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Processos Grupais Pichon Rivière 2

Ficha sobre os Grupos Operativos de Enrique Pichon Rivière: biografia e origem (experiência de Rosário), definição de tarefa explícita/implícita e enquadre, conceitos para o grupo (aprendizagem, interação, descentramento, vínculo), papéis e o modelo do cone invertido.

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Processos Grupais 
Pichon Rivière
Enrique Pichon Reviére foi um psiquiatra e psicanalista 
francês-suíço, nacionalizado argentino. Nasceu em 
Genebra na Suíça no dia 25 de junho de 1907 e faleceu 
em Buenos Aires em 16 de julho de 1977. 
Estudou em uma universidade na cidade de Rosário, e 
fez sua especialização em psiquiatria em Buenos Aires. 
Trabalhou no Asilo de Torres, onde tinha que organizar 
um time de Futebol. A partir daí o futebol começou a ser 
uma forma de terapia grupal. 
Em 1956 ele realiza um experimento chamado de 
“experiência de Rosário” servindo de base para a sua 
teoria dos Grupos Operativos. 
Em 1977 deixa para trás um legado e uma grande 
bagagem teórica, sendo hoje conhecido como Psicologia 
Social Comunitária. 
Sua História...
Como surgiram os Grupos 
Operativos?
Pichon começou a pensar na teoria a partir do momento em que, houve uma greve 
de enfermeiros no hospital Las Mercedes em Buenos Aires. A ausência desses 
funcionários prejudicou seu trabalho com os portadores de doenças mentais. 
Com isso, ele teve a ideia de criar grupos de pacientes, onde os considerados 
“menos comprometidos” deveriam ajudar os “mais comprometidos”, por meio de 
medicações e cuidados. 
A experiência mostrou-se muito positiva, e na medida em que houve a identificação 
entre os pacientes, Pichon percebeu uma grande parceria de trabalho, troca de 
papéis e cooperação entre eles. O resultado disso foi uma maior integração. 
O grupo operativo possibilita aos integrantes entenderam como é relacionar-se e 
reunir-se com o outro, em prol do mesmo objetivo, da solução de algum problema. 
Aprender em grupo significa uma leitura crítica da realidade, uma atitude 
investigadora, uma abertura para as dúvidas e para as novas inquietações.
Dentro dos Grupos 
Operativos existem...
Tarefa explícita: 
aprendizagem, diagnóstico ou 
tratamento. 
Tarefa Implícita: o modo como 
cada integrante vivencia o grupo
Enquadre: os elementos fixos, 
como por exemplo: o tempo, a 
duração, a frequência, a função 
do coordenador e do observador.
Os conceitos para o início e 
permanência do grupo:
Aprendizagem: pode ser adquirida mediante o 
contato e a relação dos participantes, afim de se 
apropriar de uma realidade e transformá-la
Interação: contato/troca entre os membros 
Descentramento: deslocar-se de si mesmo 
para ir em direção ao outro 
Vínculo: ligação afetiva que existe entre os 
indivíduos do grupo 
Os papéis dos Grupos: 
• Coordenador : que indaga e problematiza, estabelecendo algumas 
articulações entre as falas e os integrantes, sempre direcionando o grupo 
para a tarefa comum. 
• Observador : registra o que ocorre na reunião, resgata a história do grupo. 
• Porta-voz: é o integrante que manifesta o que o restante do grupo está 
sentindo ou falando, podendo ser implícito e colaborando com a tarefa. 
• Bode-expiatório: é aquele que assume os defeitos de todos os membros. 
Tende a ser “culpado”. Não tem a aceitação do grupo. 
• Líder de mudança : Estimula a tarefa e caminha com ela adiante, ele 
sempre vai buscar soluções. 
• Líder de Resistência : Sabota as atividades, freia o grupo trazendo ele a 
sua etapa inicial. 
Cone Invertido: 
É um esquema constituído por vários
vetores na base dos quais se
fundamenta a operação no interior do
grupo. A partir da análise
interrelacionadas destes vetores se
chega a uma avaliação da tarefa que o
grupo realiza.
A eleição do desenho do cone invertido
se deve a que em sua parte superior
estariam os conteúdos manifestos e
em sua parte inferior, a fantasia
latente grupais.
Pichón propõe que o movimento de
espiral que vai fazer explícito o que é
implícito, atua ante os medos básicos
subjacentes, permitindo enfrentar o
temor à mudança.
Os vetores são:
Filiação e Pertença: a filiação se pode considerar como um caso anterior a pertenência, é uma 
aproximação não fixa com a tarefa. Seriam aqueles que estão interessados pelo trabalho grupal, 
seriam "os torcedores e não os jogadores".
Pertenência é quando os participantes entram no grupo, "na cancha". Na dinâmica 
grupal, tradicionalmente é medida em relação à presença no grupo, à pontualidade do 
seu início, às intervenções etc.
Cooperação: é dada pela possibilidade do grupo fazer consciente a estratégia geral do mesmo. 
“Se vê na justiça dos passes, na exatidão das jogadas gerais”. No movimento grupal se manifesta 
pela capacidade de se colocar no lugar do outro.
Pertinência: é um terceiro vetor que surge da realização dos dois anteriores. “Se mede pela
quantidade de suor que tem a camiseta ao final da partida”, é a realização da tarefa estratégica.
“O gol contra seria o cúmulo da falta de pertinência”. Cabe aclarar que o alcance da pertinência grupal
não é proposta como um ato de vontade mas sim como a expressão do desejo grupal,
revelado na análise dos medos básicos
Aprendizagem: a aprendizagem inclui vários aspectos que são o da estratégia - o da tática (que
seria moldar na prática os objetivos estratégicos); o da técnica, que é a arte e o artesanato para
levar a tarefa adiante, e a logística, que é a possibilidade de avaliar as estratégias dos elementos
que se opõem à realização da tarefa em relação aos do próprio grupo, para permitir uma operação
no nível adequado.
Tele: este vetor se refere ao clima afetivo que prepondera no grupo em diferentes momentos. É um
conceito tomado da sociometria de Moreno para assinalar o grau de empatia positiva ou negativa
que se dá entre os membros do grupo. A fundamentação deste conceito parte da base de que todo
encontro é na realidade um reencontro, ou como gostava de dizer o próprio PichónRivièri: “Todo
amor é um amor à primeira vista”. Isto quer dizer que o afastamento e a aproximação entre as
pessoas de um grupo, não tem que ver com essa pessoa real presente, mas com a recordação de
outras pessoas e outras situações que ela evoca
Bibliografia:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
88092010000100010
https://www.youtube.com/watch?v=2Ab1reTnf5c&feature=youtu.be
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-
29702013000100004
https://www.youtube.com/watch?v=5a1Dtf2BtAw
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/4929.pdf
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-88092010000100010
https://www.youtube.com/watch?v=2Ab1reTnf5c&feature=youtu.be
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702013000100004
https://www.youtube.com/watch?v=5a1Dtf2BtAw

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