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Impactos em Ambiente Aquático - Apostila 3

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Impactos em 
Ambiente Aquático
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Victor Carrozza Barcellini
Revisão Textual:
Profa. Dra. Silvia Albert
Poluição das Águas
• Poluição das Águas
• Impurezas encontradas na Água
• Principais Poluentes da Água e suas Consequências
 · Compreender o que é poluição e seus efeitos nos ambientes aquáti-
cos. Ao final desta unidade, espera-se que o aluno seja capaz de en-
tender as definições de poluição, suas consequências, relacioná-las 
com os conceitos vistos nas unidades anteriores e, principalmente, 
apreender quais são os ciclos e ecossistemas afetados pela poluição.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Poluição das Águas
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como o seu “momento do estudo”.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.
No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também 
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, 
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato 
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Poluição das Águas
Poluição das Águas
Entende-se por poluição das águas a adição de substâncias ou de formas 
de energia que, direta ou indiretamente, alterem a natureza do corpo 
d’água de uma maneira tal que prejudique os legítimos usos que dele são 
feitos (VON SPERLING, 2005).
A definição acima é essencialmente prática e, em decorrência, potencialmente 
polêmica, pelo fato de associar a poluição ao conceito de prejuízo e aos usos do 
corpo d’água, conceitos esses atribuídos pelo próprio homem. No entanto, essa 
divisão prática é importante, principalmente ao se analisar as medidas de controle 
para a redução da poluição.
Muitos processos diferentes e diversos 
materiais podem poluir águas superficiais 
e subterrâneas. Todos os setores da so-
ciedade (urbano, rural, industrial, agrícola 
e militar) podem contribuir para o pro-
blema da poluição da água (CETESB, 
2016). Grande parte dessa poluição é re-
sultado de escoamentos superficiais (ur-
bano, agropecuário, industrial e militar), 
vazamentos e derramamentos acidentais, 
infiltrações de poluentes nas águas su-
perficiais e subterrâneas, carreamento de 
resíduos sólidos ou sedimentação do ar, 
quando os poluentes são transportados 
pelo ar e depositados em corpos d’água 
(BOTKIN;KELLER, 2011; FIGURA 1).
O aumento populacional frequen-
temente resulta na introdução de mais 
poluentes no meio ambiente (FIGURA 
2), bem como na demanda por recur-
sos finitos (ARBUCKLE; DOWNING, 
2001; ARIAS et al., 2007; HACKBART, 
2012). Como resultado vislumbra-se que 
várias fontes de água potável em diferen-
tes lugares serão degradas em um futuro 
próximo (GLEICK, 1993).
Figura 1 – Vista aérea do rio 
Tietê com a Marginal Tietê
Fonte: Wikimedia Commons
8
9
Figura 2 – Poluição hídrica de um córrego em uma das favelas indianas
Fonte: Wikimedia Commons
Impurezas encontradas na Água
Características das impurezas
A poluição da água se refere à degradação da qualidade da água (BOTKIN; 
KELLER, 2011). Os diversos componentes presentes na água, e que, alteram o 
seu grau de pureza, podem ser retratados, de uma maneira ampla e simplificada, 
em termos das suas características físicas, químicas e biológicas (VON SPERLING, 
2005). Estas características podem ser traduzidas na forma de parâmetros de 
qualidade da água, os quais serão abordados mais à frente nesta unidade. As 
principais características da água podem ser expressas como:
• Características físicas: As impurezas enfocadas do ponto de vista físico estão 
associadas, em sua maior parte, aos sólidos presentes na água. Estes sólidos po-
dem ser em suspensão, coloidais ou dissolvidos, dependendo do seu tamanho.
• Características químicas: As características químicas de uma água podem 
ser interpretadas através de uma das duas classificações: matéria orgânica
ou inorgânica.
• Características biológicas: Os seres presentes na água podem ser vivos ou 
mortos. Dentre os seres vivos, têm-se os pertencentes aos reinos animal e 
vegetal, além dos protistas.
9
UNIDADE Poluição das Águas
A Figura 3, a seguir, apresenta de forma diagramática estas interrelações.
Impurezas
Características
Químicas
Orgânicos
Ser Vivo
Inorgânicos
Características
Biológicas
Características
Físicas
GasesSólidos
Suspensos
Colóides
Dissolvidos
Animais
Vegetais
Protistas
Matéria em
Decomposição
Figura 3 – Impurezas contidas na água
Fonte: VON SPERLING, 2005
Parâmetros de Qualidade da Água
A qualidade da água pode ser representada através de diversos parâmetros, que 
traduzem as suas principais características físicas, químicas e biológicas. Assim, 
ao se solicitar uma análise de água, deve-se selecionar os parâmetros a serem 
investigados pela análise. No Quadro 1, a seguir, são apresentados os principais 
parâmetros físicos, químicos e biológicos:
Quadro 1 – Principais parâmetros físicos, químicos e biológicos
Parâmetros Exemplo de Indicadores
Parâmetros físicos Temperatura, turbidez, cor, sabor e odor;
Parâmetros químicos
pH, alcalinidade, acidez, dureza, oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio 
(DBO), demanda química de oxigênio (DQO), carbono orgânico total (COT), metais totais e 
dissolvidos, cloretos, série nitrogenada, fósforo e micropoluentes orgânicos e inorgânicos;
Parâmetros biológicos bactérias, algas, fungos, protozoários, vírus e helmintos
Importante!
Os microorganismos desempenham diversas funções de fundamental importância, 
principalmente as relacionadas com as transformações da matéria dentro dos ciclos 
biogeoquímicos. A microbiologia é o ramo da biologia que trata dos microorganismos. 
Em termos da avaliação da qualidade da água, os microorganismos assumem um papel 
de maior importância dentro dos seres vivos, devido à sua grande predominância em 
determinados ambientes (indicadores), à sua atuação nos processos de depuração dos 
despejos ou à sua associação com as doenças ligadas à água.
Você Sabia?
10
11
Requisitos, Condições e Padrões de Qualidade
Os requisitos de qualidade da água são determinados em função de seus usos 
previstos (VON SPERLING, 2005). Os principais usos d’água, na atualidade, se 
vinculam ao abastecimento doméstico e industrial, irrigação, dessedentação animal, 
geração de energia, transporte, recreação e lazer e preservação da flora e da fauna. 
No geral, a água para esses usos deve ser isenta de substâncias químicas e orga-
nismos prejudiciais à saúde, salinidade não excessiva, baixos teores de sólidos em 
suspensão e óleos & graxas e esteticamente agradável(aparência, sabor e odor).
Além dos requisitos de qualidade, que traduzem de uma forma generalizada e 
conceitual a qualidade desejada para a água, há a necessidade de se estabelecer 
também condições e padrões de qualidade, embasados por um suporte legal. As 
condições e padrões devem ser cumpridos, por força da le gislação, pelas entidades 
envolvidas com a água a ser utilizada. Da mesma forma que os requisitos, também 
as condições e padrões são determinados pela função do uso previsto para a água.
Legislações Ambientais - recursos hídricos superficiais e subsuperficiais
Desde 1934, quando foi criado o Código de Águas pelo Decreto Federal 
n° 24.643, até a Constituição Federal, as águas superficiais e subterrâneas foram 
consideradas bens imóveis, associados à propriedade da terra, limitando-se o direito 
à sua exploração. A Constituição, por intermédio de seu artigo 26, alterou esse 
status, considerando-as de propriedade dos Estados e Distrito Federal, sendo as 
águas minerais de competência da União.
A Constituição Federal, de 05 de outubro de 1988, no seu Artigo 21, inciso XIX, 
preconiza que “compete à União instituir o Sistema Nacional de Gerenciamento de 
Recursos Hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”.
O Decreto nº 41.258, de 31 de outubro de 1996, estabeleceu as outorgas 
de direito de uso das águas superficiais e subterrâneas, classificando-as como de 
Autorização, Licença de Execução e Concessão.
Essa efetivação ocorreu com a sanção da Lei Federal nº. 9.433, de 8 de janeiro 
de 1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e criou o 
Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, objetivando a utilização 
racional e integrada dos recursos hídricos de forma a assegurar à atual e às futuras 
gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados 
aos respectivos usos. Nessa política, estão previstos os usos múltiplos das águas, 
como um dos principais fundamentos de sua gestão. Constitui-se, então, como um 
dos principais instrumentos dessa política, o enquadramento dos corpos de água 
em classes, segundo os usos preponderantes da água. Além de instituir, como 
um de seus instrumentos, a outorga de direito de uso de recursos hídricos, o qual 
tem por objetivo assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e 
efetivo exercício dos direitos de acesso à água.
11
UNIDADE Poluição das Águas
A Lei Federal nº 9.984, de 17 de julho de 2000, criou a Agência Nacional de 
Águas (ANA), a qual passou a ser a autoridade outorgante e implementou a Política 
Nacional de Recursos Hídricos. Juntamente com o Sistema Nacional de Gerencia-
mento dos Recursos Hídricos, que dá competência ao Conselho Nacional de Re-
cursos Hídricos (CNRH), nos termos da Lei nº 9.433, para tratar do planejamento 
da utilização desses recursos. A integração das águas subterrâneas e superficiais, no 
âmbito da Política Nacional de Recursos Hídricos, foi implementada pela Câmara 
Técnica de Águas Subterrâneas (CTAS) através da Resolução nº 15, publicada em 12 
de janeiro de 2001, que estabelece as diretrizes para a gestão integrada das águas.
O Decreto nº 4613, de 11 de março de 2003, regulamentou o Conselho 
Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Esse Conselho promulgou a Resolução 
nº 30, de 11 dezembro de 2002, que adota a codificação das bacias hidrográficas 
no âmbito nacional, considerando a necessidade de se adotar uma metodologia de 
referência, que permita procedimentos padronizados de subdivisões e agrupamen-
tos de bacias hidrográficas. Assim, considerando a importância de se estabelecer 
uma base organizacional que contemple as bacias hidrográficas como unidade de 
gerenciamento de recursos hídricos, e considerando a necessidade de se imple-
mentar uma base de dados referenciadas por bacia, em âmbito nacional, o CNRH 
promulgou a Resolução nº 32, de 15 de outubro de 2003, na qual fica estabeleci-
do como região hidrográfica o espaço territorial brasileiro compreendido por uma 
bacia, grupo de bacias ou sub-bacias contíguas com características naturais, sociais 
e econômicas homogêneas ou similares, com vista a orientar o planejamento e o 
gerenciamento dos recursos hídricos.
Considerando que a saúde e o bem-estar humano, bem como o equilíbrio eco-
lógico aquático, não devem ser afetados pela deterioração da qualidade das águas; 
que a classificação das águas doces, salobras e salinas é essencial à defesa de seus 
níveis de qualidade, sendo estes avaliados por condições e padrões específicos, de 
modo a assegurar seus usos preponderantes, foi promulgada, em 17 de março 
de 2005, a Resolução CONAMA nº 357/05. Essa Resolução dispõe não apenas 
sobre a classificação dos corpos d’água e as diretrizes ambientais para o seu enqua-
dramento, como também estabelece as condições e padrões de qualidade de águas 
doces, salinas e salobras.
Posteriormente, a Resolução CONAMA 430/2011 alterou e complementou a 
resolução acima citada, fixando condições e padrões de emissão para o lançamento 
de efluentes em corpos d’água receptores.
Importante!
Assim, estabeleceu-se que para cada classe de qualidade, são associados usos pre-
ponderantes atuais ou futuros, fixando-se ou adotando-se padrões de qualidade, 
sendo os valores limite dos parâmetros de qualidade estabelecidos em legislação. 
Dessa forma, os resultados obtidos no monitoramento de águas doces, salobras e 
salinas são comparados com os respectivos padrões de qualidade das classes de en-
quadramento, de cada corpo d’água.
Importante!
12
13
Em relação à água subterrânea a Resolução CONAMA nº 396, de 3 de abril de 
2008, trata da classificação e diretrizes ambientais no enquadramento das águas 
subterrâneas e de outras providências.
Ainda em relação à qualidade das águas subterrâneas, a Portaria nº 2.914 de 12 
de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde, trata do controle e da vigilância da 
qualidade da água para o consumo humano, estabelecendo padrões de potabilidade.
Principais Poluentes da Água 
e suas Consequências
O foco nas próximas seções serão os diversos poluentes da água, para enfatizar 
os principais problemas que se aplicam aos poluentes em geral.
Em uma visão de saúde pública ou ecológica, poluentes são substâncias biológicas, 
físicas ou químicas, que, identificadamente em excesso, são conhecidas por serem 
prejudiciais aos outros organismos vivos (BOTKIN; KELLER, 2011). O Quadro 2, 
a seguir, apresenta as principais categorias e exemplos de poluentes da água.
Quadro 2 – Categoria de Poluentes da Água
Categorias de Poluentes Exemplos de Fontes Comentários
Matéria orgânica Efluentes domésticos e industriais, lixo urbano.
Aumenta a demanda bioquímica de oxigênio e 
causa doenças.
Nutrientes
Fósforo e nitrogênio (fertilizantes) 
e águas residuárias do tratamento 
de esgoto.
Principal causa da eutrofização artificial. 
Podem causar poluição e danos ao 
ecossistema e às pessoas.
Patógenos Excremento e urina humana e animal. Surtos de doenças, como a cólera.
Químicos orgânicos Uso agrícola de pesticidas e herbicidas; processos industriais.
Risco potencial ecológico significativo e 
problemas para a saúde humana. Muitos destes 
produtos químicos geram problemas de resíduos 
perigosos.
Remédios
Águas residuárias urbanas, 
analgésicos, pílulas anticoncepcionais, 
antidepressivos, antibióticos.
Produtos farmacêuticos liberados de estações de 
tratamento de esgoto estão contaminando rios 
e; águas subterrâneas. Resíduos de hormônios 
ou imitadores hormonais estão causando 
problemas genéticos em animais aquáticos.
Metais pesados
Uso agrícola, urbano e industrial do 
mercúrio, chumbo, selênio, cádmio 
entre outros.
Exemplo: o mercúrio no processo industrial que 
é descarregado na água. Metais pesados podem 
causar danos significativos para o ecossistema e 
problemas à saúde humana.
Ácidos
Ácido sulfúrico (H2SO4) a partir do 
carvão ou de alguma mina de metal; 
processo industrial que dispõe ácidos 
impropriamente.
A drenagem ácida deminas é um grande 
problema de poluição da água em muitas áreas 
de mineração, prejudicando os ecossistemas e 
provocando a deterioração dos recursos hídricos.
Calor (poluição térmica) Aquecimento da água em usinas de energia e outras atividades industriais. Provoca rupturas e alterações no ecossistema.
Radioatividade Contaminação por usinas nucleares, militares e fontes naturais.
Normalmente relacionada com resíduos 
radioativos. Os efeitos para a saúde são 
vigorosamente debatidos.
13
UNIDADE Poluição das Águas
Antes de continuar a discussão a respeito de poluentes, se faz necessário consi-
derar o oxigênio dissolvido (OD) e a demanda bioquímica de oxigênio (DBO).
O OD não é um poluente, e, sim, bastante necessário para a saúde do ecossiste-
ma aquático. No entanto, os materiais orgânicos mortos decaem nos rios e são con-
sumidos ou decompostos. As bactérias, que conduzem tal decomposição, utilizam o 
oxigênio neste processo de autodepuração dos rios. Sendo assim, se há bastante ati-
vidade bacteriana, o oxigênio disponível na água pode ser reduzido a níveis tão bai-
xos que pode provocar a morte de peixes e outros organismos (BOTKIN;KELLER, 
2011). Em termos ecológicos, a repercussão mais nociva da poluição de um corpo 
d’água por matéria orgânica é a queda nos níveis de OD e seu impacto é estendido 
a toda a comunidade aquática. Destaca-se, no entanto, que cada redução nos teores 
de oxigênio dissolvido é seletiva para determinadas espécies.
Naturalmente as águas constituem ambientes bastante pobres em oxigênio, em 
virtude de sua baixa solubilidade. Enquanto no ar a sua concentração é da ordem 
de 270 mg/L, na água, em condições normais de temperatura e pressão, a sua 
concentração se reduz aproximadamente a 9 mg/L (VON SPERLING, 2005). 
Dessa forma, qualquer consumo em maior quantidade traz sensíveis repercussões 
quanto ao teor de OD na massa líquida.
Na Resolução CONAMA 357/05, está definido que o limite para o alerta da poluição da água 
ocorre quando a concentração de OD for menor que 5,0 mg/L.
Será que esse valor é o mais adequado para todas as espécies que vivem no ambiente 
aquático? O que você acha? Procure saber mais sobre a distribuição de organismos marinhos 
de acordo com as temperaturas, profundidades, concentrações de OD e nutrientes.
Ex
pl
or
Há também a quantidade de oxigênio requisitada por processos de decomposi-
ção bioquímica, chamada de Demanda Bioquímica do Oxigênio (DBO). A DBO é 
comumente utilizada na gestão da qualidade da água. Ela mensura a quantidade de 
oxigênio consumido por microorganismos no processo de decomposição do ma-
terial orgânico em pequenas amostras de água, que são analisadas em laboratório. 
A DBO é rotineiramente mensurada como parte dos testes de qualidade de água; 
particularmente é medida nos pontos de despejos nos rios e nas estações de trata-
mento das águas residuárias. Nas estações de tratamento, a DBO das águas residu-
árias é medida na entrada das linhas de esgoto, como também a água a jusante e 
a montante da estação. Essa prática permite comparações da DBO da água antes 
da estação, ou DBO natural (ou controle), com a DBO que é desejada pela estação 
de tratamento (BOTKIN;KELLER, 2011).
O material orgânico morto (que produz a DBO) é adicionado aos corpos d’água 
a partir de fontes naturais (como folhas mortas), bem como os resíduos agrícolas 
e efluentes domésticos e industriais. Assim, quando a DBO é alta, a concentração 
de oxigênio dissolvido da água pode tornar-se baixa demais para dar suporte à 
vida na água.
14
15
Ressalta-se que todo rio tem alguma capacidade de degradar resíduos orgânicos e 
se autodepurar. Os problemas resultam de quando o corpo d’água é sobrecarregado 
com demanda bioquímica de oxigênio de resíduos, ultrapassando os limites naturais 
de autodepuração do rio.
Doenças Transmitidas pela Água
Conforme mencionado anteriormente, o problema primário da poluição da água 
no mundo, hoje, é a falta de água limpa, potável e livre de possíveis doenças de 
veiculação hídrica (BOTKIN;KELLER, 2011). Segundo esses autores, a cada ano, 
particularmente em países pouco desenvolvidos, bilhões de pessoas são expostas 
às doenças transmitidas pela água, cujos efeitos variam em gravidade, desde uma 
simples indisposição gástrica até a morte. No início da década de 1990, epidemias 
de cólera, uma grave doença transmitida pela água, provocou sofrimento generali-
zado e mortes na América do Sul.
Por causa da dificuldade em monitorar diretamente os organismos que carregam 
doenças, utiliza-se a contagem das bactérias coliformes fecais como um padrão 
para mensurar e indicar o potencial de doenças. A presença de coliformes fecais 
na água indica que o material fecal de mamíferos ou pássaros está presente, 
logo, organismos que produzem doenças trazidas pela água também podem estar 
presentes. Coliformes fecais são geralmente (mas não sempre) bactérias inofensivas, 
constituintes normais dos intestinos humanos e de animais. Além de presentes em 
fezes humanas e de animais podem, também, ser encontradas em solos, plantas 
ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica (BRASIL, 2000). A Resolução 
CONAMA nº 274/2000, a qual define os critérios de balneabilidade em águas 
brasileiras, estabelece em seu artigo 2º, § 1º, que:
As águas consideradas próprias poderão ser subdivididas nas seguintes 
categorias:
a) Excelente: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras 
obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores, colhidas no mesmo 
local, houver, no máximo, 250 coliformes fecais (termotolerantes) ou 200 
Escherichia coli ou 25 enterococos por l00 mililitros;
b) Muito Boa: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras 
obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores, colhidas no mesmo 
local, houver, no máximo, 500 coliformes fecais (termotolerantes) ou 400 
Escherichia coli ou 50 enterococos por 100 mililitros;
c) Satisfatória: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras 
obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores, colhidas no mesmo 
local, houver, no máximo 1.000 coliformes fecais (termotolerantes) ou 
800 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mililitros.
15
UNIDADE Poluição das Águas
Nutrientes em Excesso na Água
A principal causa de degradação das águas no espaço urbano é o lançamento 
de efluentes domésticos sem o tratamento adequado, os quais são ricos em matéria 
orgânica e nutrientes (THOMAS; CALLAN, 2015). Além disso, o excessivo 
aporte de nutrientes nos ecossistemas aquáticos é fortemente correlacionado 
com a ocupação humana (ARBUCKLE; DOWNING, 2001; ARIAS et al., 2007; 
HACKBART, 2012).
Dois importantes nutrientes que provocam problemas de poluição na água são o 
fósforo e o nitrogênio, ambos liberados por fontes relacionadas ao uso da terra. As 
florestas têm concentrações baixas de fósforo e nitrogênio em seus corpos d’água. 
Nos rios urbanos, as concentrações desses nutrientes são grandes devido ao uso de 
fertilizantes, detergentes e esgotos domésticos e industriais, levando a eutrofização 
dos corpos d’água.
Importante!
O termo trófico tem sua origem no grego antigo e é relativo à alimentação ou nutrição. 
Este termo, assim como o conceito que o acompanha (nutrição, alimento, comida), é 
de importância central na ciência ecológica, no seio da qual podemos citar as “cadeias 
tróficas”, ou “redes tróficas”, que são tidas como cadeias, ou “redes alimentares”. O termo 
adjetivo “eutrófico” é uma variação do original “trófico” acrescido do prefixo “eu”, que 
significa “muito”, em contraposição ao prefixo “oligo”, que significa pouco. De forma 
geral, podemos definir “eutrofização” como o aumento da concentração de nutrientes 
(especialmente fósforo e nitrogênio) em um dado ecossistema aquático, que tem 
como consequência o aumento da produtividade de diversos de seus compartimentos 
e alterações diversas sobre seu funcionamento. Como decorrência desses processos, o 
ecossistema aquático passa da condição de oligotrófico ou mesotrófico para eutrófico 
ou mesmo hipereutrófico(ESTEVES, 2011).
Você Sabia?
Assim, a Eutrofização é o processo através do qual um corpo d’água desenvolve 
alta concentração de nutrientes. Esses nutrientes provocam o aumento do 
crescimento de plantas aquáticas em geral, bem como a produção de fotossíntese 
das bactérias azuis-esverdeadas (cianobactérias) e algas. As algas podem formar 
tapetes superficiais (FIGURA 4), sombreando a água e diminuindo a luminosidade 
para as algas abaixo da superfície e, portanto, reduzindo em muito a fotossíntese. 
As bactérias e algas morrem e à medida que se decompõem, a DBO aumenta, o 
oxigênio da água é consumido, e a concentração de OD se reduz. Se o nível de 
oxigênio for insuficiente, outros organismos, como os peixes, também morrerão 
(BOTKIN;KELLER, 2011).
16
17
Figura 4 – Eutrofi zação aparente pelo aumento de turbidez na parte norte do mar Cáspio
Fonte: Wikimedia Commons
Segundo Esteves (2011), a eutrofização pode ser natural ou artificial. Quando 
natural, é um processo lento e contínuo que resulta do aporte de nutrientes trazidos 
pelas chuvas e pelas águas superficiais que erodem e lavam a superfície terrestre. A 
eutrofização natural corresponde ao que poderia ser chamado de “envelhecimento 
natural” do lago. Quando ocorre artificialmente, ou seja, quando é induzida pelo 
homem, a eutrofização é denominada de artificial, cultural ou antrópica. Nesse caso, 
os nutrientes podem ter diferentes origens, como: esgotos domésticos, efluentes 
industriais e/ou atividades agrícolas, entre outros. Este tipo de eutrofização é 
responsável pelo “envelhecimento precoce” de ecossistemas aquáticos.
Sedimentos
Os sedimentos consistem em fragmentos de rochas e de minerais, que vão 
desde partículas de areia grossa e cascalho superiores a 2mm de diâmetro até 
partículas finas de areia, silte, argila e partículas coloidais, ainda mais finas. Eles 
podem gerar um problema de poluição por sedimentos. Na verdade, pelo 
volume e massa, os sedimentos são os maiores poluentes da água. Em muitas 
áreas, bloqueiam córregos, preenchem lagos, reservatórios, lagoas, canais, valas 
de drenagem e portos; soterram vegetações; e, geralmente, criam um transtorno 
devido à dificuldade para sua remoção. A poluição por sedimentos é problemática: 
ela resulta da erosão que esgota os recursos do terreno (solo), em seu local de 
origem, e reduz a qualidade das fontes de água, nas quais se deposita.
Muitas atividades humanas afetam os padrões, quantidades e intensidades do 
escoamento superficial da água, da erosão e da sedimentação. Rios em florestas 
arborizadas podem ser quase estabilizados; isto é, há relativamente poucos processos 
erosivos e de sedimentação. Entretanto, a conversão de terras com cobertura 
florestal em áreas agrícolas geralmente aumenta a produção de sedimentos ou a 
erosão do solo. A aplicação dos procedimentos de conservação do solo em área 
agrícola pode minimizar, mas não eliminar, a perda do solo.
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UNIDADE Poluição das Águas
Atividades de Dragagem
No Brasil, investimentos recentes em projetos de dragagem têm visado à am-
pliação da eficiência logística dos portos, incluindo obras de dragagem de aprofun-
damento, recuperação e melhoramento de vias de acesso, sendo imprescindível 
considerar os impactos positivos e negativos da atividade sobre o meio ambiente 
(CASTRO; ALMEIDA, 2012; FIGURA 5).
Figura 5 – Atividade de dragagem
Fonte: Wikimedia Commons
A dragagem, realizada para a limpeza, desobstrução, remoção, derrocamento 
ou escavação de material do fundo de rios, lagos, mares, baías e canais, removendo 
rochas e sedimentos, para lançamento em local de despejo (MARINHA DO 
BRASIL, 1998; BRASIL, 2007), é uma necessidade não somente para implantação, 
aprofundamento ou manutenção, mas também para a remediação, que tem como 
propósito limpar e recuperar áreas com sedimentos contaminados (GOES FILHO, 
2004). No entanto, podem constituir impactos ambientais negativos, por conta 
da operação de dragagem, com efeito direto ou indireto sobre o meio ambiente 
(OECD, 1993; LEAL NETO, 2000; PORTO; TEIXEIRA, 2002; TORRES, 2000):
1. alteração das condições hidráulicas e sedimentológicas do escoamento, com 
possível alteração dos padrões de circulação e mistura da água, salinidade 
e turbidez;
2. alteração das condições do local de lançamento do material dragado; 
3. poluição por substâncias tóxicas existentes no material de dragagem, sua 
suspensão e movimentação durante a atividade, com alteração da qualidade 
da água (turbidez); e 
4. impactos diretos sobre habitats da fauna e flora aquática, associada ao 
sedimento marinho e águas interiores. A ação das dragas e a sucção do 
material geram impactos negativos de efeito direto sobre organismos e 
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habitats. O efeito indireto ocorre com a movimentação de contaminantes e 
nutrientes durante a suspensão do sedimento, podendo haver alteração da 
qualidade da água e a química global do estuário (TORRES, 2000).
Legislação específica:
Segundo texto da Resolução CONAMA 454/2012, de 01 de novembro de 2012:
Considerando a necessidade da realização de atividades de dragagem para 
garantir a implantação e a operação de portos e terminais portuários, a 
navegabilidade das águas sob jurisdição nacional, as condições de operação 
de obras hidráulicas e o controle de eventos hidrológicos críticos, trazendo 
benefícios sociais, econômicos e de segurança para a sociedade;
Considerando que o material removido durante as atividades de dragagem 
demanda destinação, seja para uso benéfico, disposição em solo ou em 
águas sob jurisdição nacional;
Considerando que grande parte do material dragado não apresenta polui-
ção significativa e que são necessárias medidas adequadas para proteger o 
meio ambiente, na proporção dos riscos decorrentes da dragagem;
Esta Resolução estabelece as diretrizes gerais e os procedimentos refe-
renciais para o gerenciamento do material a ser dragado em águas sob 
jurisdição nacional e a sua disposição final, aplicando-se para fins de 
implantação, aprofundamento, manutenção ou ampliação de canais hi-
droviários, da infraestrutura aquaviária dos portos, terminais e outras ins-
talações portuárias, públicos e privados, civis e militares, bem como às 
dragagens para outros fins.
Para saber mais sobre a Dragagem no Porto de Santos (maior da América Latina):
https://goo.gl/EmDUjxEx
pl
or
Atividades Específi cas
Existem hoje, diversas outras atividades humanas com potenciais impactos ao 
meio ambiente, especialmente aos ecossistemas aquáticos, como:
• Atividades da cadeia produtiva do petróleo, nas quais a descarga de petróleo 
na superfície da água (geralmente no oceano, mas também em terras e 
rios) tem causado sérios problemas de poluição (FIGURA 6). Vários grandes 
derramamentos de óleo, no processo de perfuração submarina de petróleo, 
ocorreram nos últimos anos, e os impactos cumulativos desses derramamentos 
não são bem conhecidos;
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UNIDADE Poluição das Águas
Figura 6 – Explosão da plataforma Deepwater Horizon
Fonte: Wikimedia Commons
• Atividades urbanas e rurais, como: a geração de resíduos sólidos (lixo), a 
eliminação de resíduos de forma inadequada (FIGURA 7), o despejo de 
produtos químicos, a poluição atmosférica, que também acarreta problemas 
ao ambiente aquático, os bombeamentos excessivos de aquíferos próximos às 
zonas costeiras e que pode trazer a água salgada, localizada abaixo da água 
doce, mais para a superfície, contaminando as fontes de água por um processo 
denominado intrusão de água salgada, entre outras inúmeras atividades.
Figura 7 – Resíduos no ambiente marinho arremessados pela maré em uma praia do Havaí
Fonte: Wikimedia Commons
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• Atividades Industriais, como os diversos segmentos da indústria: farmacêuti-
cas, máquinas e equipamentos, siderúrgicas, petroquímicas, nucleares, auto-
mobilísticas de fertilizantes, minerações, entre outras; (FIGURA 8).
Figura 8 – Precipitado de hidróxido de ferro num regato, recebendo 
águas ácidas de uma mina de carvão (Missouri, Estados Unidos)Fonte: Wikimedia Commons
Poluição das Águas Subterrâneas
A poluição das águas subterrâneas está diretamente vinculada aos processos de 
contaminação dos solos. Uma área contaminada pode ser considerada como local 
ou terreno onde há comprovadamente poluição ou contaminação, causada pela 
introdução de quaisquer substâncias ou resíduos que nela tenham sido depositados, 
acumulados, armazenados, enterrados ou infiltrados de forma planejada, acidental 
ou até mesmo natural. Os poluentes ou contaminantes podem se concentrar 
em subsuperfície nos diferentes compartimentos do ambiente, sendo eles: solo, 
sedimentos, rochas e águas subterrâneas, alterando suas características naturais 
ou qualidades e determinando impactos negativos e/ou riscos sobre os bens a 
proteger, localizados na própria área ou em seus arredores.
A poluição da água subterrânea difere em muito da poluição da água superficial. 
Na água subterrânea muitas vezes falta oxigênio, situação que mata muitos tipos 
de microrganismos aeróbios (que necessitam de ambientes ricos em oxigênio), 
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UNIDADE Poluição das Águas
mas pode oferecer ótimas condições para variedades anaeróbias (que vivem em 
ambientes com deficiência de oxigênio, ou ausência). Além do mais, os canais 
através dos quais a água subterrânea se desloca são muito pequenos e variáveis. 
Então, a taxa de movimento em muitos casos é baixa, e a oportunidade de dispersão 
e diluição de poluentes é limitada (BOTKIN; KELLER, 2011).
No Brasil, o controle da poluição da água subterrânea é abordado em leis, como 
a que instituiu a Política Nacional ou Estadual de Meio Ambiente, e em diretrizes 
e normas infralegais para o controle de poluição, preservação ou recuperação da 
qualidade ambiental.
Como vimos até aqui, nesta unidade, a água é um recurso natural abundante, 
e ao mesmo tempo o recurso menos disponível para uso humano. Cerca de um 
terço da humanidade não dispõe de água de boa qualidade em volume necessário 
para uma vida digna. Nas regiões de maior densidade demográfica, além de a 
água ser um bem escasso, a maior parte disponível encontra-se poluída e precisa 
de tratamento antes de ser disponibilizada para o público. O grande problema não 
está em utilizar a água e os serviços que ela pode prestar, o problema está em 
poluir suas fontes, uma vez que, como vimos, a água doce não é tão disponível 
quanto se imagina.
Ainda nesta disciplina, falaremos sobre impactos ambientais que esse tipo de po-
luição e outras ações não pensadas podem causar ao meio ambiente. Bons Estudos!
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Impactos Ambientais Ligados aos Recursos Hídricos
https://youtu.be/2_oNVVpIUJA
Dragagem Porto de Santos
https://youtu.be/3A1frkHh50I
Doenças Veiculadas pela Água
https://youtu.be/USu2rWUnoXw
Estação de Tratamento de Esgoto – Como funciona?
https://youtu.be/f61JxBM8wrY
 Leitura
Águas Residuais são o Novo Ouro Negro?
https://goo.gl/wRmL77
Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos
https://goo.gl/zx7fw5
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UNIDADE Poluição das Águas
Referências
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N: P in a predominantly agricultural landscape. Limnology and Oceanography, 
Nova York, v. 46, n. 4, p. 970-975, jun. 2001.
ARIAS, A.R.L; BUSS, D.F.; ALBURQUERQUE, C; INÁCIO, A.F.; FREIRE, 
M.M.; EGLER, M.; MUGNAI, R; BAPTISTA, D.F. Utilização de bioindicadores 
na avaliação de impacto e no monitoramento da contaminação de rios e 
córregos por agrotóxicos.Ciência & Saúde Coletiva, 12(1):61-72, 2007.
CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Relatório de Qualidade 
das Águas Superficiais do Estado de São Paulo 2015. [recurso eletrônico] 
Disponível em: < http://aguasinteriores.cetesb.sp.gov.br/wp-content/uploads/
sites/32/2013/11/Cetesb_QualidadeAguasSuperficiais2015_ParteI_25-07.
pdf>. São Paulo: CETESB, 2016.
BOTKIN, D.B.; KELLER, E.A. Ciência Ambiental: Terra um planeta vivo. 7 ed. 
Rio de Janeiro: LTC. 2011. 681p., 2011.
BRASIL. Resolução CONAMA nº 274, de 29 de novembro de 2000. Define os 
critérios de balneabilidade em águas brasileiras. Disponível em: http://www.mma.
gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=272. Acesso em: abr. 2017.
________. Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a 
classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, 
bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá 
outras providências. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/
res/res05/res35705.pdf>. Acesso em: abr. 2017.
________. Lei Nº 11.610, de 12 de dezembro de 2007. Institui o Programa 
Nacional de Dragagem Portuária e Hidroviária. Disponível em: <http://www.
planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/Lei/L11610. htm>. Acesso 
em: mai. 2011.
________. Resolução CONAMA nº 454, de 01 de novembro de 2012. Estabelece 
as diretrizes gerais e os procedimentos referenciais para o gerenciamento do material 
a ser dragado em águas sob jurisdição nacional. Disponível em : < http://www.
mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=693> Acesso em: abr.2017.
CASTRO, S.M; ALMEIDA, J.R. Dragagem e conflitos ambientais em portos 
clássicos e modernos: uma revisão. Soc. & Nat., Uberlândia, ano 24 n. 3, 519-
534, set/dez. 2012.
ESTEVES, Francisco de Assis. Fundamentos de limnologia. Rio de Janeiro: 
Interciência, 2011. 790 p.
GLEICK, P.H. 1993. An introduction to global fresh water issues. In P.H. 
Gleick, ed., Water in crisis. New York. Oxford University Press, pp. 3-12.
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GOES FILHO, H. de A. Dragagem e Gestão de Sedimentos. Rio de Janeiro, 
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HACKBART, V.C.S. A conservação de corredores fluviais e suas microbacias 
hidrográficas garantem a disponibilidade de serviços ecossistêmicos? 2012. 
140p. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade 
de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo. Campinas, 2012.
LEAL NETO, A. de C. A expansão do terminal de contêineres de Sepetiba: 
uma aplicação da dinâmica de sistemas e considerações ambientais. Rio de Janei-
ro, Dissertação (Mestrado em Ciências em Planejamento Energético) - COPPE/
UFRJ, 2000.
MARINHA DO BRASIL. NORMAM-11/DPC. Portaria Nº 27, de 12 de maio de 
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pdf. Acesso em: jan. 2012.
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Environmental Assessment Handbook for Port Development Projects. The 
Overseas Coastal Area Development Institute of Japan. Japão, 1993.
PORTO, M. M.; TEIXEIRA, S. G. Portos e o desenvolvimento. São Paulo: Lex 
Editora, 2002.
THOMAS, J.M.; CALLAN, S.J. Economia Ambiental: Fundamentos, políticas 
e aplicações. Tradução Antônio Claudio Lot, Marta Reyes Gil Passos. 1.ed. São 
Paulo: Cengage Learning, 2015. 556p.
TORRES, R. J. Uma Análise Preliminar dos Processos de Dragagem do Porto 
do Rio Grande, RS. Rio Grande, RS, Dissertação (Mestrado em Engenharia 
Oceânica) - Fundação Universidade Federal do Rio Grande, 2000.
VON SPERLING, Marcos. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento 
de esgotos. 2.ed. Belo Horizonte: Departamento de Engenharia Sanitária e 
Ambiental; Universidade Federal de Minas Gerais; 452p. 2005.
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