fiscal (emitida pela empresa vende-
dora) tenha sido posteriormente declarada inidônea, é considerado terceiro de boa-fé, o que 
autoriza o aproveitamento do crédito do ICMS, nos termos da Súmula n. 509 do STJ.
XXV – EXAME/OAB – PROVA REAPLICADA EM PORTO ALEGRE
057. No Estado “X”, até o ano de 2016, o mês para pagamento de Imposto Sobre a Proprieda-
de de Veículos Automotores (IPVA) era março, e o valor poderia ser dividido em, no máximo, 
três parcelas. Em janeiro de 2017, foi editada a Lei n. 123 alterando tal sistemática. A nova lei 
estabeleceu o pagamento para o mês de fevereiro do mesmo exercício, sem a possibilidade de 
parcelamento. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) A alteração do prazo para pagamento poderia se dar por meio de decreto? (Valor: 0,55)
b) A Lei n. 123 precisa respeitar o princípio da anterioridade do exercício financeiro e o da an-
terioridade nonagesimal? (Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim. O prazo de pagamento não representa majoração do tributo, razão pela qual não se 
sujeita ao princípio da legalidade, conforme o Art. 150, inciso I, da CRFB/1988 E/OU o Art. 
97 do CTN.
b) Não. A alteração do prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio 
da anterioridade do exercício financeiro (anterioridade geral), nem ao princípio da anterioridade 
nonagesimal, conforme a Súmula Vinculante 50.
058.A pessoa jurídica Z fez uma Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) 
e não pagou o débito referente ao Imposto sobre a Renda (IRPJ). Meses depois, com o intuito 
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de obter a regularidade fiscal necessária para celebrar contrato com pessoa jurídica de direi-
to público, a pessoa jurídica Z realizou o pagamento do tributo. Entendendo que seu paga-
mento se deu de forma espontânea, face a ausência de qualquer procedimento por parte do 
fisco, não efetuou o recolhimento da multa de mora. Sobre a hipótese descrita, responda aos 
itens a seguir:
a) A multa de mora é devida? Fundamente. (Valor: 0,65)
b) Poderia o contribuinte recolher espontaneamente os valores devidos, acrescidos de multa e 
encargos legais, após o início de um procedimento de fiscalização relativo ao mesmo tributo e 
período de apuração? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim a multa de mora é devida. A questão trata do alcance da denúncia espontânea disci-
plinada pelo Art. 138 do CTN. O examinando deverá indicar que não é cabível a denúncia es-
pontânea para tributos sujeitos a homologação e regularmente declarados, ainda que pagos a 
destempo, consoante Súmula n. 360 STJ.
b) No caso, como o procedimento foi iniciado pelo fisco, o Art. 138, parágrafo único, do CTN 
prevê que não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de procedimento 
administrativo.
059. Mário, 16 anos, ao chegar de viagem do exterior, desacompanhado de seus responsá-
veis, teve sua bagagem verificada pela alfândega. Nesse momento, o representante do fisco 
identificou vinte aparelhos de celular de último tipo e diversos presentes, todos excluídos do 
conceito de bagagem, e promoveu o lançamento do imposto de importação e de multa em 
nome de Mário, por irregularidade na importação das mercadorias que adentraram no país. 
Representado por seu pai, Mário apresentou impugnação ao lançamento do crédito, alegando 
que não tem capacidade civil e que, portanto, não pode ser contribuinte do imposto de impor-
tação, tendo o provimento negado pela autoridade administrativa. Certo de suas alegações, 
após transcorrida a primeira etapa da esfera administrativa, o representante de Mário pretende 
discutir em segunda instância, porém é surpreendido com a exigência, por parte da autoridade 
administrativa, de depósito prévio como garantia de admissibilidade do recurso. A partir dos 
fatos apresentados, responda aos itens a seguir.
a) Mário pode ser considerado contribuinte do imposto de importação? Justifique. (Valor: 0,65)
b) Ressalvada a excepcionalidade da eventual ausência de bens, é possível a exigência por 
parte da autoridade administrativa de depósito prévio ou de outra forma de garantia como 
requisito de admissibilidade dos recursos na esfera administrativa? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
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a) Sim, de acordo com o Art. 126, inciso I, do CTN, a capacidade tributária não depende da ca-
pacidade civil das pessoas naturais.
B) Na esfera administrativa, é inconstitucional a exigência de depósito prévio ou outra forma de 
garantia, conforme preceitua a Súmula Vinculante 21 do STF.
060. Eduardo arrematou em hasta pública um imóvel situado no Município Alfa, no ano de 
2013. Eduardo não efetuou o pagamento referente ao IPTU do imóvel nos anos de 2014 e 2015. 
Em 2016, surpreende-se com a sua citação, em sede de execução fiscal, para o pagamento 
do imposto referente aos anos de 2012, 2014 e 2015. Em seus Embargos à Execução Fiscal 
alegou que não deveria pagar o imposto referente a 2012 porque arrematou o imóvel em hasta 
pública. Com relação aos anos de 2014 e 2015, argumentou ter alugado o imóvel a Fernando e 
com ele realizado contrato por meio do qual o locatário seria o responsável pelo recolhimento 
do IPTU. Baseando-se na situação acima, responda aos itens a seguir.
a) Eduardo está correto com relação ao argumento utilizado para se esquivar do pagamento do 
imposto referente a 2012? Justifique. (Valor: 0,65)
b) Eduardo está correto com relação ao argumento de que Fernando seria o responsável pelo 
IPTU? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação 
do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim, Eduardo está correto. Conforme o Art. 130, parágrafo único, do CTN, no caso de arrema-
tação de bem em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. Assim, todos 
os impostos incidentes sobre a propriedade do imóvel deverão ser descontados do preço pago 
pelo arrematante do bem.
b) Eduardo não está correto. Conforme o Art. 123 do CTN, as convenções particulares, relati-
vas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública 
para modificar a definição legal do sujeito passivo. Ou seja, contratos privado não têm força 
para alterar o sujeito passivo definido pela lei. No caso, o contribuinte do IPTU é o proprietário 
do imóvel.
XXVI – EXAME/OAB
061. Enunciado João, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Município X, informa que o 
Fisco Municipal cobrou Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de um 
imóvel que o sindicato aluga a terceiros e cujo valor é integralmente utilizado para a defesa dos 
interesses dos trabalhadores sindicalizados. João o consulta, sobre a viabilidade da exigência 
fiscal. Na oportunidade, um dirigente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do Município 
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“X” (sindicato patronal) indaga se o IPTU deveria incidir sobre imóvel de propriedade deste 
Sindicato, nas mesmas condições. Sobre a hipótese apresentada, responda aos itens a seguir.
a) O município está correto em cobrar o IPTU sobre o imóvel de propriedade do sindicato dos 
trabalhadores? Justifique. (Valor 0,70)
b) Haveria incidência do IPTU sobre o imóvel de propriedade do sindicato patronal? Justifique. 
(Valor 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dis-
positivo legal não confere pontuação.
a) O município não está correto. O sindicato dos trabalhadores tem direito à imunidade tributá-
ria prevista no Art. 150, inciso VI, alínea c, da CRFB/1988, inclusive com relação a imóveis alu-
gados, se o aluguel for revertido para suas atividades fins, conforme a Súmula Vinculante n. 52.
b) Sim, pois o direito à imunidade tributária é limitado aos sindicatos de trabalhadores, não 
constando os sindicatos patronais no rol taxativo das entidades imunes, conforme o Art. 150, 
inciso VI, alínea c, da CRFB/1988.
062. Enunciado A sociedade empresária ABC Ltda., devedora de tributos não pagosno prazo 
devido e de multas tributárias punitivas não pagas, foi incorporada pela sociedade XYZ Ltda. A 
sociedade XYZ resolveu pagar os tributos atrasados da sociedade incorporada, mas foi infor-
mada pela Administração Tributária que também era responsável pelas multas tributárias mo-
ratórias e punitivas devidas pela sociedade ABC Ltda., ainda que referentes a fatos anteriores 
à incorporação. Diante desse quadro, responda aos itens a seguir.
a) A Administração Tributária está correta em exigir da sociedade empresária XYZ Ltda. as 
multas tributárias moratórias e punitivas a que não deu causa, por serem anteriores à incorpo-
ração? (Valor: 0,70)
b) Os sócios-administradores da sociedade incorporadora podem ser pessoalmente responsa-
bilizados pelo pagamento das multas tributárias punitivas da sociedade incorporada antes da 
incorporação? (Valor: 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera 
citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim. Nos termos do Art. 132 do CTN, a pessoa jurídica de direito privado que resultar de 
incorporação em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas 
jurídicas de direito privado incorporadas, conforme interpretado pela Súmula n. 554 do STJ: 
“Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange não apenas 
os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou punitivas referentes 
a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão”.
b) Não. Os sócios-administradores da sociedade incorporadora não podem ser pessoalmente 
responsabilizados. Para que houvesse responsabilidade pessoal, seria necessário que, à épo-
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ca dos fatos que ensejaram a aplicação de multa punitiva, fossem administradores da socieda-
de incorporada. Somente são pessoalmente responsáveis aqueles que praticarem atos “com 
excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos” (Art. 135, caput, do CTN). 
Ademais, o Art. 137 do CTN, que trata de responsabilidade por infrações, não cria responsa-
bilidade pessoal do agente pelo mero fato de ser sócio-administrador de sociedade incorpo-
radora. Portanto, apenas a sociedade incorporadora, com seu patrimônio, responde por esses 
débitos em razão da sucessão de empresas.
063. Enunciado A seguradora ABC S.A. realizou a venda de um lote dos chamados “automó-
veis salvados de sinistro”, isto é, automóveis que, por algum acidente (colisão, enchente etc.), 
perderam mais de 75% de seu valor, sendo sua propriedade transferida para a seguradora, a 
qual paga a correspondente indenização ao segurado. O Fisco do Estado X, alegando que a 
venda dos “automóveis salvados de sinistro” é uma operação de compra e venda de mercado-
rias, exige o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre 
esta operação. Diante do caso exposto, responda aos itens a seguir.
a) O Fisco Estadual está correto em sua exigência? (Valor: 0,70)
b) Uma sociedade empresária que se dedicasse exclusivamente a recuperar “automóveis sal-
vados de sinistro”, parcial ou totalmente, vendendo-os, ou suas peças avulsas, aos consumi-
dores em geral, seria contribuinte de ICMS? (Valor: 0,55) Obs.: o(a) examinando(a) deve funda-
mentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) O Fisco Estadual não está correto. As seguradoras não são contribuintes de ICMS ao realizar 
as operações de venda de veículos salvados de sinistro porque a alienação de veículos salva-
dos de sinistro configura atividade integrante das operações de seguros e não tem natureza 
de circulação de mercadoria para fins de incidência do ICMS. Esta conclusão foi consagrada 
na Súmula Vinculante n. 32: “O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas 
seguradoras”.
b) Sim. Caso uma sociedade se dedicasse empresarialmente à recuperação de “automóveis 
salvados de sinistro”, colocando-os à venda posteriormente (ou suas peças em avulso), tal 
operação se configuraria como sendo propriamente mercantil e de circulação de mercadoria 
para fins de incidência do ICMS, nos termos do Art. 155, inciso II, da CRFB/1988 e do Art. 2º da 
LC n. 87/1996.
064. Enunciado Em abril de 2015, 30 dias após o falecimento de Maria, Joana, uma de suas 
três filhas, ajuizou ação de inventário e partilha e foi nomeada inventariante do espólio de 
sua mãe, composto por dois imóveis. Em julho do mesmo ano, a alíquota do Imposto sobre a 
Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) do estado Y, onde Maria residia e onde estavam 
localizados seus dois imóveis, foi alterada de 4% para 6%. O Fisco Estadual, dois anos após 
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o ajuizamento da ação de inventário e partilha, discordando do valor dos bens declarado pela 
inventariante que atribuiu aos imóveis o valor venal vigente na data da abertura da sucessão, 
lançou o ITCMD, utilizando, como base de cálculo, os valores dos bens arbitrados na data da 
avaliação e a alíquota de 6%, então em vigor. A inventariante, após regularmente notificada do 
lançamento do tributo e sentindo-se prejudicada pela decisão desfavorável do Fisco Estadual, 
decidiu impugnar administrativamente o lançamento do tributo. A partir dos fatos apresenta-
dos, responda aos itens a seguir.
a) A atitude do Fisco em cobrar o ITCMD com base na nova alíquota de 6% está correta? Fun-
damente. (Valor: 0,65)
b) Sobre a base de cálculo, assiste razão à inventariante? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não. Conforme a Súmula n. 112 do STF, o ITCMD é devido pela alíquota vigente ao tempo da 
abertura da sucessão, que ocorre no exato momento da morte. Em outras palavras, o momen-
to da abertura da sucessão definirá a legislação aplicável ao lançamento do ITCMD.
b) Não. Conforme a Súmula n. 113 do STF, o ITCMD é calculado sobre o valor dos bens na data 
da avaliação, portanto está correto o fisco em atribuir aos imóveis o valor atual.
XXVII – EXAME/OAB
065. Enunciado O Município X instituiu, por uma mesma lei ordinária municipal datada de junho 
de 2017, ISS sobre a locação de automóveis realizada em seu território, bem como ISS sobre 
serviços de execução de tatuagens, piercings e congêneres. Em razão dessa lei, em junho de 
2018, uma locadora de veículos foi autuada pelo fisco municipal por não estar declarando nem 
efetuando o recolhimento do referido tributo. Por sua vez, também em junho de 2018, uma loja 
que faz tatuagens foi autuada pelo não recolhimento do tributo, mas judicializou a questão e 
alegou que somente por lei complementar municipal poderia o ISS incidir sobre esse serviço. 
Diante desse quadro, responda aos itens a seguir.
a) A autuação feita pelo fisco municipal contra a locadora de automóveis está correta? 
(Valor: 0,50)
b) O Município X poderia valer-se dessa lei ordinária municipal para instituir fato gerador de ISS 
sobre prestação de serviços de tatuagem? (Valor: 0,75) Obs.: o(a) examinando(a) deve funda-
mentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) A autuação não é correta, pois é inconstitucional a incidência de ISS sobre a locaçãode 
bens móveis, já que a locação não configura prestação de serviço (Súmula Vinculante n. 31 – 
É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS sobre 
operações de locação de bens móveis).
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b) Sim. O Município pode utilizar a espécie normativa de uma lei ordinária municipal para ins-
tituir fatos geradores de ISS em seu território, desde que tais fatos geradores estejam devida-
mente previstos na LC n. 116/2003 (Lei Complementar de caráter nacional exigida pelo Art. 
156, inciso III, da CRFB/1988). Os serviços de aplicação de tatuagens, piercings e congêneres 
foram inseridos na Lista de Serviços Anexa à LC n. 116/2003 (item 6.06) por força da LC n. 
157, de 29/12/2016. Portanto, é legal a cobrança referida no enunciado. Não se confunda a 
exigência de lei complementar de caráter nacional para veicular a previsão abstrata da lista 
de serviços anexa à LC n. 116/2003, com a efetiva instituição dos fatos geradores de ISS em 
cada município, que se faz por lei ordinária municipal, que escolherá as hipóteses de incidência 
dentre aquelas previstas na lista de serviços anexa à LC n. 116/2003.
066. Enunciado Uma sociedade empresária ABC Ltda. explora a atividade empresarial de mon-
tagem de estruturas de metal para shows e eventos, exercendo suas atividades principalmente 
no Município X, onde está sediada. Excepcionalmente, tal sociedade foi contratada para mon-
tar o palco de um único show no Município Y, executando ali o serviço. Quanto ao serviço pres-
tado em caráter excepcional no Município Y, esse ente federado pretende cobrar o ISS. Diante 
desse quadro, responda aos itens a seguir.
a) Está correta a exigência do Município Y? Justifique. (Valor: 0,80)
b) Caso ambos os Municípios resolvam cobrar ISS pelo serviço prestado, qual seria a medida 
judicial típica e mais adequada, nos termos da legislação, para evitar que o contribuinte pague 
o imposto em duplicidade? (Valor: 0,45) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as res-
postas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim, a exigência está correta. Embora o ISS, como regra geral, seja devido no local do esta-
belecimento prestador, o imposto será devido no local da instalação dos andaimes, palcos, co-
berturas e outras estruturas, conforme exceção prevista no Art. 3º, inciso II, da LC n. 116/2003.
b) Ação de consignação em pagamento, conforme Art. 164, inciso III, do CTN:
“A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos ca-
sos: III – de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre 
um mesmo fato gerador.”
067. Enunciado Uma fábrica montadora de automóveis recolheu, em lugar de uma concessio-
nária de automóveis, o ICMS devido na venda dos veículos ao consumidor final, incluindo o 
valor total do ICMS recolhido na nota fiscal emitida para a concessionária, sendo tais valores 
repassados ao consumidor no preço final. Posteriormente, verificou-se que a base de cálculo 
sobre a qual incidiu o ICMS estava equivocada, tendo a montadora recolhido valor a maior ao 
fisco. Diante desse quadro, responda aos itens a seguir.
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a) Que tipo de responsável tributário é essa montadora em relação à concessionária? Indique 
o fundamento legal. (Valor: 0,50)
b) A montadora, que recolheu sozinha o tributo, possui legitimidade para pleitear a repetição 
de indébito tributário? Justifique. (Valor: 0,75) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as 
respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) A montadora é responsável tributária na modalidade de “substituta” (substituição tributária), 
nos termos do Art. 128 do CTN:
“Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsa-
bilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, 
excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumpri-
mento total ou parcial da referida obrigação”.
b) Em regra, a montadora não possui legitimidade para pleitear a repetição de indébito tributá-
rio, pois transferiu o encargo financeiro a terceiros, salvo se destes terceiros obtiver a autori-
zação para pedir a restituição do tributo, como estabelece o Art. 166 do CTN. No caso, o ICMS 
é um tributo indireto que comporta tal transferência por previsão legal. A montadora inseriu 
na Nota Fiscal o valor do ICMS recolhido, transferindo-o para terceiros. Somente se tivesse a 
autorização dos terceiros ela teria legitimidade. Assim também a Súmula n. 546 do STF:
“Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contri-
buinte de jure não recuperou do contribuinte de facto o quantum respectivo”.
068. O Estado XXX, novo Estado da Federação, resultante de desmembramento do Estado 
YYY, tem dificuldade de instituir, cobrar e fiscalizar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos 
Automotores (IPVA) em todos os seus 200 municípios. Assim, decidiu delegar competência 
legislativa a seus Municípios para que instituíssem o tributo, realizassem a cobrança e promo-
vessem a fiscalização e a administração do referido tributo, impondo aos Municípios o dever 
de repassar 50% das quantias arrecadadas ao Estado. A empresa de transportes de passagei-
ros Sigma, detentora de grande frota de veículos, entendeu por questionar a cobrança do IPVA. 
Diante dos fatos acima expostos, na condição de advogado(a), responda aos itens a seguir.
a) Você vislumbra êxito na pretensão da empresa de transportes Sigma? Justifique. (Valor: 0,60)
b) Se a delegação repousasse apenas sobre as atividades de arrecadação e fiscalização do 
IPVA, seria devida a pretensão da empresa Sigma? Justifique. (Valor: 0.65) Obs.: o(a) exami-
nando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
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a) Sim. Nos termos do Art. 6º do CTN, a atribuição constitucional de competência tributária é 
plena, ressalvados os limites ali estabelecidos. Todavia, a competência legislativa é indelegá-
vel, a teor do artigo 7º do CTN, sendo, portanto, ilegal o IPVA que vier a ser instituído por lei mu-
nicipal. Dessa forma, a empresa Sigma encontra respaldo jurídico no referido Art. 7º do CTN.
b) Não. Embora o Art. 7º do CTN vede a delegação de competência legislativa, o mesmo dispo-
sitivo legal faz ressalva expressa à delegação das atividades de arrecadação e de fiscalização 
do tributo.
XXVIII – EXAME/OAB
069. O Fisco Federal ajuíza uma ação de execução fiscal contra a sociedade empresária ABC 
Ltda. por créditos tributários vencidos e não pagos. Contudo, ao se tentar promover a citação 
da executadapelos Correios, percebe-se que a sociedade já não funciona no local por ela de-
clarado ao Fisco, sem que tenha comunicado a nenhum órgão competente o local onde pode 
receber citações ou onde continua realizando suas atividades. Também não são encontrados 
bens da executada que pudessem ser objeto de penhora. Diante dessa situação, responda aos 
itens a seguir.
a) Frustrada a citação via postal, por quais outros meios se fará a citação da sociedade nesta 
execução fiscal? (Valor: 0,50)
b) Qual a consequência, para o sócio-administrador que sempre integrou a sociedade, de a 
executada não ser encontrada no domicílio por ela declarado? (Valor: 0,75) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
a) Sendo frustrada a citação na execução fiscal feita primeiro pelo correio, os meios disponí-
veis são por Oficial de Justiça e por edital (Art. 8º, inciso III, da Lei n. 6.830/1980).
b) A consequência será a responsabilidade tributária do sócio-administrador pela prática de 
um ato com infração de lei (Art. 135, inciso III, do CTN), a saber, o ato de dissolução irregular 
da sociedade, a qual é presumida quando a empresa deixou de funcionar no seu domicílio fis-
cal sem comunicação aos órgãos competentes, enseja o redirecionamento da execução fiscal 
para o sócio-administrador (Súmula n. 435 do STJ).
070. Enunciado No intuito de aumentar a arrecadação, o prefeito do Município X sancionou 
lei que fixou uma nova base de cálculo do IPTU. A referida lei foi publicada em novembro de 
2016, estabelecendo que sua vigência se dará após a data de sua publicação. Bruno e Thiago 
são irmãos que, por herança, tornaram-se proprietários de um imóvel, no qual, apenas Thiago 
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reside. Em janeiro de 2017, Bruno foi notificado do lançamento do IPTU referente ao imóvel 
de residência de Thiago, tendo 30 dias para pagá-lo. Bruno alegou que, pelo fato de apenas 
Thiago residir no imóvel, mesmo ele sendo coproprietário do bem, não precisaria pagar o im-
posto. Além disso, afirmou que, ainda que tivesse que pagá-lo, a lei que fixou uma nova base 
de cálculo do IPTU não respeitou a anterioridade nonagesimal. Sobre a hipótese apresentada, 
responda aos itens a seguir.
a) Bruno está correto ao alegar que não é obrigado ao pagamento do imposto? (Valor: 0,65)
b) Bruno está correto ao alegar que a lei que fixou uma nova base de cálculo do IPTU violou a 
anterioridade nonagesimal? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as res-
postas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não. Bruno e Thiago são solidariamente obrigados ao pagamento do IPTU por terem co-
mum interesse no bem, diante da copropriedade, na forma do Art. 124, inciso I, do CTN OU do 
Art. 34 do CTN.
b) Não. A fixação de nova base de cálculo do IPTU apenas deve respeitar a anterioridade do 
exercício financeiro, estando excepcionada da anterioridade nonagesimal, na forma do Art. 
150, § 1º, da CRFB/1988.
071. Enunciado Maria, servidora pública do Estado X, verificou no contracheque referente ao 
mês de março que foi retido de sua remuneração um adicional de 2%, referente ao Imposto 
sobre a Renda Pessoa Física – IRPF. Ao questionar seu órgão de vinculação, obteve a informa-
ção de que a cobrança tinha por fundamento a Lei Estadual n. 12.345, editada no último dia do 
exercício imediatamente anterior. Indignada com a cobrança, Maria procura você, na condição 
de advogado(a), para que adote as providências cabíveis, a fim de questionar judicialmente o 
desconto e obter a devolução do valor recolhido, já que seu pedido administrativo foi negado. 
Analisando o contexto fático descrito, responda aos itens a seguir.
a) No caso de eventual ação de repetição de indébito, qual a parte legítima para figurar no polo 
passivo da ação? (Valor: 0,65)
b) O Estado X poderia ter estipulado o adicional de IRPF para seus servidores? (Valor: 0,60) 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal 
não confere pontuação.
a) A ação deverá ser proposta em face do Estado X que é o responsável pela retenção na fon-
te e destinatário do valor do IRPF no caso, já que se trata de servidora pública integrante de 
seus quadros, de acordo com o Art. 157, I, da CRFB/1988 ou com a orientação da Súmula n. 
447 do STJ.
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b) Não. A competência tributária é da União, seja para instituir imposto sobre renda e proven-
tos, seja sob a perspectiva da competência residual, na forma do Art. 153, inciso III, ou do Art. 
154, I, ambos da CRFB/1988.
072. Enunciado Em 01 de novembro de 2017, o Estado X instituiu um sistema progressivo de 
alíquotas para o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCD. A redação do 
dispositivo legal era a seguinte: “Art. 26 – O valor da totalidade dos bens e direitos transmitidos 
é a base de cálculo do imposto e sobre ela incidirão as seguintes alíquotas: I – 4% (quatro por 
cento), para valores entre R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) e R$ 50.000,00 (cinquenta 
mil reais); II – 6% (seis por cento), para valores entre R$ 50.000,01 (cinquenta mil reais e um 
centavo) e R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais); III – 8% (oito por cento), para valo-
res acima de R$ 250.000,01 (duzentos e cinquenta mil reais e um centavo). Parágrafo único: 
há isenção do imposto quando a totalidade dos bens e direitos transmitidos não exceder R$ 
2.000,00 (dois mil reais)”. Caio, residente no Estado Y, recebeu de herança um bem imóvel 
localizado no Estado X, no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), e decidiu impugnar 
o lançamento, afirmando que a progressividade do ITCD é inconstitucional, por ser este um 
imposto de caráter real. Alegou, ainda, que o imposto é devido no Estado Y, local de sua resi-
dência. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) Caio está correto quanto à alegação de inconstitucionalidade da progressividade do impos-
to? (Valor: 0,80)
b) Em qual Estado o ITCD é devido? (Valor: 0,45) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar 
as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não. A progressividade de alíquotas está de acordo com a CRFB/1988. Isso porque no Im-
posto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) é possível aferir a capacidade con-
tributiva do contribuinte do tributo, nos termos do Art. 145, § 1º, da CRFB/1988. O ITCD é devi-
do pelo contribuinte beneficiário de bem ou direito transmitido, implicando em um acréscimo 
patrimonial gratuito. Nesse sentido, o Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, reconhe-
cendo a repercussão geral no RE 562.045, julgou constitucional a progressividade de alíquo-
tas do ITCD.
b) O imposto é devido, nos casos de bens imóveis, no Estado da situação do bem, ou seja, o 
Estado X, conforme o Art. 41 do CTN ou o Art. 155, § 1º, inciso I, da CRFB/1988.
XXIX – EXAME/OAB
073. Enunciado O Município X, por meio de atuação conjunta do Fisco Municipal e da Secre-
taria Municipal responsável pela fiscalização sobre os estabelecimentos comerciais nele si-
tuados, autuou um restaurante, sob o fundamento de que não estava recolhendo ISS sobreO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para RAMON LOBO MOTA - 10223463426, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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a prestação de serviços de preparação de alimentos e atendimento dos clientes nas mesas. 
Ademais, também se verificou que o restaurante não recolhera, no último ano, a taxa anual de 
licença para localização e funcionamento de estabelecimentos comerciais, sendo, portanto, 
autuado também por esse fato. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) A autuação do Município X referente ao não pagamento de ISS está correta? (Valor: 0,65)
b) Para a exigência da referida taxa anual de licença, é necessário que o Município exerça 
efetivamente a atividade de fiscalização sobre estabelecimentos comerciais ou basta que o 
faça potencialmente? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. 
A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) A autuação não está correta, pois, nos termos da Súmula n. 163 do STJ, “o fornecimento de 
mercadorias com a simultânea prestação de serviços em bares, restaurantes e estabelecimen-
tos similares constitui fato gerador do ICMS a incidir sobre o valor total da operação”. Prepon-
dera na atividade dos restaurantes a atividade de fornecimento de mercadorias, fato gerador 
típico do ICMS, e não a prestação de serviços de preparação de alimentos e atendimento dos 
clientes nas mesas.
b) Para a exigência da referida taxa anual de licença, é necessário que o Município exerça, de 
modo efetivo, o poder de polícia – e não meramente de forma potencial -, nos termos do Art. 
145, inciso II, da CRFB/1988, OU do Art. 77, caput, do CTN OU Art. 78, parágrafo único, do CTN, 
OU do entendimento expresso do STF, no RE 588.322 (repercussão geral).
074. Enunciado A refinaria de petróleo Alfa vende seus produtos à pessoa jurídica Beta, co-
merciante de combustíveis e lubrificantes. Beta, por sua vez, revende seus produtos aos con-
sumidores. O Estado X possui a Lei Ordinária n. 123, que estabelece que as indústrias são res-
ponsáveis tributárias por todo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) 
incidente na cadeia produtiva (regime da Substituição Tributária). Em novembro de 2017, Beta 
recebeu de Alfa os produtos que iria revender. No mesmo mês, sofreu um incêndio em sua 
sede e, consequentemente, perdeu todos os produtos, razão pela qual não efetuou qualquer 
venda naquele mês. No mês de dezembro, já restabelecidas as condições para a retomada de 
suas atividades, Beta recebeu novos produtos de Alfa. Para tentar recuperar o prejuízo do mês 
anterior, Beta realizou uma promoção e os revendeu, no mesmo mês de dezembro, a preço in-
ferior ao presumido (que servira de base de cálculo para o recolhimento do ICMS pelo regime 
da Substituição Tributária). Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) A refinaria Alfa poderá pleitear a restituição do valor pago a título de ICMS, pelo regime da 
Substituição Tributária, relativo ao mês de novembro? (Valor: 0,60)
b) Em relação ao mês de dezembro, Beta poderá recuperar o valor pago a mais, a título de 
ICMS, pelo regime da Substituição Tributária? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fun-
damentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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a) Não. Tendo em vista tratar-se de substituição tributária progressiva, apenas Beta, como con-
tribuinte substituído, terá o direito à restituição do valor do imposto pago por força da substi-
tuição tributária, correspondente ao fato gerador presumido que não se realizou, conforme Art. 
10, caput, da LC n. 87/1996.
b) Sim. Beta poderá pleitear a restituição da diferença do Imposto sobre Circulação de Mer-
cadorias e Serviços (ICMS) pago a mais, no regime de substituição tributária progressiva (ou 
“para frente”), uma vez que a base de cálculo efetiva da operação foi inferior à presumida, con-
forme o Art. 10 da LC n. 87/1996 OU a Tese 201 de Repercussão Geral, do STF.
075. Enunciado João dos Santos, em abril de 2016, declarou, à Receita Federal do Brasil, os 
rendimentos que auferiu no exercício financeiro anterior, reconhecendo o débito tributário do 
Imposto sobre a Renda (IR). Apesar de a declaração ter sido regular, o contribuinte não pagou 
o Imposto sobre a Renda devido. No mês seguinte ao vencimento do tributo, antes do início 
de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, João emite a respectiva 
guia e faz o recolhimento do tributo ao Fisco. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir.
a) Em que momento o crédito tributário foi constituído definitivamente? (Valor: 0,60)
b) O Fisco poderá cobrar multa de João pelo pagamento feito após o vencimento, mesmo à 
luz do Art. 138 do CTN, que prevê o benefício da denúncia espontânea? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) 
examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não con-
fere pontuação.
a) O crédito tributário foi constituído com a entrega de declaração pelo contribuinte (ou com 
o vencimento do tributo, o que ocorrer por último), reconhecendo o débito fiscal, dispensada 
qualquer outra providência por parte do Fisco, nos termos da Súmula n. 436 do Superior Tribu-
nal de Justiça.
b) Sim. O benefício da denúncia espontânea (Art. 138 do CTN) não se aplica aos tributos sujei-
tos a lançamento por homologação, regularmente declarados, mas pagos após o vencimento, 
conforme Súmula n. 360 do Superior Tribunal de Justiça.
076. Enunciado José da Silva, aposentado, foi acometido de neoplasia maligna (câncer), do-
ença prevista em lei como moléstia grave e que autoriza a concessão de isenção de Imposto 
sobre a Renda da Pessoa Física sobre os proventos de aposentadoria. Ele apresentou seus 
exames e laudos de seus médicos particulares, requerendo à Receita Federal do Brasil que a 
isenção fosse reconhecida. O Fisco federal, contudo, negou o pedido, exigindo que fosse apre-
sentado laudo médico oficial, e não de médicos privados. Diante da negativa, José da Silva 
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buscou a declaração do seu direito à isenção pela via judicial. Diante desse quadro, responda 
aos itens a seguir.
a) A apresentação de laudo médico oficial é imprescindível para o reconhecimento judicial da 
isenção? (Valor: 0,55)
b) Se, após o tratamento adequado, José da Silva não apresentar mais sintomas da enfermi-
dade, a isenção deverá ser revogada por ele não cumprir mais o requisito de ser portador de 
moléstia grave, nos termos do Art. 179, § 2º, do CTN? (Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não, a apresentação de laudo médico oficial não é o único meio de prova habilitado à com-
provação da existência de moléstia grave para fins de isenção de imposto, não sendo impres-
cindível para o reconhecimento judicial da isenção, de acordo coma Súmula n. 598 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
“É desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento judicial 
da isenção do Imposto sobre a Renda, desde que o magistrado entenda suficientemente 
demonstrada a doença grave por outros meios de prova.”
b) Não, apesar da previsão do Art. 179, § 2º, do CTN, a isenção não deverá ser revogada, em 
razão da gravidade da doença (que sempre inspira acompanhamento constante ou cuidados 
médicos ou medicamentosos posteriores), mesmo que a pessoa não apresente mais os sinto-
mas do câncer após o tratamento, nos termos da Súmula n. 627 do STJ:
JURISPRUDÊNCIA
“O contribuinte faz jus à concessão ou à manutenção da isenção do imposto sobre a 
renda, não se lhe exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas da 
doença nem da recidiva da enfermidade”.
XXX – EXAME/OAB
077. Enunciado A entidade beneficente de assistência social Associação Lar Das Crianças, 
devidamente registrada e cumprindo todos os requisitos legais para o gozo de imunidade tri-
butária, requereu à Receita Federal o reconhecimento de imunidade tributária quanto às contri-
buições para a seguridade social. O Fisco federal negou o pedido, afirmando que a imunidade 
tributária das entidades beneficentes de assistência social somente abarcava impostos, nos 
termos do Art. 150, inciso VI, alínea c, da CRFB/1988, mas não contribuições. Além disso, o 
Fisco notificou a entidade para que apresentasse a escrituração de suas receitas e despesas, 
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o que a entidade se recusou a fazer, alegando que não estava obrigada a manter essa escritu-
ração em razão de sua imunidade tributária. Sobre o caso narrado, responda aos itens a seguir.
a) As entidades beneficentes de assistência social, que cumprem todos os requisitos legais para 
o gozo de imunidade tributária, também fazem jus ao reconhecimento de imunidade tributária 
quanto a contribuições para a seguridade social ou apenas quanto a impostos? (Valor: 0,60)
b) Está correta tal entidade beneficente de assistência social em se negar a apresentar a escri-
turação de suas receitas e despesas? (Valor: 0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar 
suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim, as entidades beneficentes de assistência social que cumprem todos os requisitos le-
gais para o gozo de imunidade tributária também fazem jus ao reconhecimento de imunidade 
tributária quanto a contribuições para a seguridade social, mas não por força do Art. 150, inci-
so VI, alínea c, da CRFB/1988, que de fato versa apenas sobre imunidade de impostos. Existe, 
contudo, previsão específica desta imunidade no Art. 195, § 7º, da CRFB/1988, in verbis:
“§ 7º. São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistên-
cia social que atendam às exigências estabelecidas em lei.” (ainda que, por atecnia do constituinte, 
tenha sido chamada “isenção”).
b) Não. A entidade beneficente de assistência social não está correta ao se negar a apresen-
tar a escrituração de suas receitas e despesas. O fato de ser entidade imune não a libera da 
obrigação acessória de manter a escrituração contábil em dia, como se pode ver do próprio 
Art. 14 do CTN, que elenca as condições para que uma entidade beneficente de assistência 
social possa fruir da imunidade, dentre as quais a do inciso III: “manterem escrituração de suas 
receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão”.
078. Enunciado A pessoa jurídica X, na condição de importadora de produtos industrializados, 
ajuizou medida judicial pleiteando a restituição de valores pagos a título de Imposto sobre Pro-
dutos Industrializados (“IPI”). No caso em questão, o contribuinte pagou o tributo em operação 
de revenda por ocasião da saída de seu estabelecimento e entendeu que o pagamento foi feito 
indevidamente, uma vez que não houve processo de industrialização no Brasil. Em seu pleito, 
a pessoa jurídica X requereu, em sede de antecipação de tutela, a compensação dos valores 
pagos a título de IPI, objeto de contestação. Com base nos fatos apresentados acima, respon-
da aos itens a seguir.
a) A ausência de operação de industrialização no Brasil inviabiliza a cobrança do IPI na revenda 
pelo importador? (Valor: 0,65)
b) É possível requerer, em sede de antecipação de tutela, a compensação de eventual tributo 
pago indevidamente? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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a) Não. A ausência de operação de industrialização no Brasil em relação ao produto importado 
não impede a cobrança do IPI na revenda pelo importador, pois de acordo com o Art. 46, inciso 
II, do CTN, o IPI tem como fato gerador a saída do produto industrializado do estabelecimento 
do importador. Assim, tendo em vista a ocorrência do fato gerador, o tributo é devido.
b) Não. De acordo com o Art. 170-A do CTN, é vedada a compensação mediante o aprovei-
tamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em 
julgado da respectiva decisão judicial.
079. Enunciado Motivados pela forte queda nas vendas de eletrodomésticos da denominada 
“linha branca” no país, os Estados, por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária – 
CONFAZ, celebraram Convênio ICMS específico prevendo benefício fiscal do ICMS às empre-
sas atuantes nesse setor, por meio da concessão de redução da base de cálculo do imposto 
incidente na comercialização de todos os produtos enquadrados nesse segmento. O Estado 
X, no intuito de proporcionar aos contribuintes localizados no seu território a fruição desse be-
nefício fiscal, editou lei ordinária internalizando os termos do Convênio. Porém, ao formular a 
relação descritiva das mercadorias beneficiadas pela lei estadual, o Estado X deixou de incluir 
alguns produtos classificados como eletrodomésticos da “linha branca”, dentre os quais, apa-
relhos micro-ondas; e, estendeu os benefícios a produtos que não compõem a “linha branca”, 
alegando a necessidade de estimular setores específicos da economia local, que estariam 
perdendo mercado para concorrentes de outros Estados. Diante desse cenário, responda aos 
itens a seguir.
a) É autorizado ao Estado X estender o benefício fiscal a produtos que não integram a deno-
minada “linha branca”, considerando que somente este segmento foi abrangido pelo Convênio 
CONFAZ? (Valor: 0,60)
b) O Estado X, tendo ratificado o Convênio em questão, pode aplicá-lo parcialmente, alcançan-
do apenas parte dos produtos discriminados no Convênio celebrado pelo CONFAZ? (Valor: 
0,65) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do disposi-
tivo legal não confere pontuação.
a) Não. Nos termos do Art. 155, § 2º, inciso XII, alínea g, da CRFB/1988, compete à lei comple-
mentar regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isen-
ções, incentivos e benefícios fiscais relativos ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e 
Serviços – ICMS serão concedidos e revogados. Esta atribuição é conferida à Lei Complemen-
tar n. 24/1975, que estabelecea obrigatoriedade de os benefícios fiscais de ICMS, inclusive os 
estabelecidos via reduções de base de cálculo, serem pactuados por meio da celebração de 
Convênios pelos Estados e pelo Distrito Federal no âmbito do CONFAZ. Nessa mesma linha, o 
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Supremo Tribunal Federal reputa inconstitucional lei que conceda benefício fiscal de ICMS sem 
prévia autorização de Convênio no CONFAZ.
b) Sim. A jurisprudência firmada tanto no âmbito do Supremo Tribunal Federal como no Su-
perior Tribunal de Justiça reconhece natureza autorizativa, e não impositiva, aos Convênios 
CONFAZ, asseverando que a celebração desses acordos não gera automaticamente, aos con-
tribuintes, direito líquido e certo à fruição dos benefícios ajustados nos Convênios. Entender 
de maneira diferente resultaria em ofensa à autonomia político-administrativa dos Estados em 
relação à União, consagrada pelo Art. 18, caput, da CRFB/1988, sendo assim, não há óbice para 
que o Estado X deixe de aplicar, parcialmente, benefício fiscal contido em Convênio a determi-
nadas mercadorias.
080. Enunciado José da Silva, desejando integralizar sua parte no capital social da sociedade 
empresária da qual é sócio, buscou transmitir imóvel de sua propriedade, de alto valor, para 
a sociedade empresária, cuja atividade preponderante é a de locação de imóveis. Ele ficou 
surpreso ao verificar que havia cobrança do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) 
e, mais admirado ainda, com a aplicação de alíquota superior àquela aplicada a outros imó-
veis de menor valor, em razão da existência de lei municipal ordinária estabelecendo alíquo-
tas progressivas do ITBI em função do valor do imóvel. Diante desse cenário, responda aos 
itens a seguir.
a) José da Silva tem razão ao ser contrário à cobrança de ITBI? (Valor: 0,65)
b) José da Silva tem razão ao insurgir-se contra a diferença na alíquota de ITBI cobrada? (Valor: 
0,60) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do disposi-
tivo legal não confere pontuação.
a) Não, José da Silva não tem razão. Embora a regra geral prevista no Art. 156. § 2º, inciso I, da 
CRFB/1988 seja a de que o ITBI não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorpora-
dos ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, o próprio texto constitucional 
excepciona tal não incidência se a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda 
desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. Portanto, deve, 
sim, haver cobrança de ITBI.
b) Sim, José da Silva tem razão. O ITBI é um tributo real que não admite alíquotas progressivas 
em razão do valor do imóvel, como sedimentado na Súmula n. 656 do STF: É inconstitucional a 
lei que estabelece alíquotas progressivas para o Imposto de Transmissão Inter Vivos de Bens 
Imóveis (ITBI) com base no valor venal do imóvel.
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XXXI – EXAME/OAB
081. Enunciado Marcos dos Santos, em grave dificuldade financeira, embora tenha entregado 
a declaração de ajuste anual do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF) no último dia 
de abril de 2018, não pagou o IR devido, cujo valor era de R$ 22.000,00. Em agosto de 2018, o 
débito foi devidamente inscrito em dívida ativa e, em dezembro do mesmo ano, foi proposta a 
execução fiscal contra ele. Marcos é proprietário apenas do imóvel em que reside, não tendo 
outros bens ou rendas suficientes para o total pagamento da dívida inscrita. Diante desse ce-
nário, responda aos itens a seguir.
a) O referido imóvel responde pelo pagamento desse crédito tributário? (Valor: 0,50)
b) Se Marcos tivesse um imóvel e um automóvel para lazer, e efetuasse doação do automóvel 
antes da inscrição em dívida ativa (mas após o vencimento do tributo), poderia ser presumida 
fraudulenta a doação? (Valor: 0,75) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não. Os bens absolutamente impenhoráveis, como o bem de família (único imóvel residen-
cial do contribuinte, cf. Art. 1º ou Art. 3º da Lei n. 8.009/1990), não respondem por dívidas tri-
butárias, nos termos do Art. 184, CTN (OU do Art. 10 OU do Art. 30, ambos da Lei n. 6.830/1980 
– LEF), de forma a garantir ao devedor tributário o mínimo para sua subsistência.
b) Não poderia ser presumida fraudulenta. Nos termos do Art. 185, caput, do CTN, somente se 
presume fraudulenta a alienação de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo em 
débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como dívida 
ativa. Ausente a inscrição em dívida ativa, não milita a presunção em favor da Fazenda Pública, 
devendo ser ela a comprovar o intuito de fraudar o pagamento do crédito tributário.
082. Enunciado A sociedade empresária ABC Ltda. realizou, em 10/01/2014, fato gerador de 
um tributo sujeito a lançamento por homologação. O prazo final para entrega da declaração e 
pagamento era 10/02/2014, mas a empresa nem entregou a declaração, nem pagou o tributo 
devido. Em razão disso, o Fisco, em 05/02/2019, realizou lançamento de ofício do tributo de-
vido, notificando a contribuinte, em 15/02/2019, para impugnar ou pagar o débito em 30 dias. 
A sociedade empresária, no entanto, nem pagou, nem impugnou administrativamente tal lan-
çamento. O débito é inscrito em dívida ativa e, em 10/06/2019, é ajuizada ação de execução 
fiscal contra ela, com despacho do juiz ordenando a citação, em 30/06/2019. A sociedade 
empresária, ao fazer sua defesa em embargos à execução fiscal, alega que o direito de lançar 
aquele crédito tributário já havia sido alcançado pela decadência, pois, nos termos do Art. 150, 
§ 4º, do CTN, aplicável aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, já havia trans-
corrido mais de cinco anos entre a data do fato gerador e o lançamento efetuado pelo Fisco. 
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a) Tem razão a sociedade empresária em sua alegação? (Valor: 0,55)
b) Caso a sociedade empresária houvesse declarado corretamente o tributo devido em 
10/02/2014, mas não tivesse efetuado o seu recolhimento, seria possível ajuizar a execução 
fiscal em 10/06/2019? (Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respos-
tas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) A sociedade empresária não tem razão. Como não houve sequer declaração do tributo de-
vido, o Fisco teve de efetuar um lançamento de ofício, cujo início do prazo decadencial, nos 
termos do Art. 173, inciso I, do CTN, não se vincula ao fato gerador, mas sim ao primeiro dia 
do exercício seguinte àquele em que o lançamento deveria ter sido efetuado. Portanto, não se 
trata de caso de aplicação do Art. 150, § 4º, do CTN, de acordo coma própria orientação da 
Súmula n. 555 do STJ:
“Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir 
o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do Art. 173, inciso I, do CTN, nos casos em 
que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da 
autoridade administrativa”.
É inequívoco que o prazo decadencial de cinco anos não se consumara em 05/02/2019, pois 
deve ser contado do primeiro dia do exercício seguinte, e não do fato gerador, ocorrido em 
10/01/2014.
b) Não seria mais possível. Caso a sociedade empresária houvesse declarado corretamente ao 
Fisco o valor devido em 10/02/2014, nos termos da Súmula n. 436 do STJ, a simples entrega 
da declaração correta já constitui o crédito tributário, contando-se o prazo prescricional de 5 
anos para a propositura da ação de execução fiscal, a partir daí. Portanto, já teria ocorrido a 
prescrição quando do ajuizamento da execução fiscal.
083. Enunciado O Brasil firmou com um país escandinavo, signatário do GATT (Acordo Geral 
sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio), um tratado, concedendo isenção de ICMS na importa-
ção de alguns produtos deste país estrangeiro, e garantindo reciprocidade aos similares nacio-
nais, quando importados pelo país estrangeiro. Um Estado-membro da Federação brasileira, 
já tendo sido o tratado internacional internalizado, não concordou com a perda de receita que 
começou a sofrer como resultado de sua aplicação. Por isso, promulgou uma lei estadual re-
vogando a isenção concedida. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) Tal isenção de ICMS pode ser concedida mediante tratado em que os Estados-membros da 
Federação não são parte? (Valor: 0,65)
b) Sendo o ICMS um tributo de competência estadual, lei estadual superveniente pode revogar 
a isenção concedida por um tratado internacional? (Valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fun-
damentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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a) Sim, o tratado internacional pode conceder tal isenção. Na verdade, não está presente a 
vedação de isenção heterônoma prevista no Art. 151, inciso III, da CRFB, pois não é a União, 
enquanto ente federado interno, que está a conceder a isenção de tributo estadual, mas sim a 
República Federativa do Brasil, que está a se obrigar no plano internacional. A respeito dessa 
mesma situação, o STF sedimentou seu entendimento por meio da Súmula n. 575: à merca-
doria importada de país signatário do GATT, ou membro da ALALC, estende-se a isenção do 
imposto sobre circulação de mercadorias concedida a similar nacional.
b) A lei estadual não pode revogar tal isenção, porque o Estado-membro não pode representar 
a República no plano internacional, desobrigando-a de tratado por ela firmado, bem como o Art. 
98 do CTN estabelece que os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam 
a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha, de modo que a lei 
estadual superveniente terá de observar o tratado.
084. Enunciado A autarquia municipal responsável pelo serviço de coleta de lixo envia a Mar-
cos Silva, possuidor em vias de usucapir imóvel situado no Município X, carnê de cobrança 
da taxa de coleta de lixo proveniente de imóveis, por força de delegação feita regularmente 
pelo referido ente municipal. Marcos insurge-se contra a cobrança, alegando que somente o 
Município, na qualidade de ente federado, poderia cobrar tributos, bem como o fato de que não 
seria contribuinte dessa taxa, por ser mero possuidor do imóvel, devendo a cobrança ser feita 
diretamente ao proprietário. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) A autarquia municipal pode realizar a cobrança dessa taxa? Justifique. (Valor: 0,65)
b) O mero possuidor pode ser contribuinte dessa taxa? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o(a) exa-
minando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação.
a) Sim, a autarquia municipal pode cobrar essa taxa, desde que por meio da chamada delega-
ção de “capacidade tributária ativa”, isto é, a delegação de “funções de arrecadar ou fiscalizar 
tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, 
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra”, conforme previsto no Art. 7º, 
caput, do CTN. Portanto, tendo a autarquia municipal recebido a delegação da capacidade tri-
butária ativa do Município, poderá realizar a cobrança.
b) Sim. É possível cobrar taxas pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos espe-
cíficos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição, conforme o Art. 145, 
inciso II, da CRFB, OU o Art. 77 do CTN. Portanto, sendo Marcos Silva o possuidor do imóvel, 
em vias de usucapi-lo (com animus domini), é também ele que se beneficia do serviço público 
específico e divisível de coleta do lixo proveniente do imóvel por ele ocupado, podendo tam-
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bém ser classificado como contribuinte do mesmo. De fato, as leis municipais que instituem 
essa taxa indicam como seus contribuintes não apenas os proprietários e titulares do domínio 
útil, mas também os possuidores.
XXXII – EXAME/OAB
085. Enunciado O partido político XYZ do Brasil alugou um imóvel de sua propriedade ao loca-
tário Mateus Silva. Posteriormente, Mateus recebeu, no imóvel, um carnê contendo cobrança 
de Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo, com lançamento efetuado em nome do proprietário. Ma-
teus Silva, verificando seu contrato de locação, percebeu que havia previsão de que o locatário 
deveria arcar com o valor do pagamento de taxas que recaíssem sobre o imóvel. Entendendo 
que a cobrança era indevida, por violar a imunidade tributária dos partidos políticos e por não 
se tratar de serviço público remunerável por taxa, o locatário promove ação judicial para discu-
tir o débito. Diante desse cenário, responda aos itens a seguir.
a) É devida a cobrança da Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo em relação ao imóvel? (Valor: 0,75)
b) O locatário pode promover ação judicial para discutir o débito tributário? (Valor: 0,50) Obs.: 
o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não 
confere pontuação.
a) Sim, a cobrança é devida. A imunidade tributária, que abrange patrimônio, renda e serviços 
relacionados com as finalidades essenciais dos partidos políticos (Art. 150, inciso VI, alínea c, 
c/c. Art. 150, § 4º, da CRFB/1988), refere-se apenas a impostos, nos termos literais do Art. 150, 
inciso VI, caput, da CRFB/1988. Ademais, o STF, por meio da Súmula Vinculante 19, já assentou 
que a referida taxa é constitucional, por se tratar de serviço público específico e divisível que 
não viola o Art. 145, inciso II, da CRFB/1988.
b) Não. O contribuinte é o proprietário, e não o locatário, não podendo o locatário opor ao Fisco 
seu contrato de locação, nos termos do Art. 123 do CTN ou da Súmula n. 614 do STJ: O loca-
tário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de taxas 
referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito dessestributos.
086. Enunciado João, residente no estado X, é proprietário de veículo licenciado no município 
Y, situado no estado X. João não pagou o IPVA do carro, com vencimento previsto para a data 
de 11/05/2017, data esta publicada no Diário Oficial, pelo ente público, em calendário espe-
cífico para recolhimento do IPVA. Considerando que não houve envio de correspondência à 
residência de João, responda aos itens a seguir.
a) Ocorreu a constituição definitiva do crédito tributário? (Valor: 0,65)
b) Qual será o termo inicial do prazo prescricional para o ajuizamento da Execução Fiscal, na 
hipótese de constituição definitiva do crédito de IPVA? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
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a) Sim. Tendo sido publicado calendário específico para recolhimento do IPVA divulgado pelo 
ente, ocorreu a notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA, a qual perfectibiliza a 
constituição definitiva do crédito tributário, nos termos do Artigo 142 do CTN, conforme enten-
dimento específico fixado pelo STJ, em Recurso Repetitivo (REsp n. 1.320.825-RJ).
b) Na hipótese de constituição definitiva do crédito de IPVA, o prazo prescricional deverá ser 
contado a partir do dia seguinte à data estipulada como vencimento do imposto, ou seja, a par-
tir de 12/05/2017, conforme entendimento específico fixado pelo STJ, em Recurso Repetitivo. 
(REsp n. 1.320.825-RJ).
087. Enunciado Lei municipal fixou determinada área do Município como zona de expansão 
urbana. Contudo, a região ainda não conta com melhorias típicas de áreas urbanas, tais como 
meio-fio ou calçamento, canalização de águas pluviais, abastecimento de água, sistema de 
esgotos sanitários, rede de iluminação pública, escolas primárias ou posto de saúde. A maior 
parte dos terrenos da região é ocupada por possuidores, que ali instalaram suas moradias. Os 
possuidores se surpreenderam quando começaram a receber carnês de IPTU do Município, 
insurgindo-se contra a cobrança. Sobre a hipótese apresentada, responda aos itens a seguir.
a) É possível que meros possuidores sejam considerados contribuintes de IPTU pelo Municí-
pio? (Valor: 0,55)
b) É possível cobrar IPTU em tal zona, em que ausentes melhorias típicas de áreas urbanas? 
(Valor: 0,70) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação.
a) Sim. O contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o 
seu possuidor a qualquer título (Art. 34 do CTN). Sendo possuidores e tendo ali estabelecido 
suas moradias, é inequívoco o seu comportamento como se proprietários fossem (posse com 
animus domini).
b) Sim. Embora a referida zona ainda não possua as melhorias urbanas que, em regra, são 
necessárias para a cobrança do IPTU (Art. 32, § 1º, do CTN), a lei municipal também pode 
considerar urbanas, para efeitos de cobrança de IPTU, as áreas urbanizáveis ou de expansão 
urbana (Art. 32, § 2º, do CTN), orientação essa que foi corroborada pela Súmula n. 626 do STJ: 
A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável 
ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos elencados no 
Art. 32, § 1º, do CTN.
088. Enunciado Após se lograr vencedora em um processo licitatório privado para fornecimen-
to de 300 notebooks para a Associação X, reconhecida como entidade beneficente de assis-
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tência social, a pessoa jurídica Alpha ingressa com Mandado de Segurança, visando afastar 
o pagamento do ICMS incidente na importação desses notebooks, sob o fundamento de que 
a Associação X, destinatária final das mercadorias, possui imunidade tributária, por força do 
disposto no Art. 150, inciso VI, alínea c, da CRFB/1988. Diante desse cenário, responda aos 
itens a seguir.
a) Quanto ao mérito, procede o argumento da pessoa jurídica Alpha? (Valor: 0,65)
b) Caso o ICMS incidente na importação seja recolhido a maior por Alpha e o seu valor seja em-
butido no preço de venda para a Associação X, poderia essa Associação ingressar com pedido 
de restituição do imposto recolhido na importação? (Valor: 0,60) Obs.: o(a) examinando(a) 
deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
a) Não, uma vez que a imunidade tributária subjetiva se aplica a seus beneficiários na posição 
de contribuinte de direito, mas não na de simples contribuinte de fato, sendo irrelevante para a 
verificação da existência da imunidade tributária a repercussão econômica do tributo envolvi-
do, conforme decidido pelo STF, quando do julgamento do RE 608872, com repercussão geral 
reconhecida.
b) Não, uma vez que o contribuinte de fato não detém legitimidade ativa para pleitear a restitui-
ção de valores pagos a título de tributo indireto recolhido pelo contribuinte de direito, por não 
integrar a relação jurídica tributária pertinente. Nesse sentido decidiu o STJ, no julgamento do 
Recurso Especial 903.394, sob o regime dos repetitivos. O contribuinte de direito é o sujeito 
passivo que tem relação pessoal e direta com fato gerador, nos termos do Art. 121, parágrafo 
único, inciso I, do CTN. Na cadeia tributária, é quem recolhe o tributo ao Fisco. O contribuinte 
de fato, por sua vez, é quem suporta o ônus econômico do tributo, ou seja, a quem a carga do 
tributo indireto é repassada, normalmente o consumidor final. Tributos indiretos são aqueles 
que comportam transferência do encargo financeiro.
Maria Christina Barreiros D’ Oliveira
Especialista em Direito Tributário; pós-graduada em Direito Público, Civil e Processo Civil; doutoranda 
pela UMSA. Professora na Faculdade Processus das disciplinas de Direito Administrativo, Constitucional, 
Tributário e Estatuto e Ética para OAB na graduação e na pós-graduação. Também leciona há 12 anos em 
cursos preparatórios para Exame de Ordem 1° e 2° e concurso públicos. Professora na Amagis - Escola 
da Magistratura do DF há três anos. Advogada especialista em Direito Tributário, Cível, Constitucional e 
Administrativo.
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