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TURMA 1NA - ALUNOS: Caren Gennifer Alves de Lima, Maria Íris Barbosa de Oliveira, Maria Clara Saldanha Silva, João Arthur Ataliba de Morais Câmara Caso Clínico. Sinusite aguda Mulher, 18 anos, foi levada ao serviço de emergência próximo a sua residência em virtude de febre alta, astenia e cefaleia. Há 20 dias apresentou resfriado, com resolução espontânea. A paciente referiu que necessitava de cirurgia para extração das adenoides, que prejudicavam muito a respiração, o que foi confirmado ao exame físico. Apresentou temperatura de 39,5°C, respiração bucal e dor à palpação das maxilas, além de leve desvio do septo nasal. A TC de crânio reve lou opacificação do seio maxilar esquerdo associado a desvio do septo nasal (Figura 22.1.1). A paciente foi medicada para sinusite aguda com antibióticos e antipirético. Figura 22.1.1 TC – corte axial: opacificação do seio maxilar esquerdo com leve desvio do septo para a esquerda. Questões a) Quais os limites anatômicos da parte nasal da faringe? Ela pode ser dividida em três partes, orofaringe, nasofaringe e laringofaringe. A nasofaringe é a parte superior da faringe, que se comunica com as cavidades nasais, e também as orelhas médias. A orofaringe se comunica com a abertura da boca, através de uma região denominada istmo das fauces. E a laringofaringe é a região mais inferior, que se comunica com a entrada da laringe, e mais abaixo com a abertura do esôfago. b) Porque a paciente apresentou dor à palpação das maxilas? Provavelmente pela obstrução dos seios paranasais, que estão com um grande acúmulo de catarro, causando essa dor devido toda aquela região de face e cabeça, que está inflamada. Como a cavidade nasal abre uma rede de seios, sendo um deles os maxilares, essa inflamação chega até eles dependendo da gravidade do caso do paciente. c) Descreva os seios paranasais e seus respectivos locais de drenagem. Existem quatro grupos designados dos seios paranasais, são eles: Maxilares, Etmoidais, Frontais e Esfenoides. Eles reduzem o peso dos ossos faciais e do crânio, enquanto sustenta a resistência e a forma dos ossos. São responsáveis pela purificação, aquecimento e umidificação do ar inspirado, deixando em condições adequadas para a troca gasosa. Uma curiosidade interessante é que, os seios paranasais também concedem ressonância à voz. Sobre a estrutura, a parte superior externa do nariz é formada por ossos e a parte inferior é formada por cartilagem. Em relação a drenagem e a ventilação sinusal, são dois fatores importantes na manutenção adequada da fisiologia, pois a ventilação normal requer um óstio patente conectando os seios paranasais à cavidade nasal. A drenagem normal é dependente da quantidade de muco produzido, da sua composição, da eficiência do batimento ciliar, da reabsorção mucosa e da patência dos óstios e das vias de drenagem nas quais os mesmos se abrem. d) Descreva a mucosa que reveste os seios paranasais. Na cavidade nasal existe uma membrana mucosa, rica em vasos sanguíneos, e permitem que o nariz aqueça e umidifique rapidamente o ar que por ele entra. As células da membrana mucosa produzem "muco" e contêm filamentos mais conhecidos como cílios. Geralmente, o muco retém as partículas de sujeira que penetram e as removem. Essa ação ajuda a limpar o ar antes que chegue aos pulmões. e) O paciente apresentou um desvio do septo nasal. Quais os componentes dessa estrutura? A estrutura do septo nasal é composta por cartilagem, osso e uma lâmina fina. Sendo a cartilagem do septo nasal localizada na entrada do nariz, e a parte óssea, formada pelo osso vômer, mais para o interior, articulando-se com a lâmina perpendicular do osso etmoide. f) O resfriado da paciente pode estar relacionado com o quadro de sinusite aguda? Por quê? Sim, porque o paciente tem uma extensão do processo inflamatório e infeccioso, no lado esquerdo como mostra-se na imagem, que acomete inicialmente as fossas nasais e vai para os seios da face. g) Caso a paciente referisse quadro de otite média aguda, esta poderia ter relação com o resfriado? Por quê? Sim. A otite média é uma infecção causada por vírus, como gripe e resfriado. Ela tinge o ouvido médio, por isso que uma infecção do ouvido médio pode começar após um episódio de resfriado ou gripe. Adaptado de PEZZI, Lúcia; CORREIA, João; PRINZ, Rafael; NETO, Sílvio. Anatomia clínica baseada em problemas. Ed Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732031/cfi/6/78!/4/2/6@0:75.5