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Pincel Atômico - 21/10/2022 15:07:56 1/4 Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 12 (18163) Atividade finalizada em 20/09/2022 17:35:34 (491398 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA [493979] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 6] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-FEV2022 - SGegu0A010822 [71014] Aluno(a): 91343643 - MATHEUS USSAM JESUS - Respondeu 6 questões corretas, obtendo um total de 2,50 pontos como nota [355760_557 28] Questão 001 Sobre o contexto de produção de conhecimento histórico no Brasil, é correto afirmar que as condições de produção desse conhecimento mantiveram-se basicamente semelhantes desde o século XIX. somos herdeiros exclusivamente do passado colonial português. X a herança cultural de povos africanos e de indígenas pré-1500 e pós-1500 muitas vezes foi desconsiderada. nossa herança cultural se constituiu no período posterior a 1500 apenas. as metodologias utilizadas para produção desse conhecimento avançaram bastante, mas em termos teóricos continuamos atrasados. [355761_570 16] Questão 002 Leia o texto. Essa também foi a década (1980) em que começaram a se expandir e a dar frutos os programas de pós-graduação de várias instituições universitárias, que cresceram em função das políticas do governo do general Geisel (1974-79), também responsável pelo início de um processo de "abertura lenta e gradual" que, contudo, não excluiu a permanência de procedimentos de repressão dura e violenta. Mas, de toda forma, a década de 1980, no Brasil, foi a da anistia (1979), a do desenvolvimento dos movimentos sociais e a de uma luta vigorosa pelo fim do regime militar, presidida pela palavra de ordem da redemocratização e materializada na expressiva manifestação que foi a campanha pelas "Diretas já", em 1984. GOMES, Ângela de Castro. Questão social e historiografia no Brasil do pós-1980: notas para um debate. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, nl) 34, julho-dezembro de 2004, p. 157-186. A tese central da autora é de que X havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política. ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980. as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo da história. houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos 1980. houve crescimento dos programas de pós-graduação em história. Pincel Atômico - 21/10/2022 15:07:56 2/4 [355760_596 19] Questão 003 Leia o texto para responder às questões 6 e 7. “O desenvolvimento de diferentes áreas de estudo e a sofisticação das pesquisas elaboradas tornam complexa a tarefa de mapear as diversas tendências históricas que se entrecruzam no país, marcadas por uma grande variedade e riqueza, desde então. Das questões femininas e do gênero à masculinidade, da sexualidade às relações raciais, da história do público ao privado, da ciência à religiosidade e à magia, da cultura erudita à cultura popular e à mídia, da história social à história cultural, assistimos a uma crescente produção acadêmica, criativa, instigante e polêmica, nas últimas décadas. De modo geral, essa produção acadêmica procura acompanhar e atualizar-se com os desenvolvimentos teóricos e temáticos que se produzem no exterior, em especial, na França, Inglaterra, Itália, Estados Unidos, de onde vêm nossas principais referências teóricas, metodológicas e temáticas. Contudo, também fica clara a preocupação de trabalharem-se as especificidades locais das experiências históricas tal qual se constituem no país, nos diferentes estados, cidades e municípios e outras regiões, diferindo radicalmente, daquelas vivenciadas em outros contextos históricos. Segundo o texto, a pluralização das abordagens e temáticas que a historiografia brasileira passou nos anos 1990 se deveu ao fato de modelos historiográficos desenvolvidos pelos próprios historiadores brasileiros terem sido apropriados pela historiografia estrangeira haver internacionalização das instituições de ensino superior no Brasil, grandes produtoras de conhecimento histórico. haver uma demanda por diversidade e novas narrativas advindas dos movimentos sociais os historiadores perceberem que seria impossível produzir conhecimento histórico sem dialogar com cidades, regiões e estados X os historiadores brasileiros procurarem se atualizar e acompanhar as mudanças ocorridas na historiografia produzida em outras partes [355762_596 17] Questão 004 Leia o texto. É Francisco Adolfo Varnhagen que, em carta ao imperador dom Pedro lI, explicitaria os fundamentos definidores da identidade nacional brasileira enquanto herança da colonização europeia. Diz ele a propósito do posicionamento de sua obra História Geral do Brasil frente à discussão do problema nacional: "Em geral busquei inspirações de patriotismo sem ser no ódio a portugueses, ou à estrangeira Europa, que nos beneficia com ilustração; tratei de pôr um dique à tanta declamação e servilismo à democracia; e procurei ir disciplinando produtivamente certas ideias soltas de nacionalidade . . .” GUIMARÃES, Manoel Salgado. Nação e civilização nos trópicos: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, nº 1, 1998, p. 6. Varhagem é considerado o “pai da história” no Brasil. Segundo o texto, a característica marcante da historiografia produzida no Segundo Reinado foi a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da nacionalidade X a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a nacionalidade brasileira que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da nacionalidade brasileira. a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira. Pincel Atômico - 21/10/2022 15:07:56 3/4 [355760_570 11] Questão 005 Leia. Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade - daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza [afabilidade] no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes expressões de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Nossa forma ordinária de convívio social é, no fundo, justamente o contrário da polidez. HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, pp. 146-147. Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda utiliza o conceito de “homem cordial como fruto da análise da psicologia do brasileiro, por meio da qual busca estabelecer os traços genéricos da cultura nacional. como um tipo ideal, sem existência efetiva; com esse conceito, busca compreender a conduta dos agentes sociais sem pretender fixar um caráter nacional. para indicar como a cordialidade foi imprescindível para a consolidação da democracia no Brasil, criando instituições marcadas pelas relações familiares e pessoais. X para definir o caráter nacional brasileiro, cuja origem encontra-se em nossos ancestrais ibéricos. para descrever o modo de ser de todo brasileiro, isto é, um indivíduo afetuoso e acolhedor, características elogiadas pelos estrangeiros que visitam o país. [355760_557 34] Questão 006 A historiografia produzida pelo IHGB no século XX tinha como principal função espelhar-se naquilo que era feito em termos de produção de conhecimento histórico em Portugal para mostrar a validade da herança portuguesa. validar o governode D. Pedro II. X a construção de uma história nacional. questionar a historiografia produzida em outros lugares na América do Sul. acirrar os regionalismos, procurando validá-los. [355760_557 47] Questão 007 Leia o texto. "A história cultural, outrora uma Cinderela entre as disciplinas, desprezada por suas irmãs mais bem-sucedidas, foi redescoberta nos anos 1970 (...). Desde então vem desfrutando de uma renovação, sobretudo no mundo acadêmico - a história apresentada na televisão, pelo menos na Grã-Bretanha, continua sendo em sua maior parte militar, política e, em menor extensão, social. (...). O propósito deste livro é exatamente explicar não apenas a redescoberta, mas também o que é história cultural, ou melhor, o que os historiadores culturais fazem." BURKE, Peter. O que é história cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, p.7. Marque a alternativa correta a nova história cultural pouco renovou os parâmetros usados na historiografia brasileira devido às barreiras linguísticas. Pincel Atômico - 21/10/2022 15:07:56 4/4 Dentro da produção da chamada nova história cultural destacam-se as contribuições dos estudos pós-coloniais e feministas, que ofereceram novas abordagens, novas perspectivas e novos problemas históricos A ascensão da história cultural não está associada a uma "virada cultural" mais ampla nos estudos universitários, em termos de ciência política, geografia, economia, psicologia, antropologia e estudos culturais X A "virada cultural" não atingiu o âmbito externo à academia, mas está ligada a uma mudança na percepção manifestada em expressões como "cultura da pobreza" e "cultura do medo", assim como no debate sobre multiculturalismo e nas chamadas "guerras de culturas". Para historiadores da nova história cultural as relações econômicas e sociais são anteriores às culturais e as determinam; elas próprias não são constituintes da prática cultural e produção cultural, os principais objetos de estudo da história cultural. [355760_557 45] Questão 008 Leia. Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade - daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza [afabilidade] no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes expressões de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Nossa forma ordinária de convívio social é, no fundo, justamente o contrário da polidez. HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, pp. 146-147. Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda utiliza o conceito de “homem cordial como um tipo ideal, sem existência efetiva; com esse conceito, busca compreender a conduta dos agentes sociais sem pretender fixar um caráter nacional. X para definir o caráter nacional brasileiro, cuja origem encontra-se em nossos ancestrais ibéricos. para indicar como a cordialidade foi imprescindível para a consolidação da democracia no Brasil, criando instituições marcadas pelas relações familiares e pessoais. para descrever o modo de ser de todo brasileiro, isto é, um indivíduo afetuoso e acolhedor, características elogiadas pelos estrangeiros que visitam o país. como fruto da análise da psicologia do brasileiro, por meio da qual busca estabelecer os traços genéricos da cultura nacional.