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Atividade 1 João Paulo, portador de diploma superior, percebia salário mensal que correspondia ao limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. Em janeiro de 2019 foi chamado pelo seu empregador, empresa Deltin S.A., para pactuar condições sobre a sua relação contratual, sem a participação do sindicato da categoria. O preposto da empresa alegou a possibilidade da pactuação, com base na reforma trabalhista, que criou o trabalhador hipersuficiente. Diante desse contexto, responda: a) João Paulo é um empregado apto a assinar o respectivo acordo? João Paulo não é apto a assinar o respectivo acordo, tendo em vista que não é empregado hipersuficiente, pois apesar de possuir diploma de nível superior, recebe o equivalente a somente uma vez o teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e não duas vezes como assim preceitua a legislação trabalhista em vigor, no § único do artigo 444, da CLT, incluído pela Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista). b) É possível a arbitragem para os empregados considerados hipersuficientes? Sim, se faz possível a arbitragem para os empregados hipersuficientes, de acordo com o artigo 507-A da CLT, introduzido pela Reforma Trabalhista (Lei 13467/2017). De acordo com este diploma legal, poderá ser pactuada cláusula compromissória, de arbitragem, desde que, por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa.