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Seminários Temáticos em Educação - EDIANE

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SEMINÁRIOS TEMÁTICOS EM EDUCAÇÃO
	Nome do aluno (a): EDIANE FRANÇA BARRO SILVA
	RGM: 22438441
	Curso: PEDAGOGIA Semestre: 6º
	Tipo de Linguagem: LINGUAGEM DE RUA 
	Trabalho analisado: QUADRILHAS JUNINAS
	Tutor (a): MARA RÚBIA
LINGUAGEM DE RUA – QUADRILHAS JUNINAS
INTRODUÇÃO 
A escolha da linguagem a ser analisada foi à linguagem de rua, pois nela podemos retratar também acontecimentos vivenciados desde a infância, o que possivelmente trará memórias e recordações de momentos especiais vivenciados. Irei analisar a dança de rua denominada como quadrilha junina, que acontece nas festas juninas, ou seja, no mês de junho. Essa dança de rua foi muito marcante na minha adolescência, pois na escola tínhamos todos os anos o compromisso de ensaiar e se apresentar nos eventos públicos mostrando o empenho na confecção das roupas, na diversão e também enaltecendo a prática realizada no São João (Santo popular).
Essa dança e costume são de extrema importância para cultura, pois é comemorada uma festa popular que enaltece a nossa cultura com as danças coletivas, que conta com a participação de vários casais vestidos com roupas caipiras, a dança é embalada ao som de músicas instrumentais típicas do interior do Brasil, comidas típicas locais, como também proporciona socialização entre as pessoas participantes, na grande maioria os alunos, bem como as que iram para prestigiar. 
 
DESENVOLVIMENTO 
De acordo com CHIANCA (2007), a quadrilha é um estilo de dança folclórica, religiosa coletiva muito popular no Brasil, por ser uma dança caipira, sua linguagem se aproxima do coloquial e dos meios sertanejos e nordestinos. A quadrilha teve origem na Inglaterra, no século XII, sendo popularizada no Brasil a partir do século XIX mediante influência da corte Portuguesa, é uma dança típica das festas juninas, bailada em duplas de casais caracterizados com vestimentas caipiras. Atualmente, a quadrilha abrange todas as regiões do Brasil. 
A minha análise remete-se ao fato de que é uma dança que possibilita além da diversão diversos fatores, entre eles a comunicação entre os integrantes, à confecção de memórias e práticas da cultura, sendo repassada para as gerações futuras, possibilitando assim o repasse dos costumes, do que somos e da nossa convivência, bem como formas de comunicação por meio das musicas, gírias, linguagem coloquial e caipira, comidas típicas, modos de vestir, representando assim o lugar em que vivemos, e o nosso modo de viver. 
 A minha opinião sobre as linguagens de rua na prática escolar, falando das quadrilhas juninas é que as escolas possam proporcionar um lugar acolhedor, dinâmico e interativo para os alunos, tendo em vista o aprimoramento e a exaltação dos costumes e cultura do lugar em que se vive, pois a cultura, evidenciada na linguagem de rua, traz grandes benefícios para a sociedade, direcionando a prática escolar dinamizada, estudo das origens e cultura do seu lugar, incentivo da participação da família e da comunidade em geral, bem como a construção e lembranças de memórias. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Para concluir, é possível se pensar o quanto as linguagens de rua, especificamente nas danças, pois elas podem trazer para a subjetividade de cada individuo experiências vivenciadas, momentos compartilhados, pessoas e novas experiências, bem como a disseminação da cultura e costumes de cada região. São diversos benefícios que a linguagem de rua pode trazer na vida do sujeito, entre elas a socialização e familiarização com os modos de vida, não deixando que a cultura local seja esquecida. 
Os efeitos que essa análise me proporcionou, foi lembranças da infância, adolescência e épocas escolares, bom lembrar que as festas juninas, as quadrilhas juninas e as comidas típicas são aguardadas ansiosamente no Ceará, estado em que vivo, e isso proporciona aprendizado aos novos, e lembranças dos que já vivenciaram diversos momentos enriquecedores na época junina. Diante disso, concluo que a linguagem de rua, em todas as suas especificidades e diferentes tipos de experiência estética, traz consigo historias, costumes e práticas primordiais para educação e para a continuidade da cultura e costumes realizados por nossos primórdios, e que com essa prática, nunca nos esqueçamos das nossas gerações e dos conhecimentos deixados. 
 
REFERÊNCIAS 
CHIANCA, Luciana de Oliveira. Quando o campo está na cidade: migração, identidade e festa. Revista Sociedade e Cultura, v. 10, n. 1, p. 45-49, jan./jun. 2007.