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APG 29 - Infecções Sexualmente Transmissíveis

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Objetivos
 
OBJETIVO 1: Compreender a epidemiologia, etiologia, fatores de risco, manifestações clinicas, transmissão, diagnóstico 
e complicações das ISTs que causam corrimento vaginal (trichomonas vaginalis, candida albicans e gardenarella vaginalis) e 
ISTs uretrais (clamydia trachomatis, neisseria gonorrhaeae e mycoplasma sp.) 
INFECções sexualmente transmissiveis 
(IST):
São definidas como infecções adquiridas e transmitidas por via 
sexual e se manifestam como corrimento uretral, vaginal, 
bolhas, úlceras e verrugas genitais e anogenitais 
São classificadas de acordo com as manifestações clínicas e 
denominadas como síndromes anogenitais: 
Etiologia das Síndromes Anogenitais: 
Corrimentos uretrais: também denominadas de uretrites 
e cervicites, N. gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis (sorotipos 
D ao K), Mycoplasma hominis, Mycoplasma genitalium, 
Trichomonas vaginalis 
Corrimentos vaginais: causados por Trichomonas 
vaginalis; candidíase e vaginose bacteriana não são incluídas 
como ISTTrichomonas vaginalis; candidíase e vaginose 
bacteriana não são incluídas como IST 
Fatores de Risco: 
• Lactentes: pois o canal do nascimento pode estar 
infectado 
• Crianças ou adolescentes: decorrente de abuso 
sexual por individuo infectado 
• Dispositivo Intrauterino (DIU) 
• Autoinoculação 
• Homens e mulheres: Idade <30 anos, novas ou 
múltiplas parcerias sexuais, parceiros com IST, história 
prévia /presença de outra IST e uso irregular de 
preservativo 
 
Corrimento uretral 
Infecções por Chlamydia: 
Epidemiologia: são as IST mais comuns nos EUA. Em 2015 
foram notificadas infecções por clamídia em todos os 50 
estados americanos. Estima-se que a taxa real seja duas vezes 
maior que os casos notificados. Os casos têm aumentado por 
conta da ampliação dos programas de triagem, sensibilidade 
aumentada dos exames e aperfeiçoamento das notificações 
Características: a Chlamydia trachomattis é um patógeno 
bacteriano, intracelular, semelhante aos vírus pois exige cultura 
de tecidos para seu isolamento, possui RNA e DNA e é 
suscetível a alguns antibióticos. Causa diversos tipos de 
infecção geniturinária como uretrite não gonocócica em 
homens e DIP (doença inflamatória pélvica) em mulheres. 
Transmissão: sexual 
Manifestações Clínicas: são semelhantes aos sinais e 
sintomas da gonorreia 
Pode ser assintomática ou clinicamente inespecífica 
Mulheres quando assintomáticas relatam secreção cervical 
mucopurulenta 
Colo do útero hipertrofiado e torna-se eritematoso, 
edemaciado e friável, podendo levar a lesão das tubas uterinas 
e aumentar o reservatório para infecções subsequentes por 
esse microrganismo 
Nos homens quando assintomáticos, a infecção pode causar 
uretrite, secreção peniana purulenta e prurido uretral. Alguns 
pacientes podem ter prostatite e epididimite com infertilidade 
subsequente. 
Complicações: a complicação mais grave da clamídia não 
tratada é a síndrome de Reiter, que inclui uma tríade 
(uretrite, conjuntivite e artrite nas articulações que sustentam 
peso, inclusive joelhos e articulações sacrilíacas e vertebrais). 
Mulheres podem ter também artrite reativa. A artrite começa 
de 1 a 3 dias após o início da infecção. O acometimento articular 
é assimétrico com várias articulações sendo afetadas, com 
predileção por MMII. Podem ocorrer lesões mucocutânea 
como erupções papuloescamosas que se localizam nas palmas 
das mãos e plantas dos pés em ambos os sexos. 
Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) 
 
Diagnóstico: clínico ou laboratorial (pesquisa de DNA por 
PCR, secreção uretral, endocervical ou exame de urina 
(primeiro jato) 
Gonorreia: 
Epidemiologia: é uma IST de notificação compulsória, 
causada pela neisseria gonorrhoeae. Frequentemente não é 
diagnosticada. A ampliação da triagem e uso de exames mais 
sensíveis aumentaram a ocorrência.. 
Características: É um diplococo gram-negativo piogênico 
(formador de pus). Os seres humanos são os únicos 
hospedeiros naturais. A porta de entrada por ser sistema 
geniturinário, olhos, orofaringe, região anorretal ou a pele. A 
infecção ocorre 2 a 7 dias após exposição. 
Transmissão: relação sexual, perinatal, autoinoculação 
Manifestações Clínicas: pacientes podem ser 
assintomáticos e disseminar involuntariamente a doença 
Nos homens o primeiro sinal é dor uretral e secreção amarelo-
cremosa, as vezes sanguinolenta. A infecção pode afetar a 
próstata, epidídimo e glândulas periuretrais quando na fase 
crônica. Infecções retais soa comuns em homossexuais. 
Nas mulheres, os sinais e sintomas perceptíveis são secreção 
urinária ou genital incomum, disúria, dispareunia, dor ou 
hipersensibilidade pélvica, sangramento vaginal diferente 
(inclusive sangramento depois de relações sexuais), febre e 
proctite 
Os sintomas podem ocorrer ou piorar durante ou pouco 
depois das menstruações, porque a bactéria é um diplococo 
intracelular que prolifera no sangue menstrual, mas não 
consegue sobreviver muito tempo fora do corpo humano. 
Também podem ocorrer infecções do útero e formação de 
focos infecciosos agudos ou crônicos nas tubas uterinas (i. e., 
salpingite), que por fim causam retrações fibróticas e 
esterilidade 
Complicações: em homens pode ocorrer extensão da 
infecção as glândulas anexas causando balanopostite, colpite, 
prostatite, epididimite e orquite, pode também levar a 
diminuição da fertilidade e até infertilidade. 
Diagnóstico: clínico e laboratorial. Bacterioscopia-gram com 
diplococos gram negativos intracelulares., a cultura de 
secreção endocervical em meio de Thayner-Martin é uma 
alternativa, ou PCR. 
Infecção por Mycoplasma: 
Epidemiologia: o Mycoplasma hominis faz parte da flora 
vaginal e uretral em cerca de 20-50% de homens e mulheres. 
Tem se caracterizado como mais importante causador de 
uretrites não gonocócicas e não clamídicas em homense 
responsável por 1-6% das infecções em mulheres, associando-
se a cervicite, endometrite, infertilidade, aumento de 
suscetibilidade de contrair HIV e desfechos perinatais negativos 
Características: os agentes são Mycoplasma pneumoniae, 
mycoplasma hominis, reaplasma urealyticum e mycoplasma 
genitalium. 
Transmissão: via sexual (penetração ou oral) 
Manifestações Clínicas: 50% das mulheres são 
assintomáticas. As sintomáticas apresentam sinusorragia, 
cervicite, sangramento de escape e endometrite. Pode haver 
febre ou pielonefrite após cateterismo uretral ou citoscopia. 
Pode haver ainda dor ao urinar. Em homens pode haver 
secreção no pênis, ardência e dor ao urinar. 
Complicações: em mulheres leva a infecções do colo 
(cervicites) podendo gerar DIP (doença inflamatória pélvica) e 
até mesmo infertilidade. Em homens são mais comuns as 
uretrites 
Diagnóstico: clínico. O laboratorial é mais específico por 
meio de PCR por secreção endocervical, uretral ou urina. 
Corrimento VAGINAL: 
Tricomoníase: 
Epidemiologia: corresponde a 20% dos casos de 
corrimento vaginal. É encontrada em 30-40% dos parceiros 
de mulheres infectadas. Geralmente associada a outra IST e 
facilita infecção por HIV. 
Características: A tricomoníase é uma infeção causada 
pelo protozoário Trichomonas vaginalis que pode afetar toda 
a área genital como a vulva, a vagina (tricomoníase 
vulvovaginal), a uretra e as glândulas paravaginais. 
Transmissão: relação sexual 
Manifestações Clínicas: em mulheres, a maioria dos 
casos é sintomática e após a menopausa podem ser 
assintomáticas. Em homens, a maioria são assintomáticos, 
funcionando com vetores. 
As características do corrimento são: amarelo ou amarelo-
esverdeado, abundante, fétido e bolhoso. Pode haver 
ocasionalmente disuria, polaciuria, e dor pélvica. 
Complicações: as mais comuns as prostatites, câncer de 
próstata e de útero, infertilidade, parto prematuro, além do 
favorecimento a infecção pelo HIV. 
Diagnóstico: eminentemente clínico. Pode ser realizada 
medida do pH vaginal (>5), teste de Whiff e microscopia a 
fresco
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