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PROJETO-INTEGRADO-MULTIDISCIPLINAR

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a gerar discussões em alguns pontos que vieram 
chamar atenção no ato da análise realizada, propiciando questionamentos cabíveis que precisariam ser 
averiguados com mais detalhes.
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Gráfico 1 – Respostas obtidas do questionário
Fonte: Autores (2019)
4.3 Análise das respostas
Foi observado nitidamente alguns pontos que precisam de melhorias e predominantemente receberam 
um grande percentual em relação a outros questionamentos. A principal resposta que vem tornar o risco 
ergonomico ainda maior, estar relacionado ao número de funcionários, que segundo 90% dos entrevista-
dos é insuficiente. 
Um outro ponto foi que 80% dos profissionais conhecem um outro da mesma função afastado, fican-
do claro que estes estão sujeitos a um possível afastamente se não forem analisados pela empresa essa 
questão. Podendo haver uma maneira de investigar qual a principal causa de afastamento ligado a essa 
função.
E por fim cerca de 70% referem dores decorrentes do trabalho, visto que os mesmos desempenham essa 
função diariamente e podem não estar utilizando equipamentos de proteção individual ou até mesmo 
não dispor de conhecimento relacionado a ergonomia o que possibilitaria uma forma mais eficiente de 
trabalho.
A empresa dispõe de produtos que podem reduzir os riscos ergonomicos. As camas são automatizadas, 
as cadeiras de rodas possuem ajustes interessantes e existe um aparelho mecânico chamado elevador 
de transporte, que pode ser utilizado para movimentar o paciente em determinadas situações, podendo 
colaca-lo na poltrona, retona-lo para o leito e até mesmo auxiliar na fisioterapia.
A partir das respostas coletadas, foi possível criar uma ferramenta no excel conforme a figura 1, cujo 
objetivo foi avaliar o risco ergonomico que cada colaborador tinha e de acordo com um score deter-
minado pelo número de respostas relacionadas a sua exposição aos mais variados riscos ergonomicos 
existentes na instituição. 
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Figura 1 – Ferramenta de mensuração de riscos ergonômicos
Fonte: Autores (2019)
Através dos valores obtidos pela ferramenta criada no Excel, foi possível avaliar os riscos ergonômicos 
de cada entrevistado de acordo com as respostas obtidas no questionário aplicado. Chegando-se a re-
sultados identificados no gráfico 2. E mesmo entendendo que a empresa investe em ergonomia e busca 
avanços área, é importante deixar explícito que existem situações que podem ter melhorias, visando 
trazer mais conforto para certas operações voltadas aos maqueiros.
Gráfico 2 – Resultados de riscos ergonômicos analisados
Fonte: Autores (2019)
4.4 Análise das atividades
Para analisar as tarefas foi utilizado o software ergolândia 5.0 conforme figura 2, no intuito de se avaliar 
seis atividades rotineiras realizadas pelos maqueiros em um plantão. Visto que e software está voltado 
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para a ergonomia física e dispõe de respostas voltadas a correção de alguns quisitos, sendo possível a 
verificação de atividades que poderão ocasionar alguns danos a saúde do trabalhador.
As seis tarefas analisadas e as respectivas respostas dadas pelo sistema estão descritas a seguir: 
Transporte de paciente de cadeira de rodas: Não são necessárias medidas corretivas;
Transporte de maca: São necessárias correções tão logo quanto possível;
Transferência para cadeira de banho: São necessárias correções imediatas;
Alocação de paciente acamado em poltrona: São necessárias correções tão logo quanto possível;
Transferência de paciente do leito para maca: São necessárias correções tão logo quanto possível;
Transferência de paciente da maca para o leito: São necessárias correções tão logo quanto possível.
Figura 2 – Aplicação do software ergolandia 5.0
Fonte: Autores (2019)
Conforme as atividades verificadas pelo sofware, este julgou que a maioria das tarefas de rotina necessita 
de intervenções ergonômicas, para propiciar ao colaborador mais conforto no ato da execução, evitando 
danos a curto, médio e longo prazo, o que implicaria em maior possibilidade do profissional desempe-
nhar seu trabalho de forma mais eficiente. A figura 2 acima demonstra como foi a avaliação realizada 
pelo sistema na tarefa de transferência do paciente da maca para o leito, informando que são necessárias 
correções tão logo quanto possível.
4.5 Sugestões
Referente a sugestões para melhoria contínua quanto à aplicação da ergonomia no hospital, sugere-se 
uma maior divulgação do tema na empresa, associada a uma educação ergonômica voltada para a área 
hospitalar, tratando o tema como parte de um cronograma que se cumprido rigorosamente pode-se trazer 
beneficios a empresa até mesmo em curto prazo.
Portanto trabalhar com novos materiais, ações e educação é fundamental, traz benefícios à organização, 
porém convencer os líderes sobre essa importância é complicado, pois, estes necessitam divulgar sem-
pre resultados satisfatórios ou até mesmo superar as expectativas, não podendo de maneira nenhuma, 
aumentar os custos dos setores pelos quais são responsáveis.
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A instituição dispõe de um terapeuta oupacional e uma fisioterapeuta que aplicam a ginástica laboral e 
realizam o atendimento a colaboradores, porém devido a dimensão, acabam que estes não atingem uma 
quantidade percentual ideal de profissionais, pois além da ginástica laboral existem outras demandas 
desencadeadas pelo setor da medicina do trabalho.
5. CONCLUSÃO
A partir das análises realizadas neste estudo foi possível alcançar os objetivos da pesquisa, sendo coleta-
das informações importantes referentes à ergonomia física, tendo como base dados observados de forma 
detalhada e situações para garantir possíveis melhorias na aplicação ergonômica voltada para profissio-
nais da área da saúde, especificamente os auxiliares de atendimento. 
A análise ergonômica na atividade de maqueiro demonstrou a grande importância da ergonomia aplicada 
no ambiente de trabalho, sendo notório seus principais benefícios, proporcionando maior investigação 
do tema trabalhado e deixando como sugestão para estudos futuros a aplicação da ergonomia nas unida-
des de terapia intensiva, por este ambiente de trabalho oferecer grandes riscos ergonômicos.
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