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Atividade sobre farmacologia da eritropoetina

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NAYSA GABRIELLY ALVES DE ANDRADE 1 
 
Eritropoetina 
1. DESCREVA O CONTROLE DA SÍNTESE E DA SECREÇÃO DE ERITROPOETINA PELAS 
CÉLULAS EPITELIAIS DOS CAPILARES PERITUBULARES RENAIS. 
- O principal estímulo para a produção de eritrócitos nos estados de baixa oxigenação é o hormônio circulante EPO 
- A EPO humana é uma glicoproteína sintetizada a partir de um gene situado no braço longo do cromossomo 7 
- Esse hormônio estimula a diferenciação e a proliferação dos eritrócitos ao interagir com receptores específicos de EPO 
existentes em diferentes tipos celulares e essa velocidade se encontra aumentada com a disponibilidade de ferro e 
outros nutrientes 
- 90% da EPO é produzida pelos rins e o restante formando em sua maior parte no fígado e secretada principalmente por 
células intersticiais semelhantes a fibroblastos, em torno dos túbulos do córtex e medula exterior 
- Uma hipóxia do tecido renal leva ao aumento dos níveis teciduais do fator induzível por hipóxia-1 (HIF-1), que serve 
como fator de transcrição para um grande número de genes induzíveis por hipóxia, dentre eles o gene da EPO. O HIF-1 
induz a transcrição do RNAm e sua tradução na EPO 
- Os efeitos biológicos da EPO em células hematopoiéticas são mediados pela ligação da mesma em receptores de EPO 
(rEPO) localizados na superfície dessas células. A expressão de rEPO e sinalização em tecidos hematopoiéticos é 
essencial para a eritropoiese durante o desenvolvimento do indivíduo. A ligação da EPO aos receptores transmembrana 
resulta em dimerização do rEPO e ativação de diferentes cascatas de reação intracelular 
- Posteriormente ocorre a ativação do receptor associado à janus-tirosina quinase 2 (JAK2), que propaga o sinal ao 
ativar o sinal secundário de transdução de moléculas, nestes incluem-se os transdutores e ativadores da transcrição 
(STAT), proteínas quinases mitógeno-ativadas (MAPK) e fosfatidilinositol 3- quinase (PI3K) com a formação de novos 
eritrócitos. 
 
2. EM QUAIS SITUAÇÕES CLÍNICAS SÃO NECESSÁRIAS AS ADMINISTRAÇÕES DA 
ERITROPOETINA? 
- A EPO humana recombinada foi originalmente desenvolvida para tratamento da anemia associada à doença renal 
crônica 
 
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- A principal indicação para terapia com EPO é a insuficiência renal crônica. Mais de 95% dos pacientes com 
insuficiência renal crônica respondem ao uso de EPO, final independentes de transfusões e tem sensível melhora da 
qualidade de vida, com elevação dos níveis médios de hemoglobina de 6-7g/dl para 9-12g/dl 
- Além da uremia, a rHuEpo pode ser utilizada em numerosas condições para prevenir ou para tratar anemia. A rHuEpo 
pode ser usada para prevenir anemia quando ocorre transfusão autóloga, antecedendo cirurgia eletiva (250-300UI/kg SC 
2x semana, por 3 semanas) e em pacientes sob tratamento com cisplatina ou carboplatina (150UI/kg 3x/semana 
enquanto durante a quimioterapia) 
- A rHuEpo também pode ser usada para tratar anemia nos casos em que a produção de EPO não se eleva ou se eleva 
inadequadamente: 
 Anemia em prematuros 
 Anemia da artrite inflamatória 
 Infecção por HIV 
 No mieloma múltiplo, especialmente em estágio avançado, a anemia é complicação muito frequente e a grande 
maioria dos pacientes responde ao uso de EPO 
- Outras aplicações a serem consideradas incluem o tratamento da anemia no câncer (em especial na presença de 
quimioterapia ou radioterapia) e síndromes mielodisplásicas 
- Pacientes com câncer (câncer de mama, de cabeça e pescoço, linfoma) e anemia relacionada ao tratamento podem 
responder ao uso da EPO, com sensível melhora da qualidade de vida, porém não há recomendação para utilização de 
EPO em anemia do câncer não associada ao tratamento quimioterápico 
3. EXPLIQUE A AÇÃO DA ERITROPOETINA NA ERITROPOESE. 
- A eritropoetina estimula a produção de hemácias e sua formação aumenta em resposta à hipóxia: o principal 
estímulo para a produção de hemácias nos estados de baixa oxigenação é o hormônio circulante referido como 
eritropoetina. Na ausência de eritropoetina, a hipoxia tem pouco ou nenhum efeito sobre a estimulação da produção 
eritrocitária. Porém, quando o sistema da eritropoetina está funcional, a hipoxia promove aumento importante da produção 
de eritropoetina, e por sua vez a eritropoetina aumenta a produção eritrocitária até o desaparecimento da hipoxia. 
- Efeitos da eritropoetina na eritrogênese: quando animal ou pessoa é colocado em atmosfera com baixa concentração 
de oxigênio, a eritropoetina começa a ser formada dentro de alguns minutos a horas, atingindo sua produção máxima 
dentro de 24 horas. Contudo, quase nenhuma hemácia nova aparece no sangue circulante até cerca de 5 dias depois. 
Com base nesse fato, bem como em outros estudos, foi estabelecido que o efeito principal da eritropoetina consiste na 
estimulação da produção de proeritrobastos a partir das células-tronco hematopoéticas na medula óssea. Além disso, uma 
vez formados os proeritrobastos, a eritropoetina também estimula a diferenciação mais rápida dessas células pelos 
diferentes estágios eritroblásticos, em relação ao processo normal, acelerando ainda mais a produção de novas hemácias. 
A rápida produção de células continua, contanto que a pessoa permaneça no estado de baixo teor de oxigênio ou até que 
hemácias suficientes tenham sido produzidas para transportar quantidades adequadas de oxigênio para os tecidos, apesar 
da baixa concentração de oxigênio; nesse momento, a intensidade da produção de eritropoetina diminui para o nível 
adequado para manter a quantidade necessária de hemácias sem nenhum excesso. Na ausência de eritropoetina, ocorre 
formação de poucas hemácias pela medula óssea. Em contrapartida, quando grande quantidade de eritropoetina é 
produzida e fica disponível, caso exista quantidade abundante de ferro e outros nutrientes necessários disponíveis, a 
intensidade da produção eritrocitária talvez possa aumentar por 10 vezes ou mais em relação à normal. Por conseguinte, 
o mecanismo da eritropoetina para controle da produção de hemácias é bastante potente. 
4. COMO É A ESTRUTURA QUÍMICA DA ERITROPOETINA? 
- É composta por 165 aminoácidos e de duas a quatro cadeias sialiladas podem estar presentes em sua estrutura, 
devido aos três sítios de glicosilação N-ligados e à cadeia O-ligada que possui. Esses resíduos de ácido siálico 
constituem um sinalizador biológico da EPO, a fim de evitar que esta seja depurada pelo fígado antes que alcance seu 
alvo fisiológico. Sua estrutura pode ser visualizada na figura 1. Também, devido aos resíduos de ácido N-
acetilneuramínico (ácido siálico) que possui nas extremidades de cadeias glicídicas, a EPO possui carga negativa e um 
ponto isoelétrico (pI) que varia em torno de 4,5 a 5 
 
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5. DESCREVA ALGUMAS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO USO DA ERITROPOETINA. 
GERAL: 
 Erupções cutâneas; 
 Sintomas semelhantes à gripe, tais como dor de cabeça, dores nas articulações, fraqueza, cansaço, tontura. 
Estes podem ser mais comuns no início do tratamento; 
 Pode ocorrer aumento nos níveis de plaquetas do sangue (trombócitos) que estão normalmente envolvidos na 
formação de um coágulo sanguíneo. Seu médico irá verificar isto; 
 Eventos vasculares trombóticos (coagulação do sangue) nos vasos sanguíneos, tais como perfusão sanguínea 
perturbada do coração, ataque cardíaco, hemorragias cerebrais, derrame, perturbação temporária da perfusão 
de sangue ao cérebro, trombose de veia profunda, trombose arterial, embolia pulmonar, dilatação da parede de 
um vaso sanguíneo (aneurisma), trombose retinal e coágulo sanguíneo em um rim artificial foram relatados em 
pacientes recebendo tratamento com eritropoietina; 
 Reações de hipersensibilidade foram relatadas em casos raros, incluindo inchaço, principalmente na região das 
pálpebras e lábios (edema de Quincke) e reações alérgicas semelhante a choque com sintomas de 
formigamento,
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