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Matéria Arali – 2º semestre A1
ATENÇÃO – aula dia 10/11
· Possui 3 aspectos
- Controle voluntário da atenção;
- Caráter seletivo e focalização,
- Capacidade limitada do processo atencional.
· A atenção está relacionada ao processo preferencial de determinadas informações sensoriais.
· Teoria da seleção inicial e seleção tardia (várias teorias).
MECANISMOS E SUBDIVISÕES DA ATENÇÃO:
 
· Gestalt - o que emerge à consciência não é a mera soma das partes.
· Caráter adaptativo - discriminados os estímulos entre relevantes e irrelevantes.
· Música, figura e fundo.
· A atenção tem dois aspectos muito importantes: alerta / focalização. Ex: Conversar com um amigo no meio de vários outros sons.
· Quanto a sua natureza e origem pode ser voluntária – seleção ativa e deliberada (leitura) OU involuntária - o indivíduo não é agente de sua escolha (movimento dos olhos e cabeça) CONTROLADA E AUTOMÁTICA RESPECTIVAMENTE.
· Operacionalização:
. Seletiva - privilegiar determinados estímulos em detrimento de outros.
. Sustentada - tempo suficiente em determinado estímulo para que possa realizar uma tarefa.
. Alternada - alternar o foco atencional.
. Dividida divisão da atenção, uma delas tem que ser automática.
· A atenção pode voltar-se a processos mentais (memória, pensamento, recordação), e não necessariamente aos estímulos sensoriais.
· Ambiente externo – percepção seletiva / Ambiente interno – cognição seletiva.
· Com o avanço da ciência é possível observar as estruturas cerebrais e mecanismos neurofisiológicos envolvidos no processo atencional.
TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) 
· Identificado por indicativos de impulsividade, de hiperatividade e desatenção que acarretam prejuízos nas relações sociais do portador incapacitando a realizações de tarefas com precisão e destreza. Ao longo da história fora pesquisado com objetivo de compreender os comportamentos que saem da personificação cultural e social estabelecida e apresentar estratégias que possibilitem o portador do transtorno a desempenhar suas tarefas sociais e cognitivas com êxito.
· Pode ser desenvolvido 
FORMAÇÃO DE JULGAMENTO, TOMADA DE DECISÃO, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS – aula do dia 17/10
· Inúmeros centros neurais estão envolvidos no processo de tomada de decisão.
· A cada etapa da tomada de decisão, diferentes áreas do cérebro entram em ação.
· Uma delas, o sistema límbico (sistema emocional), destaca-se quando há perigo envolvido nessa decisão: viajar de avião ou de automóvel? 
· Coerência cardíaca - um estado de estabilização emocional, psicológico e fisiológico onde ocorre harmonia, autoconhecimento e autocontrole, comandados pelo ritmo do coração – AJUDA NA TOMADA DE DECISÃO 
· A amígdala (corpo amigdaloide) é um pequeno centro neural em forma de amêndoa, localizada no lobo cerebral temporal, está no centro dessa orquestração. AJUDA A VOLTAR PARA A REALIDADE
· Considerada um importante computador emocional, ela tem por função nos proteger de ameaças provindas do meio ambiente e de nós mesmos. 
· Se há alguma ameaça em potencial, real ou imaginária, a amígdala reage rapidamente, fazendo com que fiquemos em estado de alerta. 
· E isso pode fazer uma grande diferença na tomada de decisão. 
· “Parece que as emoções desempenham um papel crítico na tomada de decisões e elas interagem com os mecanismos cognitivos de decisão durante o processo de tomada de decisão”.
· Após a ocorrência de estímulos excitatórios, os impulsos elétricos percorrem nosso cérebro em alta velocidade. 
· As informações do meio ambiente chegam à amígdala em cerca de 120 milissegundos. 
· Depois, essas informações vão para o córtex pré-frontal, área responsável pelo planejamento e execução de tarefas: quando ficamos conscientes do fato, mais 300 milissegundos se passaram. Parece pouco tempo, mas é uma eternidade em termos neurais.
· Outros centros neurais estão envolvidos na tomada de decisão. 
INTUIÇÃO (aparece na consciência muito rápido - atalho mental; tomada de decisão mais rápida), inconsciente/longo prazo...
· A tomada de decisão se desenvolve em alta velocidade, emocionalmente carregada. Pode integrar grandes quantidades de informações, porque ele as processa de forma paralela. 
RACIOCÍNIO 
· O sistema racional é lento, processa as informações em sequência, é controlável e consome muita energia. Porém, tem a vantagem de ser flexível.
· Se vamos marcar um encontro num barzinho, com alguém que estamos, de alguma forma, emocionalmente envolvidos, o sistema intuitivo entra em cena e assume a liderança no processo decisório: escolhe determinado local que é de agrado dos dois. 
Porém, se fôssemos usar o sistema racional, faríamos uma lista de todos os barzinhos da cidade, com suas distâncias e preços. Só depois de horas iríamos decidir aonde ir.
Sabemos que quando estamos emocionalmente desequilibradas, estressadas ou ansiosas nossas decisões nem sempre são as melhores. 
Um modo de equilibrar nossas emoções e termos melhores condições de tomar decisão é equilibrando a atividade do sistema nervoso visceral, conseguido por meio de exercícios realizados em um estado denominado coerência cardíaca. 
Autoconhecimento e autorregulação.
SUPERSENTIDO
· Não são os olhos que veem, mas sim o cérebro!
· Nossa mente está ativamente tentando extrair sentido do mundo, buscando a melhor explicação.
· Quando algo incomum ou inesperado acontece, imediatamente procuramos por ordem e causas.
· Agir e pensar aleatoriamente por vontade própria é tão difícil quanto enxergar um mundo aleatório.
Cola social – forneceriam heurísticas úteis para interagir com os outros (são atalhos simples do raciocínio que apoiam processos mais complexos de tomada de decisão).
Inconsciente
· O raciocínio funciona ao combinar informações sobre experiências e encontros anteriores e inseri-las no processo de tomada de decisões relacionadas à situação atual.
Vieses cognitivos
· Nossos cérebros desenvolvem atalhos mentais (heurísticas) que nos permitem evitar os níveis mais profundos de pensamento e agir instintivamente.
· Heurísticas são como ciclovias mentais que permitem à mente trabalhar sem preocupar-se com carros e arriscando ser alvo deles. Infelizmente, a maior parte das decisões que acreditamos estar fazendo com a mente desimpedida está na verdade sendo controlada por esses atalhos mentais.
· O problema surge se usamos heurísticas quando devíamos estar confiando num processamento cognitivo mais amplo.
· Entre os piores vieses cognitivos estão aqueles que nos impedem de ver a mudança que desejamos. Eles distorcem nossa realidade.
· Vieses de informação - buscar por informações que confirmem nossas crenças do que por informações que as neguem.
· Ancoramento - confiar em nossas primeiras impressões (ou informação “âncora”) ao tomar uma decisão.
· Viés de conformidade -  as escolhas das massas influenciam diretamente como pensamos, mesmo que a escolha do grupo vá contra nosso próprio juízo. 
· Viés do sobrevivente - para encontrar o único caminho que leva ao sucesso.
· Aversão à perda - provavelmente evitaremos perdas do que nos focaremos em ganhos potenciais.
Cada vez que um filósofo monta um sistema de conduta, procura algo que responda a todas as situações possíveis. 
John Locke, definiu o bem pela não-agressão, aquela ideia de que “minha liberdade começa onde termina a sua”.
Rosseau, considerava o certo a vontade geral, a decisão da maioria.
Os dilemas morais se tornaram objeto de estudo de cientistas. E, para alguns deles, talvez os filósofos tenham trabalhado em vão ao se esforçar tanto para montar teorias morais. É que, segundo novas pesquisas, raramente usamos a razão para decidir se devemos tomar uma atitude ou não. Analisando o cérebro de pessoas enquanto elas pensavam sobre dilemas, os pesquisadores perceberam que muitas vezes decidimos por facilidade, empatia ou mesmo nojo de alguma atitude. 
A moral também tem suas regras universais, que cada cultura trata de forma diferente. 
- Segundo a teoria da “gramática universal”, de Noam Chomski, temos uma capacidadede nascença para falar, e o que prova isso são as semelhanças de sintaxe entre todas as línguas do mundo. 
- “Nascemos com uma gramática moral que nos permite analisar as ações humanas mesmo que com pouca consciência disso”. 
- Mas, como mostram os dilemas morais, nem sempre é fácil fazer essa análise
LINGUAGEM – aula dia 24/10
Cognitivo; contexto cultural; linguagem e cérebro 
PENSAMENTO
Os psicólogos definem pensamento como a manipulação das representações mentais da informação. Uma representação pode assumir a forma de uma palavra, de uma imagem visual, de um som ou de dados em qualquer outra modalidade sensorial que estejam armazenados na memória. 
Existem dois tipos de pensamento:
- O pensamento proposicional:
· Expressa uma proposição ou afirmação.
· Seu principal componente é um conceito = o conjunto de propriedades que associamos a uma classe.
· Conceitos são agrupamentos mentais de objetos, eventos ou pessoas similares. Eles nos permitem organizar fenômenos complexos em categorias cognitivas mais fáceis de usar. 
· O protótipo é o que normalmente vem à mente quando pensamos no conceito. Embora as propriedades do protótipo possam ser válidas para um tipo, elas certamente não são válidas para todos os exemplos. Isso significa que um conceito deve conter algo a mais do que um protótipo.
· Existem diferentes processos de categorização (baseadas em regras ou em similaridade aos protótipos e similaridade aos exemplares armazenados) e estamos constantemente tomando decisões de categorização toda vez que reconhecemos um objeto ou diagnosticamos um problema.
· Quando temos de tomar uma decisão, muitas vezes recorremos a vários tipos de atalhos cognitivos, conhecidos como algoritmos e heurísticas, em busca de ajuda.
· ALGORITMO: uma regra que, se aplicada adequadamente, garante uma solução para um problema.
· HEURÍSTICA: é uma estratégia de pensamento que pode levar-nos a uma solução para um problema ou decisão, mas que diferente dos algoritmos, pode resultar em erros.
OBS: Pela experiência, aprendemos um conceito de duas maneiras: pela estratégia do exemplar (exemplo de um conceito) ou pelo teste de hipóteses. 
O pensamento imagético:
· Corresponde a imagens. Elas não são apenas representações mentais; nossa capacidade de “ouvir” uma melodia em nossa cabeça também depende de uma imagem mental. Na verdade, toda modalidade sensorial pode produzir imagens mentais correspondentes. 
· Testes estão sendo realizados com atletas de basquete: eles são capazes de se imaginar fazendo um arremesso, observando a bola e ouvindo o apito quando ela atravessa a rede. E funciona: o uso de imagens mentais pode melhorar o desempenho nos esportes.
· Quanto mais a letra “estivesse girada” a partir de sua orientação vertical, mais tempo demorava para os participantes tomarem a decisão. Isso sugere que os participantes tomaram suas decisões por girar a imagem da letra em suas mentes até ela ficar na vertical e então determinar se ela estava na posição normal ou inversa.
RACIOCÍNIO
No raciocínio, alguns argumentos são dedutivamente válidos, o que significa que é impossível que a conclusão seja falsa se as premissas forem verdadeiras. Ao avaliar tal argumento, às vezes usamos regras da lógica e outras vezes usamos heurísticas.
Existem dois tipos de raciocínios: INDUTIVO E DEDUTIVO
· Um argumento indutivo é aquele no qual se parte de experiências sobre fatos particulares e se infere daí conclusões gerais.
· O método dedutivo é uma forma de estruturar o pensamento lógico e obter, ao fim de conexões de premissas, uma conclusão verdadeira. Assim, é preciso levantar axiomas e teoremas válidos para que o resultado seja condizente à verdade e à lógica.
· Pesquisas sobre as bases neurais do raciocínio apoiam a distinção entre o raciocínio dedutivo e o indutivo. 
· Quando os mesmos argumentos são apresentados às pessoas, diferentes partes do cérebro são ativadas quando elas avaliam a validade dedutiva versus a força indutiva.
· https://www.youtube.com/watch?v=kdHmy0_Rkcw 
LINGUAGEM
O uso da linguagem – a comunicação de informações por meio de símbolos organizados de acordo com regras sistemáticas é uma capacidade cognitiva central, que é indispensável para nos comunicarmos uns com os outros. Sem a linguagem, nossa capacidade de transmitir informações, adquirir conhecimento e cooperar com os outros seria extrema- mente prejudicada.
Nossos atos falhados são atos que são bem-sucedidos, nossas palavras que tropeçam são palavras que confessam. Eles, elas, revelam uma verdade de detrás. No interior do que se chamam associações livres, imagens do sonho, sintomas, manifesta-se uma palavra que traz a verdade. Se a descoberta de Freud tem um sentido é este - a verdade pega o erro pelo cangote, na equivocação.
GRAMÁTICA: a linguagem da linguagem
LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO
· A linguagem é nosso principal meio para comunicar o pensamento.
· A linguagem tem dois aspectos: produção e compreensão. 
- Na produção da linguagem, começamos com um pensamento, de alguma forma o traduzimos em um período e terminamos com sons que expressam o período. 
- Na compreensão da linguagem, começamos ouvindo os sons e acrescentando significados em forma de palavras e então acrescentamos significados à combinação de palavras em forma de períodos.
A linguagem é estruturada em três níveis diferentes: 
1 - Unidades de período; 
2 - Palavras e partes das palavras que carregam significado; 
3 - Sons do discurso.	
Os três níveis da linguagem estão interconectados. 
· Sons do Discurso - Unidades de períodos são construídas a partir de palavras (e partes de palavras), e as palavras são construídas a partir dos sons do discurso – fonemas (sons e não letras).
· No Brasil são 31 fonemas (sendo 12 vocálicos e 19 consonantais).
· Unidades de palavras – ao contrário dos fonemas, as palavras carregam um significado. Além dos sufixos (mente) e prefixos (des).
· Termo morfema - qualquer pequena unidade linguística que carrega significado.
· Unidades do período – combinação de palavras, o que inclui períodos e sintagmas.
· Organização das frases em sujeito e predicado e a constituição estrutural (frase).
· As unidades de período correspondem precisamente às unidades de proposição (uma descrição), que oferecem uma ligação entre a língua e o pensamento.
· Análise sintática – analisar um período em sintagmas nominais e verbais e então dividir esses sintagmas em unidades menores. A sintaxe (estruturação) lida com as relações entre as palavras nos sintagmas e períodos.
· As áreas do cérebro que mediam a linguagem ficam no hemisfério esquerdo e incluem a área de Broca (parte posterior dos lóbulos frontais) e Wernicke (região temporal). Danos a essas áreas causam um tipo de afasia (um colapso da linguagem).
· Área de broca: consiste principalmente em palavras (e conceito) lexicais / qualidade telegráfica.
· Área de Wernicke: preserva a sintaxe, mas é notadamente desprovida de conteúdo.
O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM
· Ocorre nos três níveis da linguagem. Inicia-se no nível dos fonemas, prossegue para o nível das palavras e outros morfemas, e então segue para o nível das unidades de período, ou sintaxe. 
· Os bebês balbuciam mais ou menos dos 3 meses a 1 ano de idade. Enquanto balbuciam, eles podem produzir qualquer um dos sons presentes em todas as línguas, não apenas daquela ao qual eles estão expostos. 
· Alguns teóricos alegam que existe um período crítico para o desenvolvimento da linguagem nos primeiros anos de vida em que a criança é especialmente sensível aos sinais da língua e a adquire, então, com mais facilidade. Na verdade, se não são expostas à linguagem durante esse período crítico, as crianças posteriormente terão grande dificuldade para superar tal prejuízo.
Aos 2 anos 
Uma criança em média tem um vocabulário de mais de 50 palavras. Nesse período, são capazes de produzir palavras curtas, embora elas usem fala telegráfica. Em vez de dizer “Eu te mostrei o livro”, diz “Eu mostro livro” (sem preposição).
Aos 3 anos
Pode ocorrer a supergeneralização, elasempregam regras mesmo quando isso resulta em erro. Assim, embora seja correto dizer “ele caminhou” para formar o passado de caminhar, a regra não funciona tão bem quando as crianças dizem “ele escrivinhou” para o passado de escrever.
AS TEORIAS PARA A AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
Aprendizagem - Propõe que a aquisição da linguagem segue os princípios de reforço e condicionamento descobertos por psicólogos que estudam a aprendizagem. 
Inata - Todos os seres humanos nascem com uma capacidade linguística inata que emerge principalmente em função da maturação. 
Interacionista - Pressupõe que o desenvolvimento da linguagem é produzido por uma combinação de predisposições geneticamente determinadas e circunstancias ambientais que ajudam a ensinar a linguagem.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
· A resolução de problemas envolve o esforço para alcançar uma meta, porém não temos meios prontos para fazê-lo. 
· Há sempre um estado inicial e um estado da meta. Em geral, dividimos a meta em submetas menores, até alcançarmos um nível que temos os meios para alcançar (Anderson, 1990).
· Existem diversas estratégias de resolução de problemas. Uma delas é chamada de método de redução de diferenças. Essa estratégia visa reduzir a diferença entre nosso estado atual em uma situação de problema e nosso estado de meta, no qual uma solução é obtida.
· A ideia principal por trás da redução de diferenças é que definimos submetas que, quando alcançadas, colocam-nos em um estado mais próximo à meta.
· Outra estratégia é conhecida como análise meios-fins, onde comparamos nosso estado atual ao estado da meta a fim de encontrar a diferença mais importante entre eles, e eliminar essa diferença se torna nossa submeta principal.
· Uma terceira estratégia é o trabalho regressivo a partir da meta, onde se pensa da meta para a submeta, da submeta para outra submeta, até que alcancemos um submeta que tenhamos meios de realizar.
ETAPAS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS 
· Ser capaz de resolver um problema não depende somente de nossa estratégia para dividi-lo, mas também de como o representamos. Às vezes, uma representação proposicional funciona melhor, e outras vezes uma representação visual ou imagem é mais eficiente.
· Além da questão de proposições versus imagens, há questões sobre o que é representado. Com frequência, temos dificuldade de resolver um problema porque deixamos de incluir algo importante em nossa representação ou porque incluímos nela algo que não é uma parte importante do problema.
· Com a experiência vem outra vantagem: a automaticidade. Os processos automáticos podem ser realizados sem um controle consciente, como um piloto automático. Lembre-se de quando você aprendeu a andar de bicicleta ou a dirigir um carro: a tarefa exigia toda a sua atenção.
· Muitos dos nossos processos de pensamento também se tornam automáticos com a experiência. Ler é algo que a maioria de nós faz sem prestar atenção especial: você vê uma palavra e automaticamente a lê, muito diferente de quando você aprendeu a ler.
QUESTÕES ATENÇÃO:
· Quais são os aspectos fundamentais da atenção?
· Não só os estímulos sensoriais são responsáveis por atrair a atenção. Cite outros exemplos.
· Explique o que é atenção voluntária e involuntária.
· Explique as diferenças entre os tipos de atenção: seletiva, sustentada, alternada e dividida.
· Quais são os meios atuais de investigação dos mecanismos atencionais.
· Teoria da seleção inicial e seleção tardia (várias teorias).
TEORIA SELETIVA DE BROADBENT:
- Toda informação no seu ambiente vai para seu registro sensório, que rapidamente registra ou armazena todas as entradas sensoriais recebidas (incluindo palavras, cliques, sirenes, qualquer entrada).
- Nessa entrada é transferida para o filtro seletivo diretamente, que identifica o que deve ser atendido via características físicas básicas. 
- Tudo mais é filtrado para fora, e a informação selecionada segue para que o processo de percepção ocorra -> esses processos dão significado à informação. 
- Então enquanto o filtro seletivo identifica o tom daquele em quem você quer prestar atenção, o processo perceptual identifica isso como a voz do seu amigo e dá significado para as palavras.
. PROBLEMATIZAÇÃO DA TEORIA DE BROASBENT:
- Se você filtrar completamente a informação não atendida antes de dar significado, aí você não conseguiria identificar seu nome quando é falado em uma orelha não atendida (sem atenção focada, ex: quando chamam seu nome do outro lado da sala e mesmo sem estar prestando atenção antes, você escuta) = o efeito festa do coquetel. 
TEORIA DA SELEÇÃO TARDIA DE DEUTSCH & DEUTSCH:
- A teoria deles moveu o filtro seletivo de Broadbent para depois do processo perceptivo. 
- Significa que você registra o significado de tudo, mas seu filtro seletivo decide o que passa para sua atenção consciente. 
- Dados os recursos limitados da atenção, e o fato de que sabemos que nosso cérebro é supereficiente, é inútil gastar tanto para dar significado para coisas que você nem vai precisar. 
- Então a resposta pode estar em algum lugar entre a seleção antes e a seleção depois. 
TEORIA DE ATENUAÇÃO DE TREISMAN SOBRE A ATENÇÃO SELETIVA. 
- Disse que em vez de um filtro completo, nós temos algo chamado atenuador (enfraquecer). 
- O atenuador enfraquece, mas não elimina a entrada da orelha não atendida. Então algo disso chega ao processo perceptual. Então ainda damos significado para as coisas da orelha não atendida. Apenas não damos prioridade à ela. 
- Neste ponto, se você perceber que as coisas não atendidas são, na verdade importantes, aí você troca sua atenção e enfraquece o que você estava anteriormente ouvindo. 
- Experimentos sugeriram que a dificuldade da tarefa atendida pode afetar quando a filtragem ocorre e quanto ela dura. 
https://pt.khanacademy.org/science/health-and-medicine/executive-systems-of-the-brain/attention-language-lesson/v/selective-attention

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