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Direito Constitucional

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NOME: Daiane Duarte
Ações constitucionais
Controle de constitucionalidade – pode ser:
· Preventivo – antes de a norma entrar em vigor;
· Pelo legislativo – pela CCJ, pelos parlamentares (recusando PEC ou PL);
· Pelo executivo – ao vetar, especificamente o veto jurídico.
· Pelo judiciário – pelo mandado de segurança, impetrado por parlamentares no exercício do mandato.
· Repressivo (ou posterior) – após a norma entrar em vigor:
· A regra é pelo judiciário;
· Exceções – 
· Pelo poder legislativo – quando ele susta um ato do Poder Executivo, limitando o poder dado ao mesmo para fazer Lei Delegada (art. 49 V); quando rejeita uma Medida Provisória (art. 62);
· Pelo poder executivo – quando ele não cumpre a lei que ele acha que é inconstitucional (STF e STJ);
· Pelo TCU – cumprindo ou não, aplicando ou não a lei, no caso concreto, que ele acha inconstitucional (Súmula 347/STF).
Princípio da supremacia constitucional – Todas as normas e atos devem se conformar com a Constituição, pois esses atos devem buscar seu pressuposto de validade na mesma.
Acontecendo leis/atos que vão em desconforme à Constituição, a mesma tratou de criar mecanismos para sanar estas possíveis eventualidades, que são as ações constitucionais.
Ações utilizadas – 
· ADIN (ação direta de inconstitucionalidade) – visa declarar inconstitucionalidade de uma lei. A lei é questionada em abstrato;
· ADC (ação declaratória de constitucionalidade) – visa declarar constitucionalidade de uma lei (para sanar dúvidas quanto à constitucionalidade). A lei é questionada em abstrato, depois de publicada no DOU, sem que ela tenha beneficiado ou prejudicado alguém;
· ADO (ação direta de inconstitucionalidade por omissão) – visa declarar uma omissão que a CF está fazendo;
· ADPF (arguição de descumprimento de preceito fundamental).
Ação direta de inconstitucionalidade
Ação direta de inconstitucionalidade genérica
Tem por objeto principal a declaração da inconstitucionalidade da lei impugnada (questionada), contudo, o controle é de ato normativo em tese, abstrato, marcado pela generalidade, impessoalidade e abstração, não há aqui um caso concreto que dependa da decisão de inconstitucionalidade da lei.
Objeto da ADIN – lei ou ato normativo que se mostre incompatível (material ou formalmente) com a Constituição.
O que é lei?
· Em sentido amplo são os atos do Art. 59 da Constituição.
E atos normativos?
· São resoluções administrativas dos tribunais, deliberações administrativas dos tribunais.
Súmulas vinculantes podem ser objeto de ADIN?
· Não, conforme ADI 594/DF, somente leis e atos normativos federais ou estaduais (art. 102, I “a”).
Emenda constitucional pode ser objeto de ADIN?
· Só após a emenda entrar em vigor. Sim, pode ser objeto, conforme entendimento da palavra “lei” em sentido amplo no art. 59, I.
Medida provisória em vigor pode ser objeto de ADIN?
· Sim, desde que não seja convertida em projeto de lei.
Não há ADIN contra norma originária.
Legitimados para propor ADIN – o rol é taxativo – art. 103
· Universais – podem propor ADIN sobre qualquer lei;
· Interessados – devem demonstrar interesse, ou seja, a declaração de inconstitucionalidade deve estar ligada a algum prejuízo nos mesmos – IV, V e IX – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; Governador de Estado ou do Distrito Federal; e a confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
Todos os legitimados têm capacidade postulatória (assinar sozinho a petição de ADIN)?
· Segundo a ADIN 127, somente os contemplados no I ao VI. A petição dos outros legitimados deve ser assinada por um advogado. 
 
Procedimento da ADIN genérica
Parte na Constituição e na Lei 9868/99.
A petição inicial (Art. 3º) deve expor os fundamentos, deixando bem claro o que se almeja, mas o STF não está limitado ao exposto na inicial em razão da supremacia constitucional, e também não precisa esperar para fazer a análise da lei.
Recebida a inicial pelo Ministro Relator (que é sorteado), este pode:
· Indeferir. Cabe agravo contra decisão que indeferiu (art. 4º Parágrafo único);
· Não é admitida desistência (art. 5º);
· Requisitar aos responsáveis que emanaram a lei ou ato normativo que dê informações sobre o ato impugnado (art. 6º) no prazo de 30 dias.
· Não se admite “intervenção de terceiros”, mas existe a figura do “amicus curiae” (art. 7º e §2º). Cabe ao relator admitir ou não o terceiro, mas caso indefira não cabe recurso.
Requisitos do “amicus curiae” (o terceiro não é parte, mas pode se manifestar) – 
· Relevância da matéria (matéria relevante – cabe ao relator observar a sua relevância);
· Representatividade dos postulantes (tem de estar representando um seguimento da sociedade, um grupo de pessoas);
· Não é admitida pessoa física (ADIN 4167);
· Pertinência temática (ADIN 3931) (tem de demonstrar interesse na ação);
· Não pode recorrer, pois não é parte;
· Pode fazer sustentação oral.
AGU (não é obrigado a defender a constitucionalidade do ato impugnado) e PGR na ADIN –
· 15 dias para cada um manifestar (art. 171 RISTF);
· Função do AGU – art. 103 §3º CF;
· PGR – fiscal da lei (“custos legis”).
Quem participa da ADIN – o interessado, o Ministro, o possível terceiro, o AGU (não é obrigado, caso o Presidente impetre a ADIN) e o PGR.
Se o PGR ajuizar ação, poderá manifestar pela sua improcedência (ou seja, ele pode ver que estava errado, e que a lei era constitucional)?
· Sim, é possível.
Decisões na ADIN –
Para declarar a inconstitucionalidade – maioria absoluta dos membros (art. 97) (seis votos). Conforme art. 22 da Lei 9868/99 são necessários os votos de pelo menos oito ministros (ou seja, oito ministros pelo menos devem estar presentes, continuando ainda dependendo de seis votos para dar como procedente a ação).
A decisão possui caráter dúplice – arts. 23 e 24 da Lei 9868/99. Quando a ADIN é improcedente a lei é constitucional; e se julga procedente a lei é inconstitucional. Ex.: ADN 3367 
A decisão é irrecorrível (também não cabe ação rescisória (art. 26 Lei 9868/99)). Admite-se, porém, embargos de declaração.
Efeitos da decisão da ADIN
Caráter dúplice ou ambivalente – se dado improcedente a ação, a lei é constitucional; se dado procedente a ação, a lei é inconstitucional.
Efeito “erga omnes” – terá efeito vinculante, valerá para todos a decisão.
Efeito ex tunc (“apagando” os atos que já foram feitos embasados na lei), em regra. Mas o STF por 2/3 de seus membros pode modular seus efeitos (ADIN 2240, por exemplo), ou seja, o efeito se tornaria ex nunc, onde aquele só valeria a partir daquele momento para efeitos futuro, não retroagindo aos atos que aconteceram.
Efeitos vinculantes – vale para todos os órgãos do Judiciário, deve ser seguido por todos, não há como mais discutir. Mas não vincula o Poder Legislativo de legislar, pois pode elaborar uma norma contrária à decisão do STF.
Extensão da decisão da ADIN
Pode ser aplicada interpretação, conforme CF, no caso de duas ou mais interpretações sobre determinada lei.
Pode haver redução (parcial ou total) de texto. Ex.: art. 7º §2º da Lei 8906/90 (Estatuto da OAB – “ou desacato”).
Pode não haver redução de texto – 
· Determinando assim o STF, a interpretação correta; ou
· Excluindo assim o STF, a interpretação incorreta;
Pode declarar parcialmente a inconstitucionalidade sem redução de texto.
Em regra, não pode declarar inconstitucional uma só palavra. Exceção: Art. 7º §2º OAB, palavra “desacato”.
Competência de declaração de inconstitucionalidade –
· Lei municipal fere Constituição Estadual – TJ respectivo;
· Lei estadual fere Constituição Estadual – TJ respectivo;
· Lei estadual fere Constituição Federal – STF;
· Lei estadual fere Constituição Estadual e Federal (ao mesmo tempo) – TJ respectivo ou STF (prevalecendo o STF se entrar nos dois);
· Lei distrital (seja caráter municipal ou estadual) fere Lei orgânica (“Constituição do DF”) – TJDFT;
· Lei distrital fere Constituição Federal – depende, 
· Se caráter de lei estadual – STF;
· Se caráter de lei municipal – ninguém;
· Lei municipal fere Constituição
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