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Aula sobre composição fotográfica (Aula 6, Prof.ª Eliza Yukiko Sawada Timm) que aborda fotografia digital e composição: proporção áurea, regra dos terços, números ímpares, temas fotográficos (moldura, simetria/assimetria, minimalismo), pintura fotográfica, iluminação e tempo/velocidade do obturador.

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1
50
1
Prof.ª Eliza Yukiko Sawada Timm
Composição
Aula 6
50
2
Conversa Inicial
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3
O advento da fotografia digital possibilitou a 
um grande número de pessoas o acesso a 
esta ferramenta
Principalmente a incorporação da fotografia 
nos celulares
Porém, é difícil ver qualidade nestas 
imagens
Para uma boa imagem, é necessário, além 
de conhecimento técnico, saber compor 
uma imagem
50
4
As fases do processo criativo podem ser 
descritas como um ciclo de atividades inter-
relacionadas que, em conjunto, são capazes 
de incentivá-lo a ultrapassar suas fronteiras 
artísticas por meio da experimentação
Além disso, durante esse processo é 
possível explorar o seu tema até adquirir 
novos conhecimentos e percepções sobre 
ele, o que o ajudará nas decisões com 
relação ao seu trabalho fotográfico (Simmons, 2015)
50
5
Nesta aula, veremos
Proporção Áurea e a regra dos terços
Números ímpares na composição
Temas fotográficos
Pintura fotográfica
Iluminação
50
6
Proporção áurea
e a regra dos terços
1 2
3 4
5 6
2
50
7
Uma das formas de compor uma imagem é 
utilizando a proporção áurea. Como visto 
anteriormente, utilizamos a regra de ouro 
para localizar o ponto focal na imagem
Proporção áurea
50
8
No geral, corresponde a uma parte um pouco 
maior que um terço da imagem
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011
50
9
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011
50
10
É uma das formas mais conhecidas de 
compor uma foto
Entretanto, ela está longe de ser uma regra 
compositiva, é apenas uma das maneiras de 
enquadrar uma foto
Regra dos terços
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11
A regra dos terços é um tipo de composição 
básica de enquadrar fotografias, é um tipo de 
composição em que os elementos de uma 
fotografia são colocados ao longo de um grid de 
3X3, que divide igualmente a imagem em nove 
partes
Posicionamos o elemento de interesse na 
interseção das linhas que dividem o quadro em 
terços, ou ao fotografar temas com linhas 
verticais ou horizonte, a regra dos terços 
sugere colocá-los ao longo de uma das quatro 
linhas
50
12
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020 Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2007 Eliza Yukiko Sawada Timm, 2005
7 8
9 10
11 12
3
50
13
Uma composição raramente será bem-
sucedida se o espaço for dividido igualmente 
pela metade
Ao dividir a imagem por uma linha horizontal, 
corre-se o risco de registrar uma composição 
indefinida e sem atrativo visual
50
14
Elementos tratados de maneira igual 
frequentemente se anulam (Peterson, 2014)
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2005
50
15
Números ímpares
na composição
50
16
Você sabia que a maioria das pessoas se 
sente mais à vontade com números ímpares 
do que com pares?
Nos tabuleiros de jogos em Las vegas, os 
números de sorte preferidos são o sete e o 
onze
E entre os números ímpares favoritos está o 
três
50
17
Pense nos Três Porquinhos, nos Três 
Mosqueteiros, nos Três Patetas, as 
Superpoderosas, os sobrinhos do Pato 
Donalds (Huguinho, Zezinho e Luizinho)
Tudo isso tem a ver com a nossa psicologia 
e como vemos as coisas
Os gregos perceberam isso muito tempo 
atrás e é algo continuamente comprovado 
pela regra dos terços (Peterson, 2014)
50
18
Leospek/Shutterstock Maridav/Shutterstock
13 14
15 16
17 18
4
50
19
Temas fotográficos
50
20
Moldura: a moldura pode 
ser tanto natural (galhos, 
plantas, pedras etc.) 
quanto artificiais (janelas, 
pontes etc.), o mais 
importante é o olhar do 
fotógrafo e a composição 
dos elementos dentro da 
moldura
Fluidez: é a qualidade de 
tudo que corre e desliza, 
é orgânico, leve e sinuoso
Eliza Y. Sawada Timm,
2016
Eliza Y. Sawada Timm, 
2011
Eliza Y. Sawada Timm,
2007
Eliza Y. Sawada Timm, 
2011
50
21
Assimetria: é a diferença entre 
as partes, é a falta de igualdade 
e de semelhança, com 
discordância
Simetria: é a igualdade entre 
as partes, é a semelhança, é 
a disposição de duas formas 
que se anulam
Eliza Yukiko Sawada Timm, 
2011
Eliza Yukiko Sawada Timm, 
2011
50
22
Minimalismo: o minimalismo 
nas artes visuais utiliza 
figuras geométricas simples, 
adotando um reducionismo 
na representação das 
formas, eliminando toda 
referência exterior
Eliza Yukiko Sawada Timm, 
2011
Eliza Yukiko Sawada Timm, 
2011
50
23
Na fotografia minimalista preconiza-se o 
foco em um único elemento
Ao adotarmos uma grande abertura da 
lente, teremos o fundo totalmente 
desfocado atrás do elemento principal
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24
O Tempo: a fotografia ocorre em função de 
três variáveis, abertura do diafragma, 
sensibilidade ISO e velocidade do obturador 
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011 Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011
19 20
21 22
23 24
5
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25
A velocidade do obturador é o tempo que 
deixamos determinado diafragma aberto
Ou seja, a fotografia está atrelada ao tempo
No início da história da fotografia qualquer 
movimento que ocorresse na cena gerava 
um borrão
Desta forma, o borrão passou a significar a 
existência de movimento na cena
50
26
O tempo nos materiais: 
realmente, como o fluxo do 
tempo não para, tendo um único 
sentido, qualquer recorte que 
façamos do espaço, que seja 
durante um infinitésimo de 
segundo, eternizará o presente, 
mesmo após segundos após a 
tomada, estaremos vendo o 
passado
O tempo age sobre os materiais, 
quer sejam resultado da erosão, 
falta de manutenção, abandono 
ou prolongadas ações geológicas 
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020
50
27
Originalidade do olhar: 
procure ângulos de 
tomada diferenciados, use 
foco seletivo, chegue mais 
perto, fique atento ao 
inusitado, sugira ao invés 
de mostrar, experimente 
mudar a luz
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011
50
28
A manipulação digital adicionou uma 
ferramenta poderosa ao arsenal disponível 
para tornar a foto um trabalho original
Essas técnicas estão ao alcance de todos, 
basta muito estudo, dedicação e paciência
50
29
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020 Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011
50
30
Pintura fotográfica
25 26
27 28
29 30
6
50
31
Até algumas décadas atrás, a regra da 
fotografia era manter a linha do horizonte 
nivelada e, acima de tudo, garantir que ela 
estivesse em foco
Os tempos mudaram e o conceito de pintar 
com a luz acabou sendo aceita
Pintar com a luz é uma questão de tentativa 
e erro
Porém, quando dá certo o resultado pode 
ser surpreendente (Peterson, 2014)
50
32
Pintar usando a velocidade do obturador é 
uma técnica simples
Basta ajustar a exposição correta que 
permita o uso de velocidade de 1/4 ou 1/2 
segundo, e, quando apertar o disparador, 
balance, gire ou chacoalhe a câmera para 
cima e para baixo, para os lados ou em 
movimentos circulares
50
33
Considere também a possibilidade de pintar 
com baixa luminosidade, com velocidade de 
obturador entre 2 e 8 segundos
A diferença aqui é que seus movimentos 
devem ser mais lentos do que os outros 
mencionados, e o efeito pode ser 
semelhante ao de um pintor que usa a 
espátula (Peterson, 2014)
50
34
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020 Eliza Yukiko Sawada Timm, 2011
50
35
Iluminação
50
36
A fotografia é a manipulação da luz, sem a 
qual não seria possível fotografar
Se essa manipulação serve para fins 
artísticos ou técnicos, não importa
O importante é entender como a luz se 
comporta 
31 32
33 34
35 36
7
50
37
A qualidade mais importante de uma fonte de 
luz é seu brilho
Uma luz mais clara é quase sempre uma luz 
melhor
No nível mais básico, se a luz não estiver 
suficientemente clara, não conseguiremos 
realizar a foto
50
38
Uma iluminação adequada permite produzir 
imagens mais nítidas, com melhor 
saturação de cor e menos ruído
Em geral utilizamos iluminação mais escura 
apenas quando há uma melhor estética em 
uma das outras da luz: a cor ou o contraste 
(Hunter, 2014)
50
39
Podemos usar luz de qualquer cor, e luzes 
coloridas podem dar um efeito artístico à 
fotografia
No entanto, na maioria das vezes 
utilizamos a luz branca
50
40
Outra característica da luz fotográfica é o 
contraste
Uma fonte de luz tem contrasteacentuado se 
seus raios atingem o objeto quase no mesmo 
ângulo
A luz do sol em um dia limpo é um exemplo 
comum de fonte de luz de contraste 
acentuado
50
41
Os raios da luz do sol estão paralelos e 
atingem o objeto no mesmo ângulo
Raios de luz de uma fonte de baixo 
contrsate atingem o objeto em diferentes 
ângulos (Hunter, 2014)
Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020 Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020
50
42
A direção da luz relativa ao 
objeto determina qual parte 
do objeto será realçada e 
onde as sombras cairão
A luz a partir de qualquer 
direção pode ser boa em 
casos particulares, mas 
somente algumas podem 
enfatizar a dimensão Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020
37 38
39 40
41 42
8
50
43
A luz vinda da direção da câmera é chamada de 
luz frontal porque ilumina essencialmente a 
frente do objeto
A luz frontal mostra o mínimo de profundidade 
possível porque a parte visível do objeto está 
inteiramente realçada
A sombra cai atrás do objeto onde a câmera 
não pode ver
A câmera não vê a variação tonal, portanto, 
não vê profundidade
A luz frontal é chamada de iluminação chapada 
ou plana (Hunter, 2014)
50
44
A percepção de 
profundidade exige tanto 
altas-luzes quanto sombras, 
e a combinação entre a 
iluminação frontal e traseira 
maximiza essa percepção
Tal iluminação é chamada 
lateral
A boa iluminação é, de 
certa maneira, a 
iluminação lateral (Hunter, 2014) Eliza Yukiko Sawada Timm, 2020
50
45
A iluminação de cima representa profundidade 
da mesma forma que iluminação lateral porque 
proporciona ao objeto a mesma proporção de 
alta-luz e sombra
A luz diretamente lateral, ou de cima, muitas 
vezes esconde detalhes do objeto na sombra
Para resolver a sombra da iluminação 
diretamente lateral, pode-se puxar a luz em 
direção à câmera, em uma posição entre 
iluminação lateral e frontal
Este ajuste é chamado de iluminação a 45º
50
46
Africa Studio/Shutterstock
50
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Na Prática
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48
Exercite a sua criatividade e o seu senso 
estético compositivo e faça fotos, pode ser 
com o seu celular mesmo
Você pode começar tentando alguns dos 
temas apresentados nesta aula e depois 
criar os seus próprios temas
Depois disso, selecione algumas imagens e 
troque ideias com os seus colegas via chat, 
discutindo o tema que você escolheu para 
trabalhar
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45 46
47 48
9
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49
Finalizando
50
50
Nesta aula, trabalhamos a criatividade e a 
importância de um olhar estético compositivo 
A criatividade também faz parte do processo 
fotográfico, assim como aprender a olhar tudo à 
nossa volta de uma forma mais contemplativa, 
encontrando beleza nas coisas mais simples, já 
que o que procuramos é a forma, e não 
necessariamente o seu significado
Esperamos que tenham aproveitado bastante as 
aulas e quew coloquem em prática o que vimos 
no seu dia a dia
Bons estudos!
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49 50
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